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Entre os pontos levantados pela Brasfertil está o pH equilibrado – Foto: Canva
No contexto agrícola, a escolha de fertilizantes desempenha um papel crucial para garantir o sucesso das colheitas. Com o objetivo de atender às crescentes demandas de produtividade e sustentabilidade, diferentes soluções têm sido propostas por fabricantes, visando otimizar os resultados sem comprometer o equilíbrio ambiental.
O fertilizante EQUILÍBRIO, da Brasfertil, é apresentado como uma alternativa com características distintas em relação a opções tradicionais, especialmente para culturas como milho e trigo. Segundo a fabricante, o produto oferece uma formulação composta por 15 nutrientes, incluindo macronutrientes, micronutrientes e compostos orgânicos, superando o fertilizante 15-15-15 em quantidade de nutrientes disponíveis.
Entre os pontos levantados pela Brasfertil está o pH equilibrado, que não acidifica o solo, e a presença de enxofre (7%) e cálcio (4,5%), elementos relevantes para a nutrição e saúde do solo. A formulação também inclui matéria orgânica, vida microbiana ativa e ácidos húmicos e fúlvicos, componentes que podem favorecer a estrutura do solo e o desenvolvimento das culturas.
Uma característica que chama atenção é a ausência de inertes, materiais sem valor nutricional que frequentemente compõem outros fertilizantes. No entanto, o desempenho superior do EQUILÍBRIO, em comparação com outras formulações, como o 15-15-15, deve ser avaliado em condições práticas e de acordo com a recomendação técnica adequada para cada tipo de cultivo.
Embora a Brasfertil destaque os benefícios do EQUILÍBRIO, é importante que agricultores e especialistas considerem os custos e adaptação do produto às necessidades específicas de suas lavouras. Estudos independentes e experiências práticas podem ajudar a validar ou ajustar as expectativas em relação aos resultados obtidos no campo.
Pesquisadores de nove países, incluindo a brasileira Daniela Bittencourt, da Embrapa, publicaram um estudo na revista Science sobre os riscos do desenvolvimento de bactérias-espelho – organismos sintéticos cujas moléculas são invertidas. O artigo alerta para os perigos potenciais dessas bactérias para a saúde humana, animal e ambiental, sugerindo que, se criadas, elas poderiam escapar das defesas imunológicas, já que as estruturas moleculares seriam reconhecidas de forma inadequada pelo sistema imunológico.
Embora a ameaça não seja iminente, os autores enfatizam a necessidade de um debate global para entender e mitigar os riscos. As bactérias-espelho poderiam se disseminar por ecossistemas através de animais e humanos, expondo diferentes populações a infecções. O estudo, acompanhado por um relatório técnico de 300 páginas, também sugere que esses organismos poderiam resistir a predadores naturais, permitindo a proliferação em diversos ambientes.
A pesquisadora Daniela Bittencourt, única cientista latino-americana no estudo, destaca a importância de um avanço ético e seguro na biotecnologia. Ela reconhece que as bactérias-espelho poderiam oferecer avanços, como novos materiais e medicamentos, mas afirma que essas inovações podem ser alcançadas sem os riscos de criar tais organismos. O artigo pede colaboração entre cientistas, políticas públicas e reguladores para um progresso responsável, equilibrando inovação e precaução.
“Apesar dessas possibilidades, as bactérias-espelho apresentam riscos significativos, conforme destacado no artigo. A preocupação com esses riscos é ainda mais relevante devido aos recentes avanços nas metodologias da biologia sintética, que tornaram a criação de tais organismos mais viável. Portanto, é crucial que haja uma colaboração estreita entre cientistas, formuladores de políticas e reguladores para garantir um avanço responsável da biotecnologia, equilibrando inovação com a devida precaução”, assinala a pesquisadora.
O debate sobre os riscos das bactérias-espelho deverá continuar em eventos planejados para 2025, incluindo encontros no Instituto Pasteur, na França, na Universidade de Manchester e na Universidade Nacional de Singapura.
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Foto: Pixabay
O dólar encerrou cotado a R$ 6,07 nesta sexta-feira (20). A desvalorização ocorreu após novas intervenções do Banco Central do Brasil (BC), que realizou leilões de dólar para conter a volatilidade cambial e reforçar a oferta da moeda americana no mercado interno.
Na última quinta-feira, a moeda norte-americana havia disparado, atingindo R$ 6,30, em meio a um cenário de alta volatilidade.
Para controlar o avanço, o BC leiloou US$ 8 bilhões, resultando em um leve recuo do dólar, que fechou o dia anterior cotado a R$ 6,12.
A Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), que liga Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA), desabou na tarde deste domingo (22), no momento em que o vereador Elias Júnior (Republicanos), do município tocantinense, gravava um vídeo para mostrar as más condições de conservação da estrutura.
De acordo com o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, informações preliminares indicam que veículos e motocicletas caíram na água do rio que corre sob a ponte, o Tocantins. Houve ao menos uma vítima fatal no acidente.
“No momento, nossa prioridade é cuidar das vítimas e prestar todo o apoio necessário às famílias atingidas”, disse Barbosa em redes sociais.
Por se tratar de um trecho federal, o governador informou também que entrou em contato com o ministro dos Transportes, Renan Filho, colocando o governo do estado à disposição para colaborar nas ações emergenciais e na elaboração de soluções conjuntas.
Uma equipe de apoio e salvamento do Corpo de Bombeiros Militar (CBMTO) está no local e uma outra, proveniente de Palmas (TO), tiha previsão de chegada no fim da tarde do domingo.
Ponte entre Aguiarnópolis e Estreito
Construída em concreto armado, a ponte foi inaugurada em 1960, tinha 533 metros de extensão e fica localizada na rodovia BR-226, que liga Belém a Brasília. A estrutura é um acesso importante para o transporte de mercadorias entre o Tocantins e o Maranhão.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta para interdição total da estrutura.
O mercado brasileiro de boi gordo apresentou preços acomodados para a arroba ao longo da semana e para as exportações de carne nos primeiros dias de dezembro.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Allan Maia, os frigoríficos conseguiram manter escalas de abate alongadas e seguem operando de forma cadenciada na compra de boi, mantendo o ritmo de negócios bastante lento.
“Com a proximidade do final de ano, o mercado sinaliza perda de liquidez, com um viés de queda nos preços da arroba, a depender da resposta de demanda no atacado”.
Preços médios do boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf
Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 19 de dezembro:
São Paulo (Capital): R$ 315, estável frente à semana passada
Goiás (Goiânia): – R$ 300, inalterado na comparação com a última semana
Minas Gerais (Uberaba): R$ 310, queda de 1,59% frente aos R$ 315 praticados na semana passada
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, sem mudanças frente à última semana
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, sem mudanças frente à semana passada
Rondônia (Vilhena): R$ 280, inalterado frente à última semana
Mercado atacadista
O mercado atacadista se deparou com preços mais baixos no decorrer da semana. Segundo Allan Maia, o boi segue perdendo competitividade frente às proteínas de menor preço, como a carne de frango e a suína, o que contribuiu para o declínio nas cotações.
Os cortes do dianteiro do boi foram negociados a R$ 20,30 por quilo, contra os R$ 20,50 por quilo da semana passada, queda de 0,98%. Já os cortes do traseiro do boi recuaram tiveram queda de 0,74%, de R$ 27,00 o quilo para R$ 26,80 por quilo.
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 438,372 milhões em dezembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 43,837 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 89,335 mil toneladas, com média diária de 8,933 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.907,10.
Em relação a dezembro de 2023, houve baixa de 7,5% no valor médio diário da exportação, queda de 14,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,9% no preço médio.
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Foto: Defesa Civil RS
A manhã deste domingo (22) foi marcada por uma tragédia em Gramado, na Serra Gaúcha. Um avião de pequeno porte caiu poucos minutos após a decolagem, causando a morte de todos os dez ocupantes. As vítimas pertenciam à família Galeazzi, que residia em São Paulo e havia viajado para participar das festividades natalinas na região.
A aeronave era pilotada pelo empresário Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi, de 61 anos, proprietário do avião. Ele estava acompanhado de sua esposa, três filhas adolescentes, a sogra, uma cunhada, um concunhado e duas crianças.
De acordo com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não há registro de desaparecidos no acidente, que ocorreu cerca de 3 km após a decolagem. A queda foi tão abrupta que não houve tempo para um pedido de socorro por parte do piloto.
As investigações sobre as causas do acidente estão em andamento, e especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para analisar a situação.
O empresário Luiz Claudio Galeazzi e sua família morreram na queda do avião que caiu neste domingo (22), em Gramado, no Rio Grande do Sul. Filho do consultor de varejo e ex-diretor do Pão de Açúcar Claudio Galeazzi, morto em 2023, era também o proprietário e piloto da aeronave.
Segundo informações da polícia civil, estavam no avião 10 pessoas da mesma família, além de Luiz Claudio, sua mulher, três filhas, a sogra, outro casal e duas crianças.
