sexta-feira, maio 22, 2026

Autor: Redação

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Robustez da China e expectativa pela Selic: acompanhe os destaques do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, analisa a tensão dos mercados diante da Super Quarta, com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

A inflação norte-americana mais fraca aumentou as apostas de corte pelo Fed. Por aqui, IPCA em desaceleração e dados fracos de comércio e serviços reforçam o tom cauteloso do Copom.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Previsão do tempo para hoje se divide entre chuva forte e tempo seco; confira



Previsão do tempo para esta terça-feira (17) indica chuva forte para parte da Região Sul e tempo seco em outras áreas:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A intensificação de uma nova área de baixa pressão deve manter as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul. A chuva começa ainda de madrugada e cai em forma de pancadas – que variam de moderada a forte intensidade. Já em Santa Catarina, alguns pontos do centro e oeste do estado podem receber precipitações de maneira isolada. No Paraná, o tempo segue mais aberto ao longo do dia.

Sudeste

Tempo segue firme em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – com predomínio de sol entre algumas nuvens ao longo do dia. Umidade relativa do ar volta a atingir limiares de atenção no interior paulista e mineiro. As capitais São Paulo e Rio de Janeiro continuam a apresentar maior aumento das temperaturas. No Espírito Santo, a chuva fica restrita ao litoral capixaba.

Centro-Oeste

Tempo firme em toda a Região. Dia ficará marcado pelo predomínio de sol entre algumas nuvens no céu e sem condições para chuva. Destaque para as temperaturas elevadas – sobretudo entre o norte de Mato Grosso do Sul, de Goiás e em Mato Grosso. À tarde, a umidade relativa do ar permanece baixa em boa parte dos estados.

Nordeste

Instabilidades continuam se espalhando por boa parte da costa leste, especialmente entre o litoral da Bahia e de Pernambuco. Alerta para temporais entre as capitais Aracaju (SE) e Recife (PE). Chove também no litoral do Maranhão e do Rio Grande do Norte. No interior nordestino, o predomínio ainda é de ar seco, com dia de bastante sol e calor.

Norte

As instabilidades seguem ganhando força entre o Amapá e Roraima, com chuva forte em forma de pancadas ao longo do dia. Os temporais continuam concentrados entre o oeste do Amazonas e o Acre. Já o Pará fica com chuva restrita às áreas do norte do estado. Tocantins e boa parte de Rondônia devem ter predomínio de tempo aberto.



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Produtos usados na criação de frangos ajudam a acelerar crescimento de alface


Microrganismos amplamente utilizados na avicultura brasileira podem ganhar um novo papel no campo: estimular o crescimento de hortaliças. É o que revela uma pesquisa conduzida pela Embrapa Meio Ambiente (SP), em parceria com o Instituto Biológico de São Paulo e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O estudo mostrou que probióticos aplicados na criação de frangos também têm potencial para promover o desenvolvimento da alface, tanto na parte aérea quanto nas raízes.

Os testes utilizaram produtos comerciais à base de bactérias dos gêneros Bacillus e Lactobacillus, conhecidos por equilibrar a microbiota intestinal dos animais. Ao serem aplicados no solo, os mesmos microrganismos estimularam o crescimento vegetal por meio de mecanismos naturais, como a produção de substâncias bioestimulantes e a competição com patógenos.

A pesquisa avaliou duas formulações da empresa Biocamp: Colostrum BIO 21 Pó e Colostrum BS Pó. Ambas promoveram crescimento mais vigoroso da alface, com maior massa foliar e raízes mais robustas. “Os resultados foram consistentes, com melhora significativa nos principais indicadores agronômicos”, afirma a pesquisadora Rafaela Vargas, da Unesp, responsável pelo estudo em seu mestrado.

amostras de pés de alface que receberam probióticos via drench. Foto: Embrapaamostras de pés de alface que receberam probióticos via drench. Foto: Embrapa
Foto: Embrapa

As aplicações foram feitas de duas maneiras: diretamente no substrato no momento da semeadura e via drench, técnica de irrigação localizada nas raízes. Ambas as formas mostraram eficácia, mas a aplicação via drench favoreceu a absorção direta pelas raízes, o que pode ser vantajoso em cultivos comerciais.

