sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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Governo aprova ampliação do crédito rural para compra de material genético; entenda


Foto: Reprodução.
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na última semana a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A norma permite o uso do crédito rural para aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados ao melhoramento genético de rebanhos.

A medida também inclui os serviços de inseminação artificial e transferência de embriões para bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos. A resolução altera o Manual de Crédito Rural (MCR) e possibilita que produtores utilizem recursos do RenovAgro para compra de material genético sem limite percentual dentro do valor total do projeto.

Detalhes do financiamento

O limite de financiamento do programa é de até R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento pode chegar a cinco anos, com carência de até 12 meses após a contratação. A norma também atualiza regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo que agricultores familiares tenham acesso ao financiamento para aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados à produção de leite.

As operações seguirão com taxas de juros definidas para o programa. O RenovAgro é voltado ao financiamento de sistemas de produção com menor emissão de gases de efeito estufa. A inclusão do melhoramento genético entre as finalidades financiáveis amplia o acesso a biotecnologias reprodutivas na pecuária.

Impacto na produção

Estudos técnicos indicam que a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) pode reduzir a emissão de carbono por litro de leite e por quilo de peso vivo em sistemas de produção. A resolução faz parte da política do Ministério da Agricultura e Pecuária voltada ao aumento da eficiência produtiva.

O uso de material genético e de biotecnologias reprodutivas permite reduzir a idade ao primeiro parto, aumentar a taxa de desmame e melhorar o desempenho do rebanho.

Para mais informações, acesse o site do Giro do Boi.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Irrigação do arroz no enchimento de grãos


O enchimento de grãos é uma das fases mais exigentes do ciclo do arroz irrigado — e também uma das mais sensíveis a erros de manejo hídrico. Em 2026, com pressão crescente por eficiência no uso da água e maior variabilidade climática nas regiões orizícolas do Brasil, ajustar a lâmina com precisão deixou de ser diferencial e tornou-se requisito técnico básico.

Segundo dados do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz), as plantas se desenvolvem com pleno potencial quando têm acesso contínuo aos fatores essenciais, sem passar por estresse hídrico em fases críticas. No período reprodutivo, essa condição é ainda mais determinante para o resultado final da lavoura.

Dados da SOSBAI (Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado) indicam que a formação e o enchimento dos grãos se estendem por aproximadamente 30 a 40 dias. Durante esse intervalo, a manutenção de um ambiente estável — com lâmina de água adequada — é parte central do manejo para preservar rendimento e qualidade.

A água, nessa fase, cumpre mais de uma função. Além de suprir a demanda fisiológica da planta em seu pico de exigência, protege a lavoura de oscilações ambientais, incluindo episódios de frio, que podem comprometer a formação dos grãos de forma irreversível.

O erro mais comum no manejo hídrico do arroz não é irrigar pouco — é irrigar sem critério. Manter a lâmina além do necessário tem custo operacional direto e pode comprometer a etapa seguinte: a drenagem e a preparação para a colheita.

Dados técnicos do IRGA apontam, como referência, a interrupção da irrigação em torno de 15 dias após o florescimento pleno. Essa janela favorece a drenagem adequada da área e a consolidação do enchimento sem desperdício hídrico. Em abordagens voltadas a sistemas de base ecológica, o instituto também descreve a supressão da irrigação quando a maior parte dos grãos atinge o estado pastoso — o que ocorre aproximadamente duas semanas após o florescimento pleno. O princípio é o mesmo: encerrar a irrigação sem interromper o enchimento.

A decisão sobre o momento certo de suspender a lâmina não é universal. Cultivares diferentes apresentam velocidades de desenvolvimento distintas, e condições climáticas irregulares — como períodos de frio ou calor atípicos — podem antecipar ou atrasar o ritmo esperado.

Talhões desuniformes exigem leitura ainda mais cuidadosa. O erro de timing — seja pela retirada precoce da água, seja pela permanência além do ideal — tem reflexo direto em produtividade e uniformidade de maturação, o que afeta também a eficiência da colheita.

Ajustar a lâmina é uma decisão que não funciona isolada. Segundo dados do IRGA, o arroz precisa estar livre de limitações relevantes para expressar seu máximo potencial produtivo. Isso significa que o manejo hídrico eficiente só entrega resultado pleno quando acompanhado de fertilidade adequada, controle de plantas daninhas e proteção fitossanitária.

