terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

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veja a previsão de hoje



As altas temperaturas dominam boa parte do país nesta quinta-feira (27) e provocam pancadas de chuva que, em alguns estados, chegam com intensidade. Confira a previsão para todo o Brasil:

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Sul

As chuvas continuam entre o litoral do Paraná e o norte de Santa Catarina, além do nordeste do Rio Grande do Sul, de maneira fraca e isolada. Enquanto isso, o tempo segue firme no restante da região, com predomínio de sol ao longo do dia. A nebulosidade é maior apenas no litoral paranaense e catarinense.

Sudeste

As pancadas de chuva seguem ocorrendo ao longo do litoral da região e em boa parte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, ainda de maneira mais fraca e isolada. No norte mineiro, há chance de chuva fraca a moderada, podendo ocorrer de forma mais intensa em alguns pontos.

Centro-Oeste

No leste e norte de Mato Grosso, além do oeste de Goiás, há chance de chuva mais isolada nas primeiras horas do dia. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as precipitações começam a ganhar força nos estados e se espalham pelos territórios mato-grossense e goiano. À tarde, há chance de chuva no noroeste e oeste de Mato Grosso do Sul, de maneira mais fraca, com ocorrência até a noite, enquanto no restante da região o dia segue mais estável.

Nordeste

As pancadas de chuva seguem ocorrendo no sul, oeste e interior do estado da Bahia, com chance de chuva moderada a forte, risco de temporais e possibilidade de volumes elevados em áreas do sul. Na metade sul do Pará e do Maranhão, as instabilidades seguem atuando. Já no restante dos estados, o tempo fica mais aberto. As temperaturas continuam elevadas em grande parte da região, e o calor predomina.

Norte

As instabilidades seguem espalhadas pela região, ocorrendo de maneira moderada pelo Amazonas e pelo Acre, onde podem ser mais fortes em alguns pontos. Já em Rondônia e em Roraima, as pancadas de chuva devem ocorrer de forma mais fraca. No Pará e no Tocantins, as instabilidades aumentam, e as temperaturas seguem elevadas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado global de arroz segue pressionado e com ajustes



O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro


O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro
O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro – Foto: Pixabay

A movimentação recente no mercado global de arroz foi marcada por pressão das colheitas e ritmo moderado nas negociações, o que manteve as cotações em queda em diversos centros produtores. O cenário apresentou variações conforme a origem do grão e refletiu também a falta de dados atualizados do órgão agrícola dos Estados Unidos, mencionada por relatórios setoriais.

O Conselho Internacional de Grãos informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro, efeito da atividade mais lenta e de fatores sazonais, embora tenha observado sinais de recuperação após o preço internacional atingir o menor nível em oito anos. A entidade relatou que, na Tailândia, atrasos na colheita da nova safra e expectativas de vendas para a Ásia sustentaram aumento no arroz branco com 5% de quebra. Na Índia, a oferta maior da safra kharif reduziu o valor do arroz branco, enquanto o parboilizado avançou diante da escassez no mercado interno e da procura de países vizinhos. 

Nos Estados Unidos, o relatório destacou que a demanda de compradores do Pacífico Asiático elevou as ofertas do arroz de grão médio ao maior patamar em 15 meses. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura registrou queda global em outubro, com recuos mais intensos no arroz glutinoso e continuidade da trajetória descendente do Indica, que atingiu o menor nível desde 2019. A instituição mencionou que ampla oferta, forte concorrência e efeitos cambiais mantiveram os valores sob pressão em vários países.

Nas Américas, a tendência permaneceu fraca, enquanto produtores dos Estados Unidos relataram que a confirmação de uma venda ao Oriente Médio trouxe algum otimismo ao segmento de grãos longos. Mesmo assim, a avaliação é que os preços no mercado à vista continuam abaixo do necessário para estimular novas vendas, conforme publicação de representantes do setor.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi seguem estáveis em São Paulo



Exportações de carne sobem 41,7% em novembro



Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada na terça-feira (25) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nas praças paulistas. A consultoria apontou que “ainda existia um cenário de indecisão entre os compradores”, com parte deles sem indicar valores para adquirir boiadas, enquanto algumas indústrias ofertaram quantias inferiores às referências. Apesar disso, poucos negócios foram fechados nesses patamares, o que impediu alterações nas cotações das categorias no estado.

