quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Caravana Sebrae Delas vai estimular o empreendedorismo feminino por meio de capacitação e crédito



Cerca de 10 milhões de mulheres estão à frente de pequenos negócios no Brasil. Elas são mais escolarizadas e buscam mais capacitações, mas quando o assunto é crédito, o acesso entre as mulheres é menor. Estudo do Sebrae realizado a partir de dados do Banco Central mostrou que o tíquete médio de crédito feito para as mulheres é menor e as taxas de juros praticadas são maiores.

Com início em Campo Grande, no Delas Day, o Caravana Sebrae Delas vai levar capacitação e apoiar o empreendedorismo feminino levando agentes bancários ao encontro das mulheres. Para as operações de crédito feita para as mulheres, o Fundo de Amparo a Micro e Pequena Empresa (FAMPE) vai custear 100% das garantias exigidas para a concessão de empréstimos para as mulheres. Normalmente, o Fampe avaliza até 80% dos créditos.

“Esperamos com isso, aumentar a participação das mulheres em soluções de crédito e estimular uma redução da taxa de juros praticadas nas operações concedidas para as mulheres”, afirma Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae.

A iniciativa busca responder a uma realidade revelada pela pesquisa “O financiamento do empreendedorismo feminino no Brasil: um panorama do mercado de crédito” feita pelo Sebrae com base em dados do Banco Central que, enquanto nos financiamentos contratados pelos donos de pequenos negócios a taxa média foi de 36,8% ao ano, para o público feminino fica em 40,6%.

“A realidade é que apenas 29,4% do crédito concedido no país beneficia empresas lideradas por mulheres. E, mesmo quando conseguem obter o empréstimo, elas acabam enfrentando taxas de juros, em média, 4 pontos percentuais mais altas do que as aplicadas a empresas geridas por homens”, justifica a diretora.

Durante a Caravana Sebrae Delas, as participantes poderão ser orientadas pelo Sebrae, participar de palestras e oficinas e aprender sobre educação financeira, crédito e acesso a mercados. O lançamento oficial do projeto ocorre em Campo Grande (MS), no dia 27 de março, durante o Delas Day. Os próximos estados a receber a ação serão Maranhão, Goiás (em maio), Roraima (em junho), Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo receberão a Caravana no segundo semestre.

Delas Day

O Delas Day, que acontece na próxima quarta (26) e quinta-feira (27), no Bosque Expo, em Campo Grande, promete ser uma jornada transformadora para as participantes – com entrada gratuita. A iniciativa é realizada pelo Sebrae em parceria com diversas instituições comprometidas com o desenvolvimento social e econômico do estado.

O evento contará com palestras, painéis, workshops, rodadas de negócios, atrações culturais e networking. Entre as palestrantes convidadas estão a apresentadora e empresária Ana Hickmann, a cantora e atriz Mariana Rios, a comunicadora Maria Cândida e a especialista em saúde mental Elisama Santos.

O mote do encontro será “Jornadas que inspiram novas histórias”. Por essa razão, o Sebrae vai aproveitar o evento para lançar a edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025, que reconhecerá histórias de mulheres empreendedoras nas categorias: pequenos negócios; microempreendedora individual (MEI); produtora rural; ciência e tecnologia; e negócios internacionais. Desde 2004, mais de 100 mil mulheres se inscreveram e mais de 200 foram premiadas. As inscrições estarão abertas em breve.

Serviço – Delas Day
Data: quarta (26) e quinta-feira (27), das 13h às 21h
Local: Bosque Expo, em Campo Grande (Shopping Bosque dos Ipês – Av. Cônsul Assaf Trad, 4796)
Inscrições: delasday.com.br



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Verão 2024-2025 foi o sexto mais quente no Brasil em seis décadas


O verão 2024/2025 foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, com uma temperatura 0,34°C acima da média histórica do período de 1991 a 2020. Os termômetros ficaram acima da média em grande parte do Brasil. As maiores temperaturas máximas foram observadas, principalmente no Rio Grande do Sul, devido à ocorrência de três ondas de calor que atuaram no estado: entre os dias 17 e 23 de janeiro de 2025, 2 e 12 de fevereiro de 2025, e 1º e 8 de março.

Mesmo sob a influência do La Niña, que tende a reduzir a temperatura média global, este verão ficou entre os dez mais quentes da série. Os dados apresentados na Tabela 1 mostram que as temperaturas no Brasil, durante o verão, têm ficado acima da média a partir da década de 1990.

