sábado, março 21, 2026

Autor: Redação

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Prêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite


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Foto gerada por IA para o Canal Rural

As inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal 2026 entram na fase final. Os interessados podem se inscrever até 31 de março nas categorias doce de leite e cachaça de alambique. Para azeite de oliva, o prazo vai até 30 de abril.

Promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a iniciativa busca valorizar a produção artesanal no país e ampliar a visibilidade dos produtores rurais.

Segundo a assessora técnica da CNA, Fernanda Silva, o programa, que chega à 14ª edição, tem contribuído para fortalecer a credibilidade dos participantes e abrir novos mercados.

“Além de reconhecer a qualidade dos produtos, o prêmio amplia a visibilidade dos produtores e valoriza o trabalho artesanal desenvolvido no campo, além de estimular a melhoria contínua da produção”, afirmou.

Nos três concursos, os cinco primeiros colocados de cada categoria recebem certificado, premiação em dinheiro e divulgação nos canais digitais da CNA.

Doce de leite

O concurso é realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Sebrae Nacional, e é voltado a produtores com produção anual de até 300 toneladas.

As inscrições seguem até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril. Cada participante pode inscrever um produto nas categorias doce de leite pastoso ou em barra.

A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.

Cachaça de alambique

Também com inscrições até 31 de março, o concurso é destinado a produtores com produção anual de até 20 mil litros e conta com parceria do Sebrae Nacional.

O envio das amostras deve ser feito até 17 de abril. Os produtos concorrem nas categorias cachaça branca e amarela.

O processo de avaliação segue critérios técnicos, análise da história do produto, júri popular e etapa final.

Azeite de oliva

Para o azeite de oliva, as inscrições vão até 30 de abril, com envio das amostras até 15 de maio.

O concurso é realizado em parceria com Epamig, Embrapa, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Sebrae Nacional. Os produtores podem participar nas categorias blend ou monovarietal.

A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e premiação.

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o que esperar para a estação?


O outono no Hemisfério Sul começa oficialmente no dia 20 de março de 2026, às 11h45, e se estende até 21 de junho, às 5h25, conforme o Prognóstico Climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A estação marca a transição entre o verão e o inverno, com redução gradual das chuvas no interior do Brasil e queda de temperaturas, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

De acordo com o instituto, “é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil central”. Nesse período, as precipitações tendem a diminuir no interior do país, especialmente no semiárido nordestino, enquanto áreas do Norte e do Nordeste ainda registram volumes significativos de chuva devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical.

O relatório também destaca a ocorrência de fenômenos típicos da estação. “Observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos, tais como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte”, informa o prognóstico.

No cenário oceânico, o documento aponta mudanças nas condições do Pacífico Equatorial. Após a atuação do fenômeno La Niña entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, houve enfraquecimento das anomalias de temperatura da superfície do mar, indicando transição para neutralidade. Segundo o APEC Climate Center, há 84,6% de probabilidade de evolução para El Niño no trimestre de abril a junho.

Para a Região Norte, a previsão indica predominância de chuvas acima da média, com temperaturas também superiores aos padrões históricos em grande parte da área. No Nordeste, as chuvas tendem a ficar abaixo da média em diversos estados, como Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba, enquanto áreas do Maranhão e norte do Piauí podem registrar volumes mais elevados. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região.

No Centro-Oeste, a tendência é de redução das chuvas a partir de abril, com volumes próximos da média em Goiás e Mato Grosso e abaixo da média em Mato Grosso do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média histórica. No Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de episódios pontuais de chuva no leste da região. As temperaturas também tendem a ficar acima da média, embora não se descarte a entrada de massas de ar frio.

Na Região Sul, o prognóstico indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima dos padrões históricos, com possibilidade de incursões de ar frio ao longo da estação.

O boletim também avalia impactos para a produção agrícola. Segundo o INMET, “torna-se relevante avaliar os potenciais impactos desse cenário sobre as atividades agrícolas no Brasil”. Na Região Norte, as chuvas acima da média tendem a favorecer lavouras já estabelecidas, como o milho segunda safra, além de contribuir para pastagens.

