segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Defesa Civil confirma ocorrência de tornado no Rio Grande do Sul


A equipe do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul avaliou o fenômeno ocorrido na tarde da sexta-feira (9), entre às 14h50 e às 15h10, na cidade de Erval Grande, no norte do estado, e classificou o fenômeno como um tornado.

Segundo a prefeitura do município, o temporal com ventos acima de 93 quilômetros por hora impactou a zona rural do município. Mais de duzentas casas foram destelhadas e 55 famílias ficaram desabrigadas.

Tornado destruiu casas no Rio Grande do Sul Tornado destruiu casas no Rio Grande do Sul
Tornado destruiu casas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura Municipal de Erval Grande

A assessoria de imprensa da cidade informou que 150 propriedades rurais tiveram prejuízos e trinta hectares com eucalipto foram completamente danificados. Também houve danos na rede elétrica e quedas de árvores.

O fenômeno ocorreu após o transporte de calor e umidade vindos do Norte do país, aliado ao aprofundamento de um sistema de baixa pressão e ao deslocamento de uma frente fria. A passagem deste fenômeno provocou intensas rajadas de vento.

Eucaliptos foram derrubados por causa do tornado Eucaliptos foram derrubados por causa do tornado
Eucaliptos foram derrubados por causa do tornado Foto: Prefeitura Municipal de Erval Grande

Nos dados elaborados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), observou-se uma frente fria posicionada no RS, próximo à fronteira com o Uruguai, além da atuação de um sistema de baixa pressão, com seu centro localizado sobre o Paraguai.

“Estes tipos de sistemas são responsáveis pela ocorrência de temporais severos, que culminam em grandes acumulados de precipitação, além de rajadas de vento intensas, também com potencial para a formação de fenômenos como frentes de rajada, micro explosões, tornados e trombas d’água”, informou a Defesa Civil.

Postes caíram após a passagem do tornadoPostes caíram após a passagem do tornado
Postes caíram após a passagem do tornado Foto: Prefeitura Municipal de Erval Grande

Radar meteorológico confirma a passagem do tornado pela região

“Com base na análise das condições atmosféricas, nas imagens do radar meteorológico de Chapecó (fornecidas pela Defesa Civil de Santa Catarina à Defesa Civil gaúcha) e nas evidências observadas no local, constata-se a ocorrência de tornado naquela localidade”, destacou o órgão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizante iraniano legalizado em Dubai e Omã



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes”



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes"
“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes” – Foto: Canva

Segundo informações de Cristiane De Brida, Commodity Broker na L77 Negócios Ltda, o agronegócio brasileiro ganha uma nova alternativa estratégica com a entrada da Ureia iraniana legalizada nos mercados de Dubai e Omã. Através da parceria com a AFG Holding, sediada em Dubai, a empresa agora atua como representante exclusiva dessa Ureia, contando com fornecimento de mais de seis refinarias governamentais do Irã, com exclusividade e respaldo legal.

“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes. Pensando nisso, temos orgulho em anunciar: somos representantes exclusivos de ureia iraniana legalizada em Dubai e Omã, através de nossa parceira estratégica AFG Holding sediada em Dubai, estamos com mais de seis refinarias governamentais e com exclusividade”, comenta.

Essa novidade é especialmente relevante para o Brasil, que atualmente importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. O Irã, sendo um dos maiores produtores mundiais de ureia, torna-se um parceiro crucial. Com a legalização do produto em territórios estratégicos como os Emirados Árabes Unidos e Omã, garantem-se segurança jurídica, controle de qualidade e uma logística mais eficiente — elementos essenciais em um cenário global cada vez mais volátil.

No campo, o impacto é direto: a ureia é indispensável para culturas como soja, milho e trigo. A possibilidade de preços mais competitivos e entregas confiáveis permite que os produtores brasileiros mantenham a produtividade, mesmo em meio a instabilidades externas. A iniciativa da L77, em conjunto com a AFG Holding, também abre espaço para novas parcerias com tradings e produtores nacionais.





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Faltam dois dias; acompanhe ao vivo o resultado do Prêmio Personagem Soja Brasil!



