Organizadores da 30°edição da Agrishow apresentaram na manhã de hoje (1), em Ribeirão Preto (SP), as novidades e projeções da maior feira do segmento agropecuário do Brasil. A Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, como é conhecida oficialmente, será entre os dias 28 de abril e 2 de maio. Porém, o evento oficial de abertura da Agrishow será realizado no dia 27 de abril, um domingo, em uma cerimônia exclusiva para autoridades, sem a presença do público em geral.
Durante a coletiva, o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, projetou até R$ 15 bilhões em intenção de negócios para a edição deste ano. Marchesan informou aos jornalistas que a estimativa de negócios ocorre devido ao clima favorável à colheita e ao retorno da produção para os agricultores.
O presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da (Abimaq), Pedro Estavão, afirmou que a previsão estimula o interesse dos compradores nos cinco dias do evento.
A Agrishow reúne soluções para todos os tipos de culturas, safras, máquinas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como o palco dos lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio.
A coletiva de imprensa contou com a presença de autoridades, lideranças do setor e representantes de entidades ligadas ao agronegócio. Estiveram presentes Ricardo Silva, prefeito de Ribeirão Preto; Orlando Melo de Castro, subsecretário de Agricultura de São Paulo; Maurilio Biagi, presidente de honra da Agrishow; Tirso Meirelles, presidente da Faesp; e Gislaine Balbinot, diretora executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), entre outros.
No ano passado a feira reuniu em 2024 mais de 800 marcas expositoras e mais de 195 mil visitantes qualificados em 520.000 m² de área, apresentando o que há de mais novo neste show de tecnologia rural.
Mais sobre a Agrishow
A Agrishow 2025 é uma iniciativa da – Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e Sociedade Rural Brasileira (SRB), e é é organizado pela Informa Market.
Relatório divulgado nesta segunda-feira (31) por escritório ligado ao governo dos Estados Unidos faz críticas ao modelo de tarifas que o Brasil impõe às importações.
O texto critica tarifas brasileiras sobre etanol, filmes estadunidenses, bebidas alcoólicas, produtos de telecomunicações, máquinas e equipamentos e carne suína, além de reclamar da preferência dada pela legislação e normas do Brasil aos produtores nacionais.
O documento deve servir de base ao novo tarifaço que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu anunciar nesta quarta-feira (2). Trump afirmou que vai impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos estadunidenses. O chefe da Casa Branca tem chamado o novo tarifaço de “Dia da Libertação”.
Para subsidiar as novas tarifas, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) produziu documento de quase 400 páginas que descreve as tarifas que os EUA enfrentam nas exportações para 59 países ou blocos comerciais, incluindo União Europeia, China, Reino Unido, Argentina e México.
Brasil espera ser poupado
Apesar do documento com as críticas, o governo brasileiro espera ser poupado do tarifaço. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que causará estranheza caso o Brasil sofra alguma retaliação comercial.
“Os EUA têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil até porque é superavitário tanto em relação aos bens, quanto em relação aos serviços”, disse Haddad, em viagem a Paris, nesta terça-feira (1º).
O comércio bilateral é superavitário para os EUA uma vez que o Brasil importa mais do que exporta para o país norte-americano. Por isso, Haddad considera que não haveria motivos para taxação dos produtos brasileiros.
“Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, completou o ministro da Fazenda.
Nesse contexto, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por unanimidade nesta terça, projeto de lei da reciprocidade comercial, que permite ao governo retaliar medidas unilaterais comerciais que prejudiquem a competitividade das exportações do Brasil.
Críticas do relatório
O Brasil ocupa seis páginas no relatório e é apresentado pelo USTR como uma nação que impõe tarifas relativamente altas sobre importações de uma ampla gama de setores, “incluindo automóveis, peças automotivas, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis e vestuário”.
