sexta-feira, março 20, 2026

Autor: Redação

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Com abate recorde, boi gordo mantém alta e embarques se encaminham para marca histórica



A arroba do boi gordo foi negociada a uma média de R$ 322,50 na praça-base São Paulo nesta terça-feira (2), conforme o Indicador do Boi Datagro. Este foi o terceiro dia seguido com alta, mesmo cenário encontrado em Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

De acordo com a analista de Mercado da consultoria Datagro Beatriz Biancchi, o mercado sinaliza estabilidade, mesmo diante de um momento com oferta elevada.

“Esses resultados se confirmam diante da divulgação dos dados preliminares do IBGE, que registraram níveis de abates recordes e de produção de carne também nas máximas para o acumulado do ano até setembro, com mais de 31,5 milhões de cabeças abatidas e mais de 8 milhões de toneladas de carne produzidas, o que revela uma mudança estrutural no mercado pecuário como um todo a nível nacional”, destaca.

Beatriz lembra que a partir de novembro, com a estação de monta, se tem a retirada das matrizes no mercado de abate, porém, ainda há boa quantidade de animais para serem processados.

“Chuvas irregulares em algumas regiões produtoras também contribuem para esta oferta e tracionam as escalas. Nesse quadro, temos as programações de abates avançando para suas máximas históricas no final de novembro. Hoje, o indicador fechou a escala de São Paulo próximo dos 14 dias corridos”, informa a analista.

Ela ainda lembra o reforço da grande quantidade de animais que ainda estão sendo confinados nessa época do ano. “No mês de dezembro o consumo interno tende a ganhar força e se intensificar com a entrada de remunerações extras, como o 13º salário e bonificações, momento em que o brasileiro não deixa de colocar carne na mesa

Já em relação às exportações, Beatriz destaca que a carne bovina ainda apresenta desempenho muito positivo, sinalizando para um novo recorde, a ser verificado na próxima divulgação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta semana.

Os dados dos primeiros 14 dias úteis do mês dão conta que os embarques de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,308 bilhão, com média diária de US$ 93,437 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 238,219 mil toneladas, com média diária de 17,015 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.491,20.

Em relação ao mesmo período de novembro de 2024, houve alta de 59,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 41,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 12,7% no preço médio.



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Cotação do boi gordo segue tendência de alta; veja os preços da arroba



O mercado físico do boi gordo apresenta acomodação em seus preços em grande parte do país, com um ou outro negócio realizado acima da referência média.

De acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a demanda é variável importante para que haja retomada do movimento de alta para o mercado do boi, considerando a expectativa de bom ritmo de vendas para os Estados Unidos, mercado que se depara com grande necessidade de compra.

“Além disso, a demanda doméstica está aquecida porque dezembro é o mês de melhor consumo de carne bovina no ano”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,92 — ontem: R$ 322,33
  • Goiás: R$ 315,54 — R$ 314,11
  • Minas Gerais: R$ 319,41 — R$ 317,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 — R$ 318,52
  • Mato Grosso: R$ 301,15 — R$ 299,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo durante o último bimestre.

Ele salienta que os cortes do traseiro apresentam maior potencial de valorização nesse período do ano pelo perfil de consumo.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,3296 para venda e a R$ 5,3276 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3291 e a máxima de R$ 5,3626.



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AgroNewsPolítica & Agro

Alta moderada e expectativa de volatilidade no agro



As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza


 As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza
As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza – Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas internacionais seguiram a semana com avanços moderados, em meio à retomada gradual de dados oficiais nos Estados Unidos e ao cenário regulatório ainda indefinido na União Europeia. O desempenho do S&P GSCI Agriculture Index, que subiu 1,1% até 1º de dezembro, refletiu um ambiente de negociações contidas e expectativas de maior volatilidade nas próximas semanas.

Segundo análise do Rabobank, a divulgação atrasada de relatórios do USDA e da CFTC, resultado da paralisação do governo norte-americano, limitou a confiança dos participantes. As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza nas vendas de soja dos Estados Unidos, mas a ausência de dados atualizados de exportações abriu espaço para algum suporte, impulsionado por operações pontuais de venda para a China. A retomada das publicações trouxe reação inicial cautelosa, com possibilidade de movimentos mais amplos quando os fundamentos e o posicionamento dos agentes forem totalmente esclarecidos.

Na Europa, o debate regulatório avançou após o Parlamento aprovar posição favorável ao adiamento de doze meses da aplicação das regras do EUDR. A decisão veio dias depois de o Conselho adotar postura semelhante. Ambos divergem da proposta anterior da Comissão Europeia, que previa implementação gradual com um período de adaptação de seis meses. As instituições precisam chegar a um acordo até meados de dezembro, caso contrário a norma passa a valer em 30 de dezembro de 2025.

