terça-feira, março 17, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produção desacelera, mas cotações seguem enfraquecidas



Ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou


Foto: Divulgação

O ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou no terceiro trimestre, embora siga positivo no balanço do ano. Dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram que, entre julho e setembro, foram produzidas 1,02 bilhão de dúzias de ovos para consumo, queda de 1,4% frente ao trimestre anterior, mas alta de 2,5% na comparação com igual intervalo de 2024.

No acumulado do ano, a produção nacional soma 3,04 bilhões de dúzias, volume recorde para o período de toda a série histórica do Instituto, iniciada em 2012. Assim, pesquisadores do Cepea explicam que, mesmo com a leve retração na quantidade produzida, os valores dos ovos seguiram enfraquecidos ao longo do terceiro trimestre.

De acordo com levantamentos do Centro de Pesquisas, entre julho e setembro, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Bastos (SP), foi de R$ 149,15/caixa com 30 dúzias, queda de 14% em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de nov/25), em relação ao trimestre anterior. Para os ovos vermelhos, houve desvalorização real de 16% em igual comparativo, à média de R$ 164,45/cx na região paulista.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo mantém estabilidade na semana



Escalas cheias mantêm preços do boi gordo sem mudanças



Foto: Sheila Flores

O informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (12), apontou estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a publicação, “o mercado abriu estável, sem mudanças nas cotações na comparação feita dia a dia”. As escalas de abate atendem, em média, a dez dias, e a oferta de boiadas tem sido suficiente para suprir a demanda.

No Mato Grosso do Sul, a análise informou que, apesar da oferta enxuta, os frigoríficos já operam com escalas programadas para a primeira semana de janeiro. O ritmo de comercialização continua lento, mas há expectativa de melhora com o pagamento da segunda parcela do 13º salário e o avanço do período festivo. O levantamento registrou queda de R$ 1,00 por arroba nas regiões de Dourados e Campo Grande, enquanto o preço do “boi China” recuou R$ 2,00 por arroba.

No Rio de Janeiro, a oferta também esteve reduzida, porém as cotações permaneceram estáveis ao longo da semana.

O informativo ainda destacou os dados da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada pelo IBGE em 10 de dezembro. De acordo com o órgão, o terceiro trimestre de 2025 apresentou “recorde de oferta para o trimestre”, com 11,3 milhões de cabeças abatidas. O volume representa alta de 7,4% frente ao mesmo período de 2024 e avanço de 7,1% em relação ao segundo trimestre deste ano.





Source link

News

Como a proteína do frango beneficia a saúde e ajuda na produção de colágeno


carne de frango - aba - bahia
Foto: Freepik

Presente no prato de milhões de brasileiros, o frango é uma das principais fontes de proteína animal da alimentação cotidiana. Além de acessível e versátil, o alimento se destaca pelo alto valor nutricional e pelos benefícios à saúde, especialmente na construção muscular e na manutenção do colágeno no organismo.

Segundo a nutricionista, Fabiana Borrego, as proteínas de origem animal possuem uma vantagem importante em relação às vegetais, elas contêm os nove aminoácidos essenciais, que não são produzidos pelo corpo humano e precisam ser obtidos por meio da alimentação.

Esses aminoácidos são fundamentais para o ganho de massa muscular, a recuperação dos tecidos e o bom funcionamento do organismo.

“O frango é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, fornece todos os aminoácidos necessários para a construção muscular e para diversos processos metabólicos”, explica a especialista.

Importância do colágeno para o corpo

Segundo Borrego, o colágeno é essencial não apenas para a firmeza da pele, mas também para a saúde das articulações, tendões e músculos. A partir dos 25 anos, a produção natural dessa proteína começa a diminuir, o que torna a alimentação ainda mais importante nesse processo.

