quinta-feira, agosto 13, 2026

Autor: Redação

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com mais de 50 mil hectares para plantar, Federarroz pede extensão do zoneamento agrícola



O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz, respondendo por cerca de 70% do total cultivado no país. Quando as enchentes atingiram o estado em maio deste ano, algumas regiões ainda tinham 40% das áreas por colher, o que equivalia a cerca de 41 mil hectares.

Contudo, a tragédia não foi suficiente para derrubar a produção, mantendo-se em, aproximadamente, 7 milhões de toneladas. O balanço de resiliência foi apresentado pela Federação das Associações de Arrozeiros do estado (Federarroz) nesta terça-feira (10).

O presidente da entidade, Alexandre Velho, ressaltou que entre os desafios do ano estiveram os leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, no auge da crise e na tentativa de frear um possível desabastecimento do cereal no país, ofertaram o produto a preços muito abaixo do mercado, o que pode desestimular os produtores do estado.

Extensão do zoneamento agrícola

A semeadura do ciclo 2024/25 do arroz está atrasada pelo excesso de chuva. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), ainda faltam cerca de 50 mil hectares a serem plantados, sendo que a janela ideal encerrou-se na metade de novembro.

Os maiores atrasos estão na região central do estado, onde muitos produtores não conseguiram recuperar áreas e sistema de irrigação a tempo. Por conta disso, a Federarroz solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a extensão do zoneamento agrícola para que a região tenha permissão de plantar até o dia 20 de dezembro.

A área de produção de arroz para esta safra está indicada pelo Irga em 948 mil hectares, alta de 5% frente à última temporada. Já a soja em terras baixas deve ter uma a queda de 4%, somando cerca de 400 mil hectares.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços da maçã sobem 3%, aponta Cepea



Quebra de safra impulsiona mercado de maçãs no Brasil




Foto: Pixabay

Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o mercado de maçã apresentou um cenário aquecido na última semana, impulsionado pelo aumento da procura na maioria dos calibres e variedades com a chegada do início do mês. Este movimento ocorre em um contexto de estoques nacionais reduzidos, reflexo direto da quebra de safra registrada no início do ano, o que tem sustentado uma boa movimentação e contribuído para a valorização dos preços.

A variedade fuji 110 Cat 1, por exemplo, registrou uma média de R$ 156,44 por caixa de 18 kg nas principais regiões classificadoras, um avanço de 3% em relação à semana anterior.

De acordo com especialistas do Cepea, a tendência é que os preços permaneçam firmes até o final do ano, devido à oferta limitada. No entanto, o mercado segue atento à concorrência com as maçãs importadas e às frutas de caroço, como pêssegos, ameixas e nectarinas, que ganham maior representatividade nesta época do ano.

 





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Tania Zanella é eleita presidente do Instituto Pensar Agropecuária



A superintendente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Tania Zanella, foi eleita presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), entidade dedicada ao desenvolvimento e fortalecimento do setor no Brasil.

Com cerca de 14 anos dedicados ao fortalecimento do movimento cooperativista, Tania acumula conquistas. No Sistema OCB, foi uma das pioneiras ao ser a primeira mulher a ocupar os cargos de gerente-geral e, posteriormente, de superintendente nacional, posição que assumiu em setembro de 2021.

“Tania está no IPA para conviver com a diversidade e construir unidade”, destacou Márcio Lopes de Freitas. Em postagem nas redes sociais, o deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ressaltou que a eleição de Tania é uma conquista do agronegócio e do cooperativismo brasileiro.

Representatividade do IPA

O IPA desempenha um papel estratégico para o setor agropecuário, que representa cerca de 25% do PIB brasileiro e é responsável por 50% de toda a área preservada no país. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam, ainda, que o agronegócio emprega diretamente 26,8% da força de trabalho nacional.

Além da presidência do IPA, Tania também já foi vice-presidente da mesma entidade, e figura entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro, segundo a revista Forbes, em reconhecimento obtido em 2021.

