terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

News

Megaoperaçao investiga esquema de fraude de 26 bilhões no setor de combustíveis



O Comitê Interinstitucional de Recuperação de ativos de São Paulo (CIRA/SP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27) a megaoperação Poço de Lobato, que busca desarticular esquema de fraude fiscal no setor de combustíveis. O alvo principal é um grupo empresarial, um dos maiores do país.

O comitê é coordenado pelo governo de São Paulo.

A operação ocorre simultaneamente em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, na Bahia, no Distrito Federal e Maranhão.

Ao todo, são mais de 190 pessoas físicas e jurídicas sob investigação, todas suspeitas de integrar a organização criminosa. São acusados de cometer crimes de ordem econômica, tributária e lavagem de dinheiro. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a quadrilha já causou prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.

Por ordem da Justiça, já foram bloqueados mais de R$ 10 bilhões dos integrantes do grupo econômico que está sob investigação.

A operação conta com apoio da Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda, Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo e das polícias Civil e Militar.



Source link

News

Governo pede diálogo e faz alertas para tentar impedir derrubada de vetos ao Licenciamento Ambiental



Diante da provável derrubada da maioria dos vetos presidenciais à Lei de Licenciamento Ambiental, o governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, publicou na noite de quarta-feira (26) uma nota pedindo a manutenção dos vetos. O Congresso marcou para esta quinta-feira (27) a análise de uma série de vetos presidenciais, entre eles os relacionados ao Licenciamento Ambiental.

Na nota, o MMA argumenta que os vetos têm como objetivo proteger o meio ambiente e a saúde da população; garantir segurança jurídica para empreendimentos e investidores; incorporar inovações capazes de tornar o licenciamento ambiental mais ágil; e assegurar os direitos dos povos indígenas e das comunidades quilombolas.

O texto destaca ainda que um país que acabou de sediar a COP30 “merece uma legislação robusta e avançada sobre licenciamento ambiental”.

“O Governo do Brasil agiu dessa forma considerando o preocupante cenário de desastres climáticos extremos, que impõem riscos às famílias, à economia e ao meio ambiente. A eventual derrubada dos vetos pode trazer efeitos imediatos e de difícil reversão, especialmente em um momento em que a sociedade sente os efeitos dos desastres de Mariana e Brumadinho e de catástrofes climáticas como as recentemente vividas no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Um país que acabou de sediar a COP30, que conseguiu reduzir pela metade o desmatamento da Floresta Amazônica e é exemplo para o mundo na utilização de fontes energéticas renováveis, merece uma legislação robusta e avançada sobre o licenciamento, uma das principais ferramentas da proteção ambiental do nosso país”, diz trecho da nota.

FPA defende derrubada dos vetos

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende a derrubada dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Lideranças do Congresso e representantes da Coalizão das Frentes Produtivas afirmam que a manutenção dos vetos pode travar investimentos, afetar a geração de empregos e aumentar a insegurança jurídica.

Entre os pontos mais polêmicos está o veto ao licenciamento especial em fase única, que permitiria a análise simplificada de empreendimentos considerados de baixo impacto ambiental. O governo defende que a licença única seja restrita a projetos prioritários do Executivo, com equipes técnicas específicas para garantir maior segurança.



Source link

News

Aposta em corte de juros pelo Fed empolga Ibovespa


No morning call desta quinta-feira (27), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que dados fracos nos EUA e sinais de desaceleração reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed em dezembro, derrubando a T-Note de 10 anos abaixo de 4% e sustentando a alta das bolsas de NY.

No Brasil, o Ibovespa superou 158 mil pontos com bancos e Vale, e o dólar caiu a R$ 5,34. Hoje, destaque para IGP-M, sondagens setoriais, Caged e confiança na zona do euro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo federal anuncia mais R$ 3,3 bi para reconstrução do RS


O governo federal anunciou hoje (26) a liberação de mais R$ 3,3 bilhões para a realização de obras de reconstrução do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes ocorridas em maio de 2024. Desse montante, R$ 726 milhões serão destinados para a construção de 3949 novas moradias, em 62 municípios gaúchos, com menos de 50 mil habitantes. Na ocasião, também foi realizada a entrega simbólica de 8000 moradias, adquiridas por meio do Programa Compra Assistida, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução.

