quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como o milho encerrou a semana


No mercado de milho do Rio Grande do Sul, algumas indústrias bem posicionadas para abril, não estão forçando o mercado, mas quem está curto, sujeita-se a vontade do vendedor, pois não tem opção de onde vir milho, segundo informações da TF Agroeconômica. “Armazenadores, realizam vendas, na medida que o produtor vende. Vendas já atingiram patamares de mais de 55% do que está sendo colhido no estado. Pedidas variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 interior, março/abril cheio. preços de pedra em Panambi, subiram para R$ 69,00 a saca”, comenta.

Em Santa Catarina, cooperativas locais estão pagando R$70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana. “No porto, foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto e pagamento em 30/09 até R$ 73,00 para entrega em outubro e pagamento em 28/11”, completa.

No Paraná, as ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. “Para a  safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 69,50 com entrega em agosto e pagamento em 30/09, R$ 70,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10, R$ 71,50 com entrega em outubro e pagamento em 30/11 e R$ 72,30 com entrega em novembro e pagamento em 30/12”, indica.

No Mato Grosso do Sul os preços oscilaram. “As cotações no mercado físico ficaram estáveis. Campo Grande, assim como em Maracaju. Chapadão caiu -3,14% para R$ 73,61, Dourados subiu 2,70% para R$ 77,84. Os relatos são de negociações pontuais no estado, sem a indústria pressionando novas altas”, conclui a consultoria agroeconômica.

 





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Comitiva do Brasil no Japão se reúne com importadores de carne; Fávaro vê avanços



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao Japão, participou nesta segunda-feira (24) de uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio. Em nota, a pasta disse que a Japan Meat Trade Association representa todos os importadores japoneses de proteínas.

“Sobre a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, já temos avanços previstos a partir desta viagem. Esperamos que as autoridades japonesas anunciem a visita de técnicos especializados ao Brasil para conhecer nosso sistema produtivo, incluindo frigoríficos e medidas sanitárias”, disse o ministro.

“Além disso, estamos prestes a receber, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o certificado que reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, uma exigência fundamental do Japão. Esse reconhecimento deve ocorrer em maio e, com a visita dos especialistas japoneses, estaremos dando um passo decisivo para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.”

Integrante da comitiva, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, disse que no encontro o Brasil reafirmou a “qualidade, a sanidade, a complementariedade e a estabilidade das proteínas” produzidas por aqui.

“O mercado japonês é um mercado de alto valor agregado, e o Brasil tem trabalhado para que possamos conseguir, em um breve espaço de tempo, acesso a esse importante mercado”, destacou.

Na terça-feira (25), Fávaro vai se encontrar com o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Eto, para tratar das questões sanitárias e técnicas, com o pedido de uma visita dos técnicos japoneses ao Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro.



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Inmet alerta para temporais e calor extremo em várias regiões


A última semana de março será marcada por contrastes climáticos em diferentes regiões do Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e parte da região Sul devem registrar chuvas significativas, enquanto outras localidades enfrentarão tempo seco e temperaturas elevadas.

O levantamento, com base no modelo numérico Cosmo, é válido de 24 a 31 de março e destaca as regiões com maior risco de temporais, ventos fortes e calor acima da média.

Mapa de chuva acumulada no período. Fonte: Inmet

Norte terá chuva intensa e temperaturas elevadas

Na região Norte, os maiores acumulados de chuva estão previstos para o oeste do Amazonas, Pará, Amapá, leste do Tocantins e Rondônia, com volumes acima de 60 mm.

Em Roraima, nordeste do Amazonas e noroeste do Pará, a precipitação deve ser inferior a 40 mm.

As temperaturas máximas continuam elevadas, ultrapassando os 34 °C em grande parte da região, com mínimas acima de 26 °C ao longo da semana.

Nordeste com destaque para o norte do Maranhão e do Piauí

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue provocando instabilidade no norte do Maranhão, Piauí e litoral do Ceará, com acumulados superiores a 60 mm entre os dias 28 e 30.

Já na faixa leste, entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, os volumes devem ser inferiores a 20 mm, e algumas áreas do interior da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco podem nem registrar chuva.

O calor predomina no centro-leste da região, com máximas acima de 34 °C.

Centro-Oeste: risco de granizo no início da semana

No Centro-Oeste, chuvas irregulares são previstas no noroeste de Mato Grosso, norte de Goiás e no Distrito Federal, com volumes que podem superar os 50 mm.

