sábado, março 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Carne de frango inicia 2026 com exportações normalizadas



As condições de custos para 2026 permanecem


As condições de custos para 2026 permanecem
As condições de custos para 2026 permanecem – Foto: Divulgação

O setor de carne de frango inicia 2026 em posição sólida para consolidar mais um ano de desempenho positivo, após um 2025 marcado por oscilações, segundo informações do Itau BBA. O ano começou favorável, mas ganhou complexidade com o surto de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul, que resultou em quatro meses de restrições às exportações entre maio e agosto. A normalização, porém, ocorreu de forma gradual, uma vez que o episódio ficou restrito a uma única granja comercial. Nos últimos meses, China e União Europeia, que ainda mantinham limitações, retiraram os embargos e abriram caminho para a retomada plena dos embarques.

As condições de custos para 2026 permanecem, até o momento, equilibradas, especialmente no que diz respeito à ração. Mesmo assim, o atraso das chuvas no Cerrado trouxe apreensão sobre o plantio da safrinha de milho, com parte das áreas fora da janela ideal. A possibilidade de impacto sobre a produtividade ainda depende do comportamento climático nas próximas semanas. Apesar disso, o cenário base continua indicando custos controlados, favorecendo margens positivas para os produtores e frigoríficos.

No campo da oferta, a cadeia segue enfrentando restrições globais no fornecimento de material genético, um gargalo que também deve acompanhar o setor ao longo do próximo ano. Esse fator tem limitado o ritmo de expansão, porém sem impedir o crescimento da produção nacional. As projeções apontam para um aumento de 3 por cento na produção de carne de frango em 2025 e avanço adicional de 2 por cento em 2026, com exportações estáveis neste ano e retomada esperada no próximo ciclo.





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Custos baixos e demanda forte impulsionam a carne suína



As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5%


As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5%
As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5% – Foto: Pixabay

A suinocultura brasileira caminha para encerrar 2025 como um dos melhores anos de sua história, sustentada por custos de produção favoráveis e demanda firme, segundo o Itaú BBA. Com milho e farelo de soja em níveis historicamente baixos, os produtores encontraram condições ideais para ampliar os abates e acelerar o ritmo de crescimento. 

Ao mesmo tempo, a procura internacional pela carne suína do Brasil voltou a ganhar força, especialmente na Ásia, que responde por cerca de 65 por cento dos embarques totais. Filipinas, Japão e Vietnã se destacaram ao ampliar suas compras e compensar a retração do mercado chinês. Nas Américas, países como Chile, México, Argentina e Uruguai reforçaram a diversificação dos destinos e consolidaram novas oportunidades para 2026.

As projeções apontam que a produção nacional deve encerrar o ano com alta de 5%, enquanto as exportações tendem a avançar cerca de 15%. Mesmo com mais produto destinado ao exterior, o consumo doméstico também deve atingir um novo recorde, impulsionado pela boa competitividade da proteína. As margens se mantêm fortalecidas, com preços do suíno terminado bem acima dos custos de produção, garantindo um ciclo positivo que já dura três anos.

Para 2026, os sinais iniciais da próxima safra sugerem custos de ração equilibrados, embora a definição final sobre o milho ainda possa sofrer ajustes. A continuidade desse cenário será determinante para sustentar a competitividade brasileira. Ainda assim, o setor é orientado a aproveitar o bom momento para reforçar sua resiliência diante da volatilidade típica do mercado, mantendo atenção sobre a demanda externa, avaliando investimentos com cautela e preservando níveis adequados de liquidez.

 





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Preço da arroba do boi no Brasil depende de EUA e China; o que esperar em dezembro?


O mercado brasileiro de boi gordo foi pautado por um perfil de preços mais acomodados em novembro, contrariando as expectativas iniciais.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as incertezas envolvendo a China foram decisivas para frear as negociações do setor e impedir altas mais consistentes no valor da arroba.

Isso porque o gigante asiático tinha até o dia 26 deste mês para apresentar uma resposta proveniente das investigações sobre os impactos das importações de carne bovina em sua produção doméstica.

Contudo, o país prorrogou a divulgação para janeiro de 2026. Segundo Iglesias, o adiamento trouxe alívio momentâneo, mas, no mercado físico, o que se evidenciou em diversas regiões do país foram tentativas de compra em patamares mais baixos.

O analista entende que o adiamento da decisão chinesa é uma boa notícia, pois o mercado futuro do boi estava em um momento bastante agressivo de queda e de alta volatilidade.

