terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preços estáveis e exportação recorde em 2025



Exportação de carne suína cresce em 2025 e preços seguem estáveis em janeiro


Foto: Pixabay

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira, 6, com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025. No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína.

Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período. De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024 – dados da Secex. Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. 

Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025. No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual. 





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Presidente da França escolhe votos, não comércio


Macron , presidente da França
Foto: Instagram/reprodução

O posicionamento do presidente francês Emmanuel Macron contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul vai muito além de argumentos técnicos ou ambientais. A análise do contexto interno da França torna a conclusão inevitável: trata-se muito mais de uma escolha política e eleitoral do que de uma decisão comercial.

A França vive um momento de forte desgaste social, com protestos recorrentes, pressão do setor agrícola e queda de apoio ao governo. Diante da dificuldade de competir em um mercado global cada vez mais eficiente e tecnológico, o caminho adotado não foi enfrentar problemas estruturais de produtividade e custos, mas erguer barreiras e buscar culpados externos. Nesse cenário, o acordo UE-Mercosul tornou-se o alvo ideal.

Ambientalismo seletivo como barreira comercial

O discurso ambiental, embora legítimo, perde credibilidade quando usado de forma seletiva. Países que devastaram grande parte de seus territórios ao longo da história agora se colocam como fiscais da produção agrícola tropical, ignorando avanços tecnológicos e práticas sustentáveis já incorporadas por produtores sul-americanos.

Não se trata de negar desafios ambientais, mas de separar preocupação real de protecionismo travestido de virtude.

O acordo nunca foi um favor ao Brasil. Ele nasce da complementaridade entre economias: a Europa amplia mercados para seus produtos industriais; o Mercosul fortalece sua presença em alimentos, energia e commodities. E, do ponto de vista institucional, o processo não depende exclusivamente da França para avançar, o que reforça o caráter político do veto.

Firmeza é a resposta do Brasil

Ao ceder à pressão interna, Macron não fortalece a França. Apenas adia ajustes inevitáveis e empurra parceiros estratégicos para outros mercados. Para o Brasil, o episódio exige firmeza, previsibilidade e defesa da soberania comercial. O agro brasileiro seguirá produzindo e exportando.

Se a França não quiser competir, negociar e respeitar acordos internacionais, talvez o problema não esteja no Mercosul. O comércio global não é para quem tem medo da concorrência. Quem escolhe se fechar descobre, mais cedo ou mais tarde, que o protecionismo não alimenta economias, apenas discursos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Coberta de gelo e alvo de Trump: tem agricultura na Groenlândia?


Groenlândia
Foto: Pixabay

A Groenlândia tem ganhado os holofotes do mundo nos últimos anos por conta das ambições do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ilha, considerada a maior do mundo.

Além de ser rica em minerais críticos, matéria-prima para a eletrificação de veículos e máquinas, a Casa Branca a considera estratégica para as ambições militares norte-americanas.

Habitada por cerca de 57 mil pessoas, aproximadamente 80% da Groenlândia é coberta por uma espessa camada de gelo, que ainda resiste mesmo com o aquecimento dos oceanos derivado das mudanças climáticas.

Algo que poucos se dão conta é que, mesmo em um ambiente de temperaturas tão baixas (variam de -35°C a, no máximo, 15°C) e terreno tão impróprio, há, sim, produção agrícola —ou, melhor dizendo, agropecuária — na ilha.

Contudo, basicamente só se cultiva e se criam animais no sul do território. Por lá, o carro-chefe é a pecuária de ovinos, com produção de forragem para o inverno. As plantações mais relevantes são de batata e nabo, além de repolho e outras hortaliças.

Além disso, também há registros de produção de cevada em pequena escala e de cultivos protegidos, como morangos em estufa. Tais culturas são possíveis porque o sul da Groenlândia tem verões mais longos, com menor quantidade de dias com termômetros no negativo.

Desafios à produção

A Groenlândia tem área “livre de gelo” relativamente restrita. Assim, os solos agrícolas são limitados, o que concentra a produção em poucas regiões aptas.

Além disso, a expansão da produção depende de infraestrutura, como armazenagem, energia, transporte, cadeia de suprimentos. Somado a isso, os custos de operação são elevados por conta do ambiente ártico, o que reduz competitividade.

Ambientalistas ainda reforçam que expandir agricultura em regiões tão frias pode gerar perdas de carbono do solo e impactos sobre biodiversidade, exigindo planejamento e salvaguardas.

