quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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arroba continua em alta com escalas apertadas e exportações aquecidas; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma recuperação de seus preços nesta quarta-feira (26), puxada com escalas de abate ainda apertadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, a oferta de fêmeas segue declinante, o que ajuda na compreensão desse movimento.

A demanda doméstica durante a primeira quinzena do mês é outro elemento que gera otimismo, com perspectiva de boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de abril.

Ao mesmo tempo, as exportações seguem em alto nível, com grande quantidade de produto vendido ao exterior ao longo do primeiro trimestre, lembra o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

São Paulo: R$ 318,42

Goiás: R$ 308,75

Minas Gerais: R$ 304,41

Mato Grosso do Sul: R$ 307,73

Mato Grosso: R$ 303,23

Atacado

O mercado atacadista segue com preços firmes para a carne bovina. Ainda há otimismo em torno da primeira quinzena que deve possibilitar elevação dos preços, mesmo que isso ocorra de forma comedida.

O feriado de Páscoa é um ponto de consumo importante a ser considerado, aumentando a propensão a reajustes no decorrer de abril. Importante destacar que o encurtamento das escalas de abate sugere para estoques apertados, o que pode aumentar a agressividade das indústrias na compra de gado, disse Iglesias.

  • O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo.
  • Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo.
  • Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,00, por quilo.



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Anec diminui previsão de exportação de soja, farelo, milho e trigo para março



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu sua projeção para as exportações brasileiras de soja em grãos e farelo, milho e trigo em março, segundo dados divulgados em relatório.

Para a soja em grãos, a expectativa da entidade é de 15 milhões a 16,12 milhões de toneladas embarcadas, leve recuo no teto da estimativa ante a semana anterior, que indicava volumes de até 16,13 milhões de toneladas.

Se confirmado o limite superior da projeção, o volume representará aumento de 19% em comparação com março de 2024, quando foram exportadas 13,55 milhões de toneladas.

No caso do farelo de soja, a estimativa caiu para 2,3 milhões de toneladas, um decréscimo de 11,5% sobre os 2,6 milhões de toneladas previstos na semana passada. O volume projetado supera em 27,8% o 1,8 milhão de toneladas embarcadas em março do ano passado.

A projeção para as exportações de milho foi levemente reduzida para 412 mil toneladas, frente às 413,4 mil toneladas estimadas anteriormente. Mesmo sem variação significativa na previsão semanal, o volume continua expressivamente superior (+193,1%) às 140,6 mil toneladas exportadas em março de 2024.

A estimativa para o trigo passou de 261,7 mil toneladas para 211,3 mil toneladas, representando uma baixa de 19,3% sobre a projeção da semana anterior. O volume previsto é 73,6% inferior às 799,1 mil toneladas embarcadas em março do ano passado.

Embarques da semana

Os dados semanais da Anec indicam que, na semana encerrada em 22 de março, foram embarcadas 4,03 milhões de toneladas de soja, 562 mil toneladas de farelo, 94 mil toneladas de milho e 21,5 mil toneladas de trigo.

Na semana anterior, a entidade previa para o período 4,33 milhões de toneladas de soja, 740,5 mil toneladas de farelo, 95,5 mil toneladas de milho e 36,9 mil toneladas de trigo.

Para a semana atual (23 a 29 de março), o line-up portuário indica volumes de 4,33 milhões de toneladas de soja e 602,9 mil toneladas de farelo.

O porto de Santos (SP) mantém a liderança nos embarques, com 1,48 milhão de toneladas de soja programadas para a próxima semana, baixa de 5,1% em relação à programação da semana anterior. Paranaguá (PR) aparece em segundo lugar, com 654,9 mil toneladas de soja, uma redução de 10,8% em comparação aos 734,5 mil toneladas da última semana.



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AgroNewsPolítica & Agro

Antracnose no feijão pode causar perdas totais na lavoura



Doença no feijão prejudica colheita e afeta mercado agrícola


Foto: Ibrafe

A engenheira agrônoma Gressa Chinelato alerta para os impactos da antracnose no feijão, doença causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Em artigo publicado no Blog da Aegro, a especialista destaca que a enfermidade ocorre principalmente em regiões de temperatura moderada e alta umidade, podendo levar a perdas totais em variedades suscetíveis.

