segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Sol e chuvas leves favorecem cultivo de tabaco



cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, o predomínio de sol e chuvas fracas no final do período favoreceram o desenvolvimento das lavouras. O plantio já alcança 90% da área prevista. “As plantas se desenvolvem bem”, aponta o boletim, destacando que agricultores realizaram adubação nitrogenada, capinas, aplicação de inseticidas e adubos foliares. Não foram registrados ataques de pragas ou doenças.

Em Pelotas, a cultura está em fase de transplantio de mudas. Entre os dias 21 e 27 de setembro, o predomínio de sol e a baixa ocorrência de chuvas contribuíram para o preparo do solo e a formação dos canteiros. A umidade adequada favoreceu a continuidade dos transplantios para áreas definitivas. “A produção própria de mudas tem sido suficiente para atender à implantação planejada e contratada da safra”, informou o relatório.

Na região administrativa de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, com foco em manejos de adubação e monitoramento de pragas.

Já em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, as atividades incluíram capina manual, adubação nitrogenada, pulverizações preventivas contra insetos e aplicação de fungicidas. Em áreas plantadas entre maio e junho, iniciou-se a colheita das folhas do baixeiro, embora o desempenho seja limitado devido ao cultivo de entressafra. Nas partes altas da região, o preparo do solo está praticamente finalizado e o transplantio de mudas foi intensificado. Nos plantios de junho e julho, agricultores realizaram desbrota química e concluíram a adubação nitrogenada, com lavouras apresentando bom desempenho.





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Cotações do trigo recuaram em Chicago


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 26 de setembro a 2 de outubro e publicada nesta quinta-feira (3), as cotações do trigo recuaram em Chicago. O bushel do cereal encerrou o dia 2 de outubro cotado a US$ 5,14, frente aos US$ 5,19 registrados na semana anterior. A média de setembro fechou em US$ 5,13 por bushel, representando alta de 0,98% em relação a agosto. No mesmo mês de 2024, a média havia sido de US$ 5,70.

O relatório trimestral de estoques, com posição em 1º de setembro, apontou elevação de 6% em comparação ao ano anterior. Já o plantio do trigo de inverno nos Estados Unidos atingia 34% da área em 28 de setembro, contra uma média histórica de 36%. A colheita do trigo de primavera, por sua vez, foi concluída.

Na Ucrânia, o Ministério da Economia informou que a área semeada com trigo de inverno será 9% maior que a previsão inicial, chegando a pelo menos 5,2 milhões de hectares. Para alcançar essa expansão, os produtores devem reduzir as áreas destinadas ao milho e ao girassol. Além disso, ainda haverá 200 mil hectares com trigo de primavera. Em 2025, a produção de trigo do país alcançou 22,5 milhões de toneladas, com exportações de 15,7 milhões no ano comercial entre junho de 2024 e julho de 2025.

Na Rússia, as exportações de trigo para 2025/26 foram estimadas em 43,4 milhões de toneladas, 300 mil a menos do que a projeção anterior. A consultoria SovEcon informou que, entre julho e setembro, as exportações atingiram 11 milhões de toneladas, o volume mais baixo para o início de ano comercial desde 2022/23, quando o mercado foi afetado pela guerra contra a Ucrânia.





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Projeto vai desenvolver bioinsumo pré-formulado para canola


A Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e a Pilzer Biotecnologia Agropecuária Ltda. firmaram um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira para desenvolver um bioestimulante microbiano pré-formulado para canola. O objetivo é aumentar a produtividade da cultura, que apresenta grande potencial para a economia brasileira.

Com o título “Bioestimulante microbiano pré-formulado para aumentar a produção de canola ( Brassica napus L.)”, o projeto visa superar os principais desafios para a expansão da cultura no País, a adaptação a condições de déficit hídrico e a redução da dependência de fertilizantes químicos. Na Embrapa Agroenergia, o trabalho será liderado pelo pesquisador Agnaldo Chaves.

Atualmente concentrada na região Sul, a canola tem um potencial de crescimento expressivo, especialmente em outras áreas com aptidão agrícola, com destaque para a região Centro-Oeste. Inclusive, o potencial para aumento na produtividade e na área plantada no Brasil foram motivos da escolha da canola para essa pesquisa.