Depois de muita espera, nesta quarta-feira (14), às 18h50, acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Personagem Soja Brasil. O evento acontece diretamente da Casa Canal Rural, na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília (DF). Você pode acompanhar todos os detalhes, pois a premiação será transmitida ao vivo pela tela do Canal Rural, pelo site oficial e também pelas redes sociais do canal. Marque na agenda e acompanhe com a gente!

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Chegou o momento de conhecer os grandes destaques com o grão: o pesquisador e o produtor que mais se destacaram na jornada. O Prêmio Personagem Soja Brasil celebra histórias inspiradoras de profissionais que, com dedicação, inovação e um forte compromisso com a sustentabilidade, estão transformando a produção de soja no Brasil.

Indicados ao Prêmio do projeto Soja Brasil

  • Alberto Schlatter (Chapadão do Sul – MS): produtor que alia tradição familiar com práticas modernas no campo, apostando em tecnologia e sustentabilidade.
  • Anderson Cavenaghi (MT): professor e doutor, referência nacional em proteção de plantas, com pesquisas que fortalecem a produtividade e a segurança ambiental.
  • Cecilia Czepak (UFG): destaque no manejo integrado de pragas, com atuação decisiva na sanidade das lavouras em várias regiões do país.
  • Claudia D’Agostini (Sabáudia – PR): produtora rural que inova ao lado da irmã na gestão da propriedade, com foco em tecnologia e sucessão familiar.
  • Julio Cezar Franchini (Embrapa Soja – PR): pesquisador que trabalha pelo manejo e conservação do solo, promovendo a sustentabilidade no campo.
  • Oliverio Alves de Melo (Balsas – MA): produtor com papel relevante no Cerrado, integra a Cooperação Nipo-Brasileira e promove o desenvolvimento sustentável da soja na região.



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Feijão preto tem queda no preço enquanto o carioca se mantém firme



O avanço da colheita da primeira safra do feijão e, consequentemente o aumento da oferta, vem contribuindo para manter os preços das negociações em queda. É isso que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A maior pressão foi observada para o feijão preto. De acordo com o instituto, os produtores dessa variedade estão aumentando a oferta para “fazer caixa”.

Por outro lado os preços de feijões de maior qualidade como o carioca se mantiveram firmes. Isso devido a demanda seletiva e limitação na oferta dos lotes recém colhidos, e/ou armazenados em boas condições, como explica o Cepea.

De acordo com os dados da Conab, até o início deste mês a colheita brasileira de feijão já havia atingido 90,9% da área. Assim, o mercado se atenta para a segunda safra, principalmente no Sul, ainda de acordo com o Cepea.

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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Mercado da soja desacelera com preços elevados e demanda enfraquecida



A relação entre preços altos cobrados pelos produtores de soja, e a baixa demanda por parte dos compradores vem deixando um cenário lento para as negociações do grão. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Do lado dos demandantes do produto, o cenário é de quedas externas e dos prêmios de exportação no Brasil. Gerando assim a diminuição na paridade de exportação. Outro ponto é a oferta recorde nacional e o aumento na oferta do grão na Argentina.

Por sua vez, os ofertantes estão atentos ao cenário de alta nas exportações durante o mês de abril. Similarmente, também estão à perspectiva de aumento na demanda externa para os próximos meses, como afirma o Cepea.

No último mês as exportações brasileiras de soja registraram um aumento de 4,2% com relação a março e também aumentaram 4,2% com relação a abril de 2024. Dessa forma o escoamento nacional da oleaginosa atingiu a marca de 15,27 milhões de toneladas, de acordo com a Secex. 

Dessa forma, este é o terceiro maior volume nas exportações de soja. O montante fica atrás apenas de junho de 2023 (15,58 milhões de toneladas) e de abril de 2021 (16,11 milhões de toneladas), como aponta o Cepea

*Texto sob supervisão do jornalista Thiago Dantas



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Acordo EUA-China e avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia impulsionam o otimismo global


A semana se inicia com sinais promissores no cenário internacional. Dois eventos significativos — o acordo comercial entre Estados Unidos e China e a retomada das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia — estão gerando otimismo nos mercados e na diplomacia global.

