quarta-feira, março 25, 2026

Autor: Redação

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Casa Civil entra no jogo e agita disputa bilionária pelo Tecon 10



Membros da equipe da Casa Civil começaram a atuar diretamente nas discussões sobre o modelo do leilão do Tecon 10, novo terminal de contêineres de Santos. A ampla concorrência está em julgamento no Tribunal de Contas das União (TCU), com linhas divergentes em disputa.

A informação de que a Casa Civil defende que a disputa seja aberta a todos os interessados foi primeiro revelada pela Folha de S. Paulo. Nome do alto escalão do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) diz que há alinhamento com a Casa Civil desde antes de o projeto ser enviado ao TCU e refuta divergências.

Mas o consenso teria se revertido porque, mesmo diante de uma série de relatórios técnicos que dizem que a ampla concorrência deve ser garantida, há tendência de a maioria dos ministros votar para restringir a participação dos atuais operadores do Porto de Santos. Entre as posições pela abertura a todos os interessados estão documentos do Ministério da Fazenda e da equipe técnica do próprio TCU. Há projeções, por isso, de que o processo será alvo fácil de judicialização.

O Tecon 10 é considerado estratégico por exigir R$ 6,45 bilhões em investimentos e ampliar a capacidade do Porto de Santos, responsável por cerca de 30% do comércio exterior brasileiro. A demanda pela expansão é histórica, com registro de prejuízos milionários para empresas que dependem do atual espaço que, insuficiente, leva operadores a esperarem dias para atracar seus navios.

Conforme relatado à reportagem, mais que defender a ampla concorrência – na contramão ao projeto elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Casa Civil está colhendo a tendência de votos e dialogando sobre esses. Pelo retrospecto da relação entre a equipe palaciana e a Corte de Contas, há chances de a Casa Civil conquistar mudanças de posições, avalia um membro do TCU.

Um integrante-chave do MPor afirmou à reportagem que o movimento de parte do ministério palaciano, se existir, é inexpressivo e orquestrado por pessoas que querem tumultuar o processo. O mesmo membro disse que essa oposição não faria sentido já que, antes de o processo ser remetido ao TCU, o modelo que restringe participações recebeu o aval da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, da Casa Civil.

Julgamento

O julgamento foi iniciado na semana passada com duas linhas divergentes. O relator, ministro Antonio Anastasia, defende o modelo aberto, até aqui, isolado em sua tese. O relator revisor, ministro Bruno Dantas, vê necessidade de restringir os atuais operadores de Santos em uma primeira tentativa de leilão, o que seria necessário para evitar concentração de mercado.

A análise foi suspensa por pedido de vista do ministro Augusto Nardes e está prevista para ser retomada na próxima semana. Dantas foi seguido pelo ministro Walton Alencar, que antecipou o voto. O ministro Jorge Oliveira também comunicou que acompanhará a tese, mas não formalizou por pedido do presidente Vital do Rêgo, que apelou aos colegas para aguardar a retomada do julgamento.

O cenário da semana passada, conforme mostrou a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, era de que Anastasia seria acompanhado por no máximo outros dois ministros: Benjamin Zymler, que crava a interlocutores que acompanhará o colega e, talvez, o presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo, que até então se dizia indeciso.

Já o apoio ao voto de Dantas tendia a ser bem mais amplo. Interlocutores diziam que ele seria acompanhado também pelos ministros Aroldo Cedraz e Jhonatan de Jesus. Dessa forma, Antonio Anastasia amargaria no mínimo seis votos contrários. Caso Vital do Rêgo também decida pela tese de Dantas, o placar final ficará em sete a dois.

Agora, com a atuação – de parte ou integral – da Casa Civil, um observador do processo diz que vê possibilidade de empate. Nesse caso, como o colegiado é formado por nove ministros, a decisão final ficaria com o presidente Vital do Rêgo – que nesse cenário tenderia a votar com o relator.

O Ministério de Portos e Aeroportos não é obrigado a seguir a definição do TCU sobre o leilão. No entanto, o titular da pasta, ministro Silvio Costa Filho, reitera publicamente há meses que seguirá o que for estabelecido na Corte de Contas.



