terça-feira, março 17, 2026

Autor: Redação

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Cana: produtividade em novembro cresce no Centro-Sul, aponta CTC


cana-de-açúcar - vbp dp agro mineiro - açúcar
Foto: Embrapa Agroenergia

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul alcançou 63,3 toneladas por hectare em novembro, segundo boletim divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O resultado representa variação de 0,7% frente ao mesmo mês da safra anterior, quando foram registradas 62,8 t/ha. O levantamento integra o Boletim De Olho na Safra.

De acordo com a equipe técnica, o indicador de ATR do mês, que mede a qualidade da cana, teve alta de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

Acumulado da safra

No acumulado entre abril e novembro, o boletim aponta uma média de 74,7 t/ha, recuo de 4,9% na comparação com as 78,5 t/ha observadas na safra passada, destacou o CTC.

O ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t, contra 137,3 kg ATR/t no mesmo intervalo do último ciclo, redução de 0,9%.

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Segunda parcela do 13º salário deve ser paga até a próxima sexta-feira


mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

A segunda parcela do décimo terceiro salário deve ser depositada a 95,3 milhões de brasileiros até a próxima sexta-feira (19). A primeira foi paga até 28 de novembro, conforme a legislação.

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o salário extra injetará R$ 369,4 bilhões na economia neste ano, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em média, cada trabalhador com carteira assinada deverá receber R$ 3.512, somadas as duas parcelas.

Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio e a segunda, entre 26 de maio e 6 de junho.

Quem tem direito ao 13º?

A Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, determina que têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Com isso, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês.

Trabalhadores em licença-maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.

Cálculo proporcional

O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa.

Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. A cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a um doze avos (1/12) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados.

A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência.

Tributação no 13º salário

O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o décimo terceiro, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela.

A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.

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Você viu? La Niña deve provocar verão com muita chuva e extremos climáticos


Chuvas volumosas atingem diversas regiões do Brasil nos próximos dias
Foto: Freepik

O boletim mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirma que o fenômeno La Niña deve persistir durante o verão 2025/26 no Hemisfério Sul. Essa foi uma das matérias mais lidas do site do Canal Rural na última semana.

A análise foi detalhada pelo meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, que explicou como o padrão oceânico-atmosférico deve impactar chuva, temperatura e desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

Segundo Müller, os modelos climáticos continuam mostrando predominância da La Niña no início do verão, com probabilidade maior de neutralidade a partir de fevereiro e março de 2026.

No curto prazo, o efeito mais evidente será a manutenção das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, cenário que beneficia produtores que precisaram realizar replantio de milho, algodão e soja.

Uma mudança relevante trazida pelo novo boletim é o aumento do sinal associado ao possível retorno do El Niño na primavera de 2026, o que poderia influenciar de maneira significativa a safra 2026/27.

“Se essas águas começarem a aquecer, teremos mais uma engrenagem somada ao quadro atual, que já envolve oceanos muito aquecidos no globo”, afirmou Müller.

Ele alerta que condições semelhantes às de 2023 e 2024, como ondas de calor acima de 44°C, secas severas na Amazônia e extremos meteorológicos, podem voltar a ocorrer caso o El Niño se consolide.

Para o período mais imediato, de dezembro a março, o meteorologista destaca a tendência de chuvas acima da média em grandes áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. Esse excesso, porém, pode trazer desafios. Em fevereiro e março, a continuidade das precipitações nessas regiões pode atrasar a semeadura do milho safrinha, especialmente nas áreas onde houve replantio.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda chinesa aquece exportações de soja


As exportações brasileiras de soja continuam em trajetória de alta. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Brasil exportou 4,20 milhões de toneladas do grão em novembro de 2025, um salto de 64,40% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No acumulado entre janeiro e novembro, os embarques nacionais somaram 104,80 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,06% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho reforça a relevância da oleaginosa nas pautas de exportação do país e evidencia a retomada da demanda internacional, especialmente por parte da China.