De acordo com a nutricionista, o frango é rico em aminoácidos como glicina e prolina, diretamente ligados à síntese do colágeno. Partes como pele, cartilagens e tendões concentram ainda mais essa proteína e podem ser aproveitadas em preparações como caldos, sopas e fundos, que facilitam a absorção do nutriente pelo organismo.

Quantidade ideal de proteína varia de pessoa para pessoa

Segundo Borrego, a quantidade de proteína recomendada depende de fatores como idade, nível de atividade física e objetivos de saúde. Em geral, a ingestão pode variar de 1 a 3 gramas de proteína por quilo de peso corporal ao dia.

Pessoas que buscam hipertrofia muscular ou estão em processo de emagrecimento costumam precisar de uma ingestão maior, cerca de 3 gramas por quilo corporal, enquanto pessoas sedentárias podem consumir quantidades menores, orienta a nutricionista.

“A melhor pessoa para determinar e te ajudar, a solucionar quanto consumir de proteína por dia, é um médico ou um profissional da área de nutrição”, afirma Borrego.

Combinações alimentares potencializam os efeitos

Para potencializar os benefícios das proteínas, a especialista destaca a importância das combinações alimentares. A união de arroz, feijão e uma proteína de origem animal, como frango, carne, peixe ou ovos, garante um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Além disso, o frango e o ovo são fontes de vitaminas do complexo B, que auxiliam na produção de colágeno e no metabolismo energético.

“A partir dos 25 anos, temos que se atentar para a perca natural de colágeno. Então, as pessoas que acabam não consumindo muitas proteínas de origem animal, em algum momento vão ter que fazer essa reposição”, conclui a nutricionista.

O post Como a proteína do frango beneficia a saúde e ajuda na produção de colágeno apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

USDA decepciona, Conab projeta safra e atenção segue no clima irregular nas lavouras de soja


soja sobre pano
Foto: Pixabay

O mercado internacional de soja segue monitorando dois fatores centrais, com o ritmo das vendas de soja americana para a China e o desenvolvimento das lavouras na América do Sul. Segundo a consultoria Safras & Mercado, ambos empurraram as cotações em Chicago para baixo ao longo da semana, o que também travou o mercado interno brasileiro, mantendo os produtores retraídos e priorizando as atividades de campo.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Houve novos registros de compras chinesas nos Estados Unidos, mas analistas seguem céticos quanto ao cumprimento do acordo firmado entre Pequim e Washington no final de outubro. Inicialmente, esperava-se a aquisição de 12 milhões de toneladas até o final do ano, mas o prazo foi estendido para fevereiro, e ainda há dúvidas sobre a concretização plena desse volume.

O relatório de dezembro do USDA, divulgado na terça-feira, frustrou o mercado ao manter o quadro geral dos Estados Unidos inalterado. As expectativas estavam concentradas nas exportações e o Departamento não deu nenhum sinal concreto de retomada, tampouco reconheceu o ritmo lento dos embarques.

Números do USDA

O USDA projetou a safra norte-americana em 4,253 bilhões de bushels (115,74 milhões de toneladas) para 2025/26, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo novembro. Os estoques finais foram mantidos em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo da aposta do mercado. Para 2024/25, o relatório trouxe estoques de 316 milhões de bushels, exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões.

Globalmente, o USDA aponta produção de 422,54 milhões de toneladas em 2025/26 e 427,15 milhões em 2024/25. Os estoques finais foram estimados em 122,37 milhões e 123,24 milhões de toneladas, respectivamente, levemente abaixo do esperado. A safra brasileira segue estimada em 175 milhões de toneladas em 2025/26, enquanto para 2024/25 a projeção permanece em 171,5 milhões. A Argentina aparece com 48,5 milhões para 2025/26. As importações chinesas continuam projetadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26.

Safra brasileira

As safras do Brasil e da Argentina evoluem em bom ritmo, reforçando a percepção de ampla oferta global. A Conab projeta a produção brasileira em 177,124 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 3,3% sobre a safra anterior. A área plantada deve atingir 48,94 milhões de hectares, avanço de 3,4%, com produtividade estimada em 3.620 quilos por hectare.