“Sua trajetória é marcada pelo compromisso de ampliar a presença feminina em posições de liderança. Diariamente, Tania trabalha para promover o ideário cooperativista, fortalecer a solidariedade e fomentar a sustentabilidade no setor”, diz o Sistema OCB, em nota.

Para o presidente do Sistema, Celso Régis, a eleição de Tania representa um marco para o cooperativismo nacional. “Estamos orgulhosos de tê-la no comando de tão importante entidade promotora do ideário cooperativista, da solidariedade, sustentabilidade e prosperidade”, afirmou.



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Entregas de fertilizantes recuam em 1,8% no ano, diz Anda



A entregas de fertilizantes no acumulado do ano até setembro caíram 1,8%, para 32,88 milhões de toneladas, contra 33,50 milhões no mesmo período de 2023.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), que divulgou os dados, apesar do recuo o mercado “está plenamente abastecido”.

Sazonalidades naturais da demanda do setor agrícola explicariam a redução, conforme a entidade, em nota. Somente em setembro, as entregas somaram 4,85 milhão de toneladas, 0,8% menos em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a Anda, Mato Grosso segue na liderança das entregas de fertilizantes, com 20,5% do volume total, o que equivale a 6,75 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Paraná (3,79 milhões de t);
  • Rio Grande do Sul (3,62 milhões de t);
  • São Paulo (3,61 milhões de t);
  • Goiás (3,16 milhões de t);
  • Minas Gerais (3,10 milhões de t); e
  • Bahia (2,38 milhões de t).

Produção nacional de fertilizantes

A produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu tanto em setembro quanto no acumulado de nove meses. No mês, foram produzidas 692 mil toneladas, aumento de 11,8% na comparação interanual com 2023.

No acumulado do ano, foram 5,32 milhões de t, 6,8% acima de mesmo período do ano passado, quando a produção total foi de 4,99 milhões de toneladas.

As importações totalizaram 4,22 milhões toneladas de fertilizantes intermediários, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos nove meses, as importações atingiram 29,05 milhões toneladas, aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 27,57 milhões.

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, recebeu 8% mais produtos, ou 7,30 milhões de toneladas descarregadas de janeiro a setembro de 2024, contra 6,76 milhões no ano anterior. O volume representou 25,1% do total importado por todos os portos do País (dados da Siacesp/MDIC), segundo a Anda.



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Veja como os preços da soja reagiram após o relatório do USDA


Com poucos volumes negociados nesta terça-feira (10), os preços da soja não variaram nas principais praças de comercialização do Brasil.

Houve alguns ajustes pontuais. A Bolsa de Chicago e o dólar praticamente se anularam no dia.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, de modo geral, as tradings estão fora do mercado, com algumas buscando soja disponível com pagamento em janeiro a preços firmes. No entanto, não houve reporte de negócios.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): estabilizou em R$ 136
  • Região das Missões: permaneceu em R$ 135
  • Porto de Rio Grande: se manteve em R$ 143
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): estagnou em R$ 142
  • Rondonópolis (MT): não variou: R$ 134
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 136
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 136

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O mercado reagiu positivamente ao relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Mesmo que no geral o USDA tenha trazido poucas mudanças, o número abaixo do esperado para os estoques mundiais ajudaram no movimento de recuperação técnico.

O mercado também acompanhou a boa reação dos preços do milho, após o USDA ter indicado os menores estoques de milho em dois anos para os Estados Unidos.

O relatório aponta que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,461 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 121,4 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,7 bushels por acre. Nos dois casos, não houve alteração na comparação com o relatório de novembro.

Os estoques finais estão projetados em 470 milhões de bushels ou 12,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 471 milhões de bushels ou 12,82 milhões de toneladas. Não houve mudança na comparação com novembro.

O USDA também manteve inalterados os números para esmagamento e exportação: 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhão de bushels, respectivamente.

Safra mundial de soja

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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA
O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 427,14 milhões de toneladas. Em novembro, o número era de 425,4 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,87 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 131,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 133 milhões de toneladas.

No mês passado, a previsão era de 131,7 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,2 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,3 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa é de 52 milhões de toneladas, um milhão acima do número de novembro.

