quarta-feira, agosto 19, 2026

Autor: Redação

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Feijão-de-metro ganha novas cores e promete alta produtividade


Cores diferenciadas, qualidade de vagens e elevada produtividade são os principais atributos das duas novas cultivares de feijão-caupi (feijão-de-corda), do tipo feijão-de-metro, que a Embrapa Amazônia Oriental (PA) apresenta ao mercado. A BRS Lauré, com vagem de coloração roxo-avermelhada, e a BRS Raíra, com vagem verde-oliva, são recomendadas para plantio no estado do Pará e possuem potencial para outras em regiões com clima quente.

Com vagens longas e roxo-avermelhadas, a BRS Lauré é a primeira cultivar com essas características desenvolvida pela pesquisa para o mercado da região Norte. “É um produto novo no mercado que atrai pelo apelo visual, mas que apresenta elevada produtividade e distribuição bem equilibrada de vagens ao longo do dossel da planta”, afirma o pesquisador da Embrapa Rui Alberto Gomes.

Nos testes em campo, a média de produtividade foi de 11,6 toneladas de vagem fresca por hectare enquanto a média dos materiais utilizados atualmente no campo foi de 7,6 t/ha, a cultivar comercial; e de 8,6 t/ha, uma variedade crioula bastante cultivada na região.

Já a BRS Raíra, que possui vagens na cor verde-oliva, mais claras que as vagens tradicionais, produziu mais de 10 toneladas de vagem fresca por hectare enquanto os materiais tradicionais ficaram entre 7 (cultivar comercial) e 8,6 t/hectare (variedade crioula). “Essa cultivar tem vagens longas, no padrão do mercado consumidor, e são boas para o consumo em virtude do baixo teor de fibra”, destaca o pesquisador.

Tanto em períodos secos quanto chuvosos, o desempenho produtivo das duas cultivares se mostrou superior ao das variedades em uso atualmente. A BRS Raíra e BRS Lauré apresentaram boa tolerância ao estresse hídrico (falta de chuvas) e às elevadas temperaturas.

Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

O pesquisador explica que o feijão-de-metro é cultivado durante todo o ano no estado do Pará, sob diferentes condições de umidade, contudo, é preciso ajustes no sistema de produção, incluindo o cultivo nas partes mais altas da propriedade. “É importante plantar em leiras ou camalhões para evitar encharcamento durante o período mais chuvoso do ano, e fazer irrigação do cultivo na época mais seca”, acrescenta Gomes.

Incentivo à produção e ao consumo

O pesquisador aposentado Francisco Freire, que liderou o programa de melhoramento genético de feijão-caupi da Embrapa, explica que as novas cultivares foram selecionadas entre centenas de materiais coletados dentro e fora do Brasil. Os sucessivos ciclos de cultivo e seleção, realizados entre os anos de 2016 e 2018 em dois municípios paraenses, Belém e Terra Alta, consideraram a produtividade, qualidade comercial das vagens e sanidade.

Freire pontua que as duas novas cultivares são voltadas principalmente para a agricultura familiar do estado do Pará. “O feijão-de-metro é cultivado na forma de hortaliça e sua produção é muito característica dos pequenos e médios produtores. Além de incentivar e fortalecer o cultivo e a produção do feijão-caupi junto a esse público, o programa objetiva também promover o consumo dessa hortaliça”, acrescenta Freire.

Gomes reforça que as cultivares apresentam vantagens ao produtor e ao consumidor. “Para o produtor é uma opção de complementação da renda, uma vez que é possível colher praticamente o ano todo. Já para o consumidor, esse produto amplia o cardápio com um alimento nutritivo”, afirma.

As vagens frescas das duas cultivares, segundo o pesquisador, possuem em sua composição alto conteúdo de molibdênio, micronutriente que protege as células do corpo, e é fonte de selênio. Além disso, possuem fibras, lipídeos, proteínas, carboidratos e nutrientes.


