sábado, março 28, 2026

Autor: Redação

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Chuva de 100 mm em apenas 24h deve atingir duas regiões do país



A Defesa Civil Nacional alertou que os estados da Região Sul e parte de Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, podem ser atingidos por uma forte tempestade entre domingo (16) e segunda-feira (17).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Um aviso de grande perigo (alerta vermelho) foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a área de maior risco. A Região Sudeste também pode ser afetada.

O aviso vermelho emitido pelo Inmet indica que a tempestade pode provocar chuvas acima de 100 milímetros (mm) em 24 horas e até queda de granizo. Segundo a meteorologista Marcia Seabra, do Instituto, existe uma condição para a formação de um ciclone extratropical.

“Na segunda-feira, essa frente fria também deve atingir a Região Sudeste, chegando ao estado de São Paulo”, alertou.

Frente fria

A meteorologista explica que o ciclone vai se formar entre sábado e domingo e se deslocar para o oceano. “Porém, ele vai dar origem a uma frente fria que vai transitar entre os estados do Sul e em parte do Centro-Oeste”.

Diante do cenário, foi feita, nesta sexta (14), uma reunião de preparação com as defesas civis estaduais e municipais.

O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, afirmou que essa reunião organiza as ações para o fim de semana, segundo divulgou o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

Defesa Civil Alerta

Braun acrescentou que o sistema conta com ferramentas como o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional. Ele ressalta que o sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado.

Nos casos de alertas, as informações aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem soar mesmo se estiver em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito.

A ferramenta traz, por exemplo, informações sobre as medidas de proteção que devem ser tomadas. “A população precisa ficar atenta aos alertas e adotar as medidas de autoproteção disponíveis nos canais das defesas civis”, acrescentou o diretor do Cenad.



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Você viu? Ovo de dinossauro carnívoro de 70 milhões de anos é descoberto


Pesquisadores do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados (Lacev–MACN) encontraram fósseis de dinossauros, mamíferos, répteis, peixes e plantas do Período Cretáceo, mas o achado mais surpreendente foi um ovo de dinossauro carnívoro perfeitamente preservado, com cerca de 70 milhões de anos. Esta reportagem foi uma das mais lidas do site do Canal Rural durante a semana.

A descoberta inédita foi feita durante a última expedição em Río Negro, província da Patagônia, na Argentina.

De acordo com os cientistas, o exemplar, associado a fragmentos da casca do ovo indicam a presença de uma ninhada, pode ser o primeiro registro desse tipo na América do Sul. O ovo, semelhante em tamanho a um ovo de ema, possui casca fina e ornamentada, o que sugere que possa pertencer a uma espécie de ave de rapina pré-histórica.

Extremamente raro

Momento da descoberta; ovo de dinossauroMomento da descoberta; ovo de dinossauro
Foto: reprodução/redes sociais

A descoberta foi anunciada ao vivo durante a transmissão da “Expedição Cretácea I”, surpreendendo tanto o público quanto os próprios pesquisadores. Segundo o laboratório, fósseis desse tipo são extremamente raros, já que os ovos são estruturas frágeis e de difícil preservação.

Até então, não havia registros de ninhos de dinossauros carnívoros na América do Sul, e apenas poucos casos semelhantes foram documentados em outras partes do mundo. Os especialistas destacam que ovos e ninhos fossilizados oferecem informações únicas sobre o comportamento dessas espécies, desde o cuidado parental até o modo como construíam seus ninhos.

Para a paleontologia argentina, o achado representa um avanço científico significativo e abre novas possibilidades de pesquisa sobre a história da vida e da reprodução dos dinossauros no continente.



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Brasil apresenta guia de gestão de dejetos animais na COP30



Uma publicação que mostra a contribuição do Brasil para a ação climática global no setor agropecuário foi apresentada na 30ª Conferência das Partes (COP30), em Belém.

O guia, intitulado “Gestão de dejetos da produção animal para mitigação do metano: a contribuição do Brasil para a ação climática global”, utiliza a experiência brasileira para oferecer um roteiro prático e replicável para apoiar países, especialmente do Sul Global, no desenvolvimento de estratégias nacionais de baixo carbono.

