terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Você conhece os tipos de seguros rurais?



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar”



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar"
“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar” – Foto: Pixabay

De acordo com Luciano Cintra, advogado especializado no setor, o Seguro Rural é um dos principais instrumentos da política agrícola, garantindo segurança e estabilidade financeira ao produtor. Ele permite a recuperação do capital investido em caso de perdas por eventos extremos, como secas e chuvas excessivas. No entanto, a contratação exige atenção, pois muitos agricultores percebem, no momento do sinistro, que a cobertura não atende às suas reais necessidades. Contar com assessoria jurídica especializada pode evitar prejuízos e garantir indenizações justas.

Existem diversas modalidades de Seguro Rural, cada uma adaptada a diferentes riscos da atividade agropecuária. O seguro agrícola protege lavouras contra secas, granizo, geada, vendavais e chuvas intensas. O seguro pecuário garante indenização em casos de morte de animais por doenças, acidentes ou ataques de predadores. Já o seguro de vida do produtor rural assegura suporte financeiro à família em caso de falecimento ou invalidez. Outras opções incluem o seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, que protege máquinas, equipamentos, armazéns e insumos contra furtos, incêndios e fenômenos naturais, e o seguro de penhor rural, essencial para produtores que utilizam bens como garantia em financiamentos.

Também há seguros específicos para setores como silvicultura e aquicultura. O seguro de florestas cobre plantações contra incêndios, vendavais e pragas, sendo fundamental para produtores de madeira. O seguro aquícola protege piscicultores contra perdas causadas por doenças nos peixes, variações ambientais e problemas na qualidade da água. Além disso, o seguro de cédula produto rural previne impactos financeiros em operações de crédito, enquanto o seguro de animais de elite cobre perdas de exemplares de alto valor genético, garantindo indenização em casos de morte, acidentes e cirurgias emergenciais.

“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar. O seguro rural, aliado a uma consultoria jurídica estratégica, é um investimento na tranquilidade e no sucesso do produtor”, conclui.

 





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Medidas de Trump podem acelerar acordo Mercosul-UE, diz presidente da Apex



O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá acelerar o processo de acordo entre o Mercosul e a União Europeia (EU). A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana.

“Eu acho que o Brasil não tem que focar em qual vantagem a gente vai tirar nisso. Até porque o presidente Lula é do multilateralismo, propõe acordos. Mas é óbvio que, qualquer analista vai ver, se os Estados Unidos conseguirem implementar essas medidas, pode ter como consequência, por exemplo, acelerar o processo do acordo Mercosul-União Europeia”, disse, nesta quinta-feira (3),em entrevista coletiva.

“Já ouvimos e vimos manifestações de líderes europeus que dizem que vão acelerar o processo de validação do acordo Mercosul-União Europeia”, acrescentou.

De acordo com Viana, as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos abrirão novas possibilidades comerciais para o Brasil e demais países. “Mas acho que, antes das possibilidades, vão vir as dificuldades. E é um risco grande. É algo que pode construir uma nova era. Alguns analistas já falam que pode ser que os Estados Unidos podem estar abrindo agora a era da China”, acrescentou.

Em média, as tarifas aplicadas por Trump foram de 10% para países da América Latina, de 20% para Europa e de 30% para Ásia, mostrando que o governo americano vê como maior ameaça os países orientais.

Apesar da taxa menor aplicada ao Brasil, de 10%, o presidente da Apex disse não ver “vantagem” para o país e afirmou acreditar que o tarifaço não será benéfico para o comércio global.

“Eu não consigo enxergar vantagem nenhuma quando o mundo pode piorar a sua relação comercial. Foram os Estados Unidos que introduziram no mundo, há décadas, a ideia do livre mercado, dos conglomerados, dos acordos comerciais, foram eles que fizeram, dizendo que isso era melhor para o mundo. E, de fato, para o mundo ficar mais pacífico, você tem que ter um mundo mais transacional entre os países”, afirmou.

Ele ressalvou, no entanto, que o Brasil poderá passar a receber mais investimentos, mas que a nova conjuntura será “ruim para todos”.

“Acho que, na incerteza, o Brasil pode ter mais investimento do que tem, mas eu não estou querendo trabalhar a tese do tirar proveito ou tirar benefício, porque um mundo inseguro, um mundo em conflito, é ruim para todo mundo, inclusive o Brasil. A tese minha é essa, vai ser ruim para todos, independente de você ganhar mais aqui ou perder ali”.



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dia refletirá impactos do tarifaço de Trump



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca os impactos do tarifaço dos EUA. O Ibovespa manteve estabilidade, apesar da queda de Vale e Petrobras.

