sexta-feira, maio 22, 2026

Autor: Redação

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O granizo pode atingir o tamanho de uma bola de tênis — e causar prejuízos milionários no campo



Você já viu uma pedra de gelo maior que uma bola de tênis cair do céu? Pode parecer exagero, mas o fenômeno é real — e perigoso.

Em tempestades severas, tem no mínimo o diâmetro de uma polegada, ou seja 2.5cm , que podem passar dos 20 cm de diâmetro dependendo da intensidade da tempestade, podendo pesar mais de 400 gr.

Essa intensidade costuma ser registrada em nuvens do tipo Cumulonimbus, associadas a temporais, vendavais e outras instabilidades da atmosfera.

Como o granizo se forma?

O granizo se forma quando gotas de água são levadas para o topo das nuvens por fortes correntes de ar ascendente. Lá em cima, elas congelam rapidamente e começam a girar em ciclos dentro da nuvem, acumulando mais camadas de gelo.

Quanto mais tempo essas pedras permanecem em circulação interna na nuvem, maior será seu tamanho ao cair. Quando o peso supera a força da corrente de ar, o granizo despenca — e, muitas vezes, com violência.

Os impactos do granizo na agricultura

Para o produtor rural, o granizo é uma das formas mais imprevisíveis e devastadoras de perda, dentre os fenômenos meteorológicos . Em poucos minutos, uma tempestade com granizo pode: 

  • Destruir lavouras inteiras, danificando cultivos facilitando a propagação de pragas e doenças
  • Atingir estruturas como estufas, galpões, telhados de silos e instalações de armazenagem;
  • Ferir animais no pasto, especialmente se o granizo for grande e acompanhado de vento forte;
  • Comprometer a qualidade dos frutos ainda que não haja perda total, afetando o valor de mercado.

Como se proteger?

  • Monitore as previsões meteorológicas com frequência, principalmente no período de primavera e verão;
  • Use tecnologia de proteção, como telas antigranizo em culturas mais sensíveis (ex: vinhedos);
  • Mantenha a estrutura física das propriedades em boas condições para resistir ao impacto de pedras de gelo e rajadas de vento
  • Avalie a contratação de seguros agrícolas que cobrem perdas por granizo — algo cada vez mais necessário.

Casos extremos no Brasil

O Brasil já registrou pedras de granizo com mais de 10 cm de diâmetro, principalmente em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Cidades como Chapecó (SC), Passo Fundo (RS) e Uberaba (MG) já enfrentaram eventos com granizo de grande proporção, resultando em perdas agrícolas, danos em veículos e até ferimentos em pessoas.

Canal Rural de olho no clima

Prever granizo com precisão ainda é um desafio, mas a combinação de tecnologia meteorológica, radar, satélite e experiência de campo tem aumentado as chances de alerta prévio.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



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Carne sustentável no Brasil


A produção de carne sustentável no Brasil tem ganhado cada vez mais espaço entre consumidores conscientes, investidores e mercados exigentes. Com foco em práticas éticas, responsabilidade ambiental e social, produtores brasileiros estão apostando na transformação do modelo pecuário tradicional para um modelo mais integrado, tecnológico e de valor agregado.

Carne sustentável: práticas que agregam valor e ampliam mercados

A carne sustentável brasileira se baseia em três pilares fundamentais: respeito ambiental, responsabilidade social e cuidado trabalhista. Esses elementos, quando alinhados a processos produtivos rigorosos, garantem um produto com valor diferenciado — cada vez mais valorizado dentro e fora do país.

Entre as práticas adotadas por empresas, destacam-se:

  • Manejo sem violência: estímulos positivos como música, brinquedos e ausência de instrumentos agressivos.
  • Abate insensibilizado: respeitando o bem-estar até o último momento de vida do animal.
  • Nutrição personalizada: com dietas balanceadas para garantir qualidade e reduzir emissão de gases.
  • Aproveitamento total da carcaça: cortes nobres, subprodutos como caldo de osso, bacon bovino e manteiga de banha.
  • Certificações ambientais: cumprimento de mais de 130 critérios da Rainforest Alliance.

