domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Tarifaço e gripe aviária devem influenciar exportação de frango e ovo, diz ABPA



Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (20), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentou um panorama atualizado dos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre o setor. De acordo com a entidade, 36% do valor das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano serão diretamente afetadas.

O caso mais emblemático é o dos ovos: 63% das exportações brasileiras do produto têm os Estados Unidos como destino final, o que coloca o segmento entre os mais vulneráveis às novas barreiras comerciais.

Além de comentar os efeitos imediatos das tarifas, a ABPA divulgou dados atualizados e projeções para a produção e exportação de carne de frango, suína e ovos em 2025.

Frango sente efeitos da gripe aviária

O setor de carne de frango registrou retração nas vendas externas. A entidade informou que, em 2025, as exportações brasileiras devem apresentar queda de 2%, reflexo da crise da influenza aviária que atingiu os principais mercados globais.

Apesar da retração, a ABPA avalia que o Brasil segue competitivo frente a outros exportadores. A produção nacional deve alcançar 15,7 milhões de toneladas neste ano, mantendo o país entre os maiores fornecedores mundiais.

Ovos batem recorde histórico

No setor de ovos, o cenário é de forte crescimento. Pela primeira vez, o Brasil deve exportar mais de 1% de sua produção, com um salto de 116% no volume embarcado em comparação ao ano anterior. A alta na demanda internacional tem impulsionado o segmento, que busca ampliar mercados mesmo diante das incertezas comerciais.

Suínos em alta

A produção de carne suína também apresenta perspectivas positivas. Para 2025, a ABPA projeta uma produção total de 5,42 milhões de toneladas, avanço de 2,2% em relação a 2024. Já as exportações podem crescer até 7,2%, consolidando o Brasil como um dos principais players globais no segmento.

Segundo a associação, o setor segue atento às medidas dos Estados Unidos, mas confiante na capacidade de manter a competitividade no cenário internacional.



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Nova Piratininga: os segredos da propriedade que alimenta 120 mil bois na seca


Pecuaristas, a gestão de uma fazenda de grande porte exige um planejamento impecável. Com 120 mil cabeças de gado e mais de 202 mil hectares, a Fazenda Nova Piratininga se destaca como a maior fazenda de ciclo completo do Brasil, e sua operação para alimentar o rebanho na seca é um exemplo de alta precisão.Assista ao vídeo abaixo e confira essa história em detalhes.

O programa Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Pedro Vinicius Souza Alves, gerente geral de pecuária da fazenda. Ele compartilhou os segredos do planejamento e da logística que permitem gerir um complexo de fazendas em Goiás e Tocantins, com 30 retiros e 1.200 pastos, e atender à demanda de um rebanho gigantesco.

Planejamento nutricional: o segredo da operação

Vista aérea da alimentação a ser distribuída para o gado na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vista aérea da alimentação a ser distribuída para o gado na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Para a Nova Piratininga, o planejamento de suplementação para a seca começa antes do ano safra (setembro a agosto). A base de tudo é um planejamento orçamentário que define as estratégias para a produção de silagem, feno e a suplementação que vão atender à demanda de cada categoria animal.

A fazenda trabalha com o conceito de que o suplemento é para complementar, e o pasto é o principal. O manejo de pasto é uma das principais estratégias.

A propriedade é dividida em dois degraus, com forrageiras específicas para cada área, como humidícola na parte baixa e andropogon e massai na parte alta, otimizando o uso do solo.

As novilhas, por exemplo, são suplementadas para chegarem à estação de monta com peso entre 270 e 300 kg. As mais leves recebem 0,5% do peso vivo em ração, e as mais pesadas, 0,3%. As novilhas que já atingiram o peso-alvo recebem sal mineral aditivado com ureia na seca.

Tecnologia e sinergia na operação

Vista aérea da fazenda Nova Piratinga com silos de grãos, fábrica de ração e confinamento ao fundo. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vista aérea da fazenda Nova Piratinga com silos de grãos, fábrica de ração e confinamento ao fundo. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A logística para servir a suplementação a 1.200 pastos é um desafio. A Nova Piratininga utiliza caminhões automatizados para a distribuição do suplemento, no mesmo sistema do confinamento, garantindo que a dieta seja servida diariamente. O sal mineral é servido em intervalos de dois dias.

