terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

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incêndio em silo acende alerta sobre segurança



Um incêndio de grande proporção atingiu, na última sexta-feira (11), um dos silos de armazenamento de soja de uma empresa localizada às margens da BR-116, a cerca de cinco quilômetros do centro de Arroio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. No sábado (12), o fogo ainda consumia a estrutura, que ameaçava desabar a qualquer momento. Apesar da gravidade, não houve registro de feridos. A área foi isolada por segurança e considerada de alto risco pelas equipes do Corpo de Bombeiros.

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O combate às chamas só teve avanços após os bombeiros conseguirem redirecionar as mangueiras para um segundo silo da empresa, o que possibilitou o acesso direto ao foco do incêndio. Ainda assim, a operação completa exigiu a retirada de toda a soja armazenada, o que tornou o trabalho mais lento e delicado, podendo levar dias.

Riscos em silos de soja e armazéns

O caso acende um alerta importante sobre os riscos silenciosos que envolvem estruturas de armazenamento de grãos, como silos e armazéns. Segundo Raphael Diniz, coordenador global de produtos para atmosferas explosivas na Schmersal Brasil, o maior perigo está no acúmulo de poeira, um componente altamente inflamável e muitas vezes ignorado. Ele explica que uma explosão de poeira ocorre quando cinco elementos estão presentes: combustível (no caso, a poeira), oxigênio, fonte de ignição, poeira em suspensão (em forma de nuvem) e ambiente confinado.

Se essa poeira estiver apenas depositada em camadas, o resultado tende a ser um princípio de incêndio. Mas, quando está suspensa no ar em espaços fechados, o risco é de explosão. E não para por aí. A primeira explosão provoca um deslocamento de ar que levanta mais poeira, gerando explosões secundárias. Assim, um foco pequeno pode se transformar numa tragédia capaz de destruir toda uma estrutura industrial.

De acordo com Diniz, os sinais de risco geralmente passam despercebidos: acúmulo visível de poeira, dificuldade de enxergar dentro do silo e ausência de ventilação adequada. Instalações elétricas e mecânicas também precisam de atenção, já que muitas explosões têm origem em centelhas geradas por falhas nesses sistemas.

Ele também ressalta que silos, por definição, são espaços confinados e, por isso, já oferecem alto risco. A eles se somam fatores como soterramento por grãos, trabalho em altura e as já citadas poeiras combustíveis. É um cenário ideal para diversos tipos de acidente, desde incêndios até explosões múltiplas.

Fatores como ventilação, controle de temperatura e limpeza fazem toda a diferença na prevenção. A ventilação evita o acúmulo de poeiras, a limpeza impede que elas fiquem depositadas em camadas e o controle de temperatura reduz as chances de ignição por superaquecimento de rolamentos ou outros componentes. A instalação elétrica precisa ser específica para áreas classificadas, obedecendo normas de segurança mais rígidas, com sistemas de aterramento eficazes.

Senar na linha de frente da proteção

Mas e a prevenção? Para Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Senar/MT, é aí que entra o papel fundamental da capacitação. O Senar, referência em formação para o campo, atua diretamente na orientação de produtores e trabalhadores sobre a correta utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a importância da segurança operacional.

”Os EPIs variam de acordo com o nível de risco. Para atividades gerais em silos, são indicados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas com solado antiderrapante e respiradores PFF2 ou PFF3”, comenta o especialista. Em ambientes de maior risco, como entradas em espaços confinados, é obrigatório o uso de cintos tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos.

Mesmo com todos os equipamentos disponíveis, o desafio maior continua sendo a resistência dos próprios trabalhadores. Muitos alegam desconforto térmico, acreditam que “nada vai acontecer” ou dizem que o EPI atrapalha o serviço. Para enfrentar esse comportamento, o Senar aposta em treinamentos práticos e contextualizados. Mostra vídeos reais de acidentes, promove simulações, apresenta relatos de trabalhadores vítimas de negligência e até envolve as famílias, criando uma rede de apoio para reforçar o comportamento seguro.

Além dos EPIs, há uma série de medidas estruturais que devem ser adotadas. Entre elas, o Sistema de Permissão de Entrada (PT), que formaliza o trabalho em espaço confinado, desde a análise de gases até o plano de resgate. Equipamentos de resgate como tripés com guincho, iluminação anti-explosão, sistemas de ancoragem e linhas de vida, bem como sinalizações obrigatórias, também são fundamentais para garantir a segurança.

”A escolha correta dos EPIs deve levar em consideração a FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico), que orienta sobre o risco do produto armazenado e o tipo de proteção adequada. Todos os equipamentos devem ser certificados pelo Inmetro e utilizados conforme exigido pelas normas NR-31.13 (espaço confinado) e NR-20 (inflamáveis e combustíveis)”, diz Alexandre. Além disso, a capacitação dos trabalhadores precisa ser contínua, indo além do treinamento inicial ou admissional.

