terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

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Consultoria aponta avanço nas compras de soja



A soja americana segue mais cara que a brasileira


A soja americana segue mais cara que a brasileira
A soja americana segue mais cara que a brasileira – Foto: Divulgação

A movimentação dos contratos de soja na bolsa de Chicago terminou o dia em alta, sustentada por sinais de maior demanda externa e pela expectativa gerada antes do feriado nos Estados Unidos. O mercado reagiu ao aumento das compras divulgado no fim da sessão anterior, o que deu novo impulso às cotações.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para janeiro subiu 0,60%, fechando em 1131,50 centavos de dólar por bushel. A posição de março avançou 0,53%, para 1140,75 centavos. No mercado de derivados, o farelo para dezembro registrou leve alta de 0,03%, enquanto o óleo para o mesmo mês teve valorização de 1,13%.

A consultoria informou que, de acordo com a Reuters, entre dez e quinze carregamentos de soja foram adquiridos pela China na terça-feira, após conversa entre os presidentes dos Estados Unidos e da China. A reportagem relata que o diálogo teria incentivado a ampliação das compras de produtos agrícolas, o que contribuiu para fortalecer a demanda pela oleaginosa americana.

Com essas operações, as aquisições chinesas teriam atingido cerca de 35% do volume previsto em acordo de 12 milhões de toneladas, acima dos 16% já confirmados pelo departamento oficial de agricultura dos Estados Unidos. A expectativa é de que essas vendas sejam divulgadas na sessão de sexta-feira.

A TF Agroeconômica destaca que a soja americana segue mais cara que a brasileira, o que mantém compradores privados voltados ao produto do Brasil. Assim, o avanço recente das compras permanece concentrado nas estatais chinesas, que garantiram o ritmo de negociações ao longo da semana.

 





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Mais de 270 mil hectares de soja sofrem danos no PR; 80 mil precisarão ser replantados



No estado do Paraná, a safra de soja 2025/2026 enfrenta sérios problemas. Conforme exibido no último programa do Soja Brasil, a expectativa é que cerca de 270 mil hectares das 5,776 milhões cultivadas tenham sido afetados por chuvas de granizo, vendavais, enxurradas e pelo ciclone extratropical que provocou a formação de três tornados.

Dessa área, aproximadamente 80 mil hectares sofreram danos severos e grande parte precisará ser replantada, o que deve aumentar o custo de produção para os produtores atingidos. Os 190 mil hectares restantes devem registrar uma redução no volume de produção em relação ao inicialmente esperado. As regiões mais impactadas no estado são Campo Mourão, Londrina e Maringá, onde os prejuízos já começam a preocupar agricultores e autoridades.

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Bahia

Enquanto isso, no oeste da Bahia, a situação é mais tranquila. O plantio da soja apresenta um bom ritmo em relação à safra anterior, com cerca de 30% da área total já semeada. Segundo a Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia, a projeção é de que a área total alcance 2.218.000 hectares, com uma produção que poderá ultrapassar 9,49 milhões de toneladas e produtividade estimada em 68 sacas por hectare.

No entanto, o clima segue sendo um fator decisivo para o sucesso das lavouras. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento constante das condições meteorológicas, já que eventos extremos como os registrados no Paraná podem comprometer a produção e gerar prejuízos milionários aos produtores.



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Comissão aprova projeto que moderniza Seguro Rural e pode criar fundo de catástrofe



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 2.951/2024, que atualiza o marco legal do Seguro Rural. A proposta busca dar previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio (PSR) e reorganizar a política de gestão de risco no campo. O texto segue agora para turno suplementar na comissão antes de seguir à Câmara.

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) avalia que a medida pode ajudar a frear a perda de cobertura no setor. Segundo a entidade, o projeto cria condições para recuperar a proteção contratada pelos produtores nos últimos anos.

Crise de cobertura no campo

O debate ocorre em um momento de retração do mercado de seguros agrícolas. Dados da CNseg mostram que a área segurada caiu de 16,3% da área plantada em 2021 para 7,5% em 2024. A entidade projeta que o índice pode chegar a 2,3% em 2025 sem mudanças estruturais.

