“Os frigoríficos passam a operar com escalas de abate mais confortáveis, em um período de maior ociosidade. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda são o grande destaque para o mercado no Brasil”, disse.
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 320,80 — ontem: R$ 322,10
Goiás: R$ 313,75 — R$ 314,64
Minas Gerais: R$ 307,94 — R$ 308,53
Mato Grosso do Sul: R$ 310,68 — R$ 311,23
Mato Grosso: R$ 298,27 — R$ 298,48
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina, ainda em viés de alta no curtíssimo prazo, considerando o bom momento de consumo no mercado interno por conta da entrada do 13º na economia e as festas de fim de ano.
Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
Ponta de agulha: R$ 18,20 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,5215 para venda e a R$ 5,5195 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4845 e a máxima de R$ 5,5305.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal concluiu o ano de 2025 com 28 propostas legislativas aprovadas entre projetos de lei e de decreto legislativo, além da deliberação sobre 54 requerimentos e a realização de 15 audiências públicas.
“O agronegócio é mais do que um segmento econômico, trata-se de um vetor estratégico de desenvolvimento nacional. Estamos falando de um dos setores mais dinâmicos da nossa economia”, destaca o deputado Zequinha Marinho, presidente da Comissão.
As estimativas para 2025 indicam que o agro deve representar cerca de 24% do PIB brasileiro, consolidando-se como um dos principais motores da economia. “Nessa perspectiva, a CRA tem buscado destravar o setor, tornando-o menos burocrático, mais produtivo e alinhado aos critérios de sustentabilidade”, afirmou o parlamentar.
De acordo com ele, vale lembrar que, nos últimos anos, investimentos em tecnologia, biotecnologia e práticas agrícolas modernas promoveram um salto de produtividade sem ampliar a área cultivada, preservando recursos naturais e reduzindo impactos ambientais.
Principais avanços no ano
Entre as matérias aprovadas pela CRA em 2025, o Novo Marco do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), transformado na Lei 15.190/2025 após mais de duas décadas de tramitação no Congresso, foi uma das vitórias mais comemoradas pela bancada.
Apesar de 63 vetos presidenciais, o Parlamento derrubou 52 deles. Na opinião de Marinho, o trabalho do Legislativo restituiu dispositivos que simplificam e desburocratizam o licenciamento ambiental.
Outro projeto relevante destacado pela CRA foi o PL 3.684/2024, que cria o Programa Nacional de Cooperativas de Crédito e Seguros para Agricultores Familiares, oferecendo suporte econômico e estrutural às cooperativas e ampliando o acesso ao crédito para pequenos produtores.
Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Medicilândia/PA
O município de Medicilândia, no oeste do Pará, pode receber o título de capital nacional do cacau. A proposta foi debatida nesta semana na Comissão de Agricultura do Senado e reconhece a importância da cidade, responsável por cerca de 50 mil toneladas do fruto por ano, quase metade da produção estadual.
Segundo dados da Fiesp, o Pará soma mais de 169 mil hectares de cacau em produção, com volume superior a 150 mil toneladas, movimentando cerca de R$ 5,7 bilhões na economia.
A cultura se destaca não apenas pelo peso econômico, mas também pelo papel ambiental, já que o cacau é cultivado, em grande parte, em sistemas agroflorestais.
De acordo com representantes do setor, a legislação ambiental no estado exige a preservação de 80% das propriedades rurais, e os 20% destinados à sistemas agroflorestais utilizam sistemas que mantêm a floresta em pé. Por isso, o cacau é conhecido como uma “cultura que permanece”, conciliando produção e conservação ambiental.
Durante audiência no Senado, produtores e lideranças locais destacaram que a cacauicultura vai além da lavoura. A atividade impulsiona a economia regional, gera emprego e renda, fortalece a agroindústria e contribui para a preservação ambiental na região.
Medicilândia, que nas últimas duas décadas consolidou-se como a maior produtora de amêndoas secas de cacau do Brasil, também avança no processo de verticalização da cadeia. O município já conta com diversas mini indústrias de chocolate e uma unidade de maior porte voltada à moagem do cacau.
O trabalho de organização da produção e de melhoria da qualidade das amêndoas, realizado em conjunto com produtores e entidades representativas, tem permitido a ampliação da presença do cacau de Medicilândia nos mercados nacional e internacional.
