sexta-feira, março 20, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Alta moderada e expectativa de volatilidade no agro



As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza


 As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza
As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza – Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas internacionais seguiram a semana com avanços moderados, em meio à retomada gradual de dados oficiais nos Estados Unidos e ao cenário regulatório ainda indefinido na União Europeia. O desempenho do S&P GSCI Agriculture Index, que subiu 1,1% até 1º de dezembro, refletiu um ambiente de negociações contidas e expectativas de maior volatilidade nas próximas semanas.

Segundo análise do Rabobank, a divulgação atrasada de relatórios do USDA e da CFTC, resultado da paralisação do governo norte-americano, limitou a confiança dos participantes. As inspeções de exportação continuam indicando fraqueza nas vendas de soja dos Estados Unidos, mas a ausência de dados atualizados de exportações abriu espaço para algum suporte, impulsionado por operações pontuais de venda para a China. A retomada das publicações trouxe reação inicial cautelosa, com possibilidade de movimentos mais amplos quando os fundamentos e o posicionamento dos agentes forem totalmente esclarecidos.

Na Europa, o debate regulatório avançou após o Parlamento aprovar posição favorável ao adiamento de doze meses da aplicação das regras do EUDR. A decisão veio dias depois de o Conselho adotar postura semelhante. Ambos divergem da proposta anterior da Comissão Europeia, que previa implementação gradual com um período de adaptação de seis meses. As instituições precisam chegar a um acordo até meados de dezembro, caso contrário a norma passa a valer em 30 de dezembro de 2025.

No mercado de cacau, o contrato de março na bolsa de Nova York subiu 7,1% na semana, recuperando parte das perdas de novembro. A queda anterior, combinada a negociações reduzidas e estoques baixos, criou espaço para reação, que se consolidou após o ICCO reduzir a projeção de superávit para 2024/25 para 49 mil toneladas.

 





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Ministério retoma investigações para proteger produtor de leite contra importações ‘desleais’



As investigações antidumping nas importações de leite em pó provenientes de Argentina e Uruguai serão retomadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), anunciou o vice-presidente e titular da pasta, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira (2).

Desde agosto deste ano o processo estava parado por conta de medida preliminar que apontava problemas técnicos na origem da petição, como a necessidade de diferenciação do produto in natura da versão em pó,mas, agora, a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os trabalhos devem seguir até junho de 2026.

Contudo, representantes da entidade dizem esperar que medidas, como a antecipação de uma tarifa adicional ao produto importado, sejam colocadas em prática antes desse período. De acordo com o assessor técnico da entidade, Guilherme Sousa Dias, foi constatado que entre 2021 e 2023, que abrange o período investigado, a Argentina exportou leite em pó ao Brasil a um preço 53% menor do que custava em seu mercado interno.

O vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, destacou a importância da decisão como “uma ação concreta de defesa ao produtor e à indústria nacional”, diante dos prejuízos causados pelas importações aos pecuaristas de leite no país, principalmente os pequenos, que já enfrentam uma crise de baixos preços e alta dos custos de produção.

“O importante é garantir a sobrevivência do produtor e amenizar o cenário crítico pela cadeia leiteira”, acrescentou. “O ministro reconheceu o peso social, político e estratégico da cadeia do leite. O Brasil reúne mais de 1,1 milhão de produtores, responsáveis pelo sustento direto de 5 a 6 milhões de pessoas”, completou.

Segundo ele, com a decisão, a produção nacional poderá ser preservada de práticas desleais de comércio e evita-se a dependência do mercado externo no médio e no longo prazo.

Ma disse, ainda, que o setor leiteiro enfrentou um ano particularmente desafiador em 2025 e que a expectativa é encerrar o ano com algum alívio e iniciar 2026 em condições mais favoráveis, abrindo novas perspectivas para os produtores e para toda a cadeia produtiva.

O deputado Domingos Sávio, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), lembrou que esse entendimento é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de que o leite em pó é similar ao leite in natura, fator que, na sua avaliação, pesou para que a equipe técnica do MDIC revisse sua posição, que foi respaldada pelo ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin.

Já a deputada Ana Paula Leão, presidente da FPPL, disse que os próximos passos, além das tarifas antidumping provisórias, é tratar de ações estruturantes para a cadeia produtiva para melhorar a rentabilidade do produtor.

O assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, pontuou que as próximas etapas envolvem a publicação, no processo, do deferimento do pedido de reconsideração da CNA e a retomada da investigação de dumping.

A Confederação também aguarda a determinação preliminar positiva de dumping, dano e nexo causal para aplicação de direitos antidumping provisórios tão logo seja possível. A entidade segue articulando junto ao MDIC e lutando pela defesa dos produtores rurais.