A irrigação bem manejada potencializa o sistema. Mal conduzida, pode mascarar problemas ou amplificá-los. No enchimento de grãos, a água não pode faltar nem sobrar. O melhor resultado vem do manejo fino da lâmina, alinhado ao estádio da cultura e ao momento certo de drenagem. Em arroz irrigado, eficiência hídrica é também eficiência produtiva — e a diferença entre uma safra comum e uma safra de alto desempenho muitas vezes está nos detalhes desse ajuste.





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Torta capixaba: o sabor da Semana Santa que conta a história do Espírito Santo


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

Da herança indígena ao agro moderno, a torta capixaba atravessa gerações e mostra como tradição, produção e identidade caminham juntas no campo e na mesa.

No Espírito Santo, a Semana Santa não começa no calendário. Ela começa no cheiro. É quando o aroma do coentro, do azeite e dos frutos do mar invade as cozinhas, os mercados ganham outro ritmo e as panelas de barro voltam ao centro da cena. É ali, nesse movimento coletivo, que a torta capixaba ganha vida — mais uma vez.

E, olhando de perto, dá pra perceber: não é só um prato. É uma construção de séculos.

A base vem dos povos indígenas, que já misturavam peixes e mariscos em preparos comunitários. Com o tempo, chegaram os europeus, trazendo o azeite, os ovos, novas técnicas. E assim nasceu uma receita que carrega história em cada camada.

Na Semana Santa, ela vira protagonista. Não só pela tradição religiosa de evitar carne vermelha, mas pelo que acontece ao redor dela: família reunida, receita sendo passada, conversa na cozinha. A torta capixaba é, antes de tudo, um encontro.

E aqui entra um ponto que pouca gente fora do Espírito Santo imagina: essa tradição também é sustentada pela força do campo.

O agro capixaba está presente em cada pedaço da torta. E em números que impressionam.

Só com a produção anual de tilápia no estado — mais de 6,2 mil toneladas — seria possível preparar mais de 20 milhões de tortas. Quando olhamos para o tomate, esse número dispara: mais de 600 milhões de tortas poderiam ser feitas com a produção capixaba. A cebola daria conta de outras 64 milhões. E o palmito, ingrediente quase indispensável, permitiria mais 31 milhões de receitas.

Não é só tradição. É cadeia produtiva.

São mais de 150 atividades agrícolas diferentes no Espírito Santo, que garantem diversidade, oferta e qualidade dos ingredientes. É o campo abastecendo a cultura. É o produtor fazendo parte, mesmo sem estar na cozinha.

E aí, essa história ganha as ruas.

Na Ilha das Caieiras, em Vitória, a torta capixaba deixa de ser só tradição familiar e vira celebração coletiva. Durante o Festival da Torta Capixaba, o bairro se transforma em um grande palco gastronômico. Barracas, restaurantes, música ao vivo… e um fluxo constante de gente que chega pra provar — e acaba ficando pra sentir.

Ali, cada receita tem assinatura. Cada preparo carrega uma história. E quem passa por lá entende rápido: não é só comida. É identidade.

📍 Serviço — Festival da Torta Capixaba 2026
📅 De 2 a 5 de abril
🕒 Quinta: 10h às 15h | Sexta: 10h às 18h | Sábado: 10h às 20h | Domingo: 10h às 18h
📍 Local: Ilha das Caieiras
🎶 Música ao vivo e programação cultural
🍲 Pratos típicos: torta capixaba, moqueca, bobó de camarão e mais
🚗 Drive Thru (sexta e sábado, 10h às 16h)
💰 Valores: 500g (R$ 100) | 1kg (R$ 200)

E se a ideia for trazer esse sabor pra perto, dá pra começar assim:

🍲 Receita tradicional de torta capixaba

Ingredientes:

  • 500g de palmito cozido
  • 500g de bacalhau desfiado
  • 200g de siri, caranguejo, camarão, ostra e sururu (cada)
  • Alho, cebola, tomate, coentro, cebolinha, azeite, limão e azeitona
  • 6 ovos (claras e gemas separadas)

Modo de preparo:

  • Refogue alho, cebola, azeite e tomate
  • Acrescente o palmito e cozinhe até ganhar consistência
  • Adicione os frutos do mar e o bacalhau já preparados e secos
  • Misture até formar uma massa uniforme
  • Incorpore parte das claras em neve com as gemas
  • Coloque na panela de barro
  • Finalize com o restante das claras em neve
  • Leve ao forno até dourar

No fim, a gente entende: a torta capixaba não nasce só da receita. Ela nasce da terra, do mar e das mãos de quem produz — dentro e fora da cozinha.