A publicação é resultado da colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto 17 e a Climate and Clean Air Coalition (CCAC).

Apresentação do guia na cop30

O lançamento internacional ocorreu durante a Roundtable – “From Livestock Waste to Climate Solutions: Policies, Technologies, and Cooperation for Methane Mitigation”, realizada no Pavilhão AgriZone, na COP30, na última quinta (13).

A sessão visou promover o diálogo e a cooperação, apresentando a experiência integrada do Brasil na redução das emissões de metano provenientes dos dejetos de animais.

A gestão de dejetos da produção animal é considerada um dos pontos de entrada mais eficazes para a mitigação dentro do setor agrícola. Os sistemas de produção pecuária estão entre as principais fontes globais de emissões de metano (CH4), um poluente climático de vida curta cujo potencial de aquecimento global é até 27 vezes superior ao do gás carbônico (CO₂) em um horizonte de 100 anos.

Roteiro para a ação global

O guia, que tem como título internacional “Animal Waste Management for Methane Mitigation: Lessons from Brazil for Global Action”, traduz a trajetória política e técnica do Brasil em um roteiro estruturado. Ele apresenta seis etapas-chave que podem ser adaptadas a diferentes realidades nacionais:

  1. Entender o contexto de produção e as fontes de emissão;
  2. Diagnosticar barreiras e condições habilitadoras para a adoção;
  3. Quantificar o potencial de mitigação e os cobenefícios relacionados;
  4. Desenvolver e demonstrar soluções técnicas e de negócios;
  5. Estabelecer estruturas para monitoramento e institucionalização;
  6. Promover cooperação, inclusão e escalabilidade.

O material foi elaborado para gestores públicos, formuladores de políticas, técnicos, pesquisadores e instituições financeiras interessadas em soluções sustentáveis, escaláveis e inclusivas.

Ele busca facilitar o aprendizado entre pares e a cooperação Sul-Sul, demonstrando que é viável conciliar segurança alimentar, inclusão social e mitigação climática.

Baixe a publicação aqui.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação do Canal Rural.



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Caminho Verde Brasil e Solo Vivo guiam debate sobre recuperação de áreas degradadas na COP30


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do painel ‘Recuperação e Conversão de Áreas Degradadas com Práticas Resilientes ao Clima’, organizado pelo Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha (APD) na AgriZone, nesta quinta-feira (13). O encontro contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, e reuniu especialistas para discutir estratégias para ampliar a restauração produtiva e fortalecer sistemas agrícolas resilientes ao clima.

Durante o painel, Fiadeiro destacou que delegações estrangeiras têm mostrado surpresa positiva com os avanços alcançados pelo Brasil na recuperação de áreas degradadas. Ele lembrou que o Plano ABC (2010–2020) cumpriu todas as metas e consolidou o país como referência em técnicas sustentáveis de produção. A fase atual, o ABC+ (2021–2030), expande esse trabalho com novas tecnologias de baixa emissão e maior integração entre pesquisa científica e políticas públicas.

Segundo o secretário, os programas desenvolvidos pelo Mapa têm sido decisivos para demonstrar, na prática, como o Brasil produz em todos os biomas com eficiência e sustentabilidade. “Somos uma vitrine para o mundo. Muitos países não imaginam a dimensão da estrutura científica que temos e os resultados que entregamos”, pontuou.

CAMINHO VERDE BRASIL E SOLO VIVO FORTALECEM A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS E A INOVAÇÃO NO CAMPO 

Fiadeiro destacou o Caminho Verde Brasil como o programa mais abrangente do Mapa para recuperação de áreas degradadas com compromisso ambiental. A iniciativa prevê recuperar até 40 milhões de hectares nos próximos 10 anos, com regras como desmatamento zero nas propriedades participantes, adoção de práticas sustentáveis e apresentação de balanço anual de carbono a partir do terceiro ano. “Estamos mostrando ao mundo que é possível ampliar a produção com base em ciência, eficiência e responsabilidade ambiental”, disse.

