terça-feira, agosto 18, 2026

Autor: Redação

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Produção de grãos no Brasil deve crescer 27% em dez anos, impulsionada por soja, milho e trigo



A produção de grãos no Brasil deverá alcançar 379 milhões de toneladas nos próximos dez anos, marcando um crescimento de 27%, de acordo com o estudo Projeções do Agronegócio 2023/2024 a 2033/2034, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embrapa. A soja, o milho de segunda safra e o trigo continuam como principais impulsionadores desse crescimento.

Com a área plantada projetada para expandir em 15,5%, o Brasil atingirá 92,2 milhões de hectares cultivados, destacando a produtividade e o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas como fatores chave para essa expansão sustentável.

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Entre os produtos de destaque, a soja deve crescer 25,1%, enquanto o milho de segunda safra, o feijão e o trigo também terão aumentos significativos. Para o diretor de Análise Econômica do Mapa, Silvio Farnese, “o apoio a áreas de baixa produtividade é essencial para sustentar o aumento da produção e garantir sustentabilidade ao setor”.

O estudo projeta que a produção de soja atingirá 199,4 milhões de toneladas, enquanto o milho alcançará 153,1 milhões de toneladas, atendendo tanto à demanda interna quanto às exportações. No café, o crescimento esperado é de 31,9%, atingindo uma produção de 72 milhões de sacas, sustentada por um aumento na demanda interna e internacional.

Além dos grãos, a produção de proteínas animais também deve se expandir. O estudo aponta um crescimento de 28,4% na produção de aves, seguido por suínos (27,5%) e bovinos (10,2%). As exportações de carne brasileira, apoiadas por novos acordos comerciais, devem crescer, fortalecendo a posição do Brasil no mercado internacional.

A publicação completa está disponível no site do Ministério da Agricultura e Pecuária.



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Lácteos: setor vê 2025 positivo, mas com desafios para garantir rentabilidade



O setor lácteo brasileiro previu hoje que 2025 será positivo, mas com alguns desafios para a manutenção da rentabilidade da atividade no médio prazo.

Em reunião em Porto Alegre entre lideranças do setor industrial e dos produtores gaúchos, durante encontro mensal do Conseleite, o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, disse que a estabilidade dos preços do leite vem sendo mantida por um crescimento econômico projetado em 3% do PIB para 2024, sustentado pela expansão do crédito, consumo das famílias e gastos do governo.

“No entanto, um arrojo maior nos investimentos é necessário para sustentar o desenvolvimento no longo prazo”, alertou Carvalho em nota do Conseleite.

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“A importação tende a seguir elevada, pois o produto importado está mais competitivo. A medida do governo para limitar a importação tirou o laticínio da jogada, mas as compras seguem via tradings e varejistas”, disse o pesquisador. “O que preocupa é que nossa produção está perdendo participação no abastecimento doméstico”, alertou.

De janeiro a setembro de 2024, a importação de lácteos cresceu 6%. A avaliação do setor é de que a importação reflete questões de mercado uma vez que, enquanto o preço do leite em pó no Brasil é de R$ 27,87, o importado chega ao Brasil a R$ 20,28.

Para o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, é preciso tornar a produção doméstica mais competitiva e citou o exemplo do setor avícola: “Com base na redução de custos por quilo, se conseguiu elevar o consumo interno, expandir produção e, só então, achar o caminho das exportações”, comparou.

Ainda conforme o comunicado, Glauco Carvalho apresentou dados que confirmam o impacto dos episódios climáticos na produção brasileira. Segundo ele, as enchentes no Rio Grande do Sul promoveram um declínio imediato de 750 mil litros/dia na bacia leiteira gaúcha no mês de maio. “O impacto foi continuado e, apesar do patamar de produção ter se recuperado, verifica-se, no campo, uma difícil retomada. O principal motivo é a falta de comida abundante para acelerar a produção das vacas, o que indica que a coleta a pleno só deve ocorrer em um novo ciclo de produção de forragens.”

Os impactos climáticos na produção não se limitaram ao Rio Grande do Sul. De acordo com dados da Embrapa, em setembro, houve aumentos de até 3ºC na temperatura em um cinturão que cruza o Brasil de Sul e Norte.

“Isso teve muito impacto na produção nos últimos meses”, salientou o especialista, sinalizando que a situação deve se normalizar no próximo trimestre com temperaturas e precipitações mais próximas da média histórica.