No MATOPIBA, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo, com impacto sobre culturas de segunda safra, especialmente milho e algodão.

Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a menor disponibilidade de chuva associada ao aumento da evapotranspiração pode causar estresse hídrico e afetar o desenvolvimento das lavouras em fases reprodutivas. No Sul, a tendência de menor volume de chuvas e temperaturas mais elevadas pode reduzir a umidade do solo, afetar culturas de segunda safra e dificultar o estabelecimento das lavouras de inverno.





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Embrapa Milho e Sorgo recebe homenagem por 50 anos


A Embrapa Milho e Sorgo foi homenageada pelos seus 50 anos pela Câmara Municipal de Sete Lagoas. A sessão solene, com entrega de moções, de autoria da vereadora Heloísa Frois, foi realizada na noite da última quarta-feira, dia 18 de março, no Plenário Deputado Wilson Tanure da Casa Legislativa. “Quem me conhece, sabe que sou movida a emoção. E realmente para mim a Embrapa Milho e Sorgo é motivo de uma emoção muito positiva para a nossa cidade, para a nossa região e valorizo demais o trabalho de todos vocês. Então a homenagem foi de coração mesmo”, afirmou a vereadora Heloísa Frois.

A vereadora, em seu discurso, contextualizou a importância da Embrapa na evolução da agropecuária no Brasil e reconheceu o trabalho da Unidade instalada em Sete Lagoas nesses últimos 50 anos. “A Embrapa Milho e Sorgo acompanhou e impulsionou uma verdadeira transformação da agricultura brasileira. A produção de milho no País cresceu de forma expressiva e o sorgo ganhou espaço como alternativa estratégica, resultado direto de investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, disse. Ainda nas palavras da vereadora, a Unidade tornou-se protagonista no desenvolvimento de cultivares, sistemas de produção sustentáveis e tecnologias que impulsionaram a produtividade do milho e do sorgo, fortalecendo o agronegócio nacional e promovendo a inclusão, o aumento de renda e promovendo o desenvolvimento social.

“Enquanto minha missão, vocês podem ter certeza absoluta que eu vou levar o nome da Embrapa para onde eu for, com o maior orgulho do mundo, porque isso faz meu coração se alegrar, faz meus olhos se reluzirem e faz o que eu fiz aqui hoje, que é trazer o meu maior orgulho em forma de moção para todos os empregados da Embrapa”, concluiu. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Frederico Botelho, representando o chefe-geral Vinícius Guimarães que se encontra em missão internacional pela Embrapa, registrou os agradecimentos à iniciativa da vereadora Heloísa Frois. “A realização desse evento é uma reflexão de estreita relação de parceria e confiança que a vereadora mantém com a nossa Instituição, demonstrando seu compromisso contínuo com a ciência e com o desenvolvimento tecnológico que emana da nossa Unidade para todo o Brasil”, afirmou.

Botelho fez um histórico a partir da criação da Embrapa, em 1973, da instalação da Embrapa Milho e Sorgo, em 1976, até a posição que o Brasil ocupa hoje na conjuntura de produção de alimentos. “O trabalho realizado em solo sete-lagoano transformou a realidade do País e do mundo. Superamos desafios, provamos que os solos dos Cerrados, antes vistos como improdutivos, poderiam sustentar uma agricultura forte. Geramos resultados expressivos. Em meio século, a produção nacional de milho saltou de 19 milhões para 130 milhões de toneladas, enquanto o sorgo cresceu de 400 mil para cinco milhões de toneladas. Fazemos ciência com propósito. Tecnologias desenvolvidas aqui ajudaram a transformar o Cerrado em um dos maiores celeiros agrícolas do planeta, como cultivares de milho e de sorgo mais produtivas, práticas de maneiras sustentáveis do solo, as barraginhas, dentre outras”, reforçou o chefe de Transferência.

