quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

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Alerta: safra de soja em MT terá custo recorde de R$ 54,39 bi e pode ser uma das mais caras


Créditos: Lucky Assessoria

O levantamento mais recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta um custo total de R$ 54,39 bilhões para o ciclo, número que confirma a safra como uma das mais caras da história recente do estado. A alta generalizada nos insumos e a retração das revendas como fonte de financiamento empurram pequenos, médios e grandes produtores para bancos e tradings, hoje responsáveis pela maior fatia do crédito rural. Essa nova dinâmica torna a tomada de decisão mais lenta e mais cara.

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O agrônomo Thiago Grimm, especialista em gestão e tecnologia agrícola, resume o sentimento do campo em poucas palavras. Segundo ele, a safra começa muito antes do plantio. “O produtor chega a 2025/26 com uma conta mais pesada e com menos espaço para testar estratégias. Tudo precisa ser calculado. A margem fica mais apertada e qualquer erro de manejo pode comprometer o lucro da safra inteira”, explicou.

Thiago observa que, embora a pressão financeira seja evidente, o maior risco está na reação que muitos produtores costumam ter em momentos de custo elevado: cortar insumos de forma indiscriminada. “O maior equívoco é reduzir a proteção fitossanitária ou economizar em adubação de maneira aleatória. Isso pode trazer uma falsa sensação de economia e resultar em perda de produtividade. Não adianta gastar menos se o talhão entrega menos. O campo é implacável com decisões precipitadas”, alertou.

Com a escalada dos custos, o agrônomo defende uma abordagem estratégica que combina análise de solo, revisão de doses, priorização dos insumos de maior retorno e uso inteligente de tecnologias de monitoramento. Ele afirma que a busca por eficiência deixou de ser uma tendência e virou uma condição de sobrevivência para a safra.

”O produtor que faz manejo orientado por dados, que entende a real necessidade de cada área e toma decisões baseadas em retorno econômico, tem mais chance de atravessar esse ciclo com segurança. O manejo eficiente não é bonito no papel, ele é lucrativo na prática”, afirma.

A incerteza no crédito também pesa na tomada de decisão. Com as revendas perdendo protagonismo no financiamento da safra e boa parte desse espaço sendo ocupado por bancos e tradings, o produtor passou a lidar com instituições que operam com mais exigências, garantias e prazos rígidos.

Romário Alves, CEO da Sonhagro, observa esse movimento de perto e destaca que o cenário atual exige um produtor mais preparado. “O crédito rápido das revendas desapareceu. Hoje, quem não organiza o fluxo de caixa com antecedência corre o risco de travar no momento mais sensível da operação”, afirmou.

”O produtor que olha, apenas, para uma modalidade ficará vulnerável. Avaliar diferentes rotas de financiamento, cruzar prazos e juros e entender o que cabe no planejamento é tãp importante quanto escolher a variedade de semente ou o nível de adubação”, completa.

Segundo ele, muitos agricultores têm buscado caminhos alternativos para manter a atividade rodando, como linhas específicas de Pronamp e PCA, operações com CPR estruturada, além de negociações que oferecem condições ajustadas ao perfil de cada produtor. Romário reforça que a diversificação das fontes de crédito virou parte da estratégia.

Os especialistas destacam que, apesar do cenário desafiador, ainda há espaço para boas colheitas desde que a estratégia esteja alinhada à realidade técnica e econômica da propriedade. “Este é o ano em que o produtor precisa olhar para dentro da fazenda. Entender o que funciona, o que desperdiça dinheiro, onde pode melhorar. A diferença entre lucro e prejuízo está nesses detalhes. A safra vai exigir disciplina e conhecimento, não força bruta”, finaliza Thiago.

Com custos recordes, crédito mais rígido e risco maior, a safra de soja de Mato Grosso se desenha como um teste de gestão. O produtor que entra no ciclo preparado, com manejo racional e planejamento financeiro, tende a atravessar o período com mais estabilidade. Os que mantiverem práticas antigas e pouco eficientes devem sentir o peso do novo momento do agronegócio. A safra 2025/26 traz uma mensagem clara para quem produz de que eficiência não é mais diferencial, é necessidade.

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Consumo de biodiesel deve crescer em 2025 e 2026, aponta StoneX


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A StoneX manteve suas estimativas para o mercado de biodiesel. O consumo previsto para 2025 é de 9,8 milhões de metros cúbicos, alta de 9,0% frente a 2024. Para 2026, o cenário base indica incremento de 6,4%, totalizando 10,5 milhões de metros cúbicos.

