Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.
A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.
Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.
Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.
A capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 221,8 milhões de toneladas em 2026, segundo levantamento da HN Agro com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da expansão ao longo dos últimos anos, o volume ainda é insuficiente para acompanhar o avanço da produção agrícola no país.
Para a safra 2025/26, a produção total de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas, o que resulta em um déficit de armazenagem de 131,6 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível no país cobre cerca de 62,8% da produção nacional.
Quando se considera apenas soja e milho, principais culturas do país, a produção estimada chega a 316,1 milhões de toneladas. Nesse caso, a relação entre produção e capacidade de armazenagem é um pouco mais favorável, com cobertura de 70,2%, mas ainda assim há um déficit de 94,3 milhões de toneladas.
Armazenagem nas fazendas cresce lentamente
A armazenagem dentro das propriedades rurais continua representando uma parcela relativamente pequena da estrutura nacional.
Em 2026, a capacidade nas fazendas alcança 36,7 milhões de toneladas, o equivalente a 16,5% da capacidade total do país. Em 2010, essa participação era de 14,9%, indicando crescimento gradual ao longo dos anos.
Mesmo com essa evolução, a maior parte da armazenagem ainda permanece fora das propriedades, concentrada em cooperativas, tradings e estruturas comerciais.
Déficit é maior nos principais estados produtores
Os maiores desequilíbrios entre produção e armazenagem aparecem justamente nos principais polos agrícolas do país.
Em Mato Grosso, maior produtor de grãos, a capacidade de armazenagem é de 55,4 milhões de toneladas, enquanto a produção estimada chega a 109,9 milhões, resultando em déficit de 54,5 milhões de toneladas.
Outros estados também apresentam lacunas relevantes:
Goiás: déficit de 17,7 milhões de toneladas
Mato Grosso do Sul: déficit de 13,6 milhões de toneladas
Paraná: déficit de 11,6 milhões de toneladas
Bahia: déficit de 6,4 milhões de toneladas
Em contrapartida, alguns estados apresentam capacidade superior à produção, como São Paulo, onde a armazenagem supera o volume colhido.
Ritmo de expansão desacelera
O levantamento também indica que o crescimento da capacidade de armazenagem tem perdido ritmo nos últimos anos.
Entre 2010 e 2026, a capacidade estática avançou cerca de 81 milhões de toneladas, passando de 140,5 milhões para 221,8 milhões de toneladas. No entanto, o aumento recente tem sido mais lento e praticamente estagnou entre 2025 e 2026, com acréscimo mínimo no volume total.
Enquanto isso, a produção de grãos segue em expansão, ampliando o descompasso entre oferta agrícola e infraestrutura de armazenagem no país.
A cadeia produtiva de ovinos do Rio Grande do Sul decidiu acionar o governo federal diante de um problema que tem preocupado produtores: a falta de medicamentos para o controle de sarna e piolhos nos rebanhos. O tema foi debatido em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Ovinos, realizada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria da Agricultura do estado.
Como encaminhamento, as entidades do setor irão elaborar um documento a ser enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), solicitando medidas imediatas para garantir o acesso a produtos sanitários. A ausência desses insumos tem impactado diretamente a saúde dos animais e a produtividade das propriedades.
Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor (IPVDF), José Reck, o problema não é exclusivo do Brasil. Países do Mercosul, como Uruguai e Argentina, também enfrentam dificuldades semelhantes.
“Há uma preocupação crescente na região. Criadores argentinos, por exemplo, também lidam com infestação sem acesso a medicamentos”, afirmou. Reck destacou ainda que deve visitar a Argentina para troca de informações com técnicos locais.
O pesquisador também mencionou o avanço de um projeto multicêntrico que busca viabilizar o uso de uma molécula da classe das isoxazolinas no Brasil, com potencial de alta eficácia no controle desses parasitas.
Setor defende importação emergencial
Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Gressler, a situação exige medidas urgentes, incluindo a possibilidade de importação de produtos.
“Estamos diante de um problema e não temos nas prateleiras produtos específicos para isso”, alertou.
