segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

cotação do algodão fecha em queda na 1ª semana de 2025



Os preços médios à vista recuaram 13 pontos em relação à semana anterior




Foto: Pexels

As cotações do algodão encerraram a primeira semana de 2025 em queda no Estados Unidos, refletindo um mercado mais retraído. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados pelo Programa de Algodão e Tabaco do Serviço de Comercialização Agrícola (Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program), os preços médios à vista recuaram 13 pontos em relação à semana anterior.

De acordo com o USDA, o preço médio para a qualidade base do algodão (cor 41, folha 4, comprimento 34, micrômetro 35-36 e 43-49, resistência 27,0-28,9 e uniformidade 81,0-81,9) nos sete mercados designados ficou em US¢ 64,44 por libra-peso na semana encerrada em 2 de janeiro de 2025. Esse valor foi inferior ao da semana anterior, que registrou US¢ 64,57 centavos, e bem abaixo dos US¢ 76,55 registrados no mesmo período do ano passado.

As cotações diárias variaram entre US¢ 64,75 na sexta-feira (27) e US¢ 64,26 na terça-feira (31). No período, as transações no mercado à vista totalizaram 36.762 fardos, superando os 31.664 negociados na semana anterior. No entanto, o volume ainda ficou abaixo dos 49.780 fardos registrados no mesmo período do ano passado. No acumulado da safra, as transações totalizaram 363.672 fardos, também inferiores aos 467.488 contabilizados na mesma semana da temporada passada.

O contrato de março na Bolsa Intercontinental de Commodities (ICE) encerrou a semana cotado a US¢ 68,57 por libra-peso, apresentando leve queda em comparação aos US¢ 68,75 da semana anterior.





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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de milho para silagem avança com qualidade elevada



A colheita de milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul




Foto: Nadia Borges

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), a colheita de milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com 14% da área plantada já colhida e 17% das lavouras próximas ao ponto ideal de corte. O estágio de grão farináceo-duro e colmos verdes proporciona o teor de matéria seca entre 30% e 35%, condição ideal para garantir o equilíbrio nutricional e a qualidade da silagem armazenada. A safra apresenta resultados satisfatórios até o momento.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, para a safra 2024/2025, o Estado projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. A expectativa é positiva, especialmente nas áreas onde o plantio foi escalonado para minimizar os riscos climáticos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o plantio está próximo da conclusão. Em Aceguá, 80% da área prevista já foi implantada, mas o processo foi temporariamente interrompido em 29 de dezembro devido à falta de umidade no solo. A maior parte das lavouras foi semeada entre novembro e início de dezembro, e a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até o final de janeiro.

Na Fronteira Oeste, nos municípios de Manoel Viana e Alegrete, a colheita já está em andamento, apresentando rendimentos elevados e silagem de alta qualidade, o que comprova o potencial produtivo da safra. Em outras regiões, como Ijuí e Santa Maria, as lavouras estão sendo colhidas para armazenamento como forragem conservada. Os volumes de massa verde obtidos têm atendido às expectativas dos produtores, destacando a eficiência no manejo e a qualidade do material colhido.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street salta com impulso de tecnologia e políticas de Trump em foco


Logotipo Reuters

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – As ações dos Estados Unidos se recuperaram nesta sexta-feira, com investidores se aproximando do final de uma semana encurtada pelo feriado do Ano Novo, que trouxe consigo expectativas de cortes adicionais nos juros pelo Federal Reserve e políticas que favorecem negócios do novo governo de Donald Trump.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,26%, para 5.942,39 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,75%, para 19.621,68 pontos. O Dow Jones subiu 0,80%, para 42.732,19 pontos.

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Dólar encerra semana em leve alta



O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado




Foto: Pixabay

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (3) com leve alta de 0,29%, cotado a R$ 6,183 na venda, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado, que intensificou a volatilidade, e pela escassez de dados relevantes no cenário econômico do dia, conforme dados do InfoMoney.

