sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

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Maçã/Cepea: Colheita da safra 2024/25 está em reta final


Rapas de colheita estão sendo ofertadas no mercado

colheita da maçã fuji está chegando ao fim nas regiões produtoras do Sul do País. Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea relataram que, até o fim do mês, as atividades se encerram, dando início ao processo de “limpeza” dos pomares antes da dormência. Com isso, frutas “rapa de colheita” estão sendo ofertadas no mercado, visto que não possuem qualidade suficiente para serem estocadas – o que está “bagunçando” um pouco o comércio da fuji.

Nesta semana (12 a 16/05), o mercado de maçãs seguiu parecido com a semana anterior. Na Ceagesp, a fuji 110 Cat 1 fechou a semana com uma média de R$ 158,33/cx de 18 kg, leve queda de 1%; e a gala de mesmo perfil foi comercializada por R$ 163,33/cx de 18 kg, pequeno aumento de 1%. Cabe destacar que a gala já foi totalmente processada e armazenada e, por isso, seus preços conseguem se sustentar mais. A fuji, por sua vez, terá um controle maior oferta apenas ao fim da colheita da safra 2024/25.

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Sebrae impulsiona pequenos negócios na Bio Brazil Fair e Naturaltech



Começa nesta quinta-feira (11), em São Paulo, a Bio Brazil Fair | Naturaltech 2025, a maior feira da América Latina voltada exclusivamente a produtos naturais, orgânicos e sustentáveis. Neste ano, o Sebrae leva sete marcas de pequenos negócios de seis estados brasileiros, com o objetivo de ampliar mercados, gerar vendas e fortalecer a imagem dos empreendedores que atuam com propósito.

Ao longo dos quatro dias de evento, o público encontrará produtos como café de açaí, chás especiais, cereais, cosméticos naturais e itens de panificação artesanal. Além disso, os visitantes terão acesso à plataforma “Do Brasil à Mesa”, criada para conectar produtores e compradores de alimentos brasileiros com identidade e origem.

Segundo Jane Blandina da Costa, analista de Competitividade do Sebrae, o evento é uma excelente oportunidade para estimular o consumo consciente e sustentável. “Com a participação na feira, queremos gerar novos negócios, fechar contratos e divulgar a produção regional com alto valor agregado”, explica.

Além da exposição, o Sebrae promove uma experiência gastronômica ao vivo com a Chef Negra Linda. Durante o evento, ela preparará receitas autorais utilizando os alimentos dos expositores. Com isso, o público poderá conhecer novas formas de consumo e experimentar sabores autênticos. “É uma forma de valorizar a origem dos alimentos e criar conexões entre quem produz e quem consome”, acrescenta Jane.

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A feira segue até o dia 14 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A entrada é gratuita, mediante credenciamento online.



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México reduz ao RS restrições à carne de frango brasileira



Nesta terça-feira (10), o México reduziu as restrições impostas à carne de frango brasileira, após a detecção de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). Agora, as restrições mexicanas se limitam apenas ao Rio Grande do Sul.

Além disso, a Mauritânia anunciou a suspensão das importações de carne de frango de todo o território brasileiro. Já Omã passou a suspender as compras provenientes do estado.

Situação das exportações de carnes de ave do Brasil

Suspensão total

  • China,
  • União Europeia,
  • Iraque, Coreia do Sul,
  • Chile,
  • Filipinas,
  • África do Sul,
  • Peru,
  • Albânia,
  • Canadá,
  • República Dominicana,
  • Uruguai,
  • Malásia,
  • Mauritânia,
  • Argentina,
  • Timor-Leste,
  • Marrocos,
  • Índia,
  • Sri Lanka,
  • Macedônia do Norte e
  • Paquistão.

Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul

  • Arábia Saudita,
  • México,
  • Kuwait,
  • Reino Unido,
  • Omã,
  • Rússia,
  • Bielorrússia,
  • Armênia,
  • Quirguistão,
  • Angola,
  • Turquia,
  • Bahrein,
  • Cuba,
  • Montenegro,
  • Namíbia,
  • Cazaquistão,
  • Bósnia e Herzegovina,
  • Tajiquistão e
  • Ucrânia.

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS)

  • Emirados Árabes Unidos,
  • Japão,
  • Catar e
  • Jordânia.

O Mapa afirma que permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível, de acordo com a pasta

O ministério reitera que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde.



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alta de 927% no volume exportado de leite em pó



Queijos e leite em pó puxam alta de lácteos




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de lácteos registraram um avanço em maio, com um aumento de 63,12% no comparativo mensal, alcançando 6,55 milhões de litros em equivalente leite. Este crescimento foi impulsionado pela maior disponibilidade de leite no mercado, mesmo em um período que, tipicamente, apresenta movimento contrário na maioria dos estados. Apesar de não ter sido o maior volume embarcado em 2025, o mês de maio gerou a maior receita do ano, totalizando US$ 7,81 milhões, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (9).

Entre as categorias que mais contribuíram para o aumento do volume exportado em relação a abril, destacam-se Queijos, com alta de 30,28%, Iogurtes, Cremes e Manteiga, que subiram 27,11%, e Leite em pó, com um salto expressivo de 927,45%. Essas categorias representaram, respectivamente, 41,14%, 29,30% e 23,27% do total exportado no mês.

Em movimento similar, após dois meses em tendência baixista, as importações de lácteos também apresentaram um aumento de 8,39% em comparação com o mês anterior, atingindo 171,77 milhões de litros em equivalente leite. Este volume resultou em um valor de US$ 85,11 milhões.





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Reforma Tributária pode revelar bilhões em créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos
Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos – Foto: Canva

A transição para o novo sistema tributário brasileiro, que começa em 2026, acendeu um alerta no agronegócio, especialmente no Paraná, estado onde o setor representa 35% do PIB. Com a extinção de tributos como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS, e a criação da CBS e do IBS, o momento exige uma revisão imediata da governança fiscal. Um dos destaques da reforma é a possibilidade de recuperar créditos tributários retroativos dos últimos cinco anos, gerados por compras de insumos vinculados à atividade econômica.

Segundo o advogado Samuel Rangel de Miranda, presidente do INDE, a nova regra elimina as interpretações subjetivas que hoje dificultam a apuração de créditos. “É como encontrar dinheiro esquecido em uma conta”, explica. Estimativas do IBPT apontam que 95% das empresas pagam mais tributos do que deveriam, e no agro esse número pode ser ainda mais expressivo devido à complexidade do setor. 

Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos, mas muitas vezes deixam de ser aproveitados por falhas de apuração. Com uma movimentação anual de R\$ 155 bilhões no Paraná, o potencial de recuperação pode chegar a dezenas de bilhões de reais. A recomendação é que as empresas iniciem ainda em 2025 auditorias para identificar e solicitar a restituição desses valores.

A recuperação pode ser feita pelas vias administrativa ou judicial, dependendo do caso. Como o prazo é de cinco anos, a cada mês sem revisão, perde-se capital. O momento é estratégico: quem se antecipar à reforma poderá atravessar a transição com mais equilíbrio e competitividade.

“A Reforma Tributária é inevitável. O que está em jogo é o preparo das empresas. Aquelas que iniciarem esse processo agora estarão mais bem posicionadas para atravessar a transição com equilíbrio. As que esperarem demais podem perder recursos que já são seus, mas precisam ser reivindicados”, conclui.

 





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ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a alta do Ibovespa, que avançou 0,54% com suporte de ações ligadas a commodities, após o IPCA de maio vir abaixo do esperado.

