quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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Previsão do PIB cai de 2,1% para 1,9% em 2025



O Banco Central (BC) reduziu a estimativa de crescimento do país de 2,1% para 1,9% em 2025. Dado sobre a projeção do Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do relatório de política monetária do primeiro trimestre, divulgado pela autoridade monetária nesta quinta-feira (27). Segundo o BC, a projeção de inflação para o ano cai para 5,01%, ainda fora do intervalo da meta.

“O PIB cresceu fortemente em 2024, 3,4%, mas desacelerou mais que o esperado no quarto trimestre, ao crescer 0,2%. A desaceleração foi mais nítida nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, no consumo das famílias e na formação bruta de capital fixo. Nesse contexto, a projeção para o crescimento do PIB em 2025 foi revisada para baixo, de 2,1% para 1,9%, com maior redução na expectativa dos componentes mais cíclicos”, diz o relatório.

Na avaliação do BC, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou de 4,87% em novembro para 5,06% em fevereiro.

A meta definida pelo Comitê de política Monetária (Copom) do BC é de 3%, podendo varia 1,5% para mais ou menos. O documento diz que as projeções de inflação se mantiveram acima da meta, tornando a “convergência para a meta desafiadora”.

“Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5%-5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano, 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027”, afirma o BC.

O documento diz ainda que a projeção de inflação para 2025 aumentou 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao relatório anterior, especialmente nas projeções relacionadas aos preços livres. Em relação aos preços administrados, a projeção é de redução.

“Os efeitos dos aumentos das expectativas de inflação e da inércia decorrente das surpresas inflacionárias e da revisão das projeções de curto prazo pressionaram as projeções para cima, enquanto a subida da taxa de juros real, a apreciação cambial e a queda do preço do petróleo contribuíram para baixo”, diz o relatório.

O documento aponta ainda que o cenário externo permanece desafiador e segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

Na avaliação da autoridade monetária, a conjuntura e a política econômica nos Estados Unidos, em particular a incerteza acerca da sua política comercial, colocam mais dúvidas sobre os ritmos de desaceleração da atividade econômica e da desinflação, com impactos na postura do Banco Central norte-americano, o Fed, e no ritmo de crescimento dos demais países.



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IPCA-15 sobe 0,64% em março ante fevereiro; projeção era de +0,68%, aponta IBGE



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,64% em março na comparação com fevereiro, 0,59 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em fevereiro de 2025 (1,23%). As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, até março, o IPCA-15 acumula alta de 5,26%, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2024, o índice foi de 0,36%. Tanto o resultado mensal quanto o acumulado de 12 meses ficaram abaixo das projeções de +0,68% e +5,30%, respectivamente, medidas pelo Termômetro Safras.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,09%) e impacto (0,24 p.p.), seguido dos Transportes (0,92% e 0,19 p.p.). Juntos os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre o 0,03% de Artigos de residência e o 0,81% de despesas pessoais.

No grupo alimentação e bebidas, o IPCA-15 alcançou 1,09%, a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%).

A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). O lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%).

No grupo transportes, o IPCA-15 atingiu 0,92%, o destaque são os combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%) e da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,90% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como combater as pragas do trigo durante o armazenamento



Pragas ameaçam qualidade do trigo durante o armazenamento


Foto: Canva

O armazenamento do trigo após a colheita é um processo crucial, mas frequentemente problemático. Segundo a engenheira agrônoma Thaís Fagundes Matioli, em artigo publicado no Blog Aegro, pragas primárias e secundárias podem atacar os grãos durante esse período. Enquanto os insetos primários atacam os grãos sadios, os secundários se alimentam dos grãos já danificados. Além dos danos diretos causados pela alimentação das pragas, elas ainda favorecem a contaminação fúngica e a presença de micotoxinas, comprometendo a qualidade do produto.

Entre as principais pragas identificadas no armazenamento do trigo estão o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), o gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae) e o besourinho-dos-cereais (Rhyzopertha dominica). Esses insetos pertencem a diferentes famílias da ordem Lepidoptera e podem causar prejuízos significativos à produção.

Para combater essas pragas, a especialista orienta que o controle deve ser realizado com base em três abordagens: preventiva, monitoramento e curativa. O primeiro passo é garantir que o trigo seja armazenado em locais com teor de umidade abaixo de 13%, além de realizar a higienização dos silos, eliminar focos de infestação e aplicar pulverizações de inseticidas nas instalações. O monitoramento constante das condições do armazenamento, como temperatura e umidade, também é essencial. Já no caso de infestação, deve-se recorrer ao expurgo dos grãos com produtos à base de fosfina, seguindo as orientações do Ministério da Agricultura.





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Governo tem déficit de R$ 31,673 bilhões em fevereiro



As contas do Governo Federal registraram déficit primário em fevereiro. Neste mês, a diferença entre as receitas e as despesas ficou negativa em R$ 31,673 bilhões. O resultado sucedeu o superávit de R$ 84,882 bilhões em janeiro.