“A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença”, afirma Chinelato. Além disso, as lesões surgem, sobretudo, na parte inferior das folhas, apresentando coloração avermelhada a marrom. Nas vagens, aparecem lesões circulares e deprimidas, com bordas mais escuras. Quando atinge os grãos, a doença pode comprometer sua comercialização.

O fungo sobrevive em sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos, o que exige um manejo rigoroso para evitar sua disseminação. Entre as medidas recomendadas estão o uso de sementes sadias e certificadas, a rotação de culturas com gramíneas não hospedeiras e a eliminação de restos culturais. “O plantio de variedades resistentes e o controle químico com fungicidas específicos para feijão também são estratégias importantes”, ressalta a engenheira agrônoma.





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Brasil e Japão firmam 80 acordos, incluindo investimentos para recuperação de pastagens



Brasil e Japão firmaram nesta quarta-feira (26), em Tóquio, cerca de 80 memorandos de cooperação em áreas como energia, meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia. Um dos acordos prevê investimentos japoneses na recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro, dentro de uma agenda ambiental conjunta entre os dois países.

Durante a cerimônia, o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, anunciou que empresas do país pretendem investir, a partir de 2024, o equivalente a R$ 45 bilhões (1,3 trilhão de ienes) em projetos no Brasil.

Ele também reforçou o compromisso do Japão com a ampliação das relações comerciais com o Mercosul e informou que o país enviará ao Brasil uma missão técnica para coletar informações sanitárias, como parte das tratativas para viabilizar a importação de carne bovina in natura.

O ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, participou do evento ao lado de representantes de pastas estratégicas como Educação, Saúde, Meio Ambiente, Minas e Energia e Ciência e Tecnologia.

Meio ambiente e energia limpa

No discurso, o primeiro-ministro japonês afirmou que Brasil e Japão atuarão juntos na responsabilidade ambiental e na descarbonização do setor automotivo. “O Brasil tem o biocombustível e o Japão tem mobilidade de alta eficiência. Unindo esses dois pontos, vamos liderar a descarbonização no setor automotivo”, declarou.

Além do apoio à recuperação de pastagens e ao combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, a cooperação entre os países também inclui avanços em tecnologias limpas e energia renovável.

Atualmente, o comércio bilateral entre Brasil e Japão soma US$ 11 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a meta é retomar os níveis históricos e superar os US$ 17 bilhões registrados em 2011. Lula destacou o papel estratégico do Brasil na transição energética global e defendeu o fortalecimento da parceria com o Japão nesse processo.

“Nós queremos que o Japão adote no Brasil a perspectiva da produção do etanol, do hidrogênio verde e do combustível renovável. Nós temos certeza absoluta de que o Brasil será quase que o carro-chefe da transição energética neste século 21”, afirmou o presidente.

Ele ainda destacou o potencial brasileiro em ciência, tecnologia e indústria, e reforçou a intenção de transformar o país em uma nação desenvolvida do ponto de vista tecnológico e científico.



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preços mistos e negócios ‘na média’



O mercado brasileiro de soja registrou negócios moderados nesta quarta-feira (26), tanto nos portos quanto na indústria doméstica. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os preços ficaram mistos, acompanhando a alta do dólar e da Bolsa de Chicago, que operou dentro de pequenas margens. Os prêmios ficaram praticamente estáveis, o que abriu algumas oportunidades de negócios.

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Confira os preços da soja

  • Em Passo Fundo (RS), manteve em R$ 130,00
  • Em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), caiu de R$ 137,00 para R$ 134,50
  • Em Cascavel (PR), subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Em Rondonópolis (MT), subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Em Dourados (MS), manteve em R$ 117,00
  • Em Rio Verde (GO), subiu de R$ 112,00 para R$ 113,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. Em dia de muita volatilidade, os investidores seguem de olho nos movimentos do governo Trump em relação às tarifas, temendo por retaliações ao setor. Há também um posicionamento de carteiras, tendo em vista o relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O USDA deverá apontar retração na área a ser plantada com soja naquele país em 2025 na comparação com o ano anterior. O relatório de intenção de plantio do USDA será divulgado na quinta, às 13h. A previsão deverá indicar área menor que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Uma pesquisa indica que o mercado está apostando em número de 83,76 milhões de acres. No ano passado, os americanos semearam 87,05 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 82,5 milhões e 85,5 milhões de acres.

Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número inferior aos 84 milhões de acres indicados durante o Fórum. A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 94,17 milhões de acres, contra 90,59 milhões do ano anterior.

Também na segunda-feira será divulgado o relatório com a posição dos estoques americanos em 1º de março. O mercado espera estoques em 1,895 bilhão de bushels. Em igual período do ano passado, o número era de 1,845 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,1 bilhões de bushels.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 0,75 centavo de dólar ou 0,07% a US$ 10,01 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,15 por bushel, perda de 0,50 centavo ou 0,04%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,50 ou 0,50% a US$ 293,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,64 centavos de dólar, com alta de 0,34 centavo ou 0,80%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,42%, negociado a R$ 5,7328 para venda e a R$ 5,7308 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6943 e a máxima de R$ 5,7473.



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AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar e etanol iniciam semana em queda no mercado internacional


De acordo com a análise do União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar registraram queda no início da semana nas bolsas internacionais, pressionados pela valorização do dólar. Na ICE Futures, em Nova York, todos os lotes do açúcar bruto encerraram a segunda-feira (24) desvalorizados.

O contrato para maio/25 foi negociado a 19,26 centavos de dólar por libra-peso, queda de 46 pontos em relação à sessão anterior. Já o contrato para julho/25 recuou 43 pontos, sendo contratado a 18,96 cts/lb. Os demais vencimentos registraram perdas entre 17 e 40 pontos.

No mercado europeu, o açúcar branco também fechou em baixa na ICE Futures Europe, em Londres. O contrato para maio/25 foi negociado a US$ 542,40 a tonelada, com recuo de US$ 10 em relação à sexta-feira. O vencimento para agosto/25 caiu US$ 8,60, sendo cotado a US$ 530,60 a tonelada. Os demais contratos registraram perdas entre US$ 4,20 e US$ 7,70.

No mercado interno, o açúcar cristal também iniciou a semana em queda. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 138,01, valor inferior aos R$ 139,14 registrados na sexta-feira, representando uma retração de 0,81%.

O etanol hidratado seguiu a mesma tendência. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.844,50 por metro cúbico, queda de 0,39% em relação aos R$ 2.855,50 registrados na sexta-feira.





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Após sofrer com enchentes e estiagem, RS quer apoio para renegociar dívidas



O governo do Rio Grande do Sul intensifica as negociações para a renegociação das dívidas dos produtores rurais, impactados por quatro anos de estiagens consecutivas e uma enchente devastadora.

Em busca de soluções para o setor, o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), solicitou apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) para viabilizar novas linhas de crédito e medidas estruturantes que garantam investimentos e fôlego financeiro aos agricultores gaúchos.

O presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, participou da edição do telejornal Mercado & Companhia desta quarta-feira (26). Ele acompanha de perto as tratativas do tema e respondeu algumas questões essenciais sobre a renegociação para evitar colapsos financeiros no setor.

Estamos buscando soluções para endividamento do setor. Tivemos reuniões com as organizações que representam o agro e solicitamos ao governador que coordene projetos para que possamos em conjunto buscar as alternativas”, explicou.

Hartman também falou sobre a questão da securitização e informou que o setor precisa de um alongamento das dívidas para que os produtores voltem a ter capacidade financeira para realizar investimentos.

Essa e outras questões respondidas por Darci Hartmann estão disponíveis em nosso canal do Youtube. Confira!



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AgroNewsPolítica & Agro

Maturação do tabaco é impactada por clima quente e seco



Produtores aceleram comercialização da safra de tabaco




Foto: Pixabay

No Rio Grande do Sul, a colheita do tabaco avança com 96% da área já colhida na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (20), a produtividade média é de 2.350 kg/ha de folhas secas. O clima quente e seco tem acelerado a maturação das folhas, o que pode afetar o planejamento da secagem nas estufas.

Os produtores intensificaram a comercialização da safra e estão negociando reajustes nos preços. “Os valores praticados variam entre R$ 300,00 e R$ 350,00 por arroba”, aponta o informativo. Com isso, as cargas estão sendo enviadas rapidamente para as empresas compradoras.