O número de produtores atendidos também diminuiu, passando de 120 mil para 85 mil no período. O capital segurado recuou de R$ 66,4 bilhões para R$ 50,6 bilhões. Para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), autora da proposta, a atividade enfrenta riscos climáticos, sanitários e de mercado que comprometem a renda do agricultor e exigem instrumentos mais sólidos de proteção.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNseg, Esteves Colnago, a aprovação representa “um passo importante para garantir previsibilidade orçamentária e integrar as políticas de crédito e seguro”. Ele afirma que o projeto aproxima o modelo brasileiro de práticas adotadas em países onde o seguro rural “tem funcionamento estável e previsível”.

Principais dispositivos do PL

O texto prevê a transformação do PSR em política de Estado, evitando bloqueios orçamentários anuais. A despesa passa a ser obrigatória, o que, segundo o setor, ajuda no planejamento de produtores, seguradoras e governo.

Outro ponto é a criação de um fundo de catástrofe. O mecanismo funcionará como cobertura adicional para eventos de grande escala, dando suporte em anos de perdas severas. A proposta também permite condições diferenciadas de crédito rural para quem contratar seguro e prioriza a liberação de recursos subvencionados para esses produtores.

O projeto ainda institui uma base nacional de dados do seguro rural, reunindo informações de apólices e operações. A expectativa é que o sistema melhore a precificação, a avaliação de risco e a transparência do mercado.

A matéria segue em análise final na CCJ antes de ser enviada à Câmara dos Deputados.



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Aumento nos preços da carne bovina elevam a procura por peixe



O carrinho de compras do consumidor brasileiro vem sendo reajustado com a crescente alta nos preços das proteínas tradicionais. Esse fator vem ampliando o consumo de pescados no país, como aponta um novo estudo da Scanntech, que indicou crescimento de 8,2% no consumo de peixes de janeiro a setembro deste ano.

O estudo trouxe um levantamento do comportamento de consumo em um período onde as proteínas apresentaram aumento significativo de preços. A carne bovina foi uma das mais impactadas sofrendo alta de 25%, seguida pela suína, com alta de 21,2%. Por outro lado, os peixes apresentaram alta de apenas 2,1% no mesmo período.

A disparidade nos preços foi o principal motivo para o consumidor buscar alternativas mais acessíveis, o que impactou diretamente o volume das vendas. Segundo o estudo, a categoria apresenta maior alteração na Páscoa e na Quarema. Entretanto, foram justamente os meses de janeiro, julho e agosto, aqueles que apresentam variação nos preços, que registaram as maiores altas de consumo no comparativo com 2024.

“Estamos percebendo que, em 2025, o consumidor tem revisto suas escolhas no carrinho de compras para adequar o orçamento. Quando falamos da tradicional ‘mistura’, o movimento é semelhante: a alta nos preços da carne bovina ao longo do ano levou muitos brasileiros a buscar alternativas em outras proteínas, como os pescados, ampliando o consumo de peixes, sobretudo aqueles com melhor custo-benefício. Esse é um cenário que, possivelmente, ainda veremos acontecer devido à oscilação dos preços das proteínas”, comenta Priscila Ariani, Diretora de Marketing da Scanntech

Tilápia lidera o ranking

Dentre as categorias de pescados analisadas, a tilápia desponta como a principal impulsionadora na alta do consumo. A espécie apresentou crescimento expressivo de 32,9% no volume de vendas. O fator que impulsionou diretamente este desenvolvimento foi a queda de 8,4% no preço médio do quilo, tornando a tilápia a opção mais atrativa para substituir as proteínas mais caras.

Outro fator identificado pelo levantamento foram as diferenças nos padrões de consumo entre as regiões brasileiras. A tilápia se manteve como a opção mais consumida em praticamente todas as regiões, com exceção do Norte. Apesar disso, o Norte e o Centro-Oeste foras as regiões que apresentaram maior retração nos preços e consequentemente bons resultados em volume de vendas.

