terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

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Cesta básica fica mais cara em 17 capitais em dezembro


supermercados - agencia brasil - capa
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.

A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Carne bovina e batata têm alta

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

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AgroNewsPolítica & Agro

CNA pede avanço nos padrões de feijão e pulses



CNA cobra urgência em padrões



Foto: Canva

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (16), de reunião da Câmara Setorial de Feijão e Pulses do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro tratou da necessidade de avançar na definição de padrões oficiais de qualidade e classificação para essas culturas.

Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, reforçou a urgência do avanço da pauta e destacou que o grupo técnico da entidade, responsável pelo tema, concluiu em 2023 as minutas de regulamentação para gergelim, grão-de-bico, lentilha e feijões, que foram revisadas em 2025.

Segundo ele, a falta desses instrumentos compromete a transparência do mercado, dificulta a padronização comercial e limita a agregação de valor aos produtos.

“Até o momento, a prioridade do Mapa esteve voltada para a elaboração do novo regulamento de fiscalização de produtos de origem vegetal. Com a publicação dessa norma, a CNA avaliou ser fundamental dar sequência ao processo e avançar na instituição dos padrões de classificação para feijão e pulses”, disse.

Como encaminhamento, o colegiado deliberou pela formalização da urgência do tema junto ao Ministério da Agricultura, com a proposta de que as minutas sejam submetidas à consulta pública no primeiro trimestre de 2026.

A etapa é considerada essencial para a modernização do marco regulatório e para o fortalecimento da competitividade das cadeias de feijão e pulses no país.





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Abinbio passa a integrar comitê para impulsionar bioinsumos brasileiros no mundo


lavoura com bandeira do brasil agricultura
Foto: Canal Rural

Empresas filiadas à Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio) passam, agora, a integrar o Comitê Nacional de Exportação de Bioinsumos da ApexBrasil, movimento que visa posicionar o Brasil como protagonista global em tecnologias agrícolas sustentáveis.

A iniciativa estabelece bases institucionais para a ampliação das exportações de bioinsumos no âmbito do “Projeto Brasil Bioinsumos” e tem como foco ampliar as vendas externas de insumos biológicos e tecnologias sustentáveis nacionais.

De acordo com a Abinbio, o projeto está estruturado em quatro objetivos centrais, que exploram a posição singular do Brasil como grande produtor e usuário de bioinsumos em escala comercial:

  • Posicionamento de marca: promoção das capacidades tecnológicas brasileiras, da qualidade técnica e das vantagens competitivas na produção e aplicação de bioinsumos em larga escala, especialmente em sistemas agrícolas tropicais. A proposta associa a agricultura brasileira aos conceitos de sustentabilidade e bioeconomia nos mercados-alvo.
  • Facilitação de acesso a mercados: apoio às empresas do setor na identificação de oportunidades e na superação de barreiras de entrada em mercados estratégicos, como América Latina, União Europeia e Estados Unidos, locais que apresentam diferentes exigências regulatórias e dinâmicas comerciais.
  • Infraestrutura de apoio prático: suporte à participação em feiras internacionais, missões comerciais e rodadas de negócios com investidores estrangeiros, com o objetivo de transformar oportunidades em contratos efetivos de exportação.
  • Alcance de metas de exportação: contribuição direta para as metas de crescimento do setor, consolidando o Brasil como um player global relevante em bioinsumos.

Reconhecimento do potencial exportador

“Este é um marco inovador para a agricultura nacional. Representa o reconhecimento da excelência e do gigantesco potencial exportador do Brasil no segmento de bioinsumos”, afirma o diretor de Relações Internacionais da Abinbio, Mauro Brant Heringer.

A diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, entidade que, ao lado da Apex Brasil, convidou a Abinbio para o projeto, acredita que a indústria brasileira de tecnologia terá a oportunidade de demonstrar sua liderança global, além de consolidar sua imagem como setor exportador.

Vantagens competitivas do Brasil

O setor de bioinsumos brasileiro apresenta diferenciais relevantes no mercado internacional. Empresas nacionais desenvolveram tecnologias de formulação e protocolos de aplicação adaptados a condições tropicais, sistemas produtivos de alta intensidade e às exigências do manejo integrado de pragas.

Outro ponto de destaque é a estrutura de capital do setor: 82,8% das empresas de bioinsumos registradas no país são de controle brasileiro, o que garante capacidade tecnológica própria e recursos para sustentar a expansão das exportações.

