O governo do estado do Rio Grande do Sul visitou, nesse domingo (25), 99% das propriedades rurais (253 de um total de 255) localizadas a um raio de dez quilômetros do foco de gripe aviária no município de Montenegro e região.
Trata-se da segunda vistoria feita nesses locais, ação que integra o Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária e é realizada por meio dos servidores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
De acordo com nota do órgão, as quatro barreiras sanitárias seguem em funcionamento, diuturnamente.
Combate à gripe aviária
A influenza aviária, ou gripe aviária, é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão acontece pelo contato com animais doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.
O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio da ingestão.
Além disso, alerta que todas as suspeitas da doença, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
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A classificação levou em consideração critérios como taxas de desmatamento, degradação florestal e expansão agrícola – Foto: Emater MG
De acordo com comunicado oficial de Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado em 22 de maio, a União Europeia (UE) publicou a classificação de risco por país no âmbito do Regulamento Europeu para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). O Brasil, incluindo o setor cafeeiro, foi classificado como risco médio, o que significa que 3% dos volumes exportados para o bloco estarão sujeitos a auditorias de conformidade.
A classificação levou em consideração critérios como taxas de desmatamento, degradação florestal e expansão agrícola. Enquanto isso, países concorrentes do Brasil no mercado de cafés especiais, como Vietnã, Índia, Costa Rica, Quênia e Jamaica, receberam classificação de baixo risco, o que representa menos exigências e auditorias, além da possibilidade de uma devida diligência simplificada.
Diante desse cenário, o Cecafé reforça a necessidade urgente do setor investir no georreferenciamento de alta resolução do parque cafeeiro brasileiro, a fim de apresentar às autoridades europeias dados técnicos e científicos que comprovem o baixo risco de desmatamento do café nacional. Essa ação é fundamental, especialmente considerando o recorte temporal adotado pelo EUDR, que estabelece dezembro de 2020 como data limite para a verificação de conformidade ambiental.
O comunicado destaca ainda que é essencial que o Brasil avance no combate ao desmatamento, na melhoria dos sistemas de monitoramento, na validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na regulamentação completa do Código Florestal. Segundo o Cecafé, a entidade continuará atuando diretamente com as autoridades da Comissão Europeia, levando informações técnicas sobre a cafeicultura brasileira, com o objetivo de buscar, no futuro, uma reclassificação para baixo risco, especialmente com a possibilidade de adoção de critérios regionais.
Os prêmios de exportação da soja nos portos brasileiros seguem em alta, impulsionados pela demanda aquecida no mercado interno e externo, mesmo com a expectativa de safra recorde. A guerra comercial entre Estados Unidos e China favorece a soja brasileira como alternativa à americana. Também pesam fatores como logística eficiente e a volatilidade cambial, que fortalecem a competitividade do Brasil.
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A mudança em relação aos anos anteriores é evidente. Em maio de 2023, os prêmios estavam no campo negativo. Em 2024, começaram a dar sinais de recuperação. Agora, em maio de 2025, estão firmemente positivos. A expectativa é de que essa valorização continue até março de 2026, período em que os prêmios costumam recuar, especialmente em fevereiro, com a entrada da nova safra brasileira.
Carlos Cogo, da Cogo Consultoria, ressalta que o momento é positivo, mas exige cautela. ”O mercado está precificando uma conjuntura muito favorável, mas há risco de reversão. O produtor precisa estar atento à janela de oportunidade. Em condições normais, veríamos mais pressão sobre os prêmios diante de uma safra recorde, mas o embate comercial entre Estados Unidos e China e a rapidez dos compradores em garantir volumes deixaram o mercado mais dinâmico”, afirma.
O consultor destaca ainda que o comportamento dos prêmios em 2025 foge do padrão. ”Este ano, o cenário está atípico. Os prêmios praticamente não cederam, mesmo com colheita recorde. Os atrasos no início da colheita, seguidos pelo agravamento do embate comercial, tornaram o mercado muito mais ágil e volátil”, complementa.
Rafael Silveira, da Safras & Mercado, observa que os prêmios vêm operando de forma mais estável e já mostram enfraquecimento em relação a abril, quando chegaram perto de um dólar no porto. ”Hoje, giram em torno de 50 pontos para junho”, aponta. Ele destaca que a comercialização de maio está praticamente concluída, com embarques estimados em 15,4 milhões de toneladas. ”Somando o que já saiu e o que deve ser embarcado até junho, o volume ultrapassa 61 milhões de toneladas. É um número expressivo, mas que tende a perder força no segundo semestre, o que é sazonal e pode pressionar os prêmios”, completa.