As demais espécies também apresentaram comportamentos distintos entre as regiões. Em lista:

  • Salmão: Na contramão da categoria, o salmão apresentou queda de consumo em todo o Brasil.
  • Merluza: Apresentou crescimento no Interior de São Paulo, Nordeste e região Leste (MG, ES e RJ), áreas onde a espécie já tem participação de vendas superior à de outras regiões.
  • A espécie se destacou com um aumento de 42,5% no consumo em volume no total Brasil, ganhando força nas vendas em praticamente todo o país. A única exceção foi o Centro-Oeste, onde o preço médio mais elevado limitou o avanço do consumo.
  • Sardinha: Mesmo apresentando o menor preço por quilo, a sardinha registrou recuo no volume de vendas em todas as regiões, com exceção de São Paulo, Nordeste e Centro-Oeste.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Ministro Fávaro destaca o papel fundamental dos adidos agrícolas para o avanço das exportações brasileiras


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta quarta-feira (26), da abertura oficial do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília-DF.

O evento tem como tema principal “Parcerias que vão Além” e reúne 54 adidos agrícolas, sendo 40 em missão e 14 recém-designados, além das equipes dos escritórios da ApexBrasil em Bogotá, Miami, Bruxelas, Moscou, Dubai, Lisboa e Pequim.

Na ocasião, o ministro Carlos Fávaro evidenciou a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reconstruir a credibilidade internacional do Brasil. “Parece que alguma coisa falava para ele: em algum momento vai acontecer uma mudança e a geopolítica e as relações comerciais serão muito afetadas, e o Brasil precisa estar preparado. Ele foi lá, começou a escalar o time, escolheu o Jorge para estar na Apex, nos escolheu para estar no Mapa, escolheu o time do MRE, escolheu o vice-presidente no MDIC. Essas escolhas foram determinantes para reposicionar o país no cenário global”, disse.

Destacou o papel fundamental das adidâncias agrícolas para o crescimento do comércio brasileiro no exterior e a importância do trabalho conjunto entre governo, adidos e setor produtivo. “É um momento muito especial. Todos nós fazemos parte da história que está acontecendo no mundo. Os adidos agrícolas contribuem abrindo muitas portas. Cada abertura e ampliação de mercados é mais emprego, mais desenvolvimento e mais oportunidade”, afirmou Fávaro.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, reforçou a importância estratégica do encontro e das parcerias institucionais. “Este é um momento de celebração das conquistas que alcançamos até aqui. Dos 491 mercados que abrimos pelo mundo e das mais de 200 ampliações, boa parte só foi possível graças ao trabalho dos adidos agrícolas, ao apoio das embaixadas e à promoção comercial conduzida pela ApexBrasil. Mas também é um momento de planejamento. O cenário internacional muda a cada segundo e precisamos estar preparados, com diretrizes claras, para avançar ainda mais em 2026”, destacou.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou os resultados expressivos alcançados pelo Brasil até outubro deste ano, demonstrando o fortalecimento da presença internacional do país. “Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil já alcançaram 74 bilhões de dólares este ano, um número que não víamos há mais de uma década. Esses resultados são fruto do trabalho de todos nós, da credibilidade que o país voltou a conquistar e do empenho das nossas equipes no Brasil e no exterior”, afirmou.

Ao falar sobre os avanços recentes, o ministro Carlos Fávaro salientou o impacto econômico das aberturas de mercado e das negociações sanitárias conduzidas pelas equipes do Mapa e pelos adidos agrícolas. “A consequência do nosso trabalho tem efeitos para toda a sociedade brasileira. Eu acredito no trabalho, na perseverança e na dedicação, e é isso que faz as coisas acontecerem”, disse.

Na oportunidade, as autoridades ressaltaram o impacto da estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores. Já são US$ 3 bilhões em novos negócios, e mais US$ 33 bilhões previstos.

Integraram também a mesa de abertura a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, e o embaixador especial da FAO para o Cooperativismo e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Realizado pelo Mapa e pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Encontro está sendo realizado desde o dia 24 de novembro e vai até 2 de dezembro.

O objetivo é estreitar relações entre instituições governamentais, adidos agrícolas, equipes técnicas e setores produtivos do agro, contribuindo para o aumento das exportações brasileiras e o acesso aos mercados internacionais de forma mais eficiente.