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AgroNewsPolítica & Agro

Apesar das chuvas, semeadura do arroz avança no RS



Preço médio do arroz teve uma leve alta no estado




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (24) pela Emater/RS, a semeadura do arroz no estado avançou significativamente durante o período, mesmo com as chuvas recentes, que interromperam temporariamente os trabalhos em algumas áreas. A retomada do plantio se deu principalmente em talhões com melhor capacidade de drenagem, especialmente em solos de textura média à arenosa. Em propriedades maiores, a infraestrutura adequada e a mão de obra qualificada garantiram eficiência nas atividades. 

A elevação das temperaturas a partir de 19 de outubro contribuiu para uma germinação rápida e uniforme das sementes. Em algumas áreas, a umidade excessiva exigiu a adubação nitrogenada por via aérea, um método mais custoso, mas que apresentou resultados positivos devido às condições favoráveis do solo para a absorção de nutrientes, conforme os dados da Emater/RS

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Segundo o informatico, o controle de plantas daninhas também foi intensificado, com aplicação de herbicidas em pré-emergência nas áreas recém-semeadas e em pós-emergência nas mais avançadas. Nas lavouras semeadas em setembro, o ciclo produtivo já se encontra mais adiantado, e os sistemas de irrigação estão garantindo o suporte hídrico necessário para o desenvolvimento da cultura.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta uma área de 948.356 hectares cultivados para a safra, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha.

No que diz respeito à comercialização, o preço médio do arroz no estado subiu 0,20% em relação à semana anterior, passando de R$ 116,09 para R$ 116,32 por saca de 60 quilos, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Eleições 2024: o que você precisa saber sobre o 2º turno



Neste domingo (27), 33.996.477 eleitores de 51 municípios voltam às urnas para a escolha de seus prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos. A votação ocorre das 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o Brasil, exceto no Distrito Federal.

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Voto obrigatório

Os cidadãos que não votaram no primeiro turno terão a oportunidade de votar no segundo, mesmo que não tenham justificado a ausência anteriormente. A Justiça Eleitoral trata cada turno como uma eleição distinta, portanto, aqueles que não votarem em nenhum dos turnos deverão justificar a ausência em ambas as ocasiões.

A legislação brasileira determina que o voto é obrigatório para quem tem idade entre 18 e 70 anos e facultativo para pessoas analfabetas, jovens com 16 e 17 anos e para todos com mais de 70 anos.

É necessário estar com o título eleitoral em situação regular e mesmo que o nome do eleitor não apareça no caderno de votação da zona eleitoral, ele poderá exercer a cidadania se seus dados eleitorais constarem no cadastro da urna eletrônica de sua zona eleitoral.

Documentação necessária

É necessário apresentar um documento oficial com foto para cumprir seu direito como cidadão. São aceitas as seguintes opções:

  • e-Título
  • Carteira de Identidade
  • Passaporte
  • Carteira de Trabalho
  • Carteira Nacional de Habilitação (mesmo com validade expirada)

Não é obrigatório levar o título eleitoral, desde que o eleitor saiba o número e o local de votação, que podem ser consultados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelo aplicativo e-Título.

Segundo a legislação, documentos oficiais sem foto, certidões de nascimento e de casamento não serão aceitos nas seções eleitorais, a fim de se assegurar a identificação adequada das eleitoras e dos eleitores.

Utilização de aparelhos eletrônicos

Durante a votação, é proibido utilizar celulares, câmeras e qualquer dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto. Apenas tecnologias assistivas são permitidas, como aparelhos auditivos.

Manifestação de preferências

Os eleitores podem expressar suas opiniões através de bandeiras, broches e camisetas, mas reuniões e propagandas eleitorais no dia da votação são vetadas. A propaganda e o uso de equipamentos de som são considerados crimes.

Transporte de armas

O transporte de armas e munições é proibido nas 24 horas que antecedem e sucedem as eleições, exceto para agentes de segurança em serviço.