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Galo segura empate com o River e está na final da Libertadores


O Atlético-MG é o primeiro finalista da edição 2024 da Copa Libertadores da América. A vaga na decisão veio após o Galo segurar um empate sem gols com o River Plate (Argentina), na noite desta terça-feira (29) em pleno estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

A equipe mineira chegou à sua segunda final de Copa Libertadores graças à vantagem construída na partida de ida das semifinais, na qual derrotou o River por 3 a 0 em Belo Horizonte. Agora o Atlético-MG aguarda o confronto entre Botafogo e Peñarol (Uruguai), na próxima quarta-feira (30), para conhecer o seu adversário na decisão. O alvinegro venceu o confronto de ida por 5 a 0.

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O torcedor do River Plate fez uma grande festa no Monumental de Núñez para tentar apoiar a sua equipe, que precisava ao menos marcar três gols para conseguir decidir a classificação na cobrança de pênaltis. Porém, a equipe comandada pelo técnico argentino Gabriel Milito mostrou coragem e maturidade para lidar com a pressão criada pelo adversário. O grande destaque foi o goleiro Everson, que realizou defesas difíceis, em especial na etapa final.

A decisão da Copa Libertadores será disputada no dia 30 de novembro, no Estádio Monumental de Nuñez.



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Podcast: veja o que vai impactar o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

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No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o dólar alcançou o maior valor desde 2021, fechando em R$ 5,76. Nos EUA, destaque para o recorde do Nasdaq e o ouro como ativo seguro. Para hoje, olho nos dados de emprego e PIB no radar, além do esperado anúncio de corte de despesas no Brasil.

Para mais conteúdos de Mercado Financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura eficiente para a safra 2024/25



A tecnologia é o caminho



Para aumentar a rentabilidade sem expandir a área plantada, os produtores devem adotar tecnologias
Para aumentar a rentabilidade sem expandir a área plantada, os produtores devem adotar tecnologias – Foto: Agrolink

Os extremos climáticos no Brasil impõem desafios significativos aos agricultores na safra 2024/25. Enquanto no Centro-Oeste a semeadura da soja enfrenta atrasos devido à estiagem, no Sul, chuvas excessivas limitam o plantio, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Além disso, fatores políticos, como a eleição nos Estados Unidos, podem influenciar os preços das commodities brasileiras. Dauto Pivetta Carpes, engenheiro agrônomo da FertiSystem, projeta que os preços da saca de soja devem ficar entre R$ 100 e R$ 140, afastando o cenário de valorização observado entre 2020 e 2022.

Para aumentar a rentabilidade sem expandir a área plantada, os produtores devem adotar tecnologias que minimizem os impactos climáticos e de mercado. O plantio é uma etapa crítica, e a precisão é essencial. Carpes destaca que as sementes modernas têm alto potencial produtivo, mas isso só se concretiza em condições adequadas. A mecanização deve ser eficiente, e a FertiSystem investe em soluções inovadoras, como sistemas de acionamento de dosadores de sementes com motores elétricos.

Esses sistemas permitem o desligamento linha a linha, evitando a sobreposição de sementes, o que reduz custos e melhora a produtividade. Sensores de sementes também desempenham um papel crucial, monitorando a semeadura e alertando os operadores sobre falhas, evitando replantios desnecessários.

Com uma abordagem focada na precisão e na tecnologia, a FertiSystem, fundada em 2002 e presente em 95% das indústrias de máquinas agrícolas do Brasil, tem se destacado em promover eficiência e produtividade no campo.





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Dia será marcado por fortes pancadas de chuva em 4 Regiões



Áreas de instabilidade provocam chuva em boa parte do Brasil nesta quarta-feira (30). O mês de outubro vai se despedindo com indíces satisfatórios de umidade no solo, com exceção do Nordeste, onde o sol reina na maioria das áreas.

Veja a previsão para o dia de hoje:

Sul

O sol predomina entre poucas nuvens pelo oeste e noroeste do Paraná, assim como no oeste e nas Missões do Rio Grande do Sul. Em toda a faixa leste dos três estados do Sul, existem condições para pancadas de chuva, assim como no oeste catarinense. As temperaturas ficam elevadas durante a tarde no interior da Região, especialmente no norte e oeste paraense, onde faz calor.

Sudeste

Áreas de instabilidade seguem favorecendo pancadas de chuva entre o centro-leste e norte de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Nessas áreas, não se descartam chuva de forte intensidade, principalmente no norte e litoral norte fluminense, sul capixaba e em áreas da faixa central mineira. Tempo firme com predomínio de sol apenas no oeste paulista.

