quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Semana de instabilidade climática com fortes chuvas no Brasil; confira a previsão do tempo



A semana entre os dias 24 e 28 de março será marcada por condições climáticas variadas em todo o Brasil, com previsão de pancadas de chuva intensas, risco de temporais e oscilações térmicas. A influência de um cavado em médios níveis da atmosfera favorece a formação de chuvas, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Norte. Confira a previsão detalhada por região:

O tempo no Sul

O tempo segue instável nos três estados, com pancadas de chuva forte e risco de temporais localizados. Há previsão de sol entre nebulosidade variável no noroeste e norte do Paraná, sudoeste de Santa Catarina e na Serra Gaúcha, mas com possibilidade de chuvas a qualquer momento.

Os acumulados da semana podem chegar a 70 mm no centro-norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul do Paraná, elevando a umidade do solo, mas com risco de alagamentos pontuais. No extremo sul do Rio Grande do Sul e no norte do Paraná, a precipitação será menor, variando entre 20 e 30 mm.

Pancadas de chuvas no Sudeste

As pancadas de chuva persistem no estado de São Paulo, especialmente no centro-leste e noroeste paulista, onde o risco de temporais é alto. No Triângulo Mineiro, há chance de chuva ao longo do dia. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol predomina, mas com pancadas de chuva à tarde.

Os acumulados de precipitação podem chegar a 50 mm no Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais e centro-sul do Espírito Santo, mantendo a umidade do solo em boas condições para a agricultura. No restante do Sudeste, as chuvas serão escassas, variando entre 10 e 20 mm.

Como fica o clima no Centro-Oeste?

O Mato Grosso do Sul, o sul e oeste de Mato Grosso terão chuvas frequentes e risco de temporais. No Distrito Federal, o tempo será quente, com pancadas de chuva no fim da tarde. O volume de chuva deve atingir cerca de 50 mm na região, favorecendo o desenvolvimento da safrinha de milho. No leste do Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, o tempo será mais seco, com acumulados de até 15 mm, permitindo o manejo adequado das lavouras.

Calor no Nordeste

A semana começa com sol e calor, mas com pancadas fortes de chuva entre Maranhão, Piauí e Ceará. Chove de forma moderada no oeste e sul da Bahia, assim como no litoral de Alagoas e Sergipe. Natal, João Pessoa e Recife terão tempo firme. Os volumes de chuva mais expressivos serão observados no Maranhão, oeste do Piauí e oeste da Bahia, com acumulados de até 50 mm. No restante da região, a chuva será escassa, variando entre 0 e 15 mm.

Chuvas previstas no Norte

O tempo segue instável na maior parte da região, com risco de temporais no Amapá, Manaus, sul do Pará e centro-norte do Tocantins. Belém, Porto Velho e Rio Branco terão pancadas de chuva moderadas a fortes.

O volume de chuva previsto para a semana é de 50 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá e Tocantins, beneficiando lavouras e pastagens. No entanto, o Pará deve registrar volumes acima de 150 mm, podendo ultrapassar 350 mm ao longo dos próximos 10 a 15 dias, o que pode resultar em alagamentos e transtornos para a agricultura.



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Biocombustível de coco avança no país e fortalece economia circular



A produção de biocombustível a partir do coco verde surge como uma alternativa inovadora e sustentável para a transição energética no Brasil. Em Aracaju (SE), pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) desenvolvem um projeto que converte a fibra do coco em combustível renovável, promovendo a economia circular e reduzindo a sobrecarga ambiental causada pelo descarte inadequado do resíduo.

O Núcleo de Estudos em Sistemas Coloidais (NUESC), vinculado ao ITP e ao Grupo Tiradentes, vem aplicando tecnologias avançadas para transformar as 190 toneladas de resíduos de coco descartadas semanalmente na cidade em energia limpa.

“Essa iniciativa não só reduz o impacto ambiental, como também aproveita um material abundante que, de outra forma, geraria altos custos para a gestão de resíduos urbanos”, explica o pesquisador Cláudio Dariva, coordenador do NUESC.