Um cenário alternativo, que considera a adoção do B16 conforme diretriz do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), projeta consumo próximo de 11 milhões de metros cúbicos e aumento de cerca de 1 milhão de toneladas no uso de óleo de soja.

Desempenho do setor em 2024

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o setor registrou novo recorde em outubro: 914 mil metros cúbicos comercializados. De janeiro a outubro, o volume atingiu 8,1 milhões de metros cúbicos, avanço de 6,7% sobre igual período de 2024. A produção no acumulado chegou a 8,1 milhões de metros cúbicos, aumento de 7,3%.

“O mercado de biodiesel tem mostrado um desempenho sólido, impulsionado pela forte demanda por diesel B e pelo avanço consistente da produção. A expectativa é que a diferença entre B14 e B15 continue se ampliando nos próximos resultados”, afirmou o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Leonardo Rossetti, em comunicado.

Impactos do cenário econômico e regulatório

A StoneX avalia que a continuidade do ritmo de crescimento depende das próximas safras e da evolução da atividade econômica. Mesmo com previsão de expansão mais moderada do PIB em 2026, a adoção integral do B15 tende a sustentar o consumo.

Em um cenário de migração ao B16, a projeção adiciona quase 1,2 milhão de metros cúbicos ao volume estimado para o ano.

Matérias-primas: queda no óleo de soja e alta no sebo bovino

No quinto bimestre, o consumo de óleo de soja permaneceu elevado, mas apresentou leve retração. A StoneX estima 1,368 milhão de toneladas usadas entre setembro e outubro, queda de 4,8% em relação às 1,437 milhão de toneladas do bimestre anterior. Parte da categoria “outros materiais graxos” também inclui óleo de soja.

“Com esse movimento, a participação do óleo de soja no mix do biodiesel passou de 86,4% para 81,6%. As projeções para 2025 foram mantidas, mas o desempenho mais fraco do bimestre levou a um pequeno ajuste no cenário de B16 para 2026, cuja estimativa recuou de 9,0 para 8,9 milhões de toneladas”, explica Rossetti.

Por outro lado, o sebo bovino registrou avanço. Após média mensal de 45,8 mil toneladas até agosto, o consumo alcançou 76,5 mil toneladas em setembro e 86,9 mil toneladas em outubro. A participação no mix subiu para 8,7% e 9,5%, respectivamente.

A elevação está ligada às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o sebo brasileiro. As exportações, antes em média de 44 mil toneladas mensais, caíram para 27 mil em setembro e 7,5 mil em outubro. Os EUA respondem por mais de 90% dos embarques desse produto.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de milho recuam 30% em novembro



MT exporta menos milho e prioriza mercado doméstico



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), os dados da Secretaria de Comércio Exterior referentes a novembro de 2025 mostram que Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas de milho no período. O volume representa queda de 30,92% em relação a outubro e recuo de 9,60% frente ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o instituto, “no acumulado da temporada 2024/25, de julho a novembro, o estado exportou 16,46 milhões de toneladas, queda de 13,08% em relação ao mesmo período de 2024”.

O Imea aponta que a redução está ligada ao aumento da oferta global do cereal, impulsionado pelo crescimento da produção projetado em países que vêm registrando bom desempenho na atual temporada. O instituto avalia que, apesar do menor volume exportado, houve elevação mensal tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com altas de 4,72% e 2,10%.

O levantamento destaca ainda que, mesmo com essas variações, o mercado interno se manteve mais competitivo. Conforme o Imea, “diante da maior firmeza do mercado doméstico, o preço da saca em Mato Grosso permaneceu mais atrativo que o valor praticado no mercado externo”, o que levou produtores a direcionar as vendas ao mercado interno.





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Diminuição das chuvas e avanço do greening devem reduzir produção de citros


greening
Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Capão Bonito

A nova projeção do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) para a safra de laranja 2025/26 acendeu um alerta no setor. A estimativa, divulgada nesta semana, aponta redução de 3,9% na produção do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro em relação ao levantamento de setembro.

Com isso, a maior região produtora de citros do país deve colher 294,8 milhões de caixas de laranja. Quando comparado à primeira previsão apresentada em maio, o recuo é de 6%.