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Cautela domina negócios com a soja e preços ficam firmes em algumas regiões



O mercado brasileiro de soja apresentou pouca movimentação nesta terça-feira (25). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios estiveram fracos, com alguns volumes destinados à exportação, enquanto a indústria manteve movimentações limitadas.

Houve oportunidades pontuais em Goiás e Minas Gerais, com preços firmes em lotes específicos, mas o produtor continua segurando e pedindo valores mais elevados. Além disso, a comercialização da safra nova segue lenta.

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De olho no plantio

Com o retorno das chuvas no Nordeste, o produtor avançou no campo, focando no plantio. Os prêmios permanecem negativos, com poucos ajustes diários, enquanto a CBOT operou com leve alta.

De acordo com a consultoria, o plantio brasileiro atingiu 79,8% da área total esperada até 21 de novembro, contra 69,6% na semana anterior e 85,6% em igual período do ano passado, abaixo da média histórica de 84,4%. A Safras & Mercado reforça que a semeadura segue atrasada no Matopiba.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 124,50
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 141,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 141,00

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta terça-feira (25) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em dia volátil com atenção ao ritmo das compras chinesas. Especulações seguem sobre a efetividade das aquisições asiáticas, com negociações de alto nível entre EUA e China para acelerar o cronograma de vendas.

Contratos futuros

Na CBOT, os contratos da soja em grão para janeiro fecharam com alta de 1,50 centavos de dólar, a US$ 11,24 3/4 por bushel. Março subiu 2,75 centavos, a US$ 11,34 3/4 por bushel. O farelo para janeiro teve alta de US$ 2,10, a US$ 320,40 por tonelada, e o óleo para o mesmo vencimento fechou a 50,65 centavos de dólar, com ganho de 0,13 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,3756 para venda e R$ 5,3736 para compra, com mínima de R$ 5,3560 e máxima de R$ 5,4130 durante a sessão.



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Pimenta-do-reino bate recorde de exportações em 2025



A pimenta-do-reino se consolidou como o terceiro produto de maior geração de divisas da pauta agroexportadora do Espírito Santo. O estado responde por 69% da especiaria exportada pelo Brasil até outubro de 2025.

Nesse período de dez meses, o agronegócio capixaba movimentou US$ 2,67 bilhões em exportações, com mais de 2 milhões de toneladas embarcadas, incluindo as exportações da especiaria que registraram um avanço expressivo.

As divisas saltaram de US$ 134,3 milhões em 2024 para US$ 296,6 milhões em 2025, mais que dobrando o resultado. Houve também significativa valorização no mercado internacional: o preço médio passou de US$ 4,32/kg para US$ 6,16/kg.

Assim, além de exportar mais volume, o Espírito Santo passou a competir com maior valor agregado, conferindo rentabilidade ao produtor.

No ano passado, considerando de janeiro a dezembro, o estado exportou US$ 163,2 milhões de dólares, ou seja, nos dez primeiros meses de 2025, o estado já exportou 81% a mais que o ano de 2024 completo.

A produtividade da pimenta-do-reino capixaba

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, a pimenta-do-reino é referência no campo capixaba e continuará recebendo investimento em assistência técnica, inovação e sustentabilidade.

“A pimenta-do-reino capixaba é um exemplo claro de como o Espírito Santo transforma vocação em resultado. Essa especiaria que tempera o mundo, chegou a 59 países de janeiro a outubro. É uma cadeia que gera emprego, renda e tem potencial para crescer ainda mais”, comenta.

Além disso, a participação relativa da pimenta-do-reino na pauta de exportações do agronegócio capixaba neste ano foi de 11%, um aumento de 6,5 pontos percentuais em relação a 2024 completo, em que a participação era de 4,5%.