Na região de Santa Rosa, os principais municípios produtores estão próximos ao Rio Uruguai, onde houve um leve aumento na área plantada. Os trabalhos de classificação e envio da produção seguem em andamento, com o tabaco sendo negociado a R$ 18,00/kg, segundo os produtores. As primeiras vendas já começaram.

Em Soledade, a colheita continua em lavouras de plantio tardio. A produção está armazenada nos galpões, aguardando uma definição sobre preços. “A safra é considerada superior às anteriores, impulsionada pela boa cotação em 2024 e mantendo os padrões de qualidade das folhas”, informa a Emater/RS-Ascar.





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‘É preciso conhecimento para enfrentar os desafios com a soja’, diz sojicultor de Goiás



Ivan Roberto Brucceli, sojicultor de Rio Verde, Goiás, iniciou sua trajetória no campo influenciado pelo trabalho de seu pai, que o introduziu ao agronegócio e à lavoura desde cedo. Criado no meio rural, ele aprendeu a enfrentar as dificuldades do setor agropecuário, o que o motivou a seguir carreira como produtor de soja.

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Com o tempo, Ivan alcançou sucesso e adquiriu experiência, mas segue lidando com desafios comuns relacionados à soja na região. Ele destaca a falta de infraestrutura e a escassez de recursos financeiros como obstáculos que dificultam o crescimento e a inovação no setor agropecuário. A escassez de energia elétrica, por exemplo, é um dos principais problemas enfrentados pelos produtores, afetando operações como o uso de maquinários, irrigação e armazenamento da produção.

Pesquisa nas lavouras de soja

Para o sojicultor, investir em pesquisa de novas cultivares de soja e práticas de manejo que aumentem a produção com custos reduzidos é essencial para garantir maior rentabilidade. Além disso, o foco na redução de custos é um ponto fundamental, pois, mesmo com uma boa produção, a rentabilidade por hectare pode ser comprometida se os custos não forem controlados, impactando diretamente o potencial da atividade.

Tecnologia e sustentabilidade

Em um cenário climático cada vez mais imprevisível, o produtor destaca a importância de adotar tecnologias que garantam a eficiência e a sustentabilidade da soja. Para lidar as variações climáticas, Ivan investiu em técnicas de conservação do solo, como o plantio direto, o uso de calcário e a aplicação de maior quantidade de palhada, que ajuda a proteger as plantas, reduzindo a temperatura do solo e retendo a umidade por mais tempo.

Essas práticas, segundo Brucceli, são essenciais para melhorar a estrutura do solo e aumentar a resistência das plantas às adversidades climáticas. Ele também investe em tecnologias que favorecem um melhor enraizamento das plantas, permitindo que elas se adaptem melhor às variações no fornecimento de água, fator essencial para o sucesso da lavoura. “Plantar com raízes mais profundas é essencial para garantir uma produção estável, mesmo diante das incertezas climáticas”, explica.

Em meio às dificuldades

Apesar dos obstáculos, Ivan, que faz parte do JRBrucceli, permanece focado na pesquisa constante e na busca por soluções viáveis que proporcionem melhores resultados econômicos. Ele destaca a importância de adotar uma visão estratégica, investindo no conhecimento sobre as culturas, as variações climáticas e as melhores práticas de cultivo.



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Por unanimidade, STF decide tornar réu ex-presidente Bolsonaro



Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.

É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a Constituição de 1988. Esses tipos de crime estão previstos nos artigos 359-L (golpe de Estado) e 359-M (abolição do Estado Democrático de Direito) do Código Penal brasileiro.

“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse o relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.

Seguiram o relator os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo onde tramita o caso sobre o golpe.

Acusação

Conforme a acusação da PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

“Não há dúvida que o denunciado Jair Messias Bolsonaro conhecia, manuseava e discutiu sobre a minuta de golpe”, disse Moraes em seu voto.

Qual a implicação desse conhecimento para o cometimento dos crimes imputados pela PGR deve ser ainda verificada durante a instrução da ação penal, disse Moraes. “A interpretação do fato vai ocorrer durante a instrução penal.”

Demais réus

Os ministros também decidiram, por unanimidade, tornar mais sete aliados de Bolsonaro réus na mesma ação penal. Eles responderão pelos mesmos crimes imputados ao ex-presidente. São eles:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • Augusto Heleno, general do Exército e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.



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