Entre os riscos mais comuns enfrentados por trabalhadores em silos, destacam-se o engolfamento (ou soterramento por grãos), atmosferas tóxicas ou com falta de oxigênio, explosões de poeira e quedas de grandes alturas. Cada um deles exige EPIs específicos e, principalmente, uma cultura organizacional que priorize a vida e a prevenção.

Os EPIs salvam, mas sozinhos não bastam. É preciso investir também em infraestrutura segura, processos bem definidos, fiscalização rigorosa e, acima de tudo, em educação continuada. O incêndio em Arroio Grande poderia ter terminado de forma trágica e não terminou desta vez. Mas serve como alerta de que, no agronegócio, a segurança não pode ser ignorada.



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corte no orçamento ameaça segurança alimentar


Enquanto todos discutem o Plano Safra 2025/26, uma questão crucial passou batida para quem vive na cidade: os cortes no orçamento do seguro rural. À primeira vista, pode soar como mais uma burocracia governamental, mas na verdade representa uma ameaça real à comida que chega à nossa mesa.

Vamos ser diretos: o seguro rural não é um mimo para fazendeiros.

É uma necessidade básica num país como o nosso – tropical, imenso e cada vez mais sujeito a mudanças climáticas extremas. Quando o produtor não tem essa proteção, ele simplesmente para de apostar. O resultado? Menos plantio, menos investimento em tecnologia, menos comida sendo produzida.

E isso não fica só no campo. Chega direto no nosso bolso e no nosso prato. Produção menor significa preços mais altos no supermercado e menos variedade de alimentos frescos nas prateleiras.

Pense no feijão, o fiel companheiro fiel do arroz brasileiro. É uma cultura extremamente sensível ao tempo: uma chuva no momento errado ou uma estiagem prolongada pode acabar com a safra inteira. Sem um seguro que dê tranquilidade, muitos produtores – principalmente os pequenos e médios – simplesmente desistem de plantar ou reduzem drasticamente a área cultivada.

Aqui mora uma incoerência gritante: cobramos que o agronegócio seja cada vez mais sustentável e eficiente, mas ao mesmo tempo tiramos dele as ferramentas básicas para lidar com os riscos climáticos. É como pedir para alguém dirigir com segurança, mas tirar o cinto de segurança do carro.

Os cortes orçamentários fazem com que o programa de seguro rural fique mais restrito, mais caro e, para muitos, simplesmente inacessível. Em vez de incentivar práticas modernas de gestão de risco, estamos fazendo o contrário.

É importante deixar claro: o seguro rural não é um presente para grandes fazendeiros. É uma política pública fundamental para garantir que tenhamos comida na mesa todos os dias.
Quando protegemos quem produz, estamos protegendo quem consome – ou seja, todos nós.
Se realmente queremos garantir comida de qualidade e preços justos para as famílias brasileiras, precisamos dar segurança para quem produz essa comida.

O seguro rural deveria ser tratado como prioridade nacional, não como uma despesa a ser cortada quando o governo precisa apertar o cinto.

No final das contas, estamos falando do básico: garantir que o Brasil continue alimentando seus cidadãos com dignidade e segurança.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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oferta maior reforça queda nas cotações



Os preços da batata tipo ágata especial estão em queda nos mercados atacadistas desde meados de junho, conforme aponta levantamento da Equipe de Hortifrúti do Cepea

Na semana passada (de 7 a 11 de julho), o movimento de baixa foi acentuado. Segundo pesquisadores do instituto isso acontece porque a região de Vargem Grande do Sul (SP) começou a ofertar o tubérculo, o que acabou intensificando a disponibilidade no mercado doméstico. 

Além de Vargem Grande do Sul, o Sudoeste Paulista segue em ritmo forte de colheita. Atacadistas declaram também que há bastante batata entrando do Sul e Cerrado Mineiro, além de Cristalina (GO). 

Assim, na semana passada , dados do Cepea mostram que as cotações da batata tipo ágata especial tiveram médias de R$ 42/saco de 25 kg no atacado de São Paulo. O valor representa forte baixa de 20,4% frente à do período anterior. 

No atacado de Belo Horizonte (MG), a média de negociação foi de R$ 39/sc, recuo de 23%, e no do Rio de Janeiro, de R$ 41/sc, baixa de 20,4%. Para as próximas semanas, a tendência é de que a oferta siga avançando, já que o pico da safra de inverno ocorrerá somente entre agosto e setembro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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produção é baixa no Brasil, mas cotações seguem em queda



A safra mundial de trigo segue em bom ritmo, e a expectativa é de que a produção atinja novo recorde na temporada 2025/26. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Já no Brasil, a produção do cereal deve diminuir. Em relatório divulgado neste mês, a Conab aponta a produção nacional em 7,81 milhões de toneladas. O valor é 4,6% menor que a estimativa de junho, passando a representar uma queda de 0,9% em relação à safra passada (7,89 milhões de toneladas). 