O saldo em fevereiro – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – foi o melhor desempenho em termos reais para o mês desde 2022 – a série histórica do Tesouro foi iniciada em 1997. Em fevereiro de 2024, o resultado havia sido negativo em R$ 58,3 bilhões, em valores nominais.

O déficit em fevereiro foi maior que o apontado pela mediana das estimativas das instituições consultadas pelo Estadão, de R$ 30,925 bilhões. O intervalo das estimativas variava de déficit de R$ 56,87 bilhões a superávit de R$ 10,05 bilhões.

No acumulado do ano até fevereiro, o governo registrou superávit de R$ 53,184 bilhões, o melhor resultado desde 2022. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 21,195 bilhões, em termos nominais.

Em fevereiro, as receitas tiveram alta de 2,3% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado, houve alta real de 3,1%. Já as despesas caíram 12,6% em fevereiro, já descontada a inflação, em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado destes dois meses, a variação foi negativa em 4,8%.

Em 12 meses até fevereiro, as contas do governo apresentam um déficit de R$ 13,2 bilhões, equivalente a 0,09% do Produto Interno Bruto (PIB). Desde janeiro de 2024, o Tesouro passou a informar a relação entre o volume de despesas sobre o PIB, uma vez que o arcabouço fiscal busca a estabilização dos gastos públicos.

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as despesas obrigatórias somaram 17% em relação ao PIB, enquanto as discricionárias do Executivo alcançaram 1,56% em relação ao PIB no mesmo período.

Para 2025, o governo almeja um resultado primário neutro (0% do PIB), permitindo uma variação de 0,25 ponto porcentual para mais ou menos, conforme estabelecido no arcabouço. O limite seria um déficit de até R$ 31 bilhões. O limite de despesas para 2025 é fixo em R$ 2,249 trilhões neste ano.



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Pequenos fruticultores expandem seus negócios em feira internacional 


Pequenos produtores rurais ganharam a oportunidade de expandir a comercialização dos seus produtos, na Fruit Attraction São Paulo. A feira que abrange a América Latina e tem como objetivo fortalecer a fruticultura brasileira nos mercados internacionais vai até hoje, 27/3.

O Sebrae está no centro dessa oportunidade, com estande expositivo exclusivo para os produtores de pequeno porte e da agricultura familiar. Para a Fruit Attraction, a instituição investiu no incentivo às cooperativas formadas, em sua maioria, por pequenos fruticultores. A instituição com foco em pequenos negócios afirma que o arranjo associativo permite escalar a produção e atender às demandas internas e externas.

Ao mercado externo, a aposta é promissora. De acordo com a Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados), somente em 2024, as exportações de frutas ultrapassaram um milhão de toneladas, com faturamento de U$S 1,38 bilhão, um incremento de 2% em relação a 2023. Dentre os principais itens exportados estão mangas, melões, limas, limões, uva, mamão e melancia.

Victor Ferreira, coordenador de Projetos de Fruticultura do Sebrae, afirma que o Brasil tem potencial para crescer mais e se tornar um grande centro de exportação de frutas.

“Precisamos fomentar o acesso a mercados dos pequenos produtores ao lado de parceiros como a Abrafrutas para enfrentar os desafios da fruticultura”, diz Ferreira.

O coordenador do Sebrae ainda acrescenta que, para tal, os requisitos do mercado internacional devem ser atendidos. “Hoje exige selos certificadores de produção orgânica e sustentável, com desmatamento zero, além da adequação de embalagens e uma gestão logística e financeira eficiente”, conta.

Reprodução ASN. Amiraldo Piganço produz açaí liofilizado e pretende triplicar a produção em 2025. Foto: Túlio Vidal.

Cooperativas e acesso aos mercados

A Cooapinc-04 investe, desde 2007, na produção de acerola e atualmente exporta o concentrado da fruta, rica em vitamina C, para o México, Estados Unidos e Europa. “O Sebrae ajudou a montar nosso estatuto e regimento interno e trouxe a gente em uma feira tão importante como essa”, afirma Danila Ferreira, gerente da cooperativa que reúne 26 cooperados e 300 produtores dos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí.

“Atualmente, produzimos 900 toneladas de açaí liofilizado. A partir do próximo ano, com 1.000 cooperados, vamos triplicar a produção”, conta Amiraldo Picanço, presidente da Amazonbai  –  cooperativa dos produtores extrativistas de açaí sediada em Macapá (AP).

A Coopexvale, sediada em Petrolina (PE) produz 12 variedades de uvas com e sem sementes, dos tipos verde, vermelha e preta. Para o mercado externo, Álvaro Solano, presidente da Cooperativa, conta que 100% da uva exportada é sem semente e com certificação global de boas práticas agrícolas. As demais são comercializadas no mercado interno.

“É importante diluir nos mercados interno e externo a produção”, conta Solano. O presidente da cooperativa também afirma que o apoio do Sebrae no processo para receber a certificação de boas práticas agrícolas foi fundamental, assim como a participação na Fruit Attraction. Iniciativas que abrem oportunidades de contato com potenciais clientes.



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escolha seu candidato favorito ao Prêmio Soja Brasil!