A fazenda também conta com um confinamento estático de 18 mil cabeças, que opera o ano todo, e uma área de semiconfinamento para estratégias como cria intensiva e terminação de vacas de descarte, numa estratégia de TIP

lém disso, a Nova Piratininga investe em agricultura, com 13 mil hectares de áreas desenvolvidas, o que potencializa a produção de alimento para o gado.

O abate é feito em Mozarlândia (machos) e Goiânia (fêmeas), e a fazenda participa de programas de qualidade de entrega, como o Protocolo 1953.

Bem-estar e sustentabilidade

Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A Nova Piratininga tem como premissa a excelência nas operações diárias, com foco em:

  • Bem-estar animal: Todos os manejos, inclusive a desmama, preconizam o bem-estar do colaborador e dos animais.
  • Sustentabilidade: A fazenda produz feno e silagem e tem agricultura, o que potencializa a produção de comida, garantindo uma produção mais sustentável e eficiente.
  • Reciclagem: As vacas vazias são terminadas em um sistema de TIP, o que garante a produção de arroba barata em pouco tempo e a otimização do aproveitamento da carcaça.
Irrigação por pivô central em área de agricultura na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Irrigação por pivô central em área de agricultura na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

O sucesso da Nova Piratininga é fruto de um planejamento orçamentário bem-feito, da dedicação dos 420 colaboradores e do uso de tecnologias que garantem a entrega de um produto de extrema qualidade na mesa do consumidor.



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Protagonismo de soja brasileira ‘entra em cena’ e EUA ficam em alerta



As importações de soja do Brasil pela China registraram alta de 13,9% em julho em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com informações divulgadas pela consultoria Safras & Mercado, o aumento reflete a maior oferta da safra brasileira e o receio com a guerra comercial entre China e Estados Unidos.

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Segundo dados da Administração Geral da Alfândega chinesa, o país importou 10,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em julho, contra 9,12 milhões em igual período do ano passado. No acumulado de 2025, as compras somam 42,26 milhões de toneladas, 3% abaixo do volume registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

As importações da soja americana, por sua vez, tiveram desempenho misto. Em abril, a China adquiriu 420,874 mil toneladas, recuo de 11,5% frente ao mesmo mês de 2024. Já no acumulado do ano, as compras somam 16,57 milhões de toneladas, 31,2% acima do mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pela agência Reuters.

Soja nos EUA

Foi divulgado pela consultoria Safras & Mercado nesta terça-feira (19) que produtores de soja dos Estados Unidos pediram ao presidente Donald Trump que firme um acordo com a China para garantir compras da oleaginosa.

A China, maior importadora mundial, tem priorizado a soja brasileira, o que pode gerar perdas de bilhões aos agricultores americanos. Em 23/24, o país comprou 54% da soja exportada pelos EUA, equivalente a US$ 13,2 bilhões.

A American Soybean Association alertou que os produtores enfrentam forte pressão financeira, com preços em queda e custos mais altos. Segundo a entidade, a falta de acordo até o outono agravará os impactos para o setor.



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Geadas podem comprometer mais de 400 mil sacas de café em MG, diz Expocacer



A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado Ltda. (Expocacer) divulgou nesta quarta-feira (20), em nota, levantamento preliminar sobre os efeitos das geadas registradas nos dias 10 e 11 de agosto nas lavouras de café no Cerrado Mineiro.

Segundo a cooperativa, há impacto direto em 1.173 hectares — o equivalente a 9,13% de um total de 12.850 hectares avaliados —, com perdas que podem chegar a pelo menos 412 mil sacas na safra 2025/26.

O relatório parcial aponta que 67 produtores cooperados foram atingidos. A massa de ar polar provocou temperaturas negativas, chegando a -2ºC em alguns pontos, com danos que variam de redução parcial de produtividade a perdas severas em determinadas áreas.

A Expocacer ressaltou no comunicado que o levantamento segue em andamento, com equipes técnicas em campo para avaliar também áreas sem geada visível, mas expostas ao frio intenso.

“Além dos danos aparentes, precisamos entender os impactos indiretos, como o estresse fisiológico das plantas e perdas no pegamento da florada”, afirmou na nota a gerente técnica de sustentabilidade da Expocacer, Farlla Gomes.

A entidade informou que seguirá atualizando os dados até a conclusão das análises e reforçou que prestará suporte técnico e estratégico aos produtores afetados.



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Lula e Macron se comprometem a finalizar negociação sobre o acordo Mercosul e União Europeia



Em meio à imposição de tarifas comerciais pelo Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, se comprometeram, nesta quarta-feira (20), com a conclusão das negociações para a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Negociado há mais de 20 anos, o acordo ainda encontra resistências, especialmente da França, para entrar em vigor.