Mato Grosso, principal estado produtor de soja, foi o grande destaque do período. Em novembro, o estado exportou 898,68 mil toneladas, um expressivo aumento de 840,25% em relação a novembro de 2024. No acumulado de 2025 até novembro, os embarques somaram 31,12 milhões de toneladas, alta de 26,26% no comparativo anual.

A participação de Mato Grosso nas exportações nacionais alcançou 29,69% entre janeiro e novembro de 2025. Segundo o Imea, esse desempenho é resultado da maior produção registrada na safra 2024/25, somada à elevada demanda internacional, com destaque para a China, responsável por 70,34% das aquisições do grão mato-grossense no ano — o equivalente a 21,89 milhões de toneladas.

A projeção do Imea para as exportações totais de soja de Mato Grosso na safra 2024/25 é de 31,40 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um crescimento de 26,99% em relação à safra anterior. Esse avanço consolida o papel estratégico do estado no comércio exterior brasileiro do setor.

 





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Único museu do Brasil dedicado aos insetos vira opção de passeio nas férias


Barata
Foto: Museu do Instituto Biológico

As férias chegaram e uma das melhores programações gratuitas na cidade de São Paulo para toda a família é a visita ao Planeta Inseto, a exposição permanente do Museu do Instituto Biológico, na Vila Mariana. Único museu dedicado aos insetos no Brasil, o espaço oferece uma imersão divertida e educativa no universo desses pequenos seres essenciais para o equilíbrio ambiental.

Instalado em um charmoso casarão histórico da década de 1940, o Planeta Inseto reúne atrações interativas para todas as idades, incluindo o famoso Jardim dos Insetos, painéis sensoriais, insetos vivos, laboratório com lupas e a adorada corrida das baratas. O público também pode observar colmeias com câmeras internas, formigueiros reais, cupinzeiros e até acompanhar o ciclo do bicho-da-seda.

Pensada para acessibilidade e inclusão, a mostra conta com áudio-guia, mapa tátil, plataforma elevatória, painéis em braille e cenografias imersivas, garantindo que todos possam explorar, aprender e se encantar.

Localizado próximo ao Parque Ibirapuera, o museu permite um passeio completo em um único dia. A visita dura cerca de 1 hora indicada para crianças, estudantes e adultos curiosos pela natureza.

Serviço:

Planeta Inseto

Endereço: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana, São Paulo – SP

Visitação: terça a domingo, das 9h às 16h

Entrada gratuita

Informações: (11) 2613-9500 | planetainseto@biologico.sp.gov.br

Acessibilidade e estacionamento gratuito disponíveis

Não é permitido entrar com alimentos. Não há fraldário.

Para quem quer unir diversão, ciência e contato direto com o mundo dos insetos, o Planeta Inseto é a pedida ideal para estas férias.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Região da Mogiana é premiada com três medalhas no Concurso Paulista de Cachaça


cachaçaria, cachaça
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Cachaça Barra Grande, de Itirapuã (SP), recebeu três medalhas de prata no 2º Concurso Paulista de Cachaça. A premiação ocorreu durante o lançamento das Rotas da Cachaça de São Paulo, iniciativa do governo estadual que organiza produtores em trajetos turísticos dedicados ao destilado.

Com o resultado, a Barra Grande passa a integrar a Rota da Cachaça Mogiana Paulista, ao lado de outros empreendimentos rurais que compõem o circuito de turismo gastronômico e artesanal do estado.

Premiação e critérios técnicos

A produtora foi reconhecida em todas as categorias em que participou. Os rótulos Barra Grande Tradicional, Barra Grande Ouro e Barra Grande Dorotea receberam medalhas nas modalidades armazenada, envelhecida em carvalho e blend de madeiras, respectivamente.

O concurso contou com aumento no número de inscrições e manteve critérios técnicos rigorosos. Para participar, cada empresa precisa apresentar análise físico-química completa e comprovar registro dos rótulos no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo Maurílio Cristófani, diretor da Fazenda Barra Grande, a avaliação deste ano foi considerada uma das mais criteriosas pelos jurados, reforçando a relevância do reconhecimento.