“Os produtores de Medicilândia já têm conquistado prêmios nacionais e internacionais, sendo reconhecidos pela excelência das suas amêndoas. Isso comprova que o cacau da Transamazônica compete entre os melhores do mundo resultado de dedicação, trabalho familiar, inovação e pesquisa aplicada”, afirma a vice-presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau, Eunice Gutzeit.
O mercado brasileiro de soja manteve um ritmo lento nesta terça-feira (17), com poucas indicações de preços e negociações pontuais. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a maior parte das cotações segue apenas nominal, reflexo da baixa presença de compradores e vendedores no mercado.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago apresentou recuo moderado, o dólar registrou forte valorização e os prêmios permaneceram positivos. Ainda assim, o movimento combinado desses fatores resultou em um mercado misto, com variações limitadas, entre um real e um real e cinquenta centavos. O analista também destaca que há escassez de ofertas, ausência de demanda da indústria por soja disponível e que a exportação já não conta com janela ativa em dezembro.
Mercado de soja (preços):
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,50 para R$ 136,50
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,50 para R$ 137,50
Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 123,00
Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,50
Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,50 para R$ 142,50
Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Mesmo com a reação do petróleo e o anúncio de novas vendas de soja norte-americana, o mercado segue pressionado pela ampla oferta brasileira e pelas incertezas em relação à demanda da China pelos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou a venda de trezentas e vinte e três mil toneladas, sendo cento e noventa e oito mil destinadas à China e o restante para destinos não revelados. A notícia ajudou a limitar as perdas e chegou a provocar uma tentativa de recuperação técnica, mas o cenário fundamental permanece negativo, sustentado pelas boas condições das lavouras na América do Sul.
Contratos futuros de soja
Os contratos com vencimento em janeiro fecharam com recuo de quatro centavos e meio de dólar, enquanto a posição março também encerrou em baixa. Entre os subprodutos, o farelo apresentou queda mais acentuada, enquanto o óleo de soja fechou em leve alta.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em forte valorização frente ao real, refletindo o cenário externo e fatores domésticos. A moeda norte-americana oscilou entre mínima próxima de cinco reais e quarenta e oito centavos e máxima acima de cinco reais e cinquenta e três centavos, fechando a sessão com ganho superior a um por cento.
Presente no prato de milhões de brasileiros, o frango é uma das principais fontes de proteína animal da alimentação cotidiana. Além de acessível e versátil, o alimento se destaca pelo alto valor nutricional e pelos benefícios à saúde, especialmente na construção muscular e na manutenção do colágeno no organismo.
Segundo a nutricionista Fabiana Borrego, as proteínas de origem animal possuem uma vantagem importante em relação às vegetais: “Elas contêm os nove aminoácidos essenciais, que não são produzidos pelo corpo humano e precisam ser obtidos por meio da alimentação.”
Esses aminoácidos são fundamentais para o ganho de massa muscular, a recuperação dos tecidos e o bom funcionamento do organismo.
Benefícios do frango na alimentação
O frango é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, fornece todos os aminoácidos necessários para a construção muscular e para diversos processos metabólicos.
Segundo Fabiana, o colágeno é essencial não apenas para a firmeza da pele, mas também para a saúde das articulações, tendões e músculos. A partir dos 25 anos, a produção natural dessa proteína começa a diminuir, o que torna a alimentação ainda mais importante nesse processo.
De acordo com a nutricionista, o frango é rico em aminoácidos como glicina e prolina, diretamente ligados à síntese do colágeno. Partes como pele, cartilagens e tendões concentram ainda mais essa proteína e podem ser aproveitadas em preparações como caldos, sopas e fundos, que facilitam a absorção do nutriente pelo organismo.
Recomendações de consumo
A quantidade de proteína recomendada depende de fatores como idade, nível de atividade física e objetivos de saúde. Em geral, a ingestão pode variar de 1 a 3 gramas de proteína por quilo de peso corporal ao dia.
Contudo, pessoas que buscam hipertrofia muscular ou estão em processo de emagrecimento costumam precisar de uma ingestão maior, cerca de 3 gramas por quilo corporal, enquanto pessoas sedentárias podem consumir quantidades menores.
Combinações alimentares
Para potencializar os benefícios das proteínas, a especialista destaca a importância das combinações alimentares. A união de arroz, feijão e uma proteína de origem animal, como frango, carne, peixe ou ovos, garante um perfil completo de aminoácidos essenciais.
