quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Selo de qualidade garante acesso de biotecnologia agrícola



“A certificação é fundamental”



"O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis"
“O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis” – Foto: Canva

A Microgeo, empresa brasileira de biotecnologia agrícola, renovou a certificação QIMA IBD, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a qualidade de seus insumos. O selo, mantido desde 2010, garante que seus produtos atendam aos mais altos padrões ambientais e sociais, alinhando-se às exigências do mercado global.  

Com a incorporação do IBD ao QIMA Group em 2021, a certificação expandiu seu alcance, abrangendo não apenas a produção orgânica, mas também critérios de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente. Esse reconhecimento fortalece a competitividade da Microgeo, permitindo maior acesso a mercados que valorizam práticas agrícolas responsáveis.  

“A certificação é fundamental para garantir que a sustentabilidade e a responsabilidade social sejam mais do que apenas discursos no agronegócio global. O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis de verdade, por isso é importante buscarmos o reconhecimento através de um selo realmente confiável”, afirma Paulo D’Andrea, Diretor de P&D da Microgeo.

A empresa segue investindo em tecnologias voltadas para a regeneração do solo e a eficiência produtiva, contribuindo para um agronegócio mais equilibrado e sustentável. A renovação do selo reforça seu compromisso com inovação e governança, impulsionando novas oportunidades no Brasil e no exterior.

“O mercado focado na sustentabilidade agrícola e regenerativa, tem crescido exponencialmente, e isso só reforça a necessidade de certificações que realmente garantam a qualidade e a segurança desses produtos. Essa chancela nos ajuda a reforçar esse compromisso e abrir novas oportunidades tanto no Brasil quanto no exterior”, finaliza D’Andrea.

 





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Sebrae orienta pequenos negócios a lidar com alta de juros


O aumento da taxa Selic foi anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na última quarta-feira (19). A elevação de um ponto percentual levou a taxa básica de juros da economia de 13,25% para 14,25% ao ano.

De acordo com o BC, a Selic influencia outras taxas de juros do país, como taxas de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. A taxa também é instrumento para o controle da inflação oficial que é medida por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com o aumento da taxa, o planejamento financeiro dos pequenos negócios se torna fundamental. Isso porque a decisão tem influência direta nos custos de empréstimos e financiamentos. 

Gráfico taxa Selic ao longo dos anosGráfico taxa Selic ao longo dos anos
Evolução da taxa Selic ao longo dos anos. Arte: Jessé Mariano

De acordo com o Sebrae, revisar planos financeiros é o primeiro passo a ser dado neste momento. Giovanni Beviláqua, coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, complementa afirmando que a diversificação de produtos e serviços pode ajudar a diminuir os efeitos do aumento das taxas.

 “Pelo lado comercial, uma possibilidade a ser seriamente considerada pelos empreendedores seria oferecer uma variedade de produtos ou serviços, uma vez que isso pode ajudar a mitigar os efeitos de uma desaceleração econômica”, completa.

Beviláqua ressalta ainda a importância de planejamento financeiro sólido, diversificação de financiamento e gestão eficaz de riscos.

“Empreendedores devem estar atualizados sobre as tendências econômicas para tomar decisões com embasamento técnico”. O profissional também diz que a educação financeira pode ajudar o pequeno empresário a se beneficiar de um ambiente econômico mais favorável no futuro.

Alternativa

De acordo com levantamento do Sebrae, com base em dados do Banco Central, a taxa de juros em empréstimo para um microempreendedor individual (MEI) fica, na média nacional, quatro vezes maior que a Selic. No caso dos MEIs da região Nordeste, esse número supera 51% ao ano.

Por isso, o Sebrae tem atuado junto ao governo federal, no Programa Acredita, para ampliar o acesso dos pequenos negócios ao crédito. Por meio do Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), cerca de 30 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos. Nos próximos três anos, está previsto o aval de R$ 30 bilhões em operações de crédito.