O pesquisador da Embrapa Wagner Bettiol reforça que os microrganismos agem em sinergia com o solo, fortalecendo processos biológicos naturais. “O solo é um ambiente vivo, e a introdução dessas bactérias benéficas favorece o crescimento das plantas sem a dependência de insumos químicos”, afirma.

Apesar dos bons resultados, os cientistas alertam que ainda são necessários testes em outras culturas e ambientes. Fatores como o tipo de solo, clima e a interação com microrganismos locais podem influenciar os efeitos dos probióticos. A empresa produtora dos bioinsumos, em parceria com um grupo do setor agrícola, já estuda ajustes nas formulações para ampliar sua eficácia.

A pesquisa se insere em um movimento mais amplo de transição para uma agricultura de baixo impacto, com menor uso de fertilizantes sintéticos. A adoção de bioinsumos, como os probióticos, pode aumentar a resiliência das lavouras e responder à crescente demanda por alimentos mais saudáveis.

No Brasil, a produção de alface ultrapassa 1,5 milhão de toneladas por ano, com destaque para os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A pesquisa abre caminho para ampliar a produtividade de hortaliças com tecnologias já disponíveis no mercado, aproveitando o potencial brasileiro no uso de microrganismos em sistemas tropicais.



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Excesso de chuva compromete calendário do trigo


A elevada umidade do solo e as chuvas registradas nas últimas semanas prejudicaram o plantio do trigo em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (12), em algumas áreas, os volumes de precipitação chegaram a causar erosão. A estimativa é que 12% da área prevista tenha sido implantada até o momento. Os agricultores aguardam condições climáticas mais favoráveis para avançar com a operação. O desenvolvimento das lavouras permanece estagnado devido à alta nebulosidade. A expectativa é que o plantio se intensifique assim que o clima permitir.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, mesmo sem chuvas significativas durante o período, a umidade no solo limitou a semeadura em municípios da Fronteira Oeste até o dia 4 de junho, quando o tempo continuava nublado. A partir de 5 de junho, foi possível retomar os trabalhos no campo. Em Maçambará, 20% da área prevista de 14.830 hectares foi semeada. A dessecação e o plantio devem avançar rapidamente com a previsão de tempo seco e o uso de máquinas de maior porte. Em Manoel Viana, o plantio segue em ritmo lento, com 10% da área cultivada. Em Itacurubi, o percentual semeado é de 20%. Já em São Borja e São Gabriel, o excesso de umidade impediu o avanço da semeadura. Nas lavouras mais adiantadas, foi realizada a aplicação de fertilizante nitrogenado para estimular o perfilhamento das plantas. Na Campanha, ainda não há registro de plantio. Os produtores devem iniciar o preparo do solo e as dessecações nos próximos dias, com preferência pelo estabelecimento da cultura em julho.

Na região de Caxias do Sul, o plantio, que poderia ter sido iniciado em municípios de menor altitude, foi adiado devido à umidade no solo. A expectativa é de início das atividades nos próximos dias, quando as condições de campo melhorarem. Em Erechim, o plantio começou, mas os produtores aguardam melhores condições de solo para intensificar o trabalho.

Em Frederico Westphalen, a evolução da área plantada foi limitada, já que nos primeiros dias do período o solo apresentava alta umidade. No dia 4 de junho, novas precipitações interromperam as operações. Cerca de 11% da área prevista foi semeada até agora. O avanço do plantio dependerá da melhora nas condições de umidade do solo. O desenvolvimento inicial das lavouras está estagnado por conta da baixa luminosidade.

Em Ijuí, a semeadura alcançou 8%, concentrada principalmente no dia 2 de junho, nas localidades menos afetadas pelas chuvas da semana anterior, apesar da umidade elevada no solo. As lavouras semeadas no final de abril apresentam emergência uniforme nas áreas com maior capacidade de infiltração da água. Em solos mais compactados, a emergência é irregular, com casos de erosão e assoreamento dos sulcos de semeadura.

Na região de Passo Fundo, as áreas destinadas ao trigo estão em fase de dessecação. Em Pelotas, o plantio começou e os preparativos de área seguem em andamento. Cerca de 20% da área prevista já foi semeada. Os produtores continuam as negociações e aquisições de insumos para a implantação da safra.