O avião, um turboélice de pequeno porte, caiu por volta das 9 horas na região da Avenida das Hortênsias, no centro da cidade turística da serra gaúcha.
Segundo a concessionária que administra o aeroporto de Canela, Luiz Galeazzi e família tinham viajado na sexta-feira (20), para a cidade ao lado de Gramado. Ele decolou neste domingo do aeroporto local com destino a Jundiaí, no interior de São Paulo.
O pai de Luiz, Claudio Galeazzi, foi um dos maiores profissionais especializados em reorganização e recuperação de empresas no Brasil. Ele conduziu reestruturações de grandes companhias, como o Grupo Estado, em 2002; o Pão de Açúcar, em 2007; a BRF, em 2013; e a Americanas, no fim dos anos 90.
O empresário fundou a consultoria Galeazzi e Associados, que passou a ser dirigida pelo filho quando ele se afastou do dia a dia para fazer tratamento contra um câncer que o levou à morte. Assim como o pai, Luiz Claudio também é especialista em recuperação de empresas. Formou-se em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Outro acidente aéreo na família
Não é primeira vez que ocorrem acidentes de avião envolvendo a família Galeazzi. Em 2010, um bimotor também de Luiz Claudio Galeazzi caiu em Iperó, região de Sorocaba (SP), pouco depois de levantar voo. A aeronave transportava a sua mãe Maria Leonor Salgueiro Galeazzi, a única passageira, e o piloto José Andrei Ferreira dos Santos, que morreram na hora. A mãe de Luiz Claudio tinha 69 anos.
Em sua página no LinkedIn, a empresa se apresenta como agente de mudança que ajuda empresas na geração de valor dos seus negócios. “Acreditamos que empresas bem geridas geram mais valor para acionistas e sociedade como um todo”, diz, na página.
Empresa emite nota
“Luiz Galeazzi será eternamente lembrado por sua dedicação à família e por sua notável trajetória como líder da Galeazzi & Associados”, afirmou a empresa através de nota. A consultoria também agradeceu às manifestações de pesar, e se solidarizou com outras pessoas afetadas pelo acidente na região.
A Galeazzi disse ainda que reafirma o compromisso em acompanhar as investigações sobre o acidente, e que todos os registros e autorizações da aeronave estavam “devidamente em ordem”. “Pedimos respeitosamente que o direito à privacidade da família seja respeitado neste momento tão delicado.”
A matéria mais lida da semana sobre pecuária no portal do Canal Rural, publicada pelo site Giro do Boi, destaca a Fazenda Nova Piratininga, localizada entre São Miguel do Araguaia (GO) e Araguaçu (TO). Com 200 mil hectares de território, a propriedade se tornou um exemplo de integração entre sustentabilidade, agricultura e pecuária.
Desde sua aquisição em 2010, a Nova Piratininga consolidou-se como referência no ciclo completo de produção, utilizando tecnologias como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Segundo João Paulo Castro, diretor financeiro da fazenda, a estação de monta iniciou com 7 mil vacas e, atualmente, supera 50 mil matrizes.
A propriedade é dividida em cinco setores, cada um com uma função específica no manejo do gado. Dois setores são dedicados à cria, um à recria de futuras matrizes, outro à recria de gado comercial e, por fim, o confinamento, onde os animais são finalizados. No confinamento, os bovinos atingem peso médio superior a 20 arrobas, com alta qualidade de carcaça.
A Nova Piratininga também se destaca pela certificação de ciclo fechado verificado, que assegura que todo o ciclo produtivo — do nascimento ao abate — ocorre dentro da própria fazenda. “A certificação agrega valor e atende às expectativas do consumidor, cada vez mais atento à origem da carne que consome”, explica Pedro Vinícius Souza Alves, gerente geral de pecuária.
A logística da fazenda é um desafio à parte. Movimentando cerca de 30 mil animais na desmama e realizando transportes frequentes, a operação é realizada em parceria com a Uboi, maior empresa de transporte boiadeiro do Brasil. Cleiton Luiz Custódio, diretor geral da Nova Piratininga, destaca que a logística eficiente é essencial para garantir a segurança e o bem-estar animal.
As carretas da Uboi são equipadas com elevadores e motoristas treinados, assegurando um transporte rápido e seguro. “Garante-se que os animais cheguem ao destino nas mesmas condições de qualidade em que saíram”, afirma Lucas Freitas, coordenador comercial da Uboi.
