quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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Evento debaterá normatização de EPIs



Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores



Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores
Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores – Foto: Divulgação

Na próxima quinta-feira, 27 de março, Hamilton Ramos, coordenador do programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na Agricultura, abordará o tema “EPI agrícola e a importância da normatização”. O evento, transmitido online, contará com a participação dos empresários Marcelo Macedo, da AZR EPI, e Rafael Franco, da Tecmater EPI, fabricantes referenciados de EPIs para a agricultura. A iniciativa é organizada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Com mediação de Raul Casanova Júnior, diretor da Animaseg e superintendente do ABNT/CB32, o evento discutirá aspectos cruciais do setor de EPI agrícola, como legislação, fiscalização, inovações tecnológicas e a importância da pesquisa oficial para aprimorar a segurança no campo. O foco será a normatização para garantir a qualidade e eficiência dos EPIs, protegendo os trabalhadores rurais durante a aplicação de agroquímicos.

Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores no uso de defensivos, além de garantir a eficácia na aplicação de produtos para o controle de pragas e doenças. O programa IAC-Quepia, coordenado por Hamilton Ramos há 18 anos, se tornou referência global em estudos sobre segurança no uso desses equipamentos. Desde 2010, as pesquisas resultaram na redução das reprovações de qualidade de EPIs no Brasil, de 80% para menos de 20%.

Hamilton Ramos também é diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que abriga o mais moderno laboratório da América Latina dedicado a EPIs para a agricultura, contribuindo para a segurança e a qualidade no setor.

 





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Preços da maçã, cenoura e banana têm queda no mês de março



Os preços da maçã nos principais mercados atacadistas caíram 11,84% no último mês, impulsionados pela colheita da variedade Gala, que aumentou a oferta da fruta nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, a comercialização não foi ainda maior porque as companhias classificadoras optaram por estocar parte da produção para evitar quedas mais acentuadas nos preços.

A tendência de redução também foi observada para a cenoura (-8,01%) e a banana (-3,59%), influenciada pela maior produção da variedade nanica em São Paulo e Santa Catarina. Já a laranja teve uma leve queda de 1,52%, devido à menor demanda da indústria de sucos, enquanto a batata registrou estabilidade, com uma leve alta de 0,95%.

Preços em alta!

Por outro lado, os preços da cebola, alface e tomate subiram no último mês. A cebola, com oferta concentrada na região Sul, ainda não recuperou totalmente as quedas do segundo semestre de 2024, mas apresentou elevação. Já a alface registrou alta expressiva de 24,94%, impactada por condições climáticas adversas, como ondas de calor e chuvas intensas em áreas produtoras de São Paulo. O tomate subiu 19,69%, embora os preços ainda estejam abaixo dos praticados em fevereiro de 2024.

Dentre as frutas, melancia e mamão ficaram mais caros devido à redução da oferta em importantes regiões produtoras, como Goiás, Espírito Santo e Bahia.

Exportações em alta

No cenário internacional, o início de 2025 foi promissor para o setor de frutas, com volume e faturamento recordes no primeiro bimestre. Foram exportadas 215 mil toneladas, um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento atingiu US$ 206,6 milhões (FOB), superando os números de 2024 e 2023. O desempenho foi impulsionado por produtos como melões, minimelancias, limões, limas e mangas, beneficiados por problemas climáticos na América Central, que abriram espaço para as frutas brasileiras no mercado externo.

Digitalização das Ceasas avança

O setor hortigranjeiro segue em transformação, com as Ceasas adotando e-commerce para otimizar a comercialização de frutas e hortaliças. A digitalização e a melhoria da logística estão acelerando as vendas online, garantindo reposição mais eficiente dos estoques e maior integração entre produtores e mercados consumidores.

O levantamento completo está disponível no 3º Boletim Hortigranjeiro 2025, publicado pela Conab.



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BNDES capta R$ 1,077 bi no Japão para transmissão de energia e biocombustíveis



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou nesta semana, em Tóquio, no Japão, empréstimo no valor de R$ 1,077 bilhão (US$ 190 milhões) com instituições japonesas para o financiamento de projetos de transmissão de energia e biocombustíveis que busquem reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A assinatura foi realizada com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), o Citibank N.A. Tokyo Branch e o The Nishi-Nippon City Bank Ltd., durante a visita da comitiva do governo brasileiro ao país asiático.

