quarta-feira, maio 20, 2026

Autor: Redação

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Chicago sobe antes de relatórios do USDA, mantendo movimento de recuperação



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo desta segunda-feira (30) com preços mais altos para grão e óleo, e cotações mais baixas para farelo.

Em sessão volátil, o mercado se firmou no território positivo nos últimos negócios, estendendo o movimento de recuperação iniciado na sexta-feira (27).

Os contratos com vencimento em agosto de 2025 tinham preço de US$ 10,37 por bushel, alta de 3,75 centavos de dólar por bushel ou 0,36%. A posição novembro de 2025 era cotada a US$ 10,30 3/4 por bushel, elevação de 6,00 centavos de dólar por bushel ou 0,58%. No farelo, dezembro de 2025 tinha preço de US$ 288,00 por tonelada, desvalorização de US$ 0,50 por tonelada ou 0,17%. Já a posição dezembro de 2025 do óleo era cotada a 53,05 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,44 centavo de dólar por libra-peso ou 0,83%.

Os investidores se posicionam entre os relatórios de área plantada e estoques trimestrais, que saem nesta segunda-feira, às 13 horas (horário de Brasília), além das condições das lavouras do país, a serem divulgadas no fim da tarde.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1º de junho deverão ficar levemente acima do número indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 971 milhões de bushels. Em igual período do ano anterior, o número era de 970 milhões de bushels.

Em 1º de março, data do relatório anterior, os estoques de soja estavam em 1,910 bilhão de bushels. Já a área plantada norte-americana com soja deve somar 83,648 milhões de acres em 2025, acima da intenção de plantio, divulgada em março, de 83,495 milhões de acres. No ano passado, a área ficou em 87,050 milhões de acres. A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, as estimativas oscilaram de 83 a 85 milhões de acres.



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parte dos vendedores elevam a oferta e preços recuam



Ainda que parte dos produtores continue priorizando o plantio, muitos buscaram elevar a oferta de mandioca na última semana. Isso conforme o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

A demanda industrial, por sua vez, está mais arrefecida, resultando em novas quedas de preços. Entre 23 e 27 de junho, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 508,20 (R$ 0,8838/grama de amido). Este valor representa um recuo de 3,2% em relação à semana anterior. 

A média mensal, por sua vez, foi de R$ 527,01/t (R$ 0,9165 /grama de amido), 3,9% abaixo da de maio/25, também em termos nominais. 

No mercado de fécula, em meio à baixa liquidez, os estoques das fecularias e modificadoras aumentaram pela nona semana consecutiva. Assim superaram em 44,27% os apurados em igual período do ano passado, ainda conforme o Centro de Pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços seguem em queda com avanço da colheita



A colheita de feijão segue firme nas principais regiões produtoras. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, o impacto da colheita sobre os valores de comercialização do feijão segue distinto. Enquanto os preços dos grãos de maior qualidade ainda se sustentam em algumas praças, os dos feijões comerciais enfrentam pressão do avanço da oferta e também da baixa liquidez. 

No Paraná, segundo o Deral/Seab, 96% da área da segunda safra havia sido colhida até o dia 23 de junho. A Secretaria estima a produção paranaense em 526,6 mil toneladas nesta safra, queda de 23% frente à anterior. 

Vale lembrar, contudo, que o volume colhido na primeira safra foi o dobro da temporada anterior (+102%), alcançando 338,1 mil toneladas. Este fato ainda vem sustentando parte da oferta no estado. 

Em Minas Gerais, a colheita já atingiu 15% da área da segunda safra, e o plantio da terceira se aproxima do fim, em meio a relatos de pressão da mosca branca. Já na Bahia e em Goiás, as lavouras seguem em bom desenvolvimento, com a colheita avançando no Leste Goiano e Vale do Araguaia.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 78,2 bilhões para o Pronaf



O Plano Safra 2025/26 para a agricultura familiar, que será divulgado nesta segunda-feira (30), a partir das 11h, terá um volume de recursos para financiamento de pequenos produtores totalizando R$ 78,2 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), segundo apurou a reportagem. O valor representa um aumento de 3% em relação aos R$ 76 bilhões disponibilizados na temporada 2024/25.

Os juros para custeio de alimentos da cesta básica devem ser mantidos em 3% anuais, conforme a safra passada. O mesmo deve ocorrer com as taxas para Agroecologia, que devem ser mantidas em 2%. Por conta da atual taxa Selic, que está em 15% ao ano, e às restriões orçamentárias do governo, foi necessário elevar algumas taxas chega a até 2 pontos percentuais nas linhas do Pronaf, como para commodities e demais linhas (agroindústria, silvicultura etc.), que saem de 6% para 8% ao ano.

