segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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Transição de carreira no agro: dicas, networking e governança



A transição de carreira para o agronegócio exige mais do que interesse pelo setor. É um processo que demanda autoconhecimento, planejamento e desenvolvimento intencional. Entender seus valores, habilidades e limitações é o primeiro passo para direcionar esforços e identificar oportunidades alinhadas ao perfil profissional.

O planejamento deve incluir metas claras e um mapeamento de etapas para chegar à nova posição. Paralelamente, buscar capacitação e novas experiências ainda na função atual amplia as chances de adaptação e sucesso.

O papel da governança corporativa na adaptação

Um dos fatores que mais influenciam a experiência de quem migra de área ou setor é a governança corporativa. Quando bem estruturada e alinhada à cultura organizacional, ela traz transparência, definição clara de papéis e processos decisórios objetivos.

Esse ambiente organizado facilita a compreensão das responsabilidades e acelera a integração com novas equipes. Para o profissional, isso representa segurança e clareza para atuar e se desenvolver.

Networking: conexões que geram oportunidades

O networking é um dos recursos mais estratégicos para quem busca entrar ou crescer no agro. Participar de eventos, feiras e grupos setoriais especialmente aqueles voltados para mulheres ajuda a criar conexões genuínas e a ampliar a visibilidade no mercado.

Estudos do LinkedIn indicam que mulheres costumam se candidatar a vagas apenas quando cumprem todos os requisitos, enquanto homens se arriscam antes. Essa diferença reforça a importância de investir em relacionamentos que possam gerar indicações e convites.

Experiência prática antes da transição

Testar a nova área antes de mudar definitivamente pode evitar frustrações. Algumas estratégias incluem:

  • Solicitar participação em projetos intersetoriais.
  • Atuar como voluntário em iniciativas do agro.
  • Fazer cursos e workshops para ampliar conhecimento técnico.

Essa vivência prévia ajuda a confirmar o interesse, entender a rotina e criar um histórico que fortalece o currículo.

Mobilidade interna como porta de entrada

Empresas com cultura de mobilidade interna facilitam a migração entre áreas. Organizações que incentivam esse movimento tendem a oferecer programas de integração e acompanhamento, garantindo que o profissional tenha suporte para desempenhar bem na nova função.



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Safra de grãos cresce 16,3%, aponta IBGE



O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quarta-feira (14), pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 340,5 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um valor 16,3% ou 47,7 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas). Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas.

A área a ser colhida este ano deve ser de 81,2 milhões de hectares, o que representa um
crescimento de 2,7% (2,2 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2024. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 49,0 mil hectares (0,1%).

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“A estimativa de julho para a safra 2025 é recorde da série histórica do IBGE. O crescimento da safra brasileira de cerais, leguminosas e oleaginosas em relação a 2024 é consequência dos maiores investimentos realizados pelos produtores, que ampliaram as áreas de plantio e investiram mais em tecnologia de produção, motivados pelos bons preços dos principais grãos por ocasião do plantio da 1 (safra das águas ou verão) e 2 safras (safra das secas). Outro fator foi o clima, que beneficiou as lavouras no campo na maioria das unidades da federação produtoras. Os problemas climáticos mais sérios foram verificados somente no Rio Grande do Sul”, explica o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Os principais destaques positivos da safra 2025 em julho, frente a junho, são os crescimentos das estimativas da produção da soja (165,5 milhões de toneladas), do milho (137,6 milhões de toneladas), do arroz em casca (12,5 milhões de toneladas) e do algodão em caroço (9,5 milhões de toneladas). O arroz, o milho e a soja representam 92,7% da estimativa da produção e são responsáveis por 88,0% da área colhida. Na comparação com 2024, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (7,1%), do arroz (17,7%), do feijão (0,4%), da soja (14,2%), do milho (19,9%, sendo 14,1% para o milho 1 safra e 21,4% para o milho 2 safra), do sorgo (23,6%) e do trigo (2,3%).

