sexta-feira, março 20, 2026

Autor: Redação

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Calagem no início do período chuvoso é segura, afirma especialista



A dúvida do pecuarista Antonio Carlos Zuntini, do Norte de Mato Grosso, sobre a segurança de realizar a calagem no início do período chuvoso é pertinente.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, o produtor está totalmente em tempo de fazer a calagem na área de pastagem, mesmo com as chuvas já consolidadas na região.

A calagem é crucial para a saúde do pasto, pois o ideal é que o solo mantenha um pH entre 6,0 e 6,5, faixa onde a maioria dos nutrientes tem a sua absorção maximizada. A calagem neutraliza o alumínio e o hidrogênio em excesso, corrigindo a acidez do solo e melhorando o sistema radicular da planta.

Confira:

Importância da análise de solo

A decisão de fazer a calagem é sempre pautada pela análise de solo. Se o pH estiver abaixo de 6,0, a correção é recomendada. Embora a aplicação em superfície seja viável agora, Gracco ressalta que o método ideal é a calagem na reforma. Quando o produtor “reseta o solo”, é recomendado incorporar o calcário (até dobrar a dosagem) para levá-lo a 20-40 cm de profundidade, potencializando o resultado.

O principal benefício da calagem é a disponibilização de nutrientes que estavam indisponíveis para a planta devido à acidez do solo. Portanto, a ação agora garantirá que a pastagem da fazenda do produtor use o período de maior luz e calor de forma mais eficiente.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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por que a LDO 2026 se tornou decisiva para o PSR


O Brasil vive um ponto crítico na consolidação de uma política moderna de gestão de riscos agropecuários. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), principal instrumento para estabilização de renda e mitigação de perdas climáticas, nunca dispôs de proteção orçamentária estrutural. Desde sua criação, tem sido classificado como despesa discricionária, sujeito a contingenciamentos e à disputa constante por espaço fiscal no orçamento do Ministério da Agricultura, uma lógica incompatível com a necessidade de planejamento plurianual que caracteriza o seguro rural.

Essa condição impede o estabelecimento de uma política anticíclica robusta e perpetua o modelo reativo baseado em renegociações de dívidas, liberação de linhas emergenciais e outras medidas de caráter paliativo. Trata-se de um arranjo fiscalmente oneroso, ineficiente e incapaz de reduzir a volatilidade estrutural enfrentada pelo setor.

O impacto dessa instabilidade é evidente. Em 2021, o PSR permitiu a cobertura de 14 milhões de hectares. Com a retomada dos contingenciamentos a partir de 2023, a área segurada despencou para 2,5 milhões de hectares em 2025 — retração superior a 80% em período marcado pelo aumento da frequência e severidade de eventos climáticos extremos.

Esse recuo desloca novamente para o Estado — e, portanto, para a sociedade — o custo de parte das perdas, sem resolver os impactos recentes, por exemplo, no Rio Grande do Sul, onde produtores enfrentam erosão patrimonial, queda de capacidade produtiva e desestruturação socioeconômica. A recorrência desses episódios evidencia o limite das renegociações de dívidas como ferramenta de política agrícola.

O ideal seria a transformação do PSR em politica de Estado, classificando-o como despesa obrigatória, a exemplo do Proagro. No entanto, essa evolução institucional ainda não foi adotada pelo governo.

Diante disso, a LDO 2026 apresenta avanço relevante ao propor a inclusão do PSR no Anexo III, tornando-o não contingenciável. A medida amplia previsibilidade e cria condições para expansão contínua do seguro rural.

O processo, entretanto, depende de decisão política: mesmo aprovado, o texto pode sofrer veto presidencial. Para restaurá-lo, o Congresso precisa reunir 257 votos na Câmara e 41 no Senado, configurando maioria absoluta em sessão conjunta.

A definição da LDO 2026 indicará se o país avançará para uma política agrícola baseada em gestão de riscos ou se seguirá dependente do improviso. Um PSR estável e blindado é condição técnica para um futuro mais resiliente e sustentável no campo.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed


No morning call de desta quinta-feira (4), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed e derrubaram o dólar global. Commodities subiram, com destaque para cobre e petróleo, e bolsas americanas avançaram.