Dos recursos totais do Pronaf, R$ 40,2 bilhões serão destinados a custeio e R$ 37,9 bilhões para investimentos. O valor destinado para a equalização de juros será de R$ 43,4 bilhões, o que representa R$ 2 bilhões a menos do que o que foi utilizado na temporada 2024/25. Além disso, haverá R$ 34,7 bilhões provenientes de fontes com juros controlados, mas sem equalização.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha semana em queda na B3


As cotações do milho na B3 encerraram a sexta-feira (27) em queda, pressionadas pelo avanço da colheita da segunda safra e pela desvalorização do dólar, que acumulou baixa semanal de -0,75%. Segundo informações da TF Agroeconômica, apesar do atraso na colheita manter os preços em um canal lateral, a tendência é de que a recuperação da oferta provoque novas quedas nos preços nas próximas semanas.

No acumulado semanal, os contratos futuros da B3 apresentaram perdas entre -1,25% e -0,01%, com exceção do contrato de junho, que já não é mais negociado e fechou em alta. O contrato julho/24 fechou o dia a R\$ 63,54, com baixa diária de R\$ -0,41, mas alta semanal de R\$ 0,38. Julho/25 encerrou a R\$ 62,27 (-R\$ 0,06 no dia e -R\$ 1,25 na semana), enquanto setembro/25 caiu para R\$ 66,45 (-R\$ 0,34 no dia e -R\$ 0,79 na semana). Já no mercado físico, o indicador Cepea teve desvalorização de -0,68% na semana.

No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em alta, após cinco sessões consecutivas de queda. O contrato de julho subiu 1,95% ou \$ 8,00 cents/bushel, fechando a \$ 417,50. Já o contrato de setembro subiu 1,86% ou \$ 7,50 cents/bushel, terminando a \$ 411,50. A alta do dia refletiu uma recomposição das posições vendidas por parte dos fundos, diante das cotações em níveis historicamente baixos e da expectativa de menor estoque nos EUA, com base na forte demanda registrada recentemente. Ainda assim, o milho na CBOT acumulou uma perda semanal de -2,62% ou \$ -11,25 cents/bushel, refletindo a volatilidade do mercado frente às incertezas climáticas e à dinâmica cambial.

 





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Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 78,2 bilhões para o Pronaf



O Plano Safra 2025/26 para a agricultura familiar, que será divulgado nesta segunda-feira (30), a partir das 11h, terá um volume de recursos para financiamento de pequenos produtores totalizando R$ 78,2 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), segundo apurou a reportagem. O valor representa um aumento de 3% em relação aos R$ 76 bilhões disponibilizados na temporada 2024/25.

Os juros para custeio de alimentos da cesta básica devem ser mantidos em 3% anuais, conforme a safra passada. O mesmo deve ocorrer com as taxas para Agroecologia, que devem ser mantidas em 2%. Por conta da atual taxa Selic, que está em 15% ao ano, e às restriões orçamentárias do governo, foi necessário elevar algumas taxas chega a até 2 pontos percentuais nas linhas do Pronaf, como para commodities e demais linhas (agroindústria, silvicultura etc.), que saem de 6% para 8% ao ano.

Dos recursos totais do Pronaf, R$ 40,2 bilhões serão destinados a custeio e R$ 37,9 bilhões para investimentos. O valor destinado para a equalização de juros será de R$ 43,4 bilhões, o que representa R$ 2 bilhões a menos do que o que foi utilizado na temporada 2024/25. Além disso, haverá R$ 34,7 bilhões provenientes de fontes com juros controlados, mas sem equalização.



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atraso na colheita sustenta os preços do cereal



O atraso na colheita da segunda safra de milho vem limitando o movimento de queda nos preços do cereal em algumas praças. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Centro de Pesquisas, as cotações seguem pressionadas pela perspectiva de oferta elevada e pelas desvalorizações externas. 

Em regiões consumidoras, como as paulistas, porém, os valores chegaram a reagir, influenciados pela demanda acima da oferta de milho padronizado. Ressalta-se, ainda,  que as recentes chuvas têm limitado a disponibilidade desse tipo de cereal. 

Até o dia 21 de junho, a colheita da segunda safra somava 10,3% da área nacional, avanço semanal de 6,4 pontos percentuais. Mesmo assim o valor está bem abaixo dos 28% no mesmo período do ano passado e dos 17,5% da média dos últimos cinco anos, conforme a Conab.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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maior procura por biodiesel eleva as cotações



Após recuarem por quase dois meses, os preços do óleo de soja voltaram a subir no Brasil. É isso que apontam os levantamentos do  Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O movimento de alta, segundo pesquisadores do instituto, está atrelado às expectativas de maior demanda para biodiesel no mercado nacional. 

Outro fator que aumentou o otimismo para o mercado nacional de óleo de soja foi a aprovação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel. 

Pelas normas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a mistura irá passar dos atuais 14% para 15% entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. Apesar disso, a partir de março de 2026, a mistura ainda pode aumentar para 16%. 

Pesquisadores do Cepea destacam que o crescimento na mistura do biodiesel ao diesel era esperado para março deste ano. Assim, a não efetivação desta mudança no primeiro trimestre foi o principal fator do enfraquecimento nos valores internos do óleo naquele período.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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perspectiva de boa produção nos EUA e Brasil pressiona Chicago antes do intervalo



A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho chegou ao intervalo nesta segunda-feira (30) com baixa nos preços. O mercado foi pressionado pelo clima favorável às lavouras no Meio-Oeste dos Estados Unidos, diante da previsão de um clima quente e chuvas bem distribuídas na região.