Em relação ao futuro, Frederico Botelho reforçou a responsabilidade que a Embrapa tem em conduzir uma agricultura focada em sustentabilidade. “Se os primeiros 50 anos foram marcados por vencer a escassez, os próximos 50 anos serão dedicados a liderar a agricultura sustentável e regenerativa, focando na saúde do solo e na baixa pegada de carbono. Essa trajetória é uma construção coletiva que une o poder público, representado aqui por esta Casa, e pela parceria da vereadora Heloísa Frois, com a iniciativa privada e também com a academia. Agradecemos a todos os funcionários da Embrapa, que aqui estão representados, pesquisadores, técnicos, analistas, assistentes que dedicam suas vidas para garantir que a ciência saia do laboratório e chegue até o campo. Que esse aniversário seja o início de um novo capítulo de inovação. Vida longa para a Embrapa. Vida longa para Sete Lagoas”, finalizou.

Pesquisador aposentado prestigia cerimônia

O pesquisador aposentado da Embrapa Milho e Sorgo Morethson Resende se deslocou da região de Viçosa, na Zona da Mata mineira, para prestigiar a homenagem concedida à Embrapa Milho e Sorgo. “A pesquisa tem uma singularidade que a torna gratificante. Eu me lembro quando a gente trabalhava, não importava se fosse sábado, domingo, não importava se ficássemos até mais tarde, se chegássemos mais cedo, se era feriado… a gente era meio fanático (risos) e ainda somos até hoje. O pesquisador é um tipo de gente diferente… é uma pessoa que está gerando ciência, que está olhando qual resultado vai acontecer. Então, mais uma vez obrigado pelo convite e pelo reconhecimento”, disse o então pesquisador que atuava na área de Irrigação, aposentado em 2007.

 





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Açúcar reage com tensão externa e clima no radar



A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões


A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões
A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões – Foto: Pixabay

Os preços do açúcar apresentaram recuperação ao longo da segunda semana de março, influenciados por fatores geopolíticos e mudanças nas expectativas de oferta global. De acordo com análise da StoneX, o avanço foi impulsionado inicialmente pela intensificação das preocupações com a guerra no Oriente Médio, que trouxe suporte às cotações internacionais.

Na semana, o contrato mais líquido do açúcar bruto negociado em Nova Iorque, com vencimento em maio, acumulou valorização de 1,91%. O movimento ganhou força no início do período, com alta mais expressiva registrada na segunda-feira, refletindo a reação imediata do mercado ao cenário externo. Nos dias seguintes, porém, os preços passaram por ajustes, acompanhando a atenção dos agentes às perspectivas do setor energético.

A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões produtivas no Centro-Sul do Brasil. A possibilidade de ajuste no preço da gasolina aumenta a competitividade do etanol, o que pode direcionar maior parte da cana para a produção de biocombustível na safra 2026/27. Esse cenário contribui para reduzir o excedente global inicialmente projetado.

Outro ponto relevante é a revisão para baixo na produção da Índia, que também influencia o balanço global da commodity. Além disso, cresce a atenção do mercado para a possível formação de um El Niño na segunda metade de 2026. Caso o fenômeno se confirme, há risco de impacto negativo sobre as monções indianas, fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra.

Diante desses fatores combinados, o mercado tende a monitorar de perto tanto as variáveis climáticas quanto as decisões ligadas ao setor de energia, que seguem determinantes para o comportamento dos preços ao longo dos próximos meses.

 





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Área menor reduz expectativa para o feijão



Produção recua, mas preços seguem firmes



Foto: Pixabay

A produção brasileira de feijão deve registrar queda na safra 2025/26, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento e analisados no Boletim Conjuntural publicado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A estimativa é de uma colheita de 2,9 milhões de toneladas em uma área de 2,58 milhões de hectares, o que representa redução de 4,2% na área cultivada em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o boletim, “os dados mais recentes divulgados pela Conab sobre a produção brasileira de feijão indicam uma retração no volume produzido”. O recuo na área plantada é apontado como o principal fator para a diminuição da produção.