Outro destaque da fala do secretário foi o Programa Solo Vivo, iniciativa do Mapa, que tem como objetivo recuperar os solos, aumentar a produtividade e promover geração de renda, emprego e qualidade de vida nas comunidades rurais.

O secretário ressaltou ainda a importância das parcerias com instituições alemãs, como o KfW, e com organismos como o IICA, que contribuem para ampliar investimentos, assistência técnica e soluções para adaptação climática. Ele reforçou que a troca de experiências, e não apenas a transferência unilateral de tecnologia, tem guiado os diálogos durante a COP. “Produzimos para alimentar um bilhão de pessoas e mostramos que isso é possível com sustentabilidade. A troca de conhecimento tem sido fundamental”, disse Fiadeiro.

Ao encerrar sua participação, Fiadeiro reafirmou o compromisso do Mapa em fortalecer políticas públicas, ampliar capacitações e garantir que tecnologias sustentáveis cheguem aos produtores em todos os biomas brasileiros.

 





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Pesquisadores criam novas variedades de abacaxi resistentes à fusariose


Uma foto feita em 2023, em Frutal, Minas Gerais, chamou atenção de pesquisadores e produtores de abacaxi. Enquanto uma área da lavoura estava praticamente destruída pela fusariose, outra apresentava frutos totalmente preservados, sem qualquer sinal da doença.

Nesse espaço estavam as variedades BRS Sol Bahia e BRS Diamante, desenvolvidas pela Embrapa e agora disponibilizadas aos produtores de todo o país. Além de serem resistentes à principal enfermidade da cultura, as novas cultivares oferecem alto potencial produtivo, frutos mais firmes e maior resistência.

Fusariose

Causada pelo fungo Fusarium guttiforme, a fusariose é responsável por prejuízos expressivos à produção nacional, chegando a inviabilizar lavouras inteiras. A doença compromete o desenvolvimento da planta, impede o uso de mudas das plantas doentes em novos plantios e impossibilita o consumo de frutos afetados.

A resistência genética dos novos materiais, portanto, representa uma valiosa vantagem ao produtor, reduzindo custos com controle químico e ampliando a sustentabilidade da cultura. A doença atinge, em média, 20% das plantas, mas pode chegar até a perda total da área de produção.

Abacaxi pérola com fusarioseAbacaxi pérola com fusariose
Abacaxi pérola com fusariose. Foto: Davi Junghans/Embrapa

Qualidades das novas variedades

As novas variedades são adaptadas às principais regiões produtoras de abacaxi do país. Produzem frutos com elevado teor de açúcares e média acidez, o que lhes conferem sabor excelente. Apresentam poucos espinhos nas folhas, facilitando os tratos culturais. Seus frutos mostraram maior firmeza e resistência durante o transporte e maior vida de prateleira.  

“Nossos materiais possuem um conjunto de características que os tornam produtos superiores, sendo a principal delas a resistência à fusariose. E é resistência total, diferente de tolerância”, afirma o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Davi Junghans.

Ele conta que, no caso de uma doença foliar, como a sigatoka da bananeira, a produção é reduzida, mas o produtor ainda pode colher alguma coisa. Já no caso da fusariose do abacaxi, o fruto perde totalmente o valor de mercado.

Ele destaca também a maior produtividade dos materiais, que gira em torno de 56 toneladas por hectare, bem acima da produtividade média do abacaxi no Brasil, de aproximadamente 26 toneladas por hectare (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, 2024).

“Isso se dá justamente porque o Pérola tem muita perda em função da fusariose. A tendência, então, é de que os novos materiais sejam bem mais produtivos”, ressalta Junghans.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Novo Acordo do Rio Doce é exemplo na COP30


Evento destaca modelo brasileiro de governança multissetorial e integração entre entes públicos e da sociedade civil para a reparação de desastres

O Novo Acordo do Rio Doce foi tema central de painel realizado nesta quinta-feira, 13/11, na COP30, em Belém (PA). Conduzido pela Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, o evento debateu a conexão entre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana-MG, e temas como transição energética justa, justiça climática, segurança hídrica e gestão de riscos de desastres.