A programação conta com reuniões individuais entre entidades do setor privado, adidos agrícolas e representantes dos escritórios da ApexBrasil a respeito de temas como abertura e melhoria de acesso a mercados, parcerias estratégicas e promoção comercial. Além disso, será realizada uma visita de campo ao Complexo Industrial no Paraná.

 





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Frente fria associada a ciclone deve atingir parte do Brasil; saiba a previsão para os próximos dias



A semeadura da safra de soja 2025/2026 segue em ritmos diferentes pelo país e principalmente no Matopiba. Tocantins já ultrapassa 70% da área plantada e a Bahia superou a metade do total previsto. Em contraste, Maranhão e Piauí apresentam atrasos significativos, com destaque para o Maranhão, que registra cerca de 21% de lentidão no avanço das operações. No cenário nacional, o atraso médio em relação ao mesmo período do ano passado é de aproximadamente 5%.

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De acordo com o meteorologista Arthur Müller, a irregularidade das chuvas tem sido o fator determinante para o atraso generalizado no Matopiba. Embora tenha ocorrido uma recuperação da umidade do solo em áreas produtoras, ainda há regiões que precisam de volumes mais consistentes, especialmente o centro-norte do Maranhão, incluindo Balsas.

Nos próximos dias, a chegada de uma frente fria associada a um ciclone deve levar chuva para a região, permitindo o avanço no ritmo de plantio. Porém, há previsão de temporais nesta quinta-feira (27), especialmente no oeste da Bahia, sul do Tocantins e sul do Piauí.

O que esperar do tempo?

Para os próximos cinco dias, a expectativa é de chuvas entre 30 e 50 mm no sul e oeste da Bahia, Tocantins e centro-sul do Maranhão. No Piauí, a condição permanece um pouco mais seca no primeiro momento, mas a tendência é de melhora entre 7 e 11 de dezembro, quando a chuva deve ultrapassar 50 mm.

Firmeza no país

Nas demais regiões do país, o centro-sul deve manter tempo firme, com mudança prevista apenas no fim de semana na Região Sul. Já no Sudeste, Centro-Oeste e Rondônia, a chuva avança com volumes mais elevados, contribuindo para a reposição da umidade do solo.

As temperaturas seguem elevadas em grande parte do Brasil. O sul de Mato Grosso e o oeste de Mato Grosso do Sul podem registrar máximas próximas dos 40 °C nos próximos dias. Em Corumbá, a previsão indica 38 °C na quinta-feira, 33 °C na sexta e 35 °C no sábado, com o calor persistindo até o início da próxima semana.



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Por que o Congresso deve Derrubar os vetos à Lei Ambiental?


O Congresso Nacional se reúne nesta quinta-feira (27) em sessão conjunta para analisar os vetos presidenciais à nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental. É um momento decisivo não apenas para a política, mas para o futuro econômico do país. Em meio ao ambiente tenso entre Executivo e Legislativo, marcado por disputas por espaço e influência, cresce a expectativa de que os principais vetos sejam derrubados. E, neste caso, a política finalmente estará a favor do Brasil.

Licenciamento não pode ser sinônimo de travamento

O que está em jogo não é flexibilizar a proteção ambiental. Não é abrir brecha para desmatamento. É afastar da legislação os entraves que transformaram o licenciamento em um labirinto burocrático, incapaz de dialogar com a realidade de um país continental que precisa crescer, investir e gerar empregos.

O Brasil não pode continuar levando 7 a 10 anos para licenciar obras básicas de infraestrutura, como estradas, pontes, linhas de transmissão, portos, ferrovias, barragens e saneamento. Esse atraso, somado a conflitos de competência e normas sobrepostas, custa bilhões em investimentos represados e compromete o desenvolvimento de estados inteiros.

Derrubar os vetos significa dar racionalidade ao processo, trazendo prazos, clareza, previsibilidade e responsabilidade, sem enfraquecer a fiscalização.

Crescimento sustentável exige eficiência, não paralisia

A discussão foi capturada por uma narrativa equivocada: a de que qualquer ajuste na legislação enfraquece o meio ambiente. Isso simplesmente não é verdade. O que protege a natureza é o planejamento bem feito, a tecnologia, o monitoramento e o cumprimento das regras. não a papelada infinita, não a duplicidade de exigências, não o caos regulatório.

