segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem e solo úmido reduzem produtividade da soja


A colheita da soja avança para a reta final no Rio Grande do Sul, marcada por perdas de produtividade em diversas regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (15), o ciclo 2023/2024 será encerrado com resultados abaixo do esperado, especialmente em áreas afetadas pela estiagem.

Na região administrativa de Bagé, a colheita está próxima da conclusão. Nos municípios de Uruguaiana e Santa Margarida do Sul, os trabalhos já foram finalizados, com perdas que variam entre 40% e 83% em relação às projeções iniciais. Em Manoel Viana e Maçambará, restam cerca de 2 mil hectares a serem colhidos. Nessa área, lavouras irrigadas implantadas após o cultivo do milho apresentam rendimentos entre 2.000 e 2.400 kg/ha, enquanto lavouras de sequeiro, com produtividade inferior a 200 kg/ha, foram abandonadas por inviabilidade econômica.

Na Campanha, a colheita foi interrompida pelas chuvas em 8 de maio. Onde o volume de precipitação foi menor, as atividades foram retomadas em 11 de maio, ainda sob solo úmido, o que dificultou o andamento das operações. Em Bagé, Candiota e Hulha Negra, 90% da área já foi colhida. A produtividade é considerada instável. Segundo a Emater, “há relatos de cultivares de ciclo longo com bom desempenho em áreas de baixa fertilidade”, com rendimentos pontuais de até 3.000 kg/ha, embora predominem produtividades entre 1.800 e 2.000 kg/ha. Algumas lavouras não passaram dos 600 kg/ha.

A área total efetivamente plantada no estado é de 1.097.601 hectares na região de Bagé, com produtividade média de 1.388 kg/ha. Isso representa uma queda de 44% em relação aos 2.480 kg/ha estimados no início da safra.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi concluída com produtividade média de 3.235 kg/ha, redução de 11% em relação à expectativa inicial. A área cultivada totalizou 256.612 hectares. Em Erechim, resta menos de 0,5% da área a ser colhida. A produção média alcança 2.284 kg/ha, uma redução de 35%. Segundo o informativo, apenas 40% da safra foi comercializada até o momento, pois os produtores aguardam melhora nas cotações.

Em Frederico Westphalen, restam apenas 2% das lavouras a serem colhidas, referentes àquelas semeadas em segunda safra. A produtividade ficou em 2.410 kg/ha, cerca de 25% abaixo do projetado. A área cultivada na região foi de 439.240 hectares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos se concentram nas lavouras de segundo cultivo, que representam 4% da área e estão em maturação. A produtividade média é de 2.158 kg/ha, o que representa queda de 40% em relação ao esperado. Os agricultores realizam correções de solo e reparos em áreas afetadas por erosão. A área plantada é de 1.009.524 hectares.

Em Lajeado, a produtividade caiu 26%, ficando em 2.507 kg/ha em uma área de 24.669 hectares. Já em Passo Fundo, onde a colheita foi encerrada em 660.847 hectares, a produtividade média é de 2.346 kg/ha, redução de 36%.

Na região de Pelotas, 87% da colheita foi concluída. Em Santa Vitória do Palmar, metade da área ainda aguarda colheita. A produtividade média é de 2.546 kg/ha, queda de 13% sobre a projeção inicial. A área total é de 503.385 hectares.

Em Porto Alegre, a produtividade foi estimada em 2.359 kg/ha, com decréscimo de 23% frente à expectativa inicial. A área cultivada na regional soma 181.791 hectares.





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Soja corre o risco de ‘colapso’ por conta de gripe aviária?



Na última semana, o Brasil registrou o primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial. O caso foi confirmado no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e a detecção mobilizou as autoridades sanitárias, que imediatamente reforçaram os protocolos de biossegurança na região. Apesar do alerta, o Ministério da Agricultura e Pecuária assegura que não há risco de transmissão a seres humanos.

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Embora tenha afetado diretamente a avicultura, especialistas avaliam que o surto não deve provocar maiores repercussões no mercado de soja, especialmente no segmento de farelo, já que ele é base da ração para aves. Segundo o consultor Vlamir Brandalizze, os efeitos da gripe aviária se restringem à região Sul do país, com um volume estimado entre 200 mil e 250 mil toneladas por ano, uma fração considerada irrelevante diante das quase 40 milhões de toneladas movimentadas em todo o território nacional.