Realizado no Pavilhão Brasil da Zona Azul, o painel “Rio Doce: justiça, governança e financiamento de políticas públicas sustentáveis para a recuperação de desastres” reuniu representantes de diversos entes envolvidos no Acordo, que foi homologado em novembro de 2024 e constituído como um instrumento jurídico robusto, firmado como uma repactuação do termo de 2016, objetivando superar falhas do modelo anterior e ampliar ações de reparação.

A secretária adjunta da SAM/CC/PR, Petula Ponciano, moderou o diálogo e destacou: “Conseguimos aqui trazer grandes pontos, como a governança multissetorial fortalecida, a justiça socioambiental com participação social efetiva e uma modelagem para o financiamento climático estruturante. É uma trajetória para que a gente não comece do zero em outras situações, como a recente, no Paraná”.

O desembargador Edilson Vitorelli, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), pontuou que, juntamente ao acordo de reparação de Brumadinho-MG, o instrumento está entre os cinco maiores acordos judiciais da história mundial em questão de valores: “É uma grande vitória do sistema processual brasileiro, fomos capazes de entregar acordos que outros países não foram capazes de entregar, mesmo tendo desastres tão graves quanto os casos brasileiros”. Ele lembrou que o modelo brasileiro prevê reparação em três esferas: danos individuais, ambientais e socioeconômicos, incluindo ações específicas voltadas a povos indígenas, quilombolas e tradicionais.

A secretária Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR), Kelli Mafort, apresentou o trabalho desenvolvido pelo órgão, que realiza a interlocução com os movimentos sociais de representação de atingidos pelo rompimento de barragens. “É um trabalho de apoio direto aos atingidos e atingidas e de articulação para que se consiga estabelecer parâmetros para que crimes como este não voltem a ocorrer”.

Ela comentou sobre o empenho do Governo do Brasil em fazer ecoar a voz dos atingidos por meio dos mecanismos de participação social previstos no Acordo, com o estabelecimento do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Capixaba e a criação de um fundo específico para o desenvolvimento de projetos comunitários, no valor de R$ 5 bilhões.

Marcus Tadeu Barbosa, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), falou sobre o conceito de reparação integral, que geralmente não é levada em consideração nos processos reparatórios conduzidos pelas empresas responsáveis pelos desastres. “Ela tem que ser discutida no âmbito cultural, no âmbito econômico, no âmbito dos modos de vida das comunidades atingidas, que é totalmente alterado, tem que ser discutida nas relações de trabalho, nas relações de gênero […] Nesse sentido da formalização dos acordos e do processo da reparação, a participação social garante com mais eficiência a justiça para as famílias atingidas. E com esse acordo, o Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo uma nova concepção de reparação, participativa, em que os atingidos sejam protagonistas”.

Representando o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a diretora Maria Fernanda Ramos Coelho enfatizou o papel da governança do Acordo, que envolve diferentes atores e processos. “Ela é bastante clara em relação a seus processos. Temos, sob a coordenação da Casa Civil, o Comitê do Rio Doce, do qual fazem parte a Secretaria de Relações Institucionais e a Secretaria-Geral da Presidência. O BNDES tem assento nesse comitê com direito a voz, mas sem voto. E, além disso, foram criados os subcomitês, em que os ministérios dialogam, pensando, propondo e articulando, principalmente com as organizações da sociedade civil, os principais projetos que serão trabalhados no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce. Uma governança bastante robusta”.

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues (Mariana/MG), provocou o maior desastre já registrado com rejeitos de mineração no Brasil. O colapso da estrutura da Samarco Mineração S/A, joint venture da Vale e BHP Billiton Brasil, causou 19 mortes, deixou três pessoas desaparecidas e despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos, contaminando a bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo, até o mar territorial.