O estudo a ser realizado pela Embrapa se baseia na utilização de microrganismos promotores de crescimento vegetal, que, ao serem aplicados, colonizam a rizosfera das plantas. Essa interação melhora a eficiência na absorção de nutrientes, podendo aumentar a tolerância a estresses abióticos, como altas temperaturas e falta de água, fortalecendo a resiliência da cultura diante das mudanças climáticas.

A parceria estabelece ainda a divisão de ações, ficando a Embrapa Agroenergia como responsável pela fase inicial de pesquisa, conduzindo ensaios em laboratório e em casa de vegetação. Os pesquisadores vão avaliar o comportamento de microrganismos e seu impacto no desenvolvimento da canola sob condições de restrição hídrica, buscando identificar aqueles com maior potencial para uso agrícola.

A Pilzer assumirá a etapa seguinte, testando ingredientes e insumos que possam compor a pré-formulação do bioinsumo. O produto final, que conterá os microrganismos selecionados, será avaliado em condições de casa de vegetação. Como os testes realizados dessa forma, neste primeiro momento, não será possível ainda estimar o quanto seria economizado em fertilizantes químicos. Já na etapa seguinte, com testes em campo, esse pode ser um dos dados alcançados pelo projeto.

O desenvolvimento de um pré-formulado contendo bioestimulante microbiano para o cultivo da canola sob déficit hídrico, não apenas potencializará a produtividade, como também contribuirá para a tropicalização da cultura, abrindo caminho para sua expansão na região Centro-Sul do Brasil.

Por sua vez, a maior produção de grãos resultará em um aumento no fornecimento de óleo para a indústria de biocombustíveis, fortalecendo a segurança energética do País.

“A parceria entre a Embrapa Agroenergia e a iniciativa privada, neste caso, a Pilzer, é fundamental para fazer com que o produto obtido na pesquisa alcance o mercado agrícola”, destaca Agnaldo. Além do pesquisador como líder do projeto, integrarão a equipe os pesquisadores Léia Fávaro, João Ricardo de Almeida, Clenilson Rodrigues e Bruno Laviola.

Agnaldo reforça ainda, que parcerias como esta contribuem para demonstrar o potencial da Embrapa Agroenergia em contribuir para o desenvolvimento de bioinsumos para o mercado agrícola.

Para Rogério Mazzardo, da Pilzer, essa parceria marca um avanço estratégico para a empresa ao integrar tecnologias de ponta desenvolvidas pela Embrapa que elevam a produtividade com responsabilidade ambiental.

As soluções tecnológicas da Embrapa, como ressalta Rogério, têm papel fundamental na transformação do campo. Segundo ele, esse projeto não apenas fortalece a competitividade da empresa, como também responde às demandas crescentes por produtividade com responsabilidade ambiental, posicionando a Pilzer como referência em tecnologias que transformam o campo. “Reforçamos, assim, o compromisso da Pilzer em inovação, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”.

Financiamento

O acordo tem prazo de 25 meses e terá um investimento total de R$ 1,35 milhão, com um modelo de financiamento compartilhado via Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Esse valor será dividido pela Embrapii, pela Pilzer e pelo Sebrae, ficando cada instituição responsável pelo aporte de R$ 450 mil. A Embrapa Agroenergia contribui de forma não financeira, correspondente a infraestrutura e pessoal.





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Comissão aprova ressarcimento para produtor rural por perdas decorrentes da falta de luz



Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado


Foto: Divulgação

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1940/24, que prevê que os produtores rurais serão ressarcidos pela concessionária de energia elétrica quando houver perda de produtos perecíveis por falta de luz. O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), recomendou a aprovação do texto. “A responsabilidade da concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica por danos por ela causados está bem definida no Brasil”, disse.

Comprovação

Pela proposta aprovada, o produtor deverá apresentar documentação técnica comprovando que a perda foi causada pela falta de energia elétrica.

O ressarcimento será calculado com base no valor de mercado dos itens na região.

