quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Plantio de soja em MT avança, mas enfrenta replantios e dificuldades com o clima



O plantio da safra 2025/26 de soja avança em Mato Grosso, mas em diversas regiões as chuvas têm ocorrido de forma irregular, o que já provoca preocupação entre produtores e ameaça o desenvolvimento inicial das lavouras.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, em Querência, no leste mato-grossense, a situação é a mais delicada. Segundo o Sindicato Rural do município, cerca de 95% da área estimada de 450 mil hectares já foi plantada, porém a ausência de precipitações consistentes vem levando muitos agricultores à necessidade de replantio.

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O presidente do sindicato municipal, Osmar Frizo, relata que os talhões apresentam grandes diferenças de desenvolvimento por causa da irregularidade das chuvas. ”Tem lavouras que estão mais ou menos e outras que estão meio ruins. A situação está bem complicada”, afirma. Ele explica que algumas áreas estão há mais de 15 dias sem chuva, enquanto outras recebem volumes muito baixos, insuficientes para garantir o crescimento adequado das plantas.

Cerca de 10% das lavouras semeadas mais cedo já estão em floração, 80% seguem no estágio vegetativo e o restante ainda está em germinação. O atraso no desenvolvimento da soja também acende alerta para a próxima safra de milho. Segundo Frizo, aproximadamente 30% da área deve ficar fora da janela ideal de plantio da safrinha, com pelo menos 20% efetivamente desajustados em relação ao período recomendado. A tendência é de produtividade menor tanto para a soja quanto para o milho safrinha em comparação ao ciclo anterior.

A soja em Mato Grosso

No cenário estadual, levantamento de Safras & Mercado indica que o plantio de soja em Mato Grosso deve atingir 12,83 milhões de hectares em 2025/26, aumento de 1,7% sobre os 12,62 milhões de hectares do ciclo passado. Até a última sexta-feira (20), o estado havia semeado 20% da área prevista, acima dos 9% registrados no mesmo período do ano anterior, mas abaixo da média de 27,6% dos últimos cinco anos.

A produção projetada para 2025/26 é de 49,787 milhões de toneladas, queda de 2,1% frente às 50,855 milhões colhidas em 2024/25. O rendimento médio estimado é de 3.900 quilos por hectare, abaixo dos 4.050 quilos alcançados na safra anterior.



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Raiva em bezerro acende alerta no Paraná e reforça urgência da vacinação



A morte de um bezerro diagnosticado com raiva, no município de Ortigueira, reacendeu o alerta das autoridades sanitárias e do setor pecuário para o avanço da doença no Paraná. A raiva, considerada uma das zoonoses mais perigosas, ameaça a saúde pública e provoca impactos diretos na economia agropecuária, levando o estado a intensificar ações de vigilância e prevenção.

Segundo Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o vírus é transmitido por morcegos hematófagos e é letal tanto para animais quanto para humanos. “A presença da doença no estado é recorrente. Em 2024, tivemos 258 casos em herbívoros. Em 2025, mais de 400 investigações já foram abertas, com 218 confirmações até agora”, conta.

A transmissão ocorre quando o morcego morde o animal para se alimentar de sangue e inocula o vírus. A partir daí, o contágio pode alcançar outros animais e também pessoas que tenham contato com indivíduos doentes.

Vacinação é a única proteção eficaz

A vacina antirrábica segue como principal ferramenta para prevenir a doença. Dias reforça que ela é barata, pode ser aplicada pelo próprio produtor e deve ser feita anualmente. “A vacinação precisa ser preventiva. Após o aparecimento dos sinais clínicos, não há mais o que fazer”, alerta.

Pela portaria nº 368/2025 da Adapar, 30 municípios do Paraná têm vacinação obrigatória em herbívoros domésticos a partir de três meses de idade — incluindo bovinos, búfalos, equinos, muares, ovinos e caprinos. Entre eles estão Cascavel, Foz do Iguaçu, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Realeza e outros da região Oeste e Sudoeste.

A agência destaca, porém, que produtores de outras regiões também devem adotar a imunização, mesmo sem obrigatoriedade formal.

O Paraná é pioneiro no uso de técnica molecular para diagnóstico rápido de raiva em herbívoros. O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti, da Adapar, é o primeiro laboratório da Rede Nacional de Agricultura a empregar essa tecnologia. “Antes, o resultado levava dias. Agora, conseguimos confirmar casos em menos de 24 horas”, afirma Dias.

Além da agilidade, o sucesso no controle depende da atenção dos pecuaristas aos sinais clínicos. Entre os sintomas estão isolamento, andar cambaleante, perda de apetite, paralisias e salivação abundante. Qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente à Adapar.