“Agora o mercado deve voltar aos eixos e talvez experimentar preços mais altos, pensando na volta dos Estados Unidos nas aquisições de carne bovina do Brasil”, sinaliza.

O que esperar de dezembro?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, acredita que a volta das exportações aos Estados Unidos pode ser um fator de sustentação aos preços, acompanhando a sazonalidade da demanda norte-americana para o período e a tarifa menor a partir de janeiro.

Sazonalidade de exportação de carne para China e EUASazonalidade de exportação de carne para China e EUA
Gráfico extraído de relatório para clientes exclusivos da Scot Consultoria e cedido ao Canal Rural

“Além disso, temos também a questão da China, que pode desacelerar as compras de modo menos intempestivo do que nos anos anteriores [conforme o gráfico], visto que, sazonalmente, diminuiu entre novembro e janeiro, mas, com a salvaguarda para concluir em janeiro, pode estimular compras em ritmo mais consistente”, destaca.

Variação de preços entre novembro e outubro

O balanço de novembro apontou para preços bastante variados para a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil. Os valores estavam assim no dia 28 de novembro em comparação a 31 de outubro:

  • São Paulo (Capital): R$ 325 — estável;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320 — inalterado;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 315, avanço de 1,61% ante os R$ 310 do final de outubro;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, recuo de 3,03% ante os R$ 330 do encerramento do mês passado;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, valor 1,64% inferior ante os R$ 305 do fechamento de outubro;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, retração de 3,45% perante os R$ 290 registrados no final do mês passado;

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista apresentou boa demanda ao longo de novembro, conforme o esperado, levando em conta o período auge previsto para o último bimestre do ano.

Ele acredita que em dezembro haverá espaço para pontual movimento de alta nas cotações da carne bovina.

  • Quarto traseiro: foi cotado a R$ 25,50, avanço de 2,00% ante o valor praticado no fim de outubro, de R$ 25,00 o quilo.
  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 19,00 o quilo, aumento de 4,4% em relação aos R$ 18,20 registrados no final do mês passado.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,308 bilhão em novembro até o momento (14 dias úteis), com média diária de US$ 93,437 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 238,219 mil toneladas, com média diária de 17,015 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.491,20.

Em relação a novembro de 2024, houve alta de 59,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 41,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 12,7% no preço médio.

*Com informações de Safras News



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Clima desafia o café, mas safra 2026 deve crescer



Com esse cenário, o banco projeta uma safra maior em 2026


Com esse cenário, o banco projeta uma safra maior em 2026
Com esse cenário, o banco projeta uma safra maior em 2026 – Foto: Pixabay

A cafeicultura brasileira chega ao fim de 2025 ainda sob forte pressão climática, principalmente no arábica, mais sensível às variações de temperatura e precipitação. Segundo análise do Itaú BBA, o ano voltou a registrar um período seco prolongado, de cerca de sete meses, semelhante ao anterior, porém com temperaturas mais baixas do que em 2024. A escassez de chuvas em outubro atrasou as floradas e comprometeu parte delas, mas a volta das precipitações em novembro, em volumes adequados, deve garantir um pegamento satisfatório na maior parte das regiões produtoras.

Com esse cenário, o banco projeta uma safra maior em 2026 do que a colhida em 2025, estimada em 62,8 milhões de sacas, sendo 38,7 milhões de arábica e 24,1 milhões de robusta. As relações de troca favoráveis entre café e insumos ao longo do ano, aliadas à maior capitalização dos produtores, permitiram avanço nos tratos culturais. O bom regime de chuvas até abril também fortaleceu as lavouras, criando condições para um ciclo 2026/27 potencialmente mais produtivo. Para isso se confirmar, será crucial que não ocorram veranicos e que o clima siga favorável nos próximos meses.

Mesmo com a possibilidade de aumento da produção brasileira, a oferta global deve continuar relativamente apertada, o que tende a limitar quedas mais profundas nos preços internacionais. Há, porém, espaço para expansão em outras origens e para uma moderação no consumo mundial, pressionado pelos altos preços ao consumidor final. Esses fatores podem suavizar as cotações em relação aos níveis atuais. Com boas margens projetadas, o Itaú BBA recomenda que produtores aproveitem o momento para realizar fixações.