Ainda frente a 2024, mas no que se refere à área a ser colhida, ocorreu crescimento de 5,6% na do algodão herbáceo (em caroço), 11,4% na do arroz em casca, 3,3% na da soja, 3,5% na do milho (declínio de 4,9% no milho 1 safra e crescimento de 5,9% no milho 2 safra), e de 10,9% na do sorgo. Por outro lado, as áreas do feijão (-6,1%) e do trigo (-18,2%) apresentaram reduções.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de julho mostrou variação anual positiva para todas as regiões do país: Centro-Oeste (21,4%), Sul (9,0%), Sudeste (16,9%), Nordeste (9,0%) e Norte (17,3%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos o Norte (1,9%), o Sul (0,7%), o Sudeste (1,9%) e o Centro-Oeste (3,3%). O Nordeste (-0,1%) foi a única região com variação mensal negativa.

Em relação a junho, os principais aumentos nas estimativas de produção ficaram por conta do sorgo (13,5% ou 585 211 t), do milho 2 safra (5,7% ou 6 020 682 t), da castanha de caju (4,0% ou 5 605 t), da uva (2,1% ou 42 983 t), da aveia (2,0% ou 26 589 t), do algodão herbáceo (1,6% ou 154 083 t), do arroz (1,5% ou 185 508 t), da cevada (0,6% ou 3 339 t), do milho 1 safra (0,6% ou 156 042 t), do feijão 2 safra (0,3% ou 3 503 t) e da soja (0,2% ou 390 204 t).

No sentido oposto, houve quedas nas estimativas da produção do feijão 1 safra (-6,7% ou -76 488 t), do tomate (-6,7% ou -318 774 t), do feijão 3 safra (-5,2% ou -43 796 t) e do trigo (-3,4% ou -275 018 t).

“Os recordes de produção do milho e do sorgo em 2025 ocorrem devido à ampliação das áreas de plantio e ao clima que beneficiou essas lavouras durante as duas safras, notadamente o milho da 2 safra no Mato Grosso, que é o maior produtor nacional desse cereal. Esse aumento da produção se deve ao crescimento da demanda pelo cereal, já que ele é utilizado na produção de ração para atender à produção brasileira de proteína animal (carnes de frango, suíno e bovino), assim como no atendimento à crescente produção de etanol de milho, sendo que muitas usinas estão sendo instaladas no estado para aproveitamento desse cereal”, acrescenta Carlos.

Mato Grosso lidera a produção de grãos

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido por Paraná (13,4%), Goiás (11,4%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Em relação às participações das regiões brasileiras, o panorama é o seguinte: Centro-Oeste (51,5%), Sul (25,1%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,3%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior,
ocorreram no Mato Grosso (5 536 658 t), em Minas Gerais (561 874 t), no Paraná (479 700 t), em Santa Catarina (245 226 t), no Tocantins (242 795 t), na Bahia (160 380 t), em Rondônia (130 647 t), em Goiás (29 289 t), em Roraima (21 687t), no Maranhão (5 162 t), no Mato Grosso do Sul (408 t), no Acre (47 t) e no Rio de Janeiro (7 t). Já as variações negativas mais relevantes foram observadas no Rio Grande do Sul (-101 540 t), na Paraíba (-76 892 t), no Ceará (-59 501 t), no Piauí (-46 775 t), no Rio Grande do Norte (-12 701 t), em Sergipe (-6 490 t) e no Amazonas (-65 t).



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Suínos: mercado aquecido eleva os preços


Santa Catarina - suino
Foto: Freepik

Os preços do suíno vivo e da carne têm registrado novas altas em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo agentes consultados pelo instituto, o impulso vem do aumento na procura pela proteína suinícola, devido ao Dia dos Pais. Além disso, também houve a típica elevação na demanda motivada pelo recebimento de salários da população. 

No mercado da carne, apesar de registrar baixo ritmo de vendas em julho, o maior consumo na segunda semana de agosto tem elevado a liquidez envolvendo produtos de origem suinícola.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja sobe em Chicago com apoio do USDA e clima seco


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira em alta, impulsionada por um relatório positivo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo prêmio de risco climático. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 1,11% (US$ 11,20/bushel), a US$ 1.024,00, enquanto novembro avançou 1,11% (US$ 11,40/bushel), a US$ 1.044,20. No farelo, setembro ganhou 1,99% (US$ 5,60/ton curta), a US$ 287,00, e o óleo para o mesmo mês subiu 0,28% (US$ 0,15/libra-peso), a US$ 53,39.