Tecnologia no aproveitamento do coco

O coco verde é amplamente consumido em regiões tropicais, e seu resíduo, especialmente a fibra, representa um grande desafio ambiental em razão do seu alto volume e baixa taxa de decomposição.

O processo de conversão do coco verde em biocombustível envolve etapas como secagem, trituração e conversão térmica, utilizando técnicas como pirólise e gaseificação. A pesquisa também explora a integração de processos sustentáveis para maximizar o aproveitamento dos resíduos e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Além de contribuir para a redução na emissão de carbono, o projeto fomenta o desenvolvimento local, gera empregos e impulsiona o setor de biocombustíveis, consolidando-se como um modelo promissor para outras regiões do país.

Com o avanço dessa tecnologia, o Brasil se posiciona como referência na valorização de resíduos agroindustriais, promovendo soluções inovadoras para o agronegócio e para a sustentabilidade ambiental.



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AgroNewsPolítica & Agro

Parceria busca integrar dados no agronegócio


A Hexagon, empresa global de tecnologia, firmou uma parceria com a Analítica, especializada em soluções agrícolas, para centralizar e integrar dados no setor. O objetivo é resolver um dos principais desafios do agronegócio: o excesso de informações não utilizadas devido à falta de integração entre diferentes fontes.  

A nova solução unifica dados de drones, satélites, estações meteorológicas e softwares de gestão em uma única plataforma, permitindo uma análise automatizada e mais eficiente. Com isso, a tomada de decisão se torna mais ágil, reduzindo desperdícios e otimizando recursos como água, combustível e insumos.  

“Além de evoluir constantemente em nossas soluções de geoposicionamento, agricultura de precisão e planejamento e monitoramento de operações, ouvimos o mercado sobre a demanda por integração com dados vindos de outras fontes como drones, sistemas de abastecimento, imagens de satélites, estações meteorológicas, softwares de gestão, entre outros e decidimos agregar na nossa entrega o compilador de dados Metrics, da Analítica, integrando todas as informações de desempenho que o cliente precisa. Com isso, oferecemos um serviço ainda mais completo, inclusive ampliando nossos serviços de suporte e pós-vendas,” explica Fabio Perna, diretor Comercial e Serviços agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon.

A tecnologia utiliza inteligência artificial para identificar padrões e gerar recomendações, eliminando a necessidade de análises manuais complexas. Além de aumentar a eficiência operacional, a iniciativa busca democratizar o acesso à inovação, garantindo que pequenos produtores também possam usufruir dos mesmos benefícios oferecidos a grandes empresas do setor.  

A expectativa é expandir a solução para novos clientes, oferecendo integração com sistemas já utilizados no campo. Com a automação do gerenciamento de dados, o agronegócio ganha mais precisão e rentabilidade, reduzindo custos e aumentando a produtividade de forma sustentável.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão de suinocultura da FAEP debate bioinsumos e prepara ações para o setor


Pesquisadores apresentaram como dejetos podem ser utilizados como biofertilizantes e na geração de energia nas propriedades rurais

Em sua primeira reunião deste ano – realizada nesta segunda-feira (17) –, a Comissão Técnica de Suinocultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) deu ênfase à utilização de bioinsumos na atividade. Esses produtos de origem biológica podem ser usados como fertilizantes e na geração de energia, tornando a produção mais sustentável e reduzindo custos de produção. O encontro também serviu para que os membros estruturassem ações para 2025.

Em sua apresentação, os pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, Juliano Correa e Estela Nunes, definiram bioinsumos como “produtos total ou parcialmente derivado de materiais de origem biológica”. Eles podem se subdividir produtos de controle biológico, insumos para uso animal e biofertilizantes, em diversas etapas dos processos produtivos. No caso da suinocultura, os dejetos dos animais tem sido utilizados, principalmente, como biofertilizantes e como matéria-prima para a geração de energia – através de biodigestores.

Os pesquisadores da Embrapa apresentaram uma projeção, que aponta que um produtor que mantenha 500 animais em sua propriedade pode obter R$ 12,7 mil com a utilização dos dejetos gerados pelos animais como biofertilizantes. Os dejetos de suínos são ricos em nitrogênio, fósforo e potássio, além de conterem matéria orgânica e microrganismos benéficos ao solo. Os especialistas também exibiram fotos de lavouras e pastagens desenvolvidas a partir do uso de biofertilizantes da suinocultura.