Para a Groenlândia, o Brasil exporta basicamente produtos florestais, como madeira serrada e cortadas em folha. Em 2024, por exemplo, foram embarcadas 24,2 toneladas desses itens ao território, queda de 65% ante 2023.

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Governo anuncia R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões


caminhões
Foto: Rosena Rosa/ Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil, que vai oferecer financiamento com taxas de juros mais baixas para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O estímulo à renovação da frota deverá atender a critérios de sustentabilidade dos veículos e conteúdo local.

De acordo com o governo, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bilhões) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados.

Em dezembro, o governo já havia publicado Medida Provisória (MP) que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos.

Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações, incluindo juros, prazos e carência, com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte.

“Isso é importante para o meio ambiente, para saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de caminhões, em Brasília.

O vice-presidente estava acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.

Sem impacto fiscal

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida não terá impacto fiscal primário, já que os financiamentos são reembolsáveis, não contam com garantia da União e têm risco de crédito assumido pelas instituições financeiras participantes. O valor máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por beneficiário.

A regulamentação aprovada pelo CMN estabelece algumas regras:

  • O prazo de reembolso pode chegar a 60 meses;
  • Haverá carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela;
  • Não é permitida a capitalização de juros durante o período de carência;
  • Os pedidos de financiamento poderão ser protocolados até 30 de junho de 2026.

A fabricação do caminhão a ser adquirido deverá ser pelo menos de 2012 em diante. O programa prevê ainda condições mais favoráveis de juros para caminhões movidos a eletricidade ou biometano, que costumam ter custo mais elevado do que os modelos a diesel.

Sobre a concessão de vantagens para aqueles que encaminharem o veículo antigo para desmonte, o programa estabelece algumas regras, como veículo em condições de rodagem, possuir licenciamento regular relativo ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a vinte anos.

Também há regras para a baixa definitiva no órgão de trânsito e envio à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e nota fiscal de entrada na desmontadora.

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Primeira barista indígena do Brasil destaca qualidade e sabores do café amazônico


Barista Celeste Suruí
Foto: divulgação/redes sociais

Pela primeira vez, uma mulher indígena passa a ocupar o espaço de especialista em preparo de cafés, levando ao mercado a identidade, a sustentabilidade e os sabores dos robustas amazônicos produzidos na floresta.

Produzidos principalmente no Amazonas, os robustas amazônicos vêm ganhando destaque pela qualidade e pelo impacto positivo na renda da agricultura familiar, em municípios e em territórios indígenas. É nesse contexto que a trajetória de Celeste se destaca, unindo tradição, conhecimento técnico e valorização do território.

De acordo com Celeste Suruí, barista é o profissional especializado no preparo de cafés, responsável por criar receitas, drinks quentes e gelados e explorar as notas sensoriais da bebida.

Para a barista, o café vai além do preparo básico e, em métodos coados, cafés especiais podem apresentar notas de chocolate e caramelo de forma natural, graças às características do grão e ao cuidado em todo o processo.

No território indígena do povo Paiter Suruí, o café é cultivado desde 1983, ano da demarcação da terra. Segundo Celeste, a cafeicultura foi adotada como estratégia de reflorestamento de áreas degradadas por colonizadores, fortalecendo a relação entre produção agrícola e preservação ambiental. “Os cafés que ficaram no território, usamos como a forma de reflorestar essas áreas.”, destaca.

Paixão pelo café

A paixão pelo barismo surgiu em 2019, quando Celeste acompanhou outras jovens indígenas em um curso e percebeu que o trabalho desenvolvido por sua comunidade era pouco conhecido, até mesmo dentro do próprio estado. A partir daí, decidiu se aprofundar na área e assumir o compromisso de dar visibilidade à cafeicultura indígena amazônica.

“Nós trabalhamos com café desde sempre e as pessoas que não que moram no nosso estado, não conhecem o nosso trabalho, imagina de pessoas de outro estado, de outras regiões”, destaca.

Hoje, Celeste Suruí carrega a responsabilidade de ser mulher, indígena e barista em um mercado ainda marcado por desafios. Além de representar seu povo, ela atua em um grande projeto que envolve sete etnias indígenas e reúne cafeicultores que produzem cafés especiais em seus territórios, como Suruí, Aruá, Tupari, Macurap e Kanoé.

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Preço do boi gordo: veja as cotações da arroba e do atacado


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação em seus preços no decorrer desta quinta-feira (8).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por tentativas de compra em patamares mais baixos.