Centro-Oeste

Dia com muitas nuvens e chuva a qualquer momento em áreas do centro-norte de Mato Grosso. Em Goiás, o sol aparece entre nuvens e podem ocorrer pancadas de chuva com trovoadas. Não se descarta chuva forte nos dois estados. Já pelo norte e oeste de Mato Grosso do Sul, pancadas de chuva isolada, enquanto no sul, leste e oeste do estado, o sol predomina ao longo do dia.

Nordeste

Dia de sol com temperaturas elevadas no interior do Nordeste. Pode chover isolado pela costa leste da Região entre a Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. No litoral e sul da Bahia, pancadas de chuva com até moderada intensidade, enquanto no centro-sul e norte do Maranhão chove isolado.

Norte

O dia será marcado por pancadas de chuva se espalhando por Tocantins e Pará. Também chove em Rondônia com até forte intensidade. Pancadas de chuva previstas para o Acre e Amazonas, enquanto no Amapá, em Roraima e noroeste do Pará, predomínio de tempo firme.



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AgroNewsPolítica & Agro

Uso de bioinsumos cresce, mas desafios persistem



Os próprios produtores identificam o custo elevado



Os próprios produtores identificam o custo elevado
Os próprios produtores identificam o custo elevado – Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Fiesp com 514 produtores agropecuários de todas as regiões do Brasil revela que 66% deles utilizam produtos biológicos, com 74% dos agricultores e 38% dos pecuaristas adotando essa tecnologia. Entre os usuários, 45% aplicam bioinsumos em toda a área cultivada, indicando uma crescente aceitação no setor agrícola.

Nesse contexto, o Monitor de Tendências do Agronegócio Brasileiro aponta que, apesar da difusão dos bioinsumos, sua adoção em larga escala ainda enfrenta desafios significativos. Os próprios produtores identificam o custo elevado, a dificuldade de aplicação e problemas de armazenamento como as principais barreiras para uma maior utilização. Esses obstáculos podem impactar a viabilidade econômica e operacional da adoção de práticas mais sustentáveis.

De acordo com os dados, cerca de 31% dos produtores não utilizam bioinsumos, sendo 59% deles pecuaristas e 24% agricultores. Os motivos incluem a falta de informação, a percepção de eficácia variável e o alto preço dos produtos. Esta lacuna informativa destaca a necessidade de iniciativas que promovam a conscientização sobre os benefícios dos bioinsumos, além de melhorias na acessibilidade.

A pesquisa também revela que qualidade, preço e marca são os fatores mais considerados na hora da compra. Com isso, é fundamental investir em educação e em estratégias que incentivem a adoção de bioinsumos, visando não apenas a produtividade, mas também a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Superar esses entraves pode resultar em um impacto positivo significativo para o setor.





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AgroNewsPolítica & Agro

Novas cultivares de feijão são desenvolvidas para regiões de clima quente



Embrapa lança novas cultivares de feijão-de-metro




Foto: Canva

A Embrapa Amazônia Oriental lançou um edital para a aquisição de sementes genéticas das novas variedades de feijão-de-metro, BRS Lauré (vagem roxa) e BRS Raíra (vagem verde-oliva). O edital é voltado para produtores de sementes e viveiristas que estejam inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). Os interessados devem enviar a documentação necessária para o e-mail [email protected] até as 17h do dia 8 de novembro de 2024.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as variedades BRS Lauré e BRS Raíra foram desenvolvidas para o plantio no estado do Pará, mas também apresentam potencial para outras regiões de clima quente. Ambas possuem uma arquitetura de planta que facilita o cultivo em tutores (espaldeiras), além de alta produtividade e qualidade de vagens. O edital oferece um total de 42 lotes de sementes genéticas das duas cultivares para propagação, comercialização e/ou beneficiamento. Cada lote de 500 gramas de sementes custa R$ 250,00. Após a compra, os produtores de sementes ou viveiristas tornam-se licenciados pela Embrapa para multiplicar e comercializar o material, sem custos adicionais de royalties após a assinatura do contrato.

O feijão-de-metro é uma subespécie do feijão-caupi (Vigna unguiculata), conhecido por suas longas vagens consumidas cruas ou cozidas, principalmente em saladas. A cultivar BRS Lauré se destaca como a primeira variedade de vagens roxo-avermelhadas desenvolvida para o mercado do Norte do Brasil. Nos testes de campo, a BRS Lauré apresentou produtividade média de 11,6 toneladas de vagens frescas por hectare, superando os 7,6 t/ha de uma cultivar comercial e os 8,6 t/ha de uma variedade crioula tradicionalmente cultivada, conforme o informado pela Embrapa.

