quarta-feira, março 25, 2026

Autor: Redação

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Governo tem pressa em terminar de reverter tarifaço, diz secretária de comércio exterior



A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, disse nesta terça-feira (25) que o governo federal tem pressa para reverter as alíquotas máximas cobradas pelo governo norte-americano, que ainda recaem sobre mais de um quinto dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

Após participar de encontro empresarial promovido pela Amcham na capital paulista, a secretária frisou que o governo brasileiro segue empenhado na negociação com os Estados Unidos, após a ordem executiva que, na última quinta-feira (20), eliminou a sobretaxa de 40% sobre mais de 200 produtos, como carne bovina, frutas e café.

“Ainda 22% das exportações brasileiras estão sujeitas ao tarifaço de 40% ou 40% mais 10%. Nosso empenho é exatamente atacar esses produtos que ainda estão sujeitos a tarifas adicionais”, comentou Tatiana Prazeres em entrevista a jornalistas na saída do evento na Amcham.

Ela informou que segue em curso o diálogo com o governo americano em torno desse grupo de produtos, que inclui, sobretudo, exportações da indústria, como máquinas e equipamentos. “Já houve várias reuniões, estamos empenhados exatamente em buscar um entendimento com os Estados Unidos. Temos interesse em resolver essa questão o quanto antes, temos pressa.”

Conforme a secretária, o Brasil está aberto a tratar de qualquer tema econômico nas negociações com a equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo a situação das big techs.

“Nosso objetivo é avançar o quanto antes e fazer com que a situação discriminatória a qual o Brasil está submetido hoje seja eliminada, e que as barreiras na existência do nosso comércio sejam superadas”, assinalou ela.

Brasil Soberano

A secretária de Comércio Exterior reforçou o apelo pela apreciação no Congresso da medida provisória do programa Brasil Soberano, que apoia exportadores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos.

Dentro do pacote de medidas em socorro a exportadores afetados pelo tarifaço, a secretária disse ser também importante a votação do projeto que prevê a devolução de 3% a 6%, a depender do porte, dos resíduos tributários de empresas que exportam aos Estados Unidos.

“A aprovação dessas duas peças é algo, na nossa visão, muito importante para mitigar, em parte, os efeitos do tarifaço”, declarou Prazeres durante a participação em encontro empresarial promovido pela Amcham.

Na segunda-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, disse que o governo pode editar uma nova medida provisória com as mesmas regras do Brasil Soberano caso a MP que está no Congresso perca a vigência em 11 de dezembro.



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Mercado global de bioestimulantes chega a US$ 4,47 bi e sinaliza maturidade



O mercado global de bioestimulantes atingiu US$ 4,47 bilhões, de acordo com o novo Relatório do Mercado Global de Bioestimulantes 2025 da DunhamTrimmer.

O documento será apresentado no Congresso Mundial de Bioestimulantes em Barcelona, na Espanha, de 1 a 4 de dezembro de 2025.

A análise projeta uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9,9% até 2030. Essa é a primeira vez que as projeções de crescimento futuro caíram abaixo dos índices de referência de dois dígitos historicamente associados ao setor mais amplo de biológicos. No entanto, em vez de fraqueza, a consultoria enfatiza que isso reflete a evolução natural de um mercado forte.

O sócio-diretor da DunhamTrimmer, Manel Cervera, afirma que “dois fatores explicam fundamentalmente esse resultado: vários dos maiores mercados estão mostrando sinais precoces de maturidade enquanto, ao mesmo tempo, a massa crítica do mercado aumentou substancialmente. Assim, mesmo quando o crescimento absoluto permanece forte, as taxas de crescimento relativo declinam.”

O relatório ainda revela que os valores absolutos do mercado aumentarão em mais de meio bilhão de dólares anualmente até o final da década, ressaltando a expansão robusta, mesmo que moderada, do segmento.

América Latina lidera

A América Latina consolidou sua posição como o mercado líder tanto em valor quanto em crescimento, com o Brasil contribuindo com metade da receita da região.

Já os Estados Unidos mantêm seu status como o maior mercado individual do mundo, com a DunhamTrimmer citando o impacto significativo dos principais distribuidores norte-americanos que evoluíram para potências de formulação.

A classificação em quarto lugar da Europa pode surpreender os observadores, dado a liderança histórica das empresas europeias no desenvolvimento do mercado internacional.

Embora os mercados mediterrâneos tenham criado importantes líderes da indústria, a consultoria destaca que o crescimento em outras partes da região não atingiu a massa crítica para elevar as trajetórias gerais. No entanto, o crescente interesse na certificação CE poderia revigorar o mercado unificado da UE de 27 países.