Segundo a Conab, o Sul avançou rapidamente no plantio com as chuvas de novembro, enquanto Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Minas Gerais enfrentaram irregularidade hídrica, atrasando os trabalhos. A segunda metade do mês trouxe normalização das precipitações, permitindo aceleração do plantio nas regiões afetadas.

O post USDA decepciona, Conab projeta safra e atenção segue no clima irregular nas lavouras de soja apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

A nova pecuária brasileira: mais carne, menos emissões


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

Durante muito tempo, a pecuária brasileira foi alvo de críticas internacionais, quase sempre associadas a desmatamento e altas emissões de carbono. Mas esse retrato começa a ficar para trás. Dados técnicos recentes mostram que o setor passa por uma transformação  profunda.

O Brasil já é o maior exportador de carne bovina do mundo e, ao mesmo tempo, avança rapidamente para produzir mais carne com menor impacto ambiental. Essa combinação não é discurso: é resultado de tecnologia, manejo eficiente e mudança estrutural no campo.

O que dizem os números

Um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), traz projeções claras e difíceis de ignorar:

  • As emissões por quilo de carne produzida no Brasil podem cair pelo menos 79,9% até 2050.
  • Em um cenário mais avançado, com maior adoção de tecnologia e políticas ambientais, a redução pode chegar a mais de 90%.
  • Mesmo com crescimento da produção, as emissões totais líquidas da pecuária também caem, podendo recuar entre 60% e 85% nas próximas décadas.

Em resumo, o Brasil pode produzir mais carne e poluir menos ao mesmo tempo.

Por que isso é possível?

Essa redução não depende de milagres, mas de práticas que já estão sendo adotadas no campo:

  • Recuperação de pastagens degradadas, que aumenta produtividade sem abrir novas áreas.
  • Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que melhora o uso do solo e captura carbono.
  • Melhoramento genético e nutrição animal, reduzindo o tempo de engorda e a emissão de metano.
  • Tecnologia e manejo mais eficientes, com menos desperdício e maior produtividade por hectare.

Ou seja, o ganho ambiental vem junto com ganho econômico para o produtor.

Demanda crescente por proteína

Esse avanço ocorre em um momento estratégico. A Ásia vive um aumento estrutural de renda, especialmente na China e no Sudeste Asiático. Com mais renda, cresce o consumo de proteína animal, carne bovina, suína e de frango.

O Brasil, por escala, qualidade sanitária e eficiência produtiva, está no centro dessa demanda. Mas há uma condição clara: a sustentabilidade deixou de ser opcional.

Os dados mostram que o país não apenas atende essa exigência, como pode se tornar referência global de produção responsável.

Sustentabilidade como escudo contra críticas

O debate ambiental muitas vezes ignora dados técnicos e generaliza problemas. O estudo da FGV ajuda a mudar essa narrativa ao mostrar que:

  • A pecuária brasileira não é estática.
  • O setor evolui rapidamente.
  • Há base técnica para comprovar redução de emissões.

Isso fortalece a posição do Brasil em negociações comerciais, acordos internacionais e na defesa do agro contra campanhas ideológicas e desinformação.

O Brasil já alimenta o mundo. Agora, caminha para fazer isso de forma cada vez mais eficiente, sustentável e responsável.

A pecuária brasileira mostra que é possível unir:

  • Produção em escala,
  • Preservação ambiental,
  • Geração de renda,
  • Segurança alimentar global.