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safra 2024/25 deve ter déficit de 4,1 milhões de toneladas



O Itaú BBA previu, em relatório, déficit de 4,1 milhões de toneladas de açúcar na safra 2024/25. No entanto, as estimativas iniciais para a safra 2025/26 sugerem um superávit de 4,4 milhões de toneladas.

O relatório, porém, alerta para as incertezas em 2025/26. “As previsões atuais para a produção estão otimistas, assim tem um risco relevante de não se concretizar (como já ocorreu na safra atual, por exemplo)”, disseram os analistas.

No Brasil, as condições climáticas têm gerado incertezas: enquanto as chuvas nos últimos meses de 2024 foram bem acima da média histórica, as precipitações de início de 2025 ficaram abaixo.

“Existe uma incerteza sobre a área disponível para colheita, pois as usinas ainda estão reformando as áreas as quais estão apresentando falhas na rebrota (devido aos incêndios do ano passado)”, afirmaram os analistas.

Diante disso, o Itaú BBA manteve sua estimativa de 601 milhões de toneladas de cana colhida na safra 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, mas alertou que esse valor pode ser reduzido, dependendo das chuvas de março e abril.

Além disso, o relatório destaca que, caso os preços do açúcar no mercado internacional percam os níveis atuais, “as usinas do Centro-Sul do Brasil entrarão em uma faixa de preços que já começa a reduzir o mix de alocação de cana para o açúcar”.

Se os preços do açúcar demerara em Nova York ficarem abaixo dos 18,50 centavos de dólar por libra-peso, uma maior parte da cana será direcionada para a produção de etanol, afetando a previsão de produção de açúcar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima impacta soja e milho na Argentina



A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas



A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas
A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas – Foto: USDA

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) revisou suas projeções para a safra de grãos na Argentina, destacando impactos climáticos contrastantes. No caso da soja, o calor intenso e a falta de chuvas prolongada afetaram severamente as lavouras no NEA, além de causar danos menores no NOA e no centro-norte de Córdoba. A redução no potencial produtivo chega a 22%. No entanto, chuvas entre fevereiro e março beneficiaram lavouras na região central, evitando quedas mais acentuadas. Assim, a projeção total de produção foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 48,6 milhões de toneladas (MTn).

A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas, com 13,6% da área nacional já colhida e rendimento médio de 82,7 sacas por hectare. A seca intensa no norte da área agrícola provocou uma queda de 40% na produtividade esperada, enquanto no centro e norte de Córdoba, norte de Santa Fé e sul da região agrícola, as perdas variaram entre 6% e 15%. Apesar disso, o ajuste na área plantada da safra anterior elevou a produção para 51,6 MTn, e a projeção para a safra atual foi mantida em 49 MTn.

No caso do girassol, a colheita acelerou no sul da região agrícola após a melhora nas condições climáticas, permitindo avanço semanal de 17,7 pontos percentuais. No entanto, a safra segue atrasada em relação ao ciclo anterior. Mesmo com problemas de tombamento e brotamento causados por chuvas recentes, os rendimentos permanecem altos, com média nacional de 23,8 sacas por hectare. Com isso, a projeção de produção foi ajustada para cima, de 4,1 para 4,3 MTn, com possíveis novas revisões nas próximas semanas.

 





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Entrevista com Victor Trenti diretor comercial da FS

Além da produção de etanol, a FS diversifica suas operações com foco em sustentabilidade e inovação. A empresa produz óleo de milho e energia elétrica a partir de biomassa, utilizando tecnologia avançada para fabricação de produtos destinados à nutrição animal.

​Victor Trenti, diretor comercial da FS, destacou recentemente diversas inovações implementadas pela empresa. Uma delas é a produção do HPDDG (DDG com alta proteína), um coproduto do etanol de milho destinado à nutrição animal, que possui 53,7% de Profat — combinação de proteína bruta e gordura. Este produto oferece uma redução de custos de 15% em relação ao farelo de soja e atende tanto ao mercado interno quanto ao externo, com exportações já iniciadas para a Indonésia.

Além disso, a FS obteve a Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC), permitindo a produção de combustível sustentável para aviação (SAF) a partir do etanol de milho. Essa certificação posiciona a empresa no mercado internacional de biocombustíveis, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil.