A África permanece relativamente pequena no geral, com restrições estruturais, incluindo o desenvolvimento de canais comerciais e a fragmentação do sistema agrícola, limitando a adoção generalizada, embora a DunhamTrimmer antecipe uma emergência acelerada como polo de crescimento no início da próxima década.

Inovação de produtos e tendências

Os aminoácidos reafirmam sua posição de liderança entre as substâncias bioestimulantes, valorizados pela versatilidade nas formulações e forte alinhamento com os princípios de circularidade.

Os extratos de algas também mantêm um posicionamento premium como o segundo maior segmento, enquanto os ácidos húmicos e fúlvicos permanecem relevantes, particularmente à medida que a área irrigada se expande.

Como um potencial divisor de águas para o futuro, a DunhamTrimmer destaca o emergente mercado de Moléculas Bioestimulantes Únicas (SBM, na sigla em inglês), que está trazendo produtos que oferecem maior especificidade e eficácia mais consistente (com menor dependência das condições agronômicas) — potencialmente desbloqueando a adoção em larga escala em culturas anuais e cereais.

Pela primeira vez, o novo Relatório Global de Bioestimulantes subdivide o mercado por uso do produto. Impulsionado pela segmentação alinhada com o Regulamento UE 2019/1009 (Regulamento de Produtos Fertilizantes, ou FPR), a eficiência no uso de nutrientes (NUE) representa a maior categoria de aplicação de bioestimulantes, seguida de perto pela resistência ao estresse abiótico, que está capturando uma participação de mercado crescente em meio aos desafios climáticos em todas as geografias.

Culturas mais representativas

Frutas e hortaliças permanecem como o segmento de cultura primário, representando mais da metade da demanda total, embora as culturas anuais e cereais estejam se expandindo mais rapidamente — posicionadas para se tornarem o próximo grande motor de crescimento.

Apesar do crescimento percentual moderado, a DunhamTrimmer conclui que a resiliência comprovada do setor através de interrupções pandêmicas e pressões inflacionárias, combinada com oportunidades tecnológicas emergentes, reforça fortemente o otimismo sobre o papel dos bioestimulantes em enfrentar os desafios agrícolas enquanto avançam os objetivos de sustentabilidade global.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do feijão apresentam movimentos distintos



Negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual


Foto: Canva

As negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual. Segundo pesquisadores do Cepea, no geral, a fraca liquidez foi parcialmente influenciada pelo feriado dessa quinta-feira, 20, do Dia da Consciência Negra.

Quanto aos preços, os do feijão carioca de notas acima de 9,0 e/ou peneira 12 foram pressionados na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que as colheitas no sudoeste do estado de São Paulo garantiram novas ofertas de lotes de melhor qualidade. Contudo, a maior disponibilidade fez com que os preços cedessem, e vendedores de outras regiões também tiveram de reajustar negativamente os valores pedidos.

Já para o feijão carioca notas de 8 e 8,5, o maior interesse do comprador e a oferta um pouco mais restrita elevaram os preços médios na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea. Quanto ao feijão preto, diante da necessidade financeira e da liberação de armazéns, as cotações foram pressionadas, sobretudo nas regiões do Sul do País. No campo, dados da Conab apontaram que 39,5% da área destinada ao feijão de 1ª safra 2025/26 havia sido cultivada no Brasil até o dia 17 de novembro.





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Como produzir soja em meio à zona de transição? Saiba estratégias para ‘driblar’ clima incerto



No último episódio do Soja Brasil, a equipe esteve em Mato Grosso do Sul para entender os desafios de produzir em uma das áreas mais singulares do país, com clima imprevisível: a zona de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. O time acompanhou de perto como o encontro entre dois biomas impacta o clima e como manter a produtividade em alta exige cada vez mais estratégia, tecnologia e resiliência.

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Quem planta na zona de transição convive diariamente com um cenário de incertezas. Chuva irregular, veranicos prolongados e variação extrema de temperatura fazem parte da rotina. Nessa região, é comum ouvir: “Chove no vizinho, mas na sua propriedade nada.” Ano após ano, safra após safra, o produtor precisa enfrentar a instabilidade climática.

A transição entre biomas cria um ambiente único. No Mato Grosso do Sul, a Mata Atlântica se mistura ao Cerrado, resultando em um clima que tem chuvas concentradas na primavera e no verão, mas que ainda registra precipitações no período seco, cerca de 50 a 60 milímetros, suficientes para elevar a umidade do ar e reduzir riscos de incêndio. Porém, ainda insuficiente para garantir segurança hídrica para uma terceira safra.