A modalidade permite que as famílias gaúchas habilitadas sejam atendidas por meio da compra de imóveis novos ou usados, com financiamento do governo federal.

Durante a cerimônia com o anúncio dos investimentos, no Palácio do Planalto, a prefeita do município de Estrela, no Vale do Taquari Carine Schwingel disse que aguardava com grande expectativa a entrega das moradias.

“Não tem como ter o desenvolvimento de uma família se ela não tiver uma base sólida, uma casa construída. É isso o que vemos aqui”, afirmou.

A prefeita disse ainda ser importante o apoio do governo federal para a realização de obras para as pequenas cidades, cujo orçamento é pequeno para a realização de grandes obras.

“A enchente ensinou que a gente precisa ter investimentos na área ambiental para que a gente possa transformar nossos centros urbanos em espaços com soluções baseadas na natureza como base, como pilar e não como luxo”, disse.

“A força do governo federal é transformadora nos municípios e a esperança que temos é de vocês continuarem apoiando a gente”, agradeceu.

Com cerca de 35 mil habitantes, Estrela teve três bairros destruídos pelas enchentes e 1,5 mil famílias tiveram suas casas destruídas. A dona de casa Elga Gomes de Lima foi uma delas. Beneficiária do programa Compra Assistida. Depois de perder a moradia, Elga teve que morar com sua família na casa do sogro. Ela agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela iniciativa.

“A nossa história revela a dura realidade enfrentada por muitas famílias, mas também tem mostrado o seu compromisso [de Lula] com as pessoas do Rio Grande do Sul, nos dando a possibilidade de termos novamente o nosso próprio lar”, disse.

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o Compra Assistido foi voltado para as famílias com necessidades mais emergenciais e que as famílias atendidas pelas estratégias de médio prazo, serão beneficiadas com as 3949 novas unidades contratadas que serão entregues a partir de 2026.

“Não tivemos compra assistida em todas os municípios porque tem cidades no Rio Grande do Sul em que não existem imóveis prontos e acabados que podem ser comprados. Então tivemos a necessidade de construí-los”, apontou.

O governo anunciou que mais R$ 571 milhões foram destinados para as cidades de Porto Alegre e São Leopoldo para obras de infraestrutura de adaptação e prevenção de eventos climáticos extremos.

Para Porto Alegre foram destinados R$ 502 milhões que serão usados para a construção de galerias e canais. Já em São Leopoldo são R$ 69,3 milhões para a aquisição de casas de bombas e contrução de redes de galeria no município.

Serão investidos ainda R$ 197,6 milhões para obras de drenagem no estado e outros R$ 13,4 para a realização de obras de contenção de encostas.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional, Waldez Góes, disse que a realização das obras mostra que o governo entende a necessidade de levar investimentos para que as cidades enfrentem eventos climáticos extremos.

“A memória da tragédia ainda é viva, mas é maior a coragem do povo gaúcho que vivenciei, durante o ano de 2024, junto com os colegas do governo federal”, disse. “Estes novos investimentos são a renovação do nosso pacto. É a certeza que a solidariedade do primeiro dia se transformou numa ação permanente para um futuro seguro”, conclui Góes.

Segundo o ministro, o governo também está investindo mais de R$ 40 milhões para realizar o mapeamento topográfico e aerofotogramétrico de 186 municípios na região do Rio Guaíba e da Lagoa dos Patos, “para ter informações suficientes para prevenir e mitigar efeitos de novas cheias que possam vir”, disse.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa disse que até o momento, dos R$ 111 bilhões anunciados pelo governo federal para socorrer o estado, já foram aplicados R$ 90 bilhões. O ministro destacou a agilidade do governo no socorro ao estado, após as enchentes. Segundo o ministro, a ação do governo federal virou uma referência para o país de como o governo federal acolhe e trata os desastres ocorridos o território nacional.