“É possível unir sustentabilidade à produção de carne em larga escala. O segredo está na gestão e na consciência produtiva”, afirma Amália Sechis, empresária do setor.

Um dos grandes desafios da pecuária nacional é sair do modelo baseado em volume e preço e migrar para uma proposta de valor agregado. A carne sustentável representa exatamente essa transição: menos quantidade, mais qualidade, rastreabilidade e conexão com o consumidor.

Essa mudança exige uma nova postura não só dos produtores, mas também do consumidor, que precisa compreender os diferenciais do produto sustentável para valorizar esse modelo produtivo.

Desafios e oportunidades da carne sustentável no Brasil:

  1. Baixa escala atual da produção sustentável
  2. Custo elevado comparado ao modelo convencional
  3. Desinformação do consumidor sobre práticas produtivas
  4. Necessidade de melhorar a comunicação setorial
  5. Falta de políticas públicas específicas para incentivo

“O consumidor precisa entender por que esse produto tem um valor diferente. E isso só é possível com comunicação eficiente”, destaca Amália.

A tendência de valorização da carne sustentável é ainda mais acentuada no mercado externo, que tem procurado cada vez mais produtos com rastreabilidade, bem-estar animal e práticas alinhadas a critérios ambientais internacionais. Segundo Amália, esse nicho tende a crescer exponencialmente com a conscientização global e o avanço da agenda ESG no agronegócio.

COP 30: uma vitrine para o Brasil mostrar sua carne de baixo impacto

Com a proximidade da COP 30, conferência climática da ONU que será sediada no Brasil, os holofotes estão voltados para o papel do país na produção de alimentos com baixa emissão e responsabilidade ambiental. A carne sustentável é uma das grandes apostas para mostrar ao mundo que é possível aliar produtividade, escala e respeito à natureza.

Empresas que aplicam boas práticas já estão colhendo os frutos: valorização da marca, abertura para novos mercados, parcerias internacionais e maior competitividade no varejo interno. Porém, para consolidar esse novo ciclo, o setor precisa de união entre os produtores, investimentos em tecnologia e certificações e maior foco em comunicação transparente com o consumidor final.

Amália é bacharel em Direito pela FAAP, mas encontrou sua verdadeira vocação no agronegócio. Mesmo sem formação técnica no setor, ela se aprofundou no tema e hoje lidera uma marca de referência em carne sustentável.

Protagonismo feminino no setor

Um exemplo inspirador dessa transformação no setor é a trajetória de Amália Sechis, que saiu do vegetarianismo para liderar uma marca de carne sustentável no Brasil. Em entrevista ao site A Protagonista, Amália detalha como uniu bem-estar animal, manejo responsável e práticas socioambientais para criar um produto de alto valor agregado. A história completa pode ser conferida neste link.



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aumento de recursos para agricultura familiar é de quase 50% com Lula, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou nesta segunda-feira (30) que os recursos para a agricultura familiar aumentaram em quase 50% no governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da SIlva. Segundo ele, o Plano Safra 2025/2026, anunciado nesta segunda-feira, é um recorde na agricultura familiar, o terceiro seguido da gestão petista.

“O aumento do presidente Lula, de valores para o Plano Safra da Agricultura Familiar, é de quase 50%. Era em 2022 e 2023 (de) R$ 53 bilhões, hoje são R$ 78 bilhões, mostrando que vocês têm um presidente da Agricultura Familiar”, disse Teixeira.

O aumento citado por ele foi de 47,5%. O ministro disse que o cadastro de agricultores familiares chegou a 2,9 milhões e que 167 mil empréstimos foram renegociados por meio do programa Desenrola Rural. Segundo Teixeira, Lula bancou o aumento de recursos e juros negativos para a agricultura familiar, com 3% de juros para alimentos.