Em Santa Maria, poucos municípios iniciaram o plantio. No próprio município de Santa Maria, 280 hectares foram semeados, correspondendo a 20% da área prevista para a safra. As lavouras estão em fase de germinação e início de desenvolvimento vegetativo. Em Pinhal Grande, a previsão é de 1.500 hectares, com as primeiras áreas já implantadas.

Na região de Santa Rosa, a implantação atingiu 17%. A baixa insolação nas últimas semanas dificultou o avanço dos trabalhos, deixando o plantio atrasado em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o percentual era de 57%. As dificuldades com a dessecação, causadas pela falta de sol entre a segunda quinzena de maio e o início de junho, levaram os produtores a avaliar a possibilidade de uma dessecação total para viabilizar o plantio. A expectativa é de intensa movimentação de máquinas nos próximos dias. Foram registrados casos de erosão de sulcos em algumas lavouras devido às chuvas. Assim que as condições climáticas melhorarem, a semeadura será intensificada. Em algumas áreas, já ocorre adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras.

Na região de Soledade, o excesso de umidade limitou os avanços na semeadura, dificultando o acesso das máquinas às lavouras. A estimativa é de que 15% da área prevista tenha sido semeada. A germinação e emergência das primeiras áreas plantadas são consideradas satisfatórias, com bom estabelecimento das lavouras. A previsão de tempo firme nos próximos dias deve favorecer o avanço do plantio.





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de soja dos EUA superam expectativas


O mercado internacional da soja operou em clima de expectativa ao longo da última semana, aguardando a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado na quinta-feira (12). A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em relatório publicado nesta quinta-feira (12), com dados referentes à semana de 06 a 12 de junho.

De acordo com o USDA, as projeções para a safra 2025/26 indicam manutenção na produção norte-americana, estimada em 118,1 milhões de toneladas. Os estoques finais nos Estados Unidos permanecem em 8 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor local segue em US$ 10,25 por bushel.

A produção mundial de soja também não apresentou alterações e continua estimada em 426,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais foram revisados para cima, alcançando 125,3 milhões de toneladas, um aumento de 1 milhão em relação ao relatório de maio.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 175 milhões e 48,5 milhões de toneladas, respectivamente. Quanto às importações chinesas, o USDA projeta a aquisição de 112 milhões de toneladas, mesmo volume indicado no mês anterior.

O andamento do plantio da nova safra nos Estados Unidos também foi destacado. Até o dia 8 de junho, 90% da área prevista estava semeada, superando a média histórica de 88% para o período. Cerca de 75% das lavouras já haviam germinado, contra 72% na média para a mesma época. Em relação à condição das lavouras, 68% estavam classificadas entre boas e excelentes, percentual abaixo dos 72% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 67% verificados na semana anterior.

Os embarques de soja pelos Estados Unidos, na semana encerrada em 5 de junho, somaram 547.040 toneladas, volume que superou as expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, o país exportou 45,2 milhões de toneladas, resultado 11% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior.





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Exportações de milho dos EUA crescem 29%


O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira (12), trouxe ajustes pontuais nas projeções para o milho na safra 2025/26. A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo o USDA, a produção de milho nos Estados Unidos foi mantida em 401,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram reduzidos em pouco mais de 1,2 milhão de toneladas, passando para 44,5 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor norte-americano segue projetado em US$ 4,20 por bushel.

A produção mundial de milho foi elevada em 1 milhão de toneladas, totalizando 1,266 bilhão de toneladas. Por outro lado, os estoques finais globais sofreram redução de 2,6 milhões de toneladas, ficando agora em 275,2 milhões de toneladas.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 131 milhões e 53 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações brasileiras permanecem projetadas em 43 milhões de toneladas para o novo ciclo comercial.

O USDA também divulgou informações sobre o desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Até o dia 8 de junho, 81% das áreas semeadas haviam germinado, percentual abaixo da média histórica de 87% para o período. Quanto à condição das lavouras, 71% estavam classificadas entre boas e excelentes, enquanto 24% apresentavam situação regular e 5% eram avaliadas como ruins ou muito ruins.