A inflação mais branda reforçou apostas de estabilidade na Selic, enquanto o dólar oscilou e fechou a R$ 5,57. Lá fora, negociações entre EUA e China trouxeram alívio, mas o mercado segue atento ao CPI americano, que pode influenciar a trajetória dos juros globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Mercado do boi registra alta em São Paulo e no Tocantins



Exportação de carne bovina cresce 33,5% em junho




Foto: Canva

Com menor oferta de animais e ritmo lento nos negócios, os preços do boi gordo e da vaca apresentaram alta nesta terça-feira (10), conforme relatório “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Em São Paulo, a valorização foi de R$2,00 por arroba. Já as cotações do “boi China” e da novilha não sofreram alterações.

No Tocantins, o cenário foi de elevação nos preços em diferentes regiões. Na parte Sul do estado, o boi gordo e a novilha subiram R$3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$4,00. Na região Norte, a vaca e a novilha registraram valorização de R$3,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve o mesmo valor.

No Oeste do Maranhão, o destaque foi o avanço na cotação da vaca, com aumento de R$5,00 por arroba. A novilha também teve alta de R$3,00, enquanto o boi gordo permaneceu estável.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado. Na primeira semana de junho, foram embarcadas 64,2 mil toneladas, com média diária de 12,8 mil toneladas. O volume representa alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada atingiu US$5,3 mil, aumento de 20,2% na comparação anual.





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Embargo ao frango brasileiro ameaça perdas de até US$ 380 milhões por mês


Maior exportador de carne de frango do mundo, o Brasil enfrenta o embargo de mais de 40 países ao produto nacional devido à notificação de casos de gripe aviária em granjas comerciais. Segundo o relatório Gripe Aviária: Impactos no Setor Avícola Global e Nacional, produzido pela Bateleur, o embargo pode representar perdas mensais de até US$ 380 milhões ao setor.  Os países que mantêm o embargo nacional à compra de frango representam cerca de 45% do total exportado pelo Brasil –  em abril, esses países compraram 210 mil toneladas do produto a um preço médio de US$ 1.811 a tonelada.

“A relevância do Brasil no comércio internacional e a alta diversificação dos países de destino do frango brasileiro diminuem os prejuízos potenciais, assim como o fato de que os principais exportadores de frango do mundo também vêm sofrendo com surtos da doença”, destaca o relatório. O estudo da Bateleur também aponta que, até a notificação dos casos da doença, a conjuntura era positiva para a avicultura brasileira, com um crescimento nas exportações de 10% no acumulado do ano, somado à expectativa de diminuição nos custos a partir de uma safra robusta. 

Além disso, destaca que a piora do quadro da gripe aviária no Brasil não resulta em fatores negativos somente no âmbito nacional, mas também na oferta global da carne e na dinâmica de preços internacional. “A interrupção parcial das exportações brasileiras representa um choque de oferta relevante no comércio global de proteína animal. Esse movimento tende a gerar distorções de preços nos principais mercados consumidores e acentuar a volatilidade em países dependentes do frango brasileiro”, afirma o sócio da Bateleur, Henrique Trevisan.

No atual cenário, o principal objetivo do Brasil é transformar os embargos nacionais em regionais – impedindo a exportação somente das regiões afetadas. Alguns países, inclusive, já definem o eventual embargo como regional no contrato de comércio com o Brasil, como é o caso dos Emirados Árabes Unidos e do Japão.

Em relação ao excedente de produtos que deixará de ser exportado, o relatório da Bateleur enfatiza que ele deve ser direcionado ao consumo doméstico, aumentando a oferta interna e impactando os preços nos próximos meses. “O volume represado deve gerar uma sobreoferta significativa no curto prazo, o que pode provocar quedas nos preços ao produtor e margens mais apertadas para a indústria”, comenta Trevisan.