A consultoria Datagro Grãos acaba de arredondar a sua estimativa de produção da safra 2024/25 de soja em 172 milhões de toneladas. O novo número representa um avanço de 0,4% ante à projeção anterior, de 171,2 mi de t.
Além disso, o dado reglete um expressivo aumento de 11% sobre a colheita do ciclo 2023/24, marcada por severas perdas em várias regiões do país.
A empresa aponta que a recuperação é atribuída tanto ao aumento de área plantada — que atinge 48 milhões de hectares, 4% acima dos 46,2 mi de ha da temporada passada — quanto à melhora de 7% no rendimento médio, que chega a 3.585 kg por hectare (59,7 sacas).
“Apesar do início tardio da semeadura da soja, dado o atraso das chuvas de primavera-verão no Centro-Oeste, a colheita da safra 2024/25 pôde ser completada dentro da janela normal, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras”, diz a Datagro, em nota.
A consultoria lembra que as perdas ficaram concentradas no sul de Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e, especialmente, no Rio Grande do Sul, estado que já passa pela quarta quebra de safra consecutiva.
Consumo interno e esmagamento de soja
Com o ajuste nas projeções da soja, a expectativa é de superávit: a produção deve superar o consumo interno em 576 mil toneladas — o primeiro saldo positivo após cinco anos consecutivos de déficit, ainda que modesto em comparação aos registrados em ciclos anterioes, como 2019/20 (+1,1 mi de t), 2017/18 (+1,2 mi de t) e 2016/17 (+2,7 mi de t).
Para este ciclo, a Datagro estima que sejam esmagadas internamente 57,5 mi de t, 3% a mais que no ano anterior, e que sejam exportadas 111 mi de t, 11% acima da temporada passada.
“O balanço positivo ao longo do ano deverá limitar valorizações muito expressivas dos preços do grão brasileiro, mesmo perante os recordes de demanda”, considera.
Produção de milho
O novo levantamento empresa também elevou sua expectativa de produção de milho no Brasil, com colheita projetada em 132,7 mi de t em 2024/25. O volume representa um aumento de 0,7% em relação às 131,7 mi de t estimadas no mês anterior e um avanço de 8,7% sobre à colheita 2023/24, que somou 122,1 mi de t.
“A safra de verão está avaliada em 25,2 mi de t, 2% acima das 24,7 mi de t de 2023/24, mesmo diante de uma redução de 7% da área plantada, consequência de preços baixos predominantes ao longo de 2024 e custos de produção irregulares”, diz a nota da consultoria.
O crescimento da produção é atribuído à expressiva recuperação da produtividade, que alcançou 6.608 kg/ha, recuperação de 9% frente aos 6.038 kg/ha do ciclo anterior.
O milho de inverno 2025, responsável por 81% da produção nacional, está projetado em 107,5 mi de t — próximo ao recorde histórico de 108,6 mi de t em 2022/23 e significativamente superior às 87,5 mi de t colhidas em 2023/24, quando as principais regiões produtoras sofreram com estiagem severa.
Demanda maior que a produção
Óleo de milho atingiu US$ 55,3 milhões em exportações. Foto: divulgação/ Mapa
Neste mês, a Datagro também ajustou a estimativa de produtividade de 5.914 para 5.957 kg/ha, o maior rendimento já registrado para as lavouras de inverno no Brasil e superando em 7% o resultado de 2023/24.
A área está estimada em 18,0 mi de ha, 4% acima do último ciclo e praticamente estável em comparação ao levantamento anterior. O incremento de área deste ano foi resultado direto da valorização dos preços do cereal no último trimestre de 2024.
Segundo a empresa, mesmo com a forte produtividade, a expectativa é que a demanda supere a produção brasileira em 2,3 mi de t, com o quinto déficit consecutivo de cereal no país, ainda que menos severo que no ano anterior, 4,8 mi de t.
De acordo com análise da TF Agroeconômica, apesar do lucro atual ainda ser expressivo, girando em torno de 26,30%, a recomendação é de cautela nas vendas de soja. A consultoria, que normalmente orienta a não postergar negociações, mudou sua posição diante de fatores como os baixos estoques finais mundiais apontados no último relatório do USDA. A expectativa é de que haja espaço para valorização, tanto na safra atual, que já opera no topo do canal de tendência, quanto na próxima safra, impulsionada por fundamentos mais positivos que negativos.