Países líderes em preservação e infraestrutura, como Canadá, Austrália e Noruega, não têm licenças eternas. Têm regras claras. É isso que atrai capital e assegura proteção ambiental de verdade.

O Brasil precisa do mesmo. Sem isso, perde competitividade, perde tempo e perde oportunidades.

Em meio à crise política, uma chance de acerto

A tensão entre Executivo e Congresso escancarou uma disputa por protagonismo. Mas, pela primeira vez em semanas, há uma agenda que pode unir interesses: destravar o país.

A derrubada dos vetos seria um sinal de maturidade política, uma mensagem de que, apesar da polarização, há consenso quando o tema é desenvolvimento nacional.

O Brasil quer crescer, investir, produzir energia limpa, construir logística moderna e gerar empregos, sem abrir mão da proteção ambiental, mas sem aceitar que a burocracia se transforme em atraso permanente.

O país precisa avançar. Precisa de infraestrutura, de competitividade, de regras estáveis. A derrubada dos vetos não é um risco, é uma necessidade. É a diferença entre um Brasil moderno e um Brasil emperrado.

Hoje, o Congresso tem a oportunidade de escolher qual desses dois caminhos o país seguirá. Derrubar os vetos é escolher o desenvolvimento com responsabilidade. É escolher um Brasil que funciona.

E já passou da hora.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Moagem de cana-de-açúcar deve crescer 3,6% na próxima safra, diz consultoria



A safra 2026/27 do Centro-Sul deve registrar avanço na oferta de cana, segundo a StoneX, que projetou moagem de 620,5 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao ciclo anterior. A consultoria aponta melhora no TCH, que deve atingir 77,5 toneladas por hectare, e estabilidade da área colhida acima de 8 milhões de hectares, com recuperação das regiões afetadas por queimadas em 2024.

A maior disponibilidade de matéria-prima deve impulsionar também a produção de açúcar, estimada em 41,5 milhões de toneladas em 2026/27, um crescimento de 3,3%. Será o segundo maior volume da série histórica, apesar da leve redução no mix açucareiro, de 51,3% para 50,6%.

No etanol, a StoneX projeta produção total de 36,1 bilhões de litros na próxima safra, avanço de 9,3% sobre 2025/26. O ciclo será marcado pela continuidade da expansão do etanol de milho, mesmo com ajustes no mix entre hidratado e anidro. “São 4 novas usinas de etanol de milho que devem iniciar as operações no ciclo, incrementando uma capacidade instalada de pouco mais de 2,8 bilhões de litros até março/27”, afirmou o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges.

Safra 2025/26

Na 6ª revisão da safra 2025/26, a StoneX manteve a projeção de moagem em 598,8 milhões de toneladas, queda de 3,7% frente a 2024/25. O ATR médio deve fechar em 137,3 kg/t, recuo de 2,7%, enquanto o ATR total deve atingir 82,1 milhões de toneladas.

A produção de açúcar permanece praticamente estável, passando de 40,1 milhões para 40,2 milhões de toneladas (+0,2%), sustentada pelo mix açucareiro ligeiramente maior, de 51,3%. Já o etanol deve somar 33,1 bilhões de litros, queda de 5,4% ante o ciclo anterior, refletindo redução no etanol de cana e estabilidade no etanol de milho, que deve atingir 11,3 bilhões de litros.

Norte-Nordeste

No Norte-Nordeste, a StoneX projeta moagem de 57,3 milhões de toneladas para a safra 2025/26 (setembro de 2025 a agosto de 2026), ligeira queda de 0,5% em relação ao ciclo anterior. O ATR médio deve recuar de 134,2 kg/t para 131,2 kg/t (-2,3%), enquanto o ATR total deve somar 7,5 milhões de toneladas (-2,8%).

A produção de açúcar na região deverá atingir 3,2 milhões de toneladas, redução de 2,5% sobre 2024/25. O mix alcooleiro sobe de 49,3% para 50,7%. A produção de etanol deve avançar 28%, para 3,1 bilhões de litros, puxada pelo crescimento da produção de etanol de milho.