A raiva impacta toda a cadeia produtiva, gerando prejuízos em exportações, produção e abastecimento interno. Por isso, a prevenção no campo é vista como a principal barreira contra surtos.



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Destravar financiamento é decisivo para restauração de florestas, diz pesquisadora da Embrapa



A restauração florestal ganhou espaço na programação da COP30, em Belém, especialmente pela busca de soluções para remover carbono da atmosfera e apoiar a adaptação climática. Em entrevista à COP TV do Agro desta quinta-feira (20), a pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira, afirmou que o tema avançou nas últimas edições da conferência, mas ressaltou que nenhuma agenda de restauração se sustenta sem financiamento adequado.

Segundo ela, a presença crescente do assunto nos debates internacionais reflete a urgência em recuperar áreas degradadas e fortalecer as chamadas soluções baseadas na natureza. “A restauração evoluiu muito rapidamente. Ela está na agenda e faz parte desse corpo de soluções baseadas na natureza”, afirmou.

A pesquisadora destacou também que, embora a redução das emissões fósseis seja a prioridade global, retirar o carbono já acumulado também é indispensável, especialmente em países de floresta tropical como o Brasil.

Arco da restauração e necessidades estruturais

Ferreira explicou que a Amazônia concentra múltiplas realidades. Enquanto ainda abriga a maior floresta tropical do planeta, também inclui áreas fortemente desmatadas, conhecidas como arco do desmatamento. É ali que se concentram projetos como o programa Arcos da Restauração, do BNDES, que busca reverter passivos ambientais.

Para avançar, a pesquisadora reforçou que restauração exige planejamento e estrutura. Ela detalhou que o processo depende de secretarias organizadas, instituições fortes, comunidades informadas e logística capaz de conectar sementes, viveiros e áreas de plantio. Em suas palavras, “não podemos falar em restauração sem pensar em planejamento. É fundamental ter estrutura, instituições fortes e comunidades bem conectadas”.

Ela também lembrou que a regeneração natural é uma aliada importante e deve ser aproveitada como estratégia de baixo custo em grande parte da Amazônia. “Os agricultores e as comunidades precisam utilizar essa regeneração como uma forma de acelerar a recuperação”, afirmou.

Financiamento envolve bancos, fundos e setor privado

No entanto, entre todas as barreiras discutidas na COP30, o financiamento foi o ponto que mais se destacou. A pesquisadora relatou que participou de eventos com o Banco Mundial, instituições públicas, bancos privados e entidades que discutem mecanismos de apoio, incluindo o mercado de carbono.

Segundo Ferreira, a pergunta central foi: como financiar a restauração? Ela explicou que as melhores apostas hoje envolvem parcerias entre setor público e privado, articulações locais e arranjos coletivos que conectem produtores e comunidades. “As discussões estão muito focadas em melhorar o ecossistema da conservação e da restauração, principalmente a partir das conexões. Essa conexão é fundamental”, disse.

A pesquisadora também citou o Fundo para Florestas Tropicais (TFFF), proposto pelo governo brasileiro, como uma possível fonte relevante de recursos no médio prazo. Para ela, a expectativa é de que o fundo garanta, quando operacionalizado, acesso real ao financiamento para produtores e comunidades empenhados em recuperar florestas.

Recursos para levar tecnologia ao campo

Na entrevista, a profissional destacou ainda o papel da Embrapa como ponte entre ciência e prática. Ela afirmou que o país já dispõe de tecnologias capazes de reduzir emissões, recuperar áreas e melhorar a produtividade agrícola, mas que a adoção ainda é limitada por falta de formação, assistência técnica e recursos.

“A Embrapa é ciência, e a ciência precisa estar conectada com quem faz na prática”, afirmou. Segundo ela, além do financiamento para restaurar florestas, há necessidade de mais recursos para que a própria Embrapa consiga ampliar sua atuação no campo, levando conhecimento e tecnologias até agricultores e comunidades.



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Porto de Santos receberá R$ 1,6 bilhão para ampliar capacidade para 2,1 mi de TEUs



O maior complexo portuário do hemisfério sul, o Porto de Santos, terá investimento de R$ 1,6 bilhão para ampliar a capacidade de movimentação de cargas.

O anúncio foi feito no final da manhã desta quinta-feira (20) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em Dubai, durante missão oficial aos Emirados Árabes.

A ampliação do aporte para o Porto de Santos se deu após reunião realizada entre Costa Filho e representantes da DP World, empresa que opera um dos maiores terminais portuários privados multipropósito do país.