De acordo com a consultoria DunhamTrimmer Bio Intelligence, o mercado brasileiro de insumos biológicos já supera US$ 1,5 bilhão e deve ultrapassar US$ 3 bilhões até o fim da década. O Brasil responde por mais de 20% do crescimento global do mercado de biocontrole entre 2021 e 2030.

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Exportações de ovos do Brasil batem recorde e somam 40,9 mil toneladas em 2025


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, alcançaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume, considerado recorde, ficou acima do registrado em 2024, quando os embarques totalizaram 18.469 toneladas, variação de 121,4%.

A receita obtida com as vendas externas somou US$ 97,240 milhões no ano. Em 2024, o faturamento havia sido de US$ 39,282 milhões, crescimento de 147,5% na comparação entre os períodos.

“O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, disse presidente da ABPA, Ricardo Santin, em comunicado.

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram 2.257 toneladas, frente a 2.054 toneladas no mesmo mês de 2024, aumento de 9,9%. A receita no mês chegou a US$ 5.110 milhões, ante US$ 4.317 milhões registrados em dezembro do ano anterior, avanço de 18,4%.

“Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, acrescentou Santin.

Principais destinos das exportações

Ao longo de 2025, os Estados Unidos concentraram o maior volume acumulado, com 19.597 toneladas, crescimento de 826,7% em relação a 2024.

Na sequência aparecem:

  • Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%);
  • Chile, com 4.124 toneladas (-40%);
  • México, com 3.195 toneladas (+495,6%);
  • Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).

“Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, disse Santin.

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Brasil deve seguir como referência no mercado global de algodão em 2026, aponta Cepea


De acordo com a Abapa, a Bahia produziu, aproximadamente, 615 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma) e 1.968 kg/ha na safra 2022/2023
Foto: Jefferson Aleffe/ Marca Comunicação

Mesmo com sinais de demanda internacional mais moderada, o Brasil deve manter posição de destaque no mercado mundial de algodão na temporada 2025/26. A avaliação é do Cepea, que aponta continuidade do protagonismo brasileiro, sustentado pela escala produtiva e pelo peso das exportações.

A produção nacional pode recuar levemente em relação ao recorde recente, mas ainda deve figurar como a segunda maior da história. Nesse cenário, as vendas externas continuam sendo o principal canal de escoamento da oferta, em um contexto de forte inserção do país no comércio global da pluma.

Produção ajustada, com mudanças regionais

No campo, a área cultivada com algodão deve crescer de forma limitada na safra 2025/26. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expansão estimada é de 0,7%, alcançando 2,1 milhões de hectares. O movimento reflete dinâmicas regionais distintas.

Enquanto as regiões Norte e Nordeste projetam avanço de 4% na área plantada, o Centro-Sul deve registrar retração de 0,4%. A redistribuição regional tende a amenizar parte da redução observada nas principais áreas tradicionais de cultivo.

A produtividade média nacional é estimada em 1.885 quilos por hectare, queda de 3,5% frente à temporada anterior. Com isso, a produção de pluma deve somar 3,96 milhões de toneladas, recuo anual de 2,9%, conforme dados oficiais.

Pesquisadores do Cepea destacam que o desempenho final da safra dependerá do comportamento climático e da consolidação da produtividade nas diferentes regiões produtoras.

Exportações sustentam o protagonismo brasileiro

No mercado internacional, o Brasil deve seguir como o maior exportador mundial de algodão. Projeções do USDA (sigla em inglês para Departamento de Agricultura dos EUA) indicam embarques de 3,157 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume 11,4% superior ao da safra anterior.

O desempenho brasileiro supera, inclusive, o dos Estados Unidos, segundo maior exportador global. Para os norte-americanos, a estimativa é de 2,656 milhões de toneladas, alta de 2,5% no comparativo anual.

Apesar de um leve aumento de 0,4% na oferta global, o Cepea avalia que o Brasil mantém vantagem competitiva, associada à escala de produção e aos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade. Esses fatores têm ganhado peso nas decisões de compra no mercado externo.

Outro ponto de atenção segue sendo o câmbio. O comportamento do dólar influencia diretamente a remuneração do produtor, tornando fundamental o acompanhamento da paridade de exportação frente aos preços internos na tomada de decisão comercial.

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AgroNewsPolítica & Agro

Risco-país da Argentina cai ao menor nível em sete anos



O indicador praticamente foi reduzido à metade


O indicador praticamente foi reduzido à metade
O indicador praticamente foi reduzido à metade – Foto: Pixabay

A percepção de risco sobre a Argentina atingiu o melhor patamar dos últimos sete anos, refletindo a reação positiva do mercado às mudanças econômicas e políticas conduzidas pelo governo do presidente Javier Milei. O movimento reforça a expectativa de que o país esteja mais próximo de retomar o acesso aos mercados internacionais de dívida, após um longo período de instabilidade macroeconômica.