De acordo com a Embrapa, a variedade BRS Raíra, por sua vez, é caracterizada por vagens na cor verde-oliva mais claras do que as variedades tradicionais. Em testes de campo, a cultivar obteve produtividade superior a 10 t/ha, enquanto os materiais tradicionais alcançaram médias de 7 t/ha (cultivar comercial) e 8,6 t/ha (variedade crioula).

Ambas as variedades demonstraram desempenho produtivo superior em períodos secos e chuvosos, além de boa tolerância ao estresse hídrico e altas temperaturas.





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AgroNewsPolítica & Agro

cotação do “boi China” subiu em São Paulo



No Rio Grande do Sul, a cotação do boi gordo também apresentou elevação




Foto: Canva

De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a  cotação do “boi China” registrou uma alta de R$ 2,00/@ no estado de São Paulo. Apesar da valorização, o impacto nas demais categorias foi limitado, já que alguns frigoríficos ainda não estão ativos nas compras. O cenário nas praças paulistas é marcado por oferta reduzida e escalas de abate menores, com negócios ocorrendo acima da referência média.

No Rio Grande do Sul, a cotação do boi gordo também apresentou elevação, impulsionada pela baixa oferta e forte demanda. Os frigoríficos enfrentam dificuldades para formar suas escalas, que atualmente estão em média em cinco dias. Na região Oeste, o preço do boi gordo subiu R$ 0,10/kg, enquanto a cotação das novilhas aumentou R$ 0,05/kg. O preço da vaca, por sua vez, permaneceu estável. Em Pelotas, a situação é similar, com o boi gordo também apresentando um incremento de R$ 0,10/kg e as fêmeas mantendo seus preços inalterados.

No Espírito Santo, a oferta continua escassa e as escalas de abate estão curtas. O mercado interno sente o reflexo do aumento nos preços, que está dificultando as vendas de carne. Neste cenário, os preços permanecem estáveis, exceto para as novilhas, cuja cotação subiu R$ 5,00/@. Em Santa Catarina, a baixa oferta e a queda no consumo resultaram em uma estabilidade nos preços, que não sofreram alterações nas últimas semanas, conforme apontou o informativo.





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Danone seguirá comprando soja brasileira



A Danone Brasil divulgou uma nota oficial desmentindo a informação de que teria interrompido a compra de soja brasileira devido a questões ambientais e, com isso, teria começado a adquirir o grão da Ásia.

A empresa destacou que “continua comprando soja brasileira em conformidade com as regulamentações locais e internacionais” e que sua aquisição passa por processos de verificação de origem e rastreabilidade, assegurando que o insumo não venha de áreas desmatadas.

Com a repercussão do tema e antes da publicação do posicionamento da companhia, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) se manifestou, acusando a multinacional de discriminação e desconhecimento das práticas agrícolas do país.

Ligação da Danone à Aprosoja

O presidente da entidade, Maurício Buffon, conta que recebeu ligação da direção da Danone Brasil para esclarecer o tema. Segundo ele, o contato da empresa transmitiu um verdadeiro arrependimento pela declaração dada e, também, medo de boicote aos produtos da marca no país.

“Eles ou qualquer outra empresa têm o direito de não comprar o nosso produto, mas dizer que a nossa soja não tem sustentabilidade ambiental nos obriga a reagir de forma dura”.

De acordo com ele, o mercado brasileiro é muito importante para a Danone e para qualquer outra empresa que busque se estabelecer no país.

“Uma multinacional que quer ser uma multinacional de verdade tem de estar em um país do tamanho do Brasil, com o nosso comércio. Isso [a fala da empresa] repercutiu muito mal. Ele [o diretor da empresa no Brasil] nos falou que [a fala foi] específica a um produto que é feito na Europa, o leite de soja de lá, que não implica nas compras e nos negócios de soja da Danone no Brasil. […] não muda nada no comércio de soja entre o Brasil e a Danone, o que era antes, vai continuar sendo”, diz Buffon.

Para ele, a soja que a empresa pode querer adquirir em outro país tem muito menos sustentabilidade do que o produto brasileiro, já que não é produzida com plantio direto, não possui Áreas de Preservação Permancente (APPs), Reserva Legal inserida na propriedade. “Se alguém tem força para falar de sustentabilidade hoje é o produtor e a agricultura brasileira”.



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