No Brasil, o Ibovespa renovou recorde acima de 161 mil pontos e o dólar fechou no menor nível desde novembro. Hoje, atenção ao PIB do 3º trimestre, balança comercial e indicadores externos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Fenômeno climático leva temporais para três regiões do país



A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) tende a provocar temporais em estados de três regiões brasileiras nesta quinta-feira (4). Confira a previsão:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Tempo firme e com predomínio de sol no Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no Paraná. Somente no litoral catarinense e paranaense, além do litoral norte gaúcho, pode chover fraco, devido a circulação de umidade do oceano. As temperaturas vão seguir elevadas no interior dos três estados, principalmente no norte e noroeste paranaense, onde o calor é mais intenso.

Sudeste

A formação e o estabelecimento de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mantém o tempo instável em grande parte da região, favorecendo pancadas de chuva moderadas a fortes na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com risco de temporais. No norte, litoral e leste de São Paulo, além do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e metade sul de Minas, a presença de calor e umidade na atmosfera, além da influência marítima, mantém as instabilidades. Rajadas de vento moderadas a fortes podem ocorrer em toda a faixa costeira.

Centro-Oeste

A formação e o estabelecimento da ZCAS favorecem pancadas de chuva no centro-norte de Goiás, no Distrito Federal e em grande parte de Mato Grosso, com precipitações de moderada a forte intensidade e risco de temporais em algumas áreas. A presença de calor e umidade favorece instabilidades no norte de Mato Grosso do Sul, enquanto no restante do estado o tempo segue mais firme. As temperaturas têm ligeira diminuição em Goiás, devido ao excesso de nebulosidade e à chuva mais frequente, enquanto nas demais áreas da região o calor segue predominando.

Nordeste

A chuva ganha força em parte da Bahia, devido ao estabelecimento da ZCAS, e pode chover forte na metade sul e oeste do estado. Na metade sul do Piauí e do Maranhão, ocorrem pancadas isoladas, mas que podem variar de moderadas a fortes devido à presença de calor e umidade. Nas demais áreas da região, o sol predomina entre poucas nuvens e o calor se faz presente.

Norte

Com o estabelecimento da ZCAS, o tempo segue instável, com pancadas de chuva em grande parte da região e risco de temporais no Amazonas, na metade sul e leste do Pará, além do Tocantins. No Acre, em Rondônia e em Roraima, as pancadas podem ser fortes, e não se descartam temporais isolados. No Amapá e no nordeste do Pará, o tempo fica mais firme, com predomínio de sol. As temperaturas permanecem altas, com sensação de abafamento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Irrigação estratégica do trigo no Cerrado reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa


Estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que usar a água de forma estratégica na irrigação do trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem perda de produtividade. O ponto de equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental encontrado pela pesquisa melhora o manejo do cereal em regiões tropicais em um cenário de mudanças climáticas.

Pense no solo como uma esponja gigante que guarda água para as plantas. Os cientistas descobriram que o momento perfeito para irrigar o trigo é quando essa esponja já usou 40% da água que tinha guardada.

Os pesquisadores testaram quatro estratégias de controle da irrigação, equivalentes a deixar o solo esgotar 20%, 40%, 60% e 80% da água disponível antes de irrigar novamente. O objetivo era encontrar o ponto de equilíbrio entre produtividade da lavoura, economia de água e impacto ambiental.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no artigo Sustainable irrigation management of winter wheat and effects on soil gas emissions (N2O and CH4) and enzymatic activity in the Brazilian savannah, publicado na revista Sustainability MDPI.

Após dois anos de experimentos, a equipe da Embrapa Cerrados concluiu que o momento ideal para irrigação do trigo ocorre quando as plantas utilizaram 40% da reserva da água do solo. “Esse é o ponto ideal, com resultado favorável entre produtividade e intensidade de emissão de gases de efeito estufa, alcançando o melhor índice de Potencial de Aquecimento Global”, revela a pesquisadora Alexsandra Oliveira, uma das responsáveis pelo estudo. Esse potencial se refere às emissões de óxido nitroso (N2O) e metano (CH4).

Com a reposição da água após o uso de 40% da capacidade da água disponível (CAD) do solo, o trigo alcançou a maior produtividade – 6,8 toneladas por hectare, com o menor índice de emissão de óxido nitroso (em média, inferior a 3,0 kg por hectare), gás quase 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2).