“Os exportadores dos EUA enfrentam incertezas significativas no mercado brasileiro porque o governo frequentemente modifica as taxas tarifárias dentro das flexibilidades do Mercosul. A falta de previsibilidade em relação às taxas tarifárias torna difícil para os exportadores dos EUA preverem os custos de fazer negócios no Brasil”, diz o relatório estadunidense.
Compras governamentais
O órgão ligado ao governo dos EUA destacou as restrições brasileiras às compras governamentais, que privilegiam os produtores internos, principalmente na área de saúde e defesa.
“Embora o Brasil tenha tomado medidas para tornar seu mercado de compras mais transparente, restrições e preferências domésticas permanecem”, diz o documento.
O USTR manifesta ainda preocupação com as normas de proteção à propriedade intelectual no Brasil e com a discussão de taxação de plataformas digitais realizada pela Anatel, que consideram uma “barreira ao comércio digital”.
“As partes interessadas dos EUA levantaram preocupações de que os pagamentos diretos sob a proposta poderiam reforçar o domínio das maiores operadoras e que as taxas poderiam aumentar os custos para os usuários finais”, afirma o relatório.
Etanol, bebidas e filmes
O documento lembra que o Brasil e os EUA são os maiores produtores e consumidores de etanol do mundo e reclama das tarifas de 18% impostas ao produto estadunidense.
“Os EUA continuam a se envolver com o Brasil para reduzir sua tarifa de etanol”, destaca o documento.
O escritório de Washington também cita o Imposto de Produtos Industrializados (IPI) sobre bebidas alcoólicas de 19,5%, enquanto a cachaça tem IPI menor de 16,25% por ser um produto nacional.
O documento cita os impostos sobre produtos audiovisuais.
“O Brasil impõe vários impostos sobre produtos estrangeiros que não aplica igualmente aos produtos nacionais”, destaca o relatório dos EUA.
Máquinas e equipamentos
Segundo o documento do USTR, o país restringe a entrada de produtos manufaturados como equipamentos de terraplenagem, peças automotivas e equipamentos médicos.
“O Brasil só permite a importação de tais bens se um importador puder fornecer evidências de que os bens não são ou não podem ser produzidos internamente, ou se atenderem a certas outras limitações”, diz o escritório.
Sobre procedimentos para licenciamento de importações, o USTR diz que falta transparência nos procedimentos, o que prejudicaria os exportadores estadunidenses. “Exportadores de calçados e vestuário dos EUA e do setor automotivo expressaram preocupações sobre esses requisitos de licenciamento não automáticos”, ressalta.
Renova-Bio e carne suína
Foto: Prefeitura de Capão Bonito
Os Estados Unidos querem ainda ter acesso aos benefícios do programa brasileiro Renova-Bio, destinado aos produtores nacionais com oferta de créditos de carbono por redução da emissão de gases do efeito estufa.
“Os Estados Unidos continuam a se envolver com o Brasil para instar o Brasil a revisar seus regulamentos para permitir que os produtores dos EUA sejam elegíveis para tratamento igualitário sob o programa”, destacou o Escritório do Representante Comercial dos EUA.
O documento critica o fato de o mercado brasileiro estar fechado para carne suína fresca e congelada dos EUA devido à preocupação do Brasil de que essas importações possam aumentar os riscos de peste suína africana.
“O Brasil não forneceu evidências científicas que apoiem a proibição e a proibição parece ser inconsistente com os padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal.”
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o projeto de lei (PL) 2.088/2023 de reciprocidade comercial, que permite ao governo brasileiro retaliar medidas comerciais que prejudiquem os produtos do país no mercado internacional.
A aprovação ocorre um dia antes do anúncio de novo tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que promete impor “tarifas recíprocas” com a taxação de produtos de todos os países que cobrem impostos para importação de bens e produtos norte-americanos.
O projeto de lei da reciprocidade comercial foi aprovado por unanimidade na CAE, em caráter terminativo. Ou seja, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de ser aprovado pelo plenário do Senado.
O artigo 1º do projeto diz que a lei estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.
Se aprovada, a lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”. No artigo 3º, o projeto autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.