Segundo as informações, na semana, a moeda norte-americana acumulou uma perda marginal de quase 0,2%, refletindo movimentos de correção e ajustes por parte dos investidores. Na B3, o contrato futuro do dólar com vencimento mais próximo subiu 0,31%, cotado a R$ 6,208 por volta das 17h03.

Dólar comercial

Compra: R$ 6,183

Venda: R$ 6,183

Dólar turismo

Compra: R$ 6,263

Venda: R$ 6,443





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cultivo de arroz e dendê avança com chuvas controlada



Nas Filipinas, as precipitações seguiram intensas nas áreas orientais




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última terça-feira (31), o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando a volta de chuvas em níveis mais próximos da média sazonal em diversas regiões da Ásia, após um período de precipitações intensas.

Na Malásia e na Indonésia, as chuvas variaram entre 25 e 100 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo, essencial para o cultivo de dendê (óleo de palma), sem prejudicar o avanço normal das colheitas. Em Java, na Indonésia, os volumes de chuva foram superiores a 100 mm em grande parte das localidades, favorecendo o cultivo de arroz.

Já nas Filipinas, as precipitações seguiram intensas nas áreas orientais, com acumulados superiores a 200 mm, resultando em enchentes em campos agrícolas e níveis excessivamente altos de água em arrozais. Segundo o boletim, muitas dessas regiões estão enfrentando o quarto dezembro mais chuvoso dos últimos 30 anos, com impactos significativos para a agricultura local.





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Cenário global da soja aponta trajetória baixa para 2025



Ao analisar o cenário global da soja para 2025, as tendências de preços, tanto no mercado futuro quanto no físico no Brasil, indicam uma trajetória predominantemente negativa. A projeção é do analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

A safra americana se consolida como a segunda maior da história, com cerca de 121,7 milhões de toneladas de soja, o que resulta em estoques finais 37,4% superiores ao ano anterior, totalizando aproximadamente 12,79 milhões de toneladas. Apesar do aumento nas exportações e no esmagamento, os estoques permanecem em um nível confortável, conforme observa o analista.

Na América do Sul, o panorama também sugere uma produção expressiva, favorecida por condições climáticas neutras até o momento, especialmente no Brasil. Apesar de atrasos iniciais no plantio, o ritmo avançou significativamente, superando não apenas os atrasos em termos percentuais, mas atingindo níveis acima da média das últimas cinco safras”, relata o consultor. As condições atuais das lavouras brasileiras são bastante promissoras, com expectativa de altas produtividades em todo o país. “No entanto, será necessário aguardar o desempenho real durante a colheita, prevista para meados de fevereiro”, adverte.

Na Argentina, o terceiro maior produtor de soja do mundo, as expectativas também são otimistas, com projeções de uma safra robusta de cerca de 55 milhões de toneladas, beneficiada por boas condições nas áreas de maior produtividade.

No cenário global, diversos fatores podem impactar o mercado. Apesar da ampla oferta projetada, que tende a pressionar os preços, eventos pontuais podem gerar volatilidade. “Entre eles, destacam-se as eleições americanas e o retorno de Donald Trump à presidência, que pode alterar a dinâmica comercial com a China, especialmente a partir do segundo semestre de 2025”, ressalta Silveira. Os chineses vêm adquirindo volumes significativos de soja dos EUA, antecipando possíveis restrições comerciais que poderiam surgir com a nova administração.

No primeiro semestre, é provável que a China já tenha garantido estoques suficientes para mitigar impactos imediatos de eventuais tensões. No entanto, no segundo semestre, a demanda chinesa deve se intensificar, favorecendo as exportações brasileiras devido à relação bilateral favorável entre os dois países. “Isto pode gerar oportunidades, mas também desafios em termos de preços”, comenta o analista.