A valorização foi sustentada pela redução nas projeções da safra norte-americana, que passaram de 117,98 para 116,82 milhões de toneladas, abaixo das estimativas do mercado (118,80 milhões). Os estoques finais também foram ajustados para baixo, de 8,44 para 7,89 milhões de toneladas, contra previsão anterior de 9,50 milhões. Esses dados reforçaram a recompra de posições e mantiveram o ritmo de alta iniciado no início da semana.

Além disso, previsões climáticas indicam tempo mais seco no cinturão agrícola dos EUA nos próximos dias, fator que pode beneficiar a colheita do milho, mas ainda preocupa a soja, em fase crítica de desenvolvimento. A possibilidade de que a escassez de chuvas afete as lavouras levou investidores a adicionar um prêmio de risco climático às cotações. A previsão estendida de 8 a 14 dias segue indicando precipitações abaixo da média para grande parte das áreas produtoras de soja e milho no Centro-Oeste americano, cenário que mantém o viés altista no mercado internacional.

 





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com preços avançando mercado apresenta estabilidade



O mercado pecuário como um todo segue em alta, com animais para abate, reposição e carne no atacado registrando valores maiores diariamente. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudo Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

As escalas estão, em muitos casos, entre 7 e 8 dias, o que, conforme explicam pesquisadores, mantém compradores com demanda ativa. Assim, à medida que oferecem preços um pouco superiores, os pecuaristas aceitam negociar e a liquidez melhora. 

Na parcial de agosto (até o dia 12), o Indicador Cepea/Esalq acumulava aumento de 5,3%. Para a carcaça casada bovina comercializada no atacado da Grande São Paulo, a valorização é de 6,4% no mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Fundo Garantidor de Crédito é aposta do governo para aumentar exportações do Brasil



O governo federal aposta em uma reforma estrutural ampla no sistema de garantias à exportação, por meio do Fundo Garantidor de Crédito à Exportação (FGCE), para elevar o patamar de competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior. Embora a medida tenha sido apresentada como resposta ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, a equipe econômica afirma que o objetivo é mais amplo, de modernizar o suporte às exportações e incentivar a busca por novos mercados, além de reduzir o risco aos cofres da União.

O detalhamento foi feito na quarta (13) pela equipe econômica, durante a apresentação do pacote de medidas anunciado para dar suporte às empresas afetadas pelas tarifas mais altas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A ideia é modernizar o sistema de exportação com instrumentos que protegem o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos, segundo o Ministério da Fazenda.

Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, explicou que a medida reduz o risco de impacto primário da União. Atualmente, 100% do risco das operações fica concentrado no Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e, em caso de sinistro, a União arca integralmente com o custo, registrado como despesa primária. Com a reforma, segundo Ceron, o FGCE funcionará como uma espécie de “camada” para absorver pequenas perdas. Nesse modelo, o fundo vai absorvendo sinistros menores ao longo do tempo, financiados com o próprio prêmio recebido, mantendo o ciclo de operação sem que cada ocorrência gere impacto fiscal integral imediato.

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“Com essa medida transfiro boa parte do risco para FGCE, e só em caso muito extremo, se tiver acionamento de sinistro elevado, que aí teria risco residual de ter impacto primário para União, mas ainda assim com previsibilidade, programando para a peça orçamentária do exercício seguinte. Hoje, se acontecer um sinistro, a gente tem que ir no bimestral correr para suportar esse sinistro”, explicou.

Ceron afirmou que a reforma terá viés pró-mercado, com ampla parceria público-privada. A operacionalização do FGCE, segundo ele, trará mais flexibilidade ao seguro de crédito à exportação, viabilizando a atuação conjunta com instituições financeiras para ampliar a capilaridade e facilitar o acesso das empresas a instrumentos de apoio.