No mercado de cacau, o contrato de março na bolsa de Nova York subiu 7,1% na semana, recuperando parte das perdas de novembro. A queda anterior, combinada a negociações reduzidas e estoques baixos, criou espaço para reação, que se consolidou após o ICCO reduzir a projeção de superávit para 2024/25 para 49 mil toneladas.

 





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Ministério retoma investigações para proteger produtor de leite contra importações ‘desleais’



As investigações antidumping nas importações de leite em pó provenientes de Argentina e Uruguai serão retomadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), anunciou o vice-presidente e titular da pasta, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira (2).

Desde agosto deste ano o processo estava parado por conta de medida preliminar que apontava problemas técnicos na origem da petição, como a necessidade de diferenciação do produto in natura da versão em pó,mas, agora, a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os trabalhos devem seguir até junho de 2026.

Contudo, representantes da entidade dizem esperar que medidas, como a antecipação de uma tarifa adicional ao produto importado, sejam colocadas em prática antes desse período. De acordo com o assessor técnico da entidade, Guilherme Sousa Dias, foi constatado que entre 2021 e 2023, que abrange o período investigado, a Argentina exportou leite em pó ao Brasil a um preço 53% menor do que custava em seu mercado interno.

O vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, destacou a importância da decisão como “uma ação concreta de defesa ao produtor e à indústria nacional”, diante dos prejuízos causados pelas importações aos pecuaristas de leite no país, principalmente os pequenos, que já enfrentam uma crise de baixos preços e alta dos custos de produção.

“O importante é garantir a sobrevivência do produtor e amenizar o cenário crítico pela cadeia leiteira”, acrescentou. “O ministro reconheceu o peso social, político e estratégico da cadeia do leite. O Brasil reúne mais de 1,1 milhão de produtores, responsáveis pelo sustento direto de 5 a 6 milhões de pessoas”, completou.

Segundo ele, com a decisão, a produção nacional poderá ser preservada de práticas desleais de comércio e evita-se a dependência do mercado externo no médio e no longo prazo.

Ma disse, ainda, que o setor leiteiro enfrentou um ano particularmente desafiador em 2025 e que a expectativa é encerrar o ano com algum alívio e iniciar 2026 em condições mais favoráveis, abrindo novas perspectivas para os produtores e para toda a cadeia produtiva.

O deputado Domingos Sávio, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), lembrou que esse entendimento é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de que o leite em pó é similar ao leite in natura, fator que, na sua avaliação, pesou para que a equipe técnica do MDIC revisse sua posição, que foi respaldada pelo ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin.

Já a deputada Ana Paula Leão, presidente da FPPL, disse que os próximos passos, além das tarifas antidumping provisórias, é tratar de ações estruturantes para a cadeia produtiva para melhorar a rentabilidade do produtor.

O assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, pontuou que as próximas etapas envolvem a publicação, no processo, do deferimento do pedido de reconsideração da CNA e a retomada da investigação de dumping.

A Confederação também aguarda a determinação preliminar positiva de dumping, dano e nexo causal para aplicação de direitos antidumping provisórios tão logo seja possível. A entidade segue articulando junto ao MDIC e lutando pela defesa dos produtores rurais.



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Mercado de soja ‘esfria’ com proximidade do USDA; saiba as cotações do dia



O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação nesta terça-feira (2). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, Chicago operou com variações tímidas e encerrou em baixa, acompanhando o movimento de queda do dólar. Os prêmios ajustaram parte desse cenário, deixando o dia com oscilações mistas.

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Silveira avalia que a semana deve seguir lenta: “na próxima temos USDA, então os players tendem a ficar cautelosos”. O analista destaca ainda ofertas firmes no PR e em GO, especialmente para a safra nova, porém sem grandes movimentos, mantendo o mercado travado.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 137,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Números em Chicago

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram em baixa em sessão volátil, sem conseguir sustentar os ganhos iniciais. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina reforça expectativas de uma boa safra sul-americana, pressionando o mercado.

A demanda chinesa segue no radar, com ritmo moderado das vendas norte-americanas levantando dúvidas sobre o cumprimento das metas de exportação.

Contratos futuros de soja

O contrato de janeiro fechou com queda de 3,25 centavos (0,28%), a US$ 11,24 3/4 por bushel. Março recuou 3,00 centavos (0,26%), a US$ 11,35 por bushel. No farelo, janeiro perdeu US$ 3,00 (0,95%), a US$ 311,60 por tonelada. Já o óleo encerrou em alta de 0,32 centavo (0,61%), a 52,68 centavos de dólar por libra.