Entre os principais fatores de alta estão o excesso de chuvas na Argentina, que pode impactar tanto a qualidade quanto o volume da produção, gerando especulações de perdas entre 1,5 e 2 milhões de toneladas. Soma-se a isso a firmeza do mercado de óleo de soja, influenciado pela extensão dos créditos fiscais para biocombustíveis nos EUA, e as exportações semanais americanas, que vieram acima das expectativas, especialmente com forte demanda do México.
Por outro lado, alguns fatores limitam a alta. O progresso do plantio nos Estados Unidos está acima da média, com 66% da área já semeada, o que traz alívio ao mercado. Além disso, as exportações brasileiras seguem fortes. Segundo a ANEC, a previsão para maio subiu de 14,27 para 14,52 milhões de toneladas, superando os números de abril e de maio do ano passado. Outro ponto de atenção é a escalada tarifária anunciada por Donald Trump contra a União Europeia, com ameaça de tarifas de até 50% a partir de 1º de junho.
Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda atenção redobrada. A orientação é aguardar, ao menos, até que se definam as tarifas dos EUA sobre a Europa e que se inicie o consumo mais significativo da soja no Brasil, algo esperado para o mês de julho. No entanto, ressalta que o mercado exige monitoramento constante, dada sua alta volatilidade.
A suspeita de gripe aviária em uma granja comercial em Ipumirim (SC), em investigação há uma semana, foi descartada com resultado negativo para a doença, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, às 8h30 desta segunda-feira (26).
O resultado da investigação era aguardado pelo governo e pelo setor produtivo, apesar de haver indícios de que o resultado seria negativo, em virtude de Santa Catarina ser o segundo maior produtor de aves do país. A suspeita, agora descartada, era em uma granja de pintinhos de cinco dias no oeste catarinense.
Há 12 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no país, de acordo com os dados da plataforma. As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo.
Apenas uma é em planta comercial: em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO). Outras cinco suspeitas são investigadas em aves de subsistência em Triunfo (RS), Aurelino Leal (BA), Salitre (CE), Quixadá (CE) e Eldorado do Carajás (PA).
Há ainda seis suspeitas envolvendo aves silvestres em Canoas (RS), Armação dos Búzios (RJ), Mateus Leme (MG), Belo Horizonte (MG), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE). Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória.
A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do País. Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).
O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura. Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial no país, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
No total, o país já registrou 164 casos da doença em animais silvestres no país (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 168 em todo o Brasil.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, prometeu nesta segunda-feira (26) aprovar R$ 300 bilhões em crédito para a indústria até 2026.
“Nós estamos assumindo aqui o seguinte: vamos fazer R$ 300 bilhões até 2026. Estamos enfrentando em R$ 41 bilhões o orçamento para a indústria nesse próximo ano e meio”, afirmou durante evento Nova Indústria Brasil, em comemoração ao Dia da Indústria, no BNDES, no Rio de Janeiro.
A conferência é promovida por Brasil 247, TV 247 e Agenda do Poder. “Quando foi lançado os R$ 300 bilhões, em Brasília, eu disse: ‘isso vai ser pouco, porque nós vamos cumprir’”, continuou.
Mercadante salientou que a ação será possível, apesar do aumento da taxa básica de juros, que está atualmente em 14,75% ao ano com a promessa do Banco Central de que seguirá ainda nesse patamar por algum tempo.
Para o presidente do BNDES, a taxa Selic está em um “ponto fora da curva, sobre qualquer perspectiva que a gente analise a economia brasileira”. “É uma coisa que nós temos que começar uma transição”, recomendou.
hADDAD
Mercadante iniciou a participação na conferência parabenizando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. “Esse grande ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem uma responsabilidade imensa, uma visão estratégica e um compromisso com os valores republicanos, com o bem público, e não tem poupado esforços pessoais. Nós temos dado todo o apoio e vai continuar assim. Força e estamos juntos, Haddad”, disse.
Conforme Mercadante, o Parlamento, a sociedade e outras áreas precisam ajudar a construir soluções. “Algumas tarefas não são só suas, Haddad. Temos aí um desafio fiscal muito importante para o Brasil”, enfatizou.
Sobre Gleisi, o presidente do BNDES disse que a ministra tem feito um trabalho muito importante ao longo de toda a sua vida pública. “E agora está nessa função tão desafiadora”, ressaltou. “Muito bom te ver aqui, e é seguro que você vai contribuir para o nosso debate e para o país nessa nova função.”
