quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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Contrato é finalizado e suspende obras do trecho 1 da Fiol


O contrato das obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol I), entre Uruçuca e Ilhéus, no Sul da Bahia, foi finalizado, de acordo com informação divulgada pela Bahia Mineração (Bamin), empresa subsidiária do Grupo ERG, responsável pela construção.

Segundo a Bamin, o contrato de obras da ferrovia foi desmobilizado no última segunda-feira, 31 de março. A empresa informou também, que desde o início da concessão em 2021 investiu R$ 784 milhões.

Segundo o G1, a finalização de contrato teria sido com a empresa Prumo Engenharia.

A Bamin disse ainda que mesmo com a finalização do contrato, os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro, continuarão a serem executadas. Leia a nota na íntegra:

“A BAMIN, empresa subsidiária do Grupo ERG, informa que o contrato de obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL I), no trecho entre os municípios entre Uruçuca e Ilhéus, será desmobilizado a partir do dia 31 de Março de 2025, concluindo a fase inicial da construção da ferrovia, iniciada em 2023. Até o momento, a ERG investiu R$ 784 milhões na ferrovia, desde o início da concessão em 2021. É importante informar que, mesmo com a finalização deste contrato, os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro continuarão a serem executadas. A ERG permanece em busca de investidores que possam apoiar a implantação do projeto”.

Fiol, trecho 1Fiol, trecho 1

O motivo da finalização do contrato não foi divulgado. Até o fechamento desta reportagem, o escritório da Prumo Engenharia, em Minas Gerais, não tinha conhecimento do assunto.

O Ministério dos Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), também foram procurados, e aguardamos o retorno.

Trabalhadores impactados

O Sintepav-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia) disse por meio de nota que foi surpreendido pela informação veículada pela imprensa.

O sindicato afirma que teme uma demissão em massa de cerca de 300 trabalhadores, fato que considera inaceitável, diante da ausência de diálogo prévio com a categoria.

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Foto: Divulgação/Sintepav-Ba

A entidade convocou uma assembleia com os trabalhadores na manhã desta quarta-feira (2), no canteiro de obras da Fiol em Uruçuca, com o objetivo de esclarecer os fatos, ouvir a categoria e deliberar sobre os próximos passos.

A Fiol

Com 75% concluída e R$ 3,355 bilhões em contratos, de acordo com a Infra S.A., empresa pública federal, o trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité tem 537,2 km de extensão. Denominado Fiol I, é constituído pelos lotes 01F, 02F, 02FA Túnel de Jequié), 03F e 04F.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste se constituirá em um corredor de escoamento de minério do sul do Estado (Caetité/BA e Tanhaçu/BA) e de grãos do oeste baiano.

Na segunda etapa, será expandida até a Ferrovia Norte Sul, possibilitando a agregação de carga do centro-oeste brasileiro.

O escoamento da carga ocorrerá pelo Porto Sul, importante complexo portuário a ser construído pelo Governo do Estado da Bahia, nas imediações da cidade de Ilhéus (BA).

A Ferrovia de Integração Oeste-leste tem um total de 1.022,6 km em construção e investimento previsto de R$ 8,9 bilhões (Fiol 1 e Fiol 2).

Recentemente, mudanças no traçado original foram executadas, principalmente no trecho 3, entre o Oeste da Bahia e a Ferrovia Norte Sul.


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Presidente da Aprosoja MG alerta para perdas de 20% a 40% nas lavouras do estado



A colheita de soja em Minas Gerais está na reta final, com desafios climáticos impactando a produtividade. A fim de entender melhor a situação no estado, o Soja Brasil conversou com Fábio Meirelles, presidente da Aprosoja MG. Meirelles explica que as regiões do Sudeste sofreram com um período prolongado de estiagem, variando entre 20 e 30 dias de sol intenso. Isso dificultou a fase final da cultura, especialmente nas lavouras plantadas mais tarde. No entanto, a volta das chuvas permitiu a recuperação parcial de algumas áreas.

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Apesar da retomada das chuvas, Meirelles destaca que a produtividade foi afetada, já que a granulação da soja na fase final foi prejudicada, o que pode resultar em um peso menor dos grãos. Ainda assim, ele estima que a redução não ultrapasse um quinto da produção total na região Sudeste. A expectativa é de que a colheita seja finalizada até o fim de abril, com uma média de produtividade entre 60 e 65 sacas por hectare.

Além da soja: o impacto no milho

O milho safrinha, que também depende das chuvas, pode sofrer perdas mais expressivas. Regiões que ficaram 30 dias sem precipitação viram suas lavouras comprometidas, e a ausência de previsão de chuvas regulares levanta preocupações sobre a produtividade do cereal. Estima-se que as perdas possam variar entre 20% e 40% em algumas localidades.