O investimento total se soma aos R$ 450 milhões já anunciados, e tem por objetivo elevar a capacidade para 2,1 milhão de TEUs até 2028, incluindo obras de ampliação do cais em 190 metros.

“Esses investimentos reforçam a modernização do setor portuário, ampliam a eficiência do porto e demostram a confiança dos investidores no Brasil”, afirmou o ministro após reunião com representantes da DP World.

A segunda fase dos investimentos, recém-aprovada, contempla a construção de um novo píer de atracação, a ampliação da retroárea com a implementação de uma laje sobre estacas, além de melhorias no gate de acesso, nas áreas de inspeção, na infraestrutura para cargas refrigeradas, bem como outras estruturas de apoio operacional.

Redução das emissões

Em nota, o Ministério de Portos e Aeroportos destaca que no conjunto das duas fases de investimento, o programa contempla a aquisição de quatro novos portêineres, essenciais para a operação de navios de grande porte.

Além disso, também estão previstos 15 RTGs (Guindastes de Pórtico sobre Pneus), que aumentarão a capacidade e velocidade de movimentação de contêineres no pátio, bem como 40 ITVs, cujo objetivo é o de reforçar a frota responsável pelo transporte interno de cargas.

A pasta ressalta que esses equipamentos atendem padrões modernos de eficiência energética e sustentabilidade, alinhados à estratégia global da DP World de reduzir emissões e adotar tecnologias de menor impacto ambiental.

Ampliação de áreas de exportação de celulose

O cais ganhará mais 190 metros lineares, passando de 1.100 para 1.290 metros, o que vai ampliar as áreas de exportação de celulose e de operação de contêineres. A previsão é de que a obra seja concluída em agosto de 2026.

Segundo a empresa, com a expansão, o cais poderá receber navios porta-contêineres da classe New Panamax, com até 150.000 TPB (366m) simultaneamente. Também de acordo com a DP World, os equipamentos adquiridos possuem tecnologia de redução de consumo e emissões de gases poluentes, o que se alinha à estratégia de descarbonização da matriz energética, instituída pelo governo federal.

O ministro visitou as instalações da DP World no Porto de Jebel Ali, o maior e mais movimentado do Oriente Médio, em Dubai, e viu de perto o funcionamento da infraestrutura, especialmente os modelos de gestão, tecnologia e produtividade.

“Se tem um lugar que impressiona quem trabalha com logística é o Porto de Jebel Ali. É um dos complexos mais modernos do mundo e pude ver tecnologias que podem transformar a operação de cargas no Brasil”, afirmou o ministro, citando o sistema Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação de cargas com mais segurança e eficiência.

“Vim entender como essas inovações podem ampliar a capacidade do Brasil e atrair mais investimentos, alinhando o país às melhores práticas globais”, acrescentou Costa Filho.



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Produção sustentável em assentamentos do Pará ganha destaque na COP30



Na COP30, os assentamentos rurais do Pará administrados pelo Incra apresentam ao mundo iniciativas que provam ser possível produzir e viver na floresta de forma sustentável, preservando o modo de vida local. Em destaque estão áreas onde moradores cultivam frutas nativas da Amazônia, como o açaí, além de desenvolverem horticultura, pesca e turismo rural.

Um dos destaques é o Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Ilha Grande, localizado na região metropolitana de Belém. As 178 famílias que vivem no local, visitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 3 deste mês, encontraram no cultivo do açaí e do cacau sua principal vocação produtiva.

As modalidades do Crédito Instalação, do Incra, têm impulsionado os investimentos nessas atividades, apenas neste ano, o PAE recebeu R$ 952 mil. No Pará, o montante destinado aos assentamentos alcançou R$ 92,4 milhões no mesmo período, abrangendo PAEs, assentamentos tradicionais, Projetos Estaduais de Assentamento Agroextrativistas, Reservas Extrativistas (Resex) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável.

Entre as modalidades de apoio, o Fomento Mulher se destaca, com 1.154 contratações apenas neste ano. Ao todo, foram investidos R$ 9,2 milhões para fortalecer a atuação das mulheres no bioma amazônico paraense.

O programa só ficou atrás do Apoio Inicial, voltado à compra de bens duráveis, itens domésticos e equipamentos produtivos, que registrou 7.944 concessões, somando R$ 63,5 milhões.

Na região do Baixo Tocantins, os PAEs de Abaetetuba ocupam 36,4 mil hectares e reúnem cerca de oito mil famílias. No fim de outubro, a Superintendência do Incra no Nordeste do Pará realizou um Mutirão de Documentação, em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais, que prestou dois mil atendimentos. Desse total, 263 resultaram na emissão de Contratos de Concessão de Uso (CCU).