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Evento em São Paulo debaterá rastreabilidade e novas exigências para o agronegócio



Na próxima quinta-feira (4), o evento Agro em Código reunirá lideranças e especialistas do setor agroindustrial para debater tecnologias e práticas de rastreabilidade que estão transformando o agronegócio. O encontro acontecerá em São Paulo (SP) e destacará as novas exigências da legislação europeia e caminhos para que as cadeias produtivas brasileiras atendam às normas.

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A programação também aborda temas como regulação, demandas do consumidor, ESG e sustentabilidade, trazendo uma visão prática e inovadora sobre como o setor pode se preparar para um mercado cada vez mais conectado e exigente.

O evento é voltado para startups, profissionais e empresas do agroindustrial, representantes de cooperativas e associações, especialistas em TI e logística, desenvolvedores de soluções de rastreabilidade, pesquisadores, acadêmicos e empresas do varejo interessadas em inovação e competitividade.

Ao promover a integração entre tecnologia, governança e sustentabilidade, o Agro em Código busca fortalecer a capacidade do agro brasileiro de responder a desafios globais e aproveitar novas oportunidades de mercado.

40 anos da Embrapa Agricultura Digital

A edição deste ano é especial por celebrar os 40 anos da Embrapa Agricultura Digital, referência nacional em pesquisa e inovação para o campo. A instituição apresentará como ciência e tecnologia vêm moldando o futuro do agronegócio no Brasil.

Saiba como fazer parte.



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Agropecuária Maragogipe é modelo de pecuária intensiva em MS; confira


A Agropecuária Maragogipe, localizada em Itaquiraí (MS), é reconhecida como uma das fazendas mais produtivas do Brasil, destacando-se como um modelo de pecuária intensiva com sustentabilidade.

A propriedade adota uma estratégia de sucesso baseada em um rigoroso planejamento forrageiro e nutricional, que utiliza a integração, a adubação e uma alta taxa de lotação para garantir sua produtividade em um sistema de ciclo fechado.

Em entrevista ao Giro do Boi, Lucas Marques, diretor de operações da Agropecuária Maragogipe, informou que o planejamento forrageiro é a base do orçamento anual da fazenda. “A partir dele, é definida a quantidade de unidades animais (UA) por hectare que o pasto pode suportar”, declarou. Esse indicador norteia todas as decisões financeiras e operacionais da propriedade ao longo do ano.

Confira:

Integração lavoura-pecuária

Foto: Divulgação.

A Agropecuária Maragogipe utiliza a Integração Lavoura-Pecuária (ILP), onde, segundo Marques, “a equação 1 + 1 não é igual a 2, 1 + 1 é igual a 3”. A ILP gera o volumoso, como milho e milho safrinha consorciado com capim, para o confinamento. O resíduo, que é o esterco, é compostado e devolvido ao pasto via adubação, fechando o ciclo e garantindo a sustentabilidade.

O rebanho de cria é dividido em trinta por cento com capins cespitosos, como Mombaça e Tanzânia, que respondem bem à adubação, e setenta por cento com braquiárias, como Piatã. O sucesso da produtividade exige um time muito bem alinhado e treinado, pois o cerne central do resultado são as pessoas.

Nutrição personalizada e taxa de desmama

Foto: Divulgação

A nutrição na Agropecuária Maragogipe é “extremamente personalizada”, complementando o que o capim não consegue fornecer. O foco é nas categorias mais jovens, que têm prioridade na pastagem de melhor qualidade e na suplementação proteico-energética. A fazenda conta com uma fábrica própria para formular a dieta, o que confere agilidade e controle de custo.

A propriedade destaca que o segredo para ganhar dinheiro na pecuária de cria é a taxa de desmama. O objetivo é sempre colher o maior número de quilos de bezerros desmamados por vaca exposta à reprodução. A Agropecuária Maragogipe é um exemplo de excelência, produzindo animais Nelore abaixo de quinze meses, sempre com peso superior a vinte e duas arrobas.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Cooperação entre Embrapa, Senar e Sepaq impulsiona inovação na aquicultura do Amapá



A aquicultura amapaense ganhou novo impulso com os convênios firmados entre Embrapa Amapá, Senar/AP e Secretaria Estadual de Pesca e Aquicultura (Sepaq) durante o VI Seminário de Aquicultura, realizado na última semana. As instituições anunciaram ações conjuntas para qualificar produtores, ampliar a adoção de tecnologias e fortalecer a produção de tambaqui, camarão-da-amazônia e tracajá.