“Nunca antes na história desse país um governo federal acolheu tão rápido, de forma tão abrangente e com o volume de recursos aportados pelo governo federal no Rio Grande do Sul”, disse. “Na história do Brasil não tem nada paralelo que possa ser comparado com a ação do governo federal, não só no volume de recursos, mas no tempo de resposta”, concluiu.





Source link

News

veja a previsão de hoje



As altas temperaturas dominam boa parte do país nesta quinta-feira (27) e provocam pancadas de chuva que, em alguns estados, chegam com intensidade. Confira a previsão para todo o Brasil:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As chuvas continuam entre o litoral do Paraná e o norte de Santa Catarina, além do nordeste do Rio Grande do Sul, de maneira fraca e isolada. Enquanto isso, o tempo segue firme no restante da região, com predomínio de sol ao longo do dia. A nebulosidade é maior apenas no litoral paranaense e catarinense.

Sudeste

As pancadas de chuva seguem ocorrendo ao longo do litoral da região e em boa parte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, ainda de maneira mais fraca e isolada. No norte mineiro, há chance de chuva fraca a moderada, podendo ocorrer de forma mais intensa em alguns pontos.

Centro-Oeste

No leste e norte de Mato Grosso, além do oeste de Goiás, há chance de chuva mais isolada nas primeiras horas do dia. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as precipitações começam a ganhar força nos estados e se espalham pelos territórios mato-grossense e goiano. À tarde, há chance de chuva no noroeste e oeste de Mato Grosso do Sul, de maneira mais fraca, com ocorrência até a noite, enquanto no restante da região o dia segue mais estável.

Nordeste

As pancadas de chuva seguem ocorrendo no sul, oeste e interior do estado da Bahia, com chance de chuva moderada a forte, risco de temporais e possibilidade de volumes elevados em áreas do sul. Na metade sul do Pará e do Maranhão, as instabilidades seguem atuando. Já no restante dos estados, o tempo fica mais aberto. As temperaturas continuam elevadas em grande parte da região, e o calor predomina.

Norte

As instabilidades seguem espalhadas pela região, ocorrendo de maneira moderada pelo Amazonas e pelo Acre, onde podem ser mais fortes em alguns pontos. Já em Rondônia e em Roraima, as pancadas de chuva devem ocorrer de forma mais fraca. No Pará e no Tocantins, as instabilidades aumentam, e as temperaturas seguem elevadas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado global de arroz segue pressionado e com ajustes



O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro


O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro
O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro – Foto: Pixabay

A movimentação recente no mercado global de arroz foi marcada por pressão das colheitas e ritmo moderado nas negociações, o que manteve as cotações em queda em diversos centros produtores. O cenário apresentou variações conforme a origem do grão e refletiu também a falta de dados atualizados do órgão agrícola dos Estados Unidos, mencionada por relatórios setoriais.

O Conselho Internacional de Grãos informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro, efeito da atividade mais lenta e de fatores sazonais, embora tenha observado sinais de recuperação após o preço internacional atingir o menor nível em oito anos. A entidade relatou que, na Tailândia, atrasos na colheita da nova safra e expectativas de vendas para a Ásia sustentaram aumento no arroz branco com 5% de quebra. Na Índia, a oferta maior da safra kharif reduziu o valor do arroz branco, enquanto o parboilizado avançou diante da escassez no mercado interno e da procura de países vizinhos. 

Nos Estados Unidos, o relatório destacou que a demanda de compradores do Pacífico Asiático elevou as ofertas do arroz de grão médio ao maior patamar em 15 meses. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura registrou queda global em outubro, com recuos mais intensos no arroz glutinoso e continuidade da trajetória descendente do Indica, que atingiu o menor nível desde 2019. A instituição mencionou que ampla oferta, forte concorrência e efeitos cambiais mantiveram os valores sob pressão em vários países.