O sul e oeste de Mato Grosso do Sul terão pancadas intensas, com possibilidade de ventos de até 60 km/h e queda de granizo. A partir do sábado (29), os acumulados caem para menos de 20 mm no leste do estado. As máximas podem ultrapassar os 34 °C na divisa com São Paulo e Paraná.

Sudeste com contraste entre chuva e tempo firme

O Sudeste terá chuvas superiores a 60 mm na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No norte de Minas e em parte do centro-sul paulista, o tempo será firme, com volumes abaixo de 10 mm.

As temperaturas máximas ultrapassam os 34 °C no norte mineiro e oeste paulista, enquanto as mínimas ficam acima de 22 °C, exceto em áreas mais elevadas do sul de Minas e leste de São Paulo.

Região Sul começa com tempestades e termina com estabilidade

A parte oeste da região Sul terá temporais no início da semana, com até 50 mm em 24 horas, ventos fortes e risco de granizo. Porém, a tendência é de tempo mais estável a partir do final de semana.

O calor será mais intenso no norte do Paraná e no oeste de Santa Catarina, com máximas que podem passar dos 34 °C, enquanto o leste da região terá temperaturas mais amenas, variando entre 24 °C e 28 °C.

Temperaturas elevadas predominam no Brasil

De forma geral, as temperaturas máximas continuarão em elevação, especialmente em Roraima, centro-leste do Nordeste, norte de Minas e divisa entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

No sábado, o sul da Bahia e o norte de Minas podem registrar máximas acima de 34 °C. As mínimas permanecem altas nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Sudeste, com exceção do sul de Minas, leste de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde podem cair abaixo de 18 °C.

Com esse cenário, produtores rurais e moradores devem ficar atentos às mudanças rápidas no clima, aos riscos de temporais e à exposição prolongada ao calor intenso, especialmente nas áreas mais secas do país.



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Programa para modernizar pecuária de corte pode ampliar a produtividade no campo



O Paraná, um dos principais estados produtores de proteína animal do Brasil, agora quer fortalecer a pecuária de corte. Com um rebanho de cerca de 7 milhões de cabeças e 36 mil propriedades dedicadas à atividade, o estado lançou o Programa Pecuária Moderna, uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, o Sistema FAEP e outras entidades do setor. O objetivo é aumentar a produtividade, incorporar inovações tecnológicas e melhorar os índices zootécnicos da atividade.

A iniciativa prevê ações voltadas para a realidade de cada região e inclui capacitações técnicas, aprimoramento genético do rebanho e boas práticas de manejo. Jefrey Kleine Albers, gerente do Departamento Técnico e Econômico da FAEP, explica que a estratégia inclui visitas a propriedades modelo para incentivar a adoção de novas práticas.

“A ideia é criar unidades de referência e levar produtores para conhecer realidades de sucesso, onde manejos diferenciados trouxeram melhores resultados. O Paraná tem grande aptidão para a pecuária de corte e merece essa atenção”, destaca Albers.

Atualmente, a produção paranaense gira em torno de 100 a 120 quilos por hectare/ano, um volume considerado baixo. O pecuarista Rodolpho Botelho destaca que o setor está passando por uma mudança de ciclo.

“A pecuária de corte é cíclica. Com a perda de área para a agricultura, tivemos um abate maior de fêmeas nos últimos anos, o que deve resultar em uma menor oferta de bezerros e, consequentemente, em uma mudança de rentabilidade para o produtor”, explica Botelho.

De acordo com especialistas, a oferta e a demanda do setor devem se equilibrar entre o final de 2025 e o início de 2026, impulsionando ainda mais o mercado e incentivando os pecuaristas a investirem em melhorias.

“A perspectiva para o produtor mais antenado é de melhora com a entrada desse novo ciclo. O momento agora é ideal para capacitação e aprimoramento do desempenho produtivo”, ressalta Botelho.

Confira a matéria sobre o Programa Pecuária Moderna em nosso canal do Youtube.



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Memórias do Brasil Rural une tradição e tecnologia para contar a história do agro


Em parceria com a CNA e Embrapa, além do apoio da ABCZ, o Canal Rural lança o projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural, com o objetivo de criar o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, resgatando registros históricos e incluindo depoimentos de personalidades e registros familiares de produtores rurais. A estreia está marcada para esta quarta-feira (26) no Canal Rural, às 18h.

Nesta terça-feira (25), acontece o evento de lançamento do projeto, na sede da CNA em Brasília, às 18h, com a presença de personagens que fazem parte da produção, autoridades e lideranças do agronegócio.