Já fez a sua parte e deu seu voto no seu produtor e pesquisador favorito? A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil segue aberta até o dia 7 de abril. O prêmio tem como objetivo reconhecer produtores e pesquisadores que contribuem para o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja no Brasil.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O processo de votação é simples e pode ser feito por meio deste formulário online. Os votos definem os profissionais que se destacam pelo protagonismo e pela inovação no setor. Mas, se você ainda tem dúvidas, saiba mais sobre cada participante:



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Temporais ganham força ao longo do dia, alerta Inmet


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou há pouco que áreas da região Sul e do centro-norte do Brasil podem ter chuvas entre 30 a 60 mm/h ou acumulados de 50 a 100 mm nesta quinta-feira (27).

Ventos intensos, com rajadas entre 40 e 60 km/h, atingem algumas partes do país. Segundo o órgão, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios em áreas de risco.

Segundo o Inmet, as áreas mais afetadas estão no Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Além disso, o mar ficará agitado na costa gaúcha e no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

O instituto solicita que as pessoas evitem enfrentar o mau tempo e observem alterações nas encostas. Em caso de situação de emergência, a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193) podem auxiliar.

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japoneses visitarão Brasil em até 60 dias para inspecionar produção



Técnicos japoneses deverão visitar o Brasil dentro dos próximos 60 dias para realizar uma inspeção sanitária nas condições de produção da carne bovina brasileira. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Na manhã de ontem (26), o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, anunciou que o país enviaria especialistas sanitários ao Brasil, como parte de um processo crucial para uma possível abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.

Esforço para abertura de mercado da carne

O governo brasileiro, acompanhado de representantes do setor privado, realizou visita ao Japão, tendo como um dos objetivos avançar nas negociações para viabilizar a exportação de carne bovina para o país asiático. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, integra a comitiva.

Durante a visita, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, também participou de uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio, que representa importadores de carne.

Além disso, Fávaro se encontrou com o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Eto, para discutir questões sanitárias e técnicas relacionadas ao tema.

Recuperação de pastagens

Brasil e Japão firmaram cerca de 80 memorandos de cooperação em áreas como energia, meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia. Um dos acordos prevê investimentos japoneses na recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro, dentro de uma agenda ambiental conjunta entre os dois países.

Houve também um acordo de cooperação entre os países que inclui avanços em tecnologias limpas e energia renovável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Precipitações beneficiam milho e algodão na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




Foto: Canva

As condições climáticas na Argentina registraram chuvas leves na maior parte do território, com exceção do norte e de algumas áreas da província de Buenos Aires, segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O clima seco favoreceu a maturação e colheita das culturas de verão, com destaque para o girassol, que já teve 39% da área colhida, e o milho, com 9% da colheita concluída. Já na região sul de Buenos Aires e em áreas próximas de La Pampa, a precipitação acumulada entre 10 e 50 mm auxiliou no desenvolvimento de grande parte do milho ainda imaturo.

No norte do país, chuvas mais intensas, variando entre 25 e 75 mm, beneficiaram a cultura do algodão. No entanto, segundo o boletim, um período mais seco será necessário nos próximos dias para que as cápsulas comecem a abrir e a colheita possa avançar sem dificuldades.

A maior parte da Argentina registrou temperaturas acima da média, variando de 1 a 4°C acima do esperado para o período. Durante o dia, os termômetros oscilaram na faixa dos 30°C, chegando a superar essa marca em algumas áreas do norte. O calor favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas também intensificou a perda de umidade do solo, fator que pode impactar as próximas fases do ciclo produtivo.





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preços da arroba atravessam o mês em condições estáveis



Desde o início de março, os preços do boi gordo operam dentro de um pequeno intervalo, com preço médio da arroba entre R$ 309,20 e R$ 312,95 no estado de São Paulo. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as negociações vêm sendo marcadas pela cautela de compradores que têm, aos poucos, concedido reajustes aos preços da arroba, mas estes agentes estão atentos à estabilidade dos valores da carne no mercado atacadista.

Muitos frigoríficos estão com escalas de abate entre 5 e 7 dias. Pecuaristas, por sua vez, estão bastante resistentes, pedindo cotações maiores e mantendo baixa a oferta do boi.

De acordo com a análise do Cepea, esse posicionamento tem resultado em escalas curtas de abate e em menor oferta de carne no atacado. Com isso, os preços tiveram pequena reação nesta quarta (26).

Ao longo de março, a carcaça casada no atacado da Grande SP tem aumento de 1,15% em São Paulo, segundo o Indicador Cepea/Esalq, de 0,64%.

No front externo, as exportações nesta parcial de março estão aquecidas. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária de embarques até a terceira semana do mês superava em 51% a de março/24; e os preços em Reais estavam 24% maiores.

O Cepea realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias, por exemplo.

O desempenho macroeconômico do setor é também acompanhado de perto. A equipe do Centro calcula periodicamente o PIB do Agronegócio (nacional e de estados), o PIB de cadeias produtivas e, também, índices de exportação do setor.



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