Além disso, o frango e o ovo são fontes de vitaminas do complexo B, que auxiliam na produção de colágeno e no metabolismo energético.
“A partir dos 25 anos, temos que se atentar para a perda natural de colágeno. Então, as pessoas que acabam não consumindo muitas proteínas de origem animal, em algum momento vão ter que fazer essa reposição”, conclui a nutricionista.
Com mais de R$ 2 bilhões em projetos aprovados apenas em 2025, o Fundo Amazônia atingiu o maior volume anual desde sua criação e consolidou uma nova fase de expansão, com impacto direto na proteção ambiental, no desenvolvimento sustentável e na inclusão social na Amazônia Legal, além da ampliação de ações para o Cerrado e o Pantanal. O desempenho reforça a retomada operacional do mecanismo e amplia sua capacidade de execução em escala inédita.
Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (17), durante a Reunião Anual de Doadores do Fundo Amazônia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizada no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes dos países apoiadores para a prestação de contas da execução dos projetos.
Gerido pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Fundo Amazônia é considerado a maior iniciativa mundial voltada à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+) e um dos principais instrumentos da política ambiental e climática brasileira.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os números confirmam a relevância do Fundo como política pública estruturante. Para ele, a retomada permitiu acelerar análises, ampliar a cooperação internacional e transformar recursos em ações concretas no território. “O Fundo Amazônia demonstra que é possível combinar rigor na governança, escala de financiamento e resultados efetivos de proteção ambiental e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Retomada e crescimento acelerado
Entre 2023 e 2025, o Fundo Amazônia aprovou e contratou R$ 3,7 bilhões em projetos, o equivalente a 56% de todo o volume apoiado desde a criação do mecanismo. Para efeito de comparação, entre 2009 e 2018, período de uma década, foram aprovados R$ 2,9 bilhões, em valores atualizados pela inflação. O salto evidencia a ampliação da capacidade operacional e a reorganização da estrutura de gestão do fundo.
A retomada também impulsionou o apoio internacional. Desde 2023, o número de doadores passou de dois para nove países, incluindo Noruega, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Japão, Dinamarca, Irlanda e a União Europeia. No período, foram firmados US$ 309 milhões em novos contratos de doação, com US$ 212 milhões já internalizados, além de novos compromissos financeiros em negociação.
Esse avanço contribui diretamente para o cumprimento das metas brasileiras no âmbito do Acordo de Paris e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), liderado pelo MMA.
Redução do desmatamento e fortalecimento local
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que os resultados refletem a retomada da política ambiental no país. Segundo ela, houve redução superior a 50% do desmatamento na Amazônia em 2025, na comparação com 2022. “Essa queda viabiliza a captação de novos recursos e permite direcioná-los a quem protege a floresta: povos indígenas, comunidades tradicionais e locais”, afirmou.
Os projetos aprovados neste ciclo também reforçam a prevenção e o combate a incêndios florestais. O Fundo financia a estruturação de 30 bases operacionais, a capacitação de cerca de 5 mil profissionais e a distribuição de 500 veículos e 30 mil equipamentos, fortalecendo brigadas estaduais e os Corpos de Bombeiros. As ações abrangem os nove estados da Amazônia Legal e avançam para áreas do Cerrado e do Pantanal, como Minas Gerais, Goiás, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, em alinhamento com a política de Manejo Integrado do Fogo.
De acordo com o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, a parceria internacional tem potencializado compromissos assumidos pelo Brasil. Ele citou a redução de 39,5% na média nacional de incêndios entre 2017 e 2024, com quedas expressivas na Amazônia (-75,8%) e no Pantanal (-93,3%), além do avanço do programa União com os Municípios, que já reúne 70 dos 81 municípios prioritários no combate ao desmatamento.
Restauração e economia sustentável
Na agenda de restauração, o programa Restaura Amazônia destina R$ 450 milhões à recuperação de áreas degradadas. Já são 45 projetos selecionados, abrangendo 26 Terras Indígenas, 80 assentamentos e oito Unidades de Conservação, consolidando o Arco da Restauração como política pública estruturante.
O Fundo também investiu R$ 595 milhões em atividades produtivas sustentáveis, beneficiando mais de 20 mil famílias e fortalecendo mais de 60 organizações locais, com destaque para iniciativas lideradas por povos indígenas e comunidades tradicionais. Segundo o superintendente de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, a nova estratégia ampliou a capilaridade e colocou essas populações como protagonistas das ações.