Os embarques semanais de milho dos Estados Unidos, encerrados em 5 de junho, somaram 1,66 milhão de toneladas, superando ligeiramente as expectativas do mercado. No acumulado do atual ano comercial, os EUA já exportaram 50,3 milhões de toneladas, resultado 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de sol prejudica desenvolvimento de pastagens


A escassa insolação e a umidade elevada em diversas regiões do Rio Grande do Sul comprometeram o desenvolvimento das pastagens de inverno e agravaram os danos por pisoteio. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (12).

Segundo o órgão, as forrageiras cultivadas como aveia e azevém ainda oferecem algum suporte para pastejo, mesmo com limitações. As áreas remanescentes seguem sendo implantadas pelos produtores.

Na região administrativa de Bagé, o ciclo das pastagens nativas entrou em declínio. Em Maçambará, erosões provocadas pelas chuvas causaram perda de sementes, fertilizantes e solo. Em Bagé, a entrada de animais em potreiros com manejo por diferimento foi iniciada. Algumas áreas receberam calagem, adubação e espécies de inverno.

Em Caxias do Sul, os campos nativos apresentaram crescimento, mas com baixa qualidade nutricional. As pastagens cultivadas estão em desenvolvimento inicial e sofreram danos pelo pisoteio em solo encharcado. Em Erechim, a germinação foi favorecida pela umidade e pelas temperaturas, mas o avanço das pastagens é limitado pela reduzida insolação.

Na região de Ijuí, as forrageiras se desenvolvem bem, mas em áreas muito úmidas, o pisoteio compromete o rebrote. Em Frederico Westphalen, o excesso de chuvas e a falta de sol causaram apodrecimento das folhas inferiores e dificultaram a adubação. Em Passo Fundo, a escassez de luz solar reduziu o crescimento das pastagens e, por consequência, a oferta forrageira. O plantio de trigo, cevada e triticale para duplo propósito está em andamento.

Na região de Pelotas, geadas em Pinheiro Machado afetaram as pastagens nativas. Em Pedras Altas, as pastagens cultivadas apresentaram boa oferta. Já em Jaguarão, as forrageiras foram implantadas sobre a resteva da soja.

Na área de Porto Alegre, o desenvolvimento das pastagens de inverno foi favorecido pelas condições climáticas da semana. Em Santa Maria, o campo nativo teve o crescimento interrompido, apresentando alta concentração de fibras. Azevém e aveia crescem lentamente devido à baixa luminosidade.

Em Santa Rosa, as pastagens nativas estão com desenvolvimento estagnado, mas os animais seguem em pastejo. O rebrote das perenes avança lentamente com a queda das temperaturas. As áreas semeadas mais cedo com espécies de inverno já estão sendo utilizadas.





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Fiscalização apreende 40 toneladas de farelo de soja adulterado em porto



Em colaboração com a Polícia Federal (PF), fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interceptou uma tentativa de fraude em exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná.

O caso aconteceu na última terça-feira (10), mas só foi divulgado pelas autoridades nesta segunda (16). A ação resultou na apreensão de 39.250 quilos de farelo de soja adulterado, material destinado ao mercado internacional.

De acordo com a polícia, a carga foi identificada com irregularidades no processo de acesso e classificação obrigatória, sendo a adulteração confirmada no terminal de destino.

Amostras coletadas revelaram a presença de areia, serragem e mofo misturados ao farelo de soja, caracterizando a fraude. Auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR), do Mapa, foram os responsáveis pelas análises iniciais.

De acordo com a pasta, a adulteração, como a identificada no caso, representa uma infração grave e compromete a saúde animal e vegetal, além de gerar prejuízos econômicos e à imagem do país. “A ocorrência ressalta a importância da fiscalização contínua para a manutenção da credibilidade do agronegócio brasileiro”, diz o Ministério, em nota.

De acordo com o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, a iniciativa partiu do Ministério Público Federal (MPF) e visa coibir práticas fraudulentas em exportações de granéis, garantindo que o Brasil mantenha seu status de fornecedor confiável e seguro no mercado mundial.

Segundo ele, as investigações continuam para determinar a extensão das irregularidades, identificar a organização criminosa envolvida e apurar os responsáveis pela tentativa de fraude.

