terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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emprego no agronegócio atinge 28 milhões em 2024



Mulheres ampliam participação no mercado de trabalho agro




Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro empregou mais de 28 milhões de pessoas em 2024, representando 26,02% das ocupações no país. De acordo com o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), houve um crescimento de 1% em relação a 2023, o que corresponde a aproximadamente 278 mil novos trabalhadores. O número é o maior registrado desde o início da série histórica em 2012, conforme o dados divulgados pela Segundo dados do divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo o levantamento, os agrosserviços registraram a maior alta na criação de empregos, com um acréscimo de 337 mil pessoas, o que representa um crescimento de 3,4% em comparação ao ano anterior. A agroindústria também teve um aumento significativo de 5,2%, com a geração de 231,76 mil novos postos de trabalho. No setor de insumos, o crescimento foi de 3,6%, o que equivale a mais de 10 mil novas contratações.

O avanço do emprego no setor foi impulsionado pelo crescimento da participação de trabalhadores com maior qualificação profissional e pela ampliação do número de empregados com e sem carteira assinada. A presença feminina no agronegócio também continua a aumentar, mantendo a tendência observada em levantamentos anteriores.

A expansão da agroindústria elevou a demanda por serviços, impactando diferentes segmentos industriais. Entre os setores que mais contrataram, destacam-se o abate de animais, que registrou um aumento de 7,2% (43.760 pessoas), e a produção de massas e outros alimentos, com um crescimento de 10,4% (40.617 pessoas). O setor de móveis de madeira teve um aumento de 6,6% (32.167 pessoas), enquanto a moagem e a produção de produtos amiláceos cresceram 14,6% (22.588 pessoas).





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Método inovador amplia uso de fungo natural no controle biológico



Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveram um novo método para a produção do fungo Trichoderma asperelloides, importante ferramenta no controle biológico de doenças em culturas agrícolas.

A inovação utiliza farinha de arroz como substrato em um sistema de “biorreator em grânulo”, promovendo uma solução sustentável, eficiente e de baixo custo.

O novo processo gera grânulos secos com conídios (esporos) do fungo, que funcionam como “sementes biológicas”. Armazenados sob refrigeração, esses grânulos mantêm sua viabilidade por mais de 24 meses, o que facilita o uso em larga escala. Ao serem incorporados ao solo, combatem com eficácia o Sclerotinia sclerotiorum, causador do mofo branco em culturas como soja, algodão, feijão e tomate.

Segundo Lucas Guedes, pesquisador da Unesp responsável pela pesquisa, “o método não só amplia a produção de conídios, mas também aumenta a estabilidade do produto, tornando-o mais acessível e eficaz para o agricultor”.

Fontes de nitrogênio melhoram desempenho do fungo

A equipe avaliou cinco fatores no processo de fermentação do Trichoderma com o uso de farinha de arroz. A adição de 0,1% de nitrogênio ao substrato aumentou significativamente a produção de unidades formadoras de colônias (UFCs), medida usada para avaliar a viabilidade do fungo.

Além disso, fontes complexas de nitrogênio, como levedura hidrolisada e licor de milho, superaram fertilizantes tradicionais, como o sulfato de amônio. Também foram testadas embalagens com controle de umidade e oxigênio, que prolongam a vida útil do produto mesmo fora da refrigeração.

Sustentabilidade e economia com subprodutos agroindustriais

Gabriel Mascarin, da Embrapa, destacou o papel da farinha de arroz no projeto. “O uso de subprodutos agrícolas como o arroz quebrado não apenas reduz custos como promove sustentabilidade ao reaproveitar resíduos da agroindústria”.

Já Wagner Bettiol, também da Embrapa, explica que os grânulos funcionam como biorreatores naturais: “Liberam o fungo de forma gradual, sem gerar resíduos no ambiente”.

