terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue travado no Sul do país



Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado


Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado
Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por lentidão nos negócios e pouca disposição de compra por parte da indústria, em um ambiente influenciado por fatores externos e pela postura cautelosa dos moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do dólar e a elevação do preço do trigo argentino provocaram alta expressiva no custo do produto importado nesta semana.

No Rio Grande do Sul, a ausência dos moinhos mantém o mercado praticamente travado, sem registros de negociações relevantes. O aumento combinado do câmbio e das cotações do trigo argentino resultou em elevação de R$ 82 por tonelada no preço final do produto importado. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume que representa entre 42% e 44% da produção. 

Os preços referenciais para trigo destinado à moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada nos moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 para dezembro e R$ 1.190 para janeiro. O trigo para ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca na região de Panambi. A avaliação é de um mercado confortável do lado da indústria, sem urgência para novas aquisições.

Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado, com moinhos entrando em período de férias e limitados a embarcar apenas os lotes já adquiridos. As negociações ocorrem de forma pontual e sem expressão, acompanhando a venda gradual de farinhas, cujos contratos começam a ser firmados lentamente.

No Paraná, a dinâmica permanece semelhante, com ausência de vendedores e moinhos concentrados em compras a partir de fevereiro. Os preços nominais no norte do estado giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho, enquanto vendedores pedem R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, há ofertas de R$ 1.170 para entrega em janeiro e pagamento em fevereiro, e de R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Paraná será responsável pelo banco brasileiro de antígenos e vacinas contra…


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quinta-feira (18) que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pela criação do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto da doença. Pelo projeto inédito, o Tecpar passa a deter os insumos necessários para disponibilizar, em todo o território nacional, em 72 horas, vacinas para o ministério utilizar emergencialmente contra a doença.

O contrato assinado em Brasília entre Mapa e Tecpar prevê a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus de febre aftosa que mais circularam no Brasil. O contrato de 10 anos prevê ainda o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses da vacina para o ministério, em casos de eventuais surtos.  

Desde 2021, o Paraná é reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status concedido ao Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025. Uma das formalidades exigidas pela OMSA a um país que recebe o título de zona livre de febre aftosa sem vacinação é, justamente, deter um estoque de antígenos e vacinas para resposta rápida em casos de surto, de forma a ser feito o controle imediato da doença. 

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a proposta da criação do banco, idealizada pelo instituto, representa uma importante contribuição do Paraná para garantir a segurança sanitária no Brasil e a manutenção do atual status sanitário brasileiro.

“Mais uma vez o Governo do Paraná e suas instituições se colocam à disposição do país, para apoiar um setor estratégico brasileiro que é o agronegócio. Há 85 anos o Tecpar atua como laboratório público com oferta de soluções na área de saúde animal e humana e agora abre uma nova frente, com o banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa”, disse.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, salientou que a criação do banco é um passo histórico do fortalecimento da pecuária brasileira e que faz parte do crescimento do setor manter a sanidade do rebanho, de forma a oferecer produtos seguros para toda a população brasileira e também para exportação.

“É muito difícil manter esse status sem a vacina e estamos fazendo a nossa parte hoje, com investimentos na criação do banco, com essa parceria com o Tecpar, que é uma referência nesta área e com outras vacinas, além da parceria internacional com a empresa Biogenesis Bagó. Esse é um investimento na preparação de um futuro tranquilo e que vai permitir que a carne brasileira acesse os mercados mais remuneradores e mais exigentes”, afirmou.

BANCO – A partir da assinatura do contrato, o Tecpar passa a ser o único laboratório público do país a manter um banco brasileiro de antígenos e vacinas contra a febre aftosa. Para isso, o Tecpar conta com a parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó, com a qual, em março de 2025, firmou um acordo de cooperação tecnológica para a transferência e internalização de tecnologia.

Reconhecida internacionalmente na área de febre aftosa, sendo responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul, a Biogenesis Bagó passa a ser o braço tecnológico do Tecpar para a produção das vacinas, bem como para o controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.

A criação do banco de antígenos evita o desperdício de doses de vacinas, já que elas têm validade menor do que a dos antígenos produzidos (diferença de oito anos). Além disso, permite flexibilidade de escolha das cepas, evitando o desperdício de vacinas que poderiam ter sido produzidas antes do eventual surto da doença.

“A infraestrutura do nosso parceiro tecnológico vai garantir, por meio do Tecpar, acesso ao Brasil aos antígenos para formulação rápida das vacinas, além de transferência de conhecimento para os técnicos do instituto, que passarão a se integrar ao processo produtivo da vacina. Com isso, o Tecpar se tornará referência como laboratório público no controle da febre aftosa”, salienta Marafon.