Um dos objetivos do projeto é recuperar e digitalizar conteúdos do acervo do Canal Rural e das entidades parceiras. Além desse resgate histórico, o Memórias do Brasil Rural vai apresentar histórias de personagens do agro, cujas vidas estão entrelaçadas com a própria construção do setor, utilizando acervos pessoais e inteligência artificial. Como terceira frente de trabalho, todos os conteúdos digitalizados do arquivo do Canal Rural e dos demais acervos serão editados em formatos menores para serem exibidos ao longo da programação.

“Temos um grande desafio de melhorar a imagem do setor e essa tarefa só será possível quando contarmos a nossa história e reconhecermos os nossos heróis. O caminho do resgate da memória audiovisual foi a forma que encontramos para ajudar nesta missão e isso é urgente de ser feito para não perdermos os acervos que estão espalhados pelo país”, afirma Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura

Por meio dos acervos pessoais, será exibida uma série que terá o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no primeiro episódio. Ainda nesta primeira temporada, constam outros nomes expressivos do segmento, como João Martins, Carminha Missio, Eliseu Alves, Francisco Turra, Cirne Lima e José Humberto Martins. No fim de cada episódio, os entrevistados projetam o que o agro brasileiro precisa realizar nos próximos anos para cumprir a missão de alimentar o mundo.

Raça nelore chega ao Brasil

De saída, o projeto apresenta pílulas do acervo já recuperado com fatos marcantes do agro nacional, como a aprovação da legislação de transgênicos, a votação do novo Código Florestal, o reconhecimento da primeira área no Brasil de livre de febre aftosa com vacinação e a importação da raça nelore para o país.



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Boa umidade do solo garante o desenvolvimento da soja; veja onde



Segundo informações da meteorologia do Canal Rural, há previsão de boas condições climáticas para as principais regiões produtoras de soja no Brasil. A umidade estará equilibrada na maior parte do território nacional, o que beneficia tanto a colheita da commodity quanto o desenvolvimento do milho segunda safra.

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O tempo no país

No Centro-Oeste, a previsão é de 50 mm de chuva em cinco dias, o que garante boa umidade sem prejudicar os trabalhos em campo. No Nordeste, incluindo a região do Matopiba, os volumes previstos variam em torno de 30 mm no mesmo período, favorecendo a umidade do solo e contribuindo para o crescimento das lavouras.

Na parte Norte do país, a atenção está voltada para o estado do Pará e Rondônia, onde os acumulados de chuvas podem ultrapassar 80 a 100 mm nos próximos cinco dias. Esses altos volumes podem dificultar as atividades de colheita em algumas regiões.

Além disso, no Sudeste, São Paulo deve receber chuvas entre 30 e 40 mm, enquanto Minas Gerais, especialmente na região de Unaí, pode ter volumes entre 50 e 80 mm. Essas precipitações ajudarão a manter a umidade do solo em níveis adequados para o desenvolvimento das lavouras.

Já no Sul, as chuvas retornam com volumes expressivos, especialmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O acumulado deve variar entre 50 e 80 mm, com destaque para o centro-norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 100 a 150 mm. Essa alta umidade pode prejudicar a colheita da soja, mas, por outro lado, será benéfica para o milho segunda safra no Paraná.



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Cofco terá no Brasil maior terminal de granéis fora da China


A Cofco International vai inaugurar, em breve, um novo terminal agrícola no Porto de Santos. O Terminal Export Cofco (TEC) será um dos principais e mais modernos terminais portuários do Brasil.

O Empreendimento, orçado em R$ 1,7 bilhão, está localizado na área do STS11, na margem direita do cais santista e permitirá a movimentação de 14 milhões de toneladas de produtos por ano até 2026.

Em entrevista ao portal BE News, o diretor de Operações da Cofco, Sérgio Ferreira, disse que as operações do novo terminal começarão em abril e as obras da primeira fase serão entregues neste mês.

O TEC será o maior terminal portuário da Cofco fora da China e vai superar o terminal da companhia localizado em Rosário, na Argentina, que possui capacidade para movimentação de 6 milhões de toneladas por ano.

Somente em 2025, a Cofco tem a expectativa de movimentar pelo novo terminal oito milhões de toneladas de carga, como grãos, açúcar e farelo de soja. Atualmente, a empresa chinesa exporta cerca de 4,5 milhões de toneladas pelo Porto de Santos, utilizando terminais de terceiros.

Vencedora da licitação da área, realizada em 2022, a Cofco possui um contrato de concessão de 25 anos no Porto de Santos e iniciou as obras no terminal no segundo semestre de 2023.