Justificativa

Eleitores que estiverem fora do país e não puderem votar devem justificar sua ausência pelo aplicativo e-Título ou pelo site do TSE. O prazo para apresentação da justificativa é de até 60 dias após a eleição.

Divulgação dos resultados

Após o fechamento das urnas, às 17h (horário de Brasília), os resultados das eleições serão divulgados. Isso incluirá a contagem dos votos em branco, nulos e as abstenções. Segundo o TSE, os boletins de urna usados para a totalização estarão disponíveis no site, juntamente com as tabelas que mostram os dados conforme o recebimento.



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Espumante de umbu é desenvolvido por pesquisadores


Um estudo realizado pela Embrapa em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mostrou que o umbu, fruto típico da Caatinga, é uma promissora matéria-prima para a elaboração de bebida alcoólica fermentada e naturalmente gaseificada, tipo “vinho espumante”.

Os pesquisadores registraram uma aceitação positiva do novo produto, por meio de um teste com potenciais consumidores.

Eles avaliaram as características físico-químicas da bebida, que se encontram em conformidade com os parâmetros regulatórios do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para fermentados de frutas.

“O teste de consumidor mostrou que o fermentado de umbu gaseificado foi bem aceito pelos consumidores brasileiros”, conta a pesquisadora Aline Biasoto, da Embrapa Meio Ambiente (SP).

Ajuste do teor de açúcar

A pesquisadora relata que o teste de intenção de compra reforçou o potencial de sucesso da bebida no mercado.

Em contrapartida, Aline também detectou a necessidade de ajuste do teor de açúcar antes do fechamento da garrafa com rolha de cortiça, a fim de aumentar a intensidade do aroma de umbu e do gosto doce, que correspondem a potenciais direcionadores de preferência para melhorar a aceitação da bebida desenvolvida.

O umbu, fruto nativo do bioma Caatinga, é perecível, o que provoca volume elevado de perdas após a colheita. Por isso, a sua utilização para a produção de bebida similar ao vinho espumante é uma estratégia de agregação de valor e diminuição das perdas, e é capaz de atrair consumidores interessados em bebidas inovadoras com matérias-primas alternativas e exóticas.

A inovação poderá contribuir para a melhoria da economia circular em uma das regiões mais afetadas pela escassez de água, fortalecendo a agricultura familiar e extrativista no bioma Caatinga.

Processamento do umbu

UmbuUmbu
Foto: Luís Henrique Pereira de Sá Torres/Embrapa

O fermentado de umbu gaseificado foi obtido utilizando o método denominado tradicional ou clássico para a elaboração de vinhos espumantes. Esse método é utilizado na produção de vinhos espumantes de alta qualidade, como o Champagne, e envolve duas etapas de fermentação alcóolica.

Na primeira, a polpa de umbu diluída com água é fermentada após a adição de cultura de levedura S. cerevisiae e açúcar (chaptalização), obtendo-se o fermentado de umbu base.

O produto deve passar por processamentos para então ser acondicionado em garrafas e iniciar a segunda etapa de fermentação, com uma mistura de açúcar e leveduras, chamada de licor de tiragem.

A garrafa é então fechada com uma tampa provisória de metal, semelhante a uma tampa de garrafa de cerveja. Como a garrafa está fechada, o dióxido de carbono (CO2) fica preso no líquido, criando as bolhas características do vinho espumante.

Por ser uma espécie nativa extremamente resistente às condições naturais do clima da região, predominantemente quente e seco, o umbuzeiro é capaz de produzir quantidades substânciais de frutos anualmente, porém de forma concentrada nos primeiros três meses do ano.

Assim, alternativas de processamento são vantajosas para estender a vida de prateleira de produtos à base de seus frutos.