Os recursos captados serão aplicados em financiamentos de projetos no Brasil que integram a carteira do BNDES. Serão elegíveis aqueles que envolvam transmissão de energia, biocombustíveis e o uso de energia renovável (incluindo energia hidrelétrica de pequeno porte, energia solar, energia eólica ou energia de biomassa) e outros relacionados.

Os projetos devem ter impacto favorável na preservação do meio ambiente global, no âmbito da iniciativa Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation (Green). O BNDES já realizou cinco captações com o JBIC no âmbito da linha Green desde 2011, que totalizaram US$ 950 milhões (R$ 5,3 bilhões).

Os recursos deste sexto financiamento da linha Green serão alocados em projetos verdes, que compreendem iniciativas que mitiguem as alterações climáticas, que favoreçam a preservação do meio ambiente global e que promovam a redução da emissão dos gases do efeito estufa, a partir do aumento da eficiência energética e da utilização de fontes renováveis de geração de energia.

“O BNDES tem fortalecido sua atuação junto a instituições financeiras internacionais com o objetivo de diversificar o seu funding e ampliar os investimentos no Brasil, principalmente em áreas estratégicas, como a geração de energia renovável. O JBIC é um dos principais parceiros do BNDES. Desde a década de 60, foram assinados 18 contratos de empréstimo no valor de, aproximadamente, R$ 18 bilhões (US$ 3,2 bilhões)”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, que representou o banco durante a assinatura em Tóquio, a parceria entre as instituições é fundamental para a relação entre Brasil e Japão, um compromisso do presidente Lula.

“E essa parceria trata de uma área importante, que é a economia verde, na qual os dois países têm muito para atuar em conjunto, como no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, como o SAF [combustível sustentável de aviação], minerais críticos, mobilidade sustentável e energia renovável”, disse Gordon.

Memorando de entendimento sobre setores estratégicos

Também em Tóquio, o BNDES e o JBIC firmaram memorando de entendimento (MoU) para formalizar a intenção de cooperação mútua entre as duas instituições visando a apoiar projetos em setores estratégicos, como recursos minerais e energia sustentável.

Os segmentos com potencial para projetos a serem apoiados incluem hidrogênio de baixo carbono e derivados como amônia verde, SAF, bioetanol e outras formas de energia renovável, eficiência energética, transmissão e distribuição de energia, mobilidade verde e a conservação da Floresta Amazônica.

“Além de manter aberto um canal permanente de cooperação técnica, o BNDES e o JBIC vêm mantendo diálogos para aprimorar o relacionamento estratégico entre as duas instituições e identificar possíveis oportunidades de cooperação mútua, cada vez mais frequentes diante da necessidade de mitigar os efeitos da emergência climática”, ressaltou Mercadante.



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Lagarta-da-soja ameaça produtividade e exige controle rigoroso



A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra


Foto: Pixabay

A lagarta-da-soja (anticarsia gemmatalis) é uma praga que representa uma ameaça significativa para a cultura da soja, especialmente durante as fases iniciais do ciclo da planta. Segundo um artigo publicado no Blog Aegro, escrito pela engenheira agrônoma, Ana Lígia Giraldeli, a lagarta inicia seu ataque no topo das plantas, podendo persistir até a fase de enchimento dos grãos. A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra, com seu ciclo biológico durando cerca de 30 dias.

A lagarta se alimenta principalmente das folhas, flores e até das vagens da soja. Quando o ataque é intenso, as lagartas podem apresentar uma coloração preta com listras brancas, um sinal de competição por alimento. A desfolha causada por essa praga pode comprometer significativamente a produtividade da cultura.

O controle da lagarta-da-soja deve ser feito de acordo com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), adotando medidas específicas nas seguintes situações: quando forem encontradas, em média, 20 lagartas grandes (com 1,5 cm ou mais) por metro de fileira, quando a desfolha atingir 30% antes da floração, ou quando atingir 15% após o início da floração. Para o controle, os inseticidas reguladores de crescimento são uma boa opção, especialmente após ou durante o fechamento das entrelinhas da soja.