Outro anúncio feito por ele é que todos os bancos terão microcrédito orientado. De acordo com Paulo Teixeira, os financiamentos para a agricultura familiar aumentaram 26%, chegando a 1,7 milhão de contratos. Na região Nordeste, o número aumentou 90% e, conforme o ministro, isso fez o Plano Safra da Agricultura Familiar se tornar nacional.

Teixeira também mostrou, em um balanço no Palácio do Planalto, que houve um aumento de financiamentos de custeio para alimentos básicos e compras de máquinas, com crescimento de 73,6% em operações.



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Associação de pecuaristas voltará a realizar leilões de gado em Barreiras


A Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste) anunciou que voltará a realizar leilões de gado em Barreiras, no Oeste da Bahia. O anúncio foi feito na tarde da última quinta-feira (26), após reunião do presidente da entidade, Gill Arêas Machado, com o prefeito do município, Otoniel Teixeira, e seu vice, Túlio Viana.

De acordo com a Acrioeste, além do apoio da prefeitura na realização dos leilões, durante o encontro também foi discutida a criação de uma comissão que dará prosseguimento à busca por um local para a implantação de um novo Parque Multiuso de Barreiras, voltado para dupla aptidão: o agronegócio e grandes eventos.

Segundo a associação de pecuaristas, está entre as propostas da gestão do prefeito Otoniel Teixeira a identificação de uma área adequada para receber esse grande empreendimento, que fortalecerá o agronegócio praticado no Vale do Rio Grande.

O Leilão Padrão Acrioeste será realizado no próximo dia 19 de julho, no Parque Natural Engenheiro Geraldo Rocha, a partir das 14h, com transmissão pelo YouTube.

O leilão ofertará mais de mil animais, entre bezerros, bezerras, garrotes e novilhas da mais alta qualidade genética, oriundos de criatórios de associados da Acrioeste e convidados.

Leilão Padrão Acrioeste, Barreiras, Oeste da BahiaLeilão Padrão Acrioeste, Barreiras, Oeste da Bahia
Foto: Divulgação/Acrioeste

Segundo Gill Arêas Machado, é um momento de muito alegria para a pecuária de Barreiras e para o Oeste da Bahia como um todo, o retorno de leilões de gado em Barreiras.

“O Leilão Padrão Acrioeste é apenas o início dessa parceria com a Prefeitura de Barreiras para que num futuro possamos fazer esse tradicional leilão num local definitivo, a exemplo do Parque Multiuso. A escolha desse novo espaço vai ter acompanhamento da Secretaria Municipal de Agricultura e entidades do setor agropecuário. Vamos construir esse novo Parque em várias mãos e com certeza isso trará grandes frutos para Barreiras e região”, concluiu o presidente da Acrioeste.

Para o prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira, o evento reafirma seu compromisso com a pecuária e os pecuaristas.

“Atualmente, nossa região abriga o maior rebanho bovino do Estado da Bahia, reflexo da força e tradição do setor agropecuário em nosso município. A retomada dos leilões de gado marca um novo ciclo de desenvolvimento para a atividade pecuária local. Este é um passo importante que reforça nosso compromisso em fortalecer ainda mais o setor. Com esse objetivo, autorizamos a criação de uma comissão formada por representantes da Prefeitura e da iniciativa privada para acompanhar a elaboração e implantação do projeto da nova Arena Multiuso “Parque de Exposições de Barreiras”.


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Plano Safra: juros altos elevam custo de soja e desafiam produtores, aponta consultor



O governo federal destinou R$ 89 bilhões à agricultura familiar no Plano Safra 2025/26, anunciado nesta segunda-feira (30). Desse total, R$ 78,2 bilhões são voltados especificamente ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que atende pequenos produtores de soja e outras culturas. O valor representa um aumento de 3% em relação à temporada anterior, que contou com R$ 76 bilhões.

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A segunda etapa do plano, voltada à agricultura empresarial, deve ser divulgada nesta terça-feira (1º), com expectativa de movimentar cerca de R$ 600 bilhões.