A demanda será levada à Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos, em Brasília. Segundo Gressler, o objetivo é pressionar o Mapa para viabilizar, em caráter emergencial, a entrada de medicamentos no país.
Além disso, o setor pretende lançar uma campanha e uma cartilha técnica para incentivar práticas de manejo, como os banhos, que auxiliam no controle dos parasitas.
Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.
A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.
Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.
Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.
Sistema de rastreabilidade cruza informações ambientais e sanitárias para garantir a legalidade na cadeia da carne bovina (Foto: Reprodução).
Na primeira quinzena de março, a arroba do boi gordo registrou valorização de 10,21% em relação à média de fevereiro, alcançando US$ 65,40 em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na avaliação do instituto, a demanda global aquecida tem sustentado a alta da arroba na parcial de março de 2026. Em São Paulo, a cotação chegou a US$ 69,60 por arroba, avanço de 5,75% no mesmo comparativo. O Imea destaca ainda que o movimento no mercado nacional é sustentado pelos embarques firmes no período.
No mercado internacional, também houve valorização. A arroba subiu 8,96% na Argentina, para US$ 71,47, e 4,62% no Uruguai, para US$ 84,27. Na Austrália, a alta foi de 3,21%, com a cotação atingindo US$ 95,30 por arroba.
Já nos Estados Unidos, o movimento foi oposto: o preço do boi gordo recuou 2,05% no mesmo intervalo, para US$ 140,24 por arroba.
Além disso, a instabilidade no Oriente Médio tem afetado rotas logísticas e pressionado os custos de transporte, com alta nos fretes, combustíveis e seguros marítimos, movimento que pode refletir em elevação nos preços da carne bovina exportada.
O mercado brasileiro de soja deve seguir travado nesta terça-feira (17), com os principais formadores de preços em direções opostas. O dólar comercial recua cerca de 0,5%, enquanto a Bolsa de Chicago (CBOT) tenta uma reação técnica após a forte queda da véspera, cenário que já afastou negócios e tende a manter o ritmo lento ao longo do dia.
Na segunda-feira (16), o mercado doméstico iniciou a semana com forte desvalorização, refletindo as quedas tanto em Chicago quanto no câmbio. Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente travou as negociações no país.
“Foi um dia praticamente zerado de negócios relevantes, com apenas alguns lotes pontuais negociados durante a manhã, mas sem ímpeto comprador e muito menos vendedor”, avaliou. A queda no mercado físico foi significativa, ampliando o spread entre os agentes. Apesar de uma leve alta nos prêmios, o movimento não foi suficiente para compensar as perdas.
No físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 126,00 para R$ 122,00. Em Santa Rosa (RS), recuou de R$ 127,00 para R$ 123,00. Em Cascavel (PR), os preços passaram de R$ 121,00 para R$ 116,00.
Em Rondonópolis (MT), a cotação caiu de R$ 108,00 para R$ 106,00, enquanto em Dourados (MS) recuou de R$ 112,00 para R$ 110,00. Já em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 111,00 para R$ 107,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a cotação caiu de R$ 132,00 para R$ 127,00 por saca. No terminal de Rio Grande (RS), os preços recuaram de R$ 132,00 para R$ 128,00.
Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (17), impulsionados por novos ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos, que reacenderam as preocupações com o fornecimento global. Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz segue, em grande parte, fechado, ampliando a tensão no mercado.
O carregamento de petróleo no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias, que provocou um incêndio no terminal de exportação. A região é estratégica por estar localizada fora do Estreito de Ormuz, sendo uma das poucas alternativas para exportação sem a necessidade de passagem pela hidrovia.
Segundo analistas da Windward, embarcações que operam na região enfrentam maior risco. “Cerca de 45% dos navios visados haviam passado por portos dos Emirados Árabes Unidos, enquanto 20% tinham escalado recentemente no Iraque”, destacaram.
Para Tony Sycamore, analista da IG, o cenário permanece altamente volátil. “Os riscos continuam graves: basta que uma milícia iraniana dispare um míssil ou plante uma mina em um petroleiro para reacender toda a situação”, afirmou.