Ao longo de 17 anos, o Fundo Amazônia aprovou mais de 140 projetos, apoiou 650 instituições, alcançou mais de 75% dos municípios da Amazônia Legal e beneficiou mais de 260 mil pessoas, consolidando-se como uma das principais referências globais em financiamento ambiental.
As informações detalhadas sobre projetos, doações e resultados estão disponíveis no site oficial do Fundo Amazônia.
CCJ aprova uso de R$ 500 mi do FGO para garantir crédito ao Pronaf
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Foto: Divulgação
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a utilização de até R$ 500 milhões em recursos não comprometidos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir operações de crédito contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A proposta (PL 2213/25), já aprovada pelo Senado, altera a lei do Pronampe. O texto segue agora para análise do Plenário.
O relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), defendeu a aprovação do texto. Segundo ele, a medida não fere a Constituição nem as regras fiscais. “Ao ampliar o uso de instrumentos de garantia pública para facilitar o acesso ao crédito, a proposta harmoniza-se com os princípios constitucionais do desenvolvimento nacional e da redução das desigualdades”, afirmou o relator em seu parecer.
O parecer aprovado destaca que a mudança não cria despesa obrigatória nova, pois utiliza apenas o saldo já existente e não comprometido do fundo.
Como funciona
O FGO é um fundo privado gerido pelo Banco do Brasil que serve para garantir parte do risco dos empréstimos bancários e financiamentos concedidos a microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores individuais e profissionais liberais. Se o tomador do empréstimo não pagar, o fundo cobre uma parcela da dívida.
A proposta estende essa garantia para o setor da agricultura familiar.
No período de festas de fim de ano, produtos como carnes, azeitonas e panetones, podem variar drasticamente de preço entre supermercados, chegando a dobrar de valor em alguns casos. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pelo Procon-SP entre 4 e 10 dezembro, que analisou os valores de 121 alimentos em 12 municípios de São Paulo.
O estudo levantou preços de 82 supermercados a fim de identificar os menores e maiores preços de um mesmo produto, da mesma marca, em uma única cidade. A partir da coleta de dados, foi possível calcular a porcentagem de variação dos alimentos.
Na capital, por exemplo, a maior diferença de preço encontrada foi de 108,90% no valor de um quilo de azeitonas chilenas a granel. Em um local o produto foi encontrado por R$ 99,98 e, em outro, por R$ 47,86, uma diferença em valor absoluto de R$ 52,12.
Foram analisadas sete categorias de alimentos típicos do fim de ano, dentre elas: azeites, bombons, carnes congeladas, conservas, panetones, chocotones, lentilhas secas e frutas em calda.
A coleta de preços na capital foi feita nas regiões norte, sul, leste, oeste e central. No interior, a pesquisa percorreu comércios em Bauru, Campinas, Jundiaí, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Já no litoral, os dados foram coletados em Santos e São Vicente.
O levantamento, de acordo com o Procon-SP, tem como principal objetivo retratar o comportamento dos preços no comércio varejista, evidenciando a necessidade de pesquisar antes da compra. “Através destes dados, os consumidores terão parâmetros para comparação de preços, seja qual for o local de compra escolhido”, disse a entidade em nota.
Carnes congeladas
A maior variação de preço identificada entre as carnes congeladas foi de 140,09% em um peito de peru recheado, em Sorocaba. O maior preço era de R$ 71,98 e o menor, de R$ 29,98.
Em segundo lugar ficou o mesmo produto, porém na capital paulista, com a variação de 100,06%, com o maior preço sendo R$ 67,98 e o menor, R$ 33,98.
Em seguida está um lombo temperado, em Campinas, com variação de 61,07%. O maior valor da peça é de R$ 49,90 e o menor é de R$ 30,98.
Azeites
Entre os azeites, um de oliva tipo único, de 500ml, teve as duas maiores variações de preços nos municípios de Presidente Prudente e São José do Rio Preto.
A variação foi, respectivamente, de 98,08% e 84,88%. Os maiores e menores preços identificados eram de R$ 49,50 e R$ 24,99, em Presidente Prudente, e de R$ 49,90 e R$ 26,99, em São José do Rio Preto.
Em terceiro lugar, a diferença constatada foi de 80,57% num azeite de oliva extra virgem, de 500ml, em Jundiaí. O maior preço identificado foi R$ 53,99 e o menor, R$ 29,90.