Outro fator que preocupa os produtores é o alto custo de produção. Segundo Meirelles, o setor enfrenta aumentos no preço do óleo diesel e dos insumos agrícolas, agravados pela variação cambial e pela escassez de produtos essenciais. Além disso, a dificuldade de acesso ao crédito tem sido um entrave para os agricultores, que em sua maioria tiveram que recorrer a trocas de insumos para viabilizar o plantio.

“A taxa de juros está insuportável para o setor, e grande parte da safra foi negociada por meio de trocas, já que poucos produtores tinham capital para investir. Além disso, a taxa Selic continua em alta, tornando o cenário ainda mais desafiador”, afirmou Meirelles.

Ele também criticou a falta de incentivos para o setor agropecuário e alertou sobre os desafios enfrentados pelos produtores diante das restrições impostas e da ausência de apoio governamental.

Perspectivas para o setor

Apesar dos desafios, a expectativa é de que a soja feche a safra dentro da média histórica. No entanto, o futuro da produção de milho ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas. Meirelles reforça a importância de políticas que fortaleçam o setor, garantindo segurança alimentar e competitividade para os produtores brasileiros no mercado internacional.

São Paulo em reta final

Além de Minas Gerais, São Paulo também apresenta avanços nos trabalhos. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado já colheu 97% da área prevista, evidenciando o progresso da safra. Os números destacam o bom ritmo da colheita e a eficiência do setor agrícola na região.



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Com recorde na produção de celulose, Eldorado Brasil foca em energia sustentável


A Eldorado Brasil Celulose divulgou na segunda-feira (31), os principais avanços na agenda ESG da companhia em 2024 por meio da nova edição do Relatório de Sustentabilidade. No documento, a companhia reforçou seu posicionamento com inovações em eficiência energética, impacto socioeconômico das suas operações e crescimento da área de florestas plantadas.

Segundo a empresa, um dos principais avanços na área florestal em 2024 foi a inauguração do Centro de Tecnologia Florestal ELDTECH, em Andradina (SP). No local funcionam sete laboratórios que realizam pesquisas no manejo de pragas, solo e nutrição, meteorologia, melhoramento genético e biotecnologia.

O relatório também informa que a empresa ampliou o compromisso com energia limpa ao inovar na geração elétrica sustentável. Além da Usina Termelétrica Onça Pintada (UTOP), que transforma em energia renovável a biomassa da madeira que não foi destinada à produção de celulose, a empresa implementou um sistema inédito que utiliza a força do descarte de efluentes tratados para gerar eletricidade limpa. Essa solução sustentável agora abastece os prédios administrativos do complexo industrial da empresa em Três Lagoas.

Ainda na UTOP, a recente substituição de combustíveis fósseis por energia elétrica renovável nos picadores que produzem biomassa para a usina reforça a estratégia sustentável da Eldorado.

A Eldorado registrou ainda recorde de produção de celulose considerando anos com parada geral de manutenção, fruto da eficiência de sua operação industrial. Foram 1,786 milhão de toneladas de celulose produzidas, servindo ao mercado doméstico e de outros 40 países em todos os continentes.

“A alta produtividade industrial e as inovações em energia renovável colocam a Eldorado em uma posição de destaque no setor globalmente. Toda a nossa cadeia produtiva é rastreada e segue princípios rigorosos de sustentabilidade, atendendo às exigências dos mercados mais criteriosos do mundo. O Relatório de Sustentabilidade que divulgamos agora atesta esses compromissos da companhia com o meio ambiente e todos os seus stakeholders”, diz Elcio Trajano Jr., diretor de RH, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado Brasil.

Mais florestas, mais CO2 sequestrado

Em 2024, a Eldorado ampliou de 283 mil para 296 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Além disso, a companhia mantém 101 mil hectares destinados exclusivamente à conservação. Isso faz com que a empresa seja superavitária no cálculo de emissões e retenção de gases de efeito estufa (GEE). Em 12 anos de operação, a Eldorado removeu 12 vezes mais GEE do que suas operações emitiram nos escopos 1 e 2.

Ainda na produção florestal, a empresa começou a usar telemetria nas máquinas agrícolas para reduzir riscos de acidentes, melhorando a segurança nas florestas e a eficiência operacional.

“A empresa já nasceu, em 2012, com o DNA da inovação e nossos times são incentivados a pensarem sempre no que podemos melhorar, em novos processos e práticas, e não temos medo de testar, de pensar fora da caixa. Gostamos muito da ideia de adotarmos tecnologias que depois são disseminadas no mercado”, complementa Trajano.