SAÚDE ÚNICA – Com esta nova frente de trabalho o Tecpar reforça o compromisso em fortalecer a Saúde Única no Brasil, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. Para isso, o instituto tem investido na ampliação da sua estrutura e em novos projetos e parcerias, visando a autossuficiência do país na produção de imunizantes e insumos veterinários.

Além de seguir como o único fornecedor da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, com 25 milhões de doses fornecidas em 2025, o Tecpar está finalizando a construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que irá produzir insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovina.





Source link

News

Inflação de 2025 fecha com alta de 4,26%, aponta IBGE


mercado, agropecuária, Inflação, economia, tributo, imposto, conta, custo, reforma tributária
Foto: Governo Federal

A inflação oficial do país voltou a acelerar em dezembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33%, acima do resultado de novembro, quando o índice havia subido 0,18%, segundo dados divulgados pelo IBGE.

Com o resultado, o IPCA encerrou 2025 com variação acumulada de 4,26%, ficando abaixo da inflação registrada em 2024, que foi de 4,83%.

Transportes puxam a alta no último mês do ano

Entre os grupos pesquisados, transportes teve o maior impacto sobre o índice de dezembro, com alta de 0,74%, respondendo sozinho por 0,15 ponto percentual da inflação do mês. O avanço foi influenciado principalmente pelo aumento das passagens aéreas, que subiram 12,61%, e pelo encarecimento do transporte por aplicativo, com alta de 13,79%.

Os combustíveis também voltaram a subir após queda em novembro. O etanol avançou 2,83%, a gasolina teve alta de 0,18% e o gás veicular, de 0,22%. Apenas o óleo diesel registrou recuo, de 0,27%.

Energia elétrica alivia inflação em habitação

Na contramão dos demais grupos, habitação foi o único a registrar queda em dezembro, com recuo de 0,33%. O principal fator foi a redução de 2,41% na energia elétrica residencial, reflexo da mudança da bandeira tarifária, que ficou menos onerosa no mês.

Apesar do alívio pontual, o grupo habitação foi o que mais pressionou a inflação ao longo de 2025, acumulando alta de 6,79%, com impacto de 1,02 ponto percentual no resultado anual.

Alimentação volta a subir após seis meses de queda

O grupo alimentação e bebidas avançou 0,27% em dezembro, interrompendo uma sequência de seis meses de recuos. A alta foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, influenciada pelo aumento de produtos como cebola, batata, carnes e frutas.

Já itens como leite longa vida, arroz e tomate ajudaram a conter a inflação do grupo, com quedas significativas nos preços.

A alimentação fora do domicílio também acelerou, passando de 0,46% em novembro para 0,60% em dezembro, com destaque para o aumento do preço dos lanches.

Saúde, artigos domésticos e serviços também pressionam

O grupo saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,52%, impulsionado pelos preços de planos de saúde e itens de higiene pessoal. Em artigos de residência, a inflação foi de 0,64%, após forte queda no mês anterior, refletindo reajustes em eletroeletrônicos e produtos de informática.

O post Inflação de 2025 fecha com alta de 4,26%, aponta IBGE apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

União Europeia aprova acordo comercial com Mercosul


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

A maioria dos países-membros da União Europeia deram nesta sexta-feira (9) um sinal verde para a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, segundo fontes diplomáticas ouvidas por agências internacionais. O resultado ainda precisa ser formalizado e deve ser concluído até as 17h no horário de Bruxelas (16h GMT).

Com a sinalização favorável, o processo entra na reta final e permite que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avance para a assinatura oficial do tratado, prevista para segunda-feira (12), no Paraguai.

Durante reunião de embaixadores do bloco em Bruxelas, a maioria dos 27 Estados-membros manifestou apoio ao acordo, conforme relataram diplomatas à AFP. A decisão foi tomada apesar da resistência de alguns países, entre eles França e Irlanda, que seguem alertando para possíveis prejuízos ao setor agrícola europeu.

O tratado é defendido por setores empresariais da Europa, que veem ganhos em comércio e investimentos, mas enfrenta críticas de produtores rurais, especialmente franceses, preocupados com a concorrência de produtos sul-americanos.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o acordo representa a ampliação do acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, com efeitos que ultrapassam o agronegócio e alcançam também diferentes ramos da indústria nacional.