Com dados, tecnologia e gestão, o país consolida seu espaço como potência global em alimentos, não apesar da sustentabilidade, mas por causa dela.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post A nova pecuária brasileira: mais carne, menos emissões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Doenças iniciais da soja colocam em risco o potencial produtivo de toda a safra


As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura. Elas atacam a cultura ainda na germinação, emergência e primeiros estágios de desenvolvimento, fases em que qualquer perda pode se transformar em prejuízo irreversível. Neste momento, outro fator crítico é a alternância climática registrada em diversas regiões produtoras, com chuvas curtas seguidas por períodos de alta temperatura e baixa umidade, o que tem ampliado o risco de infecção por patógenos de solo.

Segundo Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, os impactos vão muito além da aparência inicial da lavoura. “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma.

Principais doenças iniciais

Entre as doenças mais prejudiciais está o tombamento (damping-off), causado pelo complexo de fungos de solo Rhizoctonia solani, Fusarium spp. e Pythium spp., que compromete tanto a germinação quanto a emergência. As sementes apodrecem antes da emergência ou as plântulas emergem, mas sofrem tombamento devido à necrose do colo, gerando falhas de estande que ficam evidentes apenas quando a lavoura já está instalada. Outro grupo relevante é o das podridões radiculares, que gera desenvolvimento lento e desuniforme.

A Phytophthora sojae também preocupa, especialmente em áreas mal drenadas ou com chuva localizada durante o plantio. Ela provoca a morte de plantas jovens, ocasionando grandes falhas no estande e, muitas vezes, necessidade de replantio. Já a antracnose pode atacar nos primeiros estádios vegetativos, resultando em desuniformidade e atraso no crescimento.





Source link

News

Plano Clima foi elaborado em alinhamento com o agro, diz Fávaro


Ministro Fávaro
Foto: divulgação/ Agência Gov

O objetivo do Plano Clima é orientar, promover, implementar e monitorar ações coordenadas voltadas à transição para uma economia com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

Além disso, o plano busca a adaptação de sistemas humanos e naturais às mudanças do clima, por meio de estratégias de curto, médio e longo prazo, com base no desenvolvimento sustentável e na justiça climática, a partir de planos setoriais de mitigação e adaptação.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que todo o processo da elaboração do Plano Clima para o setor agropecuário foi construído com responsabilidade, transparência e participação do setor produtivo e da sociedade. Ele lembrou que, ao longo das negociações, manteve a verdade e a transparência como pilares.

Histórico

A construção do Plano Clima foi iniciada em 2023, no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e do Subcomitê-Executivo (Subex). Desde então, o Governo Federal estruturou um processo contínuo de diálogo técnico e político com entidades setoriais, especialistas, parlamentares e demais áreas do governo.

Em agosto, o Mapa sediou reunião com a presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na ocasião, ficou definido que o ex-ministro Roberto Rodrigues seria o ponto focal do setor para as negociações do Plano Clima. Fávaro destacou que essa decisão trouxe organização e agilidade às discussões.

“Quando cada entidade fala por si, ninguém chega a lugar nenhum. Era preciso ter liderança técnica, e o setor escolheu o Roberto Rodrigues para isso”, destacou.

COP30

O ministro também recordou a participação na COP30, em Belém, no Pará, onde reafirmou o compromisso do Brasil com práticas agrícolas sustentáveis. “Fizemos a melhor participação da agropecuária em todas as COPs. Levamos ciência, dados e compromisso real com a sustentabilidade”, afirmou.

Ao tratar das características específicas da agricultura no Plano Clima, Fávaro destacou que o setor é o único capaz de sequestrar carbono em larga escala. “Todos os setores precisam mitigar emissões; a agropecuária, além de mitigar, pode sequestrar carbono pela fotossíntese e pela recuperação de áreas degradadas”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

Consulta pública

Entre agosto e dezembro, o Governo Federal realizou consulta pública sobre as Estratégias Transversais e os Planos Setoriais do Plano Clima, ampliando a participação social e a transparência do processo.

O Plano Setorial de Agricultura e Pecuária recebeu 443 contribuições, que foram analisadas pelas equipes técnicas com base em critérios científicos e em diálogo com os setores envolvidos.