Nos últimos dez anos, o Espírito Santo multiplicou sua produção por quase nove vezes. A área plantada cresceu 658% desde 2014, e mesmo com a leve oscilação natural observada entre 2023 e 2024, os indicadores seguem em níveis históricos. A produtividade média fechou 2024 em 3.634 quilos por hectare.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

semeadura da soja fica abaixo do ritmo de 2024



Crédito limitado atrasa definição de áreas de soja



Foto: Pixabay

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul avançou nas últimas semanas, impulsionada pela umidade adequada do solo e pela liberação gradual das áreas antes destinadas às culturas de inverno. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19). Segundo o documento, “a área implantada avançou de 28% para 43% do total projetado”, embora o índice ainda esteja abaixo da média dos últimos cinco anos. No mesmo período de 2024, o percentual era de aproximadamente 50%.

A Emater/RS-Ascar informou que a predominância de condições meteorológicas estáveis permitiu acelerar as operações de campo, apesar de interrupções pontuais provocadas por episódios de instabilidade. O órgão destacou que a emergência das lavouras ocorre de forma uniforme, com “bom estande de plantas e desenvolvimento inicial compatível ao estágio fenológico”.

O informativo também aponta que limitações de crédito e restrições financeiras em algumas regiões retardaram a definição das áreas efetivamente cultivadas. Conforme o relatório, arrendadores e arrendatários negociam ajustes nos valores dos contratos “diante da expectativa de menor retorno por unidade de área na safra atual”.

As práticas de manejo pré-emergente e a dessecação sequencial seguem amplamente utilizadas para o controle de plantas daninhas de difícil manejo, especialmente em áreas que permaneceram em pousio durante o inverno.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha no Estado.





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Deral: plantio de soja no Paraná atinge 97% da área



O plantio da safra de soja 2025/26 está em fase final ou já concluído na maioria das regiões do Paraná, com 97% da área colhida, inclusive onde houve necessidade de replantio devido ao excesso de chuvas e episódios de granizo.

Segundo boletim divulgado nesta terça-feira (25), pelo Departamento de Economia Rural (Deral), 92% das lavouras estão em boas condições, 7% em quadro considerado médio e 1%, ruim.

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O Deral aponta que 61% estão em desenvolvimento vegetativo, 6% em germinação, 28% em floração e 5% em frutificação. “As lavouras em emergência e desenvolvimento vegetativo apresentam bom vigor, com avanço gradual para floração em parte das áreas”, disse o órgão, em nota.

Além disso, foi registrado que o excesso de umidade no início do ciclo provocou atrasos pontuais, mas o estabelecimento geral das plantas é considerado adequado.

Safra de milho 25/26

Quanto à safra de verão de milho 2025/26, o departamento informou que o plantio foi concluído. Do total das lavouras, 74% estão em desenvolvimento vegetativo, 24% em floração e 2% em frutificação.

A maioria apresenta boas condições (92%), 7% estão em condição média e 1% em condição ruim. “As condições de umidade e temperatura têm favorecido o crescimento das plantas. Os produtores seguem com os tratos culturais”, afirmou o órgão.

Trigo

Sobre a colheita da safra de trigo 2025, o Deral destaca que a produtividade e a qualidade superaram as expectativas iniciais em grande parte das áreas, apesar de danos pontuais causados por condições climáticas severas em algumas regiões.

O boletim aponta que o cereal já foi colhido em 99% da área semeada, com 73% das lavouras em boas condições e 27% em condições médias. Atualmente, 99% das lavouras estão em fase de maturação e 1% em frutificação.



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Empresas brasileiras adaptam máquinas agrícolas para vender na Europa


Empresas brasileiras de máquinas e implementos agrícolas parecem ter encontrado uma sólida porta de entrada na Europa: o leste do continente. Durante a Agritechnica 2025, maior feira do setor no mundo, realizada em Hannover, na Alemanha, entre 9 e 15 de novembro, Stara, Vence Tudo e Colombo foram além da presença institucional e expuseram produtos.

Em comum, as três sintetizavam os desafios das mais de 30 marcas nacionais presentes no evento, recorde até então: o atendimento às normas técnicas do Velho Mundo, os entraves logísticos e o estabelecimento de um nome que se faça lembrar em meio ao de gigantes que fornecem para os produtores do norte do globo há mais de um século.