O impacto socioeconômico da atuação da Eldorado também é expressivo: “apoiando a Economia Local, contratamos 690 Fornecedores dos quais 92% são de Mato Grosso do Sul”. Atualmente, dos 5,2 mil colaboradores da empresa, 4,5 mil estão em MS.

Logística

A eficiência operacional do transporte da madeira está atrelada à sustentabilidade. A frota de 236 caminhões com menos de dois anos de uso, alta tecnologia embarcada e modelagem euro 5 e euro 6 são o mais alto padrão em desempenho para reduzir a emissão de gases. Além disso, o escoamento da produção de celulose para o exterior é facilitado pelo terminal EBLog, no Porto de Santos (SP), que em um ano de operação promoveu aumento de 30% na produtividade média de embarque.

Terminal EBLog, no Porto de SantosTerminal EBLog, no Porto de Santos
Terminal EBLog, no Porto de Santos, opera desde julho de 2023 Foto: divulgação Eldorado Brasil

Governança

Nas pautas de governança, a Eldorado renovou seu apoio ao Pacto Global da ONU, mantendo a aderência aos Dez Princípios Universais pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, mais de 4 mil profissionais receberam treinamentos sobre ferramentas de compliance. Além disso, a empresa realizou o primeiro encontro dos “Multiplicadores da Ética”, um grupo de 66 profissionais dedicados a disseminar boas práticas corporativas.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz, em média, 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.



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Alerta laranja! Inmet emite aviso de perigo para fortes tempestades



Chuvas com volumes acima de 100 mm, acompanhadas de rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo! Esse é o alerta emitido, na manhã desta quarta-feira (2), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para alguns estados do Brasil.

As chuvas devem atingir, principalmente, o Sul do país hoje até a quinta-feira (3). Os eventos são causados por áreas de instabilidade associadas à formação de uma frente fria que passa pela pela região.

O deslocamento dessa frente fria em direção à região Sudeste também ocasionará temporais isolados e amanhã, o estado de São Paulo estará em alerta para a ocorrência de temporais, que podem ser acompanhados de rajadas de vento significativas. O litoral paulista será a área mais atingida pela mudança no tempo.

Essa condição se estenderá para o centro-sul do Rio de Janeiro entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira (4). A Climatempo classificou o episódio, tanto na costa paulista, como na fluminense, de “chuva excepcional” para as regiões.



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AgroNewsPolítica & Agro

saiba por que os preços recuaram



Foram quatro meses de valorização




Foto: Divulgação

Os preços do café registraram queda em março após uma sequência de quatro meses de valorização, de acordo com o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O recuo foi observado tanto para o café arábica quanto para o robusta, refletindo uma combinação de fatores climáticos e expectativas do mercado em relação à próxima safra brasileira.

Para o arábica, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71 por saca de 60 kg, representando uma queda de 3,16% em relação a fevereiro. Já o robusta, negociado no Espírito Santo, registrou uma média de R$ 2.003,02 por saca, retração de 2,3% no mesmo período.

Segundo pesquisadores do Cepea, a recente desvalorização está atrelada à melhoria das condições climáticas nas principais regiões produtoras. O retorno das chuvas e a redução do calor intenso ajudaram a amenizar os impactos da seca prolongada, que vinha comprometendo o enchimento e a maturação dos grãos, principalmente nas áreas de arábica.

O mercado também segue atento às projeções para a safra 2025/26, aguardando sinais mais concretos sobre o volume da produção. A interrupção da sequência de altas nos preços indica que os investidores e produtores adotam maior cautela diante das incertezas climáticas e de oferta.

Mesmo com a recente queda, os preços do café seguem em patamares historicamente elevados, refletindo o cenário global de oferta e demanda. Nos próximos meses, o comportamento do mercado dependerá das condições climáticas e da evolução da colheita no Brasil, maior produtor mundial da commodity.





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Exportação mundial de café sobe 7,85% e atinge 12 milhões de sacas



A exportação mundial de café alcançou 12,23 milhões de sacas de 60 kg em fevereiro, o quinto mês da safra 2024/25. O volume corresponde a um aumento de 7,85% na comparação com igual mês de 2024 (11,34 milhões de sacas). Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano comercial, os embarques somaram 54,86 milhões de sacas, recuo de 2,7% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 56,36 milhões de sacas.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2025, a exportação de arábica totalizou 85,91 milhões de sacas, ante 77,29 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 11,15%. Já o embarque de robusta diminuiu 1,50% na mesma comparação, de 51,46 milhões para 50,69 milhões de sacas.

