Já está no ar um novo episódio do Soja Brasil! No programa 32, exibido na última sexta-feira, foram abordados os impactos da guerra tarifária dos Estados Unidos. Trump endureceu a política de tarifas e colocou o Brasil na mira: o etanol, o aço e o alumínio brasileiro sofrerão tarifas de até 25%. Medidas semelhantes já atingiram Canadá, México e China.
O episódio também discute os desafios na comercialização da soja e as condições climáticas que podem influenciar a safra. Assista ao episódio completo:
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Impactos das tarifas de Trump
A disputa comercial entre os EUA e outros países, incluindo o Brasil, foi destaque com as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos como etanol, aço e alumínio. Essas medidas afetam diretamente o agronegócio brasileiro, especialmente a soja, a carne e o milho, que têm na China um dos principais mercados consumidores.
Expedição Soja Brasil
A equipe do programa percorreu o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul para entender a realidade dos produtores. Em Sinop (MT), a incerteza sobre a produção tem dificultado o fechamento de contratos.
Já na região de Nova Mutum (MT), a preocupação é com a queda dos preços e a baixa demanda. Já em Sorriso (MT), maior produtor de soja do Brasil, o ritmo de comercialização está abaixo da média dos últimos cinco anos.
Como fica o tempo?
O outono deve ser quente e seco na maior parte das regiões produtoras de soja, com chuvas abaixo da média, o que pode impactar a produtividade do milho. No Rio Grande do Sul, porém, a tendência é de chuvas acima da média.
No Paraná, a colheita da soja está na fase final, com boas condições climáticas. Em São Paulo, o ritmo acelerado da colheita supera os índices do ano passado. No oeste da Bahia, a baixa pluviosidade de fevereiro pode afetar as lavouras tardias.
Aprosoja Brasil
O programa também celebrou o aniversário de 35 anos da Aprosoja Brasil, entidade que representa os produtores de soja e milho no país, destacando sua trajetória e conquistas ao longo do tempo.
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (25), em Brasília, do lançamento do projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural. O evento contará ainda com a presença de lideranças do agronegócio, autoridades e personagens que marcaram a trajetória do setor.
A iniciativa, uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embrapa, com apoio da ABCZ, tem como objetivo digitalizar e recuperar conteúdos históricos do acervo do Canal Rural e de entidades parceiras. O projeto reunirá relatos de grandes nomes do agro brasileiro, utilizando inteligência artificial para restaurar e apresentar documentos e imagens inéditas.
A série documental do Memórias do Brasil Rural trará depoimentos de personalidades cuja trajetória se confunde com a construção do agronegócio no país. O primeiro episódio será dedicado ao ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Outros nomes de destaque também serão homenageados, como João Martins, Carminha Missio, Eliseu Alves, Francisco Turra, Cirne Lima e José Humberto Martins. Ao final de cada episódio, os entrevistados abordarão os desafios e o futuro do agro brasileiro.
Além dos depoimentos, o projeto também resgatará momentos marcantes do setor, como a aprovação da legislação dos transgênicos, a votação do novo Código Florestal, o reconhecimento da primeira área livre de febre aftosa com vacinação no Brasil e a importação da raça nelore para o país.
A estreia do Memórias do Brasil Rural está marcada para esta quarta-feira (26), às 18h, no Canal Rural.
Duas faixas etárias têm se destacado no empreendedorismo inicial no Brasil: a população de 35 a 44 anos e a que abrange dos 55 aos 64 anos – em 2024, elas registraram a maior proporção já verificada desde 2002.
A pesquisa teve início em 1999, mas o padrão atual de coleta das informações por faixa etária teve início em 2002. É o que aponta o Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2024), considerada a maior pesquisa de empreendedorismo do mundo.
O empreendedorismo inicial compreende os negócios novos (de três meses a três anos e meio de atividade) e os empreendedores nascentes, que são aqueles que nos últimos 12 meses realizaram alguma ação visando ter um negócio próprio ou têm até 3 meses de operação.
Segundo o levantamento, em 2024, no público de Empreendedores iniciais, a proporção de pessoas de 35 a 44 anos chegou à maior proporção da série histórica, com 30,8% do total de Empreendedores Iniciais; já entre a faixa de 55 a 64 anos, também atingiu a maior proporção da série histórica, com 13,3% do total de Empreendedores Iniciais.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o resultado da pesquisa indica que a população adulta brasileira está se sentindo mais confiante para iniciar a atividade empreendedora, tanto os jovens quanto os mais experientes, graças à melhoria do ambiente de negócios e aos indicadores gerais da economia.