Para o consultor, o contexto macroeconômico permanece desafiador, especialmente no primeiro semestre, com pressão logística e a possibilidade de um dólar elevado, o que pode impactar negativamente os prêmios de exportação devido à grande oferta no mercado. “Na CBOT, existe o risco de os produtores americanos reduzirem a área de plantio de soja na safra 2025/26, dado o cenário de queda acentuada nos preços”, acredita. Este fator, combinado com o mercado climático nos EUA, pode oferecer algum suporte aos preços futuros.

Se houver uma demanda forte pelo grão brasileiro por parte da China, os preços podem se tornar mais favoráveis ao produtor brasileiro. “Contudo, é importante ressaltar que o cenário geral é marcado por uma oferta elevada, com exportações possivelmente recordes, maior esmagamento e estoques confortáveis”, enumera Silveira. Assim, ganhos mais significativos de preço podem ocorrer apenas no final do terceiro trimestre ou início do quarto trimestre do ano.



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agropecuária recebe reforço de R$ 230,9 milhões do FCO Rural



Objetivo é impulsionar a agropecuária goiana




Foto: Pixabay

Segundo o informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, a agropecuária do estado será contemplada com R$ 230,9 milhões provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), conforme aprovado pela Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Goiás (CD/CDE) durante a 411ª Reunião Ordinária. O montante foi distribuído em 76 cartas-consulta aprovadas na última reunião do ano, realizada em dezembro.

Do total de recursos, mais de 70% serão destinados a produtores de pequeno porte, que receberão cerca de R$ 162 milhões. As propriedades de pequeno-médio porte ficarão com R$ 43,1 milhões (18,7%), enquanto as de médio porte serão beneficiadas com R$ 25 milhões (10,8%). A previsão é de que o investimento resulte na geração de 530 empregos diretos.

Instituído pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Os recursos, disponíveis por meio das modalidades FCO Empresarial e FCO Rural, podem ser acessados por produtores rurais, empresas, pessoas físicas, jurídicas e cooperativas de produção.





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Animais silvestres recebem alimentos ‘fora do padrão’ no Paraná


Três vezes por semana, um caminhão do Criadouro Conservacionista Onça Pintada, em Campina Grande do Sul, ai buscar frutas, legumes e verduras doadas pela Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR), em Curitiba.

Por meio de uma parceria com o Instituto Água e Terra (IAT) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), alimentos fora do padrão de comercialização são reaproveitados para alimentar 4 mil animais de 206 espécies resgatadas.

Desde o início do programa em setembro de 2023, 29 toneladas mensais de alimentos são destinadas ao criadouro, reduzindo os custos de alimentação e contribuindo para a conservação de espécies.

Foto: Denis Ferreira Netto/Sedest

Redução do desperdício e apoio à fauna

O programa Banco de Alimentos Comida Boa, criado em 2020, busca zerar o desperdício de alimentos não comercializados nas Ceasas do estado. Atualmente, 440 toneladas mensais de hortaliças são distribuídas para instituições assistenciais e, mais recentemente, para o cuidado de animais silvestres.

No Criadouro Onça Pintada, 60% da alimentação dos animais é proveniente das doações. “Tudo é aproveitado, inclusive os alimentos mais danificados, que são consumidos por espécies como porcos selvagens e catetos”, conta Carlos Eduardo Conte, biólogo do criadouro.

Foto: Denis Ferreira Netto/Sedest

Expansão para novas instituições

O programa deve ser ampliado para outras entidades vinculadas ao IAT, como os Centros de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) e o Centro de Triagem e Atendimento de Animais Silvestres (Cetas).

Além disso, a Ceasa-PR pretende levar a iniciativa para suas unidades em Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel, aumentando o impacto positivo.

“Com a consolidação deste projeto em Curitiba, queremos replicar a experiência nas outras unidades do estado, diminuindo ainda mais o desperdício de alimentos”, afirmou Eder Bublitz, diretor-presidente da Ceasa-PR.