O executivo internacional de vendas da Colombo, Breno Masalskiene, conta que já nos primeiros dias de feira, a empresa conquistou abertura de dois novos mercados: Romênia e Hungria. Assim, a empresa passa a exportar máquinas, como as colhedoras de feijão, responsáveis por 80% das vendas e que são comercializadas a uma média de 60 mil euros, e as de amendoim, a 16 nações europeias.

“Porém, até então, o nosso maior mercado europeu é a Polônia, onde já vendemos mais de 200 colhedoras de feijão em cinco anos. Como faz fronteira, também temos conseguido entrar na Ucrânia, porém, na Itália, França e em Portugal a nossa presença já é mais ativa, com uma forte representatividade. Nosso foco é o de aumentar mais cinco países europeus nos próximos anos”, afirma.

Como adaptação para vender no continente, Masalskiene cita a adesivação de segurança como a mudança mais significativa: cada parte operacional da máquina precisa ter identificação e conter uma lista de possíveis riscos durante o manuseio. “Fora isso temos um freio a ar, o freio europeu, já que para conseguirmos certificar a máquina e vendê-la na Europa, é preciso passar por um teste de freio”, detalha.

Tal teste consiste em engatar a máquina a um trator, movimentá-la a 30 km/h e efeturar uma freada brusca. “Também precisamos ter as placas de segurança na traseira da máquina para que o produtor possa transportá-la na estrada, além de um engate de três pontos. A largura máxima da máquina deve ser de 3,20 metros, valor limite para poder rodar nas rodovias europeias”, completa.

Cazaquistão, Mongólia e Biolorrúsia

Máquinas da Stara. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

O diretor comercial da Stara, Márcio Elias Fülber, conta que cerca de 15% do faturamento da companhia advém das exportações, sendo que para a Europa, os destaques das remessas vão para Cazaquistão, Mongólia e Biolorrúsia.

Já para atender a países com PIB mais elevado, exemplos de Alemanha, França e Inglaterra, o executivo ressalta que a empresa teria de fazer adaptações mais profundas em sua linha, como a largura das máquinas, a velocidade de transporte e os sistemas de frenagem, diferentemente do que ocorre em outros locais do Hemisfério Norte, que não consideram tais adequações como obrigatórias.

“O mercado de máquinas agrícolas em países como a Alemanha é muito competitivo e conta com diversos fabricantes globais. É um esforço [estar presente neste mercado] que um dia a Stara vai fazer, mas não é um dos focos neste momento porque teríamos de realizar grandes adaptações em nossas máquinas para, em troca, ter uma oportunidade pequena”, conta.

Fülber ainda destaca que países europeus com áreas agrícolas maiores guardam mais semelhanças com o Brasil, o que viabiliza o negócio. “As áreas agrícolas do Cazaquistão, por exemplo, são semelhantes às da Bahia, com cinco, dez, 15, 20 mil hectares, então há maior sinergia e os nossos equipamentos podem trabalhar de forma mais fácil.”

De acordo com ele, quando se tratam de máquinas autopropelidas, caso dos pulverizadores, produto mais exportado pela Stara no leste europeu, a única adaptação necessária é no sistema de aquecimento, que passa a ser regulado para operar em temperaturas negativas.

Máquina para plantio convencional

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Plataforma de milho da Vence Tudo. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

Pela primeira vez com maquinário na Agritechinica, a Vence Tudo expôs uma plataforma de milho que não comercializa no Brasil, voltada, principalmente, aos Estados Unidos. “Por lá se tem plantações de milho com o dobro do tamanho do Brasil. São materiais mais resistentes, altos, com mais sementes por metro, com espaçamento diferente e o equipamento precisa estar adequado para suportar essas mudanças”, conta o gerente de Mercado Externo da empresa, Jair Bottega.

Segundo ele, tais especificidades também atenderiam ao mercado europeu. Contudo, a largura da plataforma ainda ainda é um entrave. Diante disso, a companhia mira, por enquanto, nações que não requerem a compactação máxima de 3,20 metros, casos de Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Uzbesquistão e, mais recentemente, Bulgária. Ainda assim, tal parte do continente representa o menor contingente nas exportações da companhia, atrás de América do Sul e África.