Já o pico de emissão de óxido nitroso foi atingido quando a reposição de água foi feita após o uso de 60% da CAD (5,69 toneladas por hectare), resultando no maior Potencial de Aquecimento Global (PAG) —1.185,8 quilos de CO2 equivalente, (ver tabela abaixo). Em comparação, o tratamento de 40% emitiu quase metade GEEs (-41,3%), ao mesmo tempo em que registrou quase 20% a mais de produtividade.

“O que comprovamos com esse estudo é que um simples ajuste no momento da irrigação pode alterar radicalmente a emissão de gases de efeito estufa e seus efeitos sobre as mudanças climáticas”, justifica Oliveira.

A pesquisadora completa: “Quando o solo era irrigado tardiamente, com o esgotamento de 60% ou 80% da água do solo, as emissões aumentaram consideravelmente. No geral, manter uma umidade intermediária no solo, em torno de 40%, proporcionou o melhor equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental. Essa é uma estratégia climaticamente inteligente e eficiente em relação ao uso dos recursos naturais para a produção de trigo irrigado em sistemas tropicais”.

Segundo a pesquisa, os ciclos de reumidificação do solo são promotores de emissões de gases de efeito estufa. Ou seja, deixar o solo secar demais e depois irrigá-lo, causando grandes alterações em sua umidade, estimula a ação de microrganismos produtores desses gases.

Para entender o experimento, imagine que o solo é como uma caixa d’água subterrânea. Quando os cientistas falam em “depleção de 60%”, significa que essa caixa foi esvaziada em 60%. Irrigar demais desperdiça água; irrigar de menos causa estresse nas plantas. Portanto, o segredo está em saber a hora certa de reabastecer.

“Quando a caixa d’água do solo fica muito vazia, as plantas sofrem. Quando enchemos demais, perdemos água e aumentamos as emissões de gases”, explica Jorge Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados e participante do estudo. Isso porque o reabastecimento intermitente estimula reações microbianas no solo, que geram especialmente óxido nitroso.

Os dados consolidados mostraram que é possível produzir a mesma quantidade de alimento com maior eficiência, considerando-se a relação emissão/produto. “Não se trata apenas de irrigar mais ou menos — e sim de irrigar com precisão. Esses achados mostram que é possível produzir trigo no Cerrado com alto rendimento e baixo impacto climático. Basta respeitar o limite do solo e saber o momento certo de irrigar. A agricultura tropical precisa trabalhar com precisão hídrica para ser produtiva e sustentável”, resume o pesquisador Jorge Antonini.

Portanto, manter a irrigação com o índice de uso da CAD em 40% é uma estratégia eficiente para os produtores do Cerrado: “Assim a produtividade se mantém alta, com quase 7 toneladas por hectare, e o impacto ambiental é o menor possível”, enfatiza.

Com as informações geradas pelo estudo, os produtores rurais podem aproveitar melhor a água da irrigação sem comprometer a rentabilidade da lavoura e com o mínimo impacto na condição climática do planeta.

Outra constatação importante foi quanto ao comportamento do metano (CH4). “Em vez de liberar esse gás, em condições ideais de irrigação, o solo do Cerrado atuou como um dreno, absorvendo metano da atmosfera, um achado em sistemas agrícolas irrigados”, ressalta Oliveira.

A explicação está nas características do solo tropical: boa drenagem, aeração e ausência de encharcamento. Essas condições favorecem a atuação de microrganismos que consomem metano, transformando um vilão climático em aliado.

O experimento foi realizado entre 2022 e 2024, na área da Embrapa Cerrados, em Planaltina, Distrito Federal. As parcelas foram plantadas em sistema de plantio direto, com sucessão soja-trigo. As cultivares usadas foram as BRS 4782 RR e BRS 264, respectivamente. O trigo plantado no inverno, após a colheita da soja, é uma combinação bastante adotada pelos produtores rurais da região.

“Para monitorar a umidade do solo em tempo real, foram instaladas sondas a 70 centímetros de profundidade, altura onde estão concentradas as raízes do trigo”, explica Artur Müller, também pesquisador e integrante da equipe.