“Sessenta por cento dos brasileiros preferem ser empreendedores do que buscarem um emprego formal, há uma pulverização do empreendedorismo, que é a base sólida da economia brasileira”, afirma Décio Lima.
“Há então um novo brasileiro, que é aquele que não desiste, que prefere estar na atividade por mais tempo, desta forma, o empreendedorismo se tornou uma alternativa para essas pessoas, que não aceitam mais ser um aposentado, além disso, a atividade fortalece a sua renda e produz resultados extremamente importantes para a economia brasileira. Esta faixa etária traz uma segurança de qualidade para mercado, já que são pessoas com mais experiência”, completa.
A pesquisa GEM é realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe). O levantamento contempla mais de 120 países. No Brasil, para a edição de 2024, foram entrevistados 2 mil adultos e 58 especialistas.
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FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 – Foto: Pixabay
Os preços globais do café registraram uma alta histórica em 2024, avançando 38,8% em relação à média do ano anterior, segundo a FAO. O Arábica, preferido no mercado de café torrado e moído, ficou 58% mais caro em dezembro, enquanto o Robusta, usado em café instantâneo e misturas, subiu 70%. Pela primeira vez desde os anos 1990, a diferença de preços entre as variedades se reduziu, refletindo a oferta restrita e o impacto do clima nos principais produtores.
A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 caso a oferta global continue em queda. No Vietnã, maior exportador de Robusta, a seca reduziu a produção em 20% na safra 2023/24, e as exportações caíram 10% pelo segundo ano seguido. Na Indonésia, chuvas excessivas em abril e maio de 2023 reduziram a produção em 16,5% e as exportações em 23%. Já no Brasil, revisões sucessivas apontaram para um declínio de 1,6% na produção, revertendo previsões otimistas devido ao clima seco e quente.
Além do clima, os custos de transporte impulsionaram os preços, afetando diretamente os consumidores. Em dezembro, os preços do café subiram 6,6% nos EUA e 3,75% na União Europeia. O cenário pode incentivar investimentos em tecnologia e pesquisa para aumentar a resiliência do setor, especialmente para pequenos produtores, que são a base da cadeia global de café.
A FAO destaca a importância da transparência no mercado e da cooperação entre os atores da cadeia produtiva. Também apoia iniciativas para que agricultores adotem práticas resilientes ao clima, protegendo sua produção e contribuindo para a restauração da biodiversidade.
O Brasil deve produzir um volume recorde de 169,5 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, segundo estimativa do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. O valor é 4,5 milhões de toneladas maior do que a projeção anterior, do fim de dezembro. A previsão de produtividade subiu de 3,51 para 3,58 toneladas por hectare.
Para as exportações, o USDA em Brasília elevou sua estimativa de 105 milhões para 108,3 milhões de toneladas.
O USDA em Brasília projetou um aumento no processamento de soja em 2024/25, de 56 milhões para 56,55 milhões de toneladas. A projeção de produção de farelo de soja em 2024/25 foi ampliada de 43,1 milhões para 43,545 milhões de toneladas. Quanto ao óleo de soja, a produção foi revisada de 12 milhões para 11,31 milhões de toneladas.
Para 2025/26, o USDA estimou uma produção de soja de 173 milhões de toneladas, com a área plantada aumentando de 47,3 milhões para 48,2 milhões de hectares. O aumento esperado da área, de cerca de 2%, é inferior à média de cinco anos, de 6%, observou o escritório.
“Isso é resultado direto da safra 2024/25, marcada por altos custos de produção e preços estáveis após o aumento pós-Covid, resultando em margens reduzidas”, disse o USDA.
O rendimento deve ser de 3,59 toneladas por hectare, disse o USDA. Já as exportações foram projetadas em 112 milhões de toneladas.
O USDA em Brasília projetou o esmagamento em 2025/26 em 57 milhões de toneladas. A produção de farelo foi estimada em 43,89 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja foi projetada em 11,4 milhões de toneladas.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o Boletim de Finanças Privadas do Agro, com dados de fevereiro/2025, que mostra o desempenho dos principais títulos e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) que financiam o agronegócio brasileiro.
Os registros acumulados de emissão de Cédulas de Produto Rural (CPR) na atual safra 2024/2025, de julho a fevereiro somam R$ 268,84 bilhões, valor 68% superior ao verificado no mesmo intervalo da safra passada.
Queda no LCA
Ao lado das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os dois títulos, CPR e LCA, seguem como as principais fontes de recursos privados para financiamento do setor agropecuário no mês de fevereiro, como revelam seus valores de estoques acumulados: R$ 540,14 bilhões de LCA e R$ 483,63 bilhões de CPR. Contudo, ao contrário das CPR, o crescimento do estoque da LCA no período em questão, comparado ao ano anterior, mostrou-se menos acelerado, em torno de 13%.