O acordo com o Senar/AP prevê dois anos de atividades voltadas à capacitação, instalação de Unidades de Referência Tecnológica e apoio à produção sustentável de camarão-da-amazônia. As iniciativas se integram a projetos financiados por Sudam e Fapeap, garantindo suporte técnico de pesquisadores da Embrapa. Para o Senar/AP, o acesso às tecnologias já validadas para o cultivo de camarões deve ampliar o potencial produtivo do estado.

Outra parceria anunciada foi o convênio com a Sepaq, que estrutura uma Rede de Competências em Inovações e Negócios. A proposta é desenvolver, ao longo de quatro anos, programas de capacitação, biofábricas, metodologias de manejo e um observatório de inovações para o setor aquícola. Com cerca de 17 mil pescadores e um dos maiores consumos de pescado do país, o Amapá é considerado estratégico para a expansão da aquicultura amazônica.

O seminário reuniu pesquisadores, extensionistas e piscicultores para discutir temas como nutrição, sanidade, reprodução de espécies e gestão sustentável. As apresentações destacaram avanços tecnológicos em tambaqui e camarão-da-amazônia, o uso de frutos amazônicos na alimentação de peixes e novas abordagens para o manejo de quelônios. A programação reforçou a importância da pesquisa integrada e da inovação para ampliar a competitividade do setor.

O evento também abordou sanidade e desafios regulatórios, com especialistas discutindo doenças de crustáceos, uso de antimicrobianos e alternativas como óleos essenciais no manejo de parasitas. Para a Embrapa, os convênios e as discussões técnicas consolidam uma agenda comum de fortalecimento da cadeia aquícola, aproximando ciência, produtores e políticas públicas para acelerar o desenvolvimento da aquicultura no Amapá.



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Oferta elevada redefine cenário agrícola argentino



Trigo deve se igualar a recorde


Trigo deve se igualar a recorde
Trigo deve se igualar a recorde – Foto: Divulgação

A nova safra argentina de trigo deve igualar o recorde de 2021-22, mas o avanço ocorre em meio a preços pressionados e a um cenário econômico delicado. O país atravessa crise cambial e busca apoio externo para estabilizar a economia enquanto se prepara para colher 23 milhões de toneladas em 2025-26, impulsionado por chuvas sem precedentes que elevaram a umidade do solo. Apesar do potencial produtivo, o hedge cobria apenas 15 por cento da safra em meados de outubro, metade do nível usual para o período.

Segundo a Bolsa de Rosário, a forte oferta global e a mudança no comportamento de compra da China explicam parte do recuo dos preços, assim como a concorrência do milho mais barato no mercado de ração. O acordo de 20 bilhões de dólares firmado com os Estados Unidos busca aliviar a falta de liquidez em moeda forte após a corrida ao peso em setembro. Notícias indicam que o país receberá suporte adicional por meio de fundos soberanos e bancos privados, enquanto o governo norte americano estudou ampliar a cota de carne bovina argentina.

A produção agrícola sustenta parte importante da economia argentina, marcada por grande diversidade regional e forte presença de propriedades familiares, muitas delas vulneráveis aos efeitos do clima. Na nova temporada, o trigo ocupa 6,7 milhões de hectares, com a região central respondendo por 66 por cento da produção e expectativa de 15,2 milhões de toneladas. A maior parte será destinada à moagem, estimada em 6,7 milhões de toneladas equivalentes.

As exportações podem alcançar 15 milhões de toneladas, com Brasil, Indonésia e mercados da América do Sul, Sudeste Asiático e África entre os destinos. O milho tem produção prevista de 54 milhões de toneladas, favorecida pelo clima e pela recuperação da área plantada. As projeções de exportação variam de 33,5 a 37 milhões de toneladas. Na soja, a área deve recuar, mas a produção tende a subir ligeiramente para 49,5 milhões de toneladas, mantendo o país como referência global em farelo e óleo.

 





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Safra de guaraná no Amazonas indica crescimento entre 20% e 30% em 2025



A colheita do guaraná no Amazonas, realizada entre novembro e janeiro, segue em andamento e apresenta crescimento em relação ao ano anterior.

Dados preliminares observados pelo pesquisador André Atroch, da Embrapa Amazônia Ocidental, indicam aumento de 20% a 30% na produção de 2025. Grandes empresas do setor relatam incrementos próximos de 50%.

Segundo Atroch, as visitas de campo, o acompanhamento em áreas experimentais e as informações repassadas por produtores mostram que o volume colhido supera o da safra de 2024.

“Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado. O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná”, afirmou.