Sobre a Bateleur 

Referência em fusões e aquisições e em assessoria estratégico-financeira para grandes corporações, a Bateleur atua com foco no crescimento de longo prazo das empresas e nos seus negócios. Com escritórios em Porto Alegre e Florianópolis, a Bateleur reúne, em seu portfólio, relevantes transações societárias e operações estruturadas, além de dezenas de projetos de assessoria desenvolvidos para companhias de diversos setores como banking, agronegócio, varejo, energia e saúde.





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chuvas ajudam forragem, mas carrapato persiste


A pecuária no Rio Grande do Sul demonstra um cenário de desafios e cautela, especialmente em relação ao manejo de carrapatos e às estratégias de comercialização. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (5), os terneiros estão sendo desmamados e direcionados a áreas com melhor disponibilidade de forragem. Apesar da diminuição da pressão de carrapatos com a chegada do frio, falhas anteriores no manejo ainda impactam os rebanhos.

Produtores demonstram cautela nas vendas, priorizando categorias de ciclo curto. Na região de Bagé, em Rosário do Sul, observa-se maior concentração nas vendas de animais com ciclo mais curto de permanência nas propriedades, como vacas de invernar, novilhas e bois, “em detrimento de vacas prenhes e terneiras, demonstrando a preocupação dos produtores em relação ao cenário futuro da atividade”.

Em Caxias do Sul, os bovinos começaram a perder escore corporal, especialmente em campos com excesso de lotação em sistemas extensivos. Já em Erechim, novilhas e vacas prenhes são comercializadas em leilões, assim como terneiros e terneiras desmamados. Fêmeas com problemas reprodutivos estão sendo descartadas para remates locais ou engorda. A maioria das vacas e novilhas encontra-se em cobertura. Na região de Frederico Westphalen, produtores relatam que, “apesar do manejo sanitário constante no controle de ectoparasitas, ainda se identifica alta incidência de carrapatos, que apresentam resistência aos produtos disponíveis no mercado”.

O estado nutricional e o escore corporal dos rebanhos em Passo Fundo estão satisfatórios. Em Pelotas, o bem-estar animal é favorecido por dias ensolarados e noites secas. Em Porto Alegre, os animais vêm recuperando a condição corporal, afetada pela estiagem do verão, mas há “muitos relatos de dificuldade no controle de carrapato”.

Na região de Santa Maria, as chuvas, aliadas a maiores períodos de luminosidade, têm contribuído para o desenvolvimento das forrageiras de inverno. Em São Vicente do Sul e outros municípios, muitos produtores estão suplementando o rebanho com silagem de milho.

Em Santa Rosa, produtores de animais para reposição e gado de cria enfrentam dificuldades na comercialização devido à incerteza quanto à disponibilidade de forragem para o inverno e à descapitalização de compradores que usam o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Por outro lado, em Soledade, observa-se baixa oferta de animais adultos para abate, mas um aumento na oferta de animais jovens. O preço do gado gordo apresenta tendência de alta, e a negociação de gado de reposição está aquecida, “trazendo otimismo para o setor”.





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cinturão do milho espera chuvas acima da média



Semeadura de milho nos EUA atinge 97%




Foto: Nadia Borges

A semeadura de milho nos Estados Unidos para a safra 2025/26 alcançou 97% da área prevista, um avanço de 4 pontos percentuais na comparação semanal e 3 pontos percentuais à frente do ciclo passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 9 de junho, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta segunda-feira (9).

Em relação às condições das lavouras, 71% estão classificadas como boas e excelentes, 24% como medianas e 5% como ruins e péssimas. No mesmo período do ano passado, as condições eram de 74%, 21% e 5%, respectivamente. Apesar da pequena redução nas condições boas e excelentes, a proporção das lavouras em situações medianas é maior neste ciclo.

Para as próximas semanas, a atenção do mercado se volta para as condições climáticas, já que as chuvas são “fundamentais para garantir bons rendimentos no campo”. O Imea, citando a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), informa que “são esperados volumes pluviométricos acima da média registrada nos últimos anos na maior parte do país, especialmente na região do ‘cinturão do milho’”.





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