As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar ou 0,47% a US$ 9,94 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,00 1/4 por bushel, com ganho de 4,75 centavos, ou 0,47%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 2,40 ou 0,82% a US$ 292,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,72 centavos de dólar, com baixa de 0,08 centavo ou 0,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 6,0816 para venda e a R$ 6,0796 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0369 e a máxima de R$ 6,0899.



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Boi gordo tem novas quedas e em Mato Grosso arroba já é negociada abaixo de R$ 300


O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações abaixo da referência média.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, novamente a queda tem se mostrado mais intensa na Região Norte e em Mato Grosso. No Sudeste, as reduções também persistem, mas em menor proporção.

“As escalas de abate apresentam relativo conforto, posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional. As exportações permanecem em bom nível, o que de certa forma oferece algum suporte aos preços da arroba, disse o analista da consultoria Safras & Mercado”, diz Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 323,67
  • Goiás: R$ 304,64
  • Minas Gerais: R$ 315,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00
  • Mato Grosso: R$ 299,22

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista voltou a apresentar preços firmes durante o dia. Conforme Iglesias, ainda há dificuldade para impor novos reajustes no curto prazo, em linha com a saturação da demanda, mesmo em um período tipicamente associado a consumo aquecido.

“Uma importante parcela da população tem priorizado proteínas de menor valor agregado. Os cortes suínos ganham espaço se comparado aos cortes do traseiro e os cortes do frango ganham preferência se comparado aos cortes do dianteiro bovino”.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50, por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,56%, sendo negociado a R$ 6,0472 para venda e a R$ 6,0452 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0182 e a máxima de R$ 6,0712.



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Brasil deve exportar 50 milhões de sacas de café em 2024, estima Abic


Em novembro deste ano, o Brasil exportou 4,66 milhões de sacas de 60 quilos de café. O resultado foi 5,4% superior ao do mesmo mês de 2023, quando o país vendeu 4,42 milhões de sacas do produto para o mercado externo.

Graças a isso, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde: a um mês do fim do ano, os produtores nacionais já tinham embarcado o total de 46,399 milhões de sacas, superando em 3,78% o maior volume registrado até então, que era de 44,707 milhões de sacas ao longo dos 12 meses de 2020. E o número tende a ser ainda maior.

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entidade que divulgou os dados estatísticos nesta segunda-feira (9), com as vendas externas do produto, o Brasil recebeu, só em novembro, US$ 1,343 bilhão – quantia 62,7% superior aos US$ 825,7 milhões aferidos no mesmo mês de 2023.

Se comparadas as receitas recebidas de janeiro a novembro deste ano (US$11,30 bi) às do mesmo período de 2023 (US$ 9,24 bi), o crescimento é da ordem de 22,3%.

Principais destinos do café brasileiro

Até o fim de novembro, os principais importadores do café brasileiro foram:

  • Estados Unidos (7,419 milhões de sacas, ou 16% do total);
  • Alemanha (7,228 milhões);
  • Bélgica (4,070 milhões);
  • Itália (3,702 milhões); e
  • Japão (2,053 milhões)

No acumulado, os japoneses importaram, este ano, um volume 0,3% inferior ao do mesmo período de 2023.

A espécie de café que o Brasil mais tem exportado em 2024 continua sendo o arábica: mais de 33,97 milhões de sacas. De acordo com o Cecafé, esse volume, 23,2% superior ao do mesmo intervalo no ano passado, é o maior da história para o período de 11 meses. Na sequência vem a espécie canéfora (conilon + robusta).

Os cafés de qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 17,5% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2024, com a remessa de 8,112 milhões de sacas ao exterior.

O volume é 33,5% superior ao registrado nos 11 primeiros meses do ano passado. O preço médio do produto foi de US$ 269,41 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 2,185 bilhões, ou 19,3% do total obtido.

Desafios de infraestrutura

Café, saca, exportações - funcaféCafé, saca, exportações - funcafé
Foto: Unsplash

Apesar dos bons resultados, o Cecafé aponta para a persistência de gargalos que dificultam o setor, principalmente em termos logísticos.