Enquanto o líder francês afirma que o acordo não leva em consideração exigências ambientais na produção agrícola e industrial, Lula rebate afirmando que a França é protecionista sobre seus interesses agrícolas. Neste semestre, o Brasil está na presidência do Mercosul e tem por objetivo finalizar o acordo com os europeus.

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A sinalização do francês vai ao encontro dos interesses do Brasil na diversificação de parcerias e a ampliação de acordos que fortaleçam os países do Sul Global.
“Macron e Lula comprometeram-se a ultimar o diálogo com vistas à assinatura do acordo Mercosul-União Europeia ainda neste semestre, durante a presidência brasileira do bloco”, disse o Palácio do Planalto em nota após o telefonema entre os dois líderes.

“O Brasil continuará trabalhando para concluir novos acordos comerciais e abrir mercados para a produção nacional”, acrescenta a nota.

O presidente brasileiro telefonou para Macron na manhã desta quarta-feira e, na ligação, que durou quase 1 hora, os dois líderes trataram de temas das agendas global e bilateral.

“Reafirmaram seu apoio ao multilateralismo e ao livre comércio”, disse o Palácio do Planalto, acrescentando que também “reafirmaram a intenção de promover maior cooperação entre os países desenvolvidos e o Sul Global, em favor do comércio baseado em regras multilateralmente acordadas”.

COP30

O presidente Emmanuel Macron confirmou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), organizada pelo governo brasileiro, em Belém, no Pará, em novembro.

Para Lula, esta será a “COP da verdade, em que ficará claro quais países acreditam na ciência” para o enfrentamento à mudança do clima.

“O presidente Lula destacou a ambição das metas nacionalmente determinadas apresentadas pelo Brasil e realçou a importância de que a União Europeia e seus membros apresentem metas à altura do desafio que o planeta enfrenta”, informou o Palácio do Planalto.

Os dois mandatários também trocaram impressões sobre as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, no conflito que dura mais de 3 anos. Nesta semana, Macron esteve na Casa Branca acompanhando o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem pressionado por uma solução para a guerra.

No telefonema, o presidente francês elogiou o papel do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa liderada por Brasil e China em busca de estabelecer entendimentos comuns para apoiar os esforços globais para alcançar a paz, entre eles, o conflito entre Rússia e Ucrânia.

“Os dois presidentes acordaram continuar o diálogo sobre o conflito”, diz a nota do Planalto.

“O presidente Lula demonstrou preocupação com o aumento dos gastos militares no mundo, enquanto cerca de 700 milhões de pessoas ainda passam fome. Registrou, nesse contexto, a saída do Brasil do Mapa da Fome da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] e defendeu a reforma das instituições multilaterais em favor de uma governança global mais representativa e democrática”, completou.

No campo bilateral, Lula e Macron comprometeram-se a aprofundar a cooperação na área de defesa, setor que os dois países já desenvolvem projetos como a construção de helicópteros, submarinos e satélites.



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AgroNewsPolítica & Agro

Expointer 2025 terá participação de 6.696 animais



Número de cavalos crioulos inscritos para provas cresceu 143%


Foto: Arquivo Expointer

Com o encerramento das inscrições de animais rústicos para a 48ª Expointer, a edição deste ano da feira contará com um total de 6.696 animais. São 1.589 animais rústicos, que participam de julgamentos, vendas, leilões ou provas, e 5.107 animais de argola, que vão a julgamento morfológico nesta modalidade. As inscrições de rústicos tiveram um aumento de 18,2% em relação ao ano passado. 

Se comparar com 2024, houve aumento de 39,44% no número de animais inscritos em 2025. No entanto, em razão do estado de emergência zoossanitária pela doença de Newcastle e gripe aviária no Rio Grande do Sul, é necessário levar em conta que em 2024 não houve a participação de aves e pássaros na Expointer. Então, se comparados os números deste ano sem aves, com os do ano passado (4.802 no total), nota-se um aumento de 20,18%.

Conforme o comissário-geral da Expointer, Pablo Charão, houve um incremento significativo de inscrições de equinos da raça Crioula, de 143%. “Tivemos um crescimento de 70% nas inscrições de coelhos, por causa da feira de filhotes. E também se destaca o avanço nas inscrições de rústicos das raças de bovinos de corte Hereford e Braford, que foi 65% superior a 2024”, complementa. 