Ele comparou o novo modelo à lógica do mercado de seguros, em que uma seguradora reúne diversas operações em uma carteira e, para não concentrar todo o risco no próprio balanço, repassa parte dele a outras seguradoras, que passam a dividir tanto o prêmio quanto a responsabilidade em caso de sinistro.

“Aqui a gente vai permitir a mesma coisa. É interesse das seguradoras compartilhar. Camada do risco fica com fundo, e uma camada fica com a seguradora. Assim compartilha mais risco e com isso consegue alavancar e desenvolver melhor este mercado”, explicou.

Micro e pequenas empresas

Segundo ele, o novo modelo, por meio do FGCE, vai beneficiar especialmente micro, pequenas e médias empresas, além daquelas com ciclos produtivos curtos, ao permitir que a garantia das operações de exportação seja concedida por carteira, e não mais analisada individualmente a cada operação. Hoje, cada exportação que conta com seguro passa por avaliação caso a caso, o que eleva o custo de transação e reduz a celeridade, tornando o sistema de seguros praticamente acessível apenas a operações de longo prazo e a grandes companhias.

“Isso muda completamente o custo de transação e o tempo de análise de aprovações. Para micro e pequenas empresas, muda completamente as condições”, disse Ceron. Ele citou que, no Brasil, o volume das exportações feitas por micro e pequenas empresas soma menos de 1% do total, enquanto na Itália essa participação chega a cerca de 30%.

No caso do seguro e do financiamento às exportações, o secretário apontou que, no FGE, micro e pequenas empresas também participam de menos de 1% das operações. Em países como Índia e Coreia do Sul, quase 40% do que é destinado ao seguro de crédito à exportação vai para companhias desse porte. “O Brasil tem infraestrutura financeira de suporte às exportações que não colabora com a inserção das menores empresas”, afirmou.

O governo também vai propor uma mudança regulatória no prazo mínimo das operações amparadas pelo FGE, hoje restrito a créditos acima de dois anos – regra que acaba excluindo pautas como exportação de perecíveis e de manufaturados de menor densidade tecnológica, segmentos nos quais predominam micro, pequenas e médias empresas.



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JBS vai adquirir e expandir unidade de alimentos preparados nos EUA



A JBS anunciou nesta quarta-feira (13) que fechou um acordo para a compra de uma unidade de produção em Ankeny, Iowa, com planos para construir a maior fábrica de bacon e linguiças prontas para consumo do portfólio da empresa nos EUA.

A fábrica de 17.300 m² vai passar a produzir bacon e linguiça. Antes, a unidade processava outros tipos de alimentos para a proprietária, as lojas Hy-Vee. Após a conclusão dos investimentos iniciais de capital e da construção, a expectativa é que a planta esteja funcionando em meados de 2026 e crie aproximadamente 400 empregos quando todas as fases do projeto forem concluídas. Ao todo serão destinados US$ 100 milhões na nova unidade da JBS USA.

“O anúncio de hoje está alinhado com nossa estratégia de longo prazo de oferecer mais produtos alimentícios prontos e com maior valor agregado para atender às necessidades de nossos clientes e consumidores”, disse Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA.

Em maio, a JBS USA já tinha anunciado a intenção de construir uma moderna fábrica de linguiças frescas em Perry, também no estado, com investimento de US$ 135 milhões. Esses dois investimentos em Iowa se somam a outros projetos anunciados pela Companhia nos Estados Unidos neste ano: US$ 200 milhões alocados para modernizar as unidades de carne bovina em Cactus (Texas) e Greeley (Colorado), e US$ 400 milhões para uma nova unidade de alimentos preparados que a Pilgrim’s está construindo no Condado de Walker, Geórgia.

Ao todo, os investimentos anunciados em 2025 pela JBS USA totalizam US$ 835 milhões.

Em Perry, a unidade de linguiça fresca fornecerá matéria-prima para esta nova unidade, permitindo que a empresa produza linguiças totalmente cozidas, além do bacon, apoiando o atendimento à crescente demanda dos clientes por esses produtos.