Homologado em novembro de 2024, o Novo Acordo do Rio Doce inaugurou uma etapa voltada à recuperação ambiental, ao fortalecimento de políticas públicas e ao protagonismo das comunidades atingidas. Firmado entre Governo do Brasil, estados e empresas responsáveis, o instrumento soma R$ 170 bilhões: R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos para ações de reparação ao longo de 20 anos (R$ 49,1 bilhões à União), R$ 32 bilhões para indenizações individuais e obrigações das empresas, além de R$ 38 bilhões já aplicados desde 2015 via Fundação Renova.





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Mudanças climáticas elevam perigos dos microplásticos na água e afetam peixes



Pesquisadores brasileiros estão comprovando que a elevação da temperatura da água, causada pelas mudanças climáticas, torna os microplásticos ainda mais perigosos para a vida aquática.

Os estudos, desenvolvidos pela Embrapa e pelo Laboratório Nacional de Nanotecnologia do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNNano/CNPEM) com apoio da Fapesp, mostram que metais pesados, como cobre, aumentam a toxicidade de nanopartículas em peixes de interesse ambiental e econômico.

Os ecossistemas aquáticos já enfrentam pressões crescentes devido à poluição e à degradação ambiental. Partículas de plástico que se fragmentam no ambiente — conhecidas como microplásticos — chegam a rios, lagos e mares pelo descarte de resíduos e pelo desgaste de materiais sintéticos.

“No meio aquático, essas partículas não estão sozinhas e podem se combinar a poluentes químicos, sofrer alterações pela radiação solar, além de interagir com variações de temperatura.”, explica a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Vera Castro.

Além disso, a combinação desses fatores pode gerar efeitos mais severos para a fauna aquática, desde alterações fisiológicas mais sutis até efeitos mais severos para os organismos.

Peixes expostos a novos riscos

Para entender melhor essa relação, uma equipe de pesquisadores da Embrapa realiza experimentos com zebrafish (Danio rerio) e tilápias (Oreochromis niloticus), simulando condições próximas às da realidade ambiental.

Os testes expõem os peixes a microplásticos envelhecidos pela ação de luz ultravioleta e associados ao cobre, um metal comum em rejeitos industriais e agrícolas.

Ainda, a água se mantém tanto em temperaturas médias quanto três graus acima, simulando cenários previstos de aquecimento global.

“Queremos avaliar não apenas a presença isolada dos microplásticos, mas como eles se comportam e se tornam mais ou menos tóxicos diante de mudanças ambientais concretas, como o aumento da temperatura e a exposição a metais”, explica Castro.

A análise inclui biomarcadores como taxas de sobrevivência, parâmetros hematológicos e respostas bioquímicas, que permitem identificar alterações sutis no metabolismo e na saúde dos peixes antes que ocorram mortes.

Os resultados poderão auxiliar a compreender como esses poluentes afetam cadeias alimentares aquáticas e a piscicultura, setor estratégico para a segurança alimentar.

De acordo com a pesquisadora, há indícios de que o calor intensifica a ação tóxica dos microplásticos e do cobre, potencializando danos a tecidos, metabolismo e desenvolvimento dos peixes.

Desenvolvimento da pesquisa

O processo exige que se contorne obstáculos práticos para a execução de experimentos em condições controladas. No caso do zebrafish, por exemplo, como afirma Alfredo Luiz, também pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, o estudo testa larvas de pequenas dimensões.

Para isso, os experimentos são realizados em microplacas, cada uma com vários pequenos poços, nos quais são colocados os organismos.

De acordo com Luiz, “no caso da tilápia, são utilizados peixes juvenis, pois algumas análises são feitas no sangue e é preciso que cada indivíduo tenha um tamanho suficiente para permitir a coleta da amostra sanguínea”.

Como o experimento precisa de dias para identificar possíveis efeitos dos poluentes, é necessário renovar regularmente a água dos aquários para evitar o acúmulo de excrementos.

Nesse caso, a dificuldade é manter a concentração de cobre estável, mesmo realizando a troca periódica de parte da água.

Além dos cálculos exatos da concentração dos poluentes a cada troca, fazem-se necessárias a amostragem e a análise da água para monitorar possíveis flutuações.