Desafios previstos para os produtores de soja

Apesar do volume recorde de recursos, produtores de soja devem enfrentar desafios importantes na próxima safra. O crédito está disponível, mas mais caro. Em 2025, o cenário de juros elevados e o aperto fiscal enfrentado pelo governo encarecem o financiamento rural, mesmo com os subsídios oferecidos.

“Hoje o governo tem essas linhas de crédito, mas basicamente o custo vai ser maior para o produtor este ano em termos de juros”, afirma Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado.

Basicamente, trata-se de um subsídio do governo que recai sobre o Tesouro Nacional. Na prática, o governo participa da equalização dos juros, assumindo parte ou até a maior parte dos encargos financeiros, o que ajuda a reduzir o custo final para o produtor, especialmente os de menor porte.

“Em termos nominais, o volume de recursos é maior neste ano, mas o custo do crédito também está mais elevado por causa dos juros altos e do aperto fiscal enfrentado pelo governo”, pontua Silveira.

Ainda assim, devido às taxas praticadas neste ano, o crédito está mais caro. No caso da soja, os juros para pequenos produtores podem chegar a até 8% ao ano. Segundo Silveira, isso deve impactar diretamente os investimentos na lavoura.

“O crédito em si não é difícil de obter, mas o problema é o custo. Com isso, o produtor pode acabar reduzindo investimentos em tecnologia, como o uso de fertilizantes, por exemplo”, avalia. “Realmente acaba sendo mais oneroso plantar.”

O crédito existe, mas o custo mais alto pode dificultar o acesso ou limitar a escala do investimento. Para os sojicultores, o desafio será produzir com eficiência em um cenário de crédito mais restritivo e margens pressionadas. A necessidade de planejamento e cautela na hora de investir será ainda maior na safra 2025/26.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja opera reduzindo riscos


O mercado de soja no Rio Grande do Sul opera com estratégias para redução de riscos e custos, segundo informações da TF Agroeconômica. “A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 (-1,52%) Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 (-1,52%) Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 130,00 (-1,52%)”, comenta.

Santa Catarina encerra colheita da soja e já define vazio sanitário para a próxima safra. “A comercialização avança de forma tímida, com o mercado travado em função da queda nos prêmios de exportação e nas cotações internacionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,51 (+0,59%)”, completa.

Paraná encerra colheita com aumento de produtividade e mira próxima safra. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 134,76 (+2,08%). Em Cascavel, o preço foi 120,00 (+1,49%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,22 (+0,81%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,85 (+3,76%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$135,51 (+0,02%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Logística instável desafia comercialização no Mato Grosso do Sul. “O bom desempenho da safra no campo traz, portanto, desafios logísticos relevantes. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 118,37 (+0,11%), Campo Grande em R$ 118,37 (+0,11%), Maracaju em R$ 117,80 (-0,37%), Chapadão do Sul a R$ 108,67 (-1,00%), Sidrolândia a em R$ 117,80 (-0,37%)”, informa.

Mato Grosso encerra colheita histórica, mas alta nos custos pressiona a rentabilidade. “Os preços indicativos em Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, na mesma data, apresentaram variações pontuais no mercado interno. Campo Verde: R$ 113,09 (+0,34%). Lucas do Rio Verde: R$ 108,82 (+1,54%), Nova Mutum: R$ 108,82 (+1,54%). Primavera do Leste: R$ 113,09 (+0,34%). Rondonópolis: R$ 113,09 (+0,34%). Sorriso: R$ 108,82 (+1,54%)”, conclui.

 





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Agro Penido transforma pecuária em exemplo de carne premium com carbono positivo


A Agro Penido, comandada por Caio Penido, atual presidente do IMAC, é um exemplo de como a pecuária brasileira pode unir tradição, tecnologia e responsabilidade ambiental. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes dessa história.

Localizada em Cocalinho (MT), na região do Vale do Araguaia, a fazenda transformou-se em referência na produção de carne premium com carbono positivo, mostrando que é possível produzir proteína animal de alto padrão com sustentabilidade e rentabilidade.