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Área irrigada na Argentina cresce 63 mil hectares em dois anos



A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou nesta quarta-feira (26) que a superfície irrigada no país aumentou em 63.400 hectares nos últimos 24 meses. Segundo análise da Direção Nacional de Agricultura, o crescimento foi acompanhado por um investimento total de US$ 185 milhões.

O relatório detalha que o avanço foi impulsionado pela venda de mais de 600 equipamentos de irrigação por pivô central, totalizando US$ 147 milhões e uma expansão estimada de 55.000 hectares. Adicionalmente, foram incorporados mais de 8.400 hectares sob sistemas de gotejamento, com aportes superiores a US$ 38 milhões.

A pasta destacou o papel do investimento privado na estabilização do rendimento das culturas e na garantia da produção forrageira. Para estimular o setor, o governo tem realizado capacitações técnicas, como a recente jornada sobre produção leiteira na Estação Experimental do INTA Manfredi, em Córdoba.



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Ministro Fávaro destaca modernização do Inmet na comemoração dos 116 anos do instituto


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta quarta-feira (26), da cerimônia em alusão aos 116 anos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento ocorreu na sede do instituto, em Brasília (DF).

Criado pelo Decreto nº 7.672, de 18 de novembro de 1909, o Inmet nasceu como Diretoria de Meteorologia e Astronomia, vinculada ao então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, com a missão de ampliar a qualidade da produção nacional por meio de informações meteorológicas. O nome atual foi instituído em novembro de 1992, pela Lei nº 8.490.

Responsável por representar o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM), o Inmet coordena a rede de observação que integra o Sistema de Vigilância Meteorológica Mundial. Sua atuação envolve a emissão diária de previsões, avisos de tempo severo, boletins agroclimatológicos e a disponibilização de dados em tempo real. As informações fornecidas pelo instituto apoiam ações preventivas de órgãos públicos e setores produtivos, contribuindo para reduzir riscos, mitigar desastres e proteger vidas e recursos.

Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou o processo de modernização e fortalecimento institucional. “O Inmet é um órgão de 116 anos que ficou quase duas décadas sem concurso e com estações defasadas. Modernizar não é simples, mas a equipe confiou no processo. Hoje vemos um instituto que recupera sua autoestima e volta a ser motivo de orgulho”, disse.

“Sempre pergunto: como era o seu celular há dez anos? Ele é o mesmo hoje? Não. Então como aceitar que as nossas estações meteorológicas mais modernas também tenham dez anos? Se queremos enfrentar as mudanças climáticas com seriedade, precisamos de tecnologia atualizada, e é isso que estamos fazendo ao modernizar o Inmet”, completou.

“Tenho certeza de que, juntos, trabalhando de mãos dadas, vamos fazer com que o Inmet continue sendo um instituto de excelência e um grande orgulho para todos nós”, destacou o ministro.

Fávaro também comentou sobre a convocação do concurso. “Depois de quase duas décadas sem concurso, já chamamos 80 novos servidores e abriremos mais vagas. Esse reforço de pessoal é fundamental para modernizar o Inmet e garantir que o instituto volte a operar com a capacidade que o Brasil exige”.

O diretor do Inmet, Carlos Jurgielewicz, também ressaltou os avanços recentes. “Depois de 19 anos, conseguimos realizar um novo concurso público para o Inmet, abrindo 80 vagas e já com autorização para ampliar em mais 25% esse número em janeiro de 2026. Esse reforço de pessoal marca uma virada histórica e permite fortalecer a instituição para responder às demandas da meteorologia moderna”.

“Estamos modernizando o Inmet com reformas na sede, novas estações, parcerias estratégicas e a criação de uma sala de situação totalmente atualizada. Esse conjunto de ações vai dar à meteorologia brasileira um novo patamar de impacto e confiança, refletindo o compromisso do ministério e dos servidores com o país”, completou o diretor.

ASSINATURAS Durante o evento, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Inmet e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com foco em modelagem numérica, previsão de tempo, clima, qualidade do ar e uso de informações de satélites. O objetivo é desenvolver, aprimorar e aplicar sistemas e modelos para apoiar ações de monitoramento climático e atmosférico.

Na ocasião, o ministro Fávaro também assinou a Portaria nº 863, que estabelece as normas de relacionamento entre o Inmet e as fundações de apoio.

 





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