Já para as emissões de gases de efeito estufa, foram usadas câmaras estáticas fechadas. Esse método é aceito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além da produtividade e do óxido nitroso e metano, os cientistas analisaram a atividade enzimática do solo, como indicativo de sua saúde biológica. Os resultados não mostraram variações significativas em relação à atividade das enzimas, o que indica que pode não existir uma relação direta entre elas e o momento da irrigação do trigo em sucessão à soja.

Uma explicação possível, segundo Oliveira, pode ser a ausência de umidade em excesso, já que, no estudo, a irrigação apenas repôs a água até a capacidade de campo, sem excesso. Outro fator pode estar relacionado ao plantio direto, que mantém, na sucessão de cultivos, a palhada na lavoura, reduzindo a perda de umidade do solo.

O trigo irrigado do Cerrado ocupa mais de 30 mil hectares e é uma das apostas na expansão das lavouras para reduzir a dependência brasileira de importações. Esse estudo avaliou de forma inédita o sistema de trigo irrigado em sucessão, cultura estratégica para o Bioma e para uma intensificação agrícola sustentável nos trópicos. Seus resultados mostram que é possível alcançar o equilíbrio entre produtividade da cultura e a mitigação dos gases de efeito estufa, em especial do óxido nitroso.

“O estudo mostrou que a emissão de gases de efeito estufa é reduzida quando ajustamos o momento da irrigação, indicando um sistema de produção otimizado, que equilibra uso racional da água, ótimo rendimento da lavoura e baixo impacto ambiental. Com o nível de depleção de água no solo a 40%, o sistema converteu eficientemente insumos, como água e nitrogênio, em grãos de trigo, apontando para um manejo eficiente da irrigação”, esclarece Oliveira.

A partir desses resultados, a equipe planeja continuar os estudos com outros sistemas agrícolas que incluam milho, soja e café, para avaliar os efeitos de longo prazo da influência da irrigação na emissão de gases de efeito estufa. Com o avanço da mudança climática, os pesquisadores apostam no uso eficiente dos recursos naturais para tornar o País referência em agricultura de baixo carbono, conciliando segurança alimentar e conservação ambiental.

 





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Taxa paga ao Irga será direcionada para socorrer produtores de arroz



A utilização dos recursos da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (Taxa CDO) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para o financiamento, subvenção ou apoio a produtores do Rio Grande do Sul foi aprovada pela Assembleia Legislativa na terça-feira (2).

Assim, o Projeto de Lei 472/2025, enviado pelo governo do estado, altera a Lei 13.697/2011 e permite que os recursos da taxa, atualmente em cerca de R$ 38 milhões, repassada integralmente ao Irga desde 2025, possam ser utilizados para combater os desafios da cadeia orizícola, que tem convivido com estoques elevados, preços em queda e renda comprimida.

Desses quase R$ 40 milhões, o texto determina que cerca de R$ 20 milhões serão encaminhados para bonificações em vendas externas e escoamento, e aproximadamente R$ 18 milhões sejam voltados para o auxílio a produtores atingidos por eventos climáticos adversos.

A Taxa CDO, definida por saca de 50kg de arroz em casca, tendo o custo atual de R$ 0,89 por unidade, é paga pelos produtores de arroz para financiar ações de fomento, pesquisa e defesa da orizicultura do Rio Grande do Sul.

A nova legislação possibilita que alternativas relacionadas à comercialização, exportação e escoamento de excedentes de arroz contem com suporte financeiro, contribuindo para a estabilidade econômica da cadeia produtiva.

O texto também determina que o governo fica autorizado a promover ajustes no Plano Plurianual para abrir créditos adicionais necessários para execução dessas ações.

Segurança jurídica

Para o presidente do Irga, Eduardo Bonotto, a aprovação do projeto de lei por unanimidade – 48 votos – traz maior clareza e segurança jurídica para a utilização dos recursos da Taxa CDO.

“A alteração garante maior transparência e reforça o alinhamento entre as ações do governo e os interesses dos produtores, contribuindo para políticas cada vez mais eficazes para a cadeia produtiva do arroz”, enfatiza.

Segundo ele, a iniciativa também representa um importante passo no fortalecimento da orizicultura gaúcha, no apoio à economia rural e no compromisso com a continuidade das ações que garantam competitividade ao agronegócio, responsável por movimentar em média 40% do PIB do Rio Grande do Sul.