A partir dessas contribuições, os Planos Setoriais foram reorganizados em três Planos Setoriais de Mitigação (PSM). O PSM de Agricultura e Pecuária concentra ações para modernizar as práticas agropecuárias, ampliar o uso de tecnologias sustentáveis do Plano ABC+ e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O PSM de Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas foca na redução do desmatamento, na recuperação da vegetação nativa e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Já o PSM de Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos trata das emissões e remoções de carbono em unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e outras áreas públicas.

Próximos passos

Na última quarta-feira (10), a sétima reunião do Subex/CIM consolidou o alinhamento final dos textos, incorporando as demandas do setor agropecuário após rodadas de negociação entre governo e iniciativa privada.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o diálogo ocorreu de forma responsável e resultou em consenso. Com o alinhamento concluído, o documento será apresentado aos ministros na próxima reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima.

O post Plano Clima foi elaborado em alinhamento com o agro, diz Fávaro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Setor de floricultura prevê crescimento de até 8% em 2025


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O mercado de floricultura no Brasil deve encerrar 2025 com alta entre 6% e 8% em relação a 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). Para 2026, a estimativa é de novo crescimento de 6%.

“Com a combinação de oferta diversificada, tradição festiva e um público cada vez mais conectado ao bem-estar proporcionado pelas plantas, o mercado floricultor brasileiro se posiciona para encerrar o ano em alta e iniciar 2026 com perspectivas extremamente positivas”, afirma Renato Opitz, diretor do Ibraflor.

Segundo ele, as vendas seguem em ritmo constante e refletem um aumento do consumo de flores e plantas ornamentais.

Festas de fim de ano ampliam vendas

Ainda de acordo com o Instituto, o Natal e o Réveillon representam 9% do volume anual de vendas do setor. Para 2025, a expectativa é de elevação de cerca de 9% nas vendas destinadas às festas de fim de ano, em comparação ao mesmo período de 2024.

O aumento é impulsionado pela procura de produtos para decoração e pela prática de presentear com flores.

Itens mais procurados

O segmento de flores de corte deve registrar maior demanda, com destaque para rosas, astromélias e lírios, utilizados em arranjos e composições temáticas.

Entre as plantas relacionadas ao período natalino, a expectativa é de maior busca por poinsettias (bico-de-papagaio), cyclamens, antúrios e kalanchoes, especialmente nas cores tradicionais das celebrações.

No grupo de plantas verdes, tuias holandesa e stricta figuram entre as mais comercializadas, por serem adotadas como alternativa às árvores de Natal. As suculentas seguem com boa aceitação, como as sanseviérias trançadas em formato de cone, usadas em composições decorativas com iluminação.

O post Setor de floricultura prevê crescimento de até 8% em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz que ligará novamente para Trump se negociações sobre tarifas não…


Logotipo Reuters

 

Por Katy Daigle e Lisandra Paraguassu

BELÉM (Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que ligará novamente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se as negociações entre os dois países não avançarem até o final da COP30, a conferência climática das Nações Unidas que o Brasil está sediando este mês.

Lula e Trump se reuniram na Malásia em outubro com o objetivo de superar as tensões entre Brasil e Estados Unidos depois que Trump aumentou as tarifas sobre as importações norte-americanas da maioria dos produtos brasileiros de 10% para 50% em agosto.

“Eu saí da reunião com o presidente Trump certo de que a gente vai estabelecer um acordo”, disse Lula a repórteres em Belém. “Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a negociar logo.”

Lula disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão prontos para uma nova rodada de negociações e podem viajar aos EUA, se necessário.

“Quando terminar a COP, se não tiver marcada a reunião entre os meus negociadores e os dele, eu vou ligar para Trump outra vez”, acrescentou.