“Nossas máquinas no Brasil são específicas para plantio direto, mas na Europa e em outras partes do mundo se faz quase que unicamente o plantio convencional, então temos de adaptar o equipamento. Nosso objetivo é aumentar presença no leste europeu, mas, para isso, temos desafios logísticos”, destaca Bottega.

Nesse aspecto, ele dá o exemplo da Rússia, país com quem o Brasil tem o direito a exportar apenas um navio por mês com maquinários. “Se perder a data, só consegue no próximo mês. No ano passado aconteceu de termos um problema logístico e a nossa máquina chegar em território russo após a temporada de plantio, ou seja, tarde demais, o que causa um desconforto”, diz.



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Prefeitura de São Paulo amplia prazo para inscrições no Acelerando Hortas 2026



A Prefeitura de São Paulo prorrogou até 1º de dezembro o prazo para inscrições no programa Sampa+Rural: Acelerando Hortas, voltado ao apoio técnico e financeiro de iniciativas em práticas orgânicas e agroecológicas no município.

Serão selecionados 30 projetos, cada um com aporte de R$ 30 mil. As inscrições devem ser feitas pelo site adesampa.com.br/acelerandohortas. Podem participar negócios rurais localizados no município que atuam ou estejam em transição para práticas orgânicas e agroecológicas. O edital considera iniciativas como:

  • unidades produtivas familiares rurais e urbanas;
  • hortas comunitárias;
  • agricultura nas Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã;
  • hortas em equipamentos públicos;
  • produção e distribuição de mudas e insumos;
  • agroindústrias e beneficiamento;
  • logística e comercialização.

Os projetos devem ser desenvolvidos na capital paulista, estar em conformidade com manejo orgânico ou agroecológico e não possuir pendências com edições anteriores do programa ou com o Semeando Negócios. Também não podem constar no CADIN.

Operação e parcerias

O Acelerando Hortas é operado pela ADE SAMPA e integra o programa Sampa+Rural, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).

O programa reúne ações de Assistência Técnica e Extensão Rural com foco no fortalecimento de áreas agrícolas já existentes e na criação de novos espaços de cultivo em São Paulo.

A Coordenadoria de Agricultura mantém três Casas de Agricultura Ecológica (CAEs) nas zonas Sul, Leste e Norte, sendo esta última responsável também pelo atendimento de regiões central, oeste e parte urbana da zona sul.

A ADE SAMPA desenvolve políticas públicas para estimular competitividade, emprego e renda na cidade. A agência oferece capacitação, aceleração de negócios, atendimento a microempreendedores individuais, espaços de trabalho, estúdios de podcast e orientação para acesso a crédito, com foco em empreendedorismo, inovação, tecnologia e sustentabilidade.



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91% de área de soja cresce sem desmatamento na Amazônia Legal, aponta Serasa Experian



Com o compromisso de demonstrar que o agro brasileiro pode crescer preservando o meio ambiente, um levantamento inédito da Serasa Experian revelou que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem qualquer sobreposição com desmatamentos recentes.

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Com base em mais de 111 mil registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o estudo analisou 74 milhões de hectares, uma área superior ao território do Chile. Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, os resultados comprovam que a soja brasileira tem avançado com sustentabilidade. Segundo ele, a maior parte dessa produção cresce dentro de áreas já consolidadas, sem pressionar novos territórios ou causar desmatamento, mostrando que o agro pode aliar expansão, produtividade, eficiência e conservação.

A análise foi elaborada por meio do Smart ESG, solução da datatech que monitora diariamente propriedades rurais com uso de dados públicos, informações proprietárias e imagens de satélite. O levantamento também considerou o PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), utilizando 31 de julho de 2019 como data de corte para identificar possíveis novas aberturas de áreas.