Prazo

O pedido de ressarcimento deverá ser dirigido à concessionária, que terá 30 dias para analisar o caso, sob pena de multa. Se a empresa não cumprir o prazo, haverá um acréscimo de 10% no valor calculado para ressarcimento.

“Produtores rurais de todo o País têm amargado perdas significativas em razão das quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica ou das oscilações na tensão da rede”, afirmou o autor da proposta, deputado Marx Beltrão (PP-AL).

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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Domingos Velho Lopes é eleito o novo presidente da Farsul


A nova direção da Farsul foi escolhida durante a quinta-feira (02), em disputa com chapa única, na Sede da Entidade. Domingos Velho Lopes assume como o novo Presidente, com início do mandato em 1º de janeiro de 2026.Dos 134 sindicatos aptos a votar, 123 participaram da eleição presencial, a 44ª da história da Farsul, que completará 100 anos durante o novo mandato. Foram 120 votos na chapa, dois nulos e um em branco.Após a divulgação do resultado, em sua primeira fala como Presidente eleito, Domingos disse que o momento agora é o de recolocar o produtor rural no centro das decisões e de aumentar o diálogo entre o campo e a cidade. “O mundo nos vê como responsáveis pela segurança alimentar, como um País amigo capaz de produzir alimento e energia”, declarou.Domingos também destacou que sua gestão será técnica, que buscará inovação sem deixar de lado a conservação dos valores que sempre defendeu, como a livre iniciativa e a defesa do direito à propriedade.

“Essa Federação tem um compromisso com o produtor e com a sociedade gaúcha, e a partir de hoje, é meu mantra, e do resto da diretoria, o de colocar novamente os produtores do nosso Estado no seu lugar que é de merecimento”, finalizou.Já Gedeão Pereira Silveira, que deixa o cargo no final do ano, ao falar do encerramento do seu mandato, destacou que “uma gestão só é coroada quando faz sua sucessão. Neste caso, nós estamos fazendo um sucessor escolhido por unanimidade, com uma votação maciça dos Sindicatos Rurais”. Gedeão agora assume o posto de Diretor Vice-presidente da Farsul e de Primeiro Vice-Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o posto mais alto alcançado por um gaúcho até o momento.A nova diretoria terá uma renovação de 30% nos quadros, com 31 membros eleitos. Completam a diretoria executiva Elmar Konrad como 1º vice-presidente, Francisco Schardong, diretor-Administrativo, e José Alcindo Ávila, diretor-financeiro, com Manoel Ignácio Vieira Valim como 2º Diretor-Financeiro, e Fábio Avancini Rodrigues, 2º Diretor-Administrativo.

Quem é Domingos Velho LopesDomingos Antonio Velho Lopes é engenheiro agrônomo formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e produtor rural desde 1992, exercendo suas atividades em Mostardas e Palmares do Sul junto à família.Começou sua atividade institucional, em 1997, como presidente do Sindicato Rural de Mostardas. Em 2003, entrou para a diretoria da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Desde 2003 é membro da Comissão de Arroz da federação. Em 2005 recebe a distinção de produtor de arroz do ano através do Prêmio Senar-O Sul; em 2009 recebe o prêmio Homem do arroz do ano pela Federarroz.

Em 2016, Lopes foi homenageado com a Medalha Assis Brasil, durante a Expointer, por relevantes serviços prestados à agropecuária gaúcha. No ano seguinte, assumiu a Comissão de Meio Ambiente da Farsul e foi conduzido à presidência do Conselho Superior da entidade. A partir de 2018 desempenhou as funções de membro titular dos Conselhos Estaduais de meio ambiente; Conselho Estadual de recursos hídricos e Conselho de Saneamento do RS, além de ser membro titular da Comissão Nacional de meio ambiente da Confederação Nacional de Agricultura – CNA.Em 2022 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Atualmente exerce o cargo de diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).





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Safra de uva avança com boas condições climáticas



Expectativa é positiva para safra de uva no Estado



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de uva segue em bom ritmo no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a poda seca foi concluída e as videiras apresentam plena brotação e desenvolvimento vegetativo. Segundo o informativo, não há registro significativo de doenças fúngicas ou pragas, e os vinhedos demonstram boa emissão de brotos e cachos, o que indica expectativa positiva para a safra. O manejo de plantas de cobertura do solo tem sido realizado por meio de roçadas ou acamamento. As temperaturas amenas também têm favorecido o baixo índice de doenças.