“Algumas indústrias país a fora passam a sinalizar para redução da capacidade de abate em meio à perspectiva de retração do volume de embarques destinado à China. Como contraponto, precisa ser mencionado a maior capacidade de retenção ao longo do primeiro trimestre, com o pecuarista encontrando melhores condições para cadenciar o ritmo das negociações”, avalia.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 319,77 — ontem: R$ 320,80
  • Goiás: R$ 313,93 — R$ 314,25
  • Minas Gerais: R$ 314,12 — R$ 315,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,18 — R$ 312,64
  • Mato Grosso: R$ 298,77 — R$ 299,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com elevação dos preços no decorrer da semana, com a entrada dos salários na economia atuando como motivador deste movimento.

“Vale destacar que o perfil de consumo delimitado para o trimestre aponta para proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e dos ovos”, aponta Iglesias.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,50 por quilo, alta de R$ 1,10;
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 19,00 por quilo, elevação de R$ 1,15;
  • Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3899 para venda e a R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3748 e a máxima de R$ 5,3968.

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AgroNewsPolítica & Agro

Gestão de resíduos pode levar municípios a reduzir emissão de gases


Cidades com 100 mil habitantes podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 33,5% se realizarem a gestão dos seus resíduos sólidos em nível intermediário. A conclusão é de estudo da consultoria internacional de gestão de resíduos e economia circular, a S2F Partners.

Segundo a consultoria, os municípios com gestão intermediária são aqueles que têm coleta universal, cerca de 6% de reciclagem e destinação final em aterro com captação de gás metano e queima do biogás. O levantamento mostra que a redução das emissões pode chegar a 61,7% em municípios com sistemas avançados de gestão dos resíduos sólidos. 

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.

O estudo confirma que a gestão adequada de resíduos apresenta considerável potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e um modelo mais avançado contribui para uma efetiva descarbonização das cidades, além de trazer inúmeros benefícios adicionais, como proteção do meio ambiente, melhores condições de saúde, geração de emprego e valorização das propriedades nas cidade. A explicação é de Carlos Silva Filho, sócio da S2F Partners e membro do conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) para resíduos.

Atualmente, segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o Brasil ainda mantém cerca de 1,6 mil lixões em operação, além de aproximadamente 300 aterros controlados. No total, isso representa cerca de 1,9 mil unidades de destinação inadequada operando no território nacional.

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.





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Preço da soja hoje: confira as cotações em dia de baixa em Chicago


soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja voltou a apresentar um dia de ritmo lento, com ofertas majoritariamente nominais.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, janeiro segue praticamente sem janela para a exportação, o que reduz a necessidade de compra e mantém o mercado travado.

Segundo ele, os prêmios permaneceram firmes, mas a Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar operou praticamente estável ao longo do dia. “Mesmo com prêmios sustentados, o ambiente externo não ajudou”, observa.

Com poucas ofertas e o produtor ainda retraído, os preços acabaram cedendo. Silveira aponta que as quedas ficaram na faixa de R$ 0,50 a R$ 1,00 por saca, em um cenário com poucas novidades. “O foco começa a migrar para a colheita da safra nova”, resume.

Mercado físico: preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 135 para R$ 134;
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135;
  • Cascavel (PR): passaram de R$ 128 para R$ 127;
  • Rondonópolis (MT): recuaram de R$ 117 para R$ 116;
  • Dourados (MS): caíram de R$ 117 para R$ 116;
  • Rio Verde (GO): diminuiu de R$ 117,50 para R$ 116,50;
  • Porto de Paranaguá (PR): seguiu em R$ 135
  • Porto de Rio Grande (RS): recuaram de R$ 137 para R$ 136

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira (8) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

O bom desenvolvimento das safras na América do Sul, indicando uma ampla oferta da oleaginosa, voltou a pressionar o mercado.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 877,9 mil toneladas na semana encerrada em 1 de janeiro, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao órgão a venda de 132.000 toneladas de soja à China, que serão disponibilizadas na temporada 2025/26.

O USDA deverá, no seu relatório de janeiro, indicar redução na projeção para a safras dos
Estados Unidos em 2025/26. Os estoques de passagem norte-americanos devem ser revisados para cima.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra americana deverá ser cortado de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels. Para os estoques americanos em 2025/26 a previsão deverá ficar em 301 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em dezembro.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 123,1 milhões de toneladas. Em dezembro, o número ficou em 122,4 milhões.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo USDA em igual período de 2024. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 3,296 bilhões de bushels.

O relatório trimestral será divulgado às 14hs, na segunda-feira (12). Em igual período de 2024, o número era de 3,1 bilhões de bushels.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 5,75 centavos de dólar, ou 0,53%, a US$ 10,61 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,73 1/4 por bushel, com retração de 5,50 centavos de dólar ou 0,50%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,58% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 49,45 centavos de dólar, com ganho de 0,14 centavo ou 0,28%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3899 para venda e a R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3748 e a máxima de R$ 5,3968.