E, quando chega à mesa… ela conecta tudo isso.

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Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva


O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.

No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.

Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.

As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.

Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.

Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.

Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.





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Laboratório de solos investe R$ 5 milhões em tecnologia


O Brasil é referência no desenvolvimento de tecnologias altamente sofisticadas de diagnóstico e manejo de solos. Com esse histórico, o IBRA megalab, maior laboratório de análise de solo do Brasil, inicia um movimento estratégico de internacionalização após identificar oportunidades de atuação no mercado norte-americano, que em 2025 chegou a US$ 800 milhões, representando 27,3% do mercado global de análises de solo, de acordo com dados do Industry Research. Para viabilizar sua estratégia de expansão internacional, investiu cerca de R$ 5 milhões em um programa dedicado à transferência tecnológica no diagnóstico de solos.

Segundo o diretor do IBRA megalab, Armando Saretta Parducci, o objetivo é adaptar tecnologias desenvolvidas no ambiente tropical brasileiro para sistemas agrícolas de clima temperado, em um processo conhecido internacionalmente como “tropical soil diagnostics technology undergoing temperate adaptation”. Desse montante, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram destinados ao desenvolvimento e validação científica das metodologias, enquanto R$ 1,5 milhão foi aplicado em iniciativas de promoção institucional, prospecção de parcerias e abertura de mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos.

A iniciativa também inclui projetos-piloto com produtores norte-americanos, voltados à validação de metodologias de diagnóstico baseadas na experiência brasileira, além da participação institucional do laboratório no Congresso Internacional de Agricultura de Precisão (ICPA), organizado pela International Society of Precision Agriculture (ISPA), que pela primeira vez será realizado no Brasil e reunirá especialistas, empresas e centros de pesquisa de diversos países.

Recentemente, durante uma viagem técnica aos Estados Unidos, Parducii confirmou que existe um espaço relevante para a tecnologia brasileira de diagnóstico de solos naquele mercado. “A visita aos Estados Unidos foi muito importante para validar uma percepção que já vínhamos discutindo internamente. Há um interesse crescente em tecnologias mais avançadas de diagnóstico de solo, especialmente aquelas que integram análise laboratorial com agricultura digital, mapas digitais de solo e métricas relacionadas ao carbono”, afirma.

Além disso, o laboratório teve acesso a 150 mil amostras de solo dos EUA para desenvolver uma tecnologia de análise específica para aquele mercado e as principais culturas locais. O movimento de internacionalização do laboratório busca justamente levar essa expertise para outros mercados agrícolas. A estratégia inclui parcerias tecnológicas, intercâmbio científico e possíveis operações voltadas à análise avançada de solos e serviços associados à agricultura de precisão.

Para Parducci, a expansão internacional também representa uma oportunidade de posicionar o Brasil como referência global em ciência aplicada ao solo. “A agricultura brasileira evoluiu muito porque fomos obrigados a entender profundamente nossos solos. Hoje temos tecnologia, conhecimento e profissionais capazes de contribuir com a agricultura em qualquer lugar do mundo”, conclui.

A expectativa é que iniciativas como essa ampliem a presença de tecnologias agrícolas brasileiras no exterior e reforcem o papel do Brasil não apenas como grande produtor de alimentos, mas também como exportador de conhecimento e inovação em ciência do solo.

Experiência

De acordo com Parducci, a experiência brasileira em trabalhar com solos de baixa fertilidade gerou um conhecimento técnico que hoje pode contribuir com novos desafios globais da agricultura, como o aumento de produtividade, a eficiência no uso de fertilizantes e a mensuração de carbono no solo.

A transformação do Cerrado em área fértil é principal exemplo brasileiro, sendo que nas últimas décadas, cerca de 20 milhões de hectares foram incorporados à agricultura comercial, graças a tecnologias de correção e manejo do solo. Nesse contexto, o IBRA megalab tornou-se uma das referências privadas nesse segmento no país, incorporando metodologias modernas de análise química e física de solos, além do desenvolvimento e integração com ferramentas de agricultura de precisão e plataformas digitais de diagnóstico agronômico e operações agrícolas.