Alternativa aos fungicidas químicos

O uso de Trichoderma asperelloides é uma alternativa ao uso de fungicidas químicos, que podem gerar resistência dos patógenos e impactos ambientais. A nova formulação é eficaz contra diversos fitopatógenos do solo, como Fusarium, Rhizoctonia, Pythium e até nematoides, conforme o isolado utilizado.

Além disso, amplia as possibilidades de uso em diversas culturas e reduz os custos de produção frente às metodologias atuais baseadas em arroz convencional.

Potencial para o mercado nacional e internacional

A tecnologia desenvolvida tem potencial para impulsionar o uso de bioinsumos no Brasil e no exterior, reforçando a liderança brasileira em inovação agroambiental. A técnica atende às exigências da agricultura moderna por soluções sustentáveis, econômicas e de alto desempenho.

Mais informações sobre produtos com Trichoderma estão disponíveis na plataforma Agrofit, do Ministério da Agricultura (Mapa).

Principais usos do Trichoderma no controle biológico

1. Controle de mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum)

Previne e combate o patógeno que causa perdas severas em culturas como soja, feijão e algodão

2. Controle de outros fitopatógenos do solo

Eficaz contra doenças causadas por FusariumRhizoctoniaSclerotium e Pythium, comuns em diversas culturas agrícolas

3. Proteção de hortaliças e plantas ornamentais

Atua na prevenção de doenças que afetam o tomate, alface, ornamentasis e outras plantas de valor comercial

4. Controle de nematoides

Alguns isolados de Trichoderma são recomendados para reduzir populações de nematoides, organismos que afetam raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.

5. Substituição de fungicidas químicos

Reduz a dependência de produtos químicos, oferecendo uma solução sustentável e ambientalmente responsável.

6. Melhoria do solo agrícola

Promove um ambiente mais saudável no solo, aumentando a resistência natural das plantas a patógenos e melhorando a produtividade.

De acordo com a Embrapa, além de ser uma alternativa sustentável e econômica, o Trichoderma apresenta eficácia comprovada em diversas culturas e contribui para práticas agrícolas mais seguras e ambientalmente corretas.



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Drinques alcoólicos de cafés e desenhos com leite são destaques de torneio em SC



Florainópolis recebe até amanhã (6) competições conhecidas como Coffee in Good Spirits e Latte Art; baristas campeões representarão o Brasil nos campeonatos mundiais, em Genebra, na Suíça. O evento, aberto ao público, também realiza degustações e experiências com cafés especiais gratuitamente.

As competições, realizadas pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), como ação do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, revelarão os melhores baristas do país no preparo de drinks com café especial e no desenho com leite vaporizado no café.

No Campeonato Brasileiro de Latte Art, cada competidor deve realizar dois pares de desenhos com leite e café, utilizando diferentes técnicas. O barista apresenta previamente uma foto do desenho que pretende fazer e o seu desempenho será avaliado por juízes técnicos e visuais. Nesta modalidade, não se degusta a bebida, o que vale é a criatividade.

São 8 minutos para apresentar as artes nas xícaras e aquele que tiver o melhor desempenho será eleito campeão brasileiro e representará o país no mundial da categoria, em Genebra, na Suíça, de 26 a 28 de junho de 2025.

Já o Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits avalia as habilidades de mixologista dos baristas. Cada competidor tem 10 minutos para apresentar receitas de drinques alcoólicos, quentes e frios, tendo como base o café, que serão avaliados pelo júri.

O campeão será o representante nacional na competição mundial da categoria, que também ocorrerá em Genebra, de 26 a 28 de junho deste ano. O anúncio do vencedor ocorrerá, no domingo, às 15h.

O diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, disse que as competições , que acontecem de forma inédita em Florianópolis conecta profissionais e consumidores do café especial, com destacados baristas de cafeterias e torrefações espalhadas pelo Brasil. Também aproveitamos para enaltecer aos consumidores a diversidade do café especial, com a elaboração de drinques tendo o produto como base e, ainda, na experiência visual do latte art. Essa é uma vivência ímpar e completamente relevante para seguirmos aproximando a população brasileira dos cafés especiais e fomentando o consumo do produto em todo o país, explicou Estrela.