Impacto social e reconhecimento internacional

O Banco de Alimentos também distribui alimentos para mais de 330 instituições que atendem idosos, hospitais, abrigos e famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa foi apresentada na ONU como exemplo de programa governamental e recebeu o Stevie Awards em 2024, um dos maiores prêmios internacionais de contribuições sociais.

O projeto também promove a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, que trabalham no processamento dos alimentos e participam de capacitações. Em 2025, o programa contará com uma nova cozinha industrial para ampliar ainda mais o alcance das ações.



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Mulher é condenada a indenizar vizinho após fogos de artifício provocarem morte de dois cavalos



Uma mulher foi condenada a indenizar um vizinho após o uso de fogos de artifício, que provocou a morte de dois cavalos. A decisão foi proferida pela 29ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve o entendimento da 2ª Vara de Itápolis, no interior do estado, onde o juiz Bertholdo Hettwer Lawall havia proferido sentença.

Os desembargadores fixaram as reparações em R$ 8 mil por danos morais e R$ 40 mil por danos materiais. O caso ocorreu durante a passagem de ano de 2021.

De acordo com o processo, a mulher havia alugado uma chácara e utilizado fogos de artifício na festa de Ano Novo. O intenso ruído gerado pelos artefatos agitou os cavalos, resultando na tragédia. Um dos animais foi encontrado morto no pasto com ferimentos graves no crânio e na cervical. O outro teve de ser sacrificado devido à gravidade das lesões.

Após a condenação em primeira instância, a ré recorreu ao Tribunal (Apelação nº 1001780-77.2021.8.26.0274). O relator do caso, desembargador Mário Daccache, destacou que, embora o uso de fogos de artifício não fosse ilegal à época, os riscos que eles representam à saúde e bem-estar dos animais são amplamente conhecidos.

“Assim, sendo amplamente divulgado, na mídia, a alta sensibilidade dos animais em relação a fogos de artifício, e o consenso coletivo de que, em áreas rurais, não são disparados esses tipos de artefato, isso é, sem dúvida, fonte de obrigação, e a corré não pode fugir desta”, afirmou Daccache.

Os desembargadores Neto Barbosa Ferreira e Silvia Rocha também participaram do julgamento, acompanhando o voto do relator.



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Produção de carne de frango deve crescer em 2025, mas terá que enfrentar desafios



A avicultura nacional apresenta boas perspectivas de crescimento em 2025, mas deve lidar com desafios significativos, especialmente relacionados à biossegurança animal e a conflitos em importantes mercados de destino da carne brasileira.

Estudos realizados por pesquisadores do Cepea indicam que a produção de carne de frango pode atingir 14,2 milhões de toneladas em 2025, representando um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior.

Do lado da demanda, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que o consumo per capita de carne de frango no Brasil alcance 46,6 kg em 2025, um crescimento de 1,9% em comparação a 2024.

Apesar do cenário promissor, as perspectivas do setor avícola dependem diretamente da ausência de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1 ou IAAP) em granjas comerciais. O Brasil, até o momento, permanece livre da doença, conforme as diretrizes da Organização Mundial para Saúde Animal (OMSA). Esse status tem beneficiado o país, já que surtos da doença em outros grandes produtores têm deslocado a demanda global para o mercado brasileiro.

Outro ponto de atenção para o setor é a continuidade dos conflitos no Oriente Médio, que completaram um ano em outubro de 2024. O Brasil é o maior fornecedor global de carne de frango Halal, atendendo países como os Emirados Árabes Unidos, que ocupam a segunda posição entre os principais destinos da carne brasileira. Em 2024, até novembro, foram exportadas 425 mil toneladas de carne ao país árabe.

Mesmo diante dos desafios, o setor avícola brasileiro mantém projeções positivas para 2025, com foco na ampliação da produção e no fortalecimento da biossegurança para garantir sua competitividade no mercado global.



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