Segundo um índice do JPMorgan, o spread exigido pelos investidores para manter títulos soberanos argentinos em relação aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos caiu para menos de 559 pontos-base, o menor nível desde julho de 2018. O indicador praticamente foi reduzido à metade desde as eleições legislativas de outubro, quando o partido de Milei obteve um resultado acima do esperado e ampliou de forma significativa sua presença no Congresso, fortalecendo a governabilidade.

No cenário político, Milei voltou a adotar um discurso ideológico enfático ao celebrar publicamente a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos. A manifestação reforça o alinhamento do governo argentino a pautas liberais e a um posicionamento externo visto como favorável por parte dos investidores internacionais.

Em paralelo, o Banco Central da República Argentina realizou a primeira compra de dólares em nove meses, adicionando cerca de US$ 21 milhões às reservas internacionais. A operação marca o início do programa de acumulação de reservas anunciado para este ano. No mercado de câmbio, o dólar oficial no varejo encerrou o dia cotado a 1.445 pesos para compra e 1.495 pesos para venda, em um ambiente de maior atenção à sustentabilidade do ajuste econômico em curso.

 





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China demonstra interesse em retomar importações de alimentos da Irlanda


Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, disse que a China manifestou um claro desejo de importar “produtos alimentícios de alta qualidade” do país europeu, sinalizando uma possível resolução para os impasses comerciais que afetam o setor agroalimentar.

Em visita oficial a Pequim, na terça-feira (6), Martin destacou, em entrevista após o encontro com o primeiro-ministro chinês Li Qiang, que houve “bons progressos” nas negociações para a revogação da suspensão das exportações de carne bovina irlandesa.

O comércio de carne bovina encontra-se interrompido desde 2024, na sequência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), conhecida como doença da vaca louca.

“Acreditamos que estamos a fazer bons progressos na questão da carne bovina para que o acesso seja restaurado. Ainda há trabalho em curso, mas é claro que estamos a avançar”, declarou Martin.

Laticínios

Além da carne, a pauta de laticínios foi central nas discussões. A Irlanda, que é um dos maiores exportadores de laticínios da Europa com remessas anuais de cerca de 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões), manifestou preocupação com as tarifas sobre o setor.

Segundo Martin, o tema foi abordado diretamente com Li Qiang, que assegurou que a China irá “analisar a questão”, especialmente considerando o impacto que tais tarifas têm sobre empresas que utilizam esses insumos para produzir no próprio país chinês.

Relação China-UE

A visita ocorre num momento estratégico, considerando que a Irlanda assumirá a presidência rotativa da União Europeia no segundo semestre de 2026. Durante os encontros, que incluíram uma reunião com o Presidente Xi Jinping, a liderança chinesa expressou o desejo de que a Irlanda desempenhe um “papel construtivo” e promova um “campo de jogo nivelado” para o comércio entre a China e o bloco europeu. Martin reforçou que é do interesse de ambos os lados manter um sistema comercial aberto.

A agenda de Martin na China também incluiu reuniões com a WuXi Biologics, que emprega cerca de 700 pessoas em Dundalk, e com a Trip.com, para fortalecer o turismo chinês na Irlanda por meio de um novo memorando de entendimento.

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Embarques de suco de laranja caem no primeiro semestre da safra 2025/26


laranja, suco, jarra
Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram o primeiro semestre da safra 2025/26 com queda tanto em volume quanto em receita. O recuo reflete, principalmente, a menor demanda em mercados tradicionais, apesar do avanço dos embarques para os Estados Unidos.

Entre julho e dezembro, o volume global exportado de suco de laranja, considerando o FCOJ equivalente a 66 Brix, somou 394.764 toneladas. O número representa retração de 8,1% frente às 429.407 toneladas embarcadas no mesmo período da safra 2024/25. A receita totalizou US$ 1,44 bilhão, queda de 23,2% na comparação anual.

Estados Unidos ampliam participação

Os Estados Unidos se consolidaram como principal destino do suco de laranja brasileiro no período, com participação de 55,2% do volume total exportado. Entre julho e dezembro de 2025, o país importou 217.970 toneladas, alta de 34,9% em relação às 161.641 toneladas do mesmo intervalo da safra anterior.