 Diretores da Fazenda Barra Grande, com os certificados das três medalhas do Concurso Paulista de Cachaça (Foto: Divulgação)

Rota turística e relevância econômica

As Rotas da Cachaça reúnem 65 produtores distribuídos em oito trajetos estaduais. O projeto segue o modelo de outras rotas já consolidadas, como as do vinho, do café e do queijo, e busca ampliar o fluxo de visitantes e fortalecer o turismo rural.

São Paulo lidera as exportações brasileiras de cachaça, com 46% do volume total enviado ao exterior. O estado também reúne quase um terço dos empregos do setor, combinando produção artesanal e destilarias modernas.

Os rótulos premiados receberão selos oficiais que identificarão os lotes reconhecidos pelo concurso. Para Cristófani, o selo reforça a transparência e dá segurança ao consumidor, já que os identificadores são aplicados apenas nas partidas que participaram da avaliação.

O avanço do concurso e o interesse crescente do público indicam maior valorização da produção paulista. Para a Barra Grande, o resultado fortalece a atuação da marca no mercado e reforça a importância da cachaça como patrimônio cultural brasileiro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Altas temperaturas impactam produção de morango


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11), a cultura do morango apresentou comportamentos distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul ao longo da última semana.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a ausência de chuvas aliada à amplitude térmica favoreceu a maturação dos frutos. A Emater informou que “as temperaturas elevadas, com máximas acima de 35 ºC e mínimas acima de 10 ºC, resultaram em frutos de melhor qualidade e maior oferta”. A colheita seguiu com volumes expressivos, embora ainda haja registros de ácaro-rajado, drosófila-da-asa-manchada e oídio. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis, variando de R$ 12,00 a R$ 20,00/kg nas vendas a intermediários e Ceasas, e de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg na comercialização direta. Os frutos congelados foram vendidos entre R$ 10,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Pelotas, a produção das cultivares de dias curtos começou a diminuir gradualmente, enquanto as cultivares de dias neutros mantiveram bom desempenho. O informativo destaca que “o aspecto fitossanitário continua adequado”, embora tenham sido registrados ataques de tripes e ácaros. Os preços apresentaram leve redução em algumas localidades, variando entre R$ 12,00 e R$ 40,00/kg, dependendo do município.

Na região de Santa Rosa, os produtores mantiveram o controle fitossanitário e a adubação de manutenção. A colheita seguiu com boa oferta, e a comercialização ocorreu tanto nas propriedades quanto no comércio local.

Na região de Bagé, em São Gabriel, os produtores relataram resultados positivos. Segundo a Emater, “as frutas estão com ótimo tamanho, além de cor e sabor intensos”, e o excedente tem sido comercializado em Rosário do Sul.

Na região de Lajeado, em Bom Princípio, a cultura manteve bom desenvolvimento mesmo com temperaturas elevadas. A produção permaneceu estável, ainda que os frutos tenham apresentado menor tamanho. A comercialização registrou preço médio de R$ 15,00/kg.

Na região de Soledade, as altas temperaturas prejudicaram as lavouras, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo. Os picos acima de 40 ºC provocaram abortamento de flores e frutos, além de deficiência de cálcio, que poderá comprometer a próxima floração. A Emater observou que “os produtores instalaram sombrites, mas os problemas persistem devido ao calor extremo”.

temperaturas. 





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Estudo aponta ação anti-inflamatória de planta brasileira


planta, periquito-da-praia
Foto: Fabrício Riella/iNaturalist

Estudo de pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), do Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), Unicamp e da Unesp confirmou a segurança e a ação anti-inflamatória, analgésica e antiartrítica da planta Alternanthera littoralis, conhecida como periquito-da-praia.