Segundo o informativo, “esse cenário de indecisão parece ter sido favorecido por duas notícias” que influenciaram o mercado em menos de uma semana: a retirada da tarifa de 40% sobre a carne bovina brasileira pelos Estados Unidos e a postergação, para 26 de janeiro, da investigação de salvaguarda conduzida pelo governo chinês. As escalas de abate nas praças paulistas estavam, em média, em sete dias.

Na região Sudoeste de Mato Grosso, a oferta de bovinos aumentou, inclusive de animais de pasto. A consultoria informou que, “com o bom volume de vendas de carne, a cotação ficou estável para todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em 19 dias.

No Norte do estado, o informativo registrou também estabilidade nas cotações de todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 17 dias.

Em relação às exportações de carne bovina in natura, até a terceira semana de novembro foram embarcadas 238,2 mil toneladas, com média diária de 17 mil toneladas. O volume apresenta aumento de 41,7% em relação ao mesmo período de 2024 e já supera o total exportado em novembro do ano passado. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, variação positiva de 12,7% na comparação anual.





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Açúcar fecha com forte queda diante de estimativa de maior produção pela Conab


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Os preços do açúcar voltaram a cair fortemente nesta terça-feira (04), pressionados pela revisão para cima das estimativas de produção no Brasil divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento na projeção reforça o cenário de oferta abundante, levando as cotações a operarem pouco acima das mínimas registradas na semana passada.

Em Nova Iorque, o contrato março/26 caiu 0,43 cent (-3,0%), encerrando o pregão a 14,22 cents/lbp. O vencimento maio/26 perdeu 0,38 cent (-2,7%), para 13,85 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,31 cent (-2,2%), a 13,82 cents/lbp. O contrato outubro/26 também fechou em baixa, com queda de 0,27 cent (-1,9%), cotado a 14,09 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o movimento foi semelhante. O contrato dezembro/25 registrou baixa de 990 pontos (-2,3%), a US$ 413,40/tonelada. O vencimento março/26 perdeu 850 pontos (-2,0%), para US$ 406,70/tonelada, enquanto o maio/26 cedeu 780 pontos (-1,9%), negociado a US$ 402,80/tonelada. Já o agosto/26 encerrou o dia em US$ 399,80/tonelada, com queda de 640 pontos (-1,6%).

Segundo análise do Barchart, “os preços do açúcar estão em forte queda hoje, pouco acima das mínimas significativas da semana passada. A pressão vem após a Conab elevar sua estimativa de produção de açúcar no Brasil para a safra 2025/26, de 44,5 milhões de toneladas para 45 milhões de toneladas”.

No relatório divulgado nesta terça-feira, a Conab elevou a projeção de produção de açúcar do Centro-Sul para 41,34 milhões de toneladas, e a do Brasil para 45,02 milhões de toneladas, o que representa um aumento anual de 2%.

De acordo com a companhia, o crescimento reflete o cenário de mercado favorável ao adoçante observado até julho, quando as usinas priorizaram o açúcar diante da rentabilidade superior em relação ao etanol. No entanto, nas últimas quinzenas, o setor tem destinado uma parcela maior da cana ao biocombustível, o que limitou um avanço ainda maior na oferta.

A Conab ressaltou ainda que a menor disponibilidade de cana-de-açúcar na safra atual impede um crescimento mais robusto da produção, apesar do bom desempenho industrial das usinas. Mesmo assim, o aumento estimado reforça a tendência de superávit global e mantém os preços internacionais sob pressão.





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Safra de soja tem avanço e alerta hídrico



Chuvas irregulares afetam semeadura



Foto: USDA

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 98,84% das áreas previstas em Mato Grosso até sexta-feira (21/11), avanço de 2,48 pontos percentuais em relação ao período anterior. O instituto informou que, no comparativo com a safra passada, o percentual está 1,01 ponto abaixo e 0,26 ponto menor que a média dos últimos cinco anos.