Monitoramento e prevenção por dados

O estudo reforça que, no mundo real, a toxicidade dos microplásticos exige uma avaliação além do isolamento, visto que fatores ambientais, como o aquecimento global e poluentes adicionais, podem interagir de forma a intensificar os danos aos ecossistemas aquáticos.

Entender essa interação é crucial para antecipar impactos, desenvolver estratégias de mitigação e proteger não apenas a biodiversidade, mas também atividades econômicas dependentes de águas limpas e saudáveis.

Para o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Claudio Jonsson, a elevação da temperatura pode modificar a biodisponibilidade do poluente e aumentar a probabilidade de sua absorção por organismos aquáticos.

Dessa forma, os organismos enfrentam estresses ambientais climáticos e os proporcionados por agentes químicos, o que leva a alterações bioquímicas como o estresse oxidativo.

Nesta situação ocorre a geração de radicais livres com efeitos deletérios para o metabolismo celular, que podem ser medidos pela atividade de proteínas antioxidantes.

Portanto, como destaca Jonsson, o conhecimento dessas interações, em nível subcelular, é relevante para a obtenção de dados sobre concentrações seguras do poluente, contribuindo para a proteção da fauna aquática.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Aprosoja MT leva chineses ao porto de Barcarena


Nesta quinta-feira (13.11), o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, esteve em Barcarena (PA) acompanhando uma delegação chinesa da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA), em uma visita técnica ao complexo portuário de Barcarena, que integra os portos do Arco Norte.

A comitiva foi composta pelo presidente da CFNA, Cao Derong; pela diretora adjunta do Departamento de Cereais e Óleos da CFNA, Li Sifan; e pelo gerente da Leader Grain HK Ltd., Guo Jiapeng.

Durante a visita às instalações da Unitapajós e da Hidrovias do Brasil, os participantes conheceram toda a estrutura logística do porto, desde a chegada dos caminhões com os grãos até o processo de carregamento dos navios destinados à exportação. A comitiva acompanhou de perto as etapas de armazenagem, classificação e embarque da soja, além de observar os navios que chegam ao Brasil com fertilizantes e retornam ao exterior com grãos produzidos em Mato Grosso.

“Estamos aqui em Barcarena, aproveitando a COP30 para trazer uma delegação chinesa e mostrar de perto o funcionamento do complexo portuário. Essa visita é fundamental para que eles tirem dúvidas sobre a qualidade da nossa soja, algo muito importante para a China. Mostramos todas as etapas do processo de exportação, desde a parte rodoviária e de recepção até o embarque final. Conversamos sobre umidade, classificação e controle de qualidade, pontos que reforçam a seriedade do trabalho feito no Brasil”, destacou Luiz Pedro Bier.

O vice-presidente da Aprosoja MT também ressaltou que a visita foi uma oportunidade para estreitar laços com o principal parceiro comercial do agro brasileiro.

“Os chineses são nossos maiores compradores e é essencial que entendam a nossa realidade, vejam como o produtor rural brasileiro trabalha e conheçam o nosso compromisso com a qualidade e a sustentabilidade. Esse tipo de aproximação é o que fortalece a confiança e abre novos caminhos para o comércio entre os dois países”, completou Bier.

O crescimento do Arco Norte reforça o papel estratégico dessa rota logística nas exportações brasileiras. De acordo com dados da Unitapajós, em 2013, o Brasil exportou 42,8 milhões de toneladas de grãos, sendo 12% pelo Arco Norte e 88% pelos portos do Sul e Sudeste. Já em 2024, o volume total saltou para mais de 151 milhões de toneladas, com 36% escoados pelo Arco Norte e 64% pelos portos do Sul e Sudeste, um avanço que consolida a região como uma das principais alternativas logísticas do país.

A visita técnica encerrou a participação da Aprosoja Mato Grosso na COP30, fortalecendo o diálogo com o mercado asiático e reforçando o compromisso da entidade com a transparência, a sustentabilidade e a eficiência na produção e exportação de soja brasileira.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Inmet prevê semana com acumulados de chuva acima de 100 mm em áreas do…


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana com chuvas intensas e bem distribuídas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em vários pontos, e em alguns casos chegar a 200 mm, segundo o Informativo Meteorológico nº 42/2025, válido até o dia 7 de novembro.