Panetones e chocotones
Entre os pães doces mais tradicionais do natal, a maior diferença encontrada foi de 148,04%, em um mini chocotone, de 80g, em Presidente Prudente. O maior preço era R$ 13,89 e o menor, R$ 5,60.
Em seguida, um panetone com gotas de chocolate e recheio de creme de pistache, de 500g, ocupa o segundo e terceiro lugares na capital e no município de São José do Rio Preto. A variação foi, para cada um, 96,99% (maior = R$ 52,99, menor = R$ 26,90) e 89,69% (maior = R$ 54,99, menor = R$ 28,99).
Conservas
A maior variação identificada de todos os produtos e de todas as cidades foi 169,88% em uma azeitona verde com caroço, em Bauru. O maior preço identificado foi de R$ 69,90 e o menor, R$ 25,90.
Em seguida aparece o mesmo produto, com 133,78%, mas no município de Ribeirão Preto (maior = R$ 69,90, menor = R$ 29,90). Em terceiro lugar, com a variação de 108,90%, 1kg de azeitonas chilenas, na capital (maior = R$99,98, menor = R$ 47,86).
Comparação anual
A pesquisa mostra que, em média, o preço dos itens teve aumento de 0,97%, em relação ao ano anterior. Os produtos que variaram positivamente foram: carnes (7,41%), frutas em calda (7,22%), farofas prontas (1,33%), Conservas (8,52%), bombons (18,20%) e panettones/chocottones (7,56%).
O aumento só não foi maior em função, principalmente, dos itens azeite e lentilhas secas, que registraram queda de 26,85% e 6,19%, respectivamente. O IPCA (IBGE) do período analisado apresentou variação de 4,46%.
O Brasil passará a exportar embriões bovinos para os Emirados Árabes Unidos, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). De acordo com a pasta, a abertura de mercado reflete o reconhecimento internacional à qualidade genética do rebanho nacional.
Entre janeiro e novembro de 2025, o país do Oriente Médio importou mais mais de US$ 2,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros.
Novas oportunidades para o mercado pecuário também foram firmadas em Gana. As autoridades do país africano aprovaram a compra de bovinos vivos e sêmen. Segundo o Ministério, o material genético de alto valor agregado do Brasil contribuirá para o aumento da produtividade do rebanho no país importador.
“Com população estimada em 34 milhões de habitantes e demanda crescente por alimentos, Gana importou mais de US$ 315 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro de 2025”, destaca o Mapa.
Já para o Peru, o Brasil recebeu autorização para exportar sementes de sorgo. O Ministério ressalta que as sementes brasileiras são reconhecidas internacionalmente por sua qualidade genética, alta taxa de germinação e sanidade, resultado de investimentos contínuos em pesquisa e inovação.
“Esses atributos contribuem para aumentar a produtividade e a segurança alimentar em países parceiros. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 675 milhões em produtos agropecuários para o Peru”, afirma o Minstério.
A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso deve registrar menor volume de produção e, consequentemente, redução nas exportações do estado. A avaliação consta no Boletim Semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).
Para o ciclo 2025/26, o Imea projeta a área cultivada com soja em 13,01 milhões de hectares, crescimento de 1,67% em relação à safra anterior. O avanço moderado reflete a postura mais cautelosa dos produtores diante do aumento nos custos de produção.
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Apesar de a semeadura ter começado no ritmo mais acelerado dos últimos cinco anos, a estiagem e as altas temperaturas registradas em diferentes regiões do estado reduziram os indicadores para níveis abaixo da média histórica. O cenário elevou as preocupações quanto ao desenvolvimento das lavouras, especialmente aquelas que enfrentaram estresse hídrico nas fases iniciais.
Diante dessas condições, a produtividade média foi estimada em 60,45 sacas por hectare, queda de 8,81% em comparação com a safra 2024/25. Com isso, a produção estadual foi projetada em 47,18 milhões de toneladas, retração de 7,29% na mesma base de comparação.
Comercialização
No que diz respeito à comercialização da safra 2025/26, até novembro de 2025 cerca de 38,42% da produção prevista havia sido negociada, percentual que representa atraso de 2,67 pontos percentuais em relação ao mesmo período da temporada passada.
Com a menor oferta projetada e o aumento do consumo pelas indústrias esmagadoras, as exportações de soja de Mato Grosso foram estimadas em 29,33 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.