Nas Américas, a tendência permaneceu fraca, enquanto produtores dos Estados Unidos relataram que a confirmação de uma venda ao Oriente Médio trouxe algum otimismo ao segmento de grãos longos. Mesmo assim, a avaliação é que os preços no mercado à vista continuam abaixo do necessário para estimular novas vendas, conforme publicação de representantes do setor.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi seguem estáveis em São Paulo



Exportações de carne sobem 41,7% em novembro



Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada na terça-feira (25) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nas praças paulistas. A consultoria apontou que “ainda existia um cenário de indecisão entre os compradores”, com parte deles sem indicar valores para adquirir boiadas, enquanto algumas indústrias ofertaram quantias inferiores às referências. Apesar disso, poucos negócios foram fechados nesses patamares, o que impediu alterações nas cotações das categorias no estado.

Segundo o informativo, “esse cenário de indecisão parece ter sido favorecido por duas notícias” que influenciaram o mercado em menos de uma semana: a retirada da tarifa de 40% sobre a carne bovina brasileira pelos Estados Unidos e a postergação, para 26 de janeiro, da investigação de salvaguarda conduzida pelo governo chinês. As escalas de abate nas praças paulistas estavam, em média, em sete dias.

Na região Sudoeste de Mato Grosso, a oferta de bovinos aumentou, inclusive de animais de pasto. A consultoria informou que, “com o bom volume de vendas de carne, a cotação ficou estável para todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em 19 dias.

No Norte do estado, o informativo registrou também estabilidade nas cotações de todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 17 dias.

Em relação às exportações de carne bovina in natura, até a terceira semana de novembro foram embarcadas 238,2 mil toneladas, com média diária de 17 mil toneladas. O volume apresenta aumento de 41,7% em relação ao mesmo período de 2024 e já supera o total exportado em novembro do ano passado. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, variação positiva de 12,7% na comparação anual.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Açúcar fecha com forte queda diante de estimativa de maior produção pela Conab


Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços do açúcar voltaram a cair fortemente nesta terça-feira (04), pressionados pela revisão para cima das estimativas de produção no Brasil divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento na projeção reforça o cenário de oferta abundante, levando as cotações a operarem pouco acima das mínimas registradas na semana passada.

Em Nova Iorque, o contrato março/26 caiu 0,43 cent (-3,0%), encerrando o pregão a 14,22 cents/lbp. O vencimento maio/26 perdeu 0,38 cent (-2,7%), para 13,85 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,31 cent (-2,2%), a 13,82 cents/lbp. O contrato outubro/26 também fechou em baixa, com queda de 0,27 cent (-1,9%), cotado a 14,09 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o movimento foi semelhante. O contrato dezembro/25 registrou baixa de 990 pontos (-2,3%), a US$ 413,40/tonelada. O vencimento março/26 perdeu 850 pontos (-2,0%), para US$ 406,70/tonelada, enquanto o maio/26 cedeu 780 pontos (-1,9%), negociado a US$ 402,80/tonelada. Já o agosto/26 encerrou o dia em US$ 399,80/tonelada, com queda de 640 pontos (-1,6%).

Segundo análise do Barchart, “os preços do açúcar estão em forte queda hoje, pouco acima das mínimas significativas da semana passada. A pressão vem após a Conab elevar sua estimativa de produção de açúcar no Brasil para a safra 2025/26, de 44,5 milhões de toneladas para 45 milhões de toneladas”.

No relatório divulgado nesta terça-feira, a Conab elevou a projeção de produção de açúcar do Centro-Sul para 41,34 milhões de toneladas, e a do Brasil para 45,02 milhões de toneladas, o que representa um aumento anual de 2%.