Tabela de temperaturas do verão no Brasil Tabela de temperaturas do verão no Brasil
Foto: reprodução Inmet

Os anos de 2023/2024, 2015/2016, 1997/1998 e 2009/2010 estavam sob influência do fenômeno El Niño, que é o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial, potencializando o aumento de temperatura em várias regiões do planeta.

Para o Brasil, esta última década foi mais quente que a anterior, conforme alertado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que enfatiza o aumento da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global.

Paralelamente às altas temperaturas, o verão 2024-2025 também foi marcado por muitas chuvas no país, principalmente em grande parte da Região Norte, Maranhão e norte do Piauí, com volumes superiores a 700 mm, e muitas localidades ultrapassando a média histórica.

Temporais que atingiram a faixa norte do país durante o verão tiveram como principal responsável o sistema meteorológico Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é formado pela confluência dos ventos alísios provenientes do nordeste, com origem no Hemisfério Norte, e também de ventos do sudeste, com origem no Hemisfério Sul.

As chuvas superaram os 500 mm no Centro-Norte do país, exceto em Roraima, no centro-leste da Região Nordeste, no centro-sul do Mato Grosso do Sul, no oeste de São Paulo, no norte de Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, bem como na parte central e oeste da Região Sul, onde foram observados menores volumes.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas foram predominantemente abaixo da média, com valores superando os 600 mm no centro-norte do Mato Grosso e em áreas pontuais de Goiás e São Paulo.

Nas demais áreas, os acumulados de chuva foram mais baixos, variando entre 300 e 500 mm. Neste verão, houve a atuação de três episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS): o primeiro entre os dias 27 e 31 de dezembro de 2024, o segundo entre 6 e 15 de janeiro de 2025, e o último entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025.

Na Região Sul, a passagem de sistemas frontais e áreas de instabilidade resultou em chuvas acima de 500 mm sobre a parte leste do Paraná e de Santa Catarina. Nas demais áreas da região, as chuvas ficaram abaixo da média, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes de chuva durante o verão ficaram abaixo de 250 mm, sendo que a média histórica dessa região nesse período varia entre 400 e 500 mm.



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AgroNewsPolítica & Agro

Expoagro Afubra começa nesta terça em Rio Pardo (RS)


A 23ª edição da Expoagro Afubra tem início nesta terça-feira (25) em Rio Pardo (RS) e segue até o dia 28 de março. O evento, voltado ao setor agropecuário, terá entrada e estacionamento gratuitos.

Criada para apresentar as potencialidades do setor ao produtor rural, a feira promove a diversificação da atividade agrícola, oferecendo informações, inovação e oportunidades de negócios. De acordo com a organização, 73% do público visitante é formado por agricultores.

O coordenador da Expoagro Afubra, Marco Antonio Dornelles, destaca que esta edição será especial. “Por ser um ano especial em que a Afubra completa 70 anos, queremos reunir os convidados num evento festivo. Para isso, estamos convidando prefeitos, secretários municipais de Agricultura, presidentes de Câmaras de Vereadores, chefes de escritórios municipais da Emater e presidentes de sindicatos Rurais e dos Trabalhadores Rurais, além de autoridades regionais, estaduais e nacionais, bem como lideranças do setor e a imprensa. Será um momento de falar sobre a Afubra e a feira e também de agradecer todo o suporte e apoio que recebemos na organização da Expoagro Afubra”, afirmou.

A primeira edição da feira ocorreu em 2001, no formato de um dia de campo. Desde então, a iniciativa expandiu suas atividades e se consolidou como a maior feira brasileira voltada à agricultura familiar.

Na edição de 2024, a Expoagro Afubra recebeu 154 mil visitantes e movimentou R$ 310 milhões em negócios, com a participação de 517 expositores do setor agropecuário.

A Afubra foi fundada com o objetivo de fortalecer o produtor de tabaco. Com o tempo, passou a incentivar a diversificação das propriedades rurais como estratégia para ampliar a renda dos agricultores.

O evento acontece no Parque da Expoagro Afubra, localizado no Rincão del Rey, BR-471, Km 161, em Rio Pardo (RS). As atividades ocorrem das 8h às 18h.





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Projeção do PIB de 2025 passa de 1,99% para 1,98%



A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 caiu pela segunda semana consecutiva, de 1,99% para 1,98%. Um mês antes, estava em 2,01%. Mas, levando em conta apenas as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis – mais sensíveis a novidades -, passou de 1,98% para 2,0%.