Já na região de Frederico Westphalen, as variedades cultivadas se encontram em diferentes estágios. A Vênus está em fase de flores abertas e limpeza dos cachos; a Bordô apresenta inflorescência visível e flores agrupadas; a Niágara Rosada e Branca têm cerca de 25% de flores abertas; a Seyve Villard está entre a primeira folha separada e a inflorescência visível; e a Carmem se encontra de duas a três folhas separadas até o alongamento da inflorescência. As demais cultivares apresentam ponta verde com duas a três folhas separadas.

Entre as práticas adotadas, os viticultores realizam a desbrota, eliminando brotos em excesso ou mal posicionados, e a desponta, que consiste no corte de ramos muito vigorosos para favorecer a floração e a entrada de luz. Também foram aplicadas adubações foliares com boro e cálcio, nutrientes essenciais para o florescimento e o pegamento das bagas, além de nitrogênio para estimular a brotação, potássio e magnésio para o desenvolvimento inicial dos frutos e manutenção da fotossíntese.

O monitoramento de doenças típicas da primavera, como míldio, oídio e antracnose, segue em andamento, assim como o manejo da cobertura vegetal, o tutoramento e a amarração dos ramos para garantir a boa condução das plantas.





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Arroba do boi gordo caiu até 6,5% em setembro, mas deve reagir em outubro


O mercado brasileiro de boi gordo foi pautado por um cenário de pressão baixista às cotações ao longo do mês de setembro.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a incidência de animais de parceria ofereceu uma previsibilidade para a formação das escalas de abate por parte dos grandes frigoríficos, que estão fechadas entre 8 e 9 dias úteis no Brasil.

Segundo ele, em meio à maior demanda esperada para o último bimestre do ano, é possível que haja uma recuperação nos preços da arroba em todo o país, embora de maneira comedida.

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, concorda que há condições para patamares de preços de estáveis a mais altos ao longo do mês de outubro.

“Mesmo com as escalas de abate relativamente confortáveis, a oferta não deve sofrer um panorama de mudança muito robusto, mas penso que a demanda interna pode vir a ser mais firme. A oferta de gado de pastagem tende a pesar um pouco mais, já que há retomada de chuva e, consequentemente, rebrota de capim, o que influencia o mercado, assim como o câmbio ajudando a sustentar margens para a indústria nas exportações “, detalha.

Variação de preços do boi gordo

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 30 de setembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 4,76% frente aos R$ 315 do final de agosto;
  • Goiás (Goiânia): R$ 290, baixa de 6,45% em comparação aos R$ 310 registrados no fim do mês retrasado;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, recuo de 4,92% ante aos R$ 305 registrados no fechamento de agosto;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, alta de 1,59% em relação aos R$ 315 praticados no encerramento do mês retrasado;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, retração de 6,35% frente ao preço do final de agosto, de R$ 315;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 273, declínio de 4,21% frente aos R$ 285 praticados no fechamento do mês retrasado.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista registrou fraqueza ao longo de setembro, impactado por um lento escoamento e por uma forte concorrência em termos de demanda com a carne de frango.
Assim, o quarto do traseiro do boi até avançou um pouco de preço e foi cotado a R$ 23 o quilo, alta de 0,44% frente aos R$ 22,90 praticado no final de agosto. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17 o quilo, recuo de 6,85% frente ao valor registrado no fechamento do mês retrasado, de R$ 18,25 o quilo.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,654 bilhão em setembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 82,713 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 294,706 mil toneladas, com média diária de 14,735 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.613,20.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 52,9% no valor médio diário da exportação. Além disso, ganho de 23,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,4% no preço médio.

*Com informações de Safras News



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Polinização pode aumentar PIB do agro paulista em mais de R$ 4 bilhões, aponta estudo


Um estudo que integra o projeto Biota Síntese quantifica o impacto econômico da polinização na agricultura de São Paulo e mostra que a conservação da vegetação pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do agro do estado em mais de R$ 4 bi.