O dólar recuou para R$ 5,62, e os juros futuros caíram, reduzindo apostas de alta intensa da Selic. Nos EUA, o PMI de serviços surpreendeu, e o mercado agora aguarda o Payroll. No Brasil, destaque para a balança comercial e discussões sobre o orçamento.



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USDA projeta aumento na área de milho nos EUA



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência
A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência – Foto: Divulgação

No final do mês de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório Prospective Plantings de 2025, estimando um aumento de quase 5 milhões de acres na área de milho em relação ao ano anterior. As projeções indicam um total de 224,2 milhões de acres destinados a milho, soja e trigo na safra 2025/2026, ligeiramente acima dos 223,8 milhões da temporada anterior. As informações foram destacadas por Maria Flávia Tavares, economista e doutora em agronegócio.

Antes da divulgação oficial, a Farmers Business Network (FBN) já havia antecipado tendências similares em seu relatório Planting Intentions Report, baseado em uma pesquisa com cerca de mil agricultores e 2 milhões de acres. O levantamento apontava um crescimento expressivo da área de milho, especialmente em Iowa e Kansas, enquanto a soja perderia espaço, sobretudo em Iowa, Illinois e Indiana.

A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência: o possível aumento das taxas portuárias para navios chineses, encarecendo a exportação de soja, e a previsão de condições climáticas secas, o que favoreceria uma maior expansão do milho. Dessa forma, o mercado já havia precificado grande parte das estimativas antes da divulgação do USDA. No Brasil, projeções de plantio também desempenham um papel crucial na definição das estratégias de produção e na dinâmica do mercado agrícola, reforçando a importância do planejamento antecipado para a competitividade do setor.

“Assim como nos Estados Unidos, o planejamento e as projeções de plantio exercem um papel fundamental no agronegócio brasileiro, moldando as estratégias de produção e as dinâmicas do mercado agrícola nacional”, conclui.

 





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Semana termina com avanço de frente fria e alertas de tempestades



A frente fria começa a sair do Sul do país e a afetar o Sudeste e o Centro-Oeste em cheio. Com isso, a chuva forte muda de região. No Nordeste e no Norte do país, alertas de precipitações fortes para as capitais. Confira:

Sul

Na sexta-feira, a frente fria avança pelo Sudeste e, assim, a chuva diminui na Região Sul. Ainda pode chover fraco em alguns pontos de Santa Catarina durante a manhã e tarde e há previsão de pancadas de chuva em todo o Paraná, com alertas em Curitiba e no litoral. No Rio Grande do Sul não chove e as temperaturas despencam. O ar frio chega à noite em Santa Catarina e no centro-sul paranaense, com previsão de mínima invertida em alguns municípios.

Sudeste

A semana termina chuvosa e nublada em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais por conta da frente fria que avança e muda o padrão de circulação de ventos – que começam a soprar do oceano em direção ao continente, aumentando a umidade. A chuva é frequente e volumosa em todo o litoral paulista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e na região serrana do Rio. É alto o risco de transtornos em todas essas áreas. A temperatura começa a cair e a mínima será invertida na capital paulista. Em Vitória, dia abafado com chuvas rápidas à tarde. Em Belo Horizonte, há alerta de temporais.

Centro-Oeste

Os volumes de chuva aumentam no Centro-Oeste por conta da frente fria que intensifica a umidade e de instabilidades que avançam pelo interior do continente. Pode chover forte de manhã em algumas áreas de Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e Goiás. À tarde, a chance de pancadas de chuva cresce em todos os estados. Tem alerta para as capitais Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT). Em Goiânia (GO) e na Capital Federal, volta a chover, mas de forma rápida e isolada. Nessas áreas, temperaturas altas e tempo abafado ainda estarão presentes.

Nordeste

A semana termina sem mudanças na Região. Continua chovendo em várias áreas do Maranhão, Piauí e Ceará por conta da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto no Sertão o tempo é firme e com alerta de baixa umidade do ar.

Norte

A semana termina ainda com chuva em todos os estados. Os maiores volumes continuam entre o Amazonas, Pará e Amapá. Tem alertas em Boa Vista (RR), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).



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Plantio da cana: Base para alta produtividade



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor
A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor – Foto: Pixabay

O setor sucroenergético continua em expansão, e a expectativa para a safra 2024/25 é positiva. Segundo Glauber dos Santos, especialista em gestão de custos de produção no agronegócio, com base em dados do Pecege Consultoria e Projetos, 16,6% da área cultivada com cana-de-açúcar será destinada ao plantio, seja para renovação ou ampliação das lavouras. Esse crescimento reforça a importância de um planejamento estratégico para garantir produtividade e rentabilidade ao longo dos ciclos da cultura.  