“Os preços permanecem firmes, sustentados tanto pela Bolsa de Chicago quanto pela forte demanda de exportação, impulsionada sobretudo pelo aumento da procura por óleo de soja”, explica Brandalizze. Ele destaca que a crescente necessidade de óleo, tanto para a produção de biodiesel quanto para o consumo humano, exige um volume maior de esmagamento de grãos, processo que gera um excedente de farelo, direcionado ao mercado externo. Para o consultor, a gripe aviária não impacta preços, disponibilidade ou dinâmica dos mercados interno e externo de farelo de soja.

Na mesma linha, o comentarista do Canal Rural, Carlos Cogo avalia que o episódio em Montenegro é irrelevante para o mercado de farelo. Ele destaca que pode haver algum impacto pontual no Rio Grande do Sul, mas afirma que o embargo não deve se prolongar, já que os grandes importadores tendem a suspender as restrições assim que o foco for controlado. ”É um caso muito regionalizado e pequeno diante do mercado global”, resume.

Restrições devido à gripe aviária

O Ministério da Agricultura (Mapa) atualizou as restrições temporárias às exportações de carne de aves devido ao surto de gripe aviária. As suspensões variam conforme o embargo de cada país.

A suspensão total das exportações foi adotada por China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, entre outros. Alguns países, como Reino Unido, Bahrein e Japão, limitaram a suspensão a estados ou municípios específicos, como o Rio Grande do Sul e Montenegro.

A China, maior importadora, iniciou o embargo em 17 de maio, seguindo protocolo sanitário. União Europeia e Coreia do Sul também impuseram restrições nacionais. Outros mercados como Canadá e África do Sul seguiram o mesmo caminho.



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Exportações de café avançam em nível recorde e cotações internas do robusta caem



Apesar de caírem em abril, as exportações brasileiras de café registram desempenho recorde na parcial desta safra (2024/25), considerando-se a série histórica do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

São 39,994 milhões de sacas embarcadas de julho de 2024 a abril de 2025, conforme números do Conselho analisados pelo Cepea. No mercado doméstico, apesar das altas nos últimos dias, as cotações do robusta vêm caindo com um pouco mais de força no balanço de maio. Segundo o Centro de Pesquisas, a pressão vem do avanço da colheita.

Na primeira quinzena de maio, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou expressivo recuo de 10,5%. Já para o arábica, os preços estão em queda, mas de forma amena, em decorrência do ritmo lento da colheita e dos baixos estoques.

O Indicador Cepea do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a primeira metade do mês com desvalorização acumulada de 4,6%.



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Queda externa do algodão tem pressionado cotações domésticas, mostra Cepea



Levantamentos do Cepea mostram que as cotações domésticas do algodão em pluma têm caído, acompanhando as desvalorizações externas. Além disso, segundo o Centro de Pesquisas, o recuo do dólar frente ao real reforça a pressão sobre os valores internos, à medida que reduz a paridade de exportação.

Compradores, atentos às recentes quedas externas, se afastam do mercado, à espera de novas baixas. Além disso, muitos apontam dificuldades em repassar os atuais custos da pluma aos produtos manufaturados.

Já vendedores evitam ofertar no spot e focam o cumprimento de contratos e a efetivação de novos fechamentos envolvendo lotes da safra 2024/25, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

Em relatório divulgado no dia 15, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou novos reajustes positivos na produção nacional de pluma da temporada 2024/25. A alta foi de 0,36% frente aos dados de abril deste ano e de 5,5% em comparação à safra 2023/24. Assim, o volume pode atingir 3,9 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde.

*Sob supervisão do jornalista Victor Faverin



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Indicador do Cepea para o arroz em casca cai para o menor nível desde julho de 2022



Com novas quedas, o indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) vem operando no menor patamar nominal desde julho de 2022, apontam levantamentos do Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, a pressão doméstica acompanha os recuos verificados no mercado externo. Quanto aos dados de oferta e demanda nacional divulgados neste mês de maio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção da safra 2024/25 deve crescer 14,8% em relação à temporada anterior (2023/24), passando de 10,58 milhões de toneladas para 12,14 milhões de toneladas.

Pesquisadores do Cepea explicam que esse aumento se deu frente a ampliação da área cultivada e pelo incremento da produtividade média, especialmente no cultivo irrigado.