A 48ª Expointer ocorre de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.





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Mercado vê risco para bancos brasileiros em meio a impasse com EUA



Depois de um recuo que superou 2% nesta terça-feira (19), o Ibovespa futuro começou o dia em leve alta. No fechamento, o setor financeiro amargou perdas de R$ 41,9 bilhões. Apenas as ações do Banco do Brasil caíram 6,02%, o que representa uma perda de R$ 6,8 bilhões em valor de mercado.

Neste contexto, as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos seguem no centro das preocupações do mercado. Em meio a esse cenário, permanece o impasse com as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump, e, ao mesmo tempo, no Brasil, uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe tensão adicional. 

No início da semana, Dino decidiu que determinações estrangeiras não têm efeito automático no Brasil. A medida confronta a sanção imposta ao ministro Alexandre de Moraes, que conduz o julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Vale lembrar que esse julgamento é uma das justificativas apontadas pelo governo dos Estados Unidos para sancionar Moraes e adotar o tarifaço contra exportações brasileiras.

Consequências da decisão no mercado

Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o mercado financeiro está atento às consequências jurídicas da decisão. “O Flávio Dino quis fazer o movimento para proteger o Supremo. Já havia uma decisão encaminhada pelo ministro Zanin, e de certa forma ele se antecipou. Portanto, agora precisamos acompanhar como será a solução, talvez via Congresso ou por decisão majoritária no próprio STF”, avalia.

No entanto, outros especialistas avaliam que parte do movimento é influenciado por exagero. Essa é a opinião de Ricardo Rodil, economista da Crowe Macro Brasil.

“Tenho a impressão de que estão criando um alarmismo exagerado. Na teoria, as consequências poderiam ir até a falência dos bancos que aderirem ao processo de ‘permissão’ do STF para tomar medidas contra os afetados pela Lei Magnitsky. Apesar disso, na prática, isso levaria a uma diminuição gigantesca de transações entre empresas brasileiras e norte-americanas”, explica.

Enquanto isso, para Vale, a maior preocupação é com a repercussão no sistema financeiro internacional. “Todos os grandes bancos brasileiros têm representação e negócios nos Estados Unidos. Eles poderiam ser vítimas de restrições legais por conta dessa situação, o que aumenta, consequentemente, o risco e o desconforto do mercado”. Além disso, ele destaca ainda que as tensões comerciais devem se prolongar. “O Trump é instável. O aumento tarifário não resolve a situação, e esse tema vai voltar o tempo inteiro nos próximos meses e anos”, diz.

Rodil, por sua vez, pondera que o próprio setor privado americano poderia suavizar o quadro. “As inúmeras empresas americanas que seriam prejudicadas veriam suas receitas diminuir e, nessas circunstâncias, pressionariam seu governo para aliviar a situação”, conclui.

O que está no radar dos investidores

Enquanto as tensões entre Brasil e Estados Unidos seguem no centro das atenções, no cenário interno, temos outro componente: nova pesquisa Genial/Quaest sobre a popularidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (20), mostrou que a aprovação do presidente chegou a 46%, crescendo pela segunda vez consecutiva. O avanço veio da região Nordeste, beneficiários do Bolsa Família e eleitores com 60 anos ou mais. Já a reprovação ficou em 51%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No exterior, a expectativa com a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), ganha força. No documento, que será divulgado durante a tarde de hoje, o banco central norte-americano deve indicar os próximos passos da política monetária no país.

Para Rodil, o tarifaço pode gerar pressões inflacionárias nos EUA. “Quando isso se concretizar, o Fed terá de interromper a queda ou iniciar uma elevação dos juros. Isso levaria um fluxo de investimentos para os EUA, fortalecendo o dólar perante outras moedas e podendo até aumentar novas pressões inflacionárias, levando o Fed a novas altas”, explica.



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Indonésia libera a importação de carne bovina do Brasil



Os governos do Brasil e da Indonésia acordaram os requisitos sanitários para permitir a exportação de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne brasileiros para o país asiático, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária ( Mapa).

A Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, com cerca de 283 milhões de habitantes, e seu mercado é considerado estratégico para a proteína animal. O consumo de carne bovina no país vem crescendo nos últimos anos, impulsionado pelo aumento da renda da população e pela expansão da classe média urbana.