A propriedade surgiu da divisão da antiga Fazenda Roncador, que já foi a maior do Brasil. Hoje, com 15 mil hectares, Caio Penido comanda um sistema moderno de cruzamento industrial, intensificação a pasto e rastreabilidade.

Detalhe da produção de gado na fazenda Água Viva. Foto: Reprodução/Planeta CampoDetalhe da produção de gado na fazenda Água Viva. Foto: Reprodução/Planeta Campo
Detalhe da produção de gado na fazenda Água Viva. Foto: Reprodução/Planeta Campo

Penido trabalha com cruzamentos entre Nelore e Angus, em sistema de terminação intensiva a pasto com suplementação nutricional.

Em lotes especiais, são utilizados animais tricross (Wagyu, Angus e Nelore) para alcançar alto marmoreio, maciez e sabor diferenciado.

A produção segue boas práticas agropecuárias e busca certificações como Onça Pintada, bem-estar animal e baixo carbono, com validação por certificadoras como IBD/Quima.

“Queremos criar uma carne acima de qualquer questionamento”, afirma Caio. “É o tipo de carne que o Mark Zuckerberg quer fazer no Havaí, mas que a gente já faz aqui no Brasil”, brinca.

Carbono Penido: nova frente de negócios ambientais

Imagem aérea da nascente com fervedouro na fazenda Água Viva, da Agro Penido. Foto: Reprodução/Planeta CampoImagem aérea da nascente com fervedouro na fazenda Água Viva, da Agro Penido. Foto: Reprodução/Planeta Campo
Imagem aérea da nascente com fervedouro na fazenda Água Viva, da Agro Penido. Foto: Reprodução/Planeta Campo

Pensando no futuro, Caio criou a Carbono Penido, empresa dedicada aos projetos de carbono da Agro Penido. A iniciativa atua em três frentes principais:

  • Carbono florestal, com reflorestamento de nativas em áreas marginais;
  • Carbono no solo, com medição via sensores da AgroRobótica — tecnologia com origem na NASA;
  • Carbono de reserva legal, com apoio da Liga do Araguaia e empresas como Ambipar.

“Estamos restaurando áreas com espécies nativas madeireiras e medindo o carbono fixado no solo”, explica Caio.

A ideia é monetizar o valor ambiental da fazenda, gerando renda e ajudando a preservar a biodiversidade local.

Legado familiar e inovação coletiva no Araguaia

Lavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro PenidoLavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro Penido
Lavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro Penido

A Agro Penido carrega o legado do avô de Caio, Pelerson Penido, que apostou no desenvolvimento do Araguaia nos anos 1980, com apoio da SUDAM.

Com o tempo, a propriedade evoluiu, passou a adotar práticas sustentáveis, e se integrou a projetos coletivos como a Liga do Araguaia, criada pelo próprio Caio.

Hoje, a fazenda desenvolve ações de regularização ambiental, intensificação sustentável e pagamento por serviços ambientais, com apoio de instituições como Embrapa, TNC, JBS e outras.

Brasil pronto para mostrar a força da sua carne ao mundo

Vista aérea do Rio Araguaia. Foto: Reprodução/Planeta CampoVista aérea do Rio Araguaia. Foto: Reprodução/Planeta Campo
Vista aérea do Rio Araguaia. Foto: Reprodução/Planeta Campo

Com a COP 30 no Pará e o Congresso Mundial da Carne em Cuiabá, ambos previstos para 2025, Caio acredita que é hora de o Brasil mostrar ao mundo a qualidade da carne nacional: criada a pasto, saborosa, rastreável e com baixa pegada ambiental.

“Sustentabilidade não é custo, é oportunidade. Melhorar o bem-estar animal, restaurar áreas, usar tecnologia… tudo isso melhora a margem da fazenda. É uma agenda ganha-ganha”, reforça Caio.