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Ciclone trará chuva de 100 mm e muita ventania neste fim de semana


novo ciclone
Foto: Ilustração/NASA

Um novo ciclone extratropical e uma frente fria se organizam neste fim de semana entre o Uruguai e o Sul do Brasil. De acordo com a Climatempo, será o primeiro sistema como este a influenciar diretamente parte do país em 2026, com potencial para provocar chuva forte e ventania.

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Segundo a empresa de meteorologia, embora o centro de baixa pressão atmosférica associada a este ciclone extratropical não se desloque exatamente sobre a região, seu processo de formação terá impacto nos três estados.

Além disso, a frente fria que se forma a partir deste fenômeno vai aumentar as condições para chuva em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, mas os demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste do país não serão impactados.

Onde e quando o ciclone vai se formar?

A baixa a pressão atmosférica que dará origem ao primeiro ciclone extratropical de 2026, com influência direta sobre o Sul do Brasil, se intensifica entre hoje e amanhã (9) entre o Paraguai e o norte da Argentina. Essa baixa pressão se expande e dá origem ao ciclone extratropical na madrugada do sábado (10) entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

O sistema se desloca para leste no dia 11 de janeiro, devendo passar sobre o extremo sul gaúcho, na região de Santa Vitória do Palmar. Já na segunda-feira (12), o ciclone já estará sobre o oceano e afastando-se rapidamente do Brasil, diminuindo sua influência sobre o Sul do país.

Impactos em território gaúcho

O processo de formação do ciclone extratropical e da frente fria vai gerar uma grande quantidade de nuvens cumulonimbus, que se espalham sobre o Sul do Brasil especialmente no sábado e domingo, causando chuva volumosa, em poucas horas, muitos raios e fortes rajadas de ventos. Há risco também de granizo.

Segundo a Climatempo, no Rio Grande do Sul, a intensificação e expansão da baixa pressão atmosférica sobre o norte da Argentina já começa a causar chuva e ventos forte na tarde e noite desta sexta-feira (9).

A Defesa Civil do estado, inclusive, está alertando para o risco de chuva muito volumosa e ventania para áreas do centro e oeste gaúcho. Nestas regiões, pode chover em torno de 100 mm em apenas 6 horas e as rajadas de vento podem alcançar velocidades entre 80 km/h e 100 km/h.

Já no sábado, quase todo o Rio Grande do Sul ainda estará sujeito a temporais. Apenas o extremo oeste gaúcho fica fora desta condição. Além disso, neste dia, o ciclone extratropical já estará formado e as rajadas de vento moderadas a fortes serão sentidas no decorrer do dia em todo o estado, com ou sem chuva.

Para o domingo, a previsão é de diminuição da chuva sobre o estado, mas alguns temporais ainda poderão ocorrer no norte e nordeste do território.

A Climatempo chama atenção para a probabilidade de os grandes volumes de chuva que devem ser acumulados entre hoje e domingo (10) causarem enxurradas, elevação repentina de rios e arroios e alagamentos nos centros urbanos.

Temporais também em Santa Catarina e Paraná

As áreas de instabilidade geradas no processo de formação do ciclone extratropical e da frente fria vão espalhar nuvens carregadas também sobre Santa Catarina e Paraná.

Assim, nesta sexta-feira, as pancadas de chuva com raios poderão ocorrer em todas as áreas dos dois estados, especialmente à tarde e à noite. Contudo, o dia será abafado, com períodos de sol e risco de precipiações e ventos moderados a fortes.

A Climatempo alerta para o maior risco de temporais no sudoeste e sul do Paraná, no oeste e centro-sul de Santa Catarina e chama atenção para o fato de essas condições nos dois estados não serem causadas pelo ciclone extratropical, que deve afetar apenas o Rio Grande do Sul.

Impactos em Mato Grosso do Sul e São Paulo

A maioria das áreas dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo terão pancadas de chuva com raios com moderada a forte intensidade nesta sexta-feira e no sábado. Entretanto, essas condições são motivadas pelas altas temperaturas em ambos.

De acordo com a Climatempo, as áreas de fronteira do território sul-mato-grossense com o Paraguai ficarão mais sujeitas a temporais já no sábado. No domingo, o deslocamento da frente fria que se forma no Sul do Brasil aumenta a chuva em todo o estado e também em áreas do oeste e sul paulista.

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