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Mercado de soja ‘esfria’ com proximidade do USDA; saiba as cotações do dia



O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação nesta terça-feira (2). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, Chicago operou com variações tímidas e encerrou em baixa, acompanhando o movimento de queda do dólar. Os prêmios ajustaram parte desse cenário, deixando o dia com oscilações mistas.

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Silveira avalia que a semana deve seguir lenta: “na próxima temos USDA, então os players tendem a ficar cautelosos”. O analista destaca ainda ofertas firmes no PR e em GO, especialmente para a safra nova, porém sem grandes movimentos, mantendo o mercado travado.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 137,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Números em Chicago

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram em baixa em sessão volátil, sem conseguir sustentar os ganhos iniciais. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina reforça expectativas de uma boa safra sul-americana, pressionando o mercado.

A demanda chinesa segue no radar, com ritmo moderado das vendas norte-americanas levantando dúvidas sobre o cumprimento das metas de exportação.

Contratos futuros de soja

O contrato de janeiro fechou com queda de 3,25 centavos (0,28%), a US$ 11,24 3/4 por bushel. Março recuou 3,00 centavos (0,26%), a US$ 11,35 por bushel. No farelo, janeiro perdeu US$ 3,00 (0,95%), a US$ 311,60 por tonelada. Já o óleo encerrou em alta de 0,32 centavo (0,61%), a 52,68 centavos de dólar por libra.

Câmbio

O dólar comercial caiu 0,53%, negociado a R$ 5,3296 para venda e R$ 5,3276 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,3291 e R$ 5,3626 ao longo do dia.



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Especialistas discutem agenda agroambiental e desafios pós-COP30 em encontro em SP



Após o encerramento da COP30, realizada em Belém, especialistas se reuniram em São Paulo para analisar o papel do Brasil na agenda climática global e os caminhos da nova pauta agroambiental até 2026.

O debate destacou que o agro voltou ao centro das discussões internacionais e que a agricultura tropical passou a ser reconhecida como parte da solução climática,e não apenas como fonte de emissões.

De acordo com o head de sustentabilidade do Itaú BBA, João Adrien, embora a COP nem sempre entregue avanços concretos nas negociações formais, o evento vem ganhando força.

“Se pensarmos somente na parte da negociação, ela acaba frustrando, mas a COP, vista sobre a perspectiva de relacionamento, novos negócios sendo gerados, fundos sendo apresentados, e assim por diante. Isso tem trazido para discussão uma grande esperança e também grandes oportunidades”, afirma.

Segundo Leonardo Munhoz, as regras obrigatórias estão cedendo espaço para declarações políticas, o que amplia o papel do soft power (capacidade de influenciar por meio de diálogo e parcerias). “Grandes decisões e tratados ambientais vieram de soft power. A declaração de 92 era isso, o Acordo de Paris e Protocolo de Kyoto. Então está acontecendo uma transformação do direito internacional para algo novo e o agro aqui ganha protagonismo”, conta.

Outro tema central foi a transição energética, o texto final da COP30 não mencionou a redução do uso de combustíveis fósseis, o que gerou críticas. Para o diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Eduardo Bastos, a transformação do setor é lenta e complexa, e não pode ser tratada como uma mudança imediata.

“Biocombustível é super importante, mas biocombustível hoje 3% da matriz global de combustível. Então, assim, achar que 3% vai virar 100 em um ano, não vai. Em lugar nenhum do mundo viraria”, afirma.

Ele lembrou que biocombustíveis representam apenas 3% da matriz global de energia e que não existe um “plano B” escalável para substituir petróleo, diesel, gasolina e derivados no curto prazo.

“Se a partir de amanhã não houver mais petróleo, gasolina, diesel e plástico, o que nós vamos fazer? A COP é construção de consenso. E construção de consenso dá trabalho”, conclui.

Com o Brasil em posição estratégica nas negociações climáticas e no fornecimento de alimentos ao mundo, o encontro reforçou que o país terá papel decisivo na construção da agenda agroambiental dos próximos anos, combinando produção, sustentabilidade e protagonismo diplomático.



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‘Esperamos que revisão de tarifas dos EUA seja tratada com prioridade’, diz Abipesca



A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) afirmou que espera uma solução rápida para as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao setor de pescados. A manifestação ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligar para o presidente norte-americano Donald Trump para tratar do tema.

Segundo a entidade, as medidas adotadas pelos EUA provocaram forte impacto sobre as exportações brasileiras. Desde o início do impasse comercial, o setor deixou de embarcar cerca de US$ 250 milhões em pescados para o mercado norte-americano, considerado um dos mais importantes para a indústria brasileira.