Segundo normas do Conselho Monetário Nacional, é dever das instituições financeiras manter aplicado em operações de financiamento rural o valor correspondente a 50% dos recursos captados com LCA, sendo pelo menos 50% dessa parcela direcionada para o crédito rural e o restante para a aquisição de papéis do agro.
O Mapa ressaltou que, do estoque atual de R$ 540,14 bilhões de LCA, pelo menos R$ 270,07 bilhões das novas captações estão sendo reaplicados no setor.
Outros dados do Fiagro
Os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) apresentaram um crescimento menos intenso. Em fevereiro, os estoques de CDCA apresentaram uma elevação de 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo o valor de R$ 35,13 bilhões. Já os estoques de CRA tiveram um aumento de 14% no comparativo do mesmo período, chegando ao valor de R$ 134,31 bilhões.
Em janeiro, o patrimônio líquido do mercado dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou o valor de R$ 43,99 bilhões, com 137 deles em operação.
Nesta terça-feira (25), a atuação de um cavado meteorológico – sistema meteorológico que favorece a formação de instabilidades – em níveis médios da atmosfera e a circulação de umidade associada a uma área de alta pressão que avançou após o deslocamento da frente fria, vão contribuir para a manutenção da chuva em parte dos estados da Região Sul, informa a Climatempo.
No Rio Grande do Sul, o dia deve apresentar condições de céu parcialmente encoberto, com o sol aparecendo entre nebulosidade variável em todo o território gaúcho. A chuva deve vir em grande parte do estado no período da tarde, em formato de pancadas. Entre as regiões das Missões, Região Central e nos Vales, atenção para condição de chuva localmente forte seguida por rajadas de vento e descargas elétricas. Destaque para toda área mais ao norte, que percorre Noroeste, Norte e Serra Gaúcha, que fica em alerta para temporais.
Ainda pelo Sul
Em Santa Catarina, as instabilidades devem atuar sobre todo o estado, condicionando a formação de nuvens de chuva. No período da manhã, o sol aparece mais entre algumas nuvens. No decorrer das horas, teremos uma maior formação de nebulosidade no céu e as áreas de chuva começam a se espalhar no período da tarde.
Segue o alerta para temporais em praticamente todo o estado, com potencial para raios e rajadas de vento. No litoral catarinense – incluindo a Grande Florianópolis -, atenção para chuva localmente forte.
No Paraná, o período da manhã deve seguir apresentando condições de céu mais aberto, com o sol aparecendo entre nebulosidade variável. Conforme o passar das horas, haverá maior formação de nebulosidade em boa parte do território paranaense e as pancadas de chuva começam a se espalhar. Entre as regiões de Londrina/PR, Ponta Grossa/PR e Grande Curitiba/PR, atenção para chuva localmente forte com raios e ventos.
Destaque para as regiões de Paranavaí/PR, Maringá/PR, Umuarama/PR, Campo Mourão/PR, Foz do Iguaçu/PR, Cascavel, Francisco Beltrão/PR, General Carneiro/PR, Guarapuava/PR e no Litoral Paranaense, áreas em que seguem o alerta para temporais com raios e ventania. Não são descartados episódios de granizo pontual.
O avanço da frente fria ao largo da costa deve seguir realizando a manutenção das instabilidades entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao longo do dia, o sol ainda aparece mais no período da manhã e conduz a elevação dos termômetros. O tempo segue abafado em toda a região.
Na parte da tarde, os núcleos de chuva começam a ganhar força e se espalhar, com destaque para a condição de temporais na área entre os três estados, que percorre a Zona da Mata Mineira, Centro e Norte Fluminense e Sul Capixaba. Nas demais regiões, atenção para chuva localmente forte.
Em São Paulo, ainda teremos disponibilidade de umidade presente na atmosfera local, e diante do aumento das temperaturas, haverá condições para pancadas de chuva localizadas em boa parte do estado, com potencial para chuva localmente forte seguida por raios e ventos.
Mapa mostra áreas de risco para temporais nesta terça-feira Foto: reprodução Climatempo
Região Centro-Oeste, temporais no MS, MT e GO
A presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai deve realizar a manutenção das instabilidades entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com destaque para a condição de temporais no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e norte de Mato Grosso.