Isso é o resultado da expressiva diminuição de 16,5% na área destinada à cultura, que passou para 2,55 milhões de hectares. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto exigirá crescimento nas importações entre agosto de 2025 e julho de 2026. 

Mesmo neste ambiente o levantamento do Cepea mostra que os preços domésticos do trigo em grão seguem em queda. A pressão vem das desvalorizações externas e do dólar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Governo federal publica decreto regulamentando Lei de Reciprocidade Comercial


O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamentando a Lei de Reciprocidade Comercial, foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (15). A norma autoriza o governo brasileiro a suspender concessões comerciais, de investimentos e de obrigações a países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global.

O decreto cria o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Esse comitê será o responsável por decidir sobre a aplicação das providências comerciais em resposta às medidas unilaterais de outros países.

A edição do decreto ocorre dias após o governo dos Estados Unidos anunciar a imposição de tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para aquele país. Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, a nova tarifa passará a valer a partir de 1º de agosto.

O Comitê Interministerial será composto pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que o presidirá, da Casa Civil da Presidência, da Fazenda e das Relações Exteriores. A Secretaria-Executiva do Comitê será exercida pela Secretaria-Executiva do MDIC. Outros ministros podem participar das reuniões de acordo com os temas tratados.

As contramedidas a serem decididas pelo comitê terão caráter de excepcionalidade e rito mais célere e podem ser aplicadas a países ou blocos de países que:

  • Interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil, procurando impedir ou obter a cessação, a modificação ou a adoção de ato específico ou de práticas no Brasil, por meio da aplicação ou da ameaça de aplicação unilateral de medidas comerciais, financeiras ou de investimentos.
  • Violem ou sejam inconsistentes com as disposições de acordos comerciais ou, de outra forma, neguem, anulem ou prejudiquem benefícios ao Brasil sob qualquer acordo comercial
  • Configurem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, as normas e os padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil.

Lei de Reciprocidade

Aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, a nova lei justamente uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada por Donald Trump contra dezenas de países.

No caso do Brasil, a tarifa inicialmente imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos está em 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os norte-americanos.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.



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Prévia do PIB do BC cai 0,74% em maio na comparação com abril



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, caiu 0,74% em maio, na comparação com abril e na série com ajuste sazonal, informou a autarquia na segunda (14). O resultado ficou abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), de queda de 0,50%. A mediana indicava baixa de 0,02%, e o teto, alta de 0,54%.

O BC revisou os resultados do índice em abril (0,16% para 0,05%) e março (0,71% para 0,61%), e manteve a taxa de fevereiro em 0,60%. Mudanças na série com ajuste sazonal são comuns, normalmente refletindo a adição de um novo mês ao conjunto dos dados, mas a autarquia também revisou os números sem ajuste.

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O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, caiu 0,31% em maio, após alta de 0,07% em abril (dado revisado). O indicador da agropecuária caiu 4,25%, após uma baixa de 0,93% no mês anterior (revisado), informou o BC.

O índice de serviços aumentou 0,01%, depois de ter crescido 0,39% no mês anterior (revisado); o da indústria recuou 0,52%, após baixa de 1,24% em abril (revisado); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – cedeu 1,02%, após uma alta de 0,20% (revisado).

Interanual

Na comparação com maio de 2024, o IBC-Br total cresceu 3,16% na série sem ajuste sazonal – abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 4,10%. As estimativas do mercado iam de 2,10% a 5,20%. O BC revisou o resultado de abril, de alta de 2,46% para crescimento de 2,37%.

O índice ex-agropecuária subiu 2,86% na comparação interanual, após alta de 0,86% no mês anterior (revisado de 0,97%). O da agropecuária avançou 8,43%, depois de ter crescido 18,15% em abril (revisado de 17,99%). O indicador de serviços cresceu 2,86%, após alta de 1,12% (revisado de 1,21%), e o da indústria avançou 3,25%, depois de ter subido 0,57% (revisado de 0,76%). O índice de impostos aumentou 2,30%, após alta de 0,20% (revisado de 0,29%).

Avanço em 12 meses

O IBC-Br acumula alta de 4,04% nos 12 meses encerrados em maio, na série sem ajuste sazonal. É uma aceleração frente ao mesmo período até abril, quando a alta era de 3,94% (revisado, de 4,0%).