Segundo o Fundecitrus, dois fatores principais explicam o comportamento da safra: a alta taxa de queda de frutos, que atinge 23% devido ao avanço do greening, considerada a doença mais destrutiva dos citros, e a redução no tamanho das frutas provocada pela irregularidade das chuvas.

“Nos meses de maio a novembro, o Parque Citrícula teve chuvas 20% abaixo da média histórica. Em setembro 70% abaixo da média histórica. Então, uma boa parte da safra foi colhida nessas condições de menor quantidade de chuva. Isso impacta no peso das frutas e impacta na projeção final”, destaca o coordenador de pesquisa e estimativa de safra do Fundecitrus, Guilherme Rodriguez.

Segundo Rodriguez, o Fundecitrus segue monitorando o desenvolvimento da safra. A próxima atualização dos números está prevista para 10 de fevereiro de 2026.

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AgroNewsPolítica & Agro

Instabilidades elevam risco de alagamentos no fim de semana


De acordo com informações do Meteored, um ciclone extratropical atua sobre a Região Sul e provoca chuvas intensas, tempestades, rajadas de vento e queda de granizo em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O sistema, somado ao transporte de umidade da Região Norte, deve manter o avanço de precipitações no centro-sul do país nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros no oeste do Paraná até domingo (14).

O Meteored informa que, na quinta-feira (11), o tempo volta a ficar firme, com muitas nuvens no Sul e em São Paulo. Chuvas fracas e isoladas ainda são previstas no Centro-Oeste e no Rio de Janeiro, enquanto em Minas Gerais e Espírito Santo podem ocorrer pancadas de chuva à tarde. As rajadas de vento permanecem acima dos 60 km/h no Sudeste e no leste do Sul, podendo atingir 90 km/h no litoral norte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina.

A partir da sexta-feira (12) pela manhã, o Meteored aponta que um novo fluxo de umidade da Região Norte intensifica novamente as chuvas no Sul, com possibilidade de elevados volumes em curto período e tempestades isoladas. As áreas com maior risco incluem Mato Grosso do Sul, Paraná — especialmente a faixa oeste — e São Paulo. Minas Gerais também pode registrar pancadas isoladas.

A tendência para o fim de semana, segundo o Meteored, é de intensificação das instabilidades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, devido ao fortalecimento do fluxo de umidade. Entre sábado (13) e domingo (14), são esperadas chuvas intensas e tempestades, principalmente entre a tarde e o início da noite, com risco de alagamentos em áreas urbanas.

O centro-sul do país deve registrar acumulados acima de 100 milímetros até o fim de semana. Até as 21h de domingo (14), os volumes ultrapassam 120 milímetros no centro-sul do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina, Paraná, centro-sul de São Paulo e centro-leste de Mato Grosso do Sul, com destaque para o oeste paranaense, onde podem atingir 200 milímetros. Entre os acumulados previstos, o Meteored aponta 122 mm em Dourados, 110 mm em Presidente Prudente, 126 mm em Bauru, 183 mm em Ourinhos, 173,4 mm em Itapeva, 120,5 mm em Itaiópolis, 120,3 mm em Luiz Alves, 214,7 mm em Maringá, 223,8 mm em Campo Mourão, 178,2 mm em Cianorte e 187,4 mm em Colorado. O Meteored ressalta que o solo saturado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos.





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Aiba atualiza andamento do plantio de soja na Bahia


Mapa regionaliza calendário agrícola da Bahia para Safra 2025/26
Foto: Divulgação/Aiba

O Núcleo de Agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) informou que o plantio de soja no oeste da Bahia atingiu 2,1 milhões de hectares, o que corresponde a 97,9% da área estimada para a safra 2025/26.

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A conclusão desta etapa está prevista para os próximos dias. Apesar de interrupções pontuais em algumas áreas devido às variações climáticas, a expectativa é de finalização integral do plantio em breve, consolidando um cenário favorável para o ciclo produtivo.

No Brasil

O plantio de soja da safra 2025/26 alcançou 90,3% da área estimada no país até 5 de dezembro, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 86%.

O ritmo de avanço, porém, é desigual entre os estados. Mato Grosso e São Paulo já concluíram a semeadura, ambos com 100% da área plantada. Em seguida aparecem Mato Grosso do Sul (99%) e Minas Gerais (98,2%). O Paraná registra 97%, enquanto a Bahia chega a 94%. Tocantins contabiliza 93% e Goiás, 92%.