Câmbio

O dólar comercial caiu 0,53%, negociado a R$ 5,3296 para venda e R$ 5,3276 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,3291 e R$ 5,3626 ao longo do dia.



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Especialistas discutem agenda agroambiental e desafios pós-COP30 em encontro em SP



Após o encerramento da COP30, realizada em Belém, especialistas se reuniram em São Paulo para analisar o papel do Brasil na agenda climática global e os caminhos da nova pauta agroambiental até 2026.

O debate destacou que o agro voltou ao centro das discussões internacionais e que a agricultura tropical passou a ser reconhecida como parte da solução climática,e não apenas como fonte de emissões.

De acordo com o head de sustentabilidade do Itaú BBA, João Adrien, embora a COP nem sempre entregue avanços concretos nas negociações formais, o evento vem ganhando força.

“Se pensarmos somente na parte da negociação, ela acaba frustrando, mas a COP, vista sobre a perspectiva de relacionamento, novos negócios sendo gerados, fundos sendo apresentados, e assim por diante. Isso tem trazido para discussão uma grande esperança e também grandes oportunidades”, afirma.

Segundo Leonardo Munhoz, as regras obrigatórias estão cedendo espaço para declarações políticas, o que amplia o papel do soft power (capacidade de influenciar por meio de diálogo e parcerias). “Grandes decisões e tratados ambientais vieram de soft power. A declaração de 92 era isso, o Acordo de Paris e Protocolo de Kyoto. Então está acontecendo uma transformação do direito internacional para algo novo e o agro aqui ganha protagonismo”, conta.

Outro tema central foi a transição energética, o texto final da COP30 não mencionou a redução do uso de combustíveis fósseis, o que gerou críticas. Para o diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Eduardo Bastos, a transformação do setor é lenta e complexa, e não pode ser tratada como uma mudança imediata.

“Biocombustível é super importante, mas biocombustível hoje 3% da matriz global de combustível. Então, assim, achar que 3% vai virar 100 em um ano, não vai. Em lugar nenhum do mundo viraria”, afirma.

Ele lembrou que biocombustíveis representam apenas 3% da matriz global de energia e que não existe um “plano B” escalável para substituir petróleo, diesel, gasolina e derivados no curto prazo.

“Se a partir de amanhã não houver mais petróleo, gasolina, diesel e plástico, o que nós vamos fazer? A COP é construção de consenso. E construção de consenso dá trabalho”, conclui.

Com o Brasil em posição estratégica nas negociações climáticas e no fornecimento de alimentos ao mundo, o encontro reforçou que o país terá papel decisivo na construção da agenda agroambiental dos próximos anos, combinando produção, sustentabilidade e protagonismo diplomático.



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‘Esperamos que revisão de tarifas dos EUA seja tratada com prioridade’, diz Abipesca



A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) afirmou que espera uma solução rápida para as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao setor de pescados. A manifestação ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligar para o presidente norte-americano Donald Trump para tratar do tema.

Segundo a entidade, as medidas adotadas pelos EUA provocaram forte impacto sobre as exportações brasileiras. Desde o início do impasse comercial, o setor deixou de embarcar cerca de US$ 250 milhões em pescados para o mercado norte-americano, considerado um dos mais importantes para a indústria brasileira.

A Abipesca aponta que a perda afetou empregos, investimentos e competitividade. Além disso, a associação afirma que o diálogo entre os governos é bem-vindo, mas defende ações concretas. Para o setor, é necessário que o tema seja tratado como prioridade para corrigir distorções e recuperar o espaço perdido nas vendas externas.

“A indústria precisa de previsibilidade, rapidez e condições justas para competir e retomar o ritmo de crescimento”, declarou a entidade em nota assinada pelo presidente, Eduardo Lobo.



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Com tarifaço, exportações de café solúvel para os EUA despencam quase 80% em novembro



A revisão das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, em 21 de novembro, trouxe alívio aos setores de carne bovina, frutas e parte do café. Para o café solúvel, no entanto, o gosto do tarifaço ainda é amargo, uma vez que as taxas contra o produto seguem em vigor.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações de café solúvel para o mercado norte-americano recuaram 77,7% em novembro frente ao mesmo mês do ano passado. Desde janeiro de 2025, os embarques somam queda de 22,8% em relação a 2024.

Em comunicado após o recuo do governo de Donald Trump, a entidade lamentou que o café solúvel continue sobretaxado. “As tarifas contrastam com o progresso geral nas negociações bilaterais e representam um desafio contínuo para o setor”, dizia a nota.

Nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Trump por telefone e pediu a redução das taxas que ainda afetam alguns produtos brasileiros. Além do café solúvel, setores como mel e pescados seguem sobretaxados em 40%.

Procurado pelo Canal Rural, o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, afirmou que a expectativa da entidade segue de que o cenário de resolva o quanto antes. As definições, porém, continuam sem data para acontecer.

Queda no volume, alta na receita cambial

A queda dos embarques do Brasil para os Estados Unidos frustra a possibilidade do setor alcançar números recordes em 2025. No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de café solúvel totalizaram 3,35 milhões de sacas, volume 18,7% inferior ao registrado nos onze primeiros meses de 2024.

Por outro lado, a receita cambial deve ser histórica no ano. Conforme os dados da plataforma Abics Data, os embarques já somam US$ 1,006 bilhão entre janeiro e novembro, uma alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.



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Derrubada de vetos traz licenciamento ambiental para século 21, diz Faesp



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) divulgou nota nesta terça-feira (2) em que considera a derrubada dos vetos presidenciais ao novo marco do licenciamento ambiental um passo essencial para recolocar o país diante de uma de suas discussões mais estratégicas: como conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e segurança jurídica.

“Ao restabelecer dispositivos que haviam sido bloqueados, o Congresso reafirma a necessidade de atualizar um sistema que, por décadas, não acompanhou a velocidade das transformações produtivas e tecnológicas”, observa o texto.

Para a entidade, o Brasil do século 21 exige marcos regulatórios mais claros, eficientes e capazes de responder a desafios que vão da infraestrutura à produção de alimentos em larga escala.

Nesse contexto, para o presidente da da Faesp, Tirso Meirelles, o setor agropecuário emerge como protagonista de uma agenda que combina produtividade e sustentabilidade.

Segundo ele, nos últimos anos, produtores incorporaram práticas modernas de manejo, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e uso intensivo de tecnologia para reduzir impactos ambientais.

“A comemoração do setor produtivo reflete a convicção de que um licenciamento mais moderno permitirá reconhecer e valorizar essas evoluções, além de facilitar investimentos que sigam padrões socioambientais adequados”, afirmou Meirelles.

‘Proteção dos biomas não será flexibilizada’

A nota da entidade continua ressaltando que atualizar o processo de licenciamento ambiental não significa flexibilizar a proteção dos biomas. “Pelo contrário: significa substituir procedimentos morosos e desarticulados por instrumentos técnicos mais inteligentes, digitais e alinhados à ciência.”

Meirelles considera que um licenciamento do século 21 deve ser mais ágil, reduzindo a burocracia que não agrega segurança ambiental e fortalecendo a capacidade de monitoramento, transparência e responsabilização. “Assim, cria-se um ambiente em que bons empreendedores são estimulados e maus atores encontram menos brechas para se esconder”, acredita.

Próximo desafio

A nota da Faesp destaca que o desafio agora é transformar o novo marco legal em política pública efetiva, que una inovação, sustentabilidade e competitividade. “A derrubada dos vetos abre uma oportunidade histórica: alinhar o país às melhores práticas internacionais e consolidar um modelo em que desenvolvimento e proteção ambiental caminhem juntos.”

Para a entidade, se bem implementado, o novo licenciamento poderá dar ao Brasil o impulso necessário para avançar com responsabilidade — honrando sua vocação produtiva e, ao mesmo tempo, preservando o patrimônio natural que sustenta sua economia e sua projeção global.



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Com 99% de soja plantada no PR, maioria das lavouras apresenta boas condições



O plantio da safra 2025/26 de soja no Paraná alcançou 99% da área prevista até o dia 1º de dezembro, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

A área total destinada à soja nesta temporada foi estimada em 5,776 milhões de hectares, praticamente estável em relação aos 5,770 milhões de hectares cultivados em 2024/25.

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As lavouras apresentam condições favoráveis, com 92% das áreas classificadas como boas, 7% médias e 1% ruins. Quanto às fases de desenvolvimento, 3% estão em germinação, 56% em crescimento vegetativo, 31% em floração e 10% em frutificação.

Na semana anterior (24 de novembro), o plantio estava em 97%, com o mesmo quadro de condições (92% boas, 7% médias e 1% ruins) e distribuição das fases em 6% de germinação, 61% de crescimento vegetativo, 28% de floração e 5% de frutificação.

Produção de soja no PR

A produção da 1ª safra de soja em 2025/26 é projetada em 21,959 milhões de toneladas, volume 4% superior às 21,188 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

A produtividade esperada também apresenta avanço, estimada em 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos por hectare registrados em 2024/25.

Com informações da Safras & Mercado.



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