O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresce 3,46% – também acelerando frente ao mesmo intervalo de tempo até abril, quando avançava 3,38% (revisado de 3,44%). O indicador da agropecuária acumula alta de 12,68% nos 12 meses até maio, ante 12,13% no mesmo período até o mês anterior (revisado de 12,09%).

Também no acumulado de 12 meses, o IBC-Br da indústria acelerou de 2,74% (revisado de 2,77%) para 3,03%. O índice de serviços passou de 3,36% (revisado de 3,44%) para 3,39%. De janeiro a maio de 2025, o IBC-Br total cresce 3,36% na comparação com o mesmo período de 2024.



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mesmo com mercado em lentidão, cotações estabilizam



Apesar de a demanda por açúcar cristal branco se manter desaquecida no mercado spot do estado de São Paulo, os valores do adoçante se estabilizaram nos últimos dias. É isso que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O Indicador Cepea/Esalq do cristal branco vem operando em torno de R$ 116/saca de 50 kg. Segundo pesquisadores do Cepea, esse comportamento se deve à postura mais firme dos agentes das usinas em relação aos preços pedidos e também à reação nos valores externos do açúcar. 

No mercado internacional, pesquisadores do Cepea destacam que as cotações do açúcar demerara subiram na semana passada, impulsionadas pela valorização do petróleo. 

Além disso, dados indicando queda na produção na região Centro-Sul do Brasil, um dos principais polos canavieiros do mundo, também reforçaram o movimento de valorização externa.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de grãos cresce 17% em Goiás


A produção total de grãos em Goiás na safra 2024/2025 está estimada em 35,4 milhões de toneladas, representando um crescimento de 17% em relação ao ciclo anterior. Os dados constam no 10º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e consolidam o estado como o terceiro maior produtor nacional.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o desempenho é resultado da combinação entre expansão da área cultivada e aumento da produtividade média. “A área total passou de 7,2 para 7,4 milhões de hectares, um avanço de 2,7%, enquanto a produtividade cresceu 13,9%, alcançando 4,7 toneladas por hectare”, detalhou a pasta.

A pesquisa da Conab considera culturas como algodão, arroz, feijão, milho, soja, sorgo, trigo, entre outras. Entre elas, soja e milho seguem como os principais destaques. A soja, principal cultura do estado, teve aumento de 2,5% na área cultivada, totalizando 4,9 milhões de hectares, com crescimento de 18,4% na produtividade, que passou de 3,5 para 4,1 toneladas por hectare. A produção estimada é de 20,4 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 21,4% em relação ao ciclo anterior.

O milho também registrou crescimento. A área plantada subiu 3,8%, atingindo 1,8 milhão de hectares, e a produtividade aumentou 6,9%, chegando a 7 toneladas por hectare. A produção prevista é de 12,5 milhões de toneladas, volume 11% superior ao da safra anterior. Goiás mantém a terceira posição no ranking nacional das duas culturas, conforme o divulgado pela Seapa.





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PGR pede condenação de Bolsonaro e mais 7 réus



A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão.

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus:

  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações.

Bolsonaro

Na manifestação, o procurador-geral descreveu o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.

Segundo ele, Bolsonaro figura como líder da organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022.

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Nas palavras de Gonet, o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.

“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, disse o procurador.

Próximos passos

  • Com a apresentação da manifestação da PGR, começa a contar o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid, delator na investigação, apresente suas alegações finais ao STF.
  • Em seguida, será a vez das defesas dos réus apresentarem suas alegações no mesmo prazo.
  • Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte.
  • Nos bastidores do STF, a expectativa é de que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.



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baixa procura no período de férias limita as negociações



O ritmo de negócios envolvendo o etanol hidratado se manteve lento no mercado spot do estado de São Paulo ao longo da semana passada. É isso que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O volume total de hidratado comercializado e captado pelo instituto entre 7 e 11 de julho ficou praticamente igual ao da semana anterior. Vale lembrar que, na primeira semana deste mês, a quantidade comercializada foi a menor da safra atual (2025/26). 

De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores seguem com baixo interesse de fechar novas aquisições, indicando bom nível nos estoques. O período de férias escolares é outro fator que reforça a diminuição na demanda, à medida que reduz a circulação de veículos. 

Do lado da oferta, alguns vendedores consultados pelo Cepea cederam nos valores de venda, enquanto outros optaram por se afastar do mercado. Diante disso, os preços caíram com um pouco mais de força. 

De 7 a 11 de julho, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,5521/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa uma queda de 2,05% frente ao da semana anterior. 

O Indicador Cepea/Esalq do etanol anidro, também no mercado paulista, fechou a R$ 2,9598/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). Representando assim um recuo de 1,33% no mesmo comparativo. 

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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