Os pesquisadores acreditam que a produção de fermentados de fruta também é uma estratégia que pode estabelecer uma cadeia produtiva sólida, baseada em produtos com alto valor agregado e crescente interesse do consumidor.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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‘Vitória para todos os agricultores do estado’, diz presidente da Aprosoja Mato Grosso


Na última quinta-feira (24), o governador Mauro Mendes sancionou a lei que revoga a Moratória da soja em Mato Grosso, retirando os incentivos fiscais para empresas signatárias do acordo a partir de janeiro de 2025. A mudança é vista como uma grande vitória pelos produtores rurais, que questionam os efeitos negativos do acordo.

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Agradecimento e mobilização

Foto: Lucas Beber/MT

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, expressou sua gratidão a todos que contribuíram para essa conquista. Ele destacou o apoio de deputados estaduais que votaram pela aprovação da lei, assim como dos prefeitos de mais de 120 municípios e dos vereadores que se mobilizaram contra a Moratória. Beber também fez uma menção ao Tribunal de Contas de Mato Grosso e às diretorias anteriores da Aprosoja, que iniciaram a luta pela derrubada do acordo.

“Nosso agradecimento é direcionado a todos que participaram dessa jornada. O presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso e o conselheiro Antônio Joaquim também foram essenciais nesse processo. Sem essa união, não teríamos chegado até aqui”, declarou Beber.

Impacto

A nova legislação proíbe a concessão de benefícios fiscais a empresas que adotam compromissos que limitam a expansão agropecuária em áreas não protegidas por leis ambientais. Segundo Beber, o intuito é eliminar os incentivos fiscais para aqueles que não cumprem as diretrizes, ao mesmo tempo em que abre espaço para que empresas que não estão vinculadas à Moratória possam aproveitar esses benefícios.

”Estamos focados em proteger os interesses dos nossos produtores. Essa mudança é um novo passo para garantir um mercado mais justo e competitivo. Vamos melhorar a economia do nosso estado e reduzir as desigualdades”, afirma o presidente.

Assunto em pauta

No último trimestre do ano, o assunto referente à Moratória da soja se intensificou no setor, com agricultores questionando a legalidade do acordo. Eles argumentam o impedimento à comercialização de grãos de áreas desmatadas legalmente, o que, segundo eles, contraria o Código Florestal brasileiro e provoca tensões no setor agrícola.

Além das questões legais, preocupações com os impactos socioambientais da moratória também foram colocadas em pauta. A falta de clareza nas diretrizes levantou dúvidas sobre a sustentabilidade das práticas agrícolas e os efeitos sobre a economia local.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia projeta crescimento para safra 2024/25


O Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) apresentou, em reunião na sede da Aiba/Abapa em Barreiras, um panorama da safra 2023/24, destacando os desafios enfrentados e as expectativas para a próxima safra. O relatório, elaborado pelo Núcleo de Agronegócio da Aiba, utilizou tecnologias de monitoramento remoto e amostragens de campo para avaliar a evolução das áreas produtivas e o desempenho das principais culturas, conforme o informado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA).

De acordo com as informações da Seagri, a safra 2023/24 foi marcada por condições climáticas adversas devido aos efeitos do El Niño, que afetaram os produtores do oeste baiano. Como resultado, a produtividade média da soja foi de 63 sacas por hectare, totalizando 7,4 milhões de toneladas colhidas em mais de 1,9 milhão de hectares cultivados, correspondendo a 67% da área plantada na região.

O algodão, segunda maior cultura em área, também teve bons resultados. Foram cultivados 345 mil hectares, com uma produção de cerca de 1,6 milhão de toneladas e uma média de 326 arrobas por hectare. Já o milho, apesar de enfrentar desafios fitossanitários e climáticos, apresentou uma produtividade de 150 sacas por hectare em áreas de sequeiro e 160 sacas por hectare em áreas irrigadas, resultando em um total de mais de um milhão de toneladas colhidas.

Para a safra 2024/25, as perspectivas iniciais são positivas, com a semeadura da soja já em andamento nas áreas irrigadas, cobrindo uma previsão inicial de 113 mil hectares. O Conselho Técnico projeta um aumento na área plantada de soja, que deve alcançar 2,129 milhões de hectares, enquanto o algodão deve cobrir 380 mil hectares e o milho, 105 mil hectares.