Recorte estadual

O estudo avaliou Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, principais produtores de grãos do país, e registrou um cenário amplamente positivo. No cruzamento entre Amazônia Legal e Cerrado, o Centro-Oeste demonstra maturidade na expansão agrícola, com avanço do plantio sem necessidade de novas áreas desmatadas. Foram mapeados 42 milhões de hectares em Mato Grosso, 19 milhões no Mato Grosso do Sul e 13 milhões em Goiás.

Na Amazônia Legal, representada pelo estado do Mato Grosso, 90,84% das áreas de soja estão em conformidade socioambiental desde 2019. Apenas 9,16% apresentam indícios de desmatamento, parcela que pode incluir áreas com Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), o que sugere uma conformidade real ainda maior.

Marcelo Pimenta reforça que a centralização e o controle das ASVs pelos órgãos ambientais é essencial para reduzir incertezas sobre os números de desmatamento. Para Jeysa Meneses, gerente de soluções agro da Serasa Experian, os dados confirmam que a produção está consolidada em áreas já abertas, sem pressionar novas fronteiras agrícolas.

Cerrado

No Cerrado, bioma que concentra forte expansão agrícola, 88,6% das áreas monitoradas estão em conformidade ambiental. Os índices por estado são: Mato Grosso com 91,9%, Mato Grosso do Sul com 90,3% e Goiás com 82,9%. Apenas 11,4% das áreas apresentam corte raso após 2019, demonstrando equilíbrio entre expansão agrícola e conservação. Jeysa Meneses destaca que os resultados evidenciam uma intensificação sustentável da produção, com uso eficiente da terra.

Smart ESG

A Serasa Experian, que atua há mais de cinco anos na democratização do acesso ao crédito e à informação para o agronegócio, reforça sua atuação como datatech ao combinar dados precisos com tecnologia. O Smart ESG monitora diariamente quase 80 milhões de hectares nos três estados analisados, identificando padrões de uso do solo e indicadores de conformidade ambiental.

A divulgação do estudo ocorre às vésperas da COP30 e reforça o papel da inteligência de dados na garantia de conformidade com padrões internacionais, como o EUDR, além de apoiar o acesso ao crédito rural sustentável. Pimenta afirma que a empresa busca ampliar essa expertise para apoiar produtores, cooperativas e instituições na construção de uma agenda sólida e sustentável.

Metodologia

O levantamento considerou imóveis rurais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás inscritos no CAR e verificou se houve desmatamento, de acordo com o PRODES, após 31 de julho de 2019. Os índices apresentados refletem o desempenho socioambiental nesse recorte específico e não representam o desmatamento total dos biomas.



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Castanha de caju ganha primeira indicação geográfica destacando produção de Serra do Mel



A castanha de caju do Rio Grande do Norte entrou oficialmente no mapa das indicações geográficas do Brasil. O produto recebeu o primeiro registro na modalidade indicação de procedência (IP) para o município de Serra do Mel, referência nacional na cultura.

O reconhecimento contou com apoio do Sebrae-RN, que atua na reestruturação da cadeia produtiva e na abertura de novos mercados para pequenos produtores e agroindústrias.

Implantada nos anos 1970, a produção de caju encontrou em Serra do Mel as condições ideais para crescer: solo favorável, clima adequado e organização da agricultura familiar integrada a agroindústrias de pequeno porte.

Com cerca de 13 mil hectares cultivados, o município é hoje o maior produtor do estado. Mais de 80% da castanha beneficiada ali é exportada, o que movimenta a economia local, gera empregos e estimula o turismo rural.

A região também abriga a tradicional Festa do Caju e ostenta o título de Capital da Castanha.

Sebrae amplia competitividade e fortalece cooperativismo

“O reconhecimento da indicação de procedência é fruto de um esforço conjunto e representa um importante estímulo ao fortalecimento da cadeia produtiva local e regional. Também se consolida como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento”, afirma Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae.

A instituição oferece capacitações, consultorias e incentiva o cooperativismo para elevar o padrão de qualidade, melhorar o beneficiamento e ampliar o acesso dos produtores aos mercados nacional e internacional.