Pressão sobre os produtores

A aprovação ocorre em um cenário de forte pressão econômica sobre os produtores. Os custos de produção da safra 2024/25 chegaram a R$ 95,04 por saca de 50 kg, enquanto o preço médio de mercado registrado em novembro de 2025 foi de R$ 55,42, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Irga).

Essa defasagem impacta diretamente a renda dos produtores e reflete na estimativa de redução de 5,17% da área semeada para a safra 2025/2026.

Nesse contexto, a possibilidade de destinar recursos da Taxa CDO para ações estruturantes e emergenciais é vista pelo setor como fundamental para garantir mais equilíbrio ao mercado, apoiar os produtores e preservar a competitividade da cadeia. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz.

‘Pesquisa não será comprometida’

As atividades do Irga, mantidas com a arrecadação da Taxa CDO, são responsáveis pelo desenvolvimento genético de 65% do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Além disso, 50% da produção do país utilizam cultivares desenvolvidas pelo Instituto.

Em depoimento enviado à reportagem, Bonotto garantiu que os recursos destinados à pesquisa, extensão e pagamento dos colaboradores do Irga estão assegurados porque o orçamento da instituição é aprovado anualmente pelo Conselho Deliberativo, prevendo esses dispêndios.

“A intenção desse PL é para que, obviamente, dentro das condições anuais de recursos que o Irga tenha e que possam ser utilizados respeitando essas atividades essenciais da instituição, se possa dar um retorno através dessa autorização legislativa para ações de fomendo, subsídio, programas e ações no sentido de apoiar a cadeia orizícola, sempre observando que os recursos que hoje mantém o Irga são oriundos da cobrança da Taxa CDO que vem do produtor, de cada saca de 50 kg de arroz, então essa é uma forma de apoiar e fomentar a cadeia orizícola”, afirma.

Com a nova legislação, o uso desses valores passa a incluir também medidas emergenciais de apoio à iniciativas de apoio a comercialização e escoamento com o objetivo de garantir mais segurança e auxílio aos agricultores gaúchos.



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Gado franqueiro, símbolo gaúcho, enfrenta risco de desaparecimento


Símbolo da cultura gaúcha e patrimônio genético do Rio Grande do Sul, o gado franqueiro, fundamental na formação dos Campos de Cima da Serra, hoje resiste em risco, com poucos exemplares ainda presentes em São José dos Ausentes e São Francisco de Paula.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF), Sebastião Fonseca de Oliveira, é um dos criadores raça, em sua propriedade há cerca de 30 animais.

Segundo Oliveira, existe um conhecimento tradicional sobre o gado franqueiro, transmitido por tropeiros e pelos antigos moradores da região, e esse saber, está se perdendo pela ausência de registros sobre a raça.

De acordo com ele, outras raças que chegaram depois substituíram esta criação. “Mas o gado franqueiro tem um valor maior, histórico, e ele é igual aos demais em produção. Com o leite, antigamente, se fazia o queijo serrano e a coalhada, por exemplo”, explica.

Gado franqueiroGado franqueiro
Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Registro

Nesta segunda-feira (1°), Oliveira recebeu do fotógrafo da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Fernando Kluwe Dias, um painel com a foto do gado franqueiro registrada no livro “Queijo Artesanal Serrano: identidade cultural nos Campos de Cima da Serra”.

A entrega ocorreu na Fazenda do Faxinal, em São Francisco de Paula, e contou com a participação da professora e autora do livro sobre o queijo artesanal serrano Saionara Wagner. “Toda a nossa formação, nossa história, nossa cultura, é ligada ao campo, à terra, e a este gado franqueiro”, destaca Oliveira.

Gado FranqueiroGado Franqueiro
Foto: divulgação/Seapi

Lançamento do livro

Na mesma tarde de segunda-feira, ocorreu o lançamento do livro “O gado franqueiro do Rio Grande do Sul: cartografia afetiva”, que registra as memórias, saberes e práticas relacionadas à criação do gado franqueiro gaúcho. A publicação é assinada pela jornalista Alessandra Rech, pelo designer Diego Santos e tem fotografia de Antônio Valiente.



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preço da arroba sobe com expectativa de demanda dos EUA



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com algumas negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de boa demanda no decorrer do mês de dezembro, considerando o auge do consumo interno, somado a expectativa de ótima demanda por parte dos Estados Unidos.