A relatora do texto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que a medida não é uma lei só para os Estados Unidos, mas para todos os mercados e países.
“Este é um projeto de proteção aos produtos brasileiros, e não de contramedidas ou contra outros países. Agora, se o Brasil tiver os seus produtos com retaliações desmedidas, o governo passa a ter a possibilidade de fazer essas contramedidas na mesma base que vem de outros países ou blocos econômicos”, disse a parlamentar.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), destacou que o projeto dá ao Executivo ferramentas para agir contra medidas comerciais que atinjam as exportações do país.
“O projeto é, sem dúvida nenhuma, uma resposta legítima ao tarifaço americano. Nós estamos apenas suprindo a legislação brasileira de mecanismos de reciprocidade. Nós não estamos adotando a reciprocidade, mas, se o governo quiser adotar a reciprocidade, não será por falta de legislação que deixará de fazer isso”, afirmou Calheiros.
Leis ambientais
O projeto de lei surgiu, inicialmente, em resposta à legislação da União Europeia (UE), que busca impor restrições à importação de produtos de países que não respeitem determinados critérios ambientais.
O texto aprovado na CAE e encaminhado à Câmara permite que o governo brasileiro adote a reciprocidade comercial nos casos de “medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, normas e padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil”.
Segundo a relatora Tereza Cristina, as medidas da UE são protecionistas e estabelecem regras mais rígidas que a legislação brasileira, prejudicando os produtos agropecuários do país.
“O bloco europeu aproveita-se da paralisia do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio] para compelir o cumprimento de seus padrões ambientais a determinados países. Não se trata de uma verdadeira ‘lei antidesmatamento’, mas de um regramento que impõe uma série de obrigações para comprovação da origem de um produto, o que torna muito oneroso exportar para a União Europeia”, escreveu a senadora em seu relatório.
A paralisação da OMC promovida pelos Estados Unidos limita a capacidade da organização de arbitrar conflitos na área comercial, justo no momento em que se aprofunda a guerra de tarifas iniciada pelo governo do presidente Donald Trump.
A transição entre as pastagens de verão e o início do plantio das forrageiras de inverno no Rio Grande do Sul ocorre sob condições climáticas desafiadoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as chuvas registradas foram pontuais e insuficientes para garantir o estabelecimento seguro de espécies como aveia e azevém.
Na região de Bagé, a taxa de crescimento do campo nativo diminuiu devido à falta de chuvas e ao estágio reprodutivo das espécies. No entanto, em solos mais férteis, a capacidade de suporte permanece adequada, embora exija monitoramento. Em Erechim, tanto espécies anuais quanto perenes apresentam menor desempenho, reduzindo a oferta e a qualidade da forragem. Em Frederico Westphalen, as chuvas regulares garantiram boa disponibilidade de pasto, mas em áreas afetadas pela estiagem e altas temperaturas, o desenvolvimento das forrageiras está comprometido.
Em Caxias do Sul, a recuperação das forrageiras ocorre com o retorno das chuvas e a redução das temperaturas. Já em Lajeado, as pastagens perenes de verão seguem produtivas, apesar da irregularidade das chuvas, enquanto as forrageiras anuais estão no fim do ciclo. O plantio das pastagens de inverno já começou, com destaque para o trigo de pastejo.
Passo Fundo enfrenta os impactos da estiagem e das altas temperaturas, o que prejudicou o desenvolvimento das pastagens. As forrageiras anuais de verão estão em fim de ciclo, e as perenes apresentam recuperação limitada devido à baixa umidade. Em Pelotas, o rebrote do campo nativo ocorre de maneira adequada, e áreas de arroz recém-colhidas estão sendo utilizadas para pastejo. Porto Alegre registra boas condições de umidade do solo, favorecendo a brotação e o crescimento do campo nativo, enquanto as pastagens cultivadas estão em pleno estágio vegetativo.