O Paraná tem participação direta nesse cenário. Segundo a Conab, houve redução de 21,6% nas áreas destinadas à cultura ao longo das três safras no estado, com destaque para o feijão-preto, que apresentou queda de 27,6%. O levantamento do Deral confirma essa tendência.

Mesmo com a diminuição da área, o estado deve permanecer como o principal produtor nacional, respondendo por cerca de 22% da produção total. A primeira safra já foi concluída, com rendimento ligeiramente inferior ao registrado no ano passado.

A segunda safra, recém-implantada, começa a sentir os efeitos da falta de chuva nas últimas semanas. Segundo o boletim, “atualmente, 86% das lavouras estão em boas condições e 14% em condições médias — um declínio frente aos 94% e 6% registrados na semana anterior”.

No mercado, a perspectiva de menor oferta tem sustentado os preços, mesmo com o avanço da colheita da primeira safra. Ainda que tenha havido recuo pontual na última semana, a tendência é de valorização ao longo de março. O boletim aponta que “os valores de março superem a média de fevereiro e fiquem significativamente acima dos patamares de março de 2025”.

 





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Preços da carne bovina seguem elevados em Goiás e no Brasil


Em Goiás e em todo o Brasil, o preço da carne bovina segue pressionado por fatores estruturais da pecuária e por um cenário de mercado aquecido. Segundo o analista do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Marcelo Penha, o setor vive um momento típico de valorização dentro do ciclo pecuário.

“A carne bovina… nós estamos no ciclo de alta da pecuária, com reposição cada vez mais cara. A arroba bateu, na semana passada, na média de Goiás, cerca de R$ 321 e continua com tendência de crescimento.”

Após anos de abate elevado de fêmeas, os produtores passaram a reter matrizes para recompor o rebanho, o que reduz a oferta de animais no curto prazo. Com menos boi disponível, frigoríficos disputam animais, os preços sobem e o consumidor sente no bolso.

“A retenção de matrizes diminui a oferta de animais para os frigoríficos. Eles estão com dificuldade de encontrar boi e vaca no mercado, e isso mostra um aquecimento no setor”, explica.

No início de 2026, a arroba do boi gordo no estado já girava acima de R$ 315, com avanço nas cotações nas principais regiões. Em fevereiro e março, esse movimento se intensificou: a procura superou a oferta, elevando os preços tanto do boi quanto da vaca e da novilha.

Além disso, o mercado iniciou março com valorização sustentada por dois fatores principais: exportações fortes, especialmente para a China, e oferta limitada de animais terminados. Esse desequilíbrio mantém o preço elevado também no varejo.

“Nada ainda de impacto de fatores externos, como guerra, no mercado brasileiro. O setor segue aquecido; é a lei da oferta e da procura”, afirma Marcelo Penha.

A tendência, pelo menos no curto prazo, ainda não é de queda. As projeções ao longo de 2026 apontam o preço da arroba entre R$ 330 e R$ 335. “A gente ainda tem tudo para manter a tendência de crescimento com o ciclo de alta da pecuária”, diz Penha.

 





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Bioinsumos avançam no campo com menor custo, mais produtividade e maior resiliência climática


O avanço dos bioinsumos tem ganhado força no agronegócio ao unir redução de custos, ganho de produtividade e maior resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos. A avaliação é de Solon Cordeiro de Araújo, conselheiro-fundador da ANPII Bio, que destaca o papel dessas tecnologias no fortalecimento de uma produção mais eficiente, econômica e adaptada às novas condições climáticas.

Segundo Solon, os bioinsumos vêm conquistando espaço pois entregam retorno financeiro ao produtor e, ao mesmo tempo, contribuem para o desempenho agronômico das culturas. “Os bioinsumos são desenvolvidos inicialmente pela pesquisa e, depois, pelas empresas, com um objetivo claro: proporcionar um bom retorno financeiro ao agricultor. Esse retorno se divide em duas partes. De um lado, o custo desses produtos geralmente é um pouco mais baixo do que o dos químicos. De outro, são tecnologias que oferecem alto rendimento e contribuem para o aumento da produtividade”, afirmou.