“Na teoria, ao analisarmos a performance das exportações brasileiras de café, teríamos motivos somente para comemorar, mas a realidade é um pouco mais cruel”, afirmou o presidente da entidade, Márcio Ferreira, em nota.

De acordo com ele, esse desempenho recorde ocorre devido ao profissionalismo e à criatividade dos exportadores associados ao Cecafé, que “buscaram alternativas e vêm arcando com milionários gastos adicionais em seus processos de exportação devido à falta de infraestrutura, especialmente nos portos brasileiros, para honrarem os compromissos com os clientes internacionais dos cafés do Brasil”.

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) acredita que o setor chegue, este ano, próximo à marca de 50 milhões de sacas de café exportadas.

“Os dados da exportação divulgados pela Cecafé, que deverão acumular, ao fechar desse ano, próximo de 50 milhões de sacas de café, são vigorosos e, comparados aos dados do ano passado, que totalizaram próximo de 40 milhões, demonstram o vigor que as exportações brasileiras atingiram esse ano”, afirmou o presidente da Abic, Pavel Cardoso.

Para ele, dois fatores foram importantes para o aumento das importações: “o robusta (conilon brasileiro) ficou muito barato contra o conilon do Vietnã no primeiro semestre, daí o motivo dessas exportações seguirem muito mais altas do que o ano passado, especialmente de conilon (de robusta), e outro ponto que foi fundamental, sobretudo no último quadrimestre, foram as antecipações que esses importadores europeus fizeram em função da iminente entrada em vigor do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que foi postergada por mais 12 meses, mas as antecipações dos importadores já estavam feitas”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Atraso no plantio da safra prejudica exportações de soja de Mato Grosso



Exportações registram queda de 82% em novembro




Foto: Leonardo Gottems

As exportações brasileiras de soja registraram forte retração em novembro de 2024, totalizando 2,55 milhões de toneladas (mi de t), uma queda de expressivos 50,87% em comparação ao mesmo mês de 2023, conforme dados divulgados pela Secex. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso foi um dos estados mais impactados pela redução, com exportações somando apenas 95,25 mil toneladas (t), retração de 82% frente a novembro do ano passado.

A menor oferta de soja no estado resultou em um cenário inédito: a participação de Mato Grosso nas exportações nacionais foi de apenas 3,73% em novembro, o menor índice já registrado na série histórica para o mês. No acumulado do ano (janeiro a novembro de 2024), o estado exportou 24,64 mi de t, uma redução de 11,79% em relação ao mesmo período de 2023.

Além da oferta limitada, o atraso no plantio da safra 2024/25 agrava as expectativas para os próximos meses. O Imea projeta que o volume exportado em dezembro de 2024 será ainda menor, com reflexos negativos previstos para os embarques de janeiro de 2025, que devem ficar abaixo dos níveis registrados no início deste ano.

O desempenho das exportações de Mato Grosso tem gerado apreensão no mercado, considerando que o estado é tradicionalmente responsável por uma parcela importante dos embarques nacionais. A redução na oferta local impacta diretamente a competitividade e os fluxos comerciais do Brasil, principal exportador mundial de soja.

 





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Redução de safra global de milho deve refletir em altas de preços no Brasil


A safra global 2024/25 de milho foi projetada em 1.217,89 bilhão de toneladas pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira (10). O número está abaixo das 1.219,40 bilhão de toneladas indicadas em novembro pelo órgão.

O documento estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 296,44 milhões de toneladas, ante as 304,14 milhões de toneladas indicadas em novembro e abaixo das 303,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado. Para os principais produtores, a estimativa é a seguinte:

  • Estados Unidos: 384,64 milhões de toneladas
  • China: 292 milhões de toneladas
  • Brasil: 127 milhões de toneladas
  • Argentina: 51 milhões de toneladas
  • Ucrânia: 26,5 milhões de toneladas
  • África do Sul: 17 milhões de toneladas

Exportações e plantio brasileiros

exportação de milho irã dólarexportação de milho irã dólar
Foto: Cláudio Neves/APPA

No Brasil, as exportações brasileiras de milho em dezembro foram revisadas para baixo pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Agora, espera-se que o país embarque 3,9 milhões de toneladas do grão, número 39% inferior às 6,4 milhões de toneladas de mesmo período de 2023.