Café brasileiro para o mundo

A iniciativa tem o objetivo de apresentar o Brasil como uma nação dotada dos recursos naturais essenciais para o cultivo dos melhores cafés especiais e que investe ativamente para atingir os mais altos requisitos de qualidade, de forma sustentável e em observância a rígidas normas de direito social e ambiental.

Com vigência até agosto de 2025, uma das prioridades do projeto será investir em ações de qualificação e diversificação, com foco no apoio aos produtores de café canéfora (robusta e conilon) especial do país, nas certificações de qualidade e de sustentabilidade e nos cafés especiais produzidos por mulheres, fomentando a equidade de gênero na cafeicultura brasileira e a capacitação de provadoras profissionais de café.

O projeto atual tem como mercados-alvo: i) África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para os cafés crus especiais; e ii) Canadá, Chile, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem.

Os campeonatos ocorrem até domingo, no Oka Floripa Shopping, que fica na rodovia SC-405 4397, em Florianópolis. O horário de abertura do espaço com experiências e degustações de cafés especiais começa às 10h, e as competições ao meio-dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Transporte de grãos encarece com demanda e diesel alto



Frete registra alta no Distrito Federal e em Goiás




Foto: Pixabay

O preço do frete com origem no Distrito Federal apresentou aumentos expressivos em fevereiro, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (30). As rotas para Araguari (MG), Santos (SP) e Imbituba (SC) registraram elevações de 15%, enquanto outros destinos tiveram reajustes entre 12% e 13%. De acordo com a Conab, o aumento na demanda por transporte, o preço elevado do diesel e a revisão da tabela de fretes são os principais fatores para a alta.

A Conab aponta que o diesel representa entre 40% e 60% do valor do frete, tornando-se o fator de maior impacto na elevação dos preços. “A expectativa para os próximos meses é de alta nas cotações de fretes, considerando a instabilidade cambial, os aumentos nos preços do combustível e a maior procura por transporte”, destaca o relatório. O avanço da colheita da soja, que já ultrapassa 70%, tem pressionado os custos. No Distrito Federal, a safra 2024/25 de soja está estimada em 327.173 toneladas, um aumento de 6,1% em relação ao ciclo anterior. Para o milho, a previsão é de 417.611 toneladas, um incremento de 21,7%.

Em Goiás, a demanda por transporte também foi alta em fevereiro, principalmente para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Segundo a Conab, transportadoras enfrentaram dificuldades na disponibilidade de caminhões em regiões como Rio Verde, Cristalina, Catalão e Bom Jesus. “Os reajustes nos fretes variaram entre 48% e 73% em relação ao mês anterior”, informa o boletim. O aumento no preço dos combustíveis e a concentração da colheita no estado intensificaram a procura por transporte. Até o final de fevereiro, aproximadamente 60% da soja goiana havia sido colhida, com cerca de 45% da produção comercializada. No período analisado, Goiás respondeu por 7,4% das exportações brasileiras de milho e 8,1% das de soja.





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UE diz que acordo comercial com o Mercosul é uma “grande oportunidade”…


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BRUXELAS (Reuters) – Fechar um acordo comercial com o bloco Mercosul seria uma “grande oportunidade” para a União Europeia, dadas as incertezas provocadas pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adotar uma nova rodada de tarifas, disse um porta-voz da UE nesta sexta-feira.

“Vamos investir muito tempo e energia com os Estados membros para finalizar o acordo”, acrescentou.

Apesar das reservas anteriores, a França realizou na quinta-feira uma reunião com 10 países da UE para discutir um possível acordo comercial com o Mercosul, sinalizando disposição de diversificar as parcerias comerciais.