A empresa também investiu em tecnologias como a FST (Fiber Separation Technology), que permite a separação das fibras do milho para a produção de ingredientes destinados à nutrição animal, como o FS Essencial, FS Ouro e FS Úmido. Esses produtos possuem alto teor de proteínas, fibras e boa digestibilidade, sendo alternativas econômicas e eficientes na alimentação de bovinos, suínos, aves, peixes e pets. ​

Essas iniciativas refletem o compromisso da FS em agregar valor ao milho e ampliar as possibilidades da agroindústria brasileira, promovendo um ciclo sustentável e inovador no setor.

Para saber sobre as vagas temporárias, entre em contato pelo WhatsApp:

Primavera do Leste: 65 9953-8654

Sorriso: 66 9239-7590

Nova Ubiratã: 65 99252-6294

Para as demais vagas acesse o site: https://www.fs.agr.br/gente/nossa-gente/

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Regulamentação de bioinsumos no país gera debate sobre qualidade e segurança



A regulamentação da produção de bioinsumos no Brasil foi tema de um painel promovido pela DunhamTrimmer, reunindo especialistas do setor. A discussão ocorreu no contexto da lei nº 15.070, sancionada no final de 2024, que estabelece diretrizes para a fabricação agrícola desses insumos biológicos.

Embora a nova legislação represente um avanço para a agricultura nacional, especialistas alertam para desafios relacionados ao controle de qualidade e segurança.

Desafios da nova regulamentação

A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria da Cunha expressou preocupação com a falta de avaliação sobre o uso de microrganismos, o que pode levar à disseminação de doenças. “Estamos muito preocupados com o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. A produção na fazenda deve seguir protocolos rígidos, incluindo controle de qualidade e acompanhamento técnico”, destacou.

A diretora de Relações Institucionais e Regulatório da ANPII Bio, Julia Emanuela de Souza, ressaltou a necessidade de uma regulamentação sólida para evitar riscos à credibilidade dos bioinsumos. “Sem padrões bem definidos, a reputação da tecnologia pode ser comprometida. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, afetando a confiança dos produtores”, alertou.

Para Gustavo Branco, vice-presidente do conselho deliberativo da Abisolo, o principal desafio está na classificação dos produtos. “O governo precisa definir padrões claros de qualidade, tanto para a produção agrícola quanto para a industrial. Isso é essencial para garantir segurança e eficiência na adoção dos bioinsumos”, afirmou.

Oportunidade para o setor

Por outro lado, Ithamar Prada, CEO da BioWorld, vê a nova legislação como um marco positivo. “A lei oferece segurança jurídica e fortalece toda a cadeia de bioinsumos. Essa regulamentação pode impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e trazer benefícios já no curto prazo”, destacou.

Já Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da DunhamTrimmer para a América Latina, reforçou o potencial do Brasil como referência mundial em biotecnologia agrícola. “O país tem condições de liderar esse mercado globalmente, mas a implementação correta da lei será decisiva para o sucesso da iniciativa”, pontuou.

Normas que regem os bioinsumos

A lei nº 15.070 permite que produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem necessidade de registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. O objetivo da regulamentação é equilibrar inovação e segurança, garantindo que a adoção dos bioinsumos ocorra de forma responsável e sustentável.

Especialistas concordam que a legislação representa um passo importante para o setor, mas reforçam que sua eficácia dependerá de uma implementação criteriosa, com fiscalização rigorosa e suporte técnico adequado para os produtores.



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Falha de manejo pode comprometer próxima safra



A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade



A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade
A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade – Foto: Pixabay

A safra brasileira de soja 2024/25 deve alcançar 165,98 milhões de toneladas, segundo estimativas da DataFarm. No entanto, o potencial produtivo da cultura poderia chegar a 207,47 milhões de toneladas, o que significa uma perda de 47,49 milhões de toneladas devido a falhas no manejo. Esse déficit equivale a um prejuízo de R$ 102,89 bilhões, considerando uma média de R$ 130,00 por saca de 60 kg.  