Primeira fase das obras do terminal da CofcoPrimeira fase das obras do terminal da Cofco
Previsão para o término da primeira fase das obras será neste mês Foto: divugação Cofco

O número de 14 milhões de toneladas, com a totalidade das operações no terminal, prevista para ocorrer até 2026, vai garantir à Cofco a triplicação de sua capacidade portuária em território brasileiro.

De acordo com o executivo, os investimentos aplicados no maior porto do país vão otimizar a produção e ampliar os resultados operacionais da companhia.

Cofco investe em transporte multimodal

Com o objetivo de atender às operações do TEC, no começo do ano, a Cofco anunciou um investimento de R$ 1,2 bilhão em transporte ferroviário, adquirindo 979 vagões e 23 locomotivas, que serão utilizados para trazer grãos e açúcar ao Porto de Santos.

Os equipamentos terão capacidade de transportar até 4 milhões de toneladas dos armazéns e das indústrias de esmagamento da Cofco e também de suas quatro usinas de açúcar no interior de São Paulo. O transporte será realizado pela operadora ferroviária Rumo (Grupo Cosan).

Sérgio também explicou que, além do investimento no transporte ferroviário e na construção dos silos, a companhia vai investir em melhorias nos berços de atracação do terminal, incluindo reforço de cais, dragagem de aprofundamento, incluindo a aquisição de dois shiploaders (equipamentos mecânicos utilizados para carregar mercadorias a granel em navios).

Haverá melhorias no pátio de descarregamento que será composto por quatro linhas ferroviárias, com alimentação de três moegas com capacidade de 1,5 mil toneladas por hora de produtos a granel.



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AgroNewsPolítica & Agro

Qual o cenário do milho em Goiás?


Desde agosto de 2024, o preço do milho segue em trajetória de valorização, atingindo, na segunda quinzena de fevereiro, patamares superiores a R$ 80,00 por saca, o maior valor dos últimos 22 meses. Segundo o Agro em Dados de março, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a alta se deve à menor oferta do grão no curto prazo, ao aumento da demanda interna e às preocupações com a janela da safrinha.

Para os próximos meses, as condições climáticas serão determinantes para o sucesso da safra, especialmente entre abril e maio, período crítico para o desenvolvimento do cereal.

As exportações brasileiras de milho em janeiro caíram 26,3%, reflexo do aumento da demanda doméstica e da redução nas compras pela China (-87,6%) e pelo Vietnã (-27,7%), quando comparadas ao mesmo período de 2024.

Apesar desse cenário, Goiás se destacou como o segundo maior estado exportador do país, registrando crescimento de 127,9% no volume embarcado em relação a janeiro de 2024. O aumento se deve principalmente ao avanço das compras pelo Vietnã (+85,1%) e pelo Irã, que ampliou suas aquisições em quase seis vezes. Além disso, Bangladesh, Egito e Iraque importaram milho goiano pela primeira vez em janeiro, já que, em 2024, suas compras ocorreram apenas no segundo semestre.

No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a estimativa de produção de milho. Houve redução de 1 milhão de toneladas na safra da Argentina, impactada por condições climáticas adversas. Para o Brasil, a projeção também caiu 1 milhão de toneladas, totalizando 126 milhões de toneladas, e a previsão de exportação recuou na mesma proporção, para 46 milhões de toneladas. A produção e os estoques mundiais foram ajustados para baixo em 1,8 milhão e 3 milhões de toneladas, respectivamente, em relação à estimativa anterior.





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Apesar de leve retração, agronegócio respondeu por 22,5% da economia baiana em 2024



O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, totalizou R$ 108,8 bilhões em 2024 e fechou o ano com uma pequena retração no valor real (valor nominal, descontada a variação de preços) de 0,4%, com participação de 22,5% na economia baiana.

Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que no último trimestre de 2024, verificou uma retração de 0,7%.

De acordo com a SEI, a redução no volume do PIB do agronegócio baiano em 2024 é explicada, basicamente, por uma queda na safra de grãos no estado, que encolheu 7,3%, devido a problemas climáticos, causados pelo fenômeno ‘el niño’.

O milho e a soja, culturas que têm peso significativo no agro estadual, enfrentaram redução de colheita de 24,7% e 3,1%, respectivamente.

Por outro lado, segundo a SEI, os preços dos produtos agropecuários experimentaram uma elevação muito forte no ano passado, pressionando para cima o valor nominal do agronegócio estadual, fato que elevou a participação do agronegócio no PIB.

Quando comparada a participação do agronegócio na economia baiana em 2024 contra 2023, observa-se que houve elevação de 21,1% para 22,5%, revertendo uma trajetória de queda que vinha desde 2021.

Essa elevação de participação foi decorrente do substancial aumento nos preços dos principais produtos agropecuários do estado, a exemplo da laranja, café, cacau e boi gordo.