Por outro lado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio do milho verão atingiu 65,1% da área estimada até o início deste mês, com destaque para o Paraná, que já concluiu a semeadura.

No mercado, o cereal encerrou a semana passada cotado a US$ 4,31 por bushel (+1,89%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. No Brasil, na B3, o milho seguiu o movimento de alta, com variação de +3,21%, encerrando a R$ 73,95 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.

Tendências para o mercado

  • Acordo entre Mercosul-União Europeia: após 25 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia (UE) concluíram o maior acordo do planeta. De acordo com análise da plataforma Grão Direto, o acordo prevê a retirada gradual de taxas de importação para diversos produtos agropecuários, incluindo o milho. “Caso seja aprovado pelos Estados-membros da UE e o Parlamento Europeu, abrirá novas oportunidades de exportação para o grão brasileiro no mercado europeu, podendo ser mais uma fonte internacional relevante para a demanda do cereal brasileiro”.
  • Transporte retomado: o transporte de soja e milho pelas hidrovias dos rios Tapajós e Madeira foi retomado após interrupções causadas por uma seca severa, operando inicialmente com capacidade reduzida. “Essas rotas são cruciais para o escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro pelos portos do Arco Norte. Durante a interrupção, cargas foram redirecionadas para portos das regiões Sudeste e Sul, elevando os custos logísticos. Com a retomada das operações e a expectativa de continuidade das chuvas, espera-se uma normalização dos fluxos de exportação e redução dos custos operacionais”, diz a nota da Grão Direto.
  • Análise gráfica: as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3. Isso deve continuar impactando os preços dos mercado físico brasileiros em diversas regiões.



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Chuvas beneficiam plantio da soja em MT



A terceira temporada da série Aprosoja Clima e Mercado, após percorrer mais de 4.000 km em Mato Grosso, chega à terceira semana com destaque para a situação das lavouras no estado. O décimo episódio tem início em Água Boa, na fazenda do produtor de soja César Giacomolli.

Ele relata que as chuvas começaram mais cedo e com maior intensidade este ano, com registros de até 100 mm nas primeiras precipitações. Apesar das chuvas fortes, o plantio na fazenda seguiu o cronograma, iniciando em 15 de outubro e terminando em 5 de novembro, em apenas 20 dias, um cenário bem diferente do ano passado, quando o plantio se estendeu por 60 dias devido à seca.

Na região de Água Boa, as chuvas deste ano foram mais bem distribuídas, o que beneficiou os produtores locais, incluindo César. No entanto, em outras áreas, como o setor do Jaraguá, o excesso de chuvas dificultou o plantio, com problemas de atoleiros e atolamento de máquinas. Isso pode afetar a safra, especialmente a segunda safra de milho, que deve registrar uma perda de 20 a 30% em comparação com os anos anteriores.

Em relação ao ano passado, as chuvas deste ano têm sido mais generosas. Enquanto a safra anterior acumulou cerca de 1.000 mm, já se registraram 800 mm em algumas fazendas, com até 1.200 mm em outras. A expectativa é que as chuvas continuem, beneficiando a soja e a safrinha. Leste de Mato Grosso é privilegiada por opções de culturas para a segunda safra, como milho, sorgo e gergelim. César planeja cultivar sorgo, que voltou a ser uma boa opção.

Uma preocupação para os produtores é a colheita, que será concentrada em um curto período devido ao plantio acelerado. A falta de infraestrutura de armazenamento na região pode gerar dificuldades, especialmente com a umidade dos grãos. O uso de máquinas grandes na colheita também traz desafios logísticos.

A série segue acompanhando a evolução das lavouras e o impacto do clima na produção de soja e outras culturas em Mato Grosso. Para mais informações, basta seguir a Aprosoja nas redes sociais e assistir aos episódios no YouTube.

Confira:



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