Coopercaju retoma atividades e mira expansão

No primeiro semestre deste ano, produtores locais reativaram a Cooperativa de Beneficiamento Artesanal de Castanha de Caju do Rio Grande do Norte (Coopercaju). A iniciativa busca reorganizar a cadeia produtiva e recolocar Serra do Mel entre os maiores polos do país.

“Estamos muito otimistas. Já estamos buscando mercado para garantir o escoamento da produção. O Sebrae tem sido fundamental nesse processo, nos orientando e dando total apoio”, destaca Alexsandro Dantas, presidente da cooperativa.



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Ciclone mantém regiões em alerta e chuva forte avança nos próximos dias



Os efeitos do ciclone extratropical que atuou sobre o Sul do Brasil continuam causando estragos em Santa Catarina. De acordo com a Defesa Civil, 33 municípios registraram danos e seis cidades já decretaram situação de emergência após os temporais das últimas horas. Entre os locais mais afetados está Luís Alves, um dos principais municípios produtores de banana do estado.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a situação ainda inspira atenção. Ele afirma que as chuvas volumosas devem continuar atingindo áreas do Sul e do Sudeste nos próximos dias.

Sul segue sob risco

Embora o ciclone já esteja se deslocando para o oceano, Müller explica que toda a faixa litorânea e o Vale do Itajaí permanecem sob risco de chuva intensa. Isso porque a região está sob influência de nuvens quentes, que apresentam desenvolvimento vertical menor e, portanto, não aparecem claramente nas imagens de satélite, mas ainda assim podem provocar volumes elevados.

“Luís Alves deve continuar com chuva forte na terça, quarta e quinta, mantendo o risco de novos estragos”, destaca.

Em algumas áreas do norte de Santa Catarina, a previsão indica acumulados que podem superar 50 a 60 mm nos próximos dias. A trégua deve ocorrer apenas a partir de sábado (29), quando o tempo firma e permite o recuo dos níveis dos rios e o início da reconstrução das áreas atingidas.

Chuva volumosa no Sudeste

Além do Sul, a instabilidade avança para partes do Sudeste. Rio de Janeiro, Espírito Santo e a faixa leste de Minas Gerais podem registrar chuvas intensas, granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h.

O meteorologista alerta que essa condição pode impactar negativamente os cafezais, especialmente em áreas de altitude no Espírito Santo, na Serra do Rio e no leste mineiro.

Na quarta-feira (26), a frente fria deve empurrar os temporais para o norte de Minas, enquanto as instabilidades ganham força também no centro-sul de Mato Grosso e Goiás.

Onde o tempo abre e as temperaturas sobem

Enquanto isso, o interior da região Sul, Mato Grosso do Sul e o centro-norte do Nordeste devem ter predomínio de sol nesta terça-feira. As temperaturas voltam a subir em grande parte do país, com máximas acima dos 30 ºC.

Esse cenário preocupa produtores, já que em várias regiões a combinação de chuva irregular e calor elevado tem exigido replantio.

Atraso no plantio da soja preocupa produtores

De acordo com dados da Conab, o plantio da soja segue atrasado em 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Müller explica que o avanço da semeadura depende diretamente da umidade do solo, ainda insuficiente em alguns estados.

“Goiás está 13% atrás do ritmo do ano passado”, afirma o meteorologista. O atraso ocorre principalmente no centro-norte do Mato Grosso do Sul, no leste de Mato Grosso e no sul de Goiás, onde a umidade do solo está abaixo de 40%, índice considerado inadequado para o desenvolvimento inicial da cultura.

Quando a chuva volta para as principais regiões produtoras?

Nos próximos dias, as precipitações se concentram no norte de Mato Grosso e no norte de Goiás. Para regiões estratégicas:

Querência (MT): chuvas mais regulares apenas na primeira semana de dezembro, com acumulados acima de 50 mm.

Jataí (GO): chuva retorna somente na primeira semana de dezembro.

Ponta Porã (MS): bom volume na primeira semana de dezembro e nova rodada de chuva apenas na segunda quinzena do mês.

Segundo Müller, essa mudança deve aliviar o solo, favorecer o ritmo de plantio e permitir a recuperação das lavouras em atraso.



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