Nativa do litoral brasileiro e tradicionalmente utilizada na medicina popular para combater inflamações, infecções microbianas e doenças parasitárias, até então havia poucas evidências farmacológicas que sustentassem essas aplicações e analisassem sua segurança.

Apesar do desfecho encorajador, ainda não é possível recomendar o seu uso clínico imediato. Por isso, novas análises toxicológicas complementares são necessárias, assim como estudos clínicos e a padronização do extrato, garantindo segurança, eficácia e qualidade farmacotécnica.

Além disso, o caminho até a aplicação terapêutica requer mais etapas regulatórias.

O experimento

O primeiro passo do trabalho, publicado no Journal of Ethnopharmacology, foi realizar análises fitoquímicas do vegetal para identificar os principais compostos bioativos do extrato etanólico das suas partes aéreas, conduzidas pelo farmacêutico Marcos Salvador, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp.

Em seguida, a equipe da farmacologista Candida Kassuya, da Faculdade de Ciências da Saúde da UFGD, avaliou a eficácia anti-inflamatória em modelos experimentais de artrite.

“Finalmente, realizamos as análises toxicológicas sob minha coordenação”, explica Arielle Cristina Arena, professora associada do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Unesp.

Resultados promissores

Os resultados mostraram que o extrato etanólico da A. littoralis apresenta efeito anti-inflamatório significativo em animais de laboratório.

“Nos modelos experimentais, observamos redução do edema, melhora dos parâmetros articulares e modulação de mediadores inflamatórios, sugerindo uma ação antioxidante e protetora dos tecidos”, conta Arielle Cristina.

De acordo com a professora, os achados reforçam o potencial medicinal da planta e estabelecem uma base científica sólida para futuras pesquisas pré-clínicas.

O estudo também gera oportunidades para o possível desenvolvimento de produtos fitoterápicos, uma vez que as conclusões sugeriram um perfil de segurança em doses terapêuticas que pode ser promissor também para uso humano.

“Nosso propósito é valorizar a biodiversidade brasileira e o conhecimento tradicional, mas com base científica rigorosa, promovendo o uso seguro e racional de produtos naturais”, finaliza a professora.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado internacional desaquecido freia vendas de milho em MT, aponta Imea



Menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda



Foto: USDA

Segundo dados divulgados pelo Imea, a comercialização da safra 2024/25 de milho em Mato Grosso avançou 2,26 pontos percentuais em novembro, atingindo 83,37% da produção estimada. O movimento reflete a estratégia dos produtores em liberar estoques antigos diante da proximidade da colheita da soja.

Apesar do avanço, o ritmo de vendas ainda está 6,38 pontos abaixo do mesmo período da safra anterior. A menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda externa, reduzindo o apetite dos compradores internacionais e limitando a fluidez das negociações no estado.

O boletim aponta ainda uma valorização nos preços. Em novembro, o valor médio do milho comercializado alcançou R$ 48,09 por saca, alta de 1,97% em relação a outubro. Esse cenário pode estar ligado à retração na oferta momentânea e à busca por recomposição de estoques por parte da indústria nacional.

Em contraste, a comercialização da safra 2025/26 segue em ritmo mais lento. O avanço mensal foi de apenas 1,70 ponto percentual, totalizando 25,26% da produção estimada. O desempenho limitado decorre da cautela dos produtores diante das incertezas econômicas e climáticas que cercam o próximo ciclo.

Além do ritmo mais contido, os preços da nova safra registraram queda no mês de novembro. O valor médio ficou em R$ 45,57 por saca, uma redução de 1,38% em relação ao mês anterior. A queda nos preços pode reforçar a estratégia dos produtores em adiar novos contratos, à espera de condições mais favoráveis de mercado.





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Novo projeto busca viabilizar cultivo comercial do pau-rosa na Amazônia


pau-rosa
Foto: Maria José Tupinambá/Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental (AM) conduz uma pesquisa inovadora para superar entraves e impulsionar a recuperação e o cultivo comercial do pau-rosa (Aniba rosaeodora), árvore nativa da Amazônia historicamente explorada de forma predatória.