Para o estudo, foram utilizadas utilizaram imagens de satélite e análise pixel a pixel para mapear áreas agrícolas e fragmentos de vegetação nativa, identificando oportunidades de ampliar a polinização.

Segundo especialista ambiental da Semil e vice-diretor do Biota Síntese, Rafael Chaves, foram avaliadas áreas agrícolas com demanda por polinização e áreas de vegetação nativa, que oferecem polinizadores, com o objetivo de entender o fluxo desses insetos na região.

O estudo permitiu verificar como a restauração ecológica ao redor das lavouras poderia aumentar esse fluxo, sem a necessidade de expandir a área plantada.

“Se a vegetação é restaurada, naturalmente, os polinizadores, como as abelhas, se deslocarão até a paisagem. Quanto mais diversidade de vegetação, maior será o fluxo e a diversidade desses insetos”, conta o especialista.

Crescimento do PIB paulista

De acordo com a pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a restauração de vegetação nativa em áreas agrícolas poderia acrescentar até R$ 4,2 bilhões por ano ao PIB paulista.

A presença de matas, cerrados e campos no entorno dos cultivos aumenta a abundância e a diversidade de polinizadores, especialmente abelhas, elevando não só a quantidade, mas também o tamanho e a qualidade de frutos e grãos.

Homogeneização das paisagens

O estudo também aponta desafios associados à homogeneização das paisagens agrícolas, sobretudo em regiões críticas; porém, esses limites podem ser mitigados com a restauração de ecossistemas e a adoção de práticas amigáveis aos polinizadores, ampliando a polinização e os serviços ecossistêmicos.

“Em lavouras de soja, laranja e café, os ganhos seriam de R$1,4 bilhão, R$1 bilhão e R$ 660 milhões anuais, respectivamente. Outros cultivos permanentes (como goiaba, abacate e manga) poderiam somar mais R$280 milhões, enquanto temporários (como tomate, amendoim e feijão) responderiam por um acréscimo de R$820 milhões”, afirma Chaves.

Para o doutor em Ecologia, Eduardo Moreira, outro desafio é definir quais são as áreas que combinam o maior retorno com o menor custo de oportunidade, o que fará com que os produtores rurais entendam o valor da conservação e da polinização.

“É preciso definir dentre as diversas possibilidades, quais são os melhores métodos em cada situação e em cada área. Mas primeiro é necessário que quem está no campo tenha consciência do problema, da falta de diversidade de vegetação e de polinizadores, para que possamos verificar o que pode ser feito e como ajudá-lo”, relata.

Mapa detalhado

A publicação vencedora do prêmio apresenta mapas detalhados do estado de São Paulo, acompanhados de indicadores sobre o potencial de provisão de ganhos com a conservação de vegetação nativa e a dependência da polinização por cultura.

Mapa de polinizaçãoMapa de polinização
Foto: Reprodução/ Biota Síntese

Além disso, oferece recomendações valiosas para gestores públicos e agricultores, com o objetivo de alinhar produção e conservação. A obra orienta a implementação de políticas e ações locais baseadas em evidências, promovendo uma gestão mais eficiente e sustentável do território.



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Manejo pré-plantio é chave para safra recorde de soja


O início da safra de soja 2025/26 projeta novo recorde nacional de produção, estimado pela Safras & Mercado em 180,92 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve chegar a 48,21 milhões de hectares, com produtividade média de 3.771 kg/ha. Apesar dos números positivos, produtores enfrentam custos mais altos – R$ 4.223 por hectare contra R$ 3.918 da última temporada – e riscos climáticos associados ao possível retorno do fenômeno La Niña.

Nesse cenário, o manejo antecipado de plantas invasoras se torna decisivo para garantir uniformidade no estande de plantas e reduzir gastos com aplicações corretivas. A Agroallianz destaca o herbicida recém-lançado Predecessor®, indicado para uso em pré-plantio, como ferramenta essencial nesse processo. O produto combina três moléculas – Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin – e oferece amplo espectro de controle, atuando na pré e pós-emergência.