Na região de Santa Maria, o clima recente contribuiu para o rebrote das pastagens nativas e cultivadas, apesar da diminuição da umidade do solo. Já em Santa Rosa, a falta de chuvas nas últimas semanas afetou o crescimento das forrageiras e reduziu a oferta de pasto. Situação semelhante ocorre em Soledade, onde a ausência de precipitações nas últimas duas semanas desacelerou o crescimento das pastagens de verão, embora a oferta ainda seja considerada satisfatória, principalmente nas áreas com espécies perenes.
Uma das piores pragas agrícolas do Brasil pode estar com os dias contados, isso porque um novo bioinseticida criado no Brasil deve auxiliar no controle da lagarta-do-cartucho. O chamado de Virumix apresentou mais de 85% de eficácia no combate às lagartas (Spodoptera frugiperda) em testes realizados no campo, em municípios do estado de Mato Grosso. A praga ataca cerca de 200 diferentes culturas de importância socioeconômica, como milho, algodão, soja e arroz, entre outras.
Fruto de uma parceria público-privada, entre a Embrapa Milho e Sorgo (Unidade da Embrapa, de Sete Lagoas, MG), o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), o Virumix é o primeiro produto microbiológico na linha do IMAmt.
Bioinseticida é inofensivo a plantas, animais e seres humanos
Bioinseticida Virumix sendo aplicado em plantação no Mato Grosso Foto: divulgação Embrapa
Além de ser indicado para todos os cultivos atingidos por essa praga, o Virumix agrega sustentabilidade aos resultados, uma vez que é produzido à base de um vírus entomopatogênico (específico contra o inseto e inofensivo a plantas, animais e seres humanos) chamado de Spodoptera multiple nucleopolyhedrovirus (SfMNPV).
Segundo o diretor executivo do IMAmt e da Comdeagro, Álvaro Salles, o fato de ser desenvolvido à base de um vírus entomopatogênico traz benefícios ambientais, pois se trata de um produto altamente específico, que preserva todos os inimigos naturais (insetos), necessários ao equilíbrio das culturas.
“É um bioinseticida seletivo, que pode ser utilizado junto com outros produtos no Manejo Integrado de Pragas (MIP), como inseticidas e fungicidas”, menciona Salles. Essa especificidade garante também segurança para os trabalhadores rurais, o que o torna recomendável para utilização em sistemas orgânicos de produção.
Salles ressalta ainda que o Virumix poderá ser utilizado por produtores de todos os portes, desde o familiar até o empresarial.
Nova biofábrica vai comercializar o Virumix
O Virumix será produzido em uma nova biofábrica em Sorriso (MT). Inicialmente, o produto será distribuído pela Comdeagro e depois deverá ser oferecido para venda por comerciantes e outros canais. “A embalagem, no lançamento, será de dois quilos do produto. Porém já estão sendo desenvolvidas outras de menor tamanho, para atender agricultores que necessitem utilizar dessa forma”, explica o diretor-executivo do IMAmt e da Comdeagro.
“É um produto bastante seguro contra a Spodoptera frugiperda. Nos nossos ensaios – a maioria com algodão e milho – constatamos alto desempenho e estabilidade, quando aplicado de forma correta, mesmo quando comparado com outros produtos de características semelhantes”, afirmou o entomologista Jacob Crosariol Netto, do IMAmt, responsável pela condução de parte dos ensaios realizados com o Virumix.
O lançamento do Virumix acontecerá na próxima quinta-feira, dia 3 de abril de 2025, às 10 horas, na Comdeagro, Unidade Sorriso, MT. O endereço é BR-163, Km 712, Unidade 7, Zona Rural.
Na ocasião, será também inaugurada a biofábrica responsável pela fabricação do produto em larga escala para o mercado.
Com o objetivo de contribuir para a qualificação e atualização do setor da soja e milho, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com a consultoria Safras & Mercado, promove o segundo webinar gratuito de 2025.