Valorizada por seu óleo essencial rico em linalol, composto muito usado nas indústrias de cosméticos e perfumaria fina, a espécie teve sua produção drasticamente reduzida, de 500 toneladas por ano na década de 1970 para apenas 1.480 quilos em 2021.

O projeto tem como foco a seleção de matrizes de alta qualidade e o desenvolvimento e validação de protocolos de clonagem por estaquia, definição de práticas agronômicas para redução de perdas no plantio e maior uniformidade nos cultivos.

Será estabelecida também uma coleção de trabalho, com materiais genéticos de diversas procedências, de forma a oferecer uma ampla base genética para apoiar as atividades de seleção e melhoramento da espécie.

A pesquisa parte de uma população inicial de 80 árvores-matrizes localizadas na propriedade da empresa parceira Litiara/Agroflora, em Rio Preto da Eva, no Amazonas. Entre essas, foram escolhidas, inicialmente, as 10 com maior vigor e teor de óleo na biomassa superior a 1,5%, reproduzidas por sementes.

Reprodução do pau-rosa

Em novembro de 2025, foi iniciada a retirada dos galhos dessas plantas para a produção dos clones, por enraizamento de miniestacas (processo que usa pequenos pedaços de plantas (miniestacas) para que criem raízes e se desenvolvam em novas mudas idênticas à planta mãe), como informa o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Edson Barcelos, líder da iniciativa.

A reprodução do pau-rosa já foi estudada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), porém ainda não foi aplicada em escala comercial. A meta da Embrapa é aprimorar o método de enraizamento para viabilizar a produção em larga escala de mudas clonadas, como já ocorre com culturas consolidadas como café, eucalipto e erva-mate.

A proposta é estabelecer um modelo completo de cultivo, que abranja desde a seleção genética até o manejo no campo, fortalecendo a cadeia produtiva regional.

Ainda serão avaliados diversos parâmetros agronômicos para consolidar um sistema de produção robusto e sustentável, tais como: época ideal e altura da poda, espaçamento entre plantas, tipos e doses de adubação e estratégias para controle de pragas e doenças.

“Para plantar cinco hectares, são necessárias cinco mil mudas. Mas não há sementes suficientes e, quando há, o material genético é muito heterogêneo. As plantas crescem de forma desigual e o teor de óleo varia drasticamente”, explica Barcelos.

A essência do pau-rosa (seu óleo essencial), é valorizada principalmente por ser uma fonte natural de linalol, composto químico que representa mais de 80% do óleo e possui diversas aplicações comerciais e potenciais. A pesquisa tem como foco a produção sustentável voltada para esses usos, extraindo o óleo de folhas e galhos, e mantendo a árvore viva.

Manejo e cultivo

Durante décadas, o pau-rosa foi explorado sem critérios técnicos: as árvores eram cortadas rente ao solo para extração do óleo, sem replantio ou manejo adequado. Após sua inclusão na lista de espécies ameaçadas de extinção, essa prática foi proibida.

No entanto, o Brasil ainda não desenvolveu tecnologia suficiente para o cultivo comercial da espécie, cuja área plantada hoje não ultrapassa 50 hectares, e está concentrada nos municípios amazonenses de Maués, Novo Aripuanã e Itacoatiara.

Um dos principais obstáculos é a escassez de mudas de qualidade. Plantios realizados a partir de sementes apresentam alta taxa de mortalidade, entre 70% e 90%, além de grande variabilidade genética, o que compromete a uniformidade das plantas e o teor de óleo, que pode variar de 0,5% a 2,0%. Soma-se a isso a limitada experiência com sistemas de plantio e manejo adequados.

Desafios e perspectivas

Além da escassez de mudas de qualidade e a alta mortalidade de plantios, outro entrave da cultura é a burocracia excessiva na comercialização do óleo essencial de pau-rosa. As muitas exigências estão afastando os compradores que preferem substituir o pau-rosa por outros óleos.

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