Outro ponto destacado é que a agricultura moderna está passando por uma transformação impulsionada por dados. Nesse cenário, laboratórios deixam de ser apenas prestadores de serviço analítico e passam a ocupar um papel central na geração de inteligência agronômica. “No Brasil aprendemos que a produtividade começa no diagnóstico. Quanto melhor entendemos o solo, melhor conseguimos manejar nutrientes, água e carbono. Essa lógica está ganhando relevância globalmente”, ressalta o agrônomo.





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Dólar tem leve alta na abertura com guerra no Oriente Médio no foco


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) – O dólar oscila com leve alta nesta manhã de sexta-feira no Brasil, acompanhando o viés positivo para a moeda norte-americana no exterior, em mais um dia de apreensão com o andamento da guerra no Oriente Médio.

Às 9h08 o dólar à vista subia 0,33%, aos R$5,2750 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — avançava 0,69%, aos R$5,2800.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,70%, aos R$5,2574.

(Por Fabrício de Castro)

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Acordo UE-Mercosul abre nova era para o agro



A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros


A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros
A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros – Foto: Divulgação

A entrada em vigor provisória de um novo acordo comercial a partir de maio marca uma mudança relevante para o agronegócio brasileiro, ampliando não apenas as oportunidades de exportação, mas também a necessidade de adaptação a exigências mais rigorosas do mercado internacional. Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a envolver também a forma como o setor se posiciona.

Durante encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (AMBRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília destacou que o acordo surge em meio à reconfiguração das relações comerciais e ao aumento da exigência do consumidor europeu. Nesse contexto, a apresentação do agro brasileiro tende a ter peso semelhante ao da competitividade produtiva.

A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros, especialmente com investimentos em rastreabilidade e certificações, capazes de melhorar a percepção no mercado europeu. Nos últimos anos, a imagem do setor foi impactada por debates ambientais, e apesar de avanços recentes, ainda há necessidade de uma atuação mais estruturada.

Três pontos passam a orientar essa estratégia: rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade. A comprovação de origem, a transparência na cadeia produtiva e a adoção de práticas alinhadas às exigências ambientais deixam de ser diferenciais e passam a ser condições básicas de acesso.

Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, afirmou.

 





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Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná


A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.

O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.

Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.

Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.

O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.

O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.

Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.

Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.

Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.





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Brasil pode ter chuva e queda de temperatura na Páscoa


O fim de semana de Páscoa deve ser marcado pela atuação de diversos sistemas meteorológicos no Brasil, com previsão de pancadas de chuva nas cinco regiões do país e queda de temperatura no Rio Grande do Sul. As informações são do Meteored.

De acordo com a previsão, já na Sexta-feira Santa o país registra chuva em diversos estados. Um cavado atmosférico associado a um sistema frontal atua sobre o Sudeste do Brasil, favorecendo a formação de pancadas de chuva em áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o Meteored, há risco de volumes expressivos em pontos isolados. “Há risco de chuvas de até 100 mm em alguns municípios pontuais. As tempestades também podem ocasionar rajadas de vento de até 100 km/h. Isso traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).”

Pancadas de chuva também devem ocorrer na região Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Goiás e Mato Grosso. No Nordeste do Brasil, a previsão indica chuva em Maranhão e Piauí, além de precipitações mais fracas em áreas próximas ao litoral. Já na região Norte do Brasil, pancadas de chuva localizadas podem atingir todos os estados.

A tendência é que o cenário de instabilidade se mantenha durante o fim de semana, com registros de chuva em grande parte do território nacional. Ainda assim, alguns estados devem ter predomínio de tempo firme, como Bahia e Mato Grosso do Sul, além de áreas da região Sul.

No sábado (4), uma frente fria deve avançar pela Região Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva moderadas. Inicialmente, o sistema atinge o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No domingo (5), as instabilidades podem alcançar o leste do Paraná.

De acordo com a previsão, os volumes associados a esse sistema podem chegar a cerca de 50 milímetros em algumas áreas. “Essas chuvas ocasionarão acumulados de até 50 mm – suficientes para causar alagamentos e pequenos transtornos, mas que não devem ocasionar grandes problemas para a população.”