Em relação às regiões, o Imea destacou que a Noroeste e a Norte “finalizaram os trabalhos a campo nesta semana”, enquanto as regiões Sudeste e Nordeste permanecem como as mais atrasadas. A análise registrou ainda que as chuvas têm sido “irregulares e mal distribuídas em algumas regiões do estado”, o que tem gerado atenção para o desenvolvimento das lavouras. Nessas áreas, grande parte dos talhões já se encontram nos estádios R1 e R2, fases consideradas “altamente sensíveis ao estresse hídrico”, condição que pode comprometer o potencial produtivo.

O instituto acrescentou que, segundo o NOAA, o volume de chuva acumulado tende a aumentar nas próximas semanas, variando entre 35 e 45 milímetros na maior parte do estado.





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Retirada da tarifa de 40% pelos EUA traz alívio principalmente para o setor de carnes em Goiás


A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% sobre produtos como carne, café e frutas foi recebida com otimismo pelo setor agropecuário goiano. É o que afirma o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Leonardo Machado, ao avaliar o impacto direto da medida no mercado exportador, especialmente para a carne bovina, um dos pilares da economia do estado. Segundo ele, a retirada da tarifa representa um importante respiro para os produtores.

“Principalmente para Goiás o mercado de carnes é um dos mais sensíveis. Os Estados Unidos são um parceiro importante de compra desse produto. Então a federação recebe com bastante felicidade, porque essa situação pode levar o Estado a aumentar o volume de carne exportada”, afirma.

Entre todos os setores, a pecuária goiana deve sentir o impacto mais direto e imediato.

“Quando a gente fala de Goiás, o mercado mais impactado é o da pecuária, uma vez que os americanos são grandes compradores de carne, e Goiás tem nos Estados Unidos um importante destino”, destaca, Leonardo.

No cenário nacional, outros produtos também são favorecidos pela medida como café e suco de laranja, mas esses segmentos não possuem grande peso na economia goiana.

“De forma geral no Brasil, a gente tem o suco de laranja e o café, que são produtos em que Goiás não tem grande participação. Então, quando falamos de impacto, com certeza é o da carne bovina”, reforça.

De acordo com o Ifag a adoção das tarifas pelos EUA havia provocado incertezas entre produtores e exportadores brasileiros.

“Quando entrou em vigor, o primeiro impacto foi a apreensão, apreensão do que poderia ocorrer, dos impactos dessas tarifas não só no mercado americano, mas para outros países. O setor teve de se adaptar, abrir novos mercados. Houve um certo alívio, mas o alívio maior veio agora com essa queda nas tarifas”, comenta.

Apesar da boa notícia, o comportamento do mercado daqui para frente será determinante. “Será que vamos conseguir retomar as relações com os americanos como sempre foi, ou ainda haverá resquícios? Estamos com bastante positividade e efeitos favoráveis, mas é bom observar os próximos passos”, conclui.





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Governo federal anuncia mais R$ 3,3 bi para reconstrução do RS



O governo federal anunciou nesta quarta-feira (26) a liberação de mais R$ 3,3 bilhões para a realização de obras de reconstrução do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes ocorridas em maio de 2024.

Desse montante, R$ 726 milhões serão destinados para a construção de 3949 novas moradias, em 62 municípios gaúchos, com menos de 50 mil habitantes. Na ocasião, também foi realizada a entrega simbólica de 8 mil moradias, adquiridas por meio do Programa Compra Assistida, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução.

A modalidade permite que as famílias gaúchas habilitadas sejam atendidas por meio da compra de imóveis novos ou usados, com financiamento do governo federal.

Durante a cerimônia com o anúncio dos investimentos, no Palácio do Planalto, a prefeita do município de Estrela, no Vale do Taquari, Carine Schwingel, disse que aguardava com grande expectativa a entrega das moradias.

“Não tem como ter o desenvolvimento de uma família se ela não tiver uma base sólida, uma casa construída. É isso o que vemos aqui”, afirmou.

A prefeita disse ainda ser importante o apoio do governo federal para a realização de obras para as pequenas cidades, cujo orçamento é pequeno para a realização de grandes obras.