A discussão sobre o aproveitamento dos dejetos tem relação direta com o avanço da atividade no país. A produção nacional de suínos saltou de 500 mil toneladas, em 1970, para 4,5 milhões de toneladas no ano passado. No memo período, as exportações saltaram de 2 mil para 1 milhão de toneladas. Só em 2023, os embarques internacionais de carne suína tiveram um aumento de 38% em relação ao ano anterior.

Outros temas

A comissão técnica também começou a estruturar ações para 2025. Ao longo da reunião, o regimento interno do colegiado foi apresentado aos novos membros. Os participantes também apontaram temas de interesse, que devem ser abordados durante este ano. Na sequência, o grupo deve definir o calendário de reuniões, com os temas técnicos e administrativos a serem debatidos.

“Sabemos o quanto é difícil cada um de nós dispor de um tempo na nossa propriedade, mas essas reuniões são importantes para estruturarmos nossas ações. A participação é muito importante para seguirmos mais fortes”, definiu a presidente da comissão, Deborah de Geus.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de aveia dos EUA enfrenta desafios tarifários



O produto está bastante voltado para a alimentação humana



Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração
Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração – Foto: Canva

O mercado de aveia nos Estados Unidos em 2025 enfrenta desafios significativos devido a complicações tarifárias e à escassez de estoques no Canadá, seu principal fornecedor. A forte interdependência entre os dois países torna as negociações comerciais um fator crucial para a estabilidade do setor. Restrições tarifárias e eventuais disputas comerciais podem limitar as opções de importação e elevar os custos para toda a cadeia produtiva.  

Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração e passou a atender principalmente ao mercado de alimentação humana, impulsionada por tendências de saúde e sustentabilidade. Os Estados Unidos representam 30% da moagem global e 22% da produção mundial de aveia, com Canadá e EUA liderando as exportações e importações do cereal. No Canadá, aproximadamente 72% da aveia consumida comercialmente é destinada ao consumo humano, enquanto o restante ainda atende ao setor de ração animal.  

As tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos canadenses desde março adicionam incertezas ao mercado. Enquanto algumas taxas foram temporariamente suspensas, outras continuam em vigor, e novas medidas retaliatórias podem ser adotadas. O impacto já afeta setores como frutas, laticínios e carnes, além de commodities como aço e veículos elétricos. Ao mesmo tempo, restrições impostas pela China ao óleo e ao farelo de canola canadenses, bem como a outras exportações agrícolas, aumentam a pressão sobre os produtores.  

A volatilidade tarifária e os baixos estoques de aveia criam desafios para toda a cadeia de suprimentos, elevando os custos para importadores e consumidores. O repasse desses custos pode afetar o preço final do produto, impactando diretamente as decisões de compra. 

 





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Preços do boi gordo se recuperam



Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira



A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China
A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China – Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo voltaram a subir, afastando momentaneamente o risco de queda abaixo de R$ 300/@. Segundo a StoneX, o índice contínuo na B3, que começou março pouco acima de R$ 301/@, encerrou a semana acima de R$ 310/@. Os contratos futuros também avançaram, com destaque para outubro/25, que voltou a operar na faixa de R$ 340/@. A oferta reduzida na segunda metade do ano segue como fator de suporte, já que estimativas da consultoria, baseadas nas estatísticas do SIF, indicam possível recuo nos abates totais em fevereiro, justamente no momento de virada de ciclo da pecuária.  

A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China sobre importações de carne bovina e pela guerra comercial dos EUA com seus principais parceiros. Após registrar o melhor fevereiro da história, as exportações seguem aceleradas, com dados semanais da Secretaria de Comércio Exterior apontando que os embarques de março já superam os volumes registrados no mesmo período de 2023.  

Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira no mercado global, sustentando os preços internos mesmo após um 2024 marcado pelo maior nível de abates da história. A valorização do boi gordo e a alta nos contratos futuros refletem tanto a expectativa de menor oferta nos próximos meses quanto o forte apetite do mercado internacional pelo produto brasileiro. “Após o melhor fevereiro da história, os dados semanais da Secretaria de Comércio exterior estão mostrando como março vem realizando envios superiores ao realizado no mesmo período do ano passado”, conclui.