Além da busca por maior eficiência, os bioinsumos também aparecem como alternativa para reduzir a dependência de insumos químicos e tornar o manejo mais compatível com a realidade econômica do produtor.

“Esses produtos buscam controlar insetos e pragas, além de contribuir para a nutrição das plantas, mas sempre de forma compatível com a realidade financeira do agricultor. Além do aumento de produtividade e das vantagens para o meio ambiente, busca-se também um valor mais acessível”, explicou. Um dos principais exemplos citados por Solon é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), considerada uma das tecnologias mais consolidadas da agricultura brasileira. Segundo ele, o uso de inoculantes evidencia, na prática, o potencial dos bioinsumos para reduzir custos de produção.

“Se pegarmos o caso tradicional do Brasil, que é a fixação biológica de nitrogênio, veremos que o custo dos inoculantes é extremamente mais baixo do que o da ureia, caso o agricultor optasse por essa fonte. É uma diferença brutal”, destacou.

Apesar do avanço do uso de bioinsumos no país, o retorno sobre o investimento ainda é um desafio para parte dos agricultores. Solon pondera que esse cuidado não se limita aos biológicos, mas faz parte da avaliação de qualquer tecnologia adotada no campo.

“Esse é um ponto, às vezes, crítico. Mas isso vale para qualquer produto, não apenas para os biológicos: como medir o resultado? Em primeiro lugar, o agricultor deve se basear nos resultados apresentados pela pesquisa. Todos os produtos biológicos registrados no Ministério da Agricultura precisam passar por avaliações de campo e comprovar resultados mensuráveis, inclusive aumento de produtividade”, disse.

Na avaliação do especialista, o registro oficial já representa um primeiro indicativo de que o produto passou por testes e apresentou eficiência agronômica em condições reais de uso.

“Esse é o primeiro ponto que o agricultor deve observar: se o produto está registrado no Ministério da Agricultura, ele já passou por uma avaliação que comprova seu potencial de aumentar a produtividade. Claro que o produtor também precisa fazer a medição na própria lavoura, mas com critério”, ressaltou.

Solon também alerta para o risco de análises precipitadas em safras afetadas por condições adversas, como estiagem, variações climáticas ou falhas operacionais, que podem comprometer os resultados independentemente da tecnologia utilizada.

“Às vezes, o agricultor vinha usando um produto químico e, em determinado ano, decidiu adotar o biológico. Se naquele ciclo houve seca ou outros fatores adversos, ele pode concluir, de forma precipitada, que o problema foi o biológico. Por isso, a mensuração e a avaliação são muito importantes”, observou.

Para ele, quando o desempenho não corresponde ao esperado, a recomendação é buscar apoio técnico para verificar possíveis causas e ajustar o manejo.

“Se o agricultor não estiver satisfeito com o resultado, é importante chamar o vendedor ou a equipe técnica do produto para avaliar o que aconteceu e entender por que o desempenho não foi o esperado. Mas isso é extremamente raro. Normalmente, o agricultor fica satisfeito, e isso explica o aumento do uso desses produtos no Brasil”, afirmou.

O especialista reforça que a expansão dos bioinsumos no mercado é resultado direto da percepção de valor por parte do produtor rural.

“Esses produtos trazem rentabilidade, e o agricultor não joga dinheiro fora. Ele vai sempre procurar aquilo que realmente funciona”, completou.

Eventos climáticos extremos aceleram busca por soluções biológicas

Outro fator que tem impulsionado a adoção dos bioinsumos é o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como veranicos e períodos prolongados de déficit hídrico. Nesse cenário, Solon avalia que os produtos biológicos apresentam vantagens importantes em relação a parte dos insumos químicos tradicionais.

“O produto químico normalmente tem um comportamento mais rígido. Se aplicarmos no solo um produto que dependa de solubilização e enfrentarmos um período de pouca chuva, ele pode não funcionar no tempo adequado”, explicou.