Há 35 anos, o produtor Luciano Manfio, de Rio Brilhante, convive com essas condições desafiadoras e busca constantemente novas formas de manejar o solo para garantir produtividade.

“A gente trata muito bem do solo para lidar com o veranico, principal fator da baixa produtividade na nossa região”, explica. “Investimos muito em perfil de solo, calcário, gessagem, integração agrícola com milho safrinha e braquiária. O foco é solo e cobertura para manter estabilidade nos anos de adversidade.

“Hoje, com o melhoramento genético focado em teto produtivo, às vezes se perde rusticidade”, diz Luciano. “Em ambientes mais estáveis, o potencial genético se expressa com facilidade. Aqui, não. Nós precisamos de materiais rústicos, resilientes às altas temperaturas e ao veranico.”

Segundo o produtor, a tecnologia é a grande aliada. Quando chegou à região, há 35 anos, Luciano produzia entre 30 e 40 sacas por hectare. Hoje, mesmo com o clima adverso, a média praticamente dobrou.

“Com a tecnologia disponível, estamos conseguindo minimizar os efeitos climáticos. Hoje ficamos entre 55 e 60 sacas por hectare. O produtor precisou elevar o nível, e a tecnologia ajuda a manter esse novo patamar, garantindo mais segurança diante das adversidades do clima”, conclui o produtor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor de milho segue focado na semeadura




Foto: Pixabay

A retração de vendedores, que seguem focados nas atividades envolvendo a semeadura da safra verão, mantém firmes os preços do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

A demanda está pontual, com negócios ocorrendo conforme a necessidade de recomposição dos estoques. Já no mercado internacional, os preços estão em queda, influenciados por estimativas apontando maior produção mundial entre as temporadas 2024/25 e 2025/26. No entanto, as baixas foram contidas pela forte demanda internacional pelo grão dos Estados Unidos. No front externo, os embarques brasileiros estão mais intensos em novembro – segundo a Secex, a média diária de embarques está 7,6% acima da de novembro/24.

Com isso, em 10 dias úteis de novembro, foram embarcadas 2,67 milhões de toneladas de milho. Caso o atual ritmo seja mantido até o encerramento deste mês, as exportações brasileiras de milho podem somar 5 milhões de toneladas. No campo, a semeadura da safra de verão vem apresentando bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras do País. Segundo a Conab, até 15 de novembro, 52,6% da área da safra de verão havia sido semeada no Brasil, avanço semanal de 4,9 p.p., mas leve atraso de 0,4 p.p. frente à média dos últimos cinco anos.





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Feriado limita vendas de alface no atacado



A venda das alfaces, que já vinha apresentando lentidão na primeira quinzena de novembro, diminuiu ainda mais na Ceagesp na semana passada. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do Cepea, o feriado da Consciência Negra na última quinta-feira (20), e a aproximação do final de mês limitaram a comercialização da alface. Esse cenário, atrelado à oferta elevada, pressionaram os valores pagos pelas folhosas. Ressalta-se que sobras foram registradas. 

Diante da lentidão no carregamento, pesquisadores do Cepea indicam que agentes devem continuar controlando a entrada de mercadoria, enquanto aguardam o mês de dezembro com expectativa de alguma melhora nas vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Dólar se valoriza e dá suporte ao preço interno do trigo



Os preços do trigo ficaram estáveis no Rio Grande do Sul na última semana e avançaram em outros estados. Isso é o que indicam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda que a oferta doméstica esteja maior, a valorização do dólar frente ao Real deu suporte aos preços internos. Pesquisadores do Cepea destacam que, em São Paulo, especificamente, estado caracterizado por ser comprador líquido, os preços subiram de forma mais expressiva.

No campo, a colheita de trigo da safra de 2025 caminha para a reta final. Segundo a Conab, até o dia 15, quase 74% do trigo nacional já havia sido colhido. No mercado de derivados, os valores seguem enfraquecidos, ainda influenciados pelas recentes desvalorizações da matéria-prima e pela menor demanda.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do etanol seguem firmes enquanto açúcar está pressionado



Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguem firmes no estado de São Paulo há mais de um mês. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De 17 a 21 de novembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado em São Paulo fechou a R$ 2,8554/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa alta de 1,13% no comparativo ao período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador fechou a R$ 3,2434/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 1,05% no mesmo comparativo. 

Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte continua vindo sobretudo da postura firme do vendedor em meio à baixa oferta de produto e à proximidade do encerramento da safra 2025/26. 