Nos estados do Sul e Nordeste, o avanço é mais lento. Santa Catarina atingiu 79%, Piauí 78% e o Rio Grande do Sul 69%. Por fim, o Maranhão apresenta o menor progresso do país, com apenas 38% da área plantada até o momento.

Com informações da Safras & Mercado.

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Consórcio cresce com calendário de pagamentos sob medida para o produtor


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O Cômite de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano nessa última quarta-feira (10), decisão criticada por setores da economia, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta haver evidências robustas para o início do ciclo de redução dos juros.

Enquanto isso não acontece, o consórcio cresce e se transforma em modalidade cada vez mais atrativa ao produtor rural no financiamento da atividade agrícola. De acordo com a gerente de produtos e negócios do Sicredi, Raquel Goetz, a insituição já conta com planos diferenciados para homens e mulheres do campo, com planos de pagamentos semestrais ou até anuais, conforme o calendário da safra.

Segundo ela, o modelo vem crescendo de forma consistente no país. Até o momento, já foram comercializados mais de R$ 423 bilhões em cartas de crédito, número 34% superior ao alcançado em comercializações em 2024.

“Deste montante, R$ 21 bilhões foram utilizados para aquisição de máquinas e equipamentos, o que já representa 5% do total de créditos comercializados”, detalha. Segundo a especialista, a taxa Selic elevada contribui para o aumento de compra de consórcios, mas não é um fator decisivo.

“O consórcio tem se mostrado muito resiliente também em momentos de baixa de juros porque é uma forma planejada e organizada de aquisição de bens, onde não se tem incidência de juros, mas sim a atribuição de uma taxa de administração que é cobrada durante todo o plano”, conta.

Raquel complementa lembrando que o consórcio também não tem a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Hoje, para se ter noção, se a gente comparar uma parcela de um financiamento imobiliário com uma parcela de consórcio, muitas vezes pode-se ter uma parcela que chega a ser 40% menor nos planos de consórcio”, ilustra.

Segundo a gerente do Sicredi, a versatilidade do consórcio está cada vez maior. “Hoje a gente pode adquirir tanto imóveis rurais quanto imóveis urbanos, aquisição de silos pode ser feita através do produto, ampliação de pavilhões, assim como aquisições de máquinas, equipamentos agrícolas, tratores, caminhões. E tem, também, uma aquisição bem curiosa que é a drones para o controle de pragas e para acompanhar o crescimento da propriedade”, conta.

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BNDES aprovou R$ 16 bilhões em crédito a empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (11) ter aprovado R$ 16,18 bilhões em crédito para empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos exportados pelo Brasil.

O montante aprovado significa um atendimento de 99,75% de todos os pedidos de crédito protocolados no banco de fomento desde 18 de setembro. A demanda total foi de R$ 16,22 bilhões.

Foram realizadas 1.131 operações de crédito, sendo 810 delas com micro, pequenas e médias empresas. O total aprovado inclui R$ 8,37 bilhões da linha Giro Diversificação, que fomenta a busca de novos mercados, R$ 7,48 bilhões para a linha Capital de Giro, voltada ao fomento a despesas gerais, e R$ 295,6 milhões para a linha Bens de Capital.

“Com agilidade e competência, o BNDES cumpriu a missão dada pelo presidente de Lula de apoiar as empresas exportadoras brasileiras e fornecedores diante das medidas tarifárias impostas de maneira unilateral e injustificada. O tempo para a aprovação do crédito no Brasil Soberano pelo BNDES foi de apenas 26 dias, sete vezes mais rápido do que a média. Uma atuação fundamental para garantir a manutenção dos empregos no Brasil”, relatou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota distribuída à imprensa

Segundo o banco de fomento, as aprovações somaram R$ 12,4 bilhões para a indústria de transformação, R$ 2 bilhões para o setor de comércio e serviços, R$ 1 bilhão para a agropecuária e R$ 203 milhões para a indústria extrativa.

O Estado de São Paulo concentrou a maior fatia de aprovações, com R$ 4,7 bilhões, seguido por Santa Catarina (R$ 2,3 bilhões), Rio Grande do Sul e Paraná (R$ 2 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,1 bilhão) e Bahia (R$ 500 milhões).