Com mais de 30% de sua área destinada à preservação ambiental, a Nova Piratininga reforça o compromisso com a sustentabilidade e a excelência no agronegócio brasileiro.
Leia a reportagem completa e assista ao vídeo sobre e Nova Piratininga aqui.
A introdução de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) para o manejo sustentável de açaizais nativos está transformando a produção de açaí em terras altas em Amapá do Maranhão, na região do Alto Turí/Gurupi, no Maranhão.
A área é formada por 13 municípios e responde por 66% do açaí comercializado naquele estado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Liderado pela Embrapa Cocais, o projeto é uma resposta à degradação dos açaizais locais causada pela falta de manejo e oferece novas oportunidades para pequenos produtores.
O trabalho de transferência da tecnologia de manejo de açaí nativo na região foi um grande desafio para a equipe do projeto, já que as formações das plantas nativas da região não ocorrem em áreas de várzeas, mas em terras altas, formando maciços de euterpe olerácea associados a outras espécies florestais.
Degradação ambiental
Historicamente adaptada às várzeas, a tecnologia de manejo do açaí precisou ser ajustada para os açaizais de terras altas, que predominam na Pré-Amazônia Maranhense.
A degradação ambiental, resultado da exploração madeireira e do avanço das pastagens, reduziu a produtividade das palmeiras nativas. Essa queda coincidiu com a alta demanda por açaí, especialmente na entressafra do Pará, o que tornou a recuperação desses maciços uma prioridade econômica e ambiental.
A instalação da unidade de referência tecnológica de manejo de açaí nativo no Maranhão foi precedida de estudo para ajudar na decisão de qual melhor local de sua instalação, haja vista que o açaí ocorre na maioria dos municípios que fazem parte da região da Pré-Amazônia maranhense.
Entressafra paraense
No entanto, esse açaí tem despertado interesse dos produtores para recuperação devido à alta demanda de frutos, principalmente no período da entressafra da produção do Pará, época em que os preços atingem a maior alta.
Essa realidade tem contribuído para que esses açaizais improdutivos sejam vistos como uma oportunidade para geração de renda com a adoção da tecnologia de manejo de açaizais nativos.
O projeto envolveu capacitações práticas para técnicos e extrativistas. Em uma área inicial de 0,25 hectare, os participantes aprenderam a limpar o terreno, inventariar espécies e elaborar planos de manejo que incluíam a seleção e o corte de touceiras para melhorar a produtividade.
O agricultor familiar Lauro Paiva não apenas implementou as práticas em sua propriedade, como se tornou um multiplicador da tecnologia, atraindo outros produtores interessados em replicar o modelo. Por iniciativa própria, Paiva ampliou a área para 7 hectares.
Recuperação ambiental
Foto: Ronaldo Rosa
Além de recuperar a produtividade dos açaizais, o projeto promoveu ações de restauração ambiental. Com sementes coletadas na área manejada, um viveiro foi construído para produzir cerca de 4 mil mudas de espécies florestais nativas que serão usadas para proteger a borda da área manejada e atender outros produtores interessados em fazer a restauração florestal.
Uma estratégia usada pela equipe foi buscar parcerias institucionais nas esferas municipal e estadual com as equipes técnicas das secretarias municipais de agricultura e o órgão estadual de extensão rural, visando integrar as atividades dessas instituições ao trabalho da implantação da URT, assim como da capacitação e formação de multiplicadores na tecnologia de manejo de açaí nativo.
A escolha da propriedade onde está instalada a URT foi feita de forma participativa, com critérios claros e a participação dos representantes dos municípios. Após a visita técnica aos produtores previamente selecionados pelos municípios, a equipe elaborou uma matriz lógica com critérios e pesos diferentes para ajudar na decisão da escolha do agricultor onde seriam desenvolvidas as atividades de instalação da URT, assim como das capacitações.
“Nosso parceiro, o senhor Lauro Paiva, tem sido referência na divulgação dos trabalhos que estão sendo realizados pela Embrapa na região. Outra estratégia adotada foi a integração e parceria dos pesquisadores das Unidades da Embrapa envolvidas com a tecnologia de manejo de açaí nativo”, conta o pesquisador da Embrapa Cocais, José Mário Frazão.
Manejo de açaí de terra firme
Agricultores relataram que, se tivessem conhecimento da tecnologia, não teriam transformado áreas de açaizais degradados em pastagem, hábito comum de alguns agricultores. “Essa realidade está mudando e seu Lauro se tornou referência na tecnologia de manejo de açaí de terra firme na região e tem atendido às demandas de outros municípios para orientar a recuperação dessas áreas de açaízais”, acrescenta Frazão.