Ainda que a semana passada tenha se iniciado com menos movimento em São Paulo, em Mato Grosso do Sul, porém, o ritmo foi mais intenso. A chuvas em algumas regiões paulistas limitaram a oferta e deram força aos preços. Já compradores mostram menor interesse, especialmente devido às maiores aquisições fechadas em semanas anteriores.

Mercado do açúcar

Por outro lado, o mercado de açúcar avança lentamente rumo ao encerramento da safra 2025/26, com os preços médios do cristal branco na casa dos R$ 106,00 por saca de 50 kg o Cepea.

Vale lembrar que, nos primeiros meses da atual safra 2025/26, a média nominal do Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa 130-180, estado de São Paulo, foi de R$ 141,36/saca de 50 kg.

Segundo pesquisadores, apesar de a oferta ainda estar elevada no mercado à vista, o que vem causando pressão sobre os valores, a menor qualidade da cana e o redirecionamento crescente para etanol sinalizam restrição de oferta futura de açúcar.

No mercado internacional, a China tem se posicionado como importante comprador de açúcar brasileiro, aproveitando os valores mais baixos. Os contratos futuros do demerara operam nas mínimas em cinco anos na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plantio de soja atinge 25/26 atinge 78% de área no Brasil; ritmo está atrás do ano passado



A semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 78% da área prevista no país, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 9 pontos porcentuais em relação à semana anterior, quando a semeadura estava em 69%.

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O resultado também supera a média dos últimos cinco anos, de 75,8% Apesar disso, o ritmo segue atrás do registrado na safra passada: no mesmo período da temporada 2024/25, 83,3% da área já havia sido semeada, diferença de 5,3 pontos porcentuais.

Plantio de soja no Brasil

Por estado, o plantio de soja apresenta os seguintes índices: São Paulo (100%), Mato Grosso (99,1%), Mato Grosso do Sul (95%), Paraná (92%), Minas Gerais (79,5%), Goiás (74%), Tocantins (72%), Bahia (65%), Santa Catarina (52%), Rio Grande do Sul (47%), Piauí (35%) e Maranhão (19%).



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Recuperação de pastagens e ILPF são peças-chave da pecuária, aponta líder da JBS



A recuperação de áreas degradadas e a expansão de sistemas integrados de produção devem orientar a pecuária brasileira nos próximos anos. A avaliação é de Fábio Dias, líder de Pecuária Sustentável da JBS, durante participação no VEJA Fórum de Agronegócio, em São Paulo.

Nos debates sobre produção sem desmatamento, Dias afirmou que eficiência econômica e sustentabilidade ambiental passaram a ser elementos inseparáveis da gestão no campo. A empresa mantém atuação global e relação direta com milhares de produtores, o que, segundo ele, reforça a necessidade de estabilidade produtiva ao longo do tempo.

Solo como ativo e mudança de mentalidade

Dias destacou que o setor vive uma transição. O foco exclusivo no aumento de volume deu lugar à atenção à degradação e à queda de produtividade em áreas mais antigas de abertura. Esse movimento, segundo ele, impulsiona uma agenda voltada à regeneração e ao cuidado contínuo com o solo, tratado como ativo central da fazenda.

Para o executivo, priorizar práticas regenerativas tornou-se uma exigência de gestão. Manter a área em condições de produção crescente seria, na avaliação dele, determinante para a viabilidade de longo prazo da atividade pecuária.

Potencial dos sistemas integrados

O representante da JBS ressaltou também o diferencial do modelo produtivo brasileiro, capaz de acomodar mais de uma safra na mesma área. Nesse contexto, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) aparece como ferramenta relevante. Além de diversificar a renda, a presença dos animais no sistema melhora a biologia do solo e favorece o acúmulo de carbono.

Dias afirmou que a ILPF amplia a eficiência e contribui para reduzir a idade de abate dos animais, diminuindo a pressão por novas áreas e as emissões entéricas. Para ele, esses elementos consolidam a pecuária de baixo carbono como caminho possível no país.

Expansão de assistência técnica

Para estimular a adoção dessas tecnologias, a JBS estruturou uma rede de apoio técnico, ambiental e gerencial. O trabalho é conduzido pelos Escritórios Verdes, criados em 2021, que oferecem orientação gratuita aos produtores. Desde então, mais de vinte mil pecuaristas foram atendidos e reinseridos na cadeia formal.

Dias avaliou que a combinação entre sistemas integrados, recuperação de pastagens e redução da idade de abate reforça o potencial brasileiro para avançar em produtividade e sustentabilidade. Segundo ele, essas práticas tendem a estabelecer um novo padrão de eficiência no setor.



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