Os dados foram gerados pela tecnologia YieldGapMaps, que utiliza inteligência artificial para cruzar informações sobre produtividade, clima e manejo. De acordo com Armando Parducci, cofundador da DataFarm, a ferramenta pode auxiliar na tomada de decisões para propriedades rurais, além de instituições financeiras e seguradoras. A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade municipal das últimas cinco safras, isolando o impacto climático e evidenciando as perdas causadas por manejo inadequado.

“Usamos como base dados de campos experimentais e áreas de fazenda com alto potencial produtivo, explorando os efeitos do clima e do manejo. Associado a essa calibração, a previsão de safra a nível nacional é feita com dados reais de produtividade municipais das últimas cinco safras, gerando assim o potencial produtivo, quantificado a partir do impacto do clima, as perdas por manejo”, comenta.  

Além da soja, a tecnologia também é aplicada ao milho, cana-de-açúcar, algodão e trigo. Segundo Parducci, práticas de agricultura de precisão podem minimizar essas perdas por meio da otimização da irrigação, correção de solo e melhorias no plantio e na aplicação de defensivos e fertilizantes. A ferramenta atualiza previsões diariamente com resolução espacial de dois hectares, sem necessidade de coletas de campo, garantindo rapidez e qualidade nas análises.

 





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Mapa começa a utilizar drones para fiscalizar plantio



Depois de passarem por uma capacitação sobre o uso de drones na fiscalização, servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do estado de São Paulo começaram a adotar a tecnologia em campo. A primeira operação aconteceu nesta semana, quando uma aeronave não tripulada sobrevoou e mapeou áreas experimentais de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O produto ainda não está liberado para uso comercial e essa restrição é controlada pelo Mapa.

A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas – a campo, além de minimizar os deslocamentos.

Dados e imagens captados pelos drones

captados pela aeronave permitem realizar medições, comparando o que está no campo com os dados apresentados pela empresa fiscalizada. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos.

Todos os ensaios envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) são regulamentados e estritamente minuciosos, devendo-se respeitar as medidas de biossegurança aprovados pela comissão técnica nacional de biossegurança, como por exemplo, delimitações e dimensionamento de áreas de cultivo.

A imagem em alta resolução permite verificar detalhes da área cultivada, calcular o tamanho e a quantidade de plantas no local. Antes do uso da tecnologia, o fiscal teria que medir manualmente a área e marcar os pontos de latitude e longitude, entre outras informações.

Três servidores acompanharam a primeira operação em São Paulo, que aconteceu na região de Campinas. A chefe da regional do Mapa, Patricia Schober, disse considerar importante incorporar às ações do ministério as tecnologias que contribuam para embasar tecnicamente o trabalho dos auditores fiscais.

“O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização. Como o Mapa em São Paulo tem um especialista no assunto e os equipamentos disponíveis, seria um erro não incorporar a tecnologia a esse tipo de ação”, disse ela.

O ministério capacitou servidores do estado de São Paulo para utilizarem drones em suas atividades. O conteúdo do treinamento incluiu desde a legislação até a parte prática de voo, obtenção e processamento das imagens.

Todos os voos, mesmo em uma fiscalização, foram autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo controle do espaço aéreo no Brasil. A aeronave utilizada está devidamente cadastrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que é fundamental para que os dados gerados pela aeronave possam ser utilizados de forma legal.

A intenção é utilizar cada vez mais essa ferramenta nas fiscalizações em 2025. A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), que representa o Mapa no estado, receberá em breve mais duas aeronaves não tripuladas de última geração, adquiridas pelo ministério. Uma delas possui um sensor termal, tecnologia que permite detectar variações de temperatura e visualizar o calor emitido pelos objetos. Essa aeronave poderá ser utilizada em operações noturnas ou em condições de baixa visibilidade.



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Empresa de laticínios usa inteligência artificial para ajudar a buscar desaparecidos



Uma iniciativa inovadora da Piracanjuba, em parceria com a ONG Mães da Sé, está utilizando inteligência artificial (IA) para ajudar na busca por pessoas desaparecidas. A campanha, iniciada em 2024, será expandida neste ano e já tem impacto nacional.

