segunda-feira, março 23, 2026

Autor: Redação

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Clima no Brasil é ponto de atenção para soja; oleaginosa enfrenta volatilidade global


O mercado da soja apresentou comportamento pressionado ao longo da última semana, especialmente nos prêmios de exportação nos portos brasileiros. Mesmo com o dólar em patamar elevado, o encarecimento dos fretes marítimos e dos seguros de guerra no cenário internacional levou as tradings a ajustarem os preços, reduzindo a competitividade.

Lentidão na colheita

No campo, a colheita da safra 2025/26 segue avançando, ainda que em ritmo mais lento que a média histórica, impactada por condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras. Esse atraso tem aumentado a oferta imediata de grãos, favorecendo a liquidez no mercado spot.

No ambiente doméstico, a valorização do dólar, que superou R$ 5,30 em meio à aversão global ao risco, ajudou a sustentar os preços em reais na porta da fazenda, funcionando como um piso para o mercado interno.

Contratos futuros de soja

De acordo com a plataforma Grainsights, da plataforma Grão Direto, os contratos futuros em Chicago registraram queda, refletindo o cenário de pressão internacional. O contrato maio/26 recuou 4,98%, encerrando a US$ 11,63 por bushel, enquanto o março/27 caiu 1,29%.

No Brasil, esse movimento resultou em desvalorização no mercado físico, com destaque para o Noroeste de Minas Gerais, onde os preços caíram, em média, 1,80%, próximos de R$ 106,20 por saca.

O que vem por aí?

Para os próximos dias, o mercado deve permanecer altamente volátil, influenciado por fatores geopolíticos e econômicos. O bloqueio do Estreito de Ormuz tem elevado significativamente os custos logísticos globais, enquanto sinais de possível redução das tensões entre Irã e Estados Unidos podem alterar rapidamente o humor dos investidores.

Outro ponto de atenção é o relatório Prospective Plantings, do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de aumento da área de soja nos Estados Unidos na safra 2026/27, o que pode influenciar diretamente a formação de preços.

Além disso, o mercado acompanha a possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode resultar em novos acordos comerciais envolvendo a compra de soja americana, embora o histórico de tensões entre as duas potências mantenha o cenário de cautela.

No Brasil, clima segue no radar

No Brasil, o clima segue no radar. A previsão indica chuvas frequentes no Sul, que podem atrasar a colheita, enquanto o Centro-Oeste enfrenta irregularidade nas precipitações. Já no Sudeste, o calor predomina com pancadas isoladas, e no Norte e Nordeste as chuvas continuam mais intensas, mantendo atenção sobre os impactos na qualidade das lavouras e no andamento dos trabalhos em campo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% para 2026


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.





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Fiscais apreendem 30 toneladas de amêndoa de cacau avaliadas em R$ 744 mil


amêndoa de cacau
Foto: divulgação/Agência Pará

Durante fiscalização realizada no domingo (22), pelos fiscais de receitas estaduais da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), foram apreendidas 30 toneladas de amêndoa de cacau, avaliadas em R$ 744.000,00.

Os fiscais atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Gurupi, localizada em Cachoeira do Piriá, no nordeste do Pará.

O condutor do veículo que transportava a carga apresentou nota fiscal com origem no município de Ananindeua, no Pará e destino a Ilhéus, na Bahia. Os servidores notaram que a nota fiscal tinha baixa numeração, em comparação ao tempo de atividade da empresa, que funciona desde 2012.

A fiscalização fez a verificação física da carga, e identificou 508 sacos de amêndoas de cacau, no total de 30.000 kg. “Durante a análise da documentação fiscal foi verificado que o valor estava muito abaixo do estabelecido no Boletim de Preços Mínimos do Pará, o que levou o contribuinte a recolher ICMS em valor a menor que o devido”, explicou o coordenador Gustavo Bozola.

A mercadoria teve o valor reajustado de acordo com o Boletim de Preços Mínimos para R$ 744.213,37 e foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 94.038,79, referente ao imposto e multa.  

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Produção de milho 1ª safra deve crescer 38% em SP, aponta projeção


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

A produção de milho da primeira safra no estado de São Paulo deve alcançar 2,01 milhões de toneladas na safra 2025/26, aumento de 38% em relação ao ciclo anterior. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

O crescimento é resultado da expansão da área plantada e do aumento da produtividade. A área destinada ao cultivo deve avançar 23,1%, enquanto a produtividade média está estimada em 7.469 kg por hectare, alta de 12,2%.

A produção está concentrada em regiões que respondem por 58,6% do volume total do estado.

Soja e café também avançam

A produção de soja deve atingir 4,57 milhões de toneladas, aumento de 11% na comparação anual. A produtividade está estimada em 3.663 kg por hectare.