O evento acontece no dia 22 de abril, às 19 horas, e abordará o tema “Cenário de oferta e demanda global: perspectivas de mercado de milho e soja”. Especialistas do setor apresentarão análises sobre os fatores que influenciam os preços e as tendências desses grãos no cenário internacional.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Assuntos abordados no webinar
O webinar contará com a palestra de Paulo Molinari, consultor-chefe da Safras & Mercado e um dos maiores especialistas do Brasil em análises do mercado de grãos. Com vasta experiência e reconhecida trajetória no setor, Molinari trará uma análise estratégica sobre os movimentos globais que influenciam os preços, a oferta e a demanda desses dois produtos agrícolas.
Segundo o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a parceria com Safras & Mercado tem sido essencial para oferecer informações atualizadas e de alta qualidade, contribuindo para a tomada de decisões mais assertivas no agronegócio. “O acesso a análises consistentes é fundamental em um setor cada vez mais dinâmico e competitivo. Essa iniciativa fortalece o conhecimento e a capacidade de planejamento de produtores, entidades e empresas do setor”, afirma.
O evento é aberto ao público, especialmente voltado para Sindicatos Rurais, lideranças do setor, produtores e técnicos interessados no mercado agrícola. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Faesc (https://sistemafaesc.com.br/) por meio do preenchimento de um breve cadastro.
A colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná alcançou 95% da área cultivada de 5,768 milhões de hectares, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
No entanto, apesar de uma leve redução em relação à safra anterior, que contou com 5,766 milhões de hectares plantados, a produtividade apresentou crescimento significativo, trazendo otimismo para o setor.
Boas condições das lavouras de soja
Segundo o Deral, 91% das lavouras do estado se encontram em boas condições, enquanto apenas 1% está em situação média. Esses números demonstram uma melhora em relação ao relatório anterior, publicado em 24 de março, quando 90% das plantações estavam classificadas como boas e 10% em condição média. Naquele momento, a colheita havia atingido 90% da área total.
O ciclo da cultura também apresenta avanços. Atualmente, 96% das lavouras estão na fase de maturação e apenas 4% em frutificação. Na semana anterior, esses percentuais eram de 92% e 8%, respectivamente, indicando que a colheita está na reta final.
Aumento da produtividade e impacto econômico
A produtividade da soja na safra 2024/25 foi estimada em 3.652 quilos por hectare, superando os 3.206 quilos registrados na safra 2023/24. Essa melhoria resultou em uma projeção de produção total de 21,058 milhões de toneladas, representando um crescimento de 14% em comparação com as 18,545 milhões de toneladas colhidas na safra passada.
O aumento da produtividade reflete condições climáticas favoráveis e avanços tecnológicos na produção. Fatores como o uso de sementes mais resistentes, aprimoramento nas práticas de manejo e investimentos em infraestrutura têm sido fundamentais para essa evolução.
Mercado e perspectivas para os produtores
Com a colheita avançando e os bons resultados em produtividade, os produtores paranaenses observam com atenção o mercado. O preço da soja, influenciado pelo cenário internacional e pela demanda da China, principal importadora do grão brasileiro, será determinante para a rentabilidade da safra.
Especialistas do setor acreditam que a combinação de boa produtividade e demanda externa consistente pode garantir margens positivas para os produtores, apesar da volatilidade dos preços nas bolsas de commodities.
O setor agropecuário brasileiro registrou 1.272 pedidos de recuperação judicial em 2024, segundo levantamento da Serasa Experian. O número representa a soma de solicitações feitas por produtores rurais atuando como pessoa física e jurídica, além de empresas do setor. O total quase triplicou em relação a 2023, quando foram registrados 534 pedidos.
De acordo com Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, diversos fatores impactaram a saúde financeira do setor, especialmente entre os produtores mais alavancados. “A alta da taxa de juros, aliada ao aumento dos custos de produção com insumos agrícolas – que ficaram mais caros devido à inflação e à desvalorização cambial –, foram alguns dos desafios principais e, para além disso, tivemos o agravante das adversidades climáticas”, explica.