O mutirão também permitiu que beneficiários bloqueados ou com cadastro desatualizado regularizassem sua situação no Incra, tornando-se aptos a acessar modalidades como o Apoio Inicial, o Fomento e o Crédito Habitacional.



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Canadá e Emirados Árabes Unidos iniciam negociações para acordo amplo de parceria econômica



O Canadá e os Emirados Árabes Unidos anunciaram o início de negociações para um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (Cepa, na sigla em inglês). A declaração foi feita em comunicado conjunto divulgado após encontro em Abu Dabi entre o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e o presidente emiradense, xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo o texto, o pacto buscaria cortar tarifas, remover barreiras comerciais e expandir o acesso a mercados para exportadores canadenses.

O comunicado afirma que o encontro – o primeiro presencial entre líderes dos dois países desde 1983 – marcou o início de uma tentativa de aprofundar a cooperação em comércio, investimentos e segurança regional. Os governos assinaram também um novo Acordo de Promoção e Proteção de Investimentos (FIPA), que “estabelece regras e proteções mais claras para investidores” e cria “um ambiente mais previsível para investimentos bilaterais”.

De acordo com o documento, o Cepa faz parte do plano canadense de dobrar as exportações não direcionadas aos EUA na próxima década, apoiando empresas na expansão para setores como engenharia, construção, aeroespacial, agroalimentos e pescados. O texto acrescenta que o pacto também facilitará bilhões de dólares de investimentos dos Emirados em projetos de infraestrutura e energia no Canadá, incluindo portos, minas, gás natural liquefeito, data centers e minerais críticos.

Ambos também concordaram sobre a “importância de agir rapidamente para trazer estabilidade à Palestina” e se comprometeram a manter contato próximo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Excedente previsto mantém açúcar em baixa



A avaliação é de que o superávit para 25/26 também reflete o desempenho do Norte


A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte
A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte – Foto: Divulgação

O mercado de açúcar atravessa um período de preços pressionados, em meio ao avanço da oferta global previsto para a próxima temporada, segundo levantamento da Hedgepoint Global Markets. Consultorias indicam que a queda ganhou força após o açúcar bruto tocar o menor nível em cinco anos, em 14,04 c/lb, movimento associado ao bom ritmo da produção no Centro-Sul do Brasil no segundo semestre da safra atual, que já supera o ciclo anterior.

A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte, favorecido por clima mais regular, especialmente na Índia. Condições positivas na Tailândia e o bom desenvolvimento da cana indiana reforçam a perspectiva de maior oferta na região. A liberação das exportações indianas e a maior disponibilidade global compensam a entressafra brasileira e fortalecem o cenário de excedente.

“Embora o ATR (açúcar total recuperável) tenha permanecido abaixo dos níveis médios, a moagem de açúcar se recuperou após julho, o que nos levou a manter nossas expectativas de uma moagem total em torno de 605 Mt de cana-de-açúcar, ligeiramente inferior a 24/25. Como o mix também continuou em patamares mais altos – com recorde na primeira quinzena de agosto–, a produção acumulada de açúcar para o ciclo 25/26 superou os patamares 24/25 no final de setembro e deve encerrar a safra em alta”, diz Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Projeções indicam que a moagem brasileira deve manter ritmo firme, sustentada pelo mix elevado, mesmo com atratividade momentânea do etanol. A análise aponta oferta próxima de 40,9 Mt. No Hemisfério Norte, estimativas indicam cerca de 10 Mt na Tailândia e quase 31 Mt na Índia, com parte destinada ao etanol e influência do clima monitorada. O governo indiano autorizou exportações de 1,5 Mt, volume sujeito a ajustes conforme preços e paridade.

 





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Brasil chega a 16 mortes confirmadas de intoxicação por metanol



O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (19) novo boletim sobre intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas. O número de mortes subiu para 16 em todo o país. São agora 97 casos registrados, sendo 62 confirmados e 35 em investigação. No geral, 772 suspeitas foram descartadas.

São Paulo é o estado mais atingido, com 48 casos confirmados, sendo cinco em investigação. Nove óbitos são do estado. 511 notificações de intoxicação foram descartadas pelas autoridades paulistas.

As demais mortes são três no Paraná, três em Pernambuco e uma em Mato Grosso.

Há outros 10 óbitos sob análise, com cinco em São Paulo, quatro em Pernambuco e um em Minas Gerais. Mais de 50 notificações de mortes já foram descartadas.