(Reportagem de Benoit Van Overstraeten)

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Senar-SP premiará fotos que mostram a vida no campo



O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em São Paulo (Senar-SP) abriu as inscrições para o Concurso Fotográfico 2025, com o tema “Cuidando da Terra, Alimentando Vidas”. A iniciativa busca retratar a diversidade, a riqueza e a realidade humana das propriedades rurais paulistas, que alimentam o Brasil e o mundo, preservando o meio ambiente e adotando práticas sustentáveis.

O estado de São Paulo possui cerca de 330 mil propriedades rurais, que destinam, em média, 22% de sua área à vegetação nativa. Além de ser referência em produtos como cana-de-açúcar, soja, laranja, milho e café, também é destaque na agricultura familiar, na produção de alimentos e no turismo rural. O concurso quer registrar essa pluralidade em imagens captadas por fotógrafos profissionais e amadores.

Quem pode participar

Podem participar fotógrafos amadores e profissionais residentes no estado de São Paulo, brasileiros natos ou naturalizados, com mais de 18 anos. Cada participante pode inscrever até três fotos inéditas, coloridas ou em preto e branco, feitas com câmeras fotográficas ou celulares.

As inscrições são gratuitas e vão até o dia 25 de abril de 2025, exclusivamente por meio de formulário online. As imagens devem refletir a harmonia entre sustentabilidade e segurança alimentar nas propriedades rurais paulistas.

Premiação e exposição

Serão premiadas as quatro melhores fotos, além de uma escolhida por votação popular. Todos os cinco vencedores receberão premiação em dinheiro e troféus. Além disso, os 30 primeiros colocados terão seus trabalhos expostos em uma mostra oficial do Senar-SP, com data a ser divulgada.

Segundo o presidente do Sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, o concurso é uma forma de aproximar o público urbano do meio rural e reconhecer o papel do produtor na produção de alimentos, preservação ambiental e economia do país.

“Não é um simples concurso de fotografias. Queremos mostrar o valor do campo e de quem trabalha nele, conectando sociedade e agro por meio da arte”, afirma Meirelles.

Para Carlos Eduardo Cerri, assessor da presidência da Faesp e curador do concurso, a ação busca valorizar outros olhares sobre o agro, indo além das lavouras e das máquinas. “Teremos imagens icônicas do mundo rural que vão além do que comumente vemos”, destaca.

Concurso fotográfico ‘Cuidando da Terra, Alimentando Vidas’

  • Inscrições: até 25 de abril de 2025
  • Seleção das obras: 28 de abril a 12 de maio
  • Classificação: 13 de maio a 2 de junho
  • Votação popular: 6 a 30 de junho
  • Inscreva-se aqui
  • Consulte o regulamento



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Manhã de sábado tem recorde de frio em 2025, com termômetros abaixo de zero



O município de Urupema, localizado na Serra Catarinense, amanheceu com frio intenso neste sábado (5). Os termômetros registraram temperaturas abaixo de zero, marcando -0,2°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Epagri/Ciram.

Outras localidades de Santa Catarina também registraram temperaturas bastante baixas. Em São Joaquim, os termômetros marcaram 3,1°C; em Urubici, 3,8°C; e em Campo Belo do Sul, 4,4°C.

No Rio Grande do Sul e no Paraná, o frio também foi intenso. Em Quaraí (RS), a mínima foi de 4,2°C, enquanto em General Carneiro (PR) os termômetros marcaram 7,2°C.

Capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste batem recorde de frio em 2025

O frio se espalhou também pelas capitais. São Paulo amanheceu com 15,8°C. Em Porto Alegre, a mínima foi de 12,5°C; em Curitiba, 12,4°C; em Florianópolis, 16,6°C; e até Campo Grande, capital sul-mato-grossense, registrou frio, com 18,1°C.

As baixas temperaturas são consequência de uma massa de ar polar que se espalhou pelo Brasil após a chegada de uma frente fria. A previsão indica que o frio deve continuar no domingo (6) e na segunda-feira (7), com manhãs e noites geladas nas mesmas regiões.

Todos os dias, o site do Canal Rural divulga a previsão do tempo e alertas meteorológicos em todo o Brasil, com informações da Climatempo.