*Sob supervisão do jornalista Victor Faverin



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Fávaro vê sinais de que a China pode regionalizar restrições a frango



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse nessa terça-feira (20) que vê indícios de que a China possa regionalizar as restrições de comércio de carne de frango com o Brasil.

A detecção da gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (15), levou o país asiático a suspender a compra da carne de frango de todas as regiões do país.

No entanto, Fávaro ressaltou que “ainda é muito cedo” para saber se a China regionalizará as restrições, ou seja, deixar de comprar carne de frango apenas da região próxima ao local do foco da gripe aviária confirmado.

“O caso ainda é muito recente. Estamos há cinco ou seis dias [desde a confirmação do caso de gripe aviária]. E o período de incubação do vírus é de 28 dias”, disse o ministro em entrevista.

Somente após o período de incubação é possível saber se o foco da gripe foi desativado. Caso não haja novos casos de gripe aviária após esse tempo, o local é declarado livre da doença.

“Os casos sendo negativados, isso vai garantindo que a gente crie um ativo para propor à China a regionalização. Aconteceu isso com a [doença de] Newcastle [detectada em uma granja no Rio Grande do Sul em 2024], e eles regionalizaram. Acho que é muito cedo ainda. Eu posso dizer que há indícios de que pode ser regionalizado, mas ainda é muito cedo”, afirmou o ministro.



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ouça os destaques econômicos do dia


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o novo recorde do Ibovespa, que subiu 0,34%, descolado das quedas globais e impulsionado por revisão positiva do Morgan Stanley. O dólar avançou 0,25%, a R$ 5,67, refletindo cautela externa e alta dos Treasuries. No Brasil, juros futuros subiram com desconforto fiscal. Hoje, destaque para o fluxo cambial e dados de petróleo nos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Essas são as maiores exportadoras da Argentina


A Viterra Ltd. manteve sua posição de destaque como a maior exportadora de commodities agrícolas da Argentina pelo terceiro ano comercial seguido, de acordo com dados divulgados pela Bolsa de Grãos de Rosario com base nas Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE). Durante o ciclo 2023/24, encerrado em março, a empresa exportou 13,55 milhões de toneladas, superando concorrentes como Cargill (11,37 milhões) e COFCO (10,35 milhões). Juntas, as três maiores companhias foram responsáveis por quase 39% das 89,82 milhões de toneladas embarcadas das principais culturas agrícolas do país.

A soja liderou o ranking das exportações argentinas, com 40,88 milhões de toneladas — um aumento de 29% em relação à média das últimas três temporadas. O milho apareceu em seguida, com 37,86 milhões de toneladas, representando um crescimento de 16% na comparação com os três ciclos anteriores. Em contraste, o trigo apresentou forte retração: foram apenas 3,62 milhões de toneladas exportadas, 61% a menos que no ciclo anterior e 70% abaixo da média trienal, devido à seca de 2022/23 e à prorrogação de registros de safras anteriores.

Outras culturas também mostraram desempenhos variados. A cevada teve um volume estável, com 3,83 milhões de toneladas exportadas. O girassol avançou para 2,37 milhões de toneladas, enquanto o sorgo registrou recuperação, atingindo 1,26 milhão de toneladas — embora ainda aquém da média recente.

Entre os maiores exportadores por cultura, a Viterra também liderou nas vendas de soja (8,46 milhões de toneladas) e girassol (990 mil toneladas). A ADM foi a principal exportadora de milho (6,97 milhões), enquanto a Bunge Global SA liderou no trigo (760 mil toneladas). Na cevada, destacou-se a Cervecería y Maltería Quilmes (670 mil toneladas), e no sorgo, a ACA liderou com 320 mil toneladas.

 





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‘Erva-mate Verde’ surge como alternativa moderna ao chimarrão


Em São Mateus do Sul (PR), Angela Zampier e sua irmã unem tradição e inovação ao lançar o chá ‘Erva-mate Verde’, uma alternativa moderna ao chimarrão.

“Muita gente não tem o hábito de tomar chimarrão, mas o chá, esse todo mundo consome.”

A produtora rural busca alcançar consumidores que não tomam chimarrão, mas apreciam chás. Ela destaca o sabor e as propriedades do produto.