 





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Portugal inaugura primeira fábrica de tratamento de cânhamo



Produto é usado para produção de ECOblocos



Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios
Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios – Foto: Pixabay

A dte, empresa do dstgroup especializada em instalações especiais, anunciou sua participação na construção da primeira fábrica do mundo dedicada ao tratamento do cânhamo e à produção de blocos sustentáveis. A unidade, localizada em Ourique, no Alentejo, representa um investimento de quase 800 mil euros e promete revolucionar o setor da construção civil com materiais inovadores e ecologicamente responsáveis.  

Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios. Além disso, o cultivo do cânhamo absorve grandes quantidades de CO2, tornando os blocos uma solução sustentável para eficiência energética e conforto térmico. Outro diferencial do material é sua capacidade de unir alvenaria e isolamento térmico em um único produto, minimizando o desperdício nas obras.  

A dte será responsável pelo fornecimento, transporte e montagem de materiais e equipamentos elétricos e de AVAC, essenciais para a infraestrutura moderna e sustentável da fábrica. Ricardo Carvalho, CEO da dte, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade, impulsionando a indústria do futuro e promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico da região.  

Com início das operações previsto para este verão, a fábrica está instalada em um terreno de 57.476 m² cedido pela Câmara Municipal de Ourique. Além dos avanços ambientais e tecnológicos, a unidade também terá um impacto social positivo, gerando dezenas de empregos locais e fortalecendo a economia regional.

 





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Exportação de carne bovina enfrentará desafios


O setor de carne bovina brasileira encerrou 2024 com recorde histórico, consolidando o país como líder global em exportações. Segundo dados do MDIC e da Abiec, foram embarcadas 2,89 milhões de toneladas, um crescimento de 26% em relação a 2023. A China permaneceu como principal destino, seguida pelos Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. No entanto, para manter esse desempenho em 2025, o Brasil precisará enfrentar desafios como a disparidade do preço do boi e os altos custos logísticos.  

De acordo com Vanessa Silva, da Ramax Group, a diferença entre os preços internos e internacionais tem pressionado as margens da indústria. Além disso, o custo elevado do frete, pedágios e combustíveis impacta a competitividade do setor. Apesar disso, o apetite chinês segue forte: enquanto o Brasil consome cerca de 25 kg de carne bovina per capita ao ano, na China esse número é de apenas 6 kg, com potencial de crescimento impulsionado pelo aumento da renda e da demanda por proteínas.  

“O mercado não está acompanhando essa relação de valorização, desta forma, a compra está muito apertada e muitas vezes essa conta não fecha. Por isso precisamos focar na eficiência operacional”, destaca.

A produção de carne bovina na China cresceu 3,59% em 2024, reduzindo a dependência de importações e pressionando os frigoríficos brasileiros. Com essa mudança, torna-se essencial diversificar mercados. Os Estados Unidos e os Emirados Árabes aparecem como alternativas estratégicas, assim como mercados emergentes na Ásia. O Japão, por exemplo, está em negociações com o Brasil para ampliar a importação de carne bovina, reforçando laços comerciais que completam 130 anos em 2025.  

“Essa aproximação será excelente para o Brasil, pois sempre é bom ter mais opções de compradores para não ficarmos dependentes apenas de um país.  E como a Ásia não cria boi em larga escala, naturalmente vão pagar um preço melhor”, finalizou Mariana.

 





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arroba teve altas de até 5% na semana; veja preços



O mercado físico do boi gordo registrou novos aumentos de preço no Brasil ao longo da última semana.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o encurtamento das escalas de abate pode ser entendido como um dos fatores responsáveis por esse movimento, diante da retenção de oferta por parte dos pecuaristas em meio às boas condições das pastagens.