Preço do café em queda no Brasil

Depois de subirem por praticamente quatro meses seguidos e renovarem os recordes reais, os preços do café encerraram março enfraquecidos, conforme apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para o arábica, a média mensal do Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71/saca de 60 kg, queda de 3,16% (ou de aproximadamente 80 Reais/sc) frente à de fevereiro.

Quanto ao robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 2.003,02/sc de 60 kg em março, 2,3% abaixo da do mês anterior (ou recuo de 47,07 Reais/sc).



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Café interrompe sequência de altas e cai em março



Depois de subirem por praticamente quatro meses seguidos e renovarem os recordes reais, os preços do café encerraram março enfraquecidos, conforme apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O movimento de alta consecutiva nos preços parece foi interrompido em meados de março por causa da chuva em regiões produtoras e pela temperatura que ficou um pouco mais baixa, em especial nas áreas do café arábica.

Antes, algumas regiões ficaram mais de 30 dias sem chuvas, situação que prejudicou o enchimento e a maturação dos grãos, o que contribuiu com a alta dos preços.

Cotação do café

Para o arábica, a média mensal do Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71/saca de 60 kg, queda de 3,16% (ou de aproximadamente 80 Reais/sc) frente à de fevereiro.

Quanto ao robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 2.003,02/sc de 60 kg em março, 2,3% abaixo da do mês anterior (ou recuo de 47,07 Reais/sc).

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado segue à espera de uma sinalização mais concreta quanto ao volume da próxima safra brasileira (2025/26).



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Caixa firma acordos com Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente



A Caixa assinou, nesta terça-feira (1), acordos com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) que abrangem a realização de uma chamada pública do Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa para recuperação de áreas degradadas e a implementação de políticas públicas voltadas às agendas ambiental e climática.

Acordos MDA e MMA

Com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Caixa vai realizar um edital de chamada pública do FSA no valor de R$ 50 milhões para promover a recuperação de áreas degradadas para fins produtivos, apoiando a regularização ambiental da agricultura familiar, contribuindo para a geração de renda das comunidades locais e o aumento da capacidade de produção de alimentos saudáveis e produtos da sociobiodiversidade.

O edital está previsto para ser divulgado dia 30 de abril e contemplará inicialmente projetos dos estados do Mato Grosso (MT), Pará (PA), Maranhão (MA), Acre (AC) e Rondônia (RO).

A parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima tem como foco a estruturação de programas, ações e iniciativas de promoção de políticas ambientais e climáticas. As instituições se apoiarão na implementação de políticas públicas nas seguintes agendas:

  • promoção da bioeconomia;
  • conservação da biodiversidade e restauração de ecossistemas naturais;
  • desenvolvimento socioambiental de povos e comunidades tradicionais;
  • gestão de resíduos sólidos e economia circular;
  • gestão da qualidade do ar;
  • gestão ambientalmente adequada de substâncias químicas;
  • mitigação e adaptação climática;
  • combate ao desmatamento;
  • promoção da educação ambiental

Os acordos marcam o início da “Jornada Caixa Rumo à COP 30″, um conjunto de iniciativas que será realizado até a conferência do clima em novembro e que realça os valores e a estratégia corporativa do banco, envolvendo a construção de uma sociedade sustentável, inclusiva e diversa, com responsabilidade social e ambiental.

O evento contou com as participações do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, da secretária-executiva adjunta do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia de Senna Franco, e do presidente da Caixa, Carlos Vieira.

“A Caixa busca cada vez mais se posicionar na sociedade como uma instituição que concede crédito sustentável. O Brasil está cuidando da preservação dos recursos naturais e nós vamos continuar atuando com ações práticas como essas que anunciamos aqui hoje”, disse Carlos Vieira.

O ministro Paulo Teixeira afirmou que o governo, com apoio da Caixa, está promovendo uma transformação das políticas públicas voltadas à agricultura familiar, em um modelo de produção de alimentos que respeita o meio ambiente. “Esse acordo vai ser vital para a promoção de uma agricultura familiar mais forte, que colabora fundamentalmente para a segurança alimentar no país. A Caixa é uma grande parceira”, declarou o ministro.

A secretária-executiva adjunta Anna Flávia reforçou que a adoção de uma agenda sustentável no país de políticas voltadas para a preservação do meio ambiente. “É uma alegria ver uma instituição como a Caixa com compromissos tão firmes e sólidos em relação ao meio ambiente e a uma sociedade mais sustentável. São passos importantes que fortalecem o caminho rumo à COP30″, ressaltou.