A safra de soja 2025/26 começa agora, no momento de preparo das áreas e organização das etapas. O produtor que prioriza o controle de plantas daninhas antes do plantio, com ferramentas eficazes, tem mais segurança e rentabilidade lá na frente”, destaca Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz.

Ensaios independentes em Ponta Grossa (PR) mostraram que áreas tratadas com o herbicida produziram até 25,9% a mais em comparação às não tratadas. Entre as espécies controladas estão buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha, todas de forte impacto competitivo no início da safra.

Segundo a empresa, o produto terá foco inicial em regiões do Cerrado, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, mas pode ser utilizado em todas as áreas produtoras de soja no país. A proposta é apoiar o agricultor na construção de um manejo mais estratégico, sustentável e eficiente, fortalecendo a rentabilidade em meio a um ciclo de maiores desafios.

 





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como transformar resíduo do confinamento em fonte de renda e lucro



O esterco bovino, frequentemente classificado como um resíduo da produção, possui um potencial inexplorado para se tornar um dos principais ativos do confinamento.

Com o manejo adequado, esse material se transforma em um valioso adubo orgânico, capaz de gerar receita adicional, aumentar a qualidade do solo e promover a sustentabilidade na fazenda. O aproveitamento estratégico do dejeto fecha o ciclo produtivo, desmistificando a ideia de que a pecuária intensiva gera poluição.

Ao programa Giro do Boi, o doutor em Zootecnia Maurício Scoton alerta que o manejo inadequado do esterco gera prejuízos sanitários e financeiros. O acúmulo de material orgânico nos currais é precursor de dois grandes problemas no confinamento: a lama, que prejudica a ruminação dos animais e causa problemas de casco; e a poeira, que aumenta drasticamente o risco de doenças respiratórias, como a pneumonia.

Por isso, a raspagem e a limpeza do curral são etapas cruciais para o bem-estar animal e a sanidade do rebanho, especialmente com a chegada do período de chuvas. Confira o vídeo completo.

A matemática do lucro: compostagem eleva a rentabilidade

O confinamento, além de produzir carne de alta qualidade, gera uma quantidade significativa de esterco. Um animal em dieta de 100 dias, consumindo cerca de 20 a 25 kg de matéria natural, produz de 3 a 5 kg de esterco por dia. O correto aproveitamento desse volume pode gerar uma receita extra considerável para o pecuarista, com diferentes níveis de rentabilidade.

O Dr. Scoton detalha três formas de uso com retorno financeiro crescente:

  1. Aplicação In Natura: o uso do esterco diretamente na pastagem ou lavoura da propriedade é a opção de menor rentabilidade, pois acarreta uma alta perda de nutrientes (cerca de 70%).
  2. Venda do Esterco Cru: ao ser vendido cru, após a raspagem do curral, o material já garante um lucro de aproximadamente R$ 30 por animal confinado, mesmo descontando os custos operacionais de manejo.
  3. Compostagem (Maior Lucro): a compostagem é a estratégia que oferece o maior ganho econômico. O processo envolve a mistura do esterco bovino com outros materiais orgânicos, como bagaço de cana, e o processamento (molhado e batido) para formar um composto orgânico de altíssimo valor nutritivo. Enquanto o esterco in natura é vendido a R$ 100–R$ 150 por tonelada, o produto compostado pode atingir R$ 400 por tonelada, elevando o lucro por boi para mais de R$ 100.

Sustentabilidade e benefícios para a qualidade do solo

A estratégia de compostagem proporciona múltiplos benefícios para a agricultura regenerativa e a fazenda como um todo. O fertilizante orgânico processado atua diretamente na melhoria da estrutura do solo, aumenta a retenção de água e repõe nutrientes vitais, como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), essenciais para a lavoura e o pasto.

Ao processar os dejetos, o produtor rural consegue, simultaneamente, reduzir os problemas sanitários e nutricionais no confinamento e transformar uma despesa com resíduos em um investimento lucrativo.

Isso demonstra que a pecuária intensiva, quando alinhada a uma gestão sustentável, não só é ecologicamente viável, mas também promove a economia circular dentro da propriedade, garantindo longevidade e rentabilidade ao negócio.



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