O PIB brasileiro cresceu 0,2% no quarto trimestre do ano passado – abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,4%. No acumulado de 2024, a economia teve alta de 3,4%. O carrego estatístico para 2025 é positivo em 0,8%.

A maioria dos indicadores de atividade de alta frequência compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram desempenho abaixo do esperado em janeiro. A produção industrial teve variação zero, enquanto o mercado previa alta de 0,4%. O volume de serviços caiu 0,5%, ante mediana de alta de 0,1%.

Em contrapartida, as vendas do varejo ampliado cresceram 2,3%, acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,7%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,89% em janeiro ante dezembro, acima do teto da pesquisa, que era de 0,70%.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,60%. Um mês antes, era de 1,70%. Considerando só as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 1,56% para 1,64%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 caiu de 2,0% para 1,99%. Um mês antes, era de 2,0%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2,0% pela 54ª semana seguida.

O Banco Central espera que a economia brasileira cresça 2,10% este ano, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A autarquia vai atualizar as estimativas nesta quinta-feira, 27, quando será publicado o novo Relatório de Política Monetária (RPM).



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BNDES aprova R$ 216,6 mi para construção e ampliação de armazéns



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos a projetos para obras de ampliação e construção de armazéns nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que somam R$ 216,6 milhões.

Os recursos são provenientes do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano Safra 2024/25 e do Finem.

São R$ 83,8 milhões para a Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata (sendo R$ 52,84 milhões em recursos PCA e R$ 31 milhões em Finem), R$ 52,84 milhões em recursos PCA para a Coamo Agroindustrial Cooperativa, R$ 40 milhões para a Energética Santa Helena S.A.(sendo R$ 25 milhões em recursos PCA e R$ 15 milhões em Finem), e R$ 40 milhões para a Vale do Paracatu (sendo R$ 25 milhões do PCA e R$ 15 milhões do Finem).

“Os projetos estão alinhados às políticas públicas do governo do presidente Lula, pois atendem aos objetivos de fortalecer a produção agrícola brasileira, além de modernizar, reformar e construir novos armazéns, ampliando a capacidade de armazenamento e gestão de estoques para enfrentar sazonalidades”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Coamo

O apoio do BNDES corresponde à totalidade dos investimentos da Coamo na modernização e ampliação da estrutura de armazenagem de soja e milho das unidades de Barbosa Ferraz, Brasilândia do Sul, e Engenheiro Beltrão, no Centro-Oeste do Paraná.

Além de expandir a capacidade de armazenamento, o projeto melhora o fluxo de recebimento e armazenagem da produção, aumentando a confiabilidade dos processos e a conservação dos grãos com qualidade inalterada, enquanto o produtor cooperado aguarda as melhores condições de comercialização.

No total, a capacidade de armazenamento das três unidades deverá ser ampliada das atuais cerca de 123,6 mil toneladas de grãos para aproximadamente 183,6 mil. Durante a execução do projeto, serão criados 75 postos de trabalho temporários.

Santa Helena

O crédito concedido à Santa Helena representa 90,6% dos recursos a serem investidos em Nova Andradina, no Leste de Mato Grosso do Sul, onde serão construídos um armazém com capacidade para até 50 mil toneladas de açúcar e uma fábrica capaz de produzir até 850 toneladas de açúcar por dia junto à usina de etanol.

Com os investimentos, a companhia, cuja principal linha de receita vem da venda de etanol (anidro e hidratado), terá flexibilidade para alternar entre a produção de açúcar e álcool etílico, maximizando a geração de receita e mitigando os riscos do negócio.

A Santa Helena estima a geração de 100 postos de trabalho diretos durante a implantação do projeto e de 50 empregos diretos após a conclusão, ampliando seu quadro de funcionários de 1.280 para 1.330. Indiretamente, o projeto deverá empregar 150 trabalhadores durante a fase de implantação e 70 após a conclusão.

Copacol

Para a Copacol, o financiamento aprovado pelo Banco, de R$ 83,8 milhões, representa 91,4% do investimento que a cooperativa fará em três unidades no Paraná. A finalidade é ampliar a capacidade de armazenamento de grãos da unidade Melissa, em Cascavel (PR), passando das atuais 23.500 toneladas para 58.000 toneladas de grãos. Serão construídos três silos armazenadores de 11.500 toneladas cada, juntamente com a instalação de linhas de carga e descarga, com capacidade de 200 toneladas por hora.