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A medida representa uma conquista importante para o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, e fortalece a parceria comercial com a Indonésia, que em 2024 importou US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, especialmente dos complexos sucroalcooleiro e da soja, fibras e produtos têxteis.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia deve reduzir área de feijão



Clima reduz área de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo o 11º Levantamento de Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Bahia deve registrar redução da área cultivada de feijão-comum. A entidade informou que a retração está associada a fatores climáticos, como falta de chuva no desenvolvimento da cultura e excesso de precipitações no período da colheita, além da perda de zoneamento, dificuldades no financiamento bancário, recorrência de infestação de mosca-branca, falta de mão de obra, substituição pelo milho e volatilidade de preços na colheita.

De acordo com a Conab, a produtividade diminuiu em relação ao levantamento anterior. A instituição destacou que houve infestação de mosca-branca e que “as vagens das primeiras lavouras implantadas não estão carregadas como esperado”. A análise acrescenta que o excesso de chuvas e as baixas temperaturas no período de floração prejudicaram o desenvolvimento, e que a redução das precipitações pode afetar o enchimento de grãos nas áreas mais recentes, em razão do período prolongado de semeadura em 2025.

A Conab informou ainda que, apesar da boa distribuição de chuvas na região Nordeste, o aporte hídrico foi irregular entre o litoral e o interior. A entidade relatou que períodos de nebulosidade constante e baixas temperaturas podem ter contribuído para a formação de vagens menores.

O levantamento aponta que, no geral, as lavouras seguem em diferentes estágios, entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

 





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‘Soja pode quadruplicar impacto no PIB com industrialização’, aponta chefe da Embrapa



A produção de soja no Brasil cresceu nas últimas cinco décadas, passando de 9,89 milhões de toneladas em 1974/75 para cerca de 169 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, esse avanço está diretamente ligado ao processo de tropicalização da oleaginosa e à adoção de tecnologias no campo.

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”O incremento contínuo da produtividade foi resultado das recomendações técnicas baseadas em ciência, do uso de maquinário adequado e de melhorias de infraestrutura”, avaliou Nepomuceno durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado em Londrina (PR) nesta terça-feira (19).

Na visão do chefe-geral da empresa, o próximo passo é ampliar a agregação de valor à produção. Atualmente, a soja representa 6% do PIB do agronegócio e gera cerca de 2,5 milhões de empregos. “Com maior industrialização, poderíamos quadruplicar esse impacto no PIB e também na geração de empregos”, destacou. Ele citou o potencial de inserir a oleaginosa na chamada transição da química fóssil para a química verde, produzindo plásticos, borracha e asfalto a partir do óleo de soja.

O clima e a soja

As mudanças climáticas, no entanto, trazem novos obstáculos. O pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, lembrou que, de 1970 a 2000, a produtividade avançava de forma estável, mas hoje a volatilidade é maior, mesmo em regiões tradicionais como o Centro-Oeste. A instabilidade do regime de chuvas e as ondas de calor têm impactado principalmente o Sul do país e o Mato Grosso do Sul. Para ele, a solução está em investimentos de longo prazo em manejo de solo, melhoramento genético e políticas públicas consistentes.

Desafios econômicos

Os produtores também relatam desafios econômicos. Fabrício Rosa, diretor da Aprosoja Brasil, destacou que o custo dos defensivos agrícolas, que representava 20% da produção, já chega a 40%. O gasto com sementes também dobrou em proporção. Além disso, ele citou as quebras recentes de safra causadas por secas e inundações, além das dificuldades no comércio internacional provocadas por guerras e pela pandemia de Covid. “Apesar das adversidades, o abastecimento interno e as exportações foram mantidos pela capacidade do país de compensar perdas regionais”, afirmou.

O papel das cooperativas

Outro ponto discutido no seminário foi o papel das cooperativas, responsáveis por cerca de metade da safra nacional. De acordo com Robson Mafioletti, superintendente do Sistema Ocepar, essas organizações têm papel estratégico na difusão de tecnologia e na industrialização do farelo e do óleo de soja, o que contribui para a estabilidade de renda dos produtores. “As cooperativas são fundamentais para orientar a tomada de decisão e agregar valor à produção”, disse.

O evento foi promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades do setor, entre elas Abiove, Acebra, Anec , Aprosoja Brasil e Ocepar. O encontro reforçou que, embora o Brasil seja líder mundial na produção de soja, o futuro do setor dependerá de inovação, agregação de valor e de maior resiliência diante das incertezas climáticas e econômicas.



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