Nas embalagens de leite da marca, fotos antigas de desaparecidos são recriadas com a aparência que poderiam ter hoje, inserindo os rostos em cenas do cotidiano. A tecnologia permite que milhões de pessoas, ao adquirirem os produtos, tenham acesso às imagens e possam contribuir com informações sobre os casos.

O Canal Rural produziu e exibiu uma matéria sobre o assunto. O repórter João Nogueira conversou com a gerente de comunicação da Piracanjuba, Juliana Morato Menezes, que falou sobre a importância do assunto.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 183 pessoas desaparecem todos os dias no Brasil, totalizando cerca de 80 mil casos por ano. Juliana explicou que um perito criminal foi contratado para analisar 19 fotos disponibilizadas pela ONG e utilizar a IA para criar as novas imagens.

“Hoje, essas pessoas estão bem diferentes de quando sumiram. A inteligência artificial nos permitiu reconstruir suas possíveis aparências atuais”, destacou Juliana.

Diante do sucesso da iniciativa, a Piracanjuba pretende ampliar a campanha em 2025, com a inclusão de novas imagens nas embalagens.

“Estamos fazendo uma nova seleção para alcançar ainda mais pessoas. Espero que esse projeto sirva de inspiração para outras empresas e indústrias” afirmou a gerente.

A ação social, classificada como “Marketing do Bem”, não tem prazo para terminar, mantendo viva a esperança de milhares de famílias que buscam seus entes queridos.



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33 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável


Neste sábado (22), é celebrado o Dia Mundial da Água, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa, que existe desde 1993, tem o objetivo de alertar a sociedade de que a água é um bem finito e pode ser inutilizado para o uso mais importante, o consumo humano.

Diante desse risco e da constatação de que mais de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso ao produto, a informação foi incluída nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela Agenda 2030. O item 6 estabelece que todo cidadão tem direito a água potável e saneamento.

No Brasil, um dos países com maior quantidade de água doce do mundo, o cenário também preocupa, já que o levantamento do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostra que 33 milhões de brasileiros também não conseguem consumir o produto de forma adequada.

No campo, os cuidados com a irrigação podem garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento em um cenário de eventos climáticos extremos.

Com esse entendimento, é preciso que toda a sociedade seja conscientizada de que evitar a contaminação tóxica e o desperdício significa proteger o recurso natural das próximas gerações.

Especialistas informam que as condições com maior potencial de desperdício são os vazamentos não reparados. No interior de uma residência, as áreas com maior verificação de uso indevido são o banheiro e a cozinha, que juntos representam 70% do consumo total.

Medidas

Para aumentar a eficiência no uso de água e mitigar os efeitos da estiagem, o governo de São Paulo disponibilizou uma linha de crédito de R$ 200 milhões para irrigação pelo Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP.

Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisãoPlataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão
Foto: Pixabay

Os recursos são destinados a projetos com foco na implementação de sistemas de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão. A iniciativa pretende garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento em um cenário de eventos climáticos extremos.

Meio Ambiente

A recuperação de nascentes e de mata ciliar também são fundamentais. A Fundação Norberto Odebrecht (FNO) apoiou, em 2024, diversos projetos na região conhecida como Baixo Sul, na Bahia.

Os resultados advêm das práticas do seu programa social, o PDCIS (Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade). A ação tem um impacto direto na melhoria da qualidade da água, uma vez que as nascentes são fontes cruciais para o abastecimento hídrico, e sua recuperação ajuda a manter a quantidade e qualidade da água. Além disso, a vegetação ciliar age como um filtro natural, reduzindo a chegada de poluentes como sedimentos, nutrientes e defensivos.

Qualificação

Atualmente, cursos de EAD ajudam os interessados em atuar na área de meio ambiente, podendo iniciar a carreira por meio do curso Técnico em Meio Ambiente. O Senac oferece o estudo sobre o assunto, disponibilizando cursos de formação continuada, graduação, pós-graduação e extensão universitária.



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