A escolha correta das variedades, o controle de pragas do solo e um manejo adequado são fatores essenciais para um canavial produtivo e longevo. Quanto maior o número de cortes possíveis, melhor a diluição dos custos de implantação, que nesta safra atingem R$ 18 mil por hectare. O investimento no plantio impacta diretamente os resultados futuros, tornando fundamental a adoção de boas práticas agronômicas desde o início do ciclo. Além disso, a eficiência operacional tem sido aprimorada pelo avanço tecnológico, com plantadoras modernas que garantem maior precisão, reduzindo desperdícios e otimizando a distribuição das mudas.  

A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor, proporcionando ganhos em velocidade e qualidade na formação dos canaviais. O uso de equipamentos mais eficientes permite um melhor aproveitamento dos insumos e melhora a uniformidade das lavouras, fatores essenciais para a sustentabilidade da produção. Com o início da colheita se aproximando, é fundamental reforçar a importância de um plantio bem estruturado para garantir melhores produtividades nas safras seguintes.  

Um planejamento eficiente no campo hoje resulta em maior rentabilidade amanhã. O fortalecimento do setor passa por investimentos contínuos em tecnologia e boas práticas agrícolas, garantindo que a cultura da cana-de-açúcar siga impulsionando a economia e a sustentabilidade.

 





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Pulgões ameaçam produtividade do milho



O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante



O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante
O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante – Foto: Pexels – Pixabay

As lavouras de milho desta safra estão enfrentando um grande desafio com a infestação de pulgões, conforme alerta Débora Paula Menocin, Engenheira Agrônoma e Franqueada da SEMPRE AGTECH. Esses insetos sugadores se alimentam da seiva das plantas, comprometendo seu crescimento e reduzindo a produtividade. Além disso, os pulgões são vetores de viroses, como o mosaico do milho, agravando ainda mais os impactos sobre as plantações.  

Outro fator preocupante é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que criam um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos como a fumagina. Essa camada escura sobre as folhas dificulta a fotossíntese, prejudicando ainda mais a sanidade das plantas e a formação dos grãos. A soma desses danos pode levar a perdas significativas para os produtores, exigindo estratégias eficazes de controle.  

O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante, identificando precocemente a presença dos insetos para evitar que a infestação se espalhe. Métodos biológicos, inseticidas seletivos e a escolha de híbridos mais tolerantes são algumas das alternativas recomendadas para minimizar os prejuízos.  

Com a intensificação dos ataques de pulgões, especialistas reforçam a importância de um manejo integrado de pragas para garantir lavouras mais produtivas e sustentáveis. A atenção redobrada no campo pode ser a diferença entre uma safra saudável e perdas expressivas na colheita.

“Outro problema é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que favorecem o crescimento de fungos, como a fumagina, dificultando a fotossíntese. Com isso, a infestação de pulgões pode resultar em menor produção de grãos e prejuízos econômicos significativos para os agricultores”, comenta.

 





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O desafio da logística na soja



O planejamento começa já na semente



O planejamento começa já na semente
O planejamento começa já na semente – Foto: Pixabay

A logística da soja vai muito além da colheita e do transporte até o porto. De acordo com Wilson Bezerra, Coordenador de Suprimentos e Manutenção da Agropecuária Nogueira, a cadeia logística começa ainda no preparo do solo e pode representar até 50% do custo final da produção. O desafio está em otimizar cada etapa para reduzir despesas e aumentar a competitividade.  

Antes mesmo da colheita, o setor já enfrenta desafios logísticos no transporte de sementes, fertilizantes e calcário para as fazendas, além da movimentação de tratores e semeadoras. A armazenagem e aplicação de defensivos também exigem um planejamento rigoroso para evitar desperdícios e custos extras. Durante a colheita, a movimentação de colheitadeiras e caminhões precisa ser eficiente para evitar perdas no campo. Essa fase inicial já pode representar de 15% a 25% do custo total da produção.  

Após a colheita, o transporte da fazenda até os armazéns se torna um dos principais desafios. A dependência do modal rodoviário, as longas distâncias e a infraestrutura precária encarecem a operação. Além disso, a armazenagem tem custos elevados com energia, manutenção e perdas por umidade. No momento da exportação, entram os gastos com frete interno, taxas portuárias e embarque, podendo somar até metade do custo final da soja.  