“A instalação em Ankeny não só expandirá nossos negócios de alimentos preparados nos EUA, como também se beneficiará das sinergias e do fornecimento estratégico de produtos de nossas outras plantas na região”, disse Rick Foster, head de Alimentos Preparados da JBS USA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exterior facilita negociações da soja


A valorização externa favorece as negociações da soja no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 143,00 porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 133,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 133,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 134,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Demanda externa impulsiona perspectivas para produtores catarinenses. “O cenário nacional de preços firmes e a demanda externa aquecida, impulsionada pela menor oferta norte-americana e pelo forte procura chinesa por grãos sul-americanos, criam um ambiente positivo para futuras negociações no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,83”, completa a consultoria.

No Paraná, mantém-se uma estabilidade nos preços da soja com demanda aquecida. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,78 (-0,85%). Em Cascavel, o preço foi 127,94 (+0,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,83 (+0,23%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,85 (+0,64%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,30 (+0,15%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja, em Mato Grosso do Sul, segue atento à demanda chinesa e aos custos logísticos. “A perspectiva de aumento nas exportações reforça a necessidade de planejamento para escoamento e armazenamento, especialmente diante dos custos de frete, que permanecem como fator decisivo na formação da margem de lucro e ainda muito altos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,78 (+0,30%), Campo Grande em R$ 121,78 (+0,30%), Maracaju em R$ 121,78 (+0,30%), Chapadão do Sul a R$ 120,65 (0,63%), Sidrolândia a em R$ 121,78 (+0,30%)”, informa.

A venda imediata avança, mas a comercialização segue lenta em Mato Grosso. “A China reforça seu protagonismo ao ampliar as compras de soja brasileira, fator que favorece os produtores locais. Campo Verde: R$ 122,20. Lucas do Rio Verde: R$ 118,10, Nova Mutum: R$ 118,10. Primavera do Leste: R$ 122,20. Rondonópolis: R$ 122,20. Sorriso: R$ 118,10”, conclui.

 





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Arábia Saudita retira restrições a importação de frango do Rio Grande do Sul



A Arábia Saudita anunciou que vai retirar as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Rio Grande do Sul, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro. A confirmação foi dada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) na tarde desta quarta-feira (13/8).

“Aos poucos estamos reabrindo mercados importantes e estratégicos para o Rio Grande do Sul. Isso também mostra a credibilidade que temos junto aos países e a qualificação do trabalho do Serviço Veterinário Oficial gaúcho”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

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Dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) mostram que a Arábia Saudita foi responsável por 21% das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul entre janeiro a outubro de 2024, ficando atrás apenas dos Emirados Árabes. Entre abril e janeiro deste ano, a Arábia Saudita era o 2º maior importador do produto brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou que é uma notícia importante, tendo em vista o potencial de compra da Arábia Saudita. “É mais um passo rumo a normalização do comércio exterior para a avicultura do Rio Grande do Sul. Atualmente, os países do Oriente Médio importam cerca de 30% do que o Brasil exporta, e automaticamente, o estado se enquadra nesse número porque som o 3º maior exportador do Brasil”, afirmou.

Na última semana, em missão ao Rio Grande do Sul, o Chile também havia anunciado a reabertura do mercado avícola. Faltando agora dois importantes países que é são a China e a União Europeia.

“A reabertura da Arábia Saudita é extremamente importante por se tratar de um parceiro
comercial fundamental para a avicultura do Rio Grande do Sul e isso simboliza o reconhecimento das garantias que o Estado e o país tem dado à proteína animal, em especial a avicultura”, destacou o secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena.



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Deslocamento de nova frente fria mantém as temperaturas baixas no país; veja a previsão do tempo para hoje



O avanço de uma nova frente fria ao largo da costa nesta quinta-feira (14) deve favorecer a entrada de umidade oceânica em direção ao continente, estimulando assim a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de chuva fraca e isolada em algumas áreas da região Sul. No Rio Grande do Sul, teremos uma maior formação de nebulosidade sobre o estado, com condições para chuviscos isolados nas regiões sul, costa doce, região metropolitana, serra e litoral.