Em Jesuítas (PR), a capacidade de armazenamento da fábrica de rações passará de 163.000 toneladas para 209.000 toneladas e serão construídos quatro silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 46 mil toneladas a serem acrescidas. Já na Unidade de Recebimento e Armazenamento de Grãos, também em Jesuítas, a capacidade de armazenagem de grãos passará das atuais 45 mil toneladas para 68.000 toneladas, e serão construídos dois silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 23 mil toneladas.

Durante a execução das obras, a previsão é que sejam gerados, indiretamente, 62 empregos na unidade Melissa, 170 na fábrica de rações em Jesuítas e 65 na unidade de armazenamento de Jesuítas.

Vale do Paracatu

Na cidade de Paracatu (MG), o BNDES apoiará, com R$ 34,9 milhões, a Vale do Paracatu Bioenergia S.A. na construção de armazém com capacidade para estocar até 60 mil toneladas de açúcar (ou 1,2 milhão de sacas). Também financiará a construção de uma fábrica de açúcar, com R$ 5,1 milhões, para a produção de 155 mil toneladas do produto por ano. O financiamento do Banco representa 25,7% do total do investimento da empresa no projeto. Durante a implementação do projeto devem ser gerados 300 empregos diretos e 70 após a conclusão.

PCA

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, os projetos apoiados pelo Banco estão alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil. “Fortalecer as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para garantir a segurança alimentar, nutricional e energética no país.”

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns é um dos programas agropecuários do governo federal , que contam com juros equalizados pelo Tesouro Nacional, operados pelo BNDES. O PCA financia produtores e cooperativas rurais para ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e de câmaras frias.



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Projeção da Selic para 2025 segue em 15,0% após decisão do Copom



A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela 11ª semana seguida. A estimativa sugere que os juros terão de avançar mais 0,75 ponto porcentual, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que aumentou a taxa de 13,25% para 14,25% na última quarta-feira e sinalizou uma nova alta, de menor magnitude, em maio.

Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 também permaneceu em 15,0%.

Com isso, o mercado espera que a Selic avance ao maior nível desde maio de 2006, no primeiro governo Lula, quando o Copom cortou a taxa de 15,25% para 14,75%. Nessa época, os juros estavam em queda depois de terem atingido 19,75% em maio de 2005, um dos maiores patamares do século XXI.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela oitava semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 12,50%.

A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela sexta semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 13ª semana consecutiva.

No comunicado da última reunião, o Copom reforçou que, para além de maio, o tamanho total do ciclo de aperto será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação” e dependerá da evolução da inflação – especialmente dos componentes sensíveis à atividade econômica e à política monetária -, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.



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Com o objetivo de expandir mercados, delegação brasileira chega ao Japão


A delegação do governo brasileiro desembarcou em Tóquio, no Japão, por volta de 22h deste domingo (23). O objetivo da viagem é fortalecer acordos entre os dois países, ampliar as relações comerciais e promover investimentos no setor agropecuário brasileiro. As duas nações mantêm Parceria Estratégica e Global que completa uma década em agosto deste ano.

Em 2025, comemoram-se também os 130 anos das relações diplomáticas Brasil–Japão. As relações entre os países foram estabelecidas em 1895, com a assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. O acordo permitiu abertura recíproca de representações diplomáticas em 1897 e abriu caminho para o início da imigração japonesa, em 1908.

O Brasil conta com a maior população nipodescendente fora do Japão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, e o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 211 mil nacionais.

“O Japão é uma grande economia, nosso mais tradicional parceiro na Ásia e é a nona origem de investimentos estrangeiros no Brasil, com um estoque de US$35 bilhões de investimentos nos últimos três anos. O objetivo da visita é dar impulso a setores prioritários, além de novos setores na relação. A gente tem como base essa boa relação de vínculos humanos, econômicos, mas queremos avançar. Uma das nossas expectativas é a abertura do mercado japonês para produtos brasileiros, especialmente carne bovina e suína in natura”, destacou o embaixador Eduardo Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores.

Saboia explicou que há expectativa de avançar na discussão das relações entre Mercosul e Japão. “Além disso, estamos abertos às questões relacionadas à atração de investimentos. Existe uma complementaridade entre as economias, existem grandes oportunidades para investidores japoneses, que já conhecem o Brasil, para ampliar as parcerias público-privadas”, pontuou.