Acordo EUA-China: trégua comercial anima mercados

Após dois dias de intensas negociações em Genebra, Estados Unidos e China anunciaram um acordo histórico para reduzir tarifas comerciais por um período de 90 dias. As tarifas dos EUA sobre produtos chineses serão reduzidas de 145% para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre produtos americanos cairão de 125% para 10%.

Além disso, foi estabelecido um mecanismo permanente de diálogo econômico-comercial entre as duas potências, visando evitar futuras escaladas e promover relações mais cooperativas. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou o espírito de “cooperação, interesses compartilhados e respeito mútuo” que permeou as reuniões.

A notícia teve impacto imediato nos mercados globais. Índices futuros nos EUA e bolsas asiáticas registraram altas significativas, refletindo o alívio das tensões comerciais. Analistas consideram o acordo um passo positivo para a estabilidade econômica global, embora ressaltem que é uma medida temporária e que os desafios permanecem.

Rússia e Ucrânia: sinais de diálogo após três anos de conflito

Em um movimento inesperado, o presidente russo Vladimir Putin propôs a realização de negociações diretas com a Ucrânia na próxima quinta-feira (15), em Istambul. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou disposição para o encontro, marcando a primeira vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, que ambos os líderes demonstraram interesse em dialogar diretamente.

Embora ainda existam impasses e desconfianças mútuas, a iniciativa é vista como um avanço significativo. Especialistas alertam que qualquer acordo de paz exigirá concessões difíceis, mas a disposição para o diálogo já é um sinal encorajador para a comunidade internacional.

Reflexos no Brasil: oportunidades e perdas no jogo geopolítico

Para o Brasil, o cenário é ambivalente. Se por um lado a distensão entre grandes potências reduz riscos globais, por outro, no setor agropecuário, a aproximação entre EUA e China acende um sinal de alerta.

A melhora nas relações comerciais entre as duas maiores economias do planeta tende a reduzir a dependência chinesa dos produtos brasileiros, sobretudo de commodities agrícolas como soja, milho e carne bovina. O espaço que o Brasil vinha ocupando como alternativa aos EUA durante a guerra tarifária pode encolher, afetando diretamente nossas exportações e pressionando preços internos.

O alívio nos mercados globais pode impulsionar bolsas e moedas de países emergentes, mas para o agro brasileiro — que vinha se beneficiando das distorções da disputa sino-americana — o reposicionamento das cadeias comerciais pode significar perda de protagonismo e margem.

Em um mundo marcado por incertezas, a semana começa iluminada por sinais de cooperação e esperança. O acordo entre EUA e China e a retomada do diálogo entre Rússia e Ucrânia são lembretes poderosos de que, mesmo em tempos difíceis, o caminho da diplomacia e do entendimento mútuo permanece aberto. Mas para o agro brasileiro, é preciso atenção: a calmaria entre gigantes pode significar novos desafios comerciais.

Miguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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China e EUA chegam a um acordo e reduzem tarifas por 90 dias



Os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as tarifas recíprocas em um acordo que superou as expectativas. Segundo informações da Reuters, os EUA reduzirão as tarifas adicionais impostas às importações chinesas em abril deste ano de 145% para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre importações dos EUA cairão de 125% para 10%, anunciaram os dois países nesta segunda-feira. As novas medidas entrarão em vigor por 90 dias.

“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, após conversas com autoridades chinesas em Genebra. “Ambos temos interesse em um comércio equilibrado, e os EUA continuarão avançando nesse sentido”.

Bessent falou ao lado do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, após as negociações do fim de semana na Suíça, nas quais ambos os lados elogiaram o progresso na redução das divergências.

“O consenso entre as duas delegações neste fim de semana é que nenhum dos lados quer um rompimento total das relações”, disse Bessent. “E o que ocorreu com essas tarifas muito
elevadas… foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Queremos comércio”.