Já Zain Vawda, da Oanda, destaca que a valorização do petróleo está diretamente ligada à instabilidade no Estreito de Ormuz. “O movimento reflete a intensificação das preocupações com a região, além da hesitação de aliados dos Estados Unidos em enviar navios de guerra para escoltar petroleiros”, disse.
Na avaliação de Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, o mercado segue atento à duração do conflito e aos possíveis impactos na infraestrutura energética. “Os investidores monitoram o risco de interrupção prolongada no fornecimento e os danos potenciais à infraestrutura petrolífera no Golfo”, afirmou.
No campo geopolítico, aliados dos Estados Unidos rejeitaram, na segunda-feira, o pedido do presidente Donald Trump para o envio de navios de guerra à região, o que gerou críticas do governo americano.
Em entrevista à Reuters, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu uma solução diplomática para evitar uma escalada da crise. “Precisamos manter o Estreito de Ormuz aberto para evitar uma crise alimentar, de fertilizantes e energética”, afirmou.
Por volta das 9h13 (horário de Brasília), o contrato do petróleo WTI para abril subia 2,43%, a US$ 95,75 o barril, na Nymex. Já o Brent para maio, negociado na ICE, recuava 2,16%, cotado a US$ 102,32 o barril.
O movimento também encontra suporte na valorização do petróleo em Nova York, que avança mais de 3% em meio às tensões no Oriente Médio.
Os contratos com vencimento em maio são cotados a US$ 11,61 1/4 por bushel, com alta de 6 centavos de dólar, ou 0,51%, em relação ao fechamento anterior.
A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, pode ser postergada diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. O adiamento também empurra para mais adiante a possibilidade de um acordo comercial entre os dois países, incluindo negociações envolvendo a soja.
De acordo com a Reuters, Trump afirmou no domingo que pode adiar a cúpula com o líder chinês enquanto pressiona Pequim a contribuir para a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz.
Para o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, as incertezas envolvendo as exportações brasileiras continuam dando o tom do mercado.
Na segunda-feira, os contratos com entrega em maio encerraram o dia com queda de 70 centavos de dólar, ou 5,71%, a US$ 11,55 1/4 por bushel. Já a posição julho recuou 70 centavos de dólar, ou 5,65%, para US$ 11,67 1/2 por bushel.
A forte queda da soja no início desta semana diz muito mais sobre o “humor” instável dos investidores do que sobre uma mudança real no apetite do mundo pelo grão. No mercado financeiro, a reação atual lembra muito uma criança em quarto escuro: começa a ver fantasma em tudo que é canto, assustando-se com sombras que, na luz do dia, não representam perigo nenhum.
As cotações na Bolsa de Chicago sentiram o golpe após os sinais de adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para abril. Como o gigante asiático é quem dita o ritmo do baile, qualquer ruído diplomático vira pressão imediata nos preços. Mas é preciso separar o que é pânico de tela do que é movimento real de porto.
O nó na fiscalização: Um “fantasma” criado em Brasília
Somado ao cenário global, o mercado interno enfrentou seu próprio gargalo. O Ministério da Agricultura (Mapa) apertou o rigor nas inspeções fitossanitárias para cumprir protocolos exigidos por Pequim, o que gerou um travamento logístico e fez grandes tradings suspenderem embarques temporariamente. A boa notícia é que o governo brasileiro, após a pressão do setor produtivo, já iniciou a flexibilização dessas normas para destravar as exportações. Ou seja: foi um ruído operacional interno, e não uma ruptura comercial com os chineses.
O veredito: o estômago do mundo não espera
No mundo das commodities, o preço costuma se mover primeiro pelo medo, mas a realidade sempre cobra a conta. Vamos ser racionais: absolutamente nada mudou na relação entre oferta e demanda global em apenas 24 horas para justificar um tombo desse tamanho. As pessoas não pararam de comer e as criações não pararam de consumir farelo de um dia para o outro.
Mesmo que o encontro diplomático entre as potências atrase, o cenário é matemático: a China continua precisando de volumes massivos de soja e terá que comprar de alguém. Se houver qualquer barreira ou demora com os americanos, a demanda simplesmente migra para o Brasil.