“Essa é uma forma eficaz de apresentar o sabor da erva-mate e suas propriedades. São cerca de 240 compostos estudados pela Embrapa. Além do sabor característico, a erva-mate é reconhecida como um alimento funcional”, afirma Zampier.

O chá tem atraído jovens, famílias e até consumidores internacionais interessados em bebidas naturais com cafeína.

A cafeína da erva-mate desperta interesse, especialmente como base para energéticos naturais. Isso amplia ainda mais seu potencial de mercado.

“A gente percebe que os chás, devido à cafeína, são usados para fornecer energia, especialmente em bebidas energéticas. Isso indica que temos um mercado amplo e promissor”, destaca a produtora.

A família Zampier apresentou na Anuga Select Brazil diversos produtos, incluindo erva-mate descansada e pura folha.

Com técnicas sustentáveis e foco em boas práticas agrícolas e de fabricação, a produtora garante um diferencial no mercado.

“A certificação orgânica é parte essencial da nossa estratégia”, ressalta.

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Pura Folha é um dos produtos apresentados na Anuga Select Brazil 2025. Foto: Canal Rural

Feira internacional amplia visibilidade da cultura paranaense

A convite do Sebrae/PR, a família Zampier marcou presença com os produtos em uma feira internacional em São Paulo representou uma vitrine estratégica para o crescimento dos negócios.

“São Paulo é uma cidade cosmopolita e, aqui, temos participantes do Peru, Argentina, Alemanha, entre outros. É uma excelente oportunidade para mostrar todo o potencial da Erva-mate.”

O trabalho da família também reflete um movimento maior do setor rural: buscar inspiração em cadeias produtivas já consolidadas como o café e o vinho.

“Esses dois produtos construíram uma reputação sólida com base na origem e qualidade. É esse caminho que queremos trilhar com a Erva-mate”, complementa a produtora.

Exportação é o próximo passo

Com a Indicação Geográfica (IG) consolidada desde 2017 e presença constante em feiras e eventos, a família Zampier agora se prepara para um novo desafio: a internacionalização de seus produtos.

Além disso, Angela e sua irmã já garantiram as certificações necessárias para exportação, permitindo que seus produtos cheguem aos Estados Unidos, Canadá e países da União Europeia.

“Por exemplo, a Alemanha tem demonstrado um interesse crescente por produtos com cafeína natural, o que abre novas oportunidades no mercado externo”, explica a produtora rural.

Dessa forma, o chá de erva-mate verde, criado a partir da tradição e impulsionado pela inovação, se estabelece como uma alternativa que une regionalidade e sustentabilidade.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer saber mais sobre a história de empreendedorismo da família Zampier, assista ao Porteira Aberta Empreender. O programa sobre ‘Feiras e Eventos’ vai ao ar no dia 22 de maio, às 17h45, no Canal Rural.

Canais de TV para assistir ao Porteira Aberta EmpreenderCanais de TV para assistir ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender.

Participe você também do programa! Envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

Quer saber mais? Acompanhe também as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi gordo caem novamente



Mercado do boi registra recuos em São Paulo e Paraná




Foto: Divulgação

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou queda nos preços em importantes regiões produtoras nesta segunda quinzena de maio. A oferta de animais para abate se manteve firme em São Paulo, o que levou compradores a ofertarem menos e limitarem os negócios. Com isso, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para o chamado “boi China”. Os preços das fêmeas, por outro lado, seguiram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias.

No Noroeste do Paraná, a combinação entre boa disponibilidade de animais e incertezas no mercado afetou diretamente as cotações. A pressão veio também dos efeitos da gripe aviária, que geraram dúvidas quanto ao ritmo de escoamento da carne bovina. O boi gordo teve queda de R$ 2,00 por arroba, enquanto vacas e novilhas registraram recuo de R$ 3,00. As escalas de abate seguem, em média, com cobertura de oito dias.

Já no Oeste do Maranhão, a oferta de bovinos foi considerada adequada, mas sem força suficiente para alterar os preços. Assim, as cotações permaneceram estáveis na comparação com o dia anterior. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias.

No mercado externo, a exportação de carne bovina in natura apresentou crescimento expressivo até a terceira semana de maio. O volume embarcado alcançou 123 mil toneladas, com média diária de 11,2 mil toneladas. Isso representa aumento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5,1 mil, valor 13,6% superior ao registrado em maio de 2024.





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