Bessent afirmou que o acordo não inclui tarifas específicas por setor e que os EUA continuarão o reequilíbrio estratégico em áreas como medicamentos, semicondutores e aço, nas quais foram identificadas vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

Reflexos do acordo China – EUA

Dólar, bolsas, petróleo, treasuries e commodities agrícolas registram ganhos consistentes, reagindo positivamente ao acordo fechado entre Estados Unidos e China. Na manhã de hoje (12), o barril do petróleo, por exemplo, estava em alta de cerca de 3% em Nova York e Londres. O dollar index registrava alta de 1,34%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do feijão-carioca segue aquecido



No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto



No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto
No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto – Foto: Divulgação

Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), a quarta-feira (28) foi marcada por mais um dia de alta movimentação no mercado de feijão-carioca, com destaque para os lotes classificados como SD (Slow Darkening), que apresentam escurecimento lento. Esses grãos de melhor qualidade vêm alcançando preços elevados, chegando a R$ 270 por saca tanto no Paraná quanto em Minas Gerais, onde o armazenamento em câmaras frias contribui para manter a coloração e a qualidade do produto.

No sudoeste do Paraná, a pressão por bons lotes está evidente: para garantir o fornecimento, compradores precisaram desembolsar no mínimo R$ 250 por saca, valor que sobe quando se trata de grãos com características diferenciadas. Em Minas, foram confirmadas vendas de Feijão nota 8/8,5, com coloração parelha e armazenado sob refrigeração, por R$ 265. Alguns negócios pontuais superaram essa faixa, chegando ao patamar de R$ 270 por saca de 60 quilos.

No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto, o que elevou os preços dos poucos lotes disponíveis. Negócios esparsos registraram valores de até R$ 280 por saca para Feijão nota 8,5, indicando forte valorização e competitividade entre compradores.

A perspectiva de uma segunda safra com desafios em volume e qualidade tem influenciado diretamente a valorização do Feijão-carioca, especialmente das partidas de melhor padrão. O comportamento do mercado nesta semana reforça a importância da armazenagem adequada e da oferta de grãos diferenciados como fator determinante nos preços praticados.

 





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Acordo EUA-China e avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia impulsionam o otimismo global


A semana se inicia com sinais promissores no cenário internacional. Dois eventos significativos — o acordo comercial entre Estados Unidos e China e a retomada das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia — estão gerando otimismo nos mercados e na diplomacia global.

Acordo EUA-China: trégua comercial anima mercados

Após dois dias de intensas negociações em Genebra, Estados Unidos e China anunciaram um acordo histórico para reduzir tarifas comerciais por um período de 90 dias. As tarifas dos EUA sobre produtos chineses serão reduzidas de 145% para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre produtos americanos cairão de 125% para 10%.

Além disso, foi estabelecido um mecanismo permanente de diálogo econômico-comercial entre as duas potências, visando evitar futuras escaladas e promover relações mais cooperativas. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou o espírito de “cooperação, interesses compartilhados e respeito mútuo” que permeou as reuniões.

A notícia teve impacto imediato nos mercados globais. Índices futuros nos EUA e bolsas asiáticas registraram altas significativas, refletindo o alívio das tensões comerciais. Analistas consideram o acordo um passo positivo para a estabilidade econômica global, embora ressaltem que é uma medida temporária e que os desafios permanecem.

Rússia e Ucrânia: sinais de diálogo após três anos de conflito

Em um movimento inesperado, o presidente russo Vladimir Putin propôs a realização de negociações diretas com a Ucrânia na próxima quinta-feira (15), em Istambul. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou disposição para o encontro, marcando a primeira vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, que ambos os líderes demonstraram interesse em dialogar diretamente.

Embora ainda existam impasses e desconfianças mútuas, a iniciativa é vista como um avanço significativo. Especialistas alertam que qualquer acordo de paz exigirá concessões difíceis, mas a disposição para o diálogo já é um sinal encorajador para a comunidade internacional.

Reflexos no Brasil: oportunidades e perdas no jogo geopolítico

Para o Brasil, o cenário é ambivalente. Se por um lado a distensão entre grandes potências reduz riscos globais, por outro, no setor agropecuário, a aproximação entre EUA e China acende um sinal de alerta.

A melhora nas relações comerciais entre as duas maiores economias do planeta tende a reduzir a dependência chinesa dos produtos brasileiros, sobretudo de commodities agrícolas como soja, milho e carne bovina. O espaço que o Brasil vinha ocupando como alternativa aos EUA durante a guerra tarifária pode encolher, afetando diretamente nossas exportações e pressionando preços internos.