De acordo com a companhia, o crescimento reflete o cenário de mercado favorável ao adoçante observado até julho, quando as usinas priorizaram o açúcar diante da rentabilidade superior em relação ao etanol. No entanto, nas últimas quinzenas, o setor tem destinado uma parcela maior da cana ao biocombustível, o que limitou um avanço ainda maior na oferta.

A Conab ressaltou ainda que a menor disponibilidade de cana-de-açúcar na safra atual impede um crescimento mais robusto da produção, apesar do bom desempenho industrial das usinas. Mesmo assim, o aumento estimado reforça a tendência de superávit global e mantém os preços internacionais sob pressão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de soja tem avanço e alerta hídrico



Chuvas irregulares afetam semeadura



Foto: USDA

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 98,84% das áreas previstas em Mato Grosso até sexta-feira (21/11), avanço de 2,48 pontos percentuais em relação ao período anterior. O instituto informou que, no comparativo com a safra passada, o percentual está 1,01 ponto abaixo e 0,26 ponto menor que a média dos últimos cinco anos.

Em relação às regiões, o Imea destacou que a Noroeste e a Norte “finalizaram os trabalhos a campo nesta semana”, enquanto as regiões Sudeste e Nordeste permanecem como as mais atrasadas. A análise registrou ainda que as chuvas têm sido “irregulares e mal distribuídas em algumas regiões do estado”, o que tem gerado atenção para o desenvolvimento das lavouras. Nessas áreas, grande parte dos talhões já se encontram nos estádios R1 e R2, fases consideradas “altamente sensíveis ao estresse hídrico”, condição que pode comprometer o potencial produtivo.

O instituto acrescentou que, segundo o NOAA, o volume de chuva acumulado tende a aumentar nas próximas semanas, variando entre 35 e 45 milímetros na maior parte do estado.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Retirada da tarifa de 40% pelos EUA traz alívio principalmente para o setor de carnes em Goiás


A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% sobre produtos como carne, café e frutas foi recebida com otimismo pelo setor agropecuário goiano. É o que afirma o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Leonardo Machado, ao avaliar o impacto direto da medida no mercado exportador, especialmente para a carne bovina, um dos pilares da economia do estado. Segundo ele, a retirada da tarifa representa um importante respiro para os produtores.

“Principalmente para Goiás o mercado de carnes é um dos mais sensíveis. Os Estados Unidos são um parceiro importante de compra desse produto. Então a federação recebe com bastante felicidade, porque essa situação pode levar o Estado a aumentar o volume de carne exportada”, afirma.

Entre todos os setores, a pecuária goiana deve sentir o impacto mais direto e imediato.

“Quando a gente fala de Goiás, o mercado mais impactado é o da pecuária, uma vez que os americanos são grandes compradores de carne, e Goiás tem nos Estados Unidos um importante destino”, destaca, Leonardo.

No cenário nacional, outros produtos também são favorecidos pela medida como café e suco de laranja, mas esses segmentos não possuem grande peso na economia goiana.

“De forma geral no Brasil, a gente tem o suco de laranja e o café, que são produtos em que Goiás não tem grande participação. Então, quando falamos de impacto, com certeza é o da carne bovina”, reforça.

De acordo com o Ifag a adoção das tarifas pelos EUA havia provocado incertezas entre produtores e exportadores brasileiros.

“Quando entrou em vigor, o primeiro impacto foi a apreensão, apreensão do que poderia ocorrer, dos impactos dessas tarifas não só no mercado americano, mas para outros países. O setor teve de se adaptar, abrir novos mercados. Houve um certo alívio, mas o alívio maior veio agora com essa queda nas tarifas”, comenta.

Apesar da boa notícia, o comportamento do mercado daqui para frente será determinante. “Será que vamos conseguir retomar as relações com os americanos como sempre foi, ou ainda haverá resquícios? Estamos com bastante positividade e efeitos favoráveis, mas é bom observar os próximos passos”, conclui.





Source link