A Abipesca aponta que a perda afetou empregos, investimentos e competitividade. Além disso, a associação afirma que o diálogo entre os governos é bem-vindo, mas defende ações concretas. Para o setor, é necessário que o tema seja tratado como prioridade para corrigir distorções e recuperar o espaço perdido nas vendas externas.

“A indústria precisa de previsibilidade, rapidez e condições justas para competir e retomar o ritmo de crescimento”, declarou a entidade em nota assinada pelo presidente, Eduardo Lobo.



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Com tarifaço, exportações de café solúvel para os EUA despencam quase 80% em novembro



A revisão das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, em 21 de novembro, trouxe alívio aos setores de carne bovina, frutas e parte do café. Para o café solúvel, no entanto, o gosto do tarifaço ainda é amargo, uma vez que as taxas contra o produto seguem em vigor.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações de café solúvel para o mercado norte-americano recuaram 77,7% em novembro frente ao mesmo mês do ano passado. Desde janeiro de 2025, os embarques somam queda de 22,8% em relação a 2024.

Em comunicado após o recuo do governo de Donald Trump, a entidade lamentou que o café solúvel continue sobretaxado. “As tarifas contrastam com o progresso geral nas negociações bilaterais e representam um desafio contínuo para o setor”, dizia a nota.

Nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Trump por telefone e pediu a redução das taxas que ainda afetam alguns produtos brasileiros. Além do café solúvel, setores como mel e pescados seguem sobretaxados em 40%.

Procurado pelo Canal Rural, o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, afirmou que a expectativa da entidade segue de que o cenário de resolva o quanto antes. As definições, porém, continuam sem data para acontecer.

Queda no volume, alta na receita cambial

A queda dos embarques do Brasil para os Estados Unidos frustra a possibilidade do setor alcançar números recordes em 2025. No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de café solúvel totalizaram 3,35 milhões de sacas, volume 18,7% inferior ao registrado nos onze primeiros meses de 2024.

Por outro lado, a receita cambial deve ser histórica no ano. Conforme os dados da plataforma Abics Data, os embarques já somam US$ 1,006 bilhão entre janeiro e novembro, uma alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.



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Derrubada de vetos traz licenciamento ambiental para século 21, diz Faesp



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) divulgou nota nesta terça-feira (2) em que considera a derrubada dos vetos presidenciais ao novo marco do licenciamento ambiental um passo essencial para recolocar o país diante de uma de suas discussões mais estratégicas: como conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e segurança jurídica.

“Ao restabelecer dispositivos que haviam sido bloqueados, o Congresso reafirma a necessidade de atualizar um sistema que, por décadas, não acompanhou a velocidade das transformações produtivas e tecnológicas”, observa o texto.

Para a entidade, o Brasil do século 21 exige marcos regulatórios mais claros, eficientes e capazes de responder a desafios que vão da infraestrutura à produção de alimentos em larga escala.

Nesse contexto, para o presidente da da Faesp, Tirso Meirelles, o setor agropecuário emerge como protagonista de uma agenda que combina produtividade e sustentabilidade.

Segundo ele, nos últimos anos, produtores incorporaram práticas modernas de manejo, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e uso intensivo de tecnologia para reduzir impactos ambientais.

“A comemoração do setor produtivo reflete a convicção de que um licenciamento mais moderno permitirá reconhecer e valorizar essas evoluções, além de facilitar investimentos que sigam padrões socioambientais adequados”, afirmou Meirelles.

‘Proteção dos biomas não será flexibilizada’

A nota da entidade continua ressaltando que atualizar o processo de licenciamento ambiental não significa flexibilizar a proteção dos biomas. “Pelo contrário: significa substituir procedimentos morosos e desarticulados por instrumentos técnicos mais inteligentes, digitais e alinhados à ciência.”

Meirelles considera que um licenciamento do século 21 deve ser mais ágil, reduzindo a burocracia que não agrega segurança ambiental e fortalecendo a capacidade de monitoramento, transparência e responsabilização. “Assim, cria-se um ambiente em que bons empreendedores são estimulados e maus atores encontram menos brechas para se esconder”, acredita.

Próximo desafio

A nota da Faesp destaca que o desafio agora é transformar o novo marco legal em política pública efetiva, que una inovação, sustentabilidade e competitividade. “A derrubada dos vetos abre uma oportunidade histórica: alinhar o país às melhores práticas internacionais e consolidar um modelo em que desenvolvimento e proteção ambiental caminhem juntos.”