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8 milhões já declararam o IR 2025; veja formas seguras de enviar a sua declaração



A Receita Federal e o Serpro informam que até às 17 horas desta sexta-feira (4) foram entregues 8.202.141 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), ano-calendário 2024. Todas as formas de envio da declaração do IR 2025 estão funcionando normalmente sem registros de instabilidade.

Os contribuintes têm três opções para fazer a declaração do Imposto de Renda 2025: pelo programa para computadores, pelo aplicativo para celular e pelo portal e-CAC na plataforma Gov.br.

O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Amarildo José Rodrigues, explica como funciona cada opção.

Programa gerador do IR 2025

O contribuinte precisa baixar o programa gerador de declaração, disponível no site da Receita Federal do Brasil.

“Essa opção é recomendada para os contribuintes que possuem declarações mais complexas, com muitas informações a serem declaradas”, destaca o professor.

O programa para computadores, chamado IRPF 2025, tem versões para Windows, macOS, Linux e multiplataforma.

Aplicativo para celular

O aplicativo da Receita Federal está disponível para os sistemas Android e iOS.

“Essa é uma opção ideal para quem busca praticidade e agilidade no preenchimento da declaração”.

Em 2025, o nome do aplicativo para fazer a declaração mudou. Antes chamado de “Meu Imposto de Renda”, agora recebeu o nome de Receita Federal.

e-CAC

A terceira e última opção é realizar a declaração diretamente no portal e-CAC. É necessário ter acesso e senha na plataforma Gov.br.

Cuidados na hora de baixar programa

O professor Alessandro Pereira Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), alerta que o único órgão responsável por disponibilizar o programa é a Receita Federal.

“Não se deve baixar o programa de outros sites. Então, tem que ser o programa da Receita Federal”.

Uma forma de garantir que o aplicativo ou programa é autêntico é verificar o endereço do site. Se ele não estiver no domínio Gov.br, há risco de ser um software falso criado para roubar dados do contribuinte.

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo?

No ano passado, a regulamentação da reforma tributária foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Lula. Em 2025, o governo já enviou para o Congresso um projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Como as duas notícias tiveram grande repercussão, algumas pessoas têm se perguntado se a reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil estão valendo para a declaração deste ano. Objetivamente, podemos afirmar que não.

“Sobre a reforma tributária, ela não influenciará no Imposto de Renda. Isso porque a reforma ainda está em andamento e, até agora, apenas a primeira fase foi aprovada, que trata da criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Essas mudanças afetam apenas o consumo, não o Imposto de Renda. A segunda fase da reforma, que poderia alterar o Imposto de Renda para as Pessoas Físicas, ainda não foi aprovada”, explica Márcia Ferreira de Godoi, professora do curso de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera.

Entre as medidas que podem ser aprovadas nesta segunda fase está a prometida isenção para quem ganha até R$ 5 mil. As regras do projeto já estão definidas, mas ainda vão passar por muito debate.

O vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ), Paulo Pêgas, alerta que a novidade ainda deve demorar um pouquinho.

“A pessoa que tenha renda bruta de até R$ 5 mil não pagará mais qualquer valor de Imposto de Renda a partir de janeiro de 2026, caso o projeto seja realmente aprovado na Câmara e no Senado. Agora, isso só valerá na declaração de 2026, que será enviada à Receita Federal entre março e maio de 2027. Entre março e maio do ano que vem, enviaremos a declaração referente a este ano, 2025. Vai demorar um pouco para que haja reflexo na hora da declaração do Imposto de Renda”.

Por enquanto, a faixa de isenção do IRPF é para quem ganhou até dois salários mínimos mensais em 2024. Lembrando que o prazo para declaração do Imposto de Renda vai até a última sexta-feira de maio, dia 30.