Com vigência até 2025, a expectativa é que os aprendizados dessa URT sirvam como base para publicações científicas e a replicação da tecnologia em outras regiões. Enquanto isso, o manejo sustentável do açaí se consolida como uma alternativa viável para a geração de renda e conservação ambiental na Amazônia Maranhense.
Em janeiro de 2025, a comunidade do Maracanã receberá uma capacitação voltada para o manejo e boas práticas de processamento de açaí. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Embrapa e o Instituto de Formação, que está auxiliando na seleção dos produtores participantes.
O projeto, que envolve um acompanhamento técnico contínuo, já tem uma área definida e busca o engajamento dos agricultores locais. Como parte do processo, será formalizado um acordo com os produtores, destacando a importância do compromisso de longo prazo.
Esta segunda-feira (23), a penúltima do ano, será marcada por muitas pancadas de chuva em quase todo o Brasil.
De acordo com a previsão da Climatempo, grande parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte ficam em alerta para chuva forte e volumosa, com potencial para causar transtornos para a população em vários locais.
Os meteorologistas da empresa explicam que a grande disponibilidade de umidade e de calor que existe sobre o Brasil facilita a formação de nuvens carregadas, com potencial para a chuva forte. Mas nestas vésperas do Natal, a organização da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) será responsável por grande parte da chuva em algumas áreas do país.
Sul
A maioria das áreas do Sul ficam fora dos alertas para chuva forte nesta segunda-feira. Porém, o litoral do Paraná fica em atenção para pancadas de chuva com moderada a forte intensidade.
Na grande Curitiba, no Vale do Itajaí e no litoral de Santa Catarina, a chuva pode ser moderada.
Sudeste
Na região, o alerta especial é para a litoral de São Paulo e sul do Rio de Janeiro, da região de Peruíbe até Angra dos Reis, onde a chuva frequente e volumosa deve gerar grandes acumulados até o fim do dia, aumentando o risco para alagamentos e até algum deslizamento de terra.
A Climatempo também avalia que também há perigo em razão da chuva frequente e volumosa na região serrana e o noroeste do Rio de Janeiro, em áreas de divisa do Espírito Santo com Minas Gerais e na região mineira do Vale do Rio Doce.
O dia traz alerta para o risco de temporais na região metropolitana do Rio de Janeiro, na região dos Lagos, no litoral norte fluminense, no litoral do Espírito Santo e no norte capixaba, na Zona da Mata mineira, na grande Belo Horizonte, em todo centro-oeste e noroeste de Minas Gerais e também no Vale do Jequitinhonha.
Atenção para a chuva moderada forte no litoral sul de São Paulo, no Vale do Paraíba Paulista, no Sul do estado do Rio (região de Resende e Volta Redonda), no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro. O norte do estado de São Paulo também pode ter pancadas de chuva moderada a forte, mas de forma isolada. Na região da Grande São Paulo também pode chover nesta segunda-feira, mas não há expectativa de chuva forte.
Centro-Oeste
O alerta para o risco de temporais na região neste início de semana vale para o Distrito Federal, quase todas as áreas de Goiás, incluindo a região de Goiânia, e também para todo o centro, oeste, leste e norte de Mato Grosso.
Em Cuiabá e no sul de Mato Grosso e de Goiás, a situação é de atenção para pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. Em Campo Grande, na região de Corumbá e em todo centro-norte de Mato Grosso do Sul, também podem ocorrer pancadas de chuva nesta segunda-feira, mas de forma isolada. Não há alertas para as outras áreas de Mato Grosso do Sul.
Norte
O alerta para temporais nesta segunda-feira vale para o norte do Tocantins, para a região de Tucuruí, no leste do Pará, no extremo norte do Amapá, em todo o oeste e sul do Amazonas e também para o Acre e Rondônia.
Em Roraima, na região de Macapá e em outras áreas do Amapá, em Belém, no nordeste do Pará, no centro-oeste sul paraense, em todo o Tocantins, em Manaus e em todo o centro, norte e leste do Amazonas, a situação é de atenção para pancadas de chuva entre moderadas e fortes, segundo a Climatempo.
Nordeste
Nesta região, o alerta de temporais vale para o centro sul do Maranhão. Nas outras áreas do Maranhão, incluindo São Luís, em Teresina e em todo o interior do Piauí, no oeste da Bahia e na região do Vale do São Francisco no estado, as pancadas de chuva nesta segunda-feira podem ser de moderadas a fortes.