O Amazonas produz, em média, entre 600 e 700 toneladas por ano. Para 2025, a estimativa é de que o volume alcance de 700 a 800 toneladas de guaraná em rama — semente seca a 13%.

Condições climáticas não afetaram a cultura

O período de floração, em setembro, não sofreu impactos de secas prolongadas ou chuvas intensas, fatores que podem comprometer a formação dos frutos. Houve registro de dias mais quentes, considerados os mais intensos em cerca de duas décadas, mas sem reflexos significativos no desenvolvimento da lavoura.

“Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, disse o pesquisador.

Com o início das chuvas de novembro na região de Manaus, produtores avaliam possíveis efeitos na colheita. Precipitações mais fortes podem provocar queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos. Ainda assim, a expectativa é de que o resultado final confirme avanço na produção e sinalize recuperação da cultura em relação ao ciclo anterior.

A Embrapa Amazônia Ocidental mantém estudos voltados ao melhoramento genético, conservação de variedades e aumento da produtividade. As pesquisas buscam fortalecer a cultura do guaraná, ampliar o retorno econômico aos produtores e preservar a importância social do cultivo no Amazonas.



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Embrapa cria sachês biodegradáveis que reduzem perdas de fertilizante



Uma nova pesquisa da Embrapa Instrumentação em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFScar) tem como proposta substituir polímeros utilizados em fertilizantes para o solo. O produto consiste em sachês de amido que armazenam fertilizantes em pó ou granulados. Dessa forma, pela propriedade biodegradável do amido, os sachês podem ser preenchidos com uma mistura variada de nutrientes essenciais para os cultivos.

“Há nutrientes essenciais e insubstituíveis para a planta, como o trio nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), usualmente aplicado no solo na forma de um composto altamente solúvel, o sal cloreto de potássio. O agricultor geralmente aplica no campo uma quantidade elevada a fim de garantir a absorção. Entretanto, a planta cultivada não consegue absorver de imediato todo esse fertilizante. Esse excesso torna-se uma perda econômica e pode contaminar o ambiente adjacente.” Destaca o químico João Otávio Donizette Malafatti.

Assim, os sachês visam atuar no controle da liberação de forma que a planta se alimente gradualmente. Nesse sentido, foram criados diferentes tipos de sachês para os diferentes tipos de nutrientes que serão adicionados em seu interior, conforme explicou o químico.

Sob supervisão da pesquisadora da Embrapa Instrumentação Elaine Cristina Paris Malafatti publicou o primeiro artigo sobre o trabalho no Journal of Inorganic and Organometallic Polymers and Materials. A pesquisadora faz parte do programa de Pós-graduação em Química (PPGQ) da UFSCar. Malafatti desenvolveu os sachês através do processamento com ureia, ácido cítrico e reforçados em zeólita rica em íons de cobre. O uso da zeólita se deu frente à alta capacidade de absorção de íons do mineral.

“O amido é um material suscetível à degradação. Assim, é necessária uma formulação para que os sachês preservem suas características até o destino, no solo. Nesse processo, os íons de cobre presentes na zeólita têm dupla função: apresentam grande propriedade antimicrobiana, tanto para fungos quanto bactérias, controlando o crescimento de microrganismos e, além disso, são fontes de micronutriente mineral, posteriormente absorvido pelas raízes”, explicou o químico. Assim, o resultado buscado é um balanço da preservação dos sachês na aplicação e a posterior disponibilização do seu conteúdo no meio externo.

Resistência, estabilidade e versatilidade

De acordo com João Malafatti, ainda é necessário superar certos desafios com os polímeros biodegradáveis e matrizes de amido, uma vez que os polímeros a base de derivados do petróleo ainda apresentam melhor resistência mecânica e à estabilidade ao longo do tempo. Com isso a pesquisa busca desenvolver formulações que aprimores estas propriedades.

No estudo, o grupo avaliou várias concentrações de zeólita e alcançou um valor máximo de 3% em relação ao amido, obtendo um ganho significativo de resistência mecânica. Acima desse limite, as partículas tendem a se aglomerar, fragilizando o filme. A zeólita, além de liberar nutrientes, também pode armazenar água em períodos de seca, explicou Paris. A pesquisadora compara o sachê a um saquinho de chá, no qual se adiciona o fertilizante granulado.

Segundo os cientistas, os sachês são um sistema versátil, pois tanto podem contribuir para aumentar a solubilidade dos fertilizantes armazenados, como auxiliar no controle da liberação de fontes altamente solúveis. Assim, podem diminuir a perda de fertilizante por dispersão aérea e por lixiviação proveniente das chuvas.