Em Santa Catarina e no Paraná, pode chover rápido em alguns pontos rápidos do corredor litorâneo. A massa de ar polar associada à essa nova frente fria estará centralizada sobre o Uruguai e já começa a influenciar nas condições de tempo sobre parte da região – mantendo as temperaturas mais baixas, especialmente no Rio Grande do Sul. Ainda cedo, algumas cidades mais elevadas da campanha e serra gaúcha, na região central e serra catarinense, além de áreas mais elevadas do sul paranaense, podem contar com a formação de geada. Na parte da tarde, o ar seco continua predominando entre o norte e noroeste paranaense e pode provocar novamente a queda acentuada dos índices de umidade relativa do ar – que devem variar entre 21% e 30%.

No Sudeste, o deslocamento da frente fria sobre o oceano deve direcionar novamente a entrada de umidade sobre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro – além de promover a ocorrência de rajadas de vento moderada ao longo do dia sobre a faixa leste paulista e na capital fluminense. Em ambas as regiões, o céu deve permanecer mais encoberto e as pancadas de chuva começam já no fim da manhã, persistindo nas horas subsequentes – variando entre fraca e moderada intensidade. Há risco para eventuais episódios de chuva forte localizada em alguns intervalos do dia.

No interior paulista, o predomínio segue sendo de tempo firme, as temperaturas já sobem menos em comparação ao dia anterior, por conta da circulação de ventos mais frios associados à massa de ar polar que veio na retaguarda da frente fria, ainda assim não deve fazer frio – apenas uma sensação mais amena. A exceção deve ficar em torno de áreas do norte paulista, onde o calor mais expressivo ainda deve marcar presença à tarde. A umidade relativa do ar também continua em níveis críticos na região, com risco para os valores ficarem abaixo de 20%. No extremo norte de SP, há risco para que os índices de umidade relativa do ar fiquem abaixo de 12% durante as horas mais quentes. Minas Gerais segue sob influência dessa massa de ar seca do interior do país, e deve ter um dia quente e com baixa umidade do ar. O Espírito Santo ainda pode contar com algumas pancadas de chuva fraca isoladas, associadas à infiltração marítima.

Enquanto no Centro-Oeste, novamente o predomínio será de tempo aberto em todos os estados. No Mato Grosso do Sul, as mínimas seguem mais baixas nas primeiras horas da manhã. No decorrer do dia, o sol predomina entre algumas nuvens e favorece o aumento dos termômetros. Calor marca presença em toda a região à tarde, na medida em que a massa de ar seca estimula a queda acentuada dos índices de umidade relativa do ar – que novamente entram nos limiares críticos. Campo Grande, Cuiabá e Goiânia em alerta para baixa umidade, com valores abaixo de 20% à tarde. O cenário de maior atenção segue entre Mato Grosso e Goiás, além de algumas áreas no extremo nordeste de Mato Grosso do Sul, com valores abaixo de 12% durante as horas mais quentes.

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Já no Nordeste, a infiltração de umidade marítima sobre o continente mantém a chuva na região do recôncavo baiano, e também entre o litoral de Pernambuco e Natal, com pancadas de chuva que variam entre fraca e moderada intensidade. Nas regiões, há risco de chuva forte em alguns intervalos do dia. Nas demais regiões, o tempo firme deve predominar, com destaque para o calor e a baixa umidade do ar à tarde. Em algumas regiões do sertão nordestino, a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20% durante as horas mais quentes. Além da chuva e do tempo seco, as rajadas de vento ganham destaque no decorrer do dia, com ventos que variam entre 40 e 50 km/h, independente da ocorrência de chuva. No litoral do Piauí, do Maranhão e do Ceará, as rajadas podem ultrapassar os 51 km/h.

E na região Norte, as instabilidades devem continuar se espalhando entre o Amazonas, Pará, Roraima e o Amapá, ainda em decorrência da presença de umidade e algumas perturbações em níveis mais baixos da atmosfera. Ao longo do dia, o sol ainda aparece entre nebulosidade variável, e as pancadas de chuva variam entre moderada a forte intensidade, incidindo ainda de forma mais irregular. Não estão descartados eventuais temporais localizados. Pode chover também de maneira isolada no norte do Tocantins. Acre e Rondônia seguem com bastante calor e tempo firme.

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