O alívio nos mercados globais pode impulsionar bolsas e moedas de países emergentes, mas para o agro brasileiro — que vinha se beneficiando das distorções da disputa sino-americana — o reposicionamento das cadeias comerciais pode significar perda de protagonismo e margem.

Em um mundo marcado por incertezas, a semana começa iluminada por sinais de cooperação e esperança. O acordo entre EUA e China e a retomada do diálogo entre Rússia e Ucrânia são lembretes poderosos de que, mesmo em tempos difíceis, o caminho da diplomacia e do entendimento mútuo permanece aberto. Mas para o agro brasileiro, é preciso atenção: a calmaria entre gigantes pode significar novos desafios comerciais.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

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Frio intenso provoca geada, e temperaturas podem ficar negativas



Uma frente fria que se desloca na altura do Espírito Santos e litoral da Bahia aumenta a condição de chuva nestes estados. Enquanto isto, o ar frio e mais seco predomina sobre a maior parte do Sul do país. Regiões mais altas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem ter geada nesta semana.

Ainda pela influência do vento úmido que sopra do mar contra o continente, algumas áreas do litoral norte catarinense e do leste e litoral do Paraná podem receber um pouco de chuva. Veja os detalhes da previsão do tempo em cada região do Brasil, segundo a Climatempo:

O litoral do Paraná e de Santa Catarina ficam mais nubladas no decorrer do dia e a chuva pode ocorrer com moderada intensidade. Em Curitiba, dia sem sol e mais frio com possibilidade de garoa.

Nas demais áreas do Sul, destaque para o tempo firme. O dia ainda começa gelado e com possibilidade de geada na Campanha Gaúcha, nos pontos mais altos da Serra do RS e catarinense – não descartando temperatura negativa em municípios como São Joaquim, Urupema e Urubici.

A condição de vento segue no decorrer do dia com rajadas de 40 a 50 km/h no litoral gaúcho e no estado do Paraná – as capitais Porto Alegre e Florianópolis terão um dia com mais nebulosidade, mas sem chuva.

Região Sudeste

A circulação atmosférica e a infiltração marítima favorecem a condição de chuva no litoral da região, no norte e noroeste de SP e no Triângulo de Minas. A semana começa com temperaturas mais baixas pela manhã.

As cidades de São Paulo, Belo Horizonte e o Rio de Janeiro ficam mais nubladas e com chance de garoa ao longo do dia, diminuindo a condição à noite.

O risco de temporal aumenta em Vitória, e todo o litoral capixaba fica em alerta neste começo de semana.

Região Centro-Oeste

Segunda-feira com destaque para o calor em Mato Grosso e no interior de Goiás. Esta combinação de tempo quente com a umidade seguem presentes no continente e ajudam na formação de algumas nuvens de chuva, por isso, algumas áreas do norte de MT e do leste e sul de GO podem receber pancadas mais localizadas durante a tarde de segunda.

Não chove em Brasília e em Campo Grande e as temperaturas sobem durante à tarde. As pancadas são mais localizadas no extremo norte e nordeste de MS.

Região Nordeste

O deslocamento da frente fria deixa o sul da Bahia em estado de atenção para chuva forte. De acordo com a Climatempo, teremos um dia com chance maior de rajadas de vento podendo variar em torno de 40 a 50 km/h e com possiblidade de chuva a qualquer momento.

O litoral norte da Bahia, todo o estado do SE e o sul de AL ficam com risco alto de temporais e o tempo segue mais abafado. Dia de sol com destaque para o calor no oeste da BA, sul do MA, PI, CE, interior da PB e do PE.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a condição de chuva na costa norte da região com atenção para o centro-norte o MA, PI e CE, além de provocar chuva moderada a forte em Natal.

Região Norte

Alerta entre RR, noroeste do PA e o centro-oeste e norte do AP para a ocorrência de chuva a qualquer hora do dia e com risco de raios e trovoadas. Atenção especial para as cidade de Manaus e Belém/PA no decorrer da segunda. O tempo fica firme no AC, em RO e no TO.



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