As regiões de Itapeva, Assis e Ourinhos concentram 39,7% da produção estadual, com destaque para Itapeva, responsável por quase 19% do total.

A safra de café está estimada em 4,7 milhões de sacas de 60 kg. A área cultivada apresenta recuo de 0,9%, enquanto a produtividade deve crescer 5,7%.

A região de Franca responde por mais de 57% da produção estadual, seguida por São João da Boa Vista, com 23,6%.

Laranja registra queda de área

Na safra 2024/25, a produção de laranja foi de 268,7 milhões de caixas. A produtividade teve alta de 2,8%, enquanto a área cultivada recuou 9,5%.

O resultado está associado à incidência de greening, doença que afeta os pomares de citros, além de condições climáticas.

Cana-de-açúcar tem retração na produção

A produção de cana-de-açúcar destinada à indústria somou 390,9 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação ao ciclo anterior. A área plantada recuou 4,8%, totalizando 5,5 milhões de hectares.

A produtividade foi de 78.057 kg por hectare, aumento de 0,5%. As regiões de São José do Rio Preto, Barretos e Ribeirão Preto concentram 22,2% da produção.

Os dados foram coletados entre novembro e dezembro de 2025, com participação de técnicos em 645 municípios paulistas. O levantamento considera os principais produtos do Valor da Produção Agropecuária do estado, com base em área, produção e produtividade.

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Colheita de milho de verão avança no Centro-Sul e supera ritmo do ano passado, aponta consultoria


Colheita de milho para ração. preço do milho
Foto: Wenderson Araujo/CNA

A colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil alcançou 55,7% da área estimada até o dia 20 de março, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos avançam sobre uma área total de 3,608 milhões de hectares, mantendo ritmo superior ao registrado na média dos últimos anos.

O desempenho atual também supera o mesmo período da safra passada, quando 52,1% da área havia sido colhida, além de ficar acima da média de cinco anos, de 53,8%, indicando um andamento mais acelerado das atividades no campo.

Na análise por estados, o Sul lidera o ritmo de colheita. O Rio Grande do Sul apresenta 84,5% da área já colhida, seguido por Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Em São Paulo, os trabalhos atingem 52,5% da área cultivada.

No Centro-Oeste e Sudeste, o avanço ainda é mais moderado. Goiás e Distrito Federal registram 7,2% da área colhida, enquanto Minas Gerais chega a 20,3%. Em Mato Grosso, a colheita atinge 35,7%, embora sobre uma área menor. Já em Mato Grosso do Sul, os trabalhos ainda não haviam começado até a data do levantamento.

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Mercado eleva a previsão de inflação para 2026


inflação, IPCA - selic - deflação - ministério da economia - IPCA-15 - IBC-Br - agenda econômica - ipca-15
Foto: Agência Brasil

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

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Mercado eleva a previsão de inflação para 2026


inflação, IPCA - selic - deflação - ministério da economia - IPCA-15 - IBC-Br - agenda econômica - ipca-15
Foto: Agência Brasil

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cais Mauá passa por ajustes finais para receber o South Summit Brazil 2026


A estrutura do South Summit Brazil 2026 está na fase final de montagem no Cais Mauá, marcando a contagem regressiva para um dos maiores encontros de inovação, tecnologia e empreendedorismo da América Latina. Correalizado pelo governo do Estado, o evento começa na quarta-feira (25/3) e segue até sexta-feira (27), com a expectativa de reunir milhares de participantes na capital gaúcha.

A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp, celebra a chegada da quinta edição do evento. “Mais uma vez, estamos prontos para receber pessoas de diferentes lugares do mundo, representando o ecossistema nacional e internacional de inovação. Sem dúvida, teremos mais uma edição memorável”, afirma.

Com a proximidade do início das atividades, a área histórica do Cais passa por uma intensa transformação para receber os diferentes espaços do evento, incluindo palcos de conteúdo, áreas de exposição, arenas de networking e estruturas voltadas à experiência do público. A montagem mobiliza equipes técnicas e envolve a adaptação dos armazéns e áreas externas, que se tornam um grande hub de conexões e negócios durante os três dias de programação.

Governo do Estado mobiliza projetos sociais para o South Summit Brazil 2026

A estrutura ocupará uma área útil aproximada de 30 mil metros quadrados (m²), ao longo de quatro armazéns do Cais Mauá. Serão sete palcos com uma extensa programação de painéis e apresentações, incluindo o RS Innovation Stage, que é a casa do governo gaúcho no evento. Esse espaço aumentará de 263 m² para 292 m², com o total de assentos passando de 125 para 144.