Ele defende ainda a popularização do mercado de carbono para pequenos produtores, com governança simples e acesso técnico facilitado.



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Agropecuária cresce 7,8% e impulsiona PIB de São Paulo



A economia no estado de São Paulo registrou crescimento de 1,9% nos primeiros quatro meses de 2025 em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, indicaram dados da Fundação Seade.

O avanço do Produto Interno Bruto (PIB) paulista no período foi impulsionado pelos setores da agropecuária, com alta de 7,8%, e serviços, com 3,1%.

No acumulado dos últimos 12 meses, comparados aos 12 meses imediatamente anteriores, o PIB do estado teve crescimento de 3%. Neste recorte, o destaque foi para o setor de serviços, que avançou 3,5%, seguido pela indústria, com crescimento de 0,8%. Já na comparação com abril de 2024, o indicador avançou 0,1% em abril deste ano. 

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, os dados são mais uma comprovação da vocação paulista para o agro. “Temos em São Paulo a mais competitiva e sustentável agropecuária do mundo. Temos cana-de-açúcar, pecuária, os grãos, o suco de laranja, e tantas outras cadeias que dão orgulho para o Brasil e para o mundo”.

Exportações do agro

O agro paulista tem se destacado também na pauta de exportações do estado, representando, nos cinco primeiros meses de 2025, 40,6% de tudo que São Paulo embarcou para o exterior.

Desde 2024, o estado é o principal exportador agrícola do país, com uma pauta de produtos que tem os seguintes produtos como destaque: complexo sucroalcooleiro (24,3%), carnes (14%), complexo soja (11,7%), grupo de sucos (11,5%) e produtos florestais (11,4%), conforme dados da Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio.



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Você sabe a diferença entre tempestade, temporal e tempo severo?



O céu escurece, o vento começa a soprar mais forte e, de repente, a primeira gota d’água cai sobre a lavoura de soja. Mas o que isso significa? Estamos diante de uma chuva passageira, de uma tempestade, de um temporal ou de um caso de tempo severo? Entender essa diferença pode ser decisivo para proteger não só o trabalho no campo, mas também a própria vida.

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Quando cai uma chuva intensa acompanhada de ventos e raios, muita gente logo se pergunta: isso foi uma tempestade ou um temporal? Em parte, os dois termos parecem iguais e são usados quase como sinônimos no dia a dia. Mas há uma diferença importante: “temporal” é uma expressão popular, enquanto “tempestade” é o termo técnico e oficial adotado pela meteorologia. Ambos indicam um tempo adverso, mas não significam, necessariamente, uma ameaça grave.

Tempo severo

A confusão aumenta quando entra na conversa o chamado “tempo severo”. Esse, sim, merece atenção redobrada. Diferente de uma tempestade comum, o tempo severo traz risco direto à vida e pode causar prejuízos expressivos às lavouras. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, para um evento ser classificado dessa forma, ele precisa cumprir alguns critérios específicos. Entre eles, estão rajadas de vento acima de 93 km/h, granizo com pedras maiores que uma polegada, alagamentos, enchentes e, em casos mais extremos, tornados ou microexplosões.

Nem toda tempestade chega a esse nível de intensidade. Ainda assim, fenômenos considerados moderados, como granizo de menor porte, já são suficientes para causar estragos em áreas agrícolas. Mas a classificação de “severo” só se aplica quando as condições são realmente destrutivas, capazes de dizimar uma lavoura em minutos ou causar acidentes graves em zonas urbanas, com quedas de árvores, destelhamentos e até perdas humanas.

Por isso, entender esses conceitos não é só uma questão de curiosidade, mas uma ferramenta de proteção. Saber diferenciar os tipos de fenômeno ajuda o produtor a interpretar melhor os alertas meteorológicos e a se preparar de forma mais eficiente. A informação é uma aliada poderosa na prevenção de danos. Com atenção ao céu e aos boletins confiáveis, é possível proteger não só as safras, mas também a vida de quem vive do campo.



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