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Combustíveis ficam mais caros no trimestre


Os preços médios dos combustíveis apresentaram variações discretas em março de 2025, segundo o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A gasolina comum recuou 0,2% no mês, sendo vendida a R$ 6,422 por litro. O etanol também caiu 0,2%, com valor médio de R$ 4,427. Já o diesel, tanto na versão comum quanto na S-10, teve queda de 0,4%. O único combustível a subir foi o GNV, com alta de 0,5%.

Apesar da estabilidade recente, o cenário inflacionário ainda pressiona o bolso do consumidor. No acumulado do primeiro trimestre, todos os combustíveis ficaram mais caros, com destaque para o etanol, que subiu 6,3%, seguido pelo diesel comum (+4,8%) e S-10 (+4,7%). A situação é ainda mais preocupante na comparação anual: o etanol disparou 21,6% em 12 meses, enquanto a gasolina comum subiu 10,3%, a aditivada 10,1%, o diesel comum 8,5% e o S-10, 8,4%.

A gasolina comum atingiu os maiores valores no Norte (R$ 6,860) e Nordeste (R$ 6,479), enquanto os menores preços foram registrados no Sudeste (R$ 6,260) e Centro-Oeste (R$ 6,468). O etanol seguiu padrão semelhante, com os preços mais altos no Norte (R$ 5,282) e Nordeste (R$ 4,924), e os mais baixos no Sudeste (R$ 4,314) e Centro-Oeste (R$ 4,427).

 





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JBS destaca soluções sustentáveis e convergência para o agronegócio brasileiro na COP30



Em meio aos debates sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, a JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, reafirmou seu compromisso com práticas sustentáveis e o papel do Brasil como protagonista na agenda climática global. Durante o seminário COP30 Amazônia, realizado na última quinta-feira (3), em Belém (PA), a diretora de Sustentabilidade da companhia, Liège Vergili Correia, defendeu a importância de parcerias e da inovação para o desenvolvimento sustentável da região.

“É importante buscarmos os pontos de convergência que temos enquanto empresas e pessoas que vivem e tiram o seu sustento do bioma. Precisamos mostrar o que país tem a oferecer: o Brasil faz parte da solução climática de forma afirmativa e definitiva”, afirmou Liège.

No painel “O papel da iniciativa privada para fomentar a inovação na Amazônia”, Correia destacou o potencial da bioeconomia como vetor de transformação, além de citar exemplos concretos de boas práticas no campo. “Temos pastagens extremamente produtivas, agroflorestas e modelos de bioeconomia que geram resultados concretos e escaláveis. A COP30 será uma vitrine para esses cases de sucesso”, acrescentou.

Três caminhos para a pecuária na Amazônia

Sobre os desafios da pecuária na região, a diretora falou sobre os três cenários possíveis para as empresas: abandonar o bioma Amazônia – para fugir do risco de comprar animais provenientes do desmatamento ilegal, mas prejudicando o desenvolvimento da economia local -, atuar na ilegalidade ou buscar parcerias com outras empresas, poder público e sociedade civil para a regularização das propriedades e requalificação comercial dos produtores.

A JBS optou pela terceira via. “Estamos investindo na inclusão produtiva e ambiental dos pecuaristas por meio dos Escritórios Verdes, presentes em 20 unidades físicas. O atendimento é gratuito e inclui apoio técnico, orientação para práticas sustentáveis e auxílio na regularização ambiental das propriedades”, explicou.

Fundo JBS pela Amazônia: inclusão e conservação

Outro destaque da participação da JBS no evento foi o Fundo JBS pela Amazônia, criado para financiar iniciativas inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. Segundo a executiva, o fundo já apoiou mais de 20 projetos, beneficiando mais de 6.500 famílias e ajudando a conservar 1,9 milhão de hectares de floresta.

Além disso, contribuiu para desbloquear R$ 2,2 milhões em crédito voltado a negócios de bioeconomia. “Trabalhamos em parceria com cooperativas e comunidades locais para criar modelos de negócio viáveis, promovendo o fortalecimento das cadeias produtivas e da bioeconomia amazônica”, concluiu.



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