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve avançar sobre parte do Rio Grande do Sul, provocando queda de temperatura, principalmente no sudeste do estado. As projeções indicam, porém, que o sistema não deve avançar de forma significativa para outras regiões do país durante o feriado.

O Meteored também aponta a possibilidade de formação de um novo sistema meteorológico no início da próxima semana. “Vale notar que na segunda-feira (6), uma ciclogênese ocorre na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul, impulsionando uma nova frente fria pelo Brasil ao longo da semana que vem. Isso pode fazer com que chuvas mais expressivas e uma queda mais intensa das temperaturas sejam registrados sobre a região Sul a partir da segunda-feira (6).”





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trabalhos científicos impulsionam a evolução da cotonicultura brasileira


A evolução da cotonicultura brasileira — hoje uma das mais tecnificadas e competitivas do mundo — passa, necessariamente, pela produção científica. No centro desse avanço estão os trabalhos desenvolvidos por estudantes, pesquisadores e professores orientadores, que conectam conhecimento acadêmico às demandas reais do campo e contribuem diretamente para decisões mais assertivas, produtivas e sustentáveis.

No Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), essa conexão ganha protagonismo. O evento se consolida como um dos principais espaços de difusão científica do setor, reunindo pesquisas aplicadas que dialogam com os desafios da cadeia produtiva — do manejo à qualidade da fibra, passando por sustentabilidade e inovação tecnológica.

Para quem está no início da trajetória, o impacto da pesquisa é imediato. Giovanna Mattos, estudante premiada na última edição do CBA, destaca o papel transformador da experiência. “Participar do congresso foi extremamente enriquecedor. Ter meu trabalho reconhecido como o melhor da categoria graduação representa um marco importante na minha trajetória acadêmica”, afirma. Segundo ela, a pesquisa científica “é fundamental para a evolução da cotonicultura brasileira, pois gera conhecimento que auxilia na tomada de decisão no campo e contribui diretamente para o aumento da produtividade e conservação dos recursos naturais”.

A jovem também reforça o papel do congresso como porta de entrada para o mercado. “É uma oportunidade única de aprendizado, troca de experiências e crescimento profissional. O contato com profissionais e empresas amplia a visão sobre o setor e fortalece o interesse em seguir na área”, completa.

Do ponto de vista de quem já atua na pesquisa, o reconhecimento também representa um estímulo para seguir avançando. Larissa Teodoro, pesquisadora premiada no último CBA, destaca que a ciência é a base para o desenvolvimento sustentável da cultura. “A pesquisa científica deve ser a rota principal para o avanço da cotonicultura no Brasil, pois permite decisões mais assertivas e economicamente viáveis em toda a cadeia produtiva”, explica.

Ela ressalta que, em uma cultura complexa como o algodão, cada decisão impacta diretamente o resultado final. “Uma escolha equivocada pode afetar produtividade, qualidade da fibra e sustentabilidade da produção. Por isso, a ciência se torna indispensável em todas as etapas”, pontua. Para Larissa, a diversidade de temas abordados nos trabalhos apresentados no CBA — que vão do aumento de produtividade à sustentabilidade e qualidade industrial — reforça o nível de maturidade tecnológica do setor.

Já na visão do professor orientador, o processo científico vai além da geração de conhecimento: é também um instrumento de formação profissional e de conexão com o mercado. Fábio Echer, orientador premiado na última edição do congresso, destaca o papel do CBA nesse ciclo. “A participação no congresso coloca os estudantes em contato com toda a cadeia produtiva, ampliando sua rede de relacionamento e contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma.

Segundo ele, o caráter técnico do evento permite aproximar teoria e prática. “O CBA possibilita aos estudantes estabelecerem uma ligação direta entre a ciência e sua aplicação no campo, o que é fundamental para o processo formativo”, explica. Além disso, Echer destaca que os trabalhos científicos também cumprem uma função estratégica na troca de conhecimento. “É uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que os estudantes apresentam seus resultados, os questionamentos de produtores e técnicos geram novas ideias e hipóteses de pesquisa”.

Essa dinâmica contínua entre pesquisa e prática é o que sustenta o avanço da cotonicultura brasileira. Ao transformar dados em soluções e conhecimento em inovação, os trabalhos científicos apresentados no CBA reforçam o papel da ciência como um dos principais motores de desenvolvimento do setor — conectando gerações, integrando saberes e preparando o campo para os desafios do futuro.





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