(Reportagem de Katy Daigle e Lisandra Paraguassu)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES PF

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

News

Planta rara recém-descoberta enfrenta alto risco de extinção


bromélia
Foto: Bruno Rezende/JBRJ

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro descobriu uma espécie de bromélia rara em sua área, que recebeu o nome de Wittmackia aurantiolilacina em função das cores laranja e lilás de suas inflorescências.

A espécie foi descrita pelo pesquisador, Bruno Rezende, em artigo publicado no dia 19 de novembro deste ano, no periódico Phytotaxa, considerado a maior revista científica do mundo na área de taxonomia botânica.

A espécie é endêmica da Mata Atlântica e foi coletada no Parque Nacional do Alto Cariri, na Bahia, próximo à divisa com Minas Gerais.

A coleta foi feita em agosto de 2023 por uma equipe do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, durante expedição do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Árvores Ameaçadas de Extinção do Sul da Bahia (PAN Hileia Baiana), no âmbito do Projeto GEF Pró-Espécies: todos contra a extinção.

“Foi coletada em agosto de 2023, mas estava sem flor. É o que a gente chama de estéril. Era uma bromélia que não levantava nenhuma suspeita sobre ser algo tão diferenciado”, explicou Rezende.

Floração

A floração da bromélia ocorreu em julho de 2024, no Jardim Botânico, e levou o pesquisador a suspeitar que se tratava de uma espécie nova. “Porque a inflorescência tem uma combinação de cores muito inusitada, laranja com lilás, que não é algo que eu tenha visto em bromélias em 30 anos”, disse Rezende.

Ele contactou um especialista no gênero, com o qual desenvolveu um estudo mais detalhado sobre a planta e juntos publicaram artigo na revista internacional.

Embora a inflorescência nas cores laranja e lilás tenha chamado a atenção dos pesquisadores, Bruno Rezende disse que o que define a espécie nova é um conjunto de características que tem a ver com o formato de sépalas e pétalas, o tamanho que atinge entre essas estruturas e também a coloração, que deu nome à planta.

bromélia
Foto: Bruno Rezende/JBRJ

No Jardim Botânico do Rio só tem um vaso da nova bromélia. Segundo Rezende, dependendo do aporte nutricional, vão se formar dois ou três brotos vegetativos por ano. São brotações laterais.

O pesquisador destacou, porém, que se for feita a polinização das flores, podem ser obtidas sementes. E cada sistema de cada semente é um indivíduo já geneticamente distinto, por ser originário de reprodução sexuada.

Na coleção científica do bromeliário, as bromélias são multiplicadas apenas de forma clonal. “Não temos muito interesse em ter vários vasos da cada exemplar. Porque o nosso espaço é muito limitado”.

Predadores

O pesquisador afirma que ainda que não seria muito indicado plantar esse tipo de bromélia nas árvores, porque ela é da Mata Atlântica do sul da Bahia e poderia se espalhar pela Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro.

Além disso, no arboreto do Jardim Botânico tem muito macaco-prego. “Eles, infelizmente, desenvolveram um gosto macabro por bromélias. Eles comem aquele palmito lá do interior das folhas e matam a bromélia. É o que eles gostam. No bromeliário, a gente ainda consegue ter mais controle, porque tem um gradil, tem seguranças e jardineiros.”

Recentemente, Bruno recebeu várias bromélias da Chapada Diamantina e outras da Serra do Ouro de Goiás. Para ele, o esforço de coleta na natureza é muito importante para conhecer a flora nativa.

A nova espécie de bromélia descoberta já foi classificada como “criticamente ameaçada de extinção” porque, apesar de ser um parque nacional, é uma área muito grande e sujeita a muitos impactos.

“É difícil fiscalizar uma área tão extensa. Tem muito fogo, muito desmatamento, tem muita lavoura de cacau e de café, além das mudanças climáticas que, nas próximas décadas, provavelmente vão alterar muito significativamente toda a Mata Atlântica.”

O post Planta rara recém-descoberta enfrenta alto risco de extinção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link