Em receita, os embarques para o mercado norte-americano somaram US$ 746,2 milhões, avanço de 10,4% na comparação com os US$ 675,8 milhões registrados entre julho e dezembro de 2024.

Europa sente impacto dos preços elevados

A Europa manteve a segunda posição entre os destinos das exportações brasileiras, com participação de 39,3%. O volume enviado ao bloco alcançou 155.287 toneladas, queda de 31,9% frente às 228.022 toneladas do primeiro semestre da safra passada.

O faturamento somou US$ 601,6 milhões, retração de 41,9% na comparação com os US$ 1,04 bilhão registrados no mesmo período da safra 2024/25.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os preços elevados da safra anterior afetaram o consumo. “Os altos preços da safra passada tiveram um efeito muito ruim sobre a demanda, e é preciso paciência para que o consumidor volte à categoria”, afirma.

Ásia registra forte recuo nos embarques

As exportações para a China totalizaram 10.426 toneladas entre julho e dezembro da safra 2025/26, volume 45,8% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior. A receita alcançou US$ 43,0 milhões, queda de 17,7%.

No Japão, os embarques somaram 5.218 toneladas no primeiro semestre da safra, recuo de 54,4% na comparação anual. O faturamento atingiu US$ 25,5 milhões, retração de 59,5%.

Os demais mercados reunidos responderam por 5.864 toneladas exportadas e receita de US$ 24,4 milhões. Na comparação com o primeiro semestre da safra anterior, as quedas foram de 32,3% em volume e 47,7% em valor.

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Exportação de soja em janeiro deve superar volume do mesmo mês de 2025


soja para exportação
Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações brasileiras de soja em grão devem somar 2,404 milhões de toneladas em janeiro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8).

O volume projetado supera o registrado em janeiro de 2025, quando os embarques totalizaram 1,124 milhão de toneladas. Em dezembro, as exportações alcançaram 2,970 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, o Brasil exportou 108,680 milhões de toneladas de soja em grão.

Na semana encerrada em 3 de janeiro, os embarques ficaram em 501,789 mil toneladas. Para o período entre 4 e 10 de janeiro, a Anec estima exportações de 598,937 mil toneladas.

No caso do farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,641 milhão de toneladas em janeiro. O volume é praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 1,643 milhão de toneladas. Em dezembro, os embarques somaram 1,696 milhão de toneladas.

Na semana passada, as exportações de farelo ficaram em 469,213 mil toneladas. Para esta semana, a estimativa é de 326,022 mil toneladas.

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Empregos no agro: Tereos inicia seleção com 400 vagas para safra 2026/27


Tereos
Foto: Tereos/divulgação

A Tereos abriu processo seletivo com cerca de 400 vagas de emprego para a safra 2026/27 em unidades localizadas no interior de São Paulo. As oportunidades abrangem posições safristas e efetivas, reforçando a operação industrial e agrícola no próximo ciclo pela companhia, que atua nos mercados de açúcar, etanol e amidos.

As contratações contemplam seis unidades: Andrade, Cruz Alta, Mandu, São José, Tanabi e Vertente. Segundo a empresa, o movimento também fortalece o desenvolvimento econômico regional, com geração de empregos diretos em diferentes municípios paulistas.

Vagas em áreas operacionais e técnicas

As vagas estão distribuídas entre funções operacionais e técnicas. Entre os cargos ofertados estão auxiliar industrial, mecânico, operador de movimentação de açúcar, analista de laboratório, tratorista, motorista, auxiliar de serviços gerais, operador de motobomba e operador de colhedora.

Os profissionais selecionados atuarão diretamente nas operações da companhia durante a safra 2026/27, que envolve as etapas de colheita, processamento de cana-de-açúcar e produção de açúcar, etanol e energia renovável.

Benefícios e etapas do processo seletivo

A Tereos oferece um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, plano odontológico, vale-alimentação, auxílio-farmácia e transporte. O processo seletivo prevê entrevistas com equipes de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) e lideranças, além de testes práticos, exames admissionais e integração.

A companhia reforça que mantém uma política de diversidade e inclusão, com vagas abertas também para pessoas com deficiência.

Como se candidatar

Os interessados devem enviar o currículo até o dia 20 de janeiro de 2026. A inscrição pode ser feita por WhatsApp ou com entrega presencial nas portarias das unidades.
Contatos por unidade:

  • Andrade: (17) 99605-8103
  • Cruz Alta: (17) 99676-6389
  • Mandu: (17) 99729-2177
  • São José: (17) 99631-0318
  • Tanabi: (17) 99749-5242
  • Vertente: (17) 99732-7390

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