Em trabalho anterior, também supervisionado por Paris, a estudante de doutorado da UFSCar Camila Rodrigues Sciena usou um candidato a fertilizante, a hidroxiapatita, fonte de fósforo, com o objetivo de aumentar sua solubilidade. Os cientistas conseguiram um caminho: a acidificação do meio, com o uso de pectina na composição dos sachês de amido que, associada à hidroxiapatita nanoparticulada, promoveu o aumento da solubilidade.

“Com a água, o amido torna-se gelatinoso e segura o fertilizante no solo disponível para a planta, de modo que pode minimizar futuras perdas com chuva ou vento. O objetivo é reduzir a percolação [passagem da água pelo material poroso, gerando a extração dos compostos] e o arraste do fertilizante particulado dentro do sachê”, diz Sciena.

No caso do trabalho de Malafatti, o grupo está lidando com um fertilizante altamente solúvel que, em contato com água se solubiliza rápidamente. “Neste caso, a intenção é que o fertilizante seja disponibilizado de modo gradual, evitando perdas por lixiviação ou dispersão aérea. É uma liberação sustentada, que dependerá da formulação dos sachês”, diz Paris.

Resultados dos testes

Para testar a capacidade de liberação dos nutrientes, os sachês foram mantidos em meio aquoso por 30 dias. Os resultados do experimento demonstraram liberação parcial de íons de cobre (7 mg L-1) e ureia (300 mg L-1). As propriedades hidrofílicas dos sachês favoreceram o contato com o meio externo, ajudando a permeação da água e a liberação do cloreto de potássio. “Os sachês obtidos poderiam minimizar as perdas na aplicação de fertilizantes, além de controlar a quantidade do nutriente que estaria em contato com o solo”, afirmam os autores.

Também houveram testes de solubilidade e citotoxicidade da zeólita de cobre, para determinar as propriedades e sua potencial interação com o ambiente após a liberação dos sachês. Os resultados dos testes de citotoxicidade, realizados no crescimento de raízes de agrião, sugerem 92% de viabilidade de germinação no desenvolvimento da planta após uma hora de exposição à zeólita, indicando que ela a possibilidade de uso para a agricultura.

Para verificar a disponibilidade do cobre, foram realizados testes de solubilidade em água (pH neutro) e em ácido cítrico. A eficácia de dessorção (processo de liberação de uma substância da massa ou da superfície de outra substância) do cobre aumenta em meio ácido, sendo observado uma elevação de 5% para 45% do total esperado.

Custos e customização

Segundo Paris, as pesquisas no momento buscam alternativas de baratear processos e materiais para a liberação prolongada de fertilizantes. “O amido é uma matéria-prima promissora, embora a adição de componentes extras possa influenciar no custo final do material. No trabalho de Malafatti, não usamos o amido proveniente de outras fontes, como de resíduos, por exemplo. É um amido comercial”, diz a pesquisadora. “Mas para a fertilização do solo não é necessário ser um amido de alta pureza, como aquele usado na indústria alimentícia. Então, o objetivo é tentar baratear o máximo possível para que a agroindústria consiga incorporar. Assim, os sachês têm um maior potencial de inserção no mercado, contribuindo para o avanço de tecnologias na agricultura.”

Outra vantagem é que o fertilizante adicionado não afeta o processamento do sachê em sua formulação ou formato. “Qualquer fertilizante granulado ou particulado pode ser inserido no sachê, outro ponto positivo para a incorporação pela indústria”, ressalta Malafatti. Além disso, o sachê evita a manipulação direta dos fertilizantes na forma de partículas por trabalhadores do setor agrícola.

Segundo Paris, a tecnologia ainda está em escala laboratorial. A aplicação imediata se daria em paisagismo, jardinagem, hidroponia ou casas de vegetação (estufas). Para grandes produções agrícolas são necessárias otimizações de escalonamento e viabilidade econômica, que são as próximas etapas planejadas pelo grupo.

Sciena lembra que há possibilidade de utilizar o invólucro para diferentes culturas. “A uva tem necessidades diferentes do tomate, por exemplo. É uma espécie de fertilização customizada, em que se pode adequar uma mistura de nutrientes desejáveis e também do tipo de sachê, um mais ácido, para potencializar a solubilização de fertilizante pouco solúvel, e outro menos ácido, para solubilizar lentamente o fertilizante que já é solúvel”, resume.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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