Para minimizar esses impactos, Bezerra destaca a importância de um planejamento eficiente na compra e transporte de insumos, a diversificação dos modais logísticos com o uso de ferrovias e hidrovias, o melhor controle da armazenagem e o uso de tecnologia para rastreamento e previsibilidade. Mais do que um custo, a logística é um fator estratégico que define a competitividade no mercado global.

 





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Tarifaço dos EUA pode trazer impactos ‘críticos’ e ‘altos’ para 19 produtos do agro, diz CNA


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta quinta-feira (3) uma nota técnica com análise sobre os efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações do agronegócio brasileiro.

A entidade classifica impactos “críticos” ou “altos” para 19 produtos, como carne bovina industrializada, outras substâncias proteicas e madeira perfilada, por exemplo (veja lista completa abaixo).

Atualmente, os Estados Unidos são o terceiro principal destino dos produtos do agro nacional, atrás apenas de China e União Europeia. Em 2024, os norte-americanos responderam por 7,4% da pauta brasileira no setor, atingindo a marca de US$ 12,1 bilhões.

“Ao longo dos últimos dez anos, a participação dos EUA na pauta exportadora do agronegócio brasileiro sempre figurou entre 6% e 7,5%. Isso evidencia um mercado consolidado para os produtos brasileiros, que apresenta relativa previsibilidade do ponto de vista geral”, diz o texto.

Impactos aos produtos brasileiros

impactos em produtos do agro brasileiroimpactos em produtos do agro brasileiro
impactos em produtos do agro brasileiro 2impactos em produtos do agro brasileiro 2

Perdas mais críticas

A entidade informa que produtos com classificação crítica se referem aqueles em que o desvio é praticamente impossível dado o alto grau de dependência do mercado norte-americano, enquanto aqueles classificados como de alta exposição encontrarão dificuldades para a absorção por outros mercados.

“Já os de exposição leve e moderada podem encontrar algumas oportunidades em outros
mercados, mas ainda sentindo os impactos do tarifaço nos EUA”.

De acordo com a nota da CNA, para alguns setores, o mercado norte-americano é de grande importância. “É o caso do café verde – principal produto do agro brasileiro destinado aos EUA – cuja participação dos EUA foi de 17% em valor no ano de 2024, e dos sucos de laranja, que atingiu 31%. A elevação das alíquotas de importação sobre estes produtos pode minar a competitividade do Brasil neste mercado, impactando os rendimentos do produtor”, diz trecho da nota.

Para a CNA, os produtos mais afetados serão os que o Brasil já é altamente representativo no total das importações dos EUA, isso porque, nestes casos, o Brasil não teria “espaço” para ganhar de um eventual concorrente, sendo o único ou principal país afetado.

“É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil responde por 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termo processada, com 63%; e do etanol, com 75%”.

CNA: ‘retaliação em último caso’

A nota da CNA reconhece, contudo, que ainda é precipitado avaliar eventuais perdas ou ganhos para o Brasil com o anúncio das tarifas recíprocas pelos EUA, visto que a alteração tarifária afeta todos os países do mundo, inclusive grandes exportadores de produtos agropecuários.

Por fim, o texto considera que instrumentos de proteção para medidas retaliatórias e barreiras unilaterais, como o que será alcançado por meio do PL nº 2088/2023 (PL da Reciprocidade), aprovado pelo Congresso e que seguirá para sanção presidencial, devem ser utilizados apenas após o esgotamento dos canais diplomáticos, para defender os interesses brasileiros.



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Trump diz estar aberto a negociações se outros países oferecerem ‘algo fenomenal’



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (3), que está aberto a negociações tarifárias se outros países oferecerem “algo fenomenal” em troca.

Sobre a reação dos mercados hoje, Trump declarou que isso já era esperado e que, com as operações fechadas agora, tudo deve se acomodar. Perguntado sobre o Reino Unido por repórteres a bordo com Air Force One, o republicano comentou que eles “estão satisfeitos com o tratamento tarifário”.

Apesar de ser apenas uma possibilidade, o presidente norte-americano afirmou que consideraria um acordo em que China aprovasse a venda do TikTok em troca de alívio tarifário e que múltiplos investidores estão envolvidos nas negociação da rede social chinesa.

Trump reiterou que Elon Musk pode ficar o tempo que quiser no Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), mas que ele deve sair em breve, pois tem suas empresas para administrar. O trabalho do Doge continuará mesmo após a saída do dono da Tesla, acrescentou ele.

Sobre questões geopolíticas, o presidente acredita que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “pode visitar Washington na próxima semana” e que o Irã quer conversas diretas com os EUA, sem intermediários. “Creio também que Zelensky e Putin estão prontos para assinar um acordo de paz”.

Trump voltou a dizer que gostaria de redução nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).



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