Segundo ele, a irregularidade das chuvas tem se tornado cada vez mais presente no ciclo das culturas, o que exige do setor soluções capazes de responder melhor ao estresse ambiental. “Estamos passando por períodos de veranico cada vez mais frequentes durante o ciclo de praticamente todas as culturas. Nesse contexto, o produto biológico apresenta um comportamento mais resiliente”, destacou.

Embora os organismos vivos também dependam de água para manter sua atividade, Solon afirma que os bioinsumos tendem a responder melhor em cenários de restrição hídrica moderada.

“O biológico não deixa de atuar em períodos de pouca chuva. Evidentemente, sua atividade pode diminuir um pouco, porque todo ser vivo precisa de água, mas ele apresenta maior resiliência às condições climáticas”, afirmou.Esse comportamento  já orienta o desenvolvimento de novos produtos voltados especificamente ao aumento da resistência das plantas ao estresse hídrico.

“Hoje, já existem inúmeros produtos biológicos desenvolvidos justamente com essa finalidade: aumentar a resiliência diante das questões climáticas e do estresse hídrico. Esse é um dos pontos-chave em que precisamos avançar: produtos biológicos que tragam maior resistência às condições de seca moderada”, concluiu.

 





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ABHB celebra 2025 marcante e consolida força das raças Hereford e Braford


Eventos nacionais e internacionais, crescimento das exposições e avanço das exportações marcaram ciclo de destaque para pecuária de corte e abrem caminho para projeções ainda mais positivas em 2026

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) avalia que 2025 foi um ano marcante para a entidade e para a pecuária de corte nacional. Segundo o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o período consolidou o papel das duas raças como referências na produção de carne de qualidade, aliando eficiência e rentabilidade aos criadores que apostam tanto em rebanhos puros quanto em sistemas de cruzamento.

Soares afirma que 2025 entrou para a história da ABHB. ‘Dá para se dizer que foi um ano marcante dentro da história da Associação; em todos os aspectos, no sentido de firmar cada vez mais os propósitos das duas raças como produtoras de carne e também entregar rentabilidade aos rebanhos que se propõem a usá-las’, destaca.

Um dos pontos altos do ano foi a realização do Mundial da raça Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS) , entre 28 de abril e 4 de maio. O evento reuniu delegações de diversos países e, para o presidente, representou uma vitrine internacional da evolução genética e da força da raça no Brasil. “Recebemos o mundo Braford aqui no Rio Grande do Sul e mostramos a todos a pujança, a importância e o nível que está a raça Braford”, comemora.

O presidente destaca também a realização da Nacional Hereford, paralelamente ao Mundial Braford e que também registrou resultados expressivos, com números crescentes que reforçam a relevância da raça mãe, a Hereford, na produção de carne de qualidade. “Isto tanto para rebanhos puros quanto para cruzamento industrial. O Hereford segue como uma alternativa estratégica para pecuaristas que buscam padronização e desempenho”, ressalta.

Soares citou ainda a Expointer 2025, entre o fim de agosto e início de setembro, que manteve o ritmo de crescimento, com as raças Hereford e Braford figurando entre as de maior representatividade no evento. Segundo o presidente da ABHB, o desempenho reforçou o orgulho dos criadores e destacou o avanço contínuo da genética nacional. “Com esses resultados, a ABHB encerra 2025 com otimismo e já projeta novas ações para o próximo ciclo. O incremento das exportações de carne Hereford foi outro ponto de destaque em 2025 com ampliação de mercados como Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça, entre outros.

Para 2026, Soares afirma que a meta é dar continuidade ao trabalho em frentes como exposições, registro genealógico e certificação de carne, ampliando a presença das raças Hereford e Braford no mercado. “As perspectivas para 2026 apontam no sentido de que possamos seguir em frente com todas as ações que a ABHB faz para que, cada vez mais, possamos ser uma opção genética para criadores que querem rentabilidade dentro dos seus negócios”, conclui.