Iglesias também menciona as exportações de carne bovina em ótimo nível pelo Brasil como um elemento que vem garantindo suporte às cotações do boi gordo.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 20 de março:

  • São Paulo (SP): R$ 315, avanço de 1,61% frente ao fechamento da última semana, de R$ 310.
  • Goiânia (GO): R$ 305, alta de 3,39% perante os R$ 295 registrados na semana passada.
  • Uberaba (MG): R$ 310, aumento de 5,08% frente ao fechamento da semana anterior, de R$ 295
  • Dourados (MS): R$ 310, acréscimo de 5,08% frente aos R$ 295 da última semana
  • Cuiabá (MT): R$ 300, estável frente a semana passada.
  • Vilhena (RO): R$ 270, valor 1,89% superior aos R$ 265 da semana anterior

Atacado

O mercado atacadista fugiu à regra e apresentou elevação em seus preços, segundo a Safras & Mercado, mesmo diante da segunda metade do mês, período de menor propensão a reajustes.

Apesar do aumento, Iglesias entende que a população segue em busca de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, cortes de suínos e embutidos.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 o quilo, alta de 2% frente ao valor praticado no fechamento da semana passada (R$ 25).

O quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, sem mudanças frente a semana amterior.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 572,021 milhões em março (8 dias úteis), com média diária de US$ 71,502 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 117,480 mil toneladas, com média diária de 14,685 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.869,10. Em relação a março de 2024, houve alta de 89,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 76,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,5% no preço médio.



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União Europeia investe € 155 mil euros para implantação do CAR 2.0


O governo do Tocantins irá receber o suporte de 155 mil euros da União Europeia, por meio do programa AL-INVEST Verde, para implantação do CAR 2.0, ferramenta fundamental para implementar a plataforma Selo Verde no Tocantins.

O projeto, desenvolvido em co-parceria entre o governo do estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Centro de Inteligência Territorial (CIT) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi submetido à União Europeia no final do ano passado.

Segundo o gestor da pasta, Marcello Lelis, um dos maiores desafios de todas as secretarias do meio ambiente do País é a validação do CAR e no Tocantins esta é prioridade da agenda ambiental do Estado, e uma das principais demandas do setor produtivo. “Este suporte financeiro chega para nos ajudar muito nesta tarefa de implantar o CAR 2.0 no Tocantins”, afirmou.

secretário de Meio Ambiente Tocantins, Marcello Lelis - adesão ao CAR 2.0secretário de Meio Ambiente Tocantins, Marcello Lelis - adesão ao CAR 2.0
Para o secretário Marcello Lelis , a adesão ao CAR 2.0 permitirá que os produtores tocantinenses atendam às exigências ambientais do mercado internacional Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins

Segundo a gerente Senior do Programa AL-INVEST Verde, fortalecer o CAR 2.0 e integrar o Selo Verde é crucial para aprimorar a governança ambiental e a transparência da cadeia de suprimentos.

“A adoção do CAR.2.0 e do Selo Verde pelo Tocantins reforça o crescente comprometimento dos estados brasileiros com os padrões de sustentabilidade, contribuindo para um maior alinhamento com as exigências do mercado internacional”, destacou.

Segundo o diretor-presidente do CIT, Felipe Nunes, a proposta de customizar e lançar o CAR 2.0 e o Selo Verde para o estado do Tocantins visa consolidar estas ferramentas como sistemas públicos, fazendo com que o produtor rural tenha acesso gratuito a um diagnóstico detalhado de sua propriedade.

CAR 2.0

O CAR 2.0 é uma ferramenta de inteligência geoespacial desenvolvida para analisar automaticamente todos os imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e verificar o cumprimento da legislação ambiental vigente, identificando eventuais pendências ou irregularidades ambientais a serem sanadas pelos proprietários ou posseiros.

É uma análise robotizada, executada a partir de algoritmos, bases de dados temáticas de referência, imagens de satélite, modelagem computacional e informações ambientais para monitoramento e avaliação do cumprimento da Lei 12.651/2012 com indicação da situação de regularidade ambiental do imóvel rural inscrito no CAR.

O professor da UFMG, Raoni Rajão reforçou que quando os sistemas estiverem em operação “o estado vai ter a possibilidade de demonstrar, de maneira automática, com a integração de dados, aplicando algoritmos de inteligência artificial para emitir uma certidão de nada consta ambiental para o produtor rural”.



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