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Na Região Sudeste, a atuação de sistemas frontais deve favorecer volumes expressivos em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul e Triângulo Mineiro. Em áreas desses estados, o Inmet indica acumulados entre 150 e 200 mm ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve permanecer elevada, com índices superiores a 70% em boa parte da região, exceto no norte e interior mineiro, onde os valores podem cair para 30% a 40%.

No Centro-Oeste, as chuvas também devem ser generalizadas, com volumes acima de 100 mm em praticamente todos os estados. Em Goiás, os acumulados podem ultrapassar 150 mm, enquanto em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal há previsão de pancadas frequentes e aumento da umidade, que deve permanecer em torno de 50% ou mais durante a semana.

Na Região Norte, áreas de instabilidade permanecem ativas em boa parte dos estados. Os maiores volumes devem se concentrar no centro e oeste do Amazonas, podendo superar 150 mm. Já no Amapá, no norte do Tocantins e nas porções norte e leste do Pará, o tempo deve ser mais seco, com acumulados abaixo de 10 mm e umidade do ar entre 25% e 30%.

No Nordeste, a previsão é de predomínio de tempo seco, com chuvas restritas ao sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão, onde podem ocorrer pancadas isoladas e acumulados próximos de 80 mm. Em grande parte da região, especialmente Bahia, Piauí e Ceará, a umidade do ar deve ficar abaixo de 30%, podendo cair para menos de 20% no oeste baiano e piauiense.

Já na Região Sul, a semana começa com chuvas fracas e isoladas até o dia 4, mais concentradas no litoral e norte da região. A partir da noite de quinta-feira (6), um novo sistema frontal avança, provocando precipitações mais intensas entre os dias 6 e 7, com acumulados de 100 a 150 mm principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As temperaturas devem subir até o dia 6 e cair novamente com a chegada do novo sistema, que também eleva os níveis de umidade.





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Milho se recupera na B3: Entenda


O mercado de milho acompanhou ajustes importantes nesta quinta-feira, em um dia marcado pela divulgação de números atualizados para oferta e exportações. Segundo a TF Agroeconômica, a Conab e a Abiove trouxeram novos dados que ajudaram a movimentar os contratos da B3, que terminaram a sessão com variações pequenas, mas positivas na maior parte das posições.

A consultoria destacou que as cotações ganharam força após a divulgação dos relatórios mensais. A Conab revisou ligeiramente para cima a projeção da safra 25/26, embora os volumes sigam menores que os da temporada anterior, com redução de 1,6% na primeira safra e de 2,5% na segunda. Já a Abiove informou recuperação no ritmo de exportações de outubro, que começou lento, mas agora está apenas 3% abaixo do mesmo período do ano passado. O preço médio em dólar acumulou alta de 2% no ano.

Na Bolsa brasileira, os fechamentos refletiram esse quadro. Novembro já não tem mais negociações e um ajuste pontual ocorreu em 2026, mas os demais contratos avançaram. Novembro/25 encerrou a R$ 67,75, com queda de 0,14 no dia e de 0,47 na semana. Janeiro/26 fechou em R$ 70,97, alta de 0,21 no dia e queda de 0,50 na semana. Março/26 terminou a R$ 72,59, com ganho diário de 0,08 e recuo semanal de 0,35.

No mercado externo, os preços em Chicago também subiram. O contrato de dezembro avançou 1,72%, fechando a 442,75 cents por bushel, enquanto março registrou alta de 1,39%, chegando a 455,50 cents. A análise aponta que o milho sustentou o movimento apoiado pela demanda, mesmo com a colheita dos Estados Unidos se aproximando do fim. A retomada do funcionamento do governo americano contribuiu para o impulso nas cotações. A expectativa agora se volta ao relatório WASDE e às vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações.

 





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