Caiu uma gota d’água na lavoura de soja: isso é tempestade, temporal ou tempo severo? Como saber e o que fazer para proteger meu trabalho e, principalmente, minha vida? Muitos acreditam que tempestade e temporal são a mesma coisa e, em parte, estão corretos, embora haja uma diferença. No entanto, poucas pessoas sabem o que realmente significa tempo severo.
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O Soja Brasil teve acesso às explicações do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, que explicou as diferenças entre os três termos que costumam gerar dúvidas no campo. A orientação é importante para que os produtores fiquem atentos e saibam interpretar corretamente o que de fato acontece na lavoura. Segundo Müller, tempestade é o termo técnico e oficial utilizado pela meteorologia, enquanto temporal é apenas um termo popular. Ambos se referem a fenômenos que podem envolver chuvas, raios e rajadas de vento.
E qual a diferença técnica para tempo severo?
Para começar a explicação, é importante entender que nem toda tempestade se enquadra na categoria de tempo severo, termo que indica um risco direto e grave à vida humana. “Rajadas de vento superiores a 93 km/h, queda de granizo com pedras maiores que uma polegada de diâmetro, além de alagamentos, enchentes e possibilidade de formação de tornados ou microexplosões são características do tempo severo”, explica o especialista. Esses fenômenos podem causar danos significativos e representar sérios riscos à vida das pessoas.
Mesmo granizos menores podem causar prejuízos na lavoura, mas, tecnicamente, o fenômeno só é considerado tempo severo quando atende a esses critérios objetivos. Essa diferenciação é fundamental porque o tempo severo possui um potencial destrutivo elevado. No campo, pode devastar plantações inteiras em poucos minutos. Nas áreas urbanas, oferece riscos como quedas de árvores, destelhamentos, acidentes e até perdas humanas. Por isso, compreender esses termos e acompanhar os alertas meteorológicos emitidos por fontes confiáveis é essencial para evitar tragédias e minimizar prejuízos com a soja e outras culturas.
O mercado financeiro melhorou as expectativas sobre o crescimento da economia brasileira.Há uma semana, projetava um crescimento de 2,02%, percentual que subiu para 2,14%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC).
Há quatro semanas, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) estava em 2%.
Com relação ao dólar, o boletim projeta uma cotação de R$ 5,80, ante aos R$ 5,82 projetados na semana passada; e aos R$ 5,90 previstos há quatro semanas. As projeções relativas aos anos subsequentes se mantêm estáveis, em R$ 5,90 (2026); e R$ 5,80 (2027).
O Boletim Focus é uma pesquisa feita semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Inflação e Selic
Tanto as expectativas relacionadas tanto à inflação como à taxa básica de juros (Selic) se mantiveram estáveis, na comparação com a semana anterior, para o ano corrente, bem como para os dois próximos anos.
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para o ano de 2025 manteve-se em 5,5%. Para 2026, espera-se uma inflação de 4,5%; e, para 2027, o mercado financeiro projeta que o ano feche com uma inflação de 4%.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,75% ao ano. Para os anos subsequentes, o mercado projeta Selic de 12,5% em 2026; e de 10,5% em 2027.
Os preços dos feijões apresentaram variações distintas na terceira semana de maio, refletindo o avanço das atividades de colheita da segunda safra e a dinâmica da demanda por diferentes padrões de qualidade. É o que aponta levantamento realizado em parceira entre o Centro de Estudos Avançaos em Economia Aplicada (Cepea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Pesquisadores do Cepea destacam, porém, que as variações negativas foram menos intensas, o que pode sinalizar que os preços teriam alcançado um patamar mínimo aceitável por vendedores.
No caso do feijão-carioca, dados do Cepea mostram que a fraca demanda resultou em queda nos valores, especialmente em Goiás, Bahia e Rio Grande do Sul. Na última sexta-feira (23), a saca do grão no centro/noroeste goiano estava cotada a R$ 256,25.
Já para o feijão-preto, a demanda mais aquecida acabou dando sustentação aos preços. Além disso, produtores estruturados optaram por armazenar os lotes, à espera de valorizações. Na sexta, a cotação da saca de feijão-preto em Itapeva (SP) era de R$ 159,88.
No campo, a colheita da primeira safra está sendo finalizada, somando 97% da área até o dia 17 de maio, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No caso da segunda safra, a colheita tem sido realizada sobretudo na região Sul, totalizando praticamente metade da área cultivada. Segundo pesquisadores do Cepea, chuvas na região, no entanto, interromperam temporariamente as atividades nos últimos dias.