As relações diplomáticas entre Brasil e Japão têm ganhado novo dinamismo, destacando-se pela expressiva agenda de visitas de alto nível e avanços em iniciativas como a isenção recíproca de vistos para viagens de curta duração anunciada em setembro do ano passado. No âmbito econômico-comercial, observa-se elevada complementaridade e acentuado intercâmbio. O Japão, quarta maior economia do mundo, é um dos maiores investidores no Brasil. Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

Delegação brasileira no Japão Delegação brasileira no Japão
Comitiva brasileira chega ao Japão Foto: Ricardo Stuckert/PR

A cooperação técnica constitui, há mais de 60 anos, referência no desenvolvimento nacional. Historicamente, há pelo menos dois projetos de especial relevância em termos econômicos: o fortalecimento do complexo minerador de ferro e de siderurgia no Brasil, a partir dos anos 1950, e a evolução tecnológica que contribuiu, a partir da década de 1970, para o desenvolvimento da agricultura tropical no Cerrado por meio do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer).

A cooperação em Ciência, Tecnologia & Inovação é outra prioridade da agenda bilateral. Entre as áreas mais promissoras, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, tecnologia aeroespacial, robótica, materiais avançados, ciências médicas e saúde e energias renováveis. Também merecem destaque as amplas oportunidades na área de descarbonização, como o uso de etanol para a produção de combustível de aviação e biomassa para geração de eletricidade.

Visita de Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será recebido pelo imperador Naruhito e a imperatriz Masako. Terá ainda uma reunião de trabalho com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba. Haverá também um evento empresarial no Hotel New Otani, realizado pelo Itamaraty com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com participação de 500 empresários.

Presidente realiza faz visita oficial no Japão Presidente realiza faz visita oficial no Japão
Lula cumprimenta representantes do governo japonês Foto: Ricardo Stuckert/PR

“Serão empresários do setor de alimentos, agronegócio, aeroespacial, bebidas, energia, logística e siderurgia, entre outros. E há previsão de assinatura de atos em diversas áreas, tanto no setor público como também no setor privado, na área de ciência e tecnologia, combustível sustentável, educação, pesca, recuperação de pastagens, entre outros”, afirmou o embaixador.

Relações Comerciais Brasil x Japão

Em 2024, Brasil e Japão registraram intercâmbio comercial de US$11 bilhões, com superávit brasileiro de US$146,8 milhões. O Brasil exporta carne de aves (frescas ou congeladas), alumínio, carne suína, celulose, café não torrado e minério de ferro, entre outros produtos. Já as importações do Brasil são compostas por partes e acessórios de veículos automotivos, instrumentos e aparelhos de medição, motores de pistão e demais produtos da indústria de transformação.

“Com a ida do presidente Lula, acordos serão assinados e muito provavelmente nós vamos ter um conjunto de novas aberturas de mercado para empresas brasileiras atuarem vendendo para o Japão e empresas japoneses vendendo pro Brasil”, diz o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana.

Próxima parada, Vietnã

Na sequência, entre os dias 27 a 29 de março, a delegação fará visita oficial ao Vietnã, com intuito de estreitar a parceria estratégica, o diálogo político e a cooperação econômica entre os dois países. “É o segundo país do Sudeste Asiático a se formar parceiro estratégico do Brasil. Nós estamos negociando um plano de ação para implementar essa parceria e a ideia é que esse plano de ação seja adotado durante a visita”, relatou Saboia.

A visita terá por objetivo definir ações e iniciativas conjuntas para implementar a Parceria Estratégica entre os dois países, anunciada em 17 de novembro de 2024, quando o presidente Lula e o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chin, se reuniram à margem da Cúpula do G20, no Rio de Janeiro.

A elevação das relações diplomáticas com o Vietnã ao nível de Parceria Estratégica possibilitará aprofundar o diálogo político, reforçar a cooperação econômica, intensificar o fluxo de comércio e os investimentos, fortalecer a coordenação em temas da agenda multilateral e impulsionar novas iniciativas de cooperação.

Em 2024, Brasil e Vietnã registraram intercâmbio comercial de US$ 7,7 bilhões, com superávit brasileiro de US$415 milhões. O Vietnã consolidou-se como o quinto destino global das exportações do agronegócio brasileiro e se destaca como um dos principais produtores mundiais de café, arroz e produtos eletrônicos, setores nos quais há potencial para ampliar a cooperação bilateral. “O comércio passou de US$ 500 milhões para quase US$ 8 bilhões. E a ideia é chegar a uma meta de US$ 15 bilhões em 2025”, ressaltou o embaixador.