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La Niña deve provocar verão com muita chuva e risco de novos extremos climáticos


tempestade chuva forte
Foto: Pixabay

O boletim mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirma que o fenômeno La Niña deve persistir durante o verão 2025/26 no Hemisfério Sul. A análise foi detalhada pelo meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, que explicou como o padrão oceânico-atmosférico deve impactar chuva, temperatura e desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, os modelos climáticos continuam mostrando predominância da La Niña no início do verão, com probabilidade maior de neutralidade a partir de fevereiro e março de 2026. Essa transição já vinha sendo indicada nos boletins anteriores. No curto prazo, o efeito mais evidente será a manutenção das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, cenário que beneficia produtores que precisaram realizar replantio de milho, algodão e soja.

Uma mudança relevante trazida pelo novo boletim é o aumento do sinal associado ao possível retorno do El Niño na primavera de 2026, o que poderia influenciar de maneira significativa a safra 2026/27.

“Se essas águas começarem a aquecer, teremos mais uma engrenagem somada ao quadro atual, que já envolve oceanos muito aquecidos no globo”, afirmou Müller.

Ele alerta que condições semelhantes às de 2023 e 2024, como ondas de calor acima de 44 °C, secas severas na Amazônia e extremos meteorológicos, podem voltar a ocorrer caso o El Niño se consolide.

Para o período mais imediato, de dezembro a março, o meteorologista destaca a tendência de chuvas acima da média em grandes áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. Esse excesso, porém, pode trazer desafios. Em fevereiro e março, a continuidade das precipitações nessas regiões pode atrasar a semeadura do milho safrinha, especialmente nas áreas onde houve replantio.

Frente Fria

Para os próximos dias, Müller informou que o ciclone extratropical que atuou na região Sul já se afasta para o oceano, reduzindo o risco de rajadas intensas como as registradas na última quarta-feira (10). Uma frente fria empurra a instabilidade para o centro-norte do país. O alerta maior é para o período entre sexta-feira e o fim de semana, quando um cavado deve intensificar a chuva em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, com acumulados podendo ultrapassar 100 a 150 milímetros, o que aumenta o risco de alagamentos e prejuízos às atividades de campo.

Apesar dos extremos recentes, Müller reforça que microclimas têm papel importante na resiliência das propriedades rurais. Ele destacou que práticas como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) ajudam a preservar umidade, regularizar chuvas e reduzir impactos das mudanças climáticas aceleradas. “Proteger o microclima é proteger a própria produção”, observou.

Os ventos, que chegaram a dificultar deslocamentos em cidades como São Paulo, devem perder intensidade gradualmente, ficando entre 40 e 50 km/h nesta quinta-feira (11). A tendência é de redução significativa a partir de sexta-feira (12), com o afastamento definitivo do ciclone.

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México aprova tarifas de até 50% sobre produtos chineses


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O governo do México aprovou tarifas de até 50% sobre importações de países sem acordo comercial, medida que atinge principalmente a China e acirra tensões comerciais entre os dois países. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (11), recebeu críticas imediatas de Pequim, que classificou a política como protecionalista e prejudicial aos interesses chineses. As informações são da agência Dow Jones News.

Embora os percentuais definitivos tenham sido reduzidos em relação à proposta original, a medida integra uma estratégia mexicana para fortalecer a indústria doméstica e reduzir a dependência de produtos asiáticos. A versão inicial da proposta abrangia cerca de US$ 52 bilhões em bens, e o governo afirmou que apenas ajustaria tarifas já existentes até o limite permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Pequim reagiu informando que seguirá investigando possíveis barreiras comerciais e restrições a investimentos impostas pelo México. Nos últimos anos, tanto o comércio quanto o investimento chineses cresceram de forma expressiva no país, mas o aumento das exportações vindas da China tem pressionado os planos mexicanos de expandir setores de manufatura de maior valor agregado.

O cenário ganha contornos ainda mais complexos diante da influência do governo de Donald Trump, que tem incentivado o México a adotar postura mais rígida em negociações comerciais. A China já sinalizou que pode retaliar e afirmou que medidas unilaterais não devem prejudicar o comércio global, especialmente às vésperas da revisão do USMCA, acordo que rege as relações comerciais entre Estados Unidos, México e Canadá.

Em comunicado, Pequim destacou que valoriza o relacionamento econômico com o México e espera resolver divergências “por meio do diálogo”, pedindo que o país “aja com cautela”. O governo mexicano não comentou de imediato, mas mantém a nova política tarifária em vigor. Entre os países sem acordo comercial com o México, China, Coreia do Sul e Índia estão entre os principais exportadores afetados.

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