Outro aspecto importante no manejo dessa praga é o uso de refúgios. A adoção de refúgios é fundamental para evitar o desenvolvimento de resistência, prolongando a eficácia dos inseticidas e garantindo um controle mais eficiente ao longo da safra.





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Moagem da cana registra queda de 17,81% na primeira quinzena de março



Na primeira quinzena de março, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,83 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, ante 2,22 milhões no mesmo período da safra 2023/2024, uma queda de 17,81%, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de março, a moagem atingiu 617,28 milhões de toneladas, ante 649,35 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior, queda de 4,94%.

Nos primeiros quinze dias de março, 19 unidades deram início à safra 2025/2026. Ao término da quinzena, estavam em operação 37 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 22 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e cinco usinas flex. No mesmo período, na safra 2023/2024, operaram 41 unidades produtoras.

Análise da moagem da cana

“Estamos observando o início da retomada da moagem das usinas agora em março. Na segunda quinzena do mês, pelo menos outras 19 unidades produtoras pretendem reiniciar as atividades, mas esse cronograma pode sofrer alterações a depender das condições climáticas e operacionais em cada região canavieira”, afirmou o diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de março atingiu 99,17 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 109,96 kg por tonelada na safra 2023/2024, variação negativa de 9,82%.

No acumulado da safra, o indicador marca 141,35 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior (1,38%) ao do último ciclo na mesma posição.

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de março totalizou apenas 52,0 mil toneladas, registrando queda de 19,10% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (64,3 mil toneladas).

No acumulado desde o início da safra até 16 de março, a fabricação do adoçante alcançou 39,98 milhões de toneladas, contra 42,24 milhões de toneladas do ciclo anterior (-5,34%).

Etanol

Na primeira metade de março, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 441,5 milhões de litros, sendo 367,0 milhões de litros de etanol hidratado (+9,18%) e 74,6 milhões de litros de etanol anidro (+144,20%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 34,42 bilhões de litros (+4,11%), sendo 22,09 bilhões de etanol hidratado (+10,14%) e 12,33 bilhões de anidro (-5,19%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de março, 82,77% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 365,47 milhões de litros neste ano, contra 259,04 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 aumento de 41,08%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,83 bilhões de litros, avanço de 31,22% na comparação com igual período do ano passado.



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Embrapa Soja comemora 50 anos em evento



Em 2025, a Embrapa Soja comemora seus 50 anos de pesquisa e inovação. A instituição estará presente na ExpoLondrina 2025, de 04 a 13 de abril, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR), antecipando as comemorações do seu aniversário.

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A data oficial de celebração será no dia 16 de abril, mas os visitantes da ExpoLondrina poderão conhecer a trajetória da commodity brasileira no estande institucional, por meio de plantas representativas de diferentes épocas da história.

Criada com o objetivo de desenvolver tecnologias para a produção adaptada às condições brasileiras, a Embrapa se tornou referência mundial em pesquisa sobre a oleaginosa, especialmente para as regiões tropicais.

A contribuição da instituição foi fundamental para o Brasil se tornar o maior produtor mundial de soja, com 147,35 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Estande da Embrapa Soja

Durante a ExpoLondrina, os visitantes poderão conhecer as inovações no uso da soja no cotidiano e acompanhar debates sobre biotecnologia, com um painel técnico programado para o dia 10 de abril, no Pavilhão SmartAgro.

O painel abordará novas tecnologias na agricultura, com ênfase na genética e nos desafios enfrentados pela sojicultura, como manejo do solo, conservação e coinoculação em soja.

O desenvolvimento da soja no Brasil

A soja foi introduzida no Brasil em 1882, quando as primeiras sementes chegaram à Bahia. No entanto, foi a partir da década de 1960 que a soja começou a ganhar relevância econômica no país. Com o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima tropical a partir de 1970, o grão se consolidou, especialmente nas regiões do Cerrado.

A Embrapa Soja desempenhou um papel importante no sucesso dessa cultura no Brasil, desenvolvendo mais de 440 cultivares e criando um sistema de produção sustentável, que envolve desde o manejo do solo até o controle de pragas e doenças.

Além disso, a instituição também mantém o Banco Ativo de Germoplasma (BAG), responsável por preservar a variabilidade genética, essencial para o aprimoramento de novas variedades.

Cultivares históricas

A apresentação das 16 cultivares de soja na ExpoLondrina é uma oportunidade única para os visitantes conhecerem a evolução da soja no Brasil, destacando o trabalho da Embrapa Soja no aprimoramento genético da cultura.

O Banco Ativo de Germoplasma (BAG), com sua vasta coleção de aproximadamente 65 mil acessos, é um dos principais pilares desse desenvolvimento, permitindo o aprimoramento constante para diferentes condições de solo e clima. Essa diversidade genética é essencial para garantir a sustentabilidade e a continuidade da liderança do Brasil na produção mundial.



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Bahia Farm Show terá novo nome em 2026, diz secretário de agricultura


Durante apresentação da Bahia Farm Show 2025, nesta quarta-feira (27), em Salvador (BA), o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Wallison Tum, anunciou que a feira ganhará um novo nome em 2026: Brasil Farm Show.

A informação foi recebida com surpresa pelo setor. Em uma publicação no Instagram, o secretário disse que a feira agrícola -confirmada entre os dias 9 e 14 de junho-, promete ser a maior de todos os tempos e destacou a mudança de nome do evento no próximo ano.

“Este será um marco para o agro, pois a partir de 2026, a feira ganhará um novo nome: Brasil Farm Show, refletindo sua relevância nacional e internacional. Mesmo com essa evolução, a Bahia seguirá como protagonista, mostrando sua força e inovação no setor agropecuário. Vamos juntos construir mais um grande capítulo para o agro baiano e brasileiro!”, escreveu o secretário Wallison Oliveira Torres (Tum).

Durante o evento de apresentação, Tum disse que o novo nome funcionará como uma vitrine para o que a Bahia e o Matopiba produzem, considerando a expectativa para 19ª edição da feira em junho e o crescimento nos últimos anos.

Realizadora da feira, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), não comentou sobre a mudança em nota divulgada à imprensa e nem nos materiais de divulgação nas redes sociais.

No entanto, deve se pronunciar nos próximos dias. A agenda de apresentação segue conforme previsto, com uma coletiva de imprensa agendada na próxima semana, em Barreiras (BA), na sede da entidade.

Além disso, a Aiba também pretende apresentar a Bahia Farm Show em São Paulo.

Apresentação em Salvador

O evento de apresentação na capital baiana também contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de lideranças políticas e empresariais do agronegócio baiano.

Durante o encontro, foram destacadas as expectativas e novidades da 19ª edição da maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, que tem como tema “Agro Inteligente, Futuro Responsável”.

Bahia Farm Show 2025 foi apresentada em Salvador
Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia e Moisés Schmidt, presidente da Aiba

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Moisés Schmidt, ressaltou a ampliação de parcerias para trazer as mais avançadas tecnologias do mundo ao setor agrícola baiano.

“Durante a feira, será montada uma verdadeira cidade de 246 mil metros quadrados, reunindo empresas com mais de mil marcas. Além do tradicional maquinário agrícola, teremos startups com soluções inovadoras em inteligência artificial, energia renovável e agricultura de precisão, que integram a sustentabilidade ao agronegócio”, destacou Schmidt.

O governador Jerônimo Rodrigues, reforçou a importância da feira para o desenvolvimento socioeconômico do estado e garantiu o apoio do Governo, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri) e demais secretarias que incentivam a produção agrícola.

“A Bahia Farm Show é um espaço estratégico para inovação e desenvolvimento sustentável. Todos os anos, movimenta diferentes setores, gerando empregos e fortalecendo tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar”, afirmou o governador.


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Previsão do PIB cai de 2,1% para 1,9% em 2025



O Banco Central (BC) reduziu a estimativa de crescimento do país de 2,1% para 1,9% em 2025. Dado sobre a projeção do Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do relatório de política monetária do primeiro trimestre, divulgado pela autoridade monetária nesta quinta-feira (27). Segundo o BC, a projeção de inflação para o ano cai para 5,01%, ainda fora do intervalo da meta.

“O PIB cresceu fortemente em 2024, 3,4%, mas desacelerou mais que o esperado no quarto trimestre, ao crescer 0,2%. A desaceleração foi mais nítida nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, no consumo das famílias e na formação bruta de capital fixo. Nesse contexto, a projeção para o crescimento do PIB em 2025 foi revisada para baixo, de 2,1% para 1,9%, com maior redução na expectativa dos componentes mais cíclicos”, diz o relatório.

Na avaliação do BC, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou de 4,87% em novembro para 5,06% em fevereiro.

A meta definida pelo Comitê de política Monetária (Copom) do BC é de 3%, podendo varia 1,5% para mais ou menos. O documento diz que as projeções de inflação se mantiveram acima da meta, tornando a “convergência para a meta desafiadora”.

“Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5%-5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano, 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027”, afirma o BC.

O documento diz ainda que a projeção de inflação para 2025 aumentou 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao relatório anterior, especialmente nas projeções relacionadas aos preços livres. Em relação aos preços administrados, a projeção é de redução.

“Os efeitos dos aumentos das expectativas de inflação e da inércia decorrente das surpresas inflacionárias e da revisão das projeções de curto prazo pressionaram as projeções para cima, enquanto a subida da taxa de juros real, a apreciação cambial e a queda do preço do petróleo contribuíram para baixo”, diz o relatório.

O documento aponta ainda que o cenário externo permanece desafiador e segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

Na avaliação da autoridade monetária, a conjuntura e a política econômica nos Estados Unidos, em particular a incerteza acerca da sua política comercial, colocam mais dúvidas sobre os ritmos de desaceleração da atividade econômica e da desinflação, com impactos na postura do Banco Central norte-americano, o Fed, e no ritmo de crescimento dos demais países.



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IPCA-15 sobe 0,64% em março ante fevereiro; projeção era de +0,68%, aponta IBGE



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,64% em março na comparação com fevereiro, 0,59 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em fevereiro de 2025 (1,23%). As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, até março, o IPCA-15 acumula alta de 5,26%, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2024, o índice foi de 0,36%. Tanto o resultado mensal quanto o acumulado de 12 meses ficaram abaixo das projeções de +0,68% e +5,30%, respectivamente, medidas pelo Termômetro Safras.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,09%) e impacto (0,24 p.p.), seguido dos Transportes (0,92% e 0,19 p.p.). Juntos os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre o 0,03% de Artigos de residência e o 0,81% de despesas pessoais.

No grupo alimentação e bebidas, o IPCA-15 alcançou 1,09%, a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%).

A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). O lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%).

No grupo transportes, o IPCA-15 atingiu 0,92%, o destaque são os combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%) e da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,90% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro.



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Como combater as pragas do trigo durante o armazenamento



Pragas ameaçam qualidade do trigo durante o armazenamento


Foto: Canva

O armazenamento do trigo após a colheita é um processo crucial, mas frequentemente problemático. Segundo a engenheira agrônoma Thaís Fagundes Matioli, em artigo publicado no Blog Aegro, pragas primárias e secundárias podem atacar os grãos durante esse período. Enquanto os insetos primários atacam os grãos sadios, os secundários se alimentam dos grãos já danificados. Além dos danos diretos causados pela alimentação das pragas, elas ainda favorecem a contaminação fúngica e a presença de micotoxinas, comprometendo a qualidade do produto.

Entre as principais pragas identificadas no armazenamento do trigo estão o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), o gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae) e o besourinho-dos-cereais (Rhyzopertha dominica). Esses insetos pertencem a diferentes famílias da ordem Lepidoptera e podem causar prejuízos significativos à produção.

Para combater essas pragas, a especialista orienta que o controle deve ser realizado com base em três abordagens: preventiva, monitoramento e curativa. O primeiro passo é garantir que o trigo seja armazenado em locais com teor de umidade abaixo de 13%, além de realizar a higienização dos silos, eliminar focos de infestação e aplicar pulverizações de inseticidas nas instalações. O monitoramento constante das condições do armazenamento, como temperatura e umidade, também é essencial. Já no caso de infestação, deve-se recorrer ao expurgo dos grãos com produtos à base de fosfina, seguindo as orientações do Ministério da Agricultura.





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