*Com informações da AFP e Reuters

O post União Europeia aprova acordo comercial com Mercosul apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fim de semana terá formação de ciclone com chuva e ventos fortes; veja a previsão do tempo


chuvas, tempestades, Inmet, temporais, ciclone
Foto: Inmet

A previsão para os próximos dias indica um fim de semana de instabilidades em várias áreas do país. O maior destaque é o Sul do Brasil, onde a formação de um ciclone extratropical no sábado (10) aumenta o risco de temporais, ventos fortes e volumes elevados de chuva. As informações são da Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Sexta-feira

O dia já começa com tempo instável no Rio Grande do Sul, por causa do aprofundamento de uma área de baixa pressão. Há previsão de chuva forte, temporais e rajadas de vento, que podem chegar a 70 km/h no litoral, com picos ainda maiores durante as tempestades.
No Paraná e em Santa Catarina, as instabilidades aumentam a partir da tarde, com risco de temporais no sudoeste paranaense e no oeste catarinense. Apesar da chuva, o calor segue predominando em boa parte da região.

Sábado

O sábado será o dia mais crítico, com a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. No RS, a chuva ocorre desde a madrugada, com temporais, risco de granizo e acumulados elevados. As instabilidades avançam ao longo do dia para Santa Catarina e Paraná, mantendo o alerta para chuva forte, ventos intensos e transtornos pontuais.

Domingo

No domingo, a chuva continua na metade norte do Rio Grande do Sul, além do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná, ainda com intensidade moderada a forte.
No restante do território gaúcho, o tempo começa a melhorar ao longo do dia, embora ainda possa chover de forma fraca no litoral.

Sudeste

Sexta-feira

O dia começa com tempo mais firme, mas as instabilidades aumentam entre o fim da manhã e a tarde. Em São Paulo, a chuva se espalha pelo oeste, sul, interior e leste, com pancadas moderadas a fortes. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a chuva ocorre de forma mais isolada, e o calor segue elevado.

Sábado

No sábado, as pancadas ganham força no oeste, sudoeste e sul de São Paulo, com risco de temporais, principalmente à noite. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, a chuva tende a ser mais fraca e irregular, enquanto as temperaturas permanecem altas.

Domingo

O domingo começa com tempo mais firme na maior parte da região. À tarde, a chuva volta a ganhar força no oeste paulista, além do sul e sudoeste de São Paulo. Na capital, o dia deve ser de sol e calor, com máxima próxima de 35 °C.

Centro-Oeste

Sexta-feira

Pancadas de chuva atingem áreas do oeste e noroeste de Mato Grosso, além de Mato Grosso do Sul, principalmente a partir da tarde. Há risco de temporais isolados.

Sábado

As instabilidades aumentam em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com chuva moderada a forte e risco de temporais, sobretudo no oeste e sul sul-mato-grossense.
Em Goiás, o tempo tende a ficar mais firme ao longo do dia.

Domingo

No domingo, a chuva segue frequente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ainda com risco de temporais. Em Goiás, o tempo permanece mais estável, com calor predominando.

Nordeste

Sexta-feira

Chove de forma mais fraca no litoral leste, além do interior do Maranhão e da Bahia. No restante da região, o tempo segue firme e quente.

Sábado

As pancadas ganham força no litoral da Bahia, no interior do Piauí, Maranhão e no oeste de Pernambuco. Entre o litoral sul da Bahia e Sergipe, a chuva pode ocorrer de forma moderada a forte, enquanto o calor continua predominando.

Domingo

No domingo, a chuva persiste no interior do Maranhão, no oeste do Piauí e no litoral baiano.
À noite, novas instabilidades podem avançar pelo oeste da Bahia, enquanto grande parte da região segue com tempo firme e quente.

Norte

Sexta-feira

A chuva ocorre de forma mais intensa no Amazonas, Acre e Rondônia, com pancadas isoladas nas demais áreas.

Sábado

O sábado será de tempo instável, com chuva forte e risco de temporais no Amazonas, Acre, Roraima e Amapá.
No Pará, as pancadas aumentam principalmente na metade sul do estado.

Domingo

No domingo, a chuva segue frequente no Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins, com risco de temporais. A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável no norte do Amapá, enquanto áreas do Pará e de Roraima têm mais aberturas de sol.

O maior nível de atenção permanece no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais, ventos fortes e acumulados elevados de chuva ao longo de todo o fim de semana.

O post Fim de semana terá formação de ciclone com chuva e ventos fortes; veja a previsão do tempo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil eleva exigência regulatória no mercado agrícola



Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia


Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia
Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia – Foto: Divulgação

O balanço anual de registros de defensivos agrícolas e bioinsumos divulgado no início de 2026 revela mudanças relevantes no funcionamento do mercado agrícola brasileiro. O documento apresenta um retrato de como o país vem ajustando regras, prioridades e instrumentos regulatórios, reposicionando-se no cenário global do setor. Com 912 registros aprovados em 2025, incluindo um número recorde de bioinsumos, a ampliação do uso de ferramentas digitais e a liberação de novos ingredientes ativos, o Brasil consolida uma transição que vai além da expansão quantitativa.

Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia de suprimento de defensivos, com 323 aprovações voltadas exclusivamente ao uso industrial. No entanto, a dinâmica competitiva desse segmento passa por mudanças. Formuladores locais e empresas multinacionais passaram a valorizar mais a previsibilidade regulatória, a consistência de qualidade e a estabilidade do fornecimento, reduzindo o peso de estratégias centradas apenas em preço. A normalização dos prazos de análise, após a redução de filas históricas de processos, também diminui vantagens obtidas por movimentos oportunistas.

Ao mesmo tempo, os bioinsumos se destacam como o vetor mais visível de crescimento estrutural. Foram 162 registros aprovados no ano, o maior volume já observado, abrangendo produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, botânicos e reguladores de crescimento. Esse avanço está associado à pressão por soluções com menor resíduo, ao aumento da resistência em grandes culturas e à priorização regulatória de tecnologias com menor risco ambiental e à saúde.

Outro ponto relevante é a aprovação de seis ingredientes ativos inéditos e de 19 produtos formulados baseados em novas moléculas. Em um contexto internacional de restrições regulatórias e redução de investimentos em pesquisa, o movimento indica um esforço para reposicionar o país como mercado inicial ou estratégico para novas tecnologias, ainda que os custos e exigências técnicas permaneçam elevados.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtor rural do RS deve aderir à nota eletrônica; modelo em papel será aceito só até abril



Produtores com receita bruta anual inferior a R$ 360 mil terão prazo para se adaptar



Foto: Ascom/Sefaz

Entrou em vigor no último dia 5 de janeiro a exigência de emissão da Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural (NFP-e) para todas as transações internas realizadas por agricultores gaúchos. A nova regra integra a agenda de modernização fiscal definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e é aplicada por meio da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS).

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), embora a regra já esteja em vigor, os produtores com receita bruta anual inferior a R$ 360 mil terão mais tempo para se adaptar: até 30 de abril de 2026, eles ainda poderão utilizar os talões de nota fiscal em papel, desde que remanescentes.

A mudança marca o encerramento gradual do uso do tradicional talão impresso, conhecido como modelo 4, cuja validade será encerrada definitivamente em 1º de maio de 2026. Desde 2021, a obrigatoriedade da NFP-e vem sendo ampliada por faixas de faturamento. Agora, passa a incluir todos os produtores, independentemente do porte ou local de operação.

A Secretaria da Fazenda disponibiliza dois sistemas gratuitos para facilitar a transição: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), com funcionalidade offline, e o sistema da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e), recomendado para operações de maior complexidade. A proposta é oferecer soluções que atendam às diferentes realidades do campo, inclusive regiões com baixa conectividade.

A digitalização permite maior controle sobre as informações fiscais, reduz erros de preenchimento, elimina a perda de documentos e torna o processo mais ágil — especialmente relevante diante das mudanças previstas com a Reforma Tributária, que deve extinguir por completo as notas em papel.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas abrem o dia com ajustes mistos



No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta


No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta
No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos mistos, refletindo a combinação entre fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos dos investidores nas principais bolsas internacionais. Levantamento da TF Agroeconômica mostra que trigo, soja e milho seguem reagindo a um ambiente de incertezas externas e expectativas em relação aos próximos relatórios oficiais.

No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta, com as cotações se mantendo próximas das máximas do dia, o que indica pressão positiva no curto prazo. A formação dos preços tem sido fortemente influenciada pelo cenário geopolítico, especialmente pela falta de avanços nos planos de paz na região do Mar Negro e pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Rússia, agora ampliadas pelo envolvimento americano na Venezuela. Somam-se a esse quadro as preocupações climáticas, com déficit de umidade nas áreas de trigo de inverno nos Estados Unidos e uma onda de frio atingindo regiões produtoras da Rússia. No mercado físico brasileiro, os preços apresentam pequenas quedas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul.

A soja iniciou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, pressionada pela realização de lucros após as altas recentes. O farelo e o óleo também recuam levemente, depois de ganhos expressivos na sessão anterior. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra sul-americana e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. A demanda chinesa continua atuante nos Estados Unidos, embora existam dúvidas sobre sua intensidade com a entrada da nova safra brasileira. O reposicionamento de investidores no início do ano, a expectativa em torno do próximo relatório de oferta e demanda do USDA e os desdobramentos geopolíticos mantêm a volatilidade elevada. A recuperação dos preços do petróleo contribui para esse ambiente instável.