Os contratos com vencimento em setembro de 2025 operaram cotados a US$ 4,08 1/4 por bushel, baixa de 3,25 centavos, ou 0,78% em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2025 operaram com recuo de 3, centavos, ou 0,70% em relação ao fechamento do último pregão, cotados a US$ 4,24 por bushel.

O andamento da colheita da safrinha no Brasil, com expectativas de uma produção elevada, complementou o quadro negativo. Além disso, os investidores mantiveram postura de cautela, no aguardo da divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), marcada para as 13h desta segunda-feira (30).

Para a área plantada de milho, a expectativa do mercado é de que ela possa ocupar 95,242 milhões de acres na safra 2025/26, volume que fica abaixo dos 95,326 milhões de acres estimados em março. A área, entretanto, deve ficar acima dos 90,954 milhões de acres cultivados na temporada 2024/25.

Nos estoques trimestrais na posição 1° de junho, o mercado espera que eles sejam indicados em 4,648 bilhões de bushels de milho, volume que fica abaixo dos 4,997 bilhões de bushels indicados na posição 1 de junho de 2024. Na posição 1° de março de 2025, os estoques haviam sido indicados em 8,151 bilhões de bushels.

A colheita da safrinha 2025 de milho atingia 11,1% da área estimada de 15,407 milhões de hectares na sexta-feira (27), segundo levantamento de Safras & Mercado. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 30% da área cultivada de 14,711 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 16,4%.



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Pronaf 2025/2026 promete volume recorde, mas custo por hectare pode ultrapassar cobertura


O governo federal anunciará nesta segunda-feira (30), com cobertura ao vivo pelo Canal Rural, a partir das 11 horas, o novo Plano Safra 2025/2026, com expectativa de um volume recorde destinado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O anúncio ocorre em um cenário desafiador: juros altos, inflação persistente nos insumos agrícolas e limitação orçamentária. A promessa é de mais crédito, mas a realidade no campo exige uma análise mais profunda: será que o valor por hectare acompanhará o aumento nos custos de produção?

O Plano Safra 2024/25 disponibilizou R$ 76 bilhões para o Pronaf — um valor considerado histórico. Desses, R$ 60,2 bilhões foram efetivamente utilizados até maio de 2025. As taxas de juros variam entre 0,5 % e 6 % ao ano, com condições mais vantajosas para linhas de agroecologia, alimentos básicos e microcrédito.

A política pública foi elogiada pelo volume, mas criticada pelos custos indiretos: estudo da CNA revelou que, na prática, o custo real pode chegar a 18,6 % ao ano, somando taxas bancárias, seguros obrigatórios e despesas operacionais.

O que esperar do Pronaf 2025/2026

  • O governo promete superar os R$ 76 bilhões anteriores, mantendo o foco em produtores familiares, agroecologia e segurança alimentar. Destaques já antecipados:
  • Instituição do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara);
  • Manutenção de taxas baixas (2 % a 3 %) para alimentos da cesta básica e agricultura orgânica;
  • Maior integração com programas de compras públicas e assistência técnica via entidades como o Sebrae e a Emater.

Entretanto, o desafio é compatibilizar esses avanços com um cenário econômico adverso: a taxa Selic está em 15 % ao ano, exigindo maior subvenção orçamentária para manter o juro equalizado. Isso pressiona o Tesouro Nacional, que já trabalha sob forte restrição fiscal.

Apesar do valor total elevado, o que realmente importa para o produtor é quanto recurso está disponível por hectare cultivado — e aqui está o alerta:

O custo médio por hectare aumentou consideravelmente em função da alta dos fertilizantes, defensivos e combustíveis.

Se o crédito disponível não for reajustado proporcionalmente, o produtor terá que complementar com capital próprio ou reduzir área/tecnificação.

Isso vale tanto para o Pronaf Custeio quanto para linhas de investimento, como o Pronaf Mais Alimentos.

Em outras palavras: mais dinheiro no total não significa maior cobertura individual. Um orçamento inflado pode mascarar uma realidade em que o crédito não cobre os custos reais da produção.

As taxas anunciadas pelo governo (entre 0,5 % e 6 %) são apenas a ponta do iceberg. O produtor familiar, principalmente o mais desassistido, lida com:

  • Taxas bancárias ocultas;
  • Exigência de garantias e seguros caros;
  • Burocracia que atrasa o acesso ao recurso.

Esse “custo efetivo”, muitas vezes ignorado nos anúncios oficiais, pode tornar o crédito inviável — ou empurrar o produtor para o endividamento.

Conclusão: o produtor pode receber mais, mas colher menos

O Plano Safra Pronaf 2025/2026 virá com uma roupagem otimista: mais recursos, novos programas, foco na sustentabilidade. No entanto, o produtor precisa estar atento ao que realmente entra na sua conta e ao que ele consegue produzir com esse dinheiro.

A inflação dos custos por hectare, combinada com a complexidade bancária e o juro real embutido, pode gerar uma situação paradoxal: crédito mais volumoso, mas menos eficaz.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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