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Preços do boi gordo devem continuar subindo no curto prazo com oferta restrita


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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O mercado físico do boi gordo manteve negociações acima da referência média ao longo da sexta-feira (20), sustentado principalmente pela restrição na oferta de animais terminados. No curtíssimo prazo, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de alta nas cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse cenário tende a passar por mudanças ao longo do segundo trimestre. A redução dos índices pluviométricos deve impactar a qualidade das pastagens, diminuindo a capacidade de retenção do pecuarista e aumentando a oferta de animais no mercado.

Além dos fatores internos, o ambiente externo também exige atenção. O conflito no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa aparecem como elementos de risco no curto prazo, podendo dificultar o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

Confira os preços nas praças pelo Brasil:

  • Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 352,25 na modalidade a prazo
  • Em Goiás, a arroba teve indicação média de R$ 339,46
  • Em Minas Gerais, o preço médio da arroba ficou em R$ 340,88
  • Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 338,98
  • Já em Mato Grosso, o preço médio registrado foi de R$ 344,19

Atacado

No mercado atacadista, a semana terminou com elevação nos preços da carne com osso. Já os cortes desossados, especialmente os de maior valor agregado, registraram recuo, refletindo um consumo mais enfraquecido na segunda quinzena do mês. A competitividade da carne bovina segue inferior em relação a outras proteínas, como a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto traseiro foi precificado a R$ 27,30 por quilo, com alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro subiu R$ 0,40, para R$ 21,00 por quilo. Já a ponta de agulha apresentou recuperação, com avanço de R$ 0,60, cotada a R$ 19,50 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,67%, cotado a R$ 5,2457 para venda e R$ 5,2437 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1572 e R$ 5,2502.

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Sustentabilidade deve ser vista como investimento, não como custo, aponta especialista


Mulher trabalhando no meio rural, agricultora, dia da mulher
Foto: Freepik

No Dia Mundial da Agricultura, especialistas reforçaram que o futuro do agronegócio brasileiro passa, necessariamente, pela sustentabilidade. O principal desafio do setor hoje é claro: produzir mais, com qualidade, sem comprometer os recursos naturais.

A avaliação é de que o equilíbrio entre produtividade e conservação ambiental deixou de ser uma tendência e se tornou uma exigência do mercado. Para isso, o caminho envolve investimento em tecnologia, manejo sustentável e capacitação dos produtores.

Segundo o consultor em agronegócios, Ademiro Vian, a sustentabilidade precisa ser encarada como um investimento e não como custo.

“O custo, na verdade, ele não é um custo, ele é um benefício, porque ao final é o investimento que ele está fazendo de longuíssimo prazo, porque afinal o produto dele pode ser rastreado, pode ter um valor agregado maior e um preço de mercado maior”, destaca.

Outro ponto destacado é a mudança no comportamento do consumidor. A tendência é que a origem dos produtos pese tanto quanto o preço. A rastreabilidade, portanto, ganha protagonismo como ferramenta de transparência e valorização da produção.

Impacto econômico

Além da questão ambiental, especialistas alertam que a sustentabilidade também precisa ser econômica. Para manter a atividade no longo prazo, o produtor precisa de previsibilidade financeira, acesso a tecnologia e gestão eficiente.

“O que nós temos que buscar é a sustentabilidade da atividade rural, não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico e financeiro”, afirma o professor de direito agrário, política e crédito rural, José Carlos Vaz. 

Hoje, um dos entraves está na falta de organização de dados e de uma estrutura mais moderna de gestão da atividade rural. Sem essas informações, fica mais difícil desenvolver políticas agrícolas eficazes, ampliar o seguro rural e reduzir riscos financeiros.

O cenário é agravado por fatores externos, como juros elevados, variações cambiais e custos de insumos. Em muitos casos, o produtor enfrenta margens apertadas: compra caro, vende mais barato e ainda precisa investir em tecnologia para manter a produtividade.

Segundo Vaz, há uma necessidade de mecanismos mais eficientes de gestão de risco, especialmente diante de eventos climáticos e oscilações de mercado. Sem isso, ciclos de endividamento tendem a se repetir.

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