Foram confirmadas intoxicações por metanol também em outros estados: seis no Paraná, cinco em Pernambuco, dois em Mato Grosso e um no Rio Grande do Sul.

Casos suspeitos são investigados em Pernambuco (12), no Piauí (5), no Mato Grosso (6), no Paraná (2), na Bahia (2), em Minas Gerais (1) e no Tocantins (1).



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Baixa adesão ao seguro rural deixa agro exposto a eventos climáticos extremos, diz CNSeg



O Brasil está reduzindo a contratação de seguro rural justamente no momento em que os eventos climáticos extremos mais crescem no país. O alerta foi feito por Diogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional de Empresas de Seguro Gerais (CNSeg), em entrevista ao COP TV do Agro, do Canal Rural durante a tarde desta quinta-feira (20), na COP30, em Belém (PA).

Segundo o executivo, a situação é “preocupante”: embora o agronegócio represente 25% do PIB brasileiro e ocupe 80 milhões de hectares plantados, apenas 2,5% dessa área deve terminar 2025 com cobertura de seguro rural. O índice já foi muito maior, chegou a 16% em 2021.

O motivo da queda, explica Oliveira, é direto: redução do subsídio governamental para aquisição do seguro rural, mecanismo considerado essencial principalmente para pequenos e médios produtores. “Hoje, 80% dos segurados são desse perfil. É um público que depende do apoio para continuar produzindo”, reforça.

Perdas bilionárias e crescimento acelerado de eventos extremos

O cenário climático só torna o quadro mais grave. Dados da Confederação das Seguradoras mostram que, nos últimos três anos, os danos causados por secas, enchentes, vendavais e outras intempéries ultrapassaram R$ 200 bilhões no país. Desse total, 55% dos prejuízos recaem diretamente sobre o agronegócio, algo como R$ 30 bilhões por ano.

“Entre 2015 e 2019, tínhamos em média 2.500 eventos climáticos por ano no Brasil. Entre 2019 e 2024, esse número saltou para 4.500. E o agro brasileiro está completamente desprotegido disso”, afirma Oliveira.

Ele lembra que o impacto não é apenas no caixa do produtor, mas em toda a cadeia de financiamento. “O resultado é muito ruim para quem produz e para o sistema de crédito rural. Isso vira dívida e trava investimento.”

Cenário no Sul mostra imprevisibilidade crescente

O presidente da confederação cita o Rio Grande do Sul como exemplo da dificuldade de modelar riscos e precificar seguros na nova realidade climática. “Historicamente, o estado enfrentava uma grande seca a cada dez anos. Nos últimos cinco anos tivemos quatro secas e três enchentes.”

Ainda assim, ele destaca que o setor segurador avança com tecnologias como inteligência artificial e modelagens de risco mais robustas, embora reconheça que o desafio climático “é global e atinge todo o mercado”.

Governo promete reformular o seguro rural

Oliveira diz que a CNseg tem dialogado com entidades do agro e com o Ministério da Agricultura para recompor a política de seguro rural, apesar das dificuldades fiscais.

Segundo ele, o ministro Carlos Fávaro já sinalizou que prepara “uma nova modelagem do seguro rural para ampliar o acesso e torná-lo mais viável financeiramente”. “A gente precisa reformular para que fique mais acessível ao produtor, aumentando a produtividade e garantindo saúde financeira no campo”, completa.

Produtor precisa de previsões de longo prazo

O executivo reforça que o avanço da meteorologia é essencial, mas ainda insuficiente:
“No Brasil, temos boas previsões de curto prazo hoje. Mas o produtor precisa saber o cenário daqui a três ou seis meses. É isso que ajuda na tomada de decisão.”

Para Oliveira, ampliar o seguro rural é uma peça-chave para enfrentar o novo ritmo das mudanças climáticas. “O risco está aumentando e o agro brasileiro não pode continuar desprotegido.”



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Incêndio grave atinge pavilhão da COP30 em Belém



Um incêndio foi registrado nesta quinta-feira (20) em um dos pavilhões onde ocorre a Conferência do Clima, a COP30, em Belém (PA). O acidente provocou correria entre as pessoas que estavam no área, que está sendo totalmente evacuada.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse que as primeiras informações indicam que o fogo começou na Blue Zone, na área do stand da China. Segundo ele, as lonas do pavilhão são anti-chamas, o que impediu a propagação do fogo., na chamada Blue Zone.

A Blue Zone é o espaço é onde se reúnem autoridades para as negociações. Não há relato de feridos até o momento.

As atividades do evento, que está na fase final de negociação, foram temporariamente suspensas.

*Com informações da Agência Brasil



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