Além do RS Innovation Stage, o governo também estará presente em outros palcos e no marketplace – local de exposição, com estandes de patrocinadores, startups e parceiros. Neste ano, pela primeira vez, a Sunset Street, que dá acesso a todos os palcos, será coberta, o que garante que as condições climáticas não afetarão os visitantes.

Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática realiza ação social do South Summit Brazil em Estrela

O South Summit Brazil integra a estratégia de fortalecimento do ecossistema de inovação gaúcho, estimulando a geração de negócios, a atração de talentos e a internacionalização de empresas e iniciativas locais. A realização do evento nos últimos cinco anos reforça o posicionamento do Estado como porta de entrada para conexões globais e desenvolvimento tecnológico.

Novidades da quinta edição

Entre as novidades desta edição está o estúdio de podcast, que poderá ser utilizado por profissionais de imprensa e patrocinadores. O evento também passa a contar com o novo Experience VIP Lounge, espaço integrado voltado a conexões estratégicas e negócios, além da Cais Room, uma sala multiuso, e da Guaíba Room, dedicada a reuniões e encontros privados, com possibilidade de agendamento por participantes, investidores, startups e speakers.

Palco do governo no South Summit Brazil, RS Innovation Stage recebe 372 inscrições, maior procura já registrada

A agenda inclui, ainda, a segunda edição da South Summit Brazil Run, no sábado (28), com percursos de 3, 5 e 10 quilômetros, no Parque Harmonia.

A qualificação estrutural contempla, ainda, iniciativas voltadas à acessibilidade, ao bem-estar e à segurança do público, com reforço do time de profissionais especializados e uma sala de acolhimento.

South Summit Brazil

Criado na Espanha e consolidado como a maior feira de inovação do sul da Europa, o South Summit chegou ao Rio Grande do Sul por iniciativa do governo de Eduardo Leite, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre. Antes da chegada ao Estado, o evento ainda não possuía edição na América Latina.

Por que é importante para o Estado sediar eventos que fomentam iniciativas de inovação como o South Summit Brazil? 

Em 2025, a edição brasileira reuniu 23 mil participantes de 62 países, incluindo 900 investidores e 140 fundos, com mais de US$ 215 bilhões sob gestão. O encontro também recebeu mais de 3 mil startups e 800 speakers.

O tema desta edição será “Human by Design” — conceito que coloca o ser humano no centro do desenvolvimento de tecnologias e produtos, destacando soluções orientadas às necessidades e ao potencial das pessoas.

Texto: Ascom SictEdição: Secom





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Nova solução pode combater mastite sem antibióticos na pecuária leiteira


problema de mastite na ordenha em pecuária leiteira
Foto: Freepik

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vem avançando no desenvolvimento de soluções inovadoras para um dos principais desafios da pecuária leiteira: a mastite bovina. Pesquisas conduzidas nos programas de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas e em Ciências Veterinárias resultaram em uma formulação que utiliza óleos essenciais como base para tratamento e prevenção da doença, com potencial para reduzir o uso de antibióticos e seus impactos associados.

A tecnologia combina óleos essenciais de orégano e tomilho a uma emulsão com poloxâmero, composto amplamente utilizado em formulações farmacêuticas. A proposta se destaca por oferecer uma alternativa com ação antimicrobiana, ao mesmo tempo em que contribui para enfrentar um problema crescente: a resistência aos antimicrobianos, considerada um desafio global de saúde pública.

A mastite bovina é uma das doenças mais relevantes da cadeia leiteira, com impacto direto na produtividade, na qualidade do leite e na rentabilidade das propriedades rurais. Além dos prejuízos econômicos, a presença de microrganismos como o Staphylococcus aureus pode representar riscos à saúde humana, especialmente quando há consumo de produtos contaminados. Soma-se a isso o uso recorrente de antibióticos no tratamento convencional, que pode deixar resíduos no ambiente e intensificar o problema da resistência microbiana.

Nesse contexto, a pesquisa se insere no conceito de Saúde Única, ao considerar a interdependência entre saúde animal, humana e ambiental. Ao propor uma alternativa baseada em bioinsumos, a tecnologia amplia as possibilidades de manejo mais sustentável na pecuária leiteira e contribui para práticas alinhadas à inovação e ao uso responsável de recursos.

O avanço científico também impulsionou a criação de uma startup voltada ao desenvolvimento de produtos multifuncionais, com aplicações nas áreas veterinária e humana. A iniciativa busca transformar o conhecimento gerado em soluções aplicáveis ao mercado, reforçando a conexão entre pesquisa acadêmica, inovação e empreendedorismo.

O reconhecimento no meio científico reforça o potencial da pesquisa aplicada. A formulação conquistou o primeiro lugar em um prêmio nacional voltado à inovação em Ciências Farmacêuticas com base na biodiversidade brasileira, destacando a relevância de soluções que utilizam recursos naturais como base para novas tecnologias.