Ou seja, apesar da variação negativa no volume real do segmento, o PIB do agronegócio a preço corrente obteve incremento, elevando a participação no PIB estadual.

Análises dos agregados

Segundo a SEI, a estimativa do PIB do agronegócio baiano é feita a partir da análise e cálculo de quatro grandes agregados:

  • Agregado I – Insumos para a Agricultura e Pecuária;
  • Agregado II – Agropecuária;
  • Agregado III – Indústrias de base agrícola (consomem produtos do agregado II);
  • Agregado IV – Transporte, comércio e serviços referentes à distribuição final dos produtos dos agregados II e III.

No acumulado do ano, os insumos para agropecuária (Agregado I) participaram com 1,5% para formação do PIB estadual, a menor contribuição. O agregado II, que corresponde exatamente à produção agropecuária, respondeu por 8,5% da atividade econômica da Bahia.

A agroindústria (Agregado III) foi responsável por 2,5% da economia baiana, enquanto que os serviços correlacionados com o agronegócio (Agregado IV) tiveram participação de 9,9%.


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Soja enfrenta volatilidade com clima adverso; confira os dados de mercado



O mercado de soja no Brasil teve a última semana marcada por alta volatilidade, influenciado por fatores climáticos, câmbio e exportações internacionais. Segundo a plataforma Grão Direto, o clima foi um dos principais pontos de atenção, com a produção no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, sendo afetada por chuvas irregulares que atrasaram a colheita.

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No Centro-Oeste, no entanto, as condições climáticas foram mais favoráveis, permitindo um ritmo de colheita mais ágil. Essa disparidade entre as regiões brasileiras impactou diretamente o andamento da produção e a movimentação do mercado.

O câmbio também teve um papel importante, com o dólar atingindo a mínima do ano e reagindo a decisões econômicas nos Estados Unidos e no Brasil. No final da semana, o dólar estava cotado a R$5,72, apresentando uma leve queda de 0,35%. Essa oscilação cambial refletiu-se nos preços internos da soja, que registraram uma leve queda.

O contrato de soja para maio de 2025, por exemplo, fechou a U$10,10 por bushel, representando uma perda de 0,69%, e o contrato para março de 2026 caiu 1,25%, alcançando U$10,23 por bushel.

Do lado das exportações, os Estados Unidos enfrentaram uma queda de 53% em relação à semana anterior, com a China continuando a ser o maior destino da soja americana. Essa diminuição nas exportações norte-americanas tem favorecido a soja brasileira, que, com uma safra recorde, tem ganhado competitividade no mercado global.

A disputa comercial envolvendo os EUA e outros países também tem sido um fator relevante, e o Brasil tem se beneficiado disso, com a China como principal importadora, seguida pela Tailândia e Espanha.

Exportações de soja

Em relação às exportações brasileiras, o ritmo segue aquecido, embora ainda esteja 26% abaixo do acumulado de janeiro e fevereiro de 2024. No entanto, as exportações diárias aumentaram 35,7% em comparação com o ano passado, o que indica que o país pode alcançar cerca de 17 milhões de toneladas exportadas até o final de março.

O mercado também está atento à safra dos Estados Unidos, com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) já apresentando as primeiras projeções para 2025/26. A expectativa é de que a área destinada ao milho seja maior do que a de soja, o que contrariou algumas previsões do mercado.

A divulgação das perspectivas de plantio no final deste mês pode influenciar as cotações da soja em Chicago, um dos maiores centros de negociação da commodity. O mercado continuará de olho no desenvolvimento da safra americana, que pode gerar novos impactos no cenário global.

Câmbio

Além disso, o câmbio continua pressionado, refletindo as incertezas econômicas globais. A leve queda do dólar, combinada com as decisões sobre taxas de juros no Brasil e nos EUA, aumentou a cautela nos mercados financeiros. A guerra comercial também segue impactando a inflação nos EUA e afetando os custos de produção, com uma possível transferência desses custos para os consumidores.

Tarifas

Além disso, a incerteza gerada pelas tarifas e as ameaças de uma desaceleração econômica nos Estados Unidos estão aumentando a aversão ao risco, o que tende a reforçar a busca por ativos mais seguros, como o dólar.

Diante desse cenário, a próxima semana deve ser marcada por mais incertezas no mercado de soja, especialmente nas cotações de Chicago. A guerra comercial e as questões econômicas globais continuarão sendo monitoradas de perto, podendo gerar novas surpresas e oportunidades para o produtor brasileiro, que deverá seguir atento aos desdobramentos do mercado.



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