Para a entidade, se bem implementado, o novo licenciamento poderá dar ao Brasil o impulso necessário para avançar com responsabilidade — honrando sua vocação produtiva e, ao mesmo tempo, preservando o patrimônio natural que sustenta sua economia e sua projeção global.



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Com 99% de soja plantada no PR, maioria das lavouras apresenta boas condições



O plantio da safra 2025/26 de soja no Paraná alcançou 99% da área prevista até o dia 1º de dezembro, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

A área total destinada à soja nesta temporada foi estimada em 5,776 milhões de hectares, praticamente estável em relação aos 5,770 milhões de hectares cultivados em 2024/25.

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As lavouras apresentam condições favoráveis, com 92% das áreas classificadas como boas, 7% médias e 1% ruins. Quanto às fases de desenvolvimento, 3% estão em germinação, 56% em crescimento vegetativo, 31% em floração e 10% em frutificação.

Na semana anterior (24 de novembro), o plantio estava em 97%, com o mesmo quadro de condições (92% boas, 7% médias e 1% ruins) e distribuição das fases em 6% de germinação, 61% de crescimento vegetativo, 28% de floração e 5% de frutificação.

Produção de soja no PR

A produção da 1ª safra de soja em 2025/26 é projetada em 21,959 milhões de toneladas, volume 4% superior às 21,188 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

A produtividade esperada também apresenta avanço, estimada em 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos por hectare registrados em 2024/25.

Com informações da Safras & Mercado.



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Austrália projeta segunda maior safra de inverno da história


A produção de grãos de inverno da Austrália para 2025-26 deve alcançar 66,3 milhões de toneladas, um aumento de 10 por cento que, se confirmado, será o segundo maior volume já registrado. As informações são do Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences, o ABARES, em seu relatório de dezembro. 

A colheita avança em todos os estados, com resultados muito acima da média no norte de New South Wales, Queensland e Austrália Ocidental. O volume projetado supera em 35 por cento a média de dez anos para culturas como trigo, cevada, canola, lentilha e grão-de-bico.

A área plantada ficou em 25,1 milhões de hectares, pouco abaixo do recorde do ano passado. Houve aumento de 3 por cento na Austrália Ocidental, compensado pela queda equivalente em New South Wales. Queensland reduziu em 1 por cento a área, enquanto Vitória e Austrália do Sul praticamente repetiram o ano anterior. Segundo o ABARES, chuvas oportunas na primavera e temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, com exceção do sul de New South Wales e de partes do nordeste da Austrália do Sul, onde a falta de umidade limitou o potencial produtivo.

Entre as principais culturas, o trigo deve crescer 4 por cento e chegar a 35,6 milhões de toneladas, 29 por cento acima da média de dez anos, impulsionado pela boa performance da Austrália Ocidental, que caminha para sua segunda maior safra da história. A cevada pode atingir 15,7 milhões de toneladas, novo recorde, alta de 18 por cento anual. Já a canola deve avançar 13 por cento e totalizar 7,2 milhões de toneladas, apoiada pela combinação de maior área e produtividade elevada.

Entre as culturas de verão, o sorgo deve recuar 4 por cento para 2,6 milhões de toneladas, ainda acima da média histórica devido aos excelentes resultados do ciclo anterior. A melhora da umidade no fim da primavera também deve favorecer o plantio tardio.

 





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Derivados lácteos recuam 5,90% em novembro e mantêm tendência de queda em Goiás



O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano foi divulgado nesta segunda-feira (1º) e, na edição de novembro de 2025, aponta novo recuo no índice geral da cesta de derivados lácteos, que caiu 5,90% em relação ao mês anterior, acompanhando a tendência de queda observada nos últimos meses.

Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), após reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás.

O comportamento dos preços no período analisado foi homogêneo entre os produtos acompanhados.

  • Creme a granel: -0,77%;
  • Leite UHT integral: -11,74%.
  • Leite condensado: -1,55%;
  • Leite em pó integral: -5,20%;
  • Queijo muçarela: -5,65%.

O índice geral leva em consideração os pesos específicos de cada produto na composição da cesta:

  • Leite UHT integral (20%);
  • Leite em pó integral (23%);
  • Queijo muçarela (37%);
  • Leite condensado (14%);
  • Creme a granel (6%).

A combinação dessas variações resultou no recuo total de 5,90% no mês. Para o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, o acompanhamento sistemático do setor é fundamental para embasar decisões estratégicas de produtores e indústrias.

“As oscilações observadas em novembro refletem ajustes de mercado associados ao comportamento da oferta e da demanda. Informações técnicas atualizadas permitem que os agentes da cadeia láctea se planejem com mais segurança”, pontuou.



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