O que vimos foi pura especulação do capital nervoso tentando se antecipar a tragédias que não existem no mercado físico. Correção não é mudança de tendência. O mercado está apenas “limpando” os excessos antes de se dar conta de que, no fim do dia, a demanda continua firme e o grão continua sendo essencial.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
A terça-feira (17) começa com tempo firme em boa parte do Sul do Brasil, mas a estabilidade perde força rapidamente ao longo do dia. Áreas de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina, combinadas com a chegada de uma frente fria, intensificam as instabilidades e elevam o risco de temporais, principalmente no Rio Grande do Sul.
Sul: temporais e ventos ganham força ao longo do dia
Já nas primeiras horas, a chuva atinge o sudoeste, oeste e a Campanha Gaúcha. Ao longo da manhã, as instabilidades se espalham pelo sul do Rio Grande do Sul e também alcançam o oeste e noroeste do Paraná.
Durante a tarde, a aproximação de uma frente fria reforça o cenário de alerta. A chuva ganha intensidade e pode ser moderada a forte no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e metade oeste do Paraná.
Há risco de temporais em grande parte do território gaúcho, incluindo regiões central, oeste, sul e litoral sul, além do oeste e noroeste do Paraná.
Enquanto isso, áreas mais a leste do Paraná e de Santa Catarina, incluindo o litoral, ainda registram períodos de sol entre nuvens.
As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região, mas caem em pontos do sudoeste gaúcho. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas no RS e em áreas do oeste do PR e SC. A umidade do ar entra em atenção no leste e nordeste paranaense, com índices abaixo de 30%.
Sudeste: pancadas isoladas e risco de temporais em Minas
No Sudeste, o dia começa mais firme na maior parte da região. No entanto, a circulação de umidade mantém instabilidades no norte, nordeste e noroeste de Minas Gerais.
Entre o fim da manhã e a tarde, a atuação de um cavado meteorológico intensifica as chuvas no centro-norte mineiro, incluindo o Triângulo Mineiro, além do norte e oeste de São Paulo e metade norte do Espírito Santo.
Nessas áreas, há previsão de pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais, especialmente no Triângulo Mineiro, regiões central e oeste de Minas e extremo norte paulista.
No restante do Sudeste, o tempo segue firme, com aumento de temperatura ao longo do dia. A umidade relativa do ar fica em níveis de atenção no interior de São Paulo.
Centro-Oeste: calor e tempestades no radar
A terça-feira será marcada por calor e pancadas de chuva no Centro-Oeste. Desde cedo, há instabilidade em áreas de Mato Grosso, Goiás e oeste de Mato Grosso do Sul.
Ao longo do dia, o calor e a alta umidade favorecem o desenvolvimento de nuvens carregadas. Há risco de temporais em Goiás, no Distrito Federal e no centro-leste de Mato Grosso.
Em Mato Grosso do Sul, a influência da baixa pressão aumenta o risco de chuva forte, especialmente no sul, centro-oeste e nordeste do estado.
As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer no sul de MS e sudoeste de MT.
Nordeste: ZCIT mantém chuva no norte da região
A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue organizando a chuva no Norte e litoral do Nordeste. Desde cedo, há pancadas moderadas a fortes no litoral norte e em áreas mais ao norte da região.
Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Pernambuco. Também há chuva no oeste e extremo sul da Bahia.
Há risco de temporais entre o Maranhão e o Ceará, além do litoral do Rio Grande do Norte e extremo sudoeste baiano.
No litoral de Alagoas, a chuva ocorre de forma mais moderada. Já nas demais áreas do Nordeste, o tempo segue firme, com predomínio de calor.
Norte: chuva forte e sensação de abafamento
A terça-feira será marcada por pancadas de chuva em praticamente toda a Região Norte. Os volumes mais expressivos são esperados no Pará, Tocantins, Amazonas, Acre, Rondônia e Amapá.
A atuação da ZCIT e de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) reforça as instabilidades, principalmente no Amapá e no norte do Pará.
Há alerta para temporais no Acre, grande parte do Pará e Amapá, além do centro-norte de Rondônia e sul e leste do Amazonas.
As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento predominante. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer em Roraima e no extremo norte do Amazonas.