No estado de Goiás e no Distrito Federal, em decorrência do fluxo de calor e umidade que transita sobre a região, haverá condições para pancadas de chuva localmente fortes, com potencial para temporais localizados na Capital Federal.
a entrada de umidade marítima associada aos ventos que sopram em direção ao continente deve continuar favorecendo a formação de nuvens carregadas entre o litoral da Bahia e da Paraíba. Condição para chuva localmente forte em Salvador/BA, Recife/PE e João Pessoa/PB.
Por outro lado, áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme e alerta para baixa umidade do ar. Na costa norte, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça a chuva entre o litoral do Maranhão e do Piauí.
Região Norte
Diante da oferta de calor e umidade na atmosfera local, as instabilidades continuam se espalhando por todos os estados. Destaque para a condição de temporais no Amazonas, Pará e norte de Rondônia.
Nas demais regiões do Tocantins, Acre e Roraima, atenção para chuva localmente forte. No Amapá, a atuação da ZCIT deve manter o estado na rota dos temporais, que acontecem principalmente no período da tarde.
A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira com leve baixa, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil, que está adiantada em relação ao ano anterior. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,25%, fechando a US$ 1007,25 por bushel. O vencimento de julho caiu 0,20%, cotado a US$ 1019,50. No mercado de derivados, o farelo de soja para maio recuou 0,90%, a US$ 297,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 0,33%, cotado a US$ 42,15 por libra-peso.
A queda não foi mais expressiva devido à revisão negativa da safra brasileira por uma consultoria, que reduziu sua estimativa em 2,3 milhões de toneladas. Essa projeção é uma das menores entre as atuais previsões para a produção nacional. Além disso, o mercado segue atento às incertezas tarifárias, com possíveis medidas específicas contra navios chineses ou de empresas associadas ao país, o que adiciona cautela às negociações.
No lado positivo, as exportações dos Estados Unidos registraram aumento na última semana, totalizando 821,89 mil toneladas inspecionadas. O volume ficou na faixa superior das estimativas dos analistas, que variavam entre 299,36 mil e 900,81 mil toneladas. A China foi o principal destino, com 405,50 mil toneladas. No acumulado do ciclo 2024/25, os embarques americanos somam 39,92 milhões de toneladas, superando moderadamente o ritmo do ano passado.
Diante desse cenário, o mercado segue equilibrado entre a pressão da colheita no Brasil e os dados positivos das exportações dos EUA, com os investidores monitorando os desdobramentos das tarifas comerciais e ajustes nas estimativas de produção.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a realização de lucros no mercado brasileiro, com queda do Ibovespa, alta do dólar e abertura da curva de juros.
A atenção agora se volta para a ata do Copom, que deve detalhar os próximos passos da política monetária.
Lá fora, a moeda americana se fortaleceu com declarações mais moderadas de Trump sobre tarifas e dados que indicam resiliência da economia dos EUA.
Na Europa, os PMIs mostraram uma recuperação tímida, mas o setor de serviços ainda enfrenta desafios.
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O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços – Foto: Divulgação
A TF Agroeconômica recomenda cautela nas decisões de venda da soja diante de fatores ainda indefinidos, como as reações globais às tarifas impostas pelos EUA e as condições climáticas para a próxima safra americana. A consultoria destaca que a soja proporciona lucro de 22,74% no Rio Grande do Sul, 15,13% no Paraná, 8,47% em Goiás e 12,27% no Mato Grosso do Sul. No entanto, no Mato Grosso, os produtores podem enfrentar um prejuízo de 10,68%, segundo os custos de produção do IMEA. A orientação é garantir lucros quando possível e diversificar as vendas ao longo do tempo para minimizar riscos.
Entre os fatores de alta, o aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços. Em 2025, a demanda deve atingir 9,74 milhões de toneladas, mas poderia ser ainda maior caso o governo não tivesse cancelado a elevação da mistura de biodiesel de B14 para B15. Já entre os fatores de baixa, a entrada da safra recorde do Brasil pressiona as cotações, mesmo com a quebra no Rio Grande do Sul. O país deve colher entre 167 e 170 milhões de toneladas, conforme estimativas da Conab e do USDA.
Outro fator que pode impactar negativamente os preços é a incerteza gerada pela escalada tarifária dos EUA. Além das tarifas sobre produtos chineses, há preocupação com possíveis taxas portuárias adicionais para embarcações associadas à China, o que encareceria a logística e afetaria a competitividade dos agricultores americanos. Especialistas acreditam que a medida pode não ser implementada, mas a incerteza persiste, tornando o mercado ainda mais volátil.
Diante desse cenário, a estratégia mais segura segue sendo a venda parcelada da produção, combinada com o uso do mercado futuro. A especulação não deve ultrapassar 10% da safra, reduzindo os riscos e garantindo maior previsibilidade aos produtores.