“A enchente ensinou que a gente precisa ter investimentos na área ambiental para que a gente possa transformar nossos centros urbanos em espaços com soluções baseadas na natureza como base, como pilar e não como luxo”, disse.

“A força do governo federal é transformadora nos municípios e a esperança que temos é de vocês continuarem apoiando a gente”, agradeceu.

Com cerca de 35 mil habitantes, Estrela teve três bairros destruídos pelas enchentes e 1,5 mil famílias tiveram suas casas destruídas. A dona de casa Elga Gomes de Lima foi uma delas. Depois de perder a moradia, Elga teve que morar com sua família na casa do sogro. Ela agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela iniciativa.

“A nossa história revela a dura realidade enfrentada por muitas famílias, mas também tem mostrado o seu compromisso [de Lula] com as pessoas do Rio Grande do Sul, nos dando a possibilidade de termos novamente o nosso próprio lar”, disse.

Novas unidades a serem entregues

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o Compra Assistido foi voltado para as famílias com necessidades mais emergenciais e que as famílias atendidas pelas estratégias de médio prazo, serão beneficiadas com as 3949 novas unidades contratadas que serão entregues a partir de 2026.

“Não tivemos compra assistida em todas os municípios porque tem cidades no Rio Grande do Sul em que não existem imóveis prontos e acabados que podem ser comprados. Então tivemos a necessidade de construí-los”, apontou.

Obras de prevenção

O governo anunciou que mais R$ 571 milhões foram destinados para as cidades de Porto Alegre e São Leopoldo para obras de infraestrutura de adaptação e prevenção de eventos climáticos extremos.

Para Porto Alegre foram destinados R$ 502 milhões que serão usados para a construção de galerias e canais. Já em São Leopoldo são R$ 69,3 milhões para a aquisição de casas de bombas e contrução de redes de galeria no município.

Serão investidos ainda R$ 197,6 milhões para obras de drenagem no estado e outros R$ 13,4 para a realização de obras de contenção de encostas.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional, Waldez Góes, disse que a realização das obras mostra que o governo entende a necessidade de levar investimentos para que as cidades enfrentem eventos climáticos extremos.

“A memória da tragédia ainda é viva, mas é maior a coragem do povo gaúcho que vivenciei, durante o ano de 2024, junto com os colegas do governo federal”, disse. “Estes novos investimentos são a renovação do nosso pacto. É a certeza que a solidariedade do primeiro dia se transformou numa ação permanente para um futuro seguro”, conclui Góes.

Segundo o ministro, o governo também está investindo mais de R$ 40 milhões para realizar o mapeamento topográfico e aerofotogramétrico de 186 municípios na região do Rio Guaíba e da Lagoa dos Patos, “para ter informações suficientes para prevenir e mitigar efeitos de novas cheias que possam vir”, disse.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa disse que até o momento, dos R$ 111 bilhões anunciados pelo governo federal para socorrer o estado, já foram aplicados R$ 90 bilhões. O ministro destacou a agilidade do governo no socorro ao estado, após as enchentes. Segundo o ministro, a ação do governo federal virou uma referência para o país de como o governo federal acolhe e trata os desastres ocorridos o território nacional.



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Brasil estava preparado para enfrentar turbulências comerciais do tarifaço, diz Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avalia que o Brasil estava preparado para as turbulências comerciais decorrentes da escalada tarifária dos Estados Unidos. Segundo ele, o restabelecimento das boas relações diplomáticas garantiu com que o país abrisse novos mercados e “superasse esse momento”.

“Não podemos ficar de costas a um grande parceiro comercial como os Estados Unidos, mas estávamos preparados. Abrimos muitos mercados, ampliamos os mercados que já eram abertos e isso nos deu uma condição melhor, inclusive, de negociar”, disse Fávaro a jornalistas nos bastidores do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas.

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“Estávamos bem posicionados, queremos fortalecer as relações comerciais com os Estados Unidos, mas não estávamos totalmente vulneráveis”, afirmou o ministro.

Para o ministro, o governo brasileiro conduziu a negociação tarifária com os Estados Unidos com “sabedoria”, a qual classificou como “feito histórico”.