No milho, as cotações em Chicago registram leve recuo, com fundos realizando parte dos ganhos da semana e produtores intensificando as vendas. As quedas, no entanto, encontram suporte nas exportações firmes dos Estados Unidos e na possibilidade de revisão para baixo dos estoques finais no próximo relatório do USDA. No mercado interno, os preços seguem com ajustes moderados.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia no preparo do solo reduz custos e aumenta eficiência



As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade


As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade
As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade – Foto: Nadia Borges

O preparo do solo com profundidade variável tem ganhado espaço como alternativa para elevar a eficiência operacional e reduzir custos no campo, especialmente em um momento de decisões estratégicas para a safra de verão. Com o avanço do plantio das principais culturas e a pressão por produtividade, o manejo preciso passa a ser um diferencial para a sustentabilidade econômica e agronômica das lavouras.

Um estudo de campo conduzido pela Valtra global, em parceria com a Väderstad e a equipe agronômica da AGCO, demonstrou que a aplicação de taxa variável no preparo do solo, aliada ao uso de maquinário conectado, gera ganhos relevantes. A pesquisa foi realizada na Dinamarca, em uma área de 50 hectares com solos de diferentes características, utilizando um trator da Série Q equipado com tecnologias de automação que ajustaram, em tempo real, a profundidade e a intensidade do preparo conforme mapas de compactação.

Os resultados indicaram que áreas mais compactadas demandaram maior intensidade de cultivo para alcançar o potencial produtivo, enquanto solos mais leves mantiveram desempenho satisfatório com menor intervenção. Essa adequação resultou em economia superior a cinco litros de combustível por hectare quando a intensidade foi reduzida, além de um aumento operacional de mais de um hectare por hora. O manejo também contribuiu para a preservação da estrutura do solo, favorecendo a produtividade no longo prazo.

A avaliação do estudo aponta que a adoção desse tipo de tecnologia pode funcionar como uma proteção diante de desafios climáticos e de janelas curtas de plantio, permitindo que o operador concentre esforços na qualidade da operação enquanto o sistema realiza os ajustes necessários. No contexto da safra de verão, o uso da agricultura de precisão surge como ferramenta para combinar eficiência, rentabilidade e conservação do solo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia venda à China em 2025; com salvaguarda, 2026 deve ser desafiador


As exportações brasileiras de carne bovina renovaram o recorde em 2025. O mercado chinês foi novamente o maior destino da carne, cenário que, ressalta-se, coloca uma “pressão” sobre a cadeia nacional neste ano que se inicia. Segundo pesquisadores do Cepea, além de a produção brasileira operar em patamar recorde, a imposição da China de medidas de proteção comercial por meio de tarifas e de cotas sobre produtos importados, como a carne – as “salvaguardas” –, gera uma necessidade de o setor pecuário nacional ampliar as alternativas de escoamento do produto, seja no mercado externo, seja no interno.

Dado da Secex mostram que, especificamente à China, foram exportadas 1,648 milhão de toneladas em 2025, um recorde, 24,6% acima do volume escoado ao mercado chinês em 2024 e representando 48% do total enviado pelo Brasil ao exterior. Com as salvaguardas, o Brasil terá uma cota de 1,106 mil toneladas a serem enviadas à China em 2026, com uma taxa de 55% sobre o que ultrapassar esse volume. Tomando-se como base o ano de 2025, esse volume seria alcançado entre os meses de agosto e setembro.

A média de volume embarcado à China nos últimos quatro meses de 2025 foi de 175 mil toneladas. Pesquisadores do Cepea apontam que, caso esse ritmo seja mantido, as exportações atingiriam a cota já entre junho e julho de 2026. Quanto ao preço, em 2025, a média geral da carne exportada ficou 15,42% acima da de 2024, a US$ 5,15 por quilo, ainda conforme dados da Secex.

A China, por sua vez, pagou, em média, US$ 5,29/kg pela carne brasileira, 17,24% a mais que em 2024, sendo 2025 o segundo melhor ano, atrás apenas de 2022, quando a média esteve em US$ 6,41/kg. Caso os embarques brasileiros à China em 2026 atinjam a cota, haverá um valor adicional de 55% sobre o valor da carne embarcada, o que levaria o produto à média de US$ 8,2/kg (tendo-se como base a média de 2025), patamar nunca antes pago pelos chineses e nem mesmo por países europeus.





Source link