Historicamente, e conforme as normas do Mapa, cargas adulteradas como esta são destinadas a um aterro sanitário.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações superam US$ 14 bilhões em junho de 2025


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,2 bilhão na segunda semana de junho de 2025, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). A corrente de comércio somou US$ 13,7 bilhões, com exportações de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6,2 bilhões no período.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 14,52 bilhões e as importações, US$ 11,42 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 3,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 25,94 bilhões. Desde o início do ano até a segunda semana de junho, as exportações totalizam US$ 151,45 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 123,9 bilhões. O superávit acumulado no ano é de US$ 27,5 bilhões.

Em relação à média diária, as exportações até a segunda semana de junho de 2025 foram de US$ 1,5 bilhão, representando crescimento de 1,1% frente ao mesmo período de 2024. As importações cresceram 1,9%, alcançando US$ 1,14 bilhão por dia útil. A corrente de comércio teve elevação de 1,5% em relação a junho do ano passado, com média diária de US$ 2,6 bilhões.

No recorte por setor, a Indústria de Transformação foi o destaque nas exportações, com crescimento de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2024, somando US$ 7,76 bilhões. Já a Agropecuária e a Indústria Extrativa recuaram 6,7% cada, com exportações de US$ 3,59 bilhões e US$ 3,10 bilhões, respectivamente.

Entre os produtos com maior crescimento nas exportações, destacam-se frutas e nozes frescas ou secas (62%), café não torrado (34,4%) e sementes oleaginosas como girassol, gergelim e canola (751,4%). Na Indústria Extrativa, o gás natural teve alta expressiva, enquanto na Indústria de Transformação, cresceram as vendas de carne bovina (47,6%), veículos automóveis (100%) e ouro não monetário (100,2%).

Por outro lado, milho (-68,6%), soja (-9,8%) e algodão em bruto (-23,8%) puxaram para baixo as exportações da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, os principais recuos vieram do minério de Ferro (-17,4%) e de Cobre (-67,4%). Já na Transformação, caíram as exportações de farelos de soja (-36,7%), açúcar (-15,1%) e aeronaves (-67,8%).

Nas importações, a Indústria de Transformação liderou com US$ 10,64 bilhões e alta de 3,3%. A Agropecuária subiu 1,9%, com US$ 0,24 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa caiu 20,7%, somando US$ 0,47 bilhão.

Produtos como cevada (109,4%), centeio e aveia (801%) e látex natural (75,4%) puxaram o aumento nas importações agrícolas. Na Indústria Extrativa, destacaram-se pedra, areia e cascalho (58,9%) e linhita (115,1%). No setor de Transformação, cresceram as compras de medicamentos (25,9%), compostos químicos (40,1%) e autopeças (21,4%).

Entre os produtos com queda nas importações, estão trigo (-6,6%) e frutas frescas (-19,8%) na Agropecuária; carvão (-48,1%) e gás natural (-36,3%) na Indústria Extrativa; e veículos (-34,7%) e plataformas flutuantes (-87,3%) na Indústria de Transformação.





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veja como ficaram as cotações neste início de semana



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços acomodados. As escalas de abate ainda estão posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a dificuldade de aquisição de animais, em especial dos mais jovens, remete a novos reajustes no curto prazo.

Somado a isso, as exportações seguem aceleradas no decorrer do mês de junho, com expectativa de uma temporada recorde, tanto em volume de carne bovina embarcada quanto em arrecadação.

  • São Paulo: R$ 322,25
  • Goiás: R$ 304,29
  • Minas Gerais: R$ 311,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,64
  • Mato Grosso: R$ 316,96

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços estáveis para a carne bovina nesta segunda-feira (16). “A expectativa é de menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo”, disse Iglesias.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$
19,50, por quilo e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Exportação de carne de boi

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 634,462 milhões em junho (10 dias úteis), com média diária de US$ 63,446 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 117,246 mil toneladas, com média diária de 11,724 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.411,40.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 47,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 21,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 21,2% no preço médio.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,96%, sendo negociado a R$ 5,4871 para venda e a R$ 5,4851 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4851 e a máxima de R$ 5,5375.



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