“O Congresso aprovou a lei da reciprocidade, colocou mais uma arma na caneta do presidente da República, mas ele não precisou usar. Com sabedoria, ele não usou, mas tinha a arma na mão”, observou Fávaro.

De acordo com o ministro, o desafio do agronegócio brasileiro é continuar crescendo, encontrar mercados para os produtos agropecuários em momento de preços baixos de commodities e endividamento elevado no campo.



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Comissão aprova Projeto de Lei para isentar produtor de imposto de renda



Na esteira do Projeto de Lei 1.087/2025, que estabelece descontos para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, sancionada nesta quarta-feira (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Comissão de Agricultura (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (26), o parecer favorável ao Projeto de Lei 1.196/2025.

O texto da bancada amplia de forma significativa a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas produtoras rurais. A ideia é que produtores que obtenham resultado anual de até R$ 508.320,00 fiquem livres da tributação.

A Comissão avalia que a medida é considerada estratégica para aliviar custos, estimular investimentos e fortalecer a atividade no campo.

O projeto, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), altera a Lei nº 7.713/1988 e estabelece que o valor da isenção seja atualizado anualmente pelo IPCA, evitando a perda do benefício com o avanço da inflação.

A iniciativa também determina que os montantes isentos não serão enquadrados nas faixas de alta renda previstas na Lei nº 9.250/1995.

Para Vieira de Melo, o objetivo é garantir melhores condições para quem produz. “O produtor rural enfrenta riscos que nenhum outro setor enfrenta: oscilações de preços, clima, pragas e custos elevados. Ampliar a isenção é uma maneira de reconhecer esse cenário e permitir que pequenos e médios produtores invistam em sua atividade e mantenham o Brasil como potência agrícola”, afirmou.

“Não é privilégio, é justiça”

O relator da matéria, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), destacou que a proposta coloca em prática um princípio fundamental da tributação: adequar o imposto à capacidade contributiva real.

“Estamos falando de um setor que carrega o Brasil nas costas. Reduzir o peso tributário não é privilégio, é justiça. Esta medida dá fôlego ao produtor, estimula a competitividade e garante que o campo continue gerando emprego, renda e alimento para o país”, defendeu.

Nogueira também ressaltou o impacto da atualização anual pelo IPCA. “Sem atualização automática, qualquer benefício perde valor rapidamente. Com esse mecanismo, garantimos um incentivo permanente e eficiente”, acrescentou.

Outro ponto destacado pelo relator é a simplificação tributária prevista para quem se enquadrar na faixa isenta. “A desobrigação da declaração de ajuste anual para esses produtores é uma vitória importante. É menos burocracia e mais tempo para o produtor fazer o que sabe: produzir”, afirmou.

O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá agora para as Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa.



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Preço da arroba do boi gordo hoje: acompanhe as cotações do dia


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (26), com algumas indústrias, em especial as de maior porte, ainda indicando para uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com o adiamento da decisão chinesa sobre as investigações a respeito do impacto das importações de carne bovina aos seus produtores, o mercado centra suas atenções no potencial expansão das vendas para os Estados Unidos, mercado em que a necessidade de compra é bastante evidente.

“Além disso, o consumo doméstico será variável importante no restante da temporada”, disse.

Média de preço da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321,83 — ontem: R$ 321,25
  • Goiás: R$ 315,00 — R$ 315,18
  • Minas Gerais: R$ 312,94 — R$ 312,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,27 — R$ 317,39
  • Mato Grosso: R$ 299,78 — R$ 300,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com queda dos preços no decorrer da semana para os cortes com osso.

“Os cortes desossados, em especial cortes mais consumidos nessa época do ano, como picanha e filé mignon, apresentam consistente movimento de alta. De qualquer forma a expectativa é de recuperação dos preços da carne com osso em meio ao bom nível de consumo registrado durante o último bimestre”, assinalou Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo, queda de R$ 0,25
  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo, baixa de R$ 0,25
  • Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo, redução de R$ 0,25

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,3330 para venda e a R$ 5,3310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3320 e a máxima de R$ 5,3893.

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