As previsões climáticas indicam a possibilidade de um fenômeno La Niña, o que tende a ser mais favorável para a produtividade agrícola. A expectativa é de que a produtividade da soja suba para 67 sacas por hectare, e o milho atinja 170 sacas por hectare em áreas de sequeiro e 180 sacas em áreas irrigadas. Com isso, a produção total estimada de soja é de 8,558 milhões de toneladas, e a de milho é projetada em 1,071 milhão de toneladas, conforme dados da Seagri BA.





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placa na Secretaria da Fazenda marca maior enchente já registrada no prédio


Ainda em processo de reconstrução após as enchentes, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) do Rio Grande do Sul instalou uma placa na fachada externa do prédio para marcar os efeitos da inundação que atingiu o Casarão, nome dado à edificação do governo do estado, situada no coração do Centro Histórico de Porto Alegre.

A placa indica a altura alcançada pela água durante a catástrofe, em maio deste ano. Na torre que dá para a avenida Mauá, o nível subiu 1,58 metro, enquanto na entrada pela avenida Siqueira Campos, a água atingiu 1,76 metro. O marco visual foi instalado acima da placa que remete à enchente de 1941, quando a água invadiu o prédio da Sefaz, chegando a 1,33 metro.

“A placa não simboliza apenas os impactos concretos das inundações que vivemos, mas também cumpre um papel de conscientização. Ela ajuda a alertar a população e as futuras gerações sobre a urgência de ações ambientais. Ao destacar eventos extremos, como as enchentes em Porto Alegre, a placa se torna um lembrete tangível das graves consequências da mudança climática”, disse a secretária da Fazenda, Pricilla Santana.

Mesmo com o plano de contingência em execução desde abril, quando o volume de chuvas começou a aumentar, o prédio da Sefaz teve que ser isolado no dia 4 de maio, após o nível do Guaíba ultrapassar a cota de alerta. Apesar das ações preventivas, a inundação foi inevitável, deixando o edifício submerso por cerca de 20 dias e gerando prejuízos ao patrimônio da secretaria.  

De acordo com o levantamento do Departamento de Administração da Sefaz, cerca de 20 toneladas de resíduos foram descartadas, o que exigiu a contratação de oito contêineres. Os prejuízos foram estimados em R$ 15 milhões, incluindo a perda de mobiliário, equipamentos de informática e danos severos à rede elétrica.

A subestação de energia, localizada no térreo, ficou submersa, o que danificou dois transformadores e os disjuntores. Além disso, as centrais telefônicas dos prédios também sofreram com os estragos.

Foto: Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul (Secom-RS)

O acesso ao prédio só foi possível em 27 de maio, quando as águas recuaram e permitiram a entrada das equipes para o início dos trabalhos de reconstrução. Uma força-tarefa, composta por mais de 70 pessoas, garantiu a reabertura no início de julho, pouco mais de um mês após o início da recuperação – um tempo considerado recorde diante da magnitude dos estragos.

“Assim que o nível das águas começou a baixar e o acesso ao prédio foi permitido, iniciamos o esforço de higienização. Empresas especializadas foram contratadas de forma emergencial para execução de serviços como a limpeza dos reservatórios de água, remoção de mofo e restauração das bombas hidráulicas”, lembrou a diretora de Administração e Patrimônio, Adriana Oliveira.

Quase cinco meses após o retorno ao prédio, o térreo da Sefaz ainda passa por processo de limpeza e recuperação. Os próximos passos dependem da secagem natural das superfícies, que será seguida pela raspagem das paredes, preparação para o reboco e, por fim, a pintura.

As obras de restauração do Casarão, que já estavam em andamento antes da enchente, também foram afetadas. O canteiro de obras, atingido pelas águas, sofreu danos nas redes elétricas, em estruturas dos ateliês e escritórios, o que exigiu a compra de novas ferramentas e equipamentos.