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ata do Copom, IPCA-15, PCE nos EUA são destaques da semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa fechou a 3ª semana consecutiva de alta (2,63%), impulsionado por fluxo externo.

Também no Brasil, discussões em torno do Imposto de Renda pressionaram os juros. Nesta semana, destaque para a ata do Copom, IPCA-15, PCE nos EUA e PMIs da Zona Euro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Cuidado com bezerras é essencial para produtividade



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos”



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos"
“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos” – Foto: Pixabay

O Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo, com uma oferta anual de aproximadamente 35 bilhões de litros. Para garantir a eficiência e o aumento da produtividade, a atenção especial às bezerras é indispensável. Segundo Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal, é fundamental controlar agentes patogênicos, manter um ambiente adequado e oferecer nutrição balanceada.  

“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos, o manejo do ambiente onde os animais estão e a composição da nutrição oferecida”, explica Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal. 

Tabchoury destaca que o sucesso na produção leiteira está diretamente ligado ao cuidado com as bezerras nos primeiros meses de vida. O ambiente onde os animais permanecem deve ser mantido higienizado, pois nessa fase eles são mais vulneráveis a doenças. Além disso, a qualidade microbiológica do colostro, leite de transição, sucedâneos e água deve ser constantemente avaliada para evitar contaminações. Outros manejos essenciais incluem cuidados com recém-nascidos, colostragem e a cura do umbigo.  

A regulação da temperatura e a oferta de descanso adequado também são fatores essenciais. As bezerras devem permanecer em ambientes entre 18 e 25 graus e descansar cerca de 20 horas por dia. Para aprimorar o manejo, produtores podem utilizar a metodologia Cowsignals, que ajuda a identificar sinais das bezerras e encontrar oportunidades de melhoria. No aspecto nutricional, é necessário um plano alimentar completo, pois essa é a fase mais exigente em termos de nutrição na fazenda.  

 





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Projeção da produção de soja é reduzida; veja a semana do grão



Devido às adversidades climáticas no Rio Grande do Sul, a consultoria Safras & Mercado revisou suas estimativas para a produção brasileira de soja em 2024/25. Como consequência desse ajuste, os estoques finais também foram reduzidos. No entanto, com mais de 70% da safra colhida, a produção brasileira ainda deverá ser a maior da história, pressionando as cotações.

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A nova projeção aponta para uma produção de 172,45 milhões de toneladas, um crescimento de 13,2% em relação à safra anterior, que foi de 152,3 milhões de toneladas. Apesar disso, o número é inferior à estimativa inicial de 174,88 milhões de toneladas.

Área plantada

A área plantada registrou um aumento de 2,2%, totalizando 47,47 milhões de hectares em 2024/25, contra 46,45 milhões na temporada anterior. A produtividade média deve subir de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos.

“A safra brasileira continua com grande potencial, avançando bem no campo. No Rio Grande do Sul, houve um ajuste, com perdas expressivas estimadas em cerca de 34% devido à estiagem e ao calor excessivo, especialmente em fevereiro”, explica Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

Por outro lado, alguns estados, como Goiás e a região do MATOPIBA, registraram revisões positivas na produtividade, favorecendo a oferta nacional. “Esse cenário reforça a expectativa de uma ampla oferta de soja brasileira em 2025”, complementa Silveira.

Oferta e demanda

As exportações brasileiras de soja deverão alcançar 107 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 8% em relação a 2024, quando somaram 98,813 milhões de toneladas. Esse número permanece inalterado em comparação com as projeções anteriores, divulgadas em 7 de fevereiro.

O esmagamento está projetado em 55,5 milhões de toneladas para 2025, contra 54,6 milhões no ano anterior, mantendo-se sem alterações em relação ao último levantamento. As importações também seguem estáveis, estimadas em 150 mil toneladas para 2025, enquanto para 2024, o número permanece em 1 milhão de toneladas.

Crescimento

Em relação à temporada 2025, a oferta total de soja deve crescer 10%, atingindo 174,86 milhões de toneladas, enquanto a demanda total está projetada em 165,7 milhões de toneladas, um aumento de 6% em relação a 2024. Como resultado, os estoques finais deverão se elevar em 434%, passando de 1,59 milhão para 8,486 milhões de toneladas. A projeção anterior, feita em fevereiro, era de 10,914 milhões de toneladas.



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