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Capacitação e planejamento financeiro impulsionam produtora rural de São Paulo a crescer



Ao comprar uma chácara em Guaíra, interior de São Paulo, Vânia Delfino, 45 anos, decidiu investir na criação de animais. 

Contudo, ao enfrentar a falta de planejamento, as despesas aumentaram enquanto o retorno financeiro não se concretizava.

Diante das dificuldades, ela recorreu ao Sebrae e descobriu no Empretec Rural a oportunidade de transformar sua propriedade em um negócio lucrativo.

“Aprendi a focar. O Empretec Rural foi uma virada de chave no meu negócio porque ele me ensinou a ter foco, planejamento e organização”, relatou a empreendedora rural, que também adquiriu tanques de peixes.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

A relação dela  com o campo vem desde a infância, pois seu pai trabalhava em fazendas. Apesar disso, sua formação foi técnica em Contabilidade, chegou a trabalhar em escritório, mas optou em priorizar o cuidado das filhas e passou a trabalhar com enxovais de crochê até adquirir a chácara. 

O início na vida rural foi desafiador, mas a virada veio com capacitações e planejamento estratégico.

Delfino participou de missões empresariais e após visitar a feira Hortitec resolveu investir na horta.

“Até aí nunca imaginava ter uma horta. Eu nunca plantei nada. Fui criada na fazenda, mas não saí do quintal de jeito nenhum”, lembrou.

Hoje, ela cultiva alface, cebolinha, salsinha, almeirão, chicória, couve, entre outras folhagens. A plantação rende cerca de 120 kg de verduras por semana.

Para o futuro, Vania planeja adequar o local e investir na oferta de ovos. 

Além disso, a produtora foi acompanhada pelo ALI Rural (Agente Local de Inovação), programa que auxilia na gestão de propriedades agrícolas.

“O ALI faz a visita e eu tenho que me policiar, escrever o que vendi, o que comprei. Criei um hábito de fazer as planilhas, para mostrar se houve lucro ou prejuízo”, contou a produtora, que faz uma série de cursos online, com destaque para o de fluxo de caixa.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer conhecer mais história como a da produtora rural Vânia Delfino, de Guaíra, SP, acompanhe diariamente as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo.

Você também pode ter a sua história contada aqui no site, então envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo no agro pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.



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Aprosoja celebra aprovação do PL da Reciprocidade e reforça sustentabilidade do agro



O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, comemorou nesta terça-feira (1), a aprovação do PL da Reciprocidade (PL 2088/2023) no Senado Federal.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado acatou o projeto de lei em caráter terminativo. Ou seja, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de ser aprovado pelo plenário do Senado. A norma permite ao governo brasileiro retaliar medidas comerciais que prejudiquem os produtos do país no mercado internacional.

Em nota, a Aprosoja Brasil explica que a proposta, que agora segue para votação na Câmara dos Deputados, “dará condições ao Brasil de reagir a medidas coercitivas e discriminatórias de países ou blocos, como a Lei Antidesmatamento Europeia (EUDR)”. Além disso, torna obrigatório o cumprimento de padrões ambientais compatíveis aos do Brasil por países que adquirem bens e produtos do mercado brasileiro.

Para a entidade, se aprovado também na Câmara, o PL “dará ao Brasil maior poder de negociação com os países do ponto de vista diplomático e autoriza o governo, se necessário, a usar medidas de compensação aos produtores brasileiros, como suspensão de importação de produtos, elevação de taxas e até suspensão ou retenção de valores de direito de propriedade”.

Uma das principais críticas do setor agropecuário à EUDR é que ela impõe uma regra acima da lei brasileira (em relação ao desmatamento), “coagindo as empresas a cumprirem (as regras europeias) sob pena de multa de 4% do seu faturamento”.

A EUDR exige também que commodities agrícolas exportadas para o bloco europeu não podem ser provenientes de áreas desmatadas, mesmo que o desflorestamento tenha sido feito de forma legal, de acordo com o Código Florestal brasileiro. Assim, para Buffon, o PL 2088 “é uma reação eficiente e assertiva do Parlamento Brasileiro às barreiras não tarifárias criadas pelo bloco europeu aos produtores brasileiros”.

Na nota, Buffon comentou também que, com essa ofensiva da Europa em cima do Brasil e do Mercosul sobre a soja, carne e outros produtos, a Aprosoja Brasil iniciou “um trabalho para contrapor a legislação europeia, que não leva em consideração as leis brasileiras. Temos um Código Florestal muito bem elaborado, um dos mais exigentes do mundo, que precisa ser respeitado quando o assunto é a sustentabilidade da nossa produção”.



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