“Essas variáveis são os principais fatores que motivam a elevação dos preços da arroba do boi gordo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida, pois o ano ainda é pautado por grande disponibilidade de animais para o abate”, conta.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 323,42 — ontem: R$ 322,92
  • Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 320,18 — R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00 — R$ 319,32
  • Mato Grosso: R$ 301,49 — R$ 301,15

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços mistos para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações do período.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,00 por quilo, alta de R$ 0,50
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 18,50, queda de R$ 0,50
  • Ponta de agulha: indicado em R$ 18,50 por quilo, baixa de R$ 0,50

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,3141 para venda e a R$ 5,3108 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2988 e a máxima de R$ 5,3238.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados ajustam ritmo com oferta global



A soja registrou recuperação em Chicago


A soja registrou recuperação em Chicago
A soja registrou recuperação em Chicago – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram a terça-feira com variações moderadas, acompanhando ajustes derivados do comportamento recente das cotações internacionais, de acordo com a TF Agroeconômica. No trigo, os preços recuaram em Chicago após a valorização da semana anterior, influenciados pelo baixo volume adquirido pela China nos Estados Unidos e pelo avanço das estimativas de produção na Argentina e na Austrália. 

A revisão da ABARES elevou as previsões australianas para trigo, cevada e canola, enquanto análises privadas projetaram redução da oferta russa até 2026 e ligeiro crescimento na Ucrânia. No mercado brasileiro, os valores físicos apresentaram pequenas quedas no Paraná e no Rio Grande do Sul.

A soja registrou recuperação em Chicago, acompanhando a alta do óleo e reagindo às mínimas da sessão anterior. O mercado segue volátil, pressionado pela necessidade de avaliar dados divulgados no início do mês e pelas incertezas nos equilíbrios globais, em que fatores geopolíticos mantêm relevância. As exportações dos Estados Unidos avançaram, mas ainda dependem da confirmação pelos embarques, enquanto persistem dúvidas sobre o volume efetivo prometido pela China. A consultoria StoneX reduziu a estimativa para a safra brasileira e fontes do setor apontaram possibilidade de estoques globais recordes em 2026.

O milho teve leve alta em Chicago, sustentado pelo ritmo firme das exportações e dos embarques dos EUA, mesmo diante da oferta americana considerada sem precedentes. No Brasil, a Conab informou que o plantio da primeira safra atingiu 65,9% da área estimada, superando a semana anterior e a média recente.

 





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SC libera autorizações excepcionais para plantio de soja fora do calendário oficial



A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Sape) publicou a Portaria Sape nº 66/2025, que regulamenta autorizações excepcionais para o plantio de soja no estado. Válida desde 1º de dezembro, a medida tem como objetivo conciliar produção, pesquisa e inovação com a segurança fitossanitária das lavouras. A Cidasc ficará responsável pela análise e concessão das autorizações, seguindo critérios técnicos definidos na norma.

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Os plantios excepcionais abrangem casos de pesquisa, ensino, produção de sementes, unidades demonstrativas em eventos agropecuários e, em situações especiais, produção de grãos impactada por condições climáticas atípicas. Para pesquisas em ambiente protegido, a autorização é automática. Já para produção comercial de sementes e grãos, os produtores devem respeitar o vazio sanitário e regras do Ministério da Agricultura, incluindo registro no Renasem.

Segundo o secretário Carlos Chiodini, a portaria busca equilibrar a competitividade da soja catarinense com o controle da ferrugem asiática. ”A norma garante regras claras e seguras, permitindo que pesquisa, inovação e produção avancem sem comprometer a sustentabilidade do setor”, afirmou.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, ressalta que o plantio excepcional implica maior responsabilidade do produtor, que deve monitorar e controlar rigorosamente a ferrugem asiática. A medida está prevista no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática (PNCFA) e reforça o compromisso sanitário como condição para as autorizações.

As solicitações devem ser feitas pela plataforma Conecta Cidasc, com justificativa técnica e plano de manejo fitossanitário, com antecedência mínima de 30 dias, exceto em situações emergenciais. O cadastro de produtores deve ser atualizado em até 10 dias após o término da semeadura, e Sape e Cidasc orientam buscar apoio técnico junto a cooperativas e escritórios regionais.



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