Com apoio de instituições de fomento, o estudo evidencia o papel estratégico da ciência no desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis para o agronegócio. Ao integrar conhecimento técnico, biodiversidade e inovação, a iniciativa amplia perspectivas para o controle de doenças na pecuária e fortalece o uso de soluções mais seguras e eficientes no campo.

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Ex-ministro Aldo Rebelo diz que Brasil tem autonomia, mas precisa cobrar reciprocidade


Foto: Renato Medeiros

A inserção do Brasil no cenário internacional, sob a perspectiva do agronegócio, dominou os debates de um evento que reuniu autoridades e especialistas ao longo da manhã desta segunda-feira (23), em São Paulo.

Um dos painelistas do evento “A geopolítica do agronegócio”, o ex-ministro Aldo Rebelo afirmou, em entrevista ao Canal Rural, que o país reúne condições únicas para atuar com autonomia, mesmo em um ambiente globalizado.

Ao relacionar soberania e a inserção do Brasil no cenário internacional, Rebelo destacou três pilares principais: produção de alimentos, geração de energia e disponibilidade de recursos minerais estratégicos.

“O Brasil tem o mais importante, que é a capacidade de produzir alimentos e garantir sua própria segurança alimentar, além de contribuir com a segurança alimentar global”, afirmou. Ele também ressaltou a diversificação energética do país,

De acordo com o ex-ministro, o Brasil já possui autossuficiência em petróleo e uma matriz diversificada, mas ponderou que há potencial ainda não explorado. Para ele, áreas como a margem equatorial e novas fronteiras de exploração poderiam ampliar a oferta de energia.

“O Brasil tem, provavelmente, as fontes de energia mais diversificadas do mundo”, afirmou, ao citar também o avanço de fontes como eólica, solar e biomassa.

Além disso, ele apontou a relevância das reservas minerais. “Nenhum país tem a disponibilidade de minerais estratégicos que o Brasil possui”, declarou.

Dependência externa ainda é risco

Apesar das vantagens, Rebelo alertou para vulnerabilidades. Entre elas, a dependência de insumos importados e a falta de garantia sobre rotas comerciais seguras.

“O Brasil não tem garantia de insumos nem de rotas comerciais seguras”, afirmou, ao destacar a dependência externa, especialmente em fertilizantes, e a falta de estrutura para proteção das rotas de comércio.

Segundo ele, a ausência de estrutura de defesa compatível, especialmente no campo marítimo, limita a capacidade de proteção do comércio exterior brasileiro.

Relações internacionais e reciprocidade

Ao tratar das relações internacionais, Rebelo defendeu uma postura mais assertiva do Brasil, baseada na reciprocidade. Na prática, é a exigência de tratamento equivalente por parte dos parceiros comerciais.

“Parceiro estratégico não se alia a adversários dentro do próprio país”, disse, ao comentar a relação com a China, citando interlocuções com organizações que fazem críticas à agricultura brasileira.

Em relação aos Estados Unidos, ele apontou sinais de distanciamento diplomático. “Um país que quer ser parceiro não pode passar mais de um ano sem indicar embaixador”, afirmou, ao mencionar a ausência de um representante permanente no Brasil desde 2025.

Para Rebelo, situações como essas indicam desequilíbrios na relação e reforçam a necessidade de o país adotar uma postura mais firme. “O Brasil tem condições de cobrar reciprocidade nas relações internacionais”, concluiu.

Geopolítica na agenda do agronegócio

Outro ponto destacado no evento foi o papel da geopolítica no agronegócio, que ainda não é central na agenda do setor, mas que começa a aparecer aos poucos.

Segundo Marcelo Coutinho, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), há sinais de maior coesão entre as lideranças do agro, o que pode ampliar a capacidade de influência do setor. “Quanto mais coesa for a elite do agro, maior tende a ser sua influência no Estado”, afirmou.

O pesquisador também apontou uma tendência de alinhamento em torno de inovação, sustentabilidade e meio ambiente, temas que devem ganhar força nos próximos anos.

Já Plinio Nastari, fundador e presidente da consultoria Datagro, chamou atenção para entraves internos que ainda afetam a competitividade do agro brasileiro. “O setor é eficiente e estruturado, mas enfrenta uma burocracia que pesa e distorce a forma como o Brasil é avaliado lá fora”, disse.

Ele também ressaltou que parte das acusações externas, especialmente em temas trabalhistas e ambientais, precisa ser melhor enfrentada pelo país, com mais clareza na comunicação e defesa institucional.

Além disso, o painel indicou que assuntos estratégicos, como fertilizantes, ainda aparecem de forma intermitente no debate público, apesar da relevância para a segurança produtiva.

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