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Perspectivas positivas para safra de citros no Rio Grande do Sul



A frutificação para a próxima safra já está bem definida




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a região de Erechim alcançou 95% da colheita de citros referente à safra 2023/2024. Os preços das frutas para a indústria e o mercado de mesa permanecem estáveis, variando entre R$ 2,30 e R$ 2,40 por quilo. A frutificação para a próxima safra já está bem definida, com destaque para a qualidade do pagamento aos produtores. Nesse período, foram realizados os tratamentos nas floradas e os cuidados iniciais de proteção dos frutos, além das adubações necessárias para garantir a saúde das plantações.

Segundo os dado do informativo, na região de Passo Fundo, as laranjas das variedades Valência e Monte Parnaso estão em fase de comercialização. Os pomares estão no início da frutificação, e os tratamentos fitossanitários seguem para garantir a saúde das plantas e dos frutos. A previsão é de que a colheita se estenda até o início de novembro. Em Maximiliano de Almeida, o preço da Valência está fixado em R$ 2,60 por quilo para o mercado e R$ 2,10 por quilo para a indústria, enquanto a laranja Monte Parnaso é negociada a R$ 2,50 por quilo.

Na região de Soledade, os pomares apresentam um bom potencial produtivo, com um número elevado de frutos em fase de pegamento. A umidade do solo, aliada a um clima favorável, com boa insolação e temperaturas dentro da normalidade, contribui para o desenvolvimento saudável dos citros e a sanidade dos pomares. A colheita na região está focada na variedade Valência, conforme os dados da Emater.





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Ibrafe: Ainda tímidos compradores voltam as compras


Mercado ontem com mais compradores ativos. Após ocorrerem alguns negócios por R$ 230 de Feijão-carioca com cor 9 acima e boa umidade com cerca de 90% de grãos peneira 12 a grande maioria dos produtores que tem mercadoria nesta condição preferiu novamente sair de mercado e esperar. No caso do Feijão-preto também ocorreu mais negócios durante o dia de ontem. Analisar o fluxo mensal de estoque e demanda tem permitido melhor análise por parte de compradores e vendedores. Do total levantado pela CONAB ainda continuam somando no item Feijão-cores o carioca, rajado e vermelhos.

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AgroNewsPolítica & Agro

IDSC-BR: Avaliação sustentável das cidades



Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades



Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades
Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades – Foto: Pixabay

No dia 1º de novembro, o Instituto Cidades Sustentáveis lançará a quarta edição do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR). O evento ocorrerá às 9h no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, com a presença da ministra Marina Silva e do presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes. O IDSC-BR avalia a qualidade de vida nas 5.570 cidades brasileiras por meio de 100 indicadores temáticos que abrangem saúde, educação, renda, moradia, transportes, infraestrutura urbana e mudanças climáticas.

Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades, permitindo análises regionais e dados desagregados por gênero e raça, o que possibilita identificar desigualdades sociais. As informações utilizadas são de fontes oficiais, como IBGE, DataSUS e Inep, garantindo a credibilidade dos dados.

O IDSC-BR também permite que os municípios acompanhem sua evolução em relação à Agenda 2030, compromisso global da ONU assumido por mais de 190 países, incluindo o Brasil. Os indicadores estão alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), facilitando o monitoramento dos avanços e desafios enfrentados por cada município. Cada cidade recebe uma pontuação de 0 a 100, uma classificação geral e um desempenho específico para cada ODS.

A metodologia do IDSC-BR foi desenvolvida pela Sustainable Development Solutions Network (SDSN) da ONU e adaptada ao contexto brasileiro. A iniciativa é realizada em parceria com a Caixa e o Ministério do Meio Ambiente, com co-financiamento da União Europeia e coleta de dados pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Com isso, o Brasil se destaca como o primeiro país a avaliar todas as suas cidades conforme a Agenda 2030.

 





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