A análise trimestral também apontou crescimento. No quarto trimestre de 2024, o setor registrou 320 pedidos de recuperação judicial, contra 254 no terceiro trimestre. Segundo Pimenta, a variação confirma um represamento de solicitações no terceiro trimestre. “O aumento registrado nos últimos três meses do ano comprova a estimativa de represamento que aconteceu no terceiro trimestre, quando a quantidade de pedidos caiu. Então, no último recorte de 2024 é possível confirmar uma amostragem com o patamar real de requisições. Ainda assim, apesar da alta, é preciso ponderar o número absoluto de solicitações, que é pequeno se considerarmos um universo com cerca de 1,4 milhão de produtores que tomaram crédito rural durante os últimos dois anos no país.”
Os produtores rurais que atuam como pessoa física somaram 566 pedidos em 2024, um aumento significativo em relação aos 127 registrados em 2023. O número também cresceu entre o terceiro e o quarto trimestre, com alta de 32,1%. Do total de solicitações feitas ao longo do ano, 224 foram realizadas por arrendatários ou grupos econômicos ligados ao setor. Entre os proprietários, os grandes responderam por 132 pedidos, os pequenos por 113 e os médios por 97. O levantamento destacou Mato Grosso e Goiás como os estados com maior número de requerimentos.
Os pedidos feitos por produtores rurais que atuam como pessoa jurídica também apresentaram alta. Em 2024, foram 409 solicitações, contra 162 no ano anterior. A tendência de crescimento foi confirmada pela análise trimestral, com um aumento de 19,6% entre o terceiro e o quarto trimestre. Entre os setores mais impactados, o cultivo de soja liderou com 222 pedidos, seguido pela criação de bovinos (75), cultivo de cereais (49), cultivo de café (16) e cultivo de algodão e outras fibras de lavoura temporária (10). Mato Grosso e Goiás também lideraram a demanda nesse segmento.
As empresas relacionadas ao agronegócio registraram 297 pedidos de recuperação judicial em 2024, frente a 245 em 2023. No comparativo trimestral, o quarto trimestre apresentou um crescimento de 25% em relação ao terceiro. O setor de agroindústrias de transformação primária concentrou o maior número de pedidos (73), seguido pelos serviços de apoio à agropecuária (64), indústrias de processamento de agroderivados (58), comércio atacadista de produtos agropecuários primários (33) e revendedores de insumos agropecuários (32). Os estados com maior número de solicitações foram São Paulo e Paraná, seguidos por Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A Serasa Experian destacou que o uso de ferramentas de análise de risco pode reduzir os impactos da inadimplência no setor. O Agro Score, solução da empresa para prever riscos financeiros no agronegócio, apontou que os produtores que pediram recuperação judicial apresentavam sinais de instabilidade financeira anos antes da solicitação. “Usar análises mais criteriosas para conceder linhas de crédito protege o mercado da realização de financiamentos com perfis economicamente instáveis, diminuindo riscos e fomentando a regulamentação da saúde financeira no setor”, conclui Marcelo Pimenta.
O levantamento da Serasa Experian foi baseado em dados de processos de recuperação judicial registrados nos tribunais de justiça de todos os estados brasileiros. A análise considerou produtores rurais de diferentes portes, atuando como pessoa física ou jurídica, além de empresas do setor com Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) vinculada ao agronegócio.
A frente fria que segue avançando pela costa brasileira, e que causa pancadas de chuva na manhã de hoje em algumas partes do Sul do país, fez estragos e quase provocou tragédias na região. Em Porto Alegre (RS), uma carreta tombou com a força do vento durante o temporal que atingiu a cidade nesta segunda-feira (31). O caso aconteceu na chamada nova ponte do Guaíba, que liga a capital gaúcha às demais cidades da Região Metropolitana. Um vídeo foi gravado por motoristas que passavam pelo local no momento do acidente.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o condutor da carreta teve ferimentos leves.
Avião fora da pista
No Oeste de Santa Catarina, um avião da Latam não conseguiu pousar na pista do aeroporto de Chapecó e conseguiu parar apenas na área de grama do aeródromo. O Airbus A319, de matrícula PR-MYM, operava o voo LA3276, proveniente do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
Durante a primeira aproximação, a aeronave arremeteu devido à baixa visibilidade. Algum tempo depois, o avião conseguiu pousar pela cabeceira 29, porém, não conseguiu parar completamente, ultrapassando a cabeceira 11 e saindo alguns metros além da pista na hora do pouso. Passageiros gravaram o momento da aterrisagem.
No momento do incidente havia chuva na região, com tempestade e nuvens pesadas à 3 mil pés de altura informaram os institutos de meteorologia. Apesar do susto, ninguém se feriu.
Como fica o tempo hoje
Na região Sul, a chuva atinge desde cedo o Norte do Rio Grande do Sul e as instabilidades chegam a partir da tarde em Santa Catarina e no Paraná, podendo vir com intensidade moderada a forte e acompanhada por raios. Com o deslocamento do sistema, uma massa de ar frio se aproxima do RS, e o dia deve começar com temperaturas mais baixas, principalmente na metade sul do estado.
Além da chuva, destaque para o vento, com rajadas que sopram entre 40 e 50 km/h no centro-sul do RS.
Sudeste
Dia de sol e temperaturas elevadas em todos os estados da região. Em São Paulo, metade sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, a partir da tarde, a condição para pancadas de chuva aumenta e pode vir acompanhada por trovoadas. No norte do Espírito Santo e nordeste mineiro, chove de forma isolada devido à infiltração marítima.
Centro-Oeste
A terça-feira será mais nublada devido ao forte transporte de umidade da faixa Norte do Brasil. Alerta para temporais na faixa sul e oeste do Mato Grosso do Sul e faixa oeste do Mato Grosso. Para o restante da região, a previsão é de pancadas de chuva, mas que chegam com intensidade moderada. Para Goiás, a chuva ganha força na divisa com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; na parte mais central do estado e também no Distrito Federal, a chuva será mais pontual e em forma de pancadas.
Nordeste
Dia de sol entre nuvens e com alerta para temporais entre a faixa litorânea do Maranhão e o Ceará. Nas demais áreas da região, o sol predomina e chove na forma de pancadas sobre a costa leste do Nordeste. No interior, entre a Paraíba e o norte da Bahia, a umidade relativa do ar ficará abaixo dos 30% nos horários mais quentes do dia.
Norte
A chuva acontece a qualquer hora do dia no Acre, Amazonas e Rondônia, onde há previsão de temporais. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece a formação de nuvens carregadas, assim como no norte do Pará, com alerta para temporais. Nas demais áreas paraenses, a chuva pode vir acompanhada por trovoadas e ocorrer de forma mais irregular no Tocantins.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Divulgação
Os prêmios da soja apresentaram queda na última semana. Segundo análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (31), no Porto de Santos, o contrato corrente encerrou o período com média de ¢US$ 89,75/bu, recuo de 12,86% em relação à semana anterior. Em Paranaguá, a desvalorização foi ainda mais acentuada, com o indicador fechando em ¢US$ 61,25/bu, uma queda de 19,93%.
Apesar da retração semanal, os prêmios permanecem superiores aos registrados no mesmo período de 2023. Em Santos, a valorização acumulada chega a 371,05%, enquanto em Paranaguá o aumento é de 306,76%. O crescimento reflete a maior demanda pela soja brasileira nos portos, impulsionada pelo aumento dos conflitos comerciais entre China e Estados Unidos.
O levantamento do Imea também destacou que os prêmios negociados para março de 2025 atingiram os maiores patamares desde outubro de 2024. Além disso, mesmo com a estabilidade nas cotações